Author Archives: passea

COM O PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO, UMA NOVA ALEGRIA DE VIVER

COM O PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO, UMA NOVA ALEGRIA DE VIVER.

Sou um alcoólico em recuperação que só pela graça e misericórdia divina não bebi hoje, não tive vontade e, melhor ainda, não precisei beber. Agradeço aos meus familiares, amigos, companheiros(as) de Alcoólicos Anônimos e, especialmente, ao Poder Superior, Deus na forma em que eu O concebo, por ter me libertado da escravidão do álcool, concedendo-me uma nova chance de vida.

Há alguns anos atrás, depois de sete anos de Irmandade, estava passando por experiências dolorosas que acabaram por me conduzir ao entendimento de que, até aquele momento, havia apenas ADMITIDO o Programa de Recuperação e que agora, se quisesse de fato experimentar uma nova vida e gozar do cumprimento das promessas de A.A., era necessário ACEITÁ-LO. Este despertar lançou-me numa busca para melhor conhecê-lo e praticá-lo.

Nesse exercício descobri ser de vital importância estar bem informado a respeito de nossa Irmandade, visto que, muitas vezes, a mensagem de A.A. transmitida de forma deturpada pode ocasionar ou prolongar sofrimentos facilmente evitáveis e ainda resultar em mortes desnecessárias.

Iniciei uma pesquisa que resultou neste singelo trabalho que agora, modestamente, peço licença para compartilhá-lo.

Antes, porém, gostaria de contar-lhes uma

experiência que me ajudou a ampliar o entendimento sobre a importância dessa Irmandade para a minha vida e de como ela me salvou dessa “estranha e fatal doença chamada alcoolismo”, mesmo antes do meu nascimento.
Sonhei que estava no ano de 1935, na cidade de Akron, Ohio, Estados Unidos e me vi no Hotel Mayflower observando nosso co-fundador Bill W. Ele estava frustrado, pois havia sido derrotado por um grupo rival numa disputa que envolvia o controle acionário de uma pequena companhia de ferramentas daquela cidade. Não bastasse isso, seus sócios no negócio o deixaram sozinho no hotel com apenas dez dólares no bolso. Encontrava-se andando de um lado para o outro no saguão do hotel, quando de repente ocorreu-lhe um pensamento: “vou me embriagar!” O pânico tomou conta dele, e de mim também, comecei a gritar desesperadamente para que ele não fosse para o bar do hotel tomar um trago, mas ele não me escutava. Foi quando me dei conta de que eu ainda nem havia nascido. Para minha felicidade e alívio, Bill se lembrou que, quando tentava ajudar outra pessoa, ele permanecia sóbrio. Pela primeira vez ele compreendeu isso profundamente e pensou: “Você precisa de um outro alcoólico para conversar. Você precisa de um outro alcoólico, tanto quanto ele precisa de você”. Então resolveu entrar na cabine telefônica para procurar por uma pessoa que poderia colocá-lo em contato com outro alcoólico. Nesse instante as lágrimas rolaram pelo meu rosto e acordei chorando de emoção. Num sobre salto sentei-me na cama e minha esposa, assustada, perguntou: “O que está acontecendo?” Respondi: Minha vida acabou de ser salva! Ela continuou sem entender nada. Imaginem vocês que, se Bill estivesse escolhido o caminho do bar, não ocorreria o famoso encontro com nosso outro co-fundador o Dr. Bob. Encontro esse que estava previsto para durar apenas 15 minutos, mas, graças à identificação entre os dois alcoólicos, durou mais de cinco horas.

Caso isso não ocorresse, provavelmente, nossa Irmandade não existiria e, com certeza, esse que vos escreve não estaria aqui contando esta história.

O fato é que, buscando conhecer a história de Alcoólicos Anônimos e analisando algumas experiências pessoais, inclusive as minhas, restou-me claro que nossa Irmandade não é apenas obra do acaso. Ele não conseguiria ser tão perfeito.

Acredito fielmente que o Poder Superior, Deus na minha concepção, em sua infinita bondade e misericórdia, traçou um plano, um programa, muito bem arquitetado de salvação, de libertação, para que os doentes alcoólicos fossem também alcançados.

E é justamente sobre esse Programa de Recuperação que, a partir de agora, passo a compartilhar.

Busquei no dicionário o significado das palavras PROGRAMA: plano, projeto ou resolução acerca do que se há de fazer; e RECUPERAÇÃO: adquirir novamente; reconquistar; restaurar-se. Observem que o significado nos sugere decisão seguida de ação restauradora, que é exatamente a proposta sugerida em nossos DOZE PASSOS como o Programa de Recuperação.

Permita-me fazer um breve histórico de como foram escritos “Os Doze Passos”.

Em dezembro de 1938 eles foram minutados de forma surpreendente, aproximadamente, meia hora. Essa história descrita nas páginas 138 a 140 do Livro “A.A. Atinge a Maioridade” é de emocionar. Sua narrativa descreve momentos de grande apreensão vividos por Bill. Ele estava às voltas com os manuscritos (rascunhos) de alguns capítulos do livro Alcoólicos Anônimos, e era chegada a hora de contar (escrever) como o programa de recuperação do alcoolismo realmente funcionava. Essa seria a espinha dorsal do livro. Realizar essa tarefa tão importante, em condições normais já seria difícil, imagine pressionado pelas dificuldades financeiras, pelas críticas arrasadoras que os primeiros capítulos recebiam nos grupos de New York, pela pressão dos acionistas achando que o livro estava indo muito devagar e tinham diminuído suas contribuições. Não bastasse tudo isso, o fato de nunca ter escrito nada antes o preocupava profundamente. Nesse turbilhão, exausto, magoado e quase a ponto de jogar o rascunho pela janela, num estado que era tudo, menos espiritual, mas ciente que a tarefa tinha que ser feita, naquela noite de dezembro de 1938, vindo em sua mente pouco a pouco algum tipo de luz, sentou-se na cama com um lápis na mão e um bloco de papel rabiscado sobre o joelho, com apenas alguma idéia de que nossa literatura teria que ser a mais clara e compreensível possível, que os nossos passos teriam que ser mais explícitos para evitar abrir brechas através da qual a racionalização alcoólica pudesse entrar. Quando começou a escrever, dispôs-se a rascunhar mais de seis passos, quantos mais ele não sabia. Relaxou e pediu ajuda divina. Vejam o que aconteceu, relatado pelo próprio Bill: “Com uma velocidade surpreendente, tendo em conta minhas emoções, completei o primeiro rascunho. Isso levou talvez meia hora. As palavras continuavam a surgir. Quando atingi um certo ponto, numerei os novos passos. Eram doze ao todo. De alguma forma, esse número me pareceu significativo. Sem qualquer motivo ou razão especial, eu os relacionei com os doze apóstolos. Sentindo-me agora muito aliviado”.

Lembramos que já haviam seis passos formulados cujas idéias básicas vieram dos Grupos Oxford, de William James e do Dr. Silkworth, além das considerações de várias outras pessoas.
Pelo conteúdo e forma como foram escritos (inspirados), resta comprovado que estes PASSOS não são obra do homem e sim fruto da vontade divina.

No prefácio do Livro “Os Doze Passos” estão escritas as seguintes palavras: “Os Doze Passos de Alcoólicos Anônimos consistem em um grupo de princípios, espirituais em sua natureza que, se praticados como um modo de vida, podem expulsar a obsessão pela bebida e permitir que o sofredor se torne íntegro, feliz e útil”.

Creio que o Poder Superior, Deus na minha concepção, quando nos legou os Doze Passos, para nossa recuperação individual, presenteou-nos com uma caixa de ferramentas espirituais, cuja finalidade, além do nosso conserto, da nossa reparação, é serem utilizadas em nossas dificuldades na vida diária. Na verdade estes princípios poderiam ser comparados a uma bomba espiritual do bem, poderosíssima: onde ela cai liberta inúmeras vidas. Prova disso é a utilização destes princípios, com sucesso, por diversas irmandades paralelas à nossa, com outros tipos de problemas que não sejam o álcool. Alguns exemplos são: Narcóticos Anônimos, Neuróticos Anônimos, Jogadores Anônimos, Comedores Compulsivos Anônimos, Introvertidos Anônimos, MADA – Mulheres que Amam Demais Anônimas, etc. (tem-se notícia de que existem mais de cem).

Infelizmente muitas vezes nós mesmos, membros de A.A., ao desprezarmos os Doze Passos, sugeridos como um programa de recuperação, até mesmo alguns de nós que já os conhecemos, mas pouco os praticamos, e não falamos sobre eles porque ainda duvidamos que tenham muita eficácia, temos nos prejudicado evitando que as promessas, descritas no Capítulo 6, “Entrando Em Ação”, do Livro Alcoólicos Anônimos, se cumpram em nossas vidas, as quais são:

1ª) Se formos cuidadosos, nesta fase do nosso crescimento, ficaremos surpresos antes de chegar à metade do caminho.

2ª) Estamos a ponto de conhecer uma nova liberdade e uma nova felicidade.

3ª) Não lamentaremos o passado, nem nos recusaremos a enxergá-lo.

4ª) Compreenderemos o significado da palavra serenidade e conheceremos a paz.

5ª) Não importa até que ponto descemos, veremos como nossa experiência pode ajudar outras pessoas.

6ª) Aquele sentimento de inutilidade e auto-piedade irá desaparecer.

7ª) Perderemos o interesse em coisas egoístas e passaremos a nos interessar pelos nossos semelhantes.

8ª) O egoísmo deixará de existir.

9ª) Todos os nossos pontos de vistas e atitudes perante a vida irão se modificar.

10ª) O medo das pessoas e da insegurança econômica nos abandonará.

11ª) Saberemos intuitivamente como lidar com situações que costumavam nos desconsertar.

12ª) Perceberemos de repente que Deus está fazendo por nós o que não conseguimos fazer sozinhos.

Serão estas promessas extravagantes? Achamos que não. Estão sendo cumpridas entre nós – às vezes depressa, outras devagar. Sempre se tornarão realidade, se trabalharmos para isto.
Certa vez ouvi uma história que exemplifica bem o que estou dizendo: “Um senhor, famoso religioso inglês, foi chamado à casa de uma senhora de idade que estava confinada à cama. A desnutrição estava acabando com ela. Durante sua visita, ele notou um documento emoldurado pendurando na parede. Perguntou à mulher: É seu? Ela disse que sim, e explicou que tinha trabalhado como doméstica no lar de uma família inglesa. “Antes de a Condessa Fulana morrer, explicou a mulher, ela me deu isto. Trabalhei para ela durante quase meio século. Tive tanto orgulho deste papel porque ela me deu. Mandei colocar numa moldura. Ficou pendurado na parede desde a morte dela, já faz 10 anos.”
O senhor perguntou: “A senhora me daria licença para levá-lo e mandar examiná-lo mais de perto?”
“Oh! Sim”, disse a mulher, que nunca aprendera a ler, “é só cuidar para que eu receba de volta”.
O senhor levou o documento às autoridades. Estas já o tinham procurado. Tratava-se de uma herança. A dama da nobreza inglesa legara à sua empregada uma casa e dinheiro.
Aquela mulher morava numa casinha de um só cômodo, feita de caixas de madeira, e estava morrendo de fome – mas tinha pendurado na parede um documento que a autorizava a receber todos cuidados e a morar numa casa excelente. O dinheiro estava acumulando juros. Pertencia a ela. O senhor ajudou-a a obtê-lo, mas o dinheiro não fez tanto bem a ela quanto poderia ter feito mais cedo.

Acho que isto é um exemplo daquilo que tem acontecido a boa parte dos Grupos de Alcoólicos Anônimos. Moramos numa casinha desmoronada – espiritualmente falando – enquanto deixamos no canto de alguma parede do grupo nossos Doze Passos, cheios de poeira e teias de aranha. Muitas vezes temos orgulho deles. Mas raramente nos damos ao trabalho de praticá-los e descobrir aquilo que, segundo eles dizem, ser uma dádiva que pertence a nós. Além das paredes, eles deveriam estar em nossas mentes, espíritos e corações, para que fossemos convertidos em instrumentos poderosos na transmissão da vontade divina. Cumprindo assim a única sugestão, ou melhor, missão delegada que é a de transmitir ao alcoólico que ainda sofre essa mensagem de salvação.

Ainda no Livro “Alcoólicos Anônimos”, também conhecido como “Livro Azul”, em seu Capítulo 5, “Como Funciona”, inicia-se com as seguintes palavras: “Raramente vimos alguém fracassar tendo seguido cuidadosamente nosso caminho”. Se a pessoa se entregar inteiramente a este programa, que é simples, e tiver a capacidade de ser honesta consigo mesma, terá grandes probabilidades de alcançar êxito.

“Aqui estão os passos que aceitamos, os quais são sugeridos como Programa de Recuperação”.

OS DOZE PASSOS DE A.A.

PRIMEIRO PASSO – “Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – Que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas”.
“O Primeiro Passo nos revelou um fato surpreendentemente paradoxal: descobrimos que éramos totalmente incapazes de nos livrar da obsessão pelo álcool até que admitíssemos nossa impotência diante dele”.

SEGUNDO PASSO – “Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia devolver-nos a sanidade”.
“No Segundo Passo vimos que já não éramos capazes de, por nossos próprios meios, retornar à sanidade, e que algum Poder Superior teria que fazê-lo por nós, para que pudéssemos sobreviver”.

TERCEIRO PASSO – “Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de DEUS na forma em que o concebíamos”.
“Em conseqüência no Terceiro Passo, entregamos nossa vontade e nosso destino aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos. A título provisório, aqueles de nós que eram ateus ou agnósticos descobriram que o nosso grupo ou A.A. no todo, poderia atuar como poder superior”.

QUARTO PASSO – “Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos”.
“A partir do Quarto Passo, começamos a procurar dentro de nós as coisas que nos haviam levado à bancarrota física, moral e espiritual e fizemos um corajoso e profundo inventário moral”.

QUINTO PASSO – “Admitimos perante DEUS, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas”.
“Em face do Quinto Passo, decidimos que apenas fazer um inventário não seria suficiente; sabíamos que era necessário abandonar nosso funesto isolamento com nossos conflitos e, honestamente, confiá-los a Deus e a outro ser humano”.

SEXTO PASSO – “Prontificamos inteiramente a deixar que DEUS removesse todos esses defeitos de caráter”.
“No Sexto Passo, muitos dentre nós recuaram pela simples razão de que não desejavam a pronta remoção de alguns defeitos de caráter dos quais ainda gostavam muito. Sabíamos, porém, todos, da necessidade de nos ajustar ao princípio fundamental deste passo. Portanto, decidimos que, embora tivéssemos alguns defeitos de caráter que ainda não podíamos expulsar, devíamos de todos os modos abandonar nossa obstinada e revoltante dependência deles. Dissemos: “Talvez não possa fazer isso hoje mas, pelo menos, posso parar de protestar: não, nunca!”

SÉTIMO PASSO – “Humildemente rogamos a ELE que nos livrasse de nossas imperfeições”.
“Então no Sétimo Passo, rogamos humildemente a Deus que, de acordo com as condições reinantes no dia do pedido e se esta fosse a Sua vontade, nos libertasse de nossas imperfeições”.

OITAVO PASSO – “Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados”.
“No Oitavo Passo continuamos a limpeza de nosso interior, pois sabíamos que não só estávamos em conflito conosco, como também com pessoas e fatos do mundo em que vivíamos. Precisávamos começar a restabelecer relações amistosas e, para esse fim, relacionamos as pessoas que havíamos ofendidos, nos propusemos, com disposição, a remediar os males que praticamos”.

NONO PASSO – “Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo, significasse prejudicá-las ou a outrem”.
“Prosseguindo nesse desígnio no Nono Passo, reparamos diretamente junto às pessoas atingidas, os danos causados, salvo, quando disso resultassem prejuízos para elas ou outros”.

DÉCIMO PASSO – “Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados nós o admitíamos prontamente”.
“No Décimo Passo, havíamos iniciado o estabelecimento de uma base para a vida cotidiana, conhecendo claramente que seria necessário fazer de maneira contínua o inventário pessoal, admitindo prontamente os erros que fôssemos encontrando”.
DÉCIMO PRIMEIRO PASSO – “Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade”.
“No Décimo Primeiro Passo vimos que se um Poder Superior nos havia devolvido à sanidade e permitido que vivêssemos com relativa paz de espírito num mundo conturbado, valia a pena conhecê-lo melhor, através do contato mais direto possível. Ficamos sabendo que o uso persistente da oração e da meditação abriria, de fato, o canal para que, no lugar onde havia existido um fio de água, corresse um caudaloso rio que nos levava em direção ao indiscutível poder e à orientação segura de Deus, tal como estávamos podendo conhecê-lo, cada vez melhor”.

DÉCIMO SEGUNDO PASSO – “Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoólicos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades”.

“Assim, praticando esses passos, experimentamos um despertar espiritual sobre o qual, afinal, não nos restava a menor dúvida”.

“… em breve amaria a Deus, e O chamaria pelo nome”.

“Até o último dos recém-chegados descobre recompensas nunca sonhadas quando procura ajudar seu irmão alcoólico”.

“… está à beira da descoberta de alegrias, experiências e mistérios jamais sonhados”.

“Livremente receberam e livremente dão…, eis o coração deste último passo”.
“Muitos de nós exclamamos: Que tarefa tão difícil! Não consigo fazer isto tudo. Não desanime. Nenhum de nós conseguiu seguir estes princípios de um modo perfeito. Não somos santos. O importante é estarmos dispostos a crescer espiritualmente. Os princípios que enunciamos são guias para progredir. Pretendemos o progresso espiritual e não a perfeição espiritual”.

Ressaltamos que “Os Doze Passos” são apenas sugestões. Por fim, a prática dos Doze Passos aliada a prática das Doze Tradições e dos Doze Conceitos torna-se a maneira de vida de A.A.

ACEITANDO A MANEIRA DE A.A.

“Seguimos os Passos e as Tradições de A.A. porque realmente os desejamos para nós. Não é mais uma questão de ser uma coisa boa ou ruim; aceitamos porque sinceramente desejamos aceitar. Esse é o processo de crescimento em unidade e serviço. Essa é a prova da graça e do amor de Deus entre nós”. (Alcoólicos Anônimos Atinge a Maioridade).

“É divertido observar o meu crescimento em A.A. Eu lutei contra aceitar os princípios de A.A. desde o momento em que ingressei, mas aprendi pela dor de minha beligerância que, escolhendo viver pela maneira de vida de A.A., eu me abria para a graça e o amor de Deus. Então comecei a conhecer o significado total de ser um membro de Alcoólicos Anônimos”. (Reflexões Diárias – Dia 27 de junho).

Nosso abraço fraterno e votos de Serenidade, Coragem e Sabedoria.

Mário S.

PARA RELEMBRAR

VIVÊNCIA
RELEMBRANDO

VIVÊNCIA: 20 ANOS LEVANDO A MENSAGEM DE A.A.

No decorrer do ano de 1985 a Junta de Custódios e os Comitês reuniram-se em Baependi, Minas Gerais. Havia um anseio generalizado de se editar uma revista para o A.A. brasileiro. Aragão prontificou-se a editá-la em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Mas, estaria a Irmandade suficientemente madura para sustentar uma revista? O que publicaríamos? Como seria o nome da revista? Tamanho, periodicidade? E o encarregado? Aragão sugeriu: REVISTA BRASILEIRA DE A.A., ele se encarregaria. O pagamento da gráfica e dos profissionais seria feito com o resultado da venda da revista. Depois de muita discussão Aragão foi autorizado a editar o NÚMERO ZERO da Revista, em Campo Grande, MS. Embora houvesse falhas, a Revista foi um sucesso total. Os 5.000 exemplares editados foram quase todos vendidos em tempo recorde. A revista era viável.
Em 1986, devido a problemas técnicos e editoriais, consoante apreciação e parecer do Comitê de Literatura da Junta, a Revista Brasileira de A.A. foi transferida para ser editada e publicada em Brasília, sob nova direção, o diretor da revista seria o companheiro Chaves, custódio classe B (alcoólico).
Nessa ocasião o nome da Revista mudou-se para VIVÊNCIA. Adquiriu um formato bem menor, quase de bolso e instituiu-se a assinatura anual. A revista crescia.
1988 – A Revista Vivência, nesta ocasião era editada em Brasília e distribuída pelo ESG. Logo com o 2º número aconteceu um acidente: uma das caixas que levava a revista de Brasília a São Paulo extraviou-se no caminho; o que sobrou do número dois, esgotou-se rapidamente, tornando aquela edição uma verdadeira raridade.
1989 – Brasília editou treze números. Todos da melhor qualidade dentro daquele enfoque editorial: a revista era feita não para os membros de A.A., mas para as pessoas de fora da Irmandade. Em outubro de 1990 a Junta resolveu passar a direção da Revista ao companheiro Carvalho, de Fortaleza.
Carvalho, Alexandre e Gil editaram o nº 14. Havia cerca de 3.000 assinantes. Em 1991 mudou-se o enfoque da Revista: a publicação passou a ser feita pelos companheiros de A.A. para os companheiros de A.A. Cada edição trazia um artigo de um profissional da medicina. A tiragem era trimestral. Em junho de 1992 – foi editado o último número da revista em Fortaleza: o nº 24.
Em 1993 a Vivência veio morar em São Paulo. Na Conferência a Junta de Custódios nomeou nova direção para a Vivência; à frente, os companheiros: Antonio, A. Barão, Mário S. e Sebastião A. O primeiro número editado em São Paulo foi o nº 25: mudou o formato e o conteúdo, com variado número de depoimentos, com ênfase às realizações dos organismos de serviço.
A partir de janeiro de 1994, com a edição nº 27 a revista passou a ser bimestral. Nesse período até o nº 29, a Vivência deu muita ênfase aos eventos de A.A. Até maio de 1995 essa diretoria havia composto onze números da revista e, esteticamente, a Vivência já estava bem próxima dos dias de hoje.
A Conferência institui o Comitê de Publicações Periódicas (CPP) e a edição de nº 36 já foi editada por este Comitê tendo como coordenador o companheiro José Roberto e o gráfico de profissão, companheiro Sebastião.
Em 1996 o companheiro Vagner, apadrinhado pelos companheiros José Roberto e Sebastião assume o Comitê de Publicações Periódicas. Ao longo desses anos a revista contou com a colaboração da companheira Eliane G., Marcelo, Marlene, Graça e com a do França, que é fotógrafo. 1998 – O Comitê, além da edição, começou a controlar sistematicamente a distribuição aos assinantes: – quantidade de assinantes ativos e inativos, RVs, estoques e reclamações.
1999: a qualidade editorial da Revista foi melhorando; as falhas de distribuição reduziram-se a níveis aceitáveis.
Ano de 2000: com a entusiasmada atuação dos Coordenadores Estaduais e Representantes da Vivência cresce cada dia mais o número de assinantes.
Em 2001 a revista já contava com cerca de 8.000 assinantes assíduos e uma tiragem de 10.000 exemplares.
De 2002 a 2005:
Neste ano de 2002 assumimos o Comitê de Publicações Periódicas. Em meados de maio, o companheiro Iguatemy e, em agosto, como colaboradora a companheira Maria Olívia ,que selecionava as matérias, digitava os textos, corrigia a ortografia, redação e colocava as ilustrações na Revista.
Nosso objetivo inicial não foi introduzir modificações na operacionalidade do CPP e, sim uma avaliação do andamento dos trabalhos dos funcionários, da equipe de produção, projeto gráfico, revisão e editoração.
Não podíamos improvisar nem fugir da realidade; uma reestruturação seria necessária, porém encarada com muita seriedade.
A falta de companheiros servidores era e é sempre uma constante. Neste caso específico os requisitos mínimos de conhecimentos necessários da nossa língua e de redação limitam o número de colaboradores, mesmo aqueles que têm boa vontade.
Na ocasião em que assumimos o trabalho profissional vinha sendo perfeitamente executado pelos nossos fornecedores e não precisávamos nos preocupar com a editoração, diagramação e a parte gráfica propriamente dita.
Nosso processamento de dados: controles de assinantes, cadastro, emissão de etiquetas, listagens não apresentava confiabilidade; o sistema apresentou muitos problemas, que foram revistos criteriosamente. Reformular esta parte requereu tempo e uma atenção redobrada. Mas precisava ser feita.
Com relação aos assinantes realizamos a atualização dos nossos cadastros analisando as reclamações dos mesmos e revendo a forma de distribuição para não termos tantas devoluções.
Pelo exposto sentimos que o mal não era recente. As reclamações continuaram e eram várias. A mais constante era a do não recebimento da revista.
Em 2002 editamos e expedimos as edições: nº 77, nº 78, nº 79 e nº 80, ainda com temas propostos pelo Comitê anterior e fomos solucionando os problemas um de cada vez.
O ano de 2003 transcorreu mais tranqüilo, pois já estávamos nos adaptando ao ritmo do trabalho, mas, ainda faltava pontualidade na postagem.
Neste ano editamos e expedimos as edições: nº 81, nº 82, nº 83, nº 84, nº 85 e nº 86.
Foi nesta época que o Coordenador do CPP enfrentou problemas de saúde, primeiro na família e depois ele próprio, sendo necessário, por ordem médica, seu afastamento, assumindo a Coordenação do Comitê a companheira Maria Olívia.
Em abril de 2004, por questões administrativas e financeiras, em reunião, o CPP e o Custódio de Serviços Gerais do ESG acharam por bem fazer uma avaliação e reformulação na Revista Vivência como um todo: compilação das matérias, editoração, revisão, projeto gráfico, jornalista responsável, assim como pesquisa de preços de três gráficas, chegando-se à conclusão que a Revista poderia passar por uma mudança radical, ou seja, em todos os itens citados acima, sem, no entanto, perder a qualidade e com grande economia à JUNAAB.
Seguindo esta linha de pensamento, a partir da Edição de número 89 a compilação das matérias, a revisão das mesmas e o projeto gráfico passaram a ser elaborado pela companheira Maria Olívia , Hediny, uma amiga de A.A. e dos companheiros Eloy M., do CTO, Miguel, do CAC, João Antonio, de Santos e o apadrinhamento constante do Custódio de Serviços Gerais, companheiro Cláudio F.
A impressão, editoração e fotolito passaram a ser feitos por outra gráfica, que nos apresentou o melhor orçamento.
Se tudo desse certo conseguiríamos uma economia razoável.
A volta dos temas: – uma prática que vinha dando certo e sem motivo específico havia sido abandonada. Resolvemos, ao invés de um tema sugerirmos cinco, pois além de enriquecerem a Revista serviriam de ponto de partida para o depoimento pessoal.
A primeira edição com toda esta renovação, a de nº 89 foi bem aceita por nossos leitores principalmente no que diz respeito ao conteúdo dos textos, embora nós, do CPP reconhecemos que alguns erros passaram por nós despercebidos como no Editorial (data da fundação de A.A.) ressalvado na edição de número 90 e os nomes dos autores das fotos publicadas que deveriam constar no expediente, assunto também esclarecido. Lapsos pela nossa própria inexperiência perante inovações.
Na Reunião do Comitê Executivo do mês de junho foi feita uma avaliação da “nova Revista”. Chegou-se à conclusão de que a Edição 89 saiu boa com tendência a melhorar a cada bimestre, uma vez que os colaboradores do CPP são amadores, mas, com boa vontade de oferecer o melhor aos leitores.
Nossa maior preocupação era colocar a Revista em circulação no prazo previsto, ou seja: a 1ª quinzena do 1º mês do bimestre. Conseguimos.
A Edição de nº 90, julho/agosto, foi postada em 29 de junho, portanto antes da 1ª semana do 1º mês do bimestre.
A Edição de nº 91, setembro/outubro, entrou em circulação dentro do prazo: primeiros dias de setembro.
A Edição de nº 92, novembro/dezembro, no final de outubro estava pronta e foi postada em início de novembro. Mais um avanço!
Temos recebido um volume considerável de correspondência. Todas são respondidas e publicamos, em primeira instância, aquelas que dizem respeito aos temas sugeridos. Na medida do possível vamos publicando as outras também, pois todas as matérias merecem nossa consideração e respeito.
As fotos dos grupos: são publicadas por ordem de recebimento. Ainda tínhamos algumas reclamações, pois a caixa com fotos anteriores ao ano 2002 não foi encontrada, sendo assim, só nos restava pedir tolerância e que os grupos nos enviassem novamente.
Através do nosso site temos recebido cerca de 200 e-mails por mês com os mais variados assuntos: a) matérias a publicar, sugestões, comunicação de mudanças de endereços, algumas pequenas críticas e elogios também, o que nos fortalece colaborando na continuidade e esforço de oferecermos o melhor. Todos os e-mails são respondidos.
Deixamos de atender prontamente o assinante quando a solicitação do mesmo para mudança de endereço ou evento “chega em cima da hora” e a revista já está na gráfica, em arte final; caso contrário comunicamos imediatamente à gráfica e a solicitação é atendida.
Conforme Recomendação da Conferência temos publicado além dos Doze Passos e Doze Tradições, os “Os Doze Conceitos Para Serviços Mundiais”.
Divulgação – Esta parte é de suma importância para a Vivência.
Sentimos que os Representantes da Revista Vivência precisavam ser mais motivados em seu trabalho com material de divulgação; bom material e colocado à disposição deles incentivando a venda de mais assinaturas.
De início, para facilitar o trabalho dos RVs elaboramos um “folder” com tópicos informativos sobre a revista. O mesmo foi enviado a todos os RVs dos Grupos de A.A. do Brasil. (mostrar)
Estamos juntamente com os CRVs, RVDs e RVs fazendo um ensaio de um folheto do RV (a seguir)
A partir da Edição de nº 91 até a data da Convenção reservamos espaço para as notícias da XVII Convenção Nacional em Manaus.
Na Edição de nº 92 foram acrescentadas 05 páginas à Revista porque: a) Os Conceitos já vinham ocupando 02 páginas; b) Reservarmos 2 páginas à Convenção; c) aumentamos a fonte: o tamanho das letras dos endereços.
Em 2004 editamos e expedimos as edições: nº 87, nº 88, nº 89, nº 90, nº 91 e nº 92.
O sistema utilizado em nosso escritório para o controle de assinaturas vem sendo sistematicamente aprimorado e com a colaboração dos companheiros dos outros Comitês, em equipe, rigorosamente selecionamos e revisamos as matérias.
Os boletos passaram a ser enviados em envelopes à parte da revista.
A Edição nº 93 : “Primeiro as Coisas Primeiras” foi postada em tempo e, independentemente das férias dos funcionários conseguimos NÃO ATRASAR: foi para a rua na 1ª quinzena do 1º mês do bimestre: janeiro/fevereiro/2005.
A Edição de nº 94: “Gratidão” março/abril de 2005 ficou pronta para postagem em 28 de fevereiro, isto significa estar na rua na 1ª semana de março de 2005.
Lembramos que a matéria que chega às nossas mãos assinada pelo autor é de responsabilidade exclusiva do mesmo e representa seu pensamento pessoal, que mesmo coincidente, não deve ser considerado de A.A. como Irmandade, nem mesmo da Revista Vivência.
O “BOB Mural” e o “JUNAAB Informa” continuam editados trimestralmente e os atrasos são devido aos balancetes que levam um pouco mais de tempo para chegar às nossas mãos.
Foram encaminhadas para discussão e aprovação na Reunião do Comitê Executivo da JUNAAB de dezembro as reivindicações:
a) picote na página da carta- proposta: aprovada.
b) cartaz comemorativo aos 20 anos da Revista Vivência: aprovada.
c) que nas listagens sejam incluídos os nomes dos Grupos: será estudada.
Quanto à nossa proposta inicial, esforço e boa vontade em aprimorar a Revista Vivência com a economia prevista e ao mesmo tempo mantendo a qualidade, já temos colhido frutos: – encerramos o ano de 2004 sem reclamações, todavia, continuamos sempre abertos a críticas e sugestões, pois só assim cresceremos e poderemos oferecer o melhor aos nossos leitores e à nossa Irmandade.
Maria Olívia
Coordenadora do CPP
Nota: no início de 2005 recebemos a reclamação de que ilustrações com fotos de pessoas podem dar a entender que estas fotos são das pessoa cuja matéria é assinadas por ela, quando na realidade são fotos de não AAs e sim, de amigos de A.A. ou do clippart adquirido com direitos à publicação. Como este fato gerou mal estar de alguns leitores este Comitê observou de imediato nossa 1ª Tradição e optou por não colocar mais fotos de pessoas de frente para não confundir o “leigo” na questão do nosso Anonimato. Do mais, continuamos sem reclamações.

Companheiro,
Estamos ainda em fase de construção de um folheto auxiliar para os CRVs, RVDs e RVs mais ou menos como o folheto que tem o RSG, o Tesoureiro, inclusive formato.
O conteúdo “seria” mais ou menos o que se segue e se você tem idéia melhor, quer acrescentar mais ou tirar o que acha desnecessário, por favor, comunique-se com a gente.

A REVISTA VIVÊNCIA

A Revista Brasileira de Alcoólicos Anônimos é denominada “Revista Vivência”, uma literatura oficial publicada bimestralmente.
É uma publicação de responsabilidade da Junta Nacional de Alcoólicos Anônimos, JUNAAB e, conforme Manual de Serviços, páginas 24 e 35, faz parte da Literatura oficial de A.A. do Brasil.
A Revista Vivência é editada nos meses ímpares e chega aos assinantes até o dia 15 dos meses pares.
O preço da assinatura é de R$ 34,50 correspondendo a 06 exemplares por ano e a validade da mesma é a partir do dia e mês do pagamento. Bancos: qualquer banco ou casa lotérica.

Procedimentos para assinaturas:

a) Preenchimento do prospecto que há dentro da revista ou fornecido pelo RV.
b) postagem do mesmo no correio.
Não há despesas; o selo é pago pela Revista.
c) O boleto para pagamento chegará em sua casa e você terá 30 dias para pagar a contar do dia da expedição do boleto. Bancos citados acima e Casas Lotéricas.
d) Você receberá seus exemplares da Revista Vivência em sua casa assim que seu boleto for quitado.
Faça ou renove sua assinatura com o RV do seu grupo ou no ESL/Local.

PORQUE A REVISTA VIVÊNCIA É IMPORTANTE PARA OS AAs. AMIGOS DE A.A. E PROFISSIONAIS?

* A Revista VIVÊNCIA é um Décimo Segundo Passo Moderno. Quantas vezes ficamos inibidos em abordar o assunto alcoolismo; basta começarmos mostrando Nossa Revista.
* A Revista VIVÊNCIA é uma “Reunião Ambulante”; podemos levá-la a qualquer lugar e para casa; quando chegamos cansados do serviço, sem ânimo de irmos à reunião do grupo, ela nos servirá de alento para o momento.
* A Revista VIVÊNCIA é a melhor ajuda para os companheiros que estão em iminente recaída. É só ler qualquer matéria que a compulsão desaparece.
* A Revista VIVÊNCIA, como sugestão poderá ser livro de cabeceira de todo AA, pois lendo toda manhã um trecho de qualquer matéria ficaremos fortalecidos nas próximas vinte e quatro horas.
* No Apadrinhamento: seja um padrinho dedicado oferecendo uma Revista VIVÊNCIA ao seu afilhado.
* Profissionais e Comunidade: A Revista Vivência divulga Alcoólicos Anônimos e poderá chegar aos profissionais e à comunidade através de assinaturas/cortesia.
* Abordagens e familiares: A Revista Vivência é eficaz, basta oferecermos um exemplar da mesma ao alcoólico problemático ou a um familiar do mesmo.

AO REPRESENTANTE DA REVISTA VIVÊNCIA

* Sugere-se que todo RV leia a Revista Vivência para obter subsídios e desenvolver seu trabalho.
* Fazer sua própria assinatura, pois ninguém pode “vender” um produto que não conhece.
* Seria bom que o RVD participasse das Reuniões Mensais do Distrito apresentando sugestões para o RSG, incentivando a eleição do RV e, caso o grupo ainda não possua, o RSG faria a divulgação da Revista.
* Ao RVD que tiver condições de visitar os Grupos de seu Distrito sugere-se apadrinhar ou acompanhar o RV do Grupo falando sempre sobre a Revista Vivência e principalmente sobre o tema específico de cada edição.
* A participação do RVD na Reunião Mensal da Área, na medida do possível, também é importante.
* Tudo que fizermos para A.A. através de um trabalho como Servidor de confiança estaremos fazendo para nós mesmos
* Divulguem a Revista VIVÊNCIA e a literatura de A.A. em todas oportunidades que tiverem em salas de A.A
* Bom trabalho é o que desejamos para vocês e que o Poder Superior nos abençoe em todas as 24 horas de nossa vida.

A VIAGEM DO RV – REPRESENTANTE DA VIVÊNCIA

A VIAGEM DO RV

O QUE É A REVISTA VIVÊNCIA?

A revista “Vivência” é a nossa “reunião impressa” para os membros de A.A do Brasil. Redigida, revisada e lida por membros de A.A. e outras pessoas interessadas no programa de A.A. de recuperação do alcoolismo, “Vivência” é uma corda salva-vidas que une um alcoólico com outro.
“Vivência” comunica a experiência, força e esperança de seus colaboradores e reflete um amplo espectro geográfico da experiência atual de Alcoólicos Anônimos com a recuperação, a unidade e o serviço. Publica também artigos de pessoas não-alcoólicas, que colaboram espontaneamente com a Revista.
As páginas da “Vivência” são a visão de como cada membro de A.A., de maneira individual, aplica em sua vida o programa de recuperação, e é um fórum para as mais variadas e divergentes opiniões de A.A. do Brasil.
Os artigos não pretendem ser comunicados oficiais de Alcoólicos Anônimos enquanto irmandade, e a publicação de qualquer artigo não implica que Alcoólicos Anônimos e a revista “Vivência” estejam de acordo com as opiniões expressas.
A Revista é editada bimestralmente e todas as colaborações são bem-vindas.

HISTÓRICO DA REVISTA VIVÊNCIA

IMPORTÂNCIA

A primeira revista editada por Alcoólicos Anônimos no mundo foi a GRAPEVINE, lançada em 1944, para atender aos Grupos de A.A. que necessitavam de um veículo de informação periódica que pudesse tornar mais ágil o compartilhar de experiências escritas, e, inclusive, dinamizar a comunicação interna e externa de A.A.
A revista VIVÊNCIA, criada sob a inspiração da GRAPEVINE, tem desempenhado satisfatoriamente a sua função, não apenas na troca de experiências, mas também na divulgação da literatura, de eventos e na transmissão da mensagem de AA para os possíveis alcoólicos, seus familiares, para os profissionais da área de saúde, e para a comunidade em geral. A VIVÊNCIA registra a evolução da nossa Irmandade no Brasil a cada dois meses, através de fatos gerados na JUNAAB e das informações recebidas de todas as Áreas. A cada número ela traz notícias sobre Encontro Estaduais, Regionais, Convenções, Conferências, Seminários e outros eventos que refletem o nível de consciência compartilhada a cerca de nossos princípios. A VIVÊNCIA é um excelente meio de divulgação de alcoólicos Anônimos junto à comunidade em geral, um eficaz instrumento do CTO, constituindo-se também extraordinário canal interno de comunicação permanentemente aberto. Externamente é o nosso cartão de visitas para a sociedade. Além disso traz indispensável contribuição para o fortalecimento da nossa preciosa UNIDADE. Os relatos de experiências por companheiros e companheiras de todo o País são recursos adicionais para o melhor entendimento e prática dos TRÊS LEGADOS.

OS CAMINHOS TRILHADOS PELA VIVÊNCIA

Uma revista brasileira de AA. que servisse de divulgação ao público sempre foi desejada desde os primeiros Conclaves (hoje Convenção). Durante os dias 17, 18 e 19 de agosto de 1985, a JUNAAB, na segunda Reunião de Serviços Nacionais realizada em Baependi (MG), por sugestão dos Comitês, inclusive os membros do recém oficializados Comitês de Finanças e Literatura, elegeram uma diretoria e autorizou uma edição experimental: seria o número “Zero”, marco inicial da revista, lançada em novembro do mesmo ano, em Campo Grande (MS), quando do Seminário da Região Centro-Oeste, com o nome de Revista Brasileira de Alcoólicos Anônimos. A efetivação da edição deste histórico número zero, ocorreu em novembro do mesmo ano da decisão no Conclave, foi um sucesso total e os 5.000 exemplares editados foram quase todos vendidos em tempo recorde. Devido a problemas técnicos e editoriais, consoante apreciação e parecer do Comitê de Literatura da Junta, a Revista Brasileira de AA. foi transferida para ser editada e publicada em Brasília, sob nova direção, com o nome de “Vivência”. Adquiriu um formato bem menor, quase de bolso e institui-se a assinatura anual. Procurava-se resolver os problemas emergentes. Instalada em Fortaleza (CE) desde 1990, passou de 1500 para 4000 assinaturas. A partir de 1993 passou a ser editada em São Paulo com tiragem de 8000 exemplares. A partir da primeira edição do ano 1994, passou a ser editada a cada dois meses e não três como era antes. A “assinatura cortesia” foi apresentada pela primeira vez no Editorial da Revista número 33 que trazia um cupom “cortesia” impresso em suas páginas. Atualmente, a tiragem da Revista é de 8000 exemplares esgotados na penúltima edição (93) e provavelmente o mesmo ocorrerá na edição circulante de número (94).

FUTURO E MAIORIDADE DA VIVÊNCIA

O futuro da VIVÊNCIA depende do todos nós, do trabalho nos grupos até o Departamento Operacional e Legal. Crescemos com relação à qualidade de impressão, conteúdo cada vez melhor, portanto com relação aos problemas administrativos e operacionais, o momento é de enfrenta-los e juntos através de sugestões em todos os níveis procuramos soluções objetivas e claras e o entendimento de que nem sempre são rápidas as respostas, mas precisamos de comunicações em todo os níveis do andamento dos trabalhos e metas estabelecidas anteriormente para execução nos vários organismos, inclusive no Comitê de Publicações Periódicas – CPP do ESG em São Paulo.
A VIVÊNCIA atingirá a sua maioridade, etapa que o AA cumpriu em 1955 quando os Grupos assumiram formalmente a responsabilidade final pelo destino de toda a nossa Irmandade. É chegado o momento de deixar de lado as nossas pendengas, lembrar do que a sociedade espera de nós e o que podemos oferecê-la através do CTO/VIVÊNCIA para nossa própria saúde e sobrevivência como Grupos e como indivíduos. Ao invés de nos preocupar com os resultados, trabalhemos. O que estamos fazendo hoje é evitar os erros do passado, aproveitar os acertos e tentar deixar não nomes para o futuro, e sim melhores condições para um apadrinhamento realista mais próximo dos nossos Legados. Aqui vai uma reflexão final: “Tanta luta e vontade teve nossos antecessores para iniciar e implantar nossa VIVÊNCIA, porque agora não buscar a partir do ano de sua maioridade um entendimento mais claro das nossas responsabilidades? Portanto com a boa vontade e gratidão (tema da revista atual) podemos começar conhecendo melhor o que é nosso, visitando o stand que tem além dos objetivos óbvios, prestar informações e esclarecimentos a respeito da nossa VIVÊNCIA – Revista Brasileira de Alcoólicos Anônimos”.

Bibliografia: ESL do Estado de São Paulo e trabalho apresentado no XXV Encontro do AA do DF e Região Metropolitana em 2003.

PORQUE SER UM ASSINANTE DA VIVÊNCIA?

A revista VIVÊNCIA, criada sob a inspiração da GRAPEVINE, tem desempenhado satisfatoriamente a sua função, não apenas na troca de experiências, mas também na divulgação da literatura, de eventos e na transmissão da mensagem de AA para os possíveis alcoólicos, seus familiares, para os profissionais da área de saúde, e para a comunidade em geral. A VIVÊNCIA registra a evolução da nossa Irmandade no Brasil a cada dois meses, através de fatos gerados na JUNAAB e das informações recebidas de todas as Áreas. A cada número ela traz notícias sobre Encontro Estaduais, Regionais, Convenções, Conferências, Seminários e outros eventos que refletem o nível de consciência compartilhada a cerca de nossos princípios. A VIVÊNCIA é um excelente meio de divulgação de alcoólicos Anônimos junto à comunidade em geral, um eficaz instrumento do CTO, constituindo-se também extraordinário canal interno de comunicação permanentemente aberto. Externamente é o nosso cartão de visitas para a sociedade. Além disso traz indispensável contribuição para o fortalecimento da nossa preciosa UNIDADE. Os relatos de experiências por companheiros e companheiras de todo o País são recursos adicionais para o melhor entendimento e prática dos TRÊS LEGADOS.

Bill: “Desde o princípio, a comunicação em A.A. não tem sido apenas a transmissão de idéias e atitudes saudáveis. Graças ao fato de sermos irmãos no sofrimento, e graças ao fato de que nossos meios comuns de libertação só são eficientes se os compartilharmos constantemente com outros, nossos canais de contato sempre estiverem carregados com a linguagem do coração”.
(Fonte: Na Opinião do Bill – página 195)

OBJETIVOS PRINCIPAIS DA REVISTA VIVÊNCIA

a) Informar o público em geral como funciona a Irmandade de A. A.
b) Destacar o Programa de Recuperação de A. A. através dos depoimentos de companheiros que chegam à redação.
c) Informar aos membros e aos Grupos de A. A. o que a Comunidade Profissional pensa a respeito da nossa Irmandade e sobre os problemas do alcoolismo.

Revista Vivência: uma excelente ferramenta na prática dos Três Legados de A.A.

Na Recuperação:

É uma reunião impressa. Identificamo-nos com os depoimentos publicados nas edições da Revista Vivência, pois eles são um veículo de recuperação à nossa disposição a qualquer tempo e lugar possibilitando assim, o conhecimento de relatos “que talvez nunca ouvíssemos”, pois são depoimentos de companheiros e companheiras que estão em outros estados, como por exemplo: nós que moramos em Goiás, como ouvir experiências de companheiros do Acre, Amazonas ou até mesmo no Sul sem nos deslocarmos para lá ou eles para cá?
A Vivência é a manifestação da vontade de Deus através dos membros; fonte geradora de força, experiência e esperança, resultando em maior qualidade de recuperação de seus leitores.

Na Unidade:

Na unidade orgânica dos Representantes de Serviços do Grupo a Vivência é um elo de ligação com o Universo de Alcoólicos Anônimos através de todos os eventos e acontecimentos publicados. É a manifestação do Amor de Deus através dos artigos dos companheiros onde muitas vezes ou quase sempre são inspirados por Deus em bloco. Explico: são muitas experiências sobre um mesmo assunto com prismas diferentes e amplos que transmitem sentimentos, pensamentos e ações que ajudam a transformar o velho homem renovando assim, o sentimento de unidade do novo homem, único e verdadeiro caminho da sobriedade.

No Serviço:

“Quem quiser ser o primeiro, terá que ser servo de todos”.
Ter o privilégio de ser um servidor em A.A. e digo mais: um servidor da Revista Vivência, assim como no Comitê Trabalhando com os Outros e outro qualquer encargo é sem dúvida um tanto complicado e ardil aos olhos do velho homem.
Ser RV, RVD e CRV vem suprindo minhas carências e deficiências gerando crescimento como pessoa, como profissional e na vida familiar. O mais importante tem sido o crescimento espiritual quando imbuído de coragem, sabedoria, amor, boa vontade e anonimato venho servindo o próximo sem nenhum reconhecimento material ou troca de favores pessoais, apenas o mais importante: paz e graça da parte de Deus nosso Pai.

Sandro V/Goiânia/GO

Vivência nº110 – Nov/Dez/2007.

Porque a Revista Vivência é importante para os Aas, amigos de A. A. e Profissionais?

A Revista Vivência é …
– Um “Décimo Segundo Passo moderno”. Quantas vezes ficamos inibidos em abandonar o assunto alcoolismo; basta começarmos mostrando Nossa Revista seguida da abordagem;
– Uma “Reunião Ambulante”; podemos levá-la a qualquer lugar e para casa. Quando chegamos cansados do serviço, sem ânimo de irmos à reunião do grupo, ou há alguém doente na família, que nos prende em casa, a Vivência nos servirá de alento para o momento apenas;
– A melhor ajuda para os companheiros que estão em iminente recaída. É só ler qualquer matéria que a compulsão desaparece;
– Como sugestão, poderá ser livro de cabeceira de todo AA, pois lendo toda manhã um trecho de qualquer matéria, ficaremos fortalecidos nas próximas vinte e quatro horas;
– Útil no Apadrinhamento! Basta oferecer uma Revista Vivência ao seu afilhado;
– Importante para esclarecer os Profissionais e a Comunidade, pois divulga Alcoólicos Anônimos e seu programa de recuperação. Poderá chegar aos profissionais e à comunidade através de assinaturas/cortesia;
– Eficaz nas abordagens e aos familiares: basta oferecermos um exemplar da mesma ao alcoólico problemático ou a um familiar do mesmo.

ESCREVER O QUE?

A revista VIVÊNCIA tem se preocupado em compartilhar as maneiras individuais de se praticar nossos princípios. Acreditamos que em A.A. a única forma de ensinar é falando da gente, sobre a nossa experiência, falando a linguagem do coração. Portanto, como já ficou claro em nossas edições, damos preferência aos artigos que falam sobre experiências vividas, sejam elas baseadas em fatos acontecidos dentro da Recuperação do autor, dentro da Unidade do Grupo ou em Serviço de A.A. Talvez você tenha ouvido uma frase numa reunião de A.A. que gostaria de compartilhar, ou talvez somente queira narrar um acontecimento curto de poucas linhas. Não importa o tamanho, mande para nós. Precisamos também de artigos que caracterizem a função informativa de VIVÊNCIA para a comunidade em geral, inclusive de profissionais amigos.

DOZE MANEIRAS DE USAR VIVÊNCIA

Sente-se ressentido, confuso ou simplesmente aborrecido? Gaste alguns minutos com Vivência. Sua leitura lhe dará nova perspectiva do seu problema de bebida, do A.A. e de você.
Para milhares de leitores, em milhares de grupos, no Brasil e no exterior, VIVÊNCIA é mais que uma revista. É parte vital deste programa que ajuda homens e mulheres a levar uma vida feliz e produtiva sem o álcool.
VIVÊNCIA é um informativo inspirador, mensageiro simpático e prestativo como um membro ou pessoa amiga – ou mesmo um grupo de AA de qualquer tamanho. É particularmente útil no apadrinhamento.
Que ter acesso aos Passos e Tradições? VIVÊNCIA não pode lhe dizer o que fazer, mas certamente pode lhe mostrar a experiência de outros.
Eis algumas formas práticas que demonstram como VIVÊNCIA é útil para muitos companheiros e grupos.

AJUDANDO AOS COMPANHEIROS INDIVIDUALMENTE

É uma reunião escrita.
VIVÊNCIA é a solução ideal para quem não pode assistir às reuniões regularmente. Compacta, de fácil leitura, a cada bimestre, publica a essência do que de “melhor” você poderia esperar de uma reunião.
É o presente ideal.
Para um companheiro ou amigos poucos presentes podem ser mais apropriados do que uma assinatura de VIVÊNCIA. É uma lembrança continuada de sua atenção e fonte de prazer e de inspiração para o presenteado.
Preparando palestras.
Procurando idéias para fazer uma palestra interessante?
Você encontrará na leitura de VIVÊNCIA: histórias pessoais, artigos interpretativo, anedotas, noticiário de A.A. do Brasil e do mundo, opiniões de médicos sobre o alcoolismo e o programa de recuperação oferecidas pelo AA e muitas outras matérias.
Informações.
Como A.A. está chegando aos hospitais e prisões? O que é a Conferência de Serviços Gerais e o que ela significa para os membros de AA individualmente? E quanto ao A.A. no resto do mundo? VIVÊNCIA traz o mundo para sua casa e o mantém sempre atualizado.
É um Fórum.
Quer transmitir uma idéia? VIVÊNCIA lhe dá uma visão tão ampla quanto possível de A.A. como um todo, onde você e seus companheiros podem permutar histórias, pontos de vista e interpretações do programa de recuperação.
Companheira nas abordagens.
Permita que VIVÊNCIA mostre ao recém-chegado o que A.A. realmente é – uma maravilhosa comunidade humana de mais um milhão de homens e mulheres em todo o mundo, unidos no propósito comum de permanecerem sóbrios e ajudar outros a alcançarem a sobriedade.

AJUDANDO AOS GRUPOS

Reuniões temáticas mais produtivas.
Grupos de todo o Brasil estão usando artigos de VIVÊNCIA para discussão em reuniões temáticas. Com VIVÊNCIA, os membros ficam mais bem preparados para tais reuniões, capazes de contribuir mais construtivamente.

Experiência acumulada.
Você pensa que seu grupo tem problemas? Não se preocupe. Procure inteirar-se das inúmeras experiências de grupos publicadas freqüentemente em VIVÊNCIA. É uma forma construtiva de manter seu grupo sintonizado com as Tradições.

Uma aliada no AA Institucional.
Existe alguém no seu grupo apadrinhando (ou pretendendo apadrinhar) um grupo em hospital ou numa prisão? Uma assinatura de presente será profundamente apreciada por homens e mulheres com limitados contatos com o mundo exterior.

Ofertada ao recém-chegado.
Muitos grupos usam VIVÊNCIA como importante ajuda para os programas de apadrinhamento. Encorajam os recém-chegados a ler a revista, a discutir e fazer perguntas sobre os assuntos lidos. Alguns grupos oferecem gratuitamente uma revista a cada visitante.

Ligação com a Irmandade.
A.A. vem crescendo muito em todo o mundo. Seu Grupo, seu Distrito ou Área está experimentando as dores do crescimento? Muitas soluções podem ser encontradas através das experiências compartilhadas em VIVÊNCIA.

Arquivo da História de A.A.
VIVÊNCIA espelha os acontecimentos da irmandade de Alcoólicos Anônimos no momento atual. É uma preciosa coleção da experiência acumulada ao longo dos anos.

A Irmandade de Alcoólicos Anônimos do Brasil tem a necessidade da Revista Vivência? Por quê?

Diante do resumo da importância que a nossa Revista mundial, a GRAPEVINE, teve e tem na divulgação dos Princípios de Alcoólicos Anônimos, a nossa Vivência que foi criada nos moldes da Grapevine deve merecer mais receptividade por partes de nós membros de AA?

A criação da nossa Revista obedeceu a uma Recomendação da Conferência de Serviços Gerais que, recolhendo as aspirações da comunidade de AA, desejou vê-la realizada e integrada como um dos organismos da Junta de Serviços Gerais de A.A. no Brasil (JUNNAB).

Inicialmente foi providenciada uma edição experimental. Posteriormente, a mesma Junta recomendou que, para apreciação da comunidade, a revista fosse editada no formato adotado por outras revistas congêneres. Escolhido o formato tratou-se de registrar a revista como órgão autônomo, a exemplo da “Grapevine” americana.

Leia o que escreveu um amigo profissional a respeito dos Princípios de nossa Irmandade e da Vivência:

Vivência edição n° 0

Precisamos divulgar o A.A.:
Estou convencido de algumas coisas.
Primeira: o alcoolismo é a terceira doença que mais mata no mundo! Logo é um dos nossos maiores problemas sociais.
Segunda: a medicina tem-se revelado ineficaz no controle do alcoolismo; o mesmo posso afirmar com relação à Psiquiatria e Psicanálise.
Terceira: não existe, nem de perto, método mais eficaz para controlar a compulsão patológica ao álcool, do que aquele desenvolvido pelos Alcoólicos Anônimos. A experiência dos últimos 50 anos é que atesta a verdade dessa afirmação. Nada se compara a Os Doze Passos efetuados dentro de A.A. para não se voltar a beber. Os Al-anons e Al-ateens complementam ainda mais poderosamente a eficácia de A.A.
Quarta: por causa dessas convicções, torna-se fundamental divulgar as idéias e métodos de A.A. sobre o alcoolismo, para um número máximo de pessoas. Uma revista é mais uma maneira de divulgar essa tão importante Instituição. Saúdo, portanto, o lançamento da Revista Brasileira de Alcoólicos Anônimos, colocando-me inteiramente à sua disposição, dando-lhe autorização, inclusive, de publicar, o que lhe aprouver, de minha autoria.
Antes de concluir quero somente dizer o seguinte: considero o A.A. uma Instituição extraordinariamente moderna, protótipo do que, espero, venha acontecer no Século XXI: a sociedade, ela própria, cuidando de si mesma. Isso sem tutelas de Estado, políticos e interesses econômicos.
E o A.A. pra mim é isso!

Eduardo Mascarenhas

Como melhor apadrinhar os Grupos para eleição dos RVs

Aos RV

“Somos apenas um instrumento de Deus”.
“Vivência não é um manual. Jamais uma aula. Apenas o de sempre: nossas experiências pessoais, depoimentos a respeito do tema. Vocês fazendo a revista, na nossa tão conhecida e eficaz Linguagem do Coração”.
A Vivência não é uma publicação técnica. Porque nós só temos uma linguagem em A.A., um só jeito de nos expressarmos. É a Linguagem do Coração.
O que eu falo de mim numa reunião sai do meu coração e entra direto no coração dos outros. O que os outros falam de si mesmo entre direto no meu. Os nossos livros, livretes, folhetos, fita e vídeos são assim. E é assim que compartilhamos, que nos recuperamos da grave doença do alcoolismo, é assim desde que A.A. só tinha dois membros, Bill e Bob.
A nossa Revista não poderia ser diferente. A linha editorial dela tinha que ser a Linguagem do Coração. Ela é a nossa reunião impressa.
Nós membros do Comitê da Revista Vivência não somos vendedores, somos apenas servidores de confiança de nossa Irmandade, com um salário zero, muita dor de cabeça, uma trabalheira, mas muita sobriedade também, num maravilhoso trabalho de Décimo Segundo Passo e Quinta Tradição.
No trabalho de Décimo Segundo Passo, quando informamos aos companheiros de nosso Grupo como a Vivência pode ajudá-los na compreensão do despertar espiritual e das experiências com a prática dos demais Passos – caminho para a sanidade e a serenidade, principalmente aos ingressantes que chegam tumultuados. É a Vivência mostrando as experiências de quem vem caminhando uma nova vida de esperança e fé num Poder Superior, como cada um O Concebe.
No trabalho da Quinta Tradição, quando inseridos no contexto do CTO, trabalhando com àquele Comitê na divulgação dos Princípios de A.A. junto à sociedade em geral e com os nossos futuros amigos profissionais, certamente muitos alcoólicos que precisam de nossa ajuda e não conhecem como funciona a nossa Irmandade, chegarão até aos nossos Grupos.
Para facilitar o trabalho dos Representantes da Revista Vivência (RVs) foi confeccionado um “kit”, equipamento, ferramenta de trabalho: a PASTINHA DO RV.

Sugestões para discussão:

1) Porque o meu Grupo não tem RV?
Se não tem, como apadrinhar os companheiros que demonstram interesse em ser RV
E se tem o RV, o que Ele está fazendo para divulgar e repassar a Revista Vivência?

REPRESENTANTE DA VIVÊNCIA NO GRUPO– RV
Livrete: o Grupo de AA – pgs. 30 e 31

A tarefa do RV é familiarizar os membros do Grupo com a publicação brasileira da Irmandade, a revista Vivência, e o aperfeiçoamento da sobriedade que ela oferece através de artigos escritos pelos membros de A.A., baseados em suas experiências pessoais de recuperação; e de não AAs pelas suas experiências profissionais. Chamada ocasionalmente de “reunião em letra de forma”, a revista publica ainda um calendário mensal dos eventos especiais de A.A.
Atribuições do RV:
a) Informa ao Grupo a chegada de uma nova edição e faz comentários sobre as matérias nela publicadas.
b) Faz com que a Vivência esteja sempre exposta em lugar visível no Grupo e mantém, se possível, um pequeno mural contendo frases da última edição, cupom de assinatura, lista de assinaturas vencidas e a vencer, etc.
c) Sugere aos companheiros mais antigos o uso da revista no apadrinhamento.
d) Sugere ao Grupo oferecer assinaturas “Cortesia” da Vivência aos médicos, religiosos, juízes, advogados, delegados, assistentes sociais, jornalistas, repórteres, etc.
e) Sugere ao Grupo usar artigos da revista nas reuniões com temas e nos trabalhos do CTO.
f) Motiva os membros do Grupo para mandarem colaborações para a Vivência: artigos, desenhos, etc.
g) Solicita aos profissionais, principalmente aos conhecedores de nosso programa, o envio de artigos à revista.
h) Orienta e motiva os companheiros para fazerem ou renovarem as assinaturas e encaminha à Vivência as assinaturas, renovações e sugestões dos assinantes.
i) Mantêm contato com o RVD ou o CRV da Área, para solução de eventuais problemas.

COMO CONQUISTAR E MANTER OS ASSINANTES DA REVISTA VIVÊNCIA?

1) Da importância dos Detalhes
 As melhores técnicas de conquistar assinantes não custam absolutamente nada.
 Os assinantes adoram cortesia, simpatia, entusiasmo, alegria e companheirismo.
 Um aperto de mão, um abraço com alegria e a satisfação em atender, valem mais que todas as promoções que são feitas por outros meios.

2) Acompanhamento
 a chave da fidelidade do assinante é o acompanhamento.
 Jamais esquecer o assinante. Jamais deixar que ele esqueça.
 Será bem sucedido quando se faz o acompanhamento dos membros assinantes

3) Contato Pessoal
 A propaganda é apenas 1% do processo de divulgação; o contato no dia a dia é o que realmente funciona.
 Nada substitui um contato pessoal e caloroso.
 Todos querem se sentir únicos, esperados e importantes.

4) Sorrir
 A cada dia olho no espelho e analiso como anda a minha expressão facial.
 Evito expressão de indiferença
 Elimino a expressão de tristeza.
 Reforço toda expressão de alegria.
 Sorrio com franqueza quando falo algo.

5) Demonstração do Produto
 Valorizo cada demonstração, pois represento pessoas que se envolveram no processo das edições.
 Procuro sempre mostrar da melhor forma a Revista Vivência e os Serviços.
 Os apelos feitos para os olhos são 70% mais eficazes do que apenas o uso das palavras.

6) Facilidade e Agilidade
 Quanto mais facilito e agilizo a operação, mais os assinantes são atraídos.
 Manter as coisas simples, eliminando burocracia excessiva.

7) Laços de Companheiros
 Faço amigos. Todos gostam de comprar amigos.
 Procuro encantar os assinantes.
 Lealdade e transparência nas informações.

8) Comodidade
 Faço tudo para que o assinante ache cômodo fazer assinatura ou renovar comigo.
 Jamais dificulto as coisas.
 Procuro ser solução e não problema para o assinante.

9) Credibilidade
 Os pequenos atos desonestos prejudicam tanto ou mais que os grandes.
 Não prometo o que não posso cumprir.
 Evito criar altas expectativas.
 Procuro fazer mais que prometi.
 Os companheiros precisam confiar em mim para fazer ou renovar assinaturas.
 Eu sou a imagem da estrutura de serviços da Irmandade.

10) Motivação
 Pensamento positivo me transforma naquilo que penso.
 Ajo entusiasticamente.
 Entusiasmado, contagio meus companheiros RV’s, RVD’s e eles, os assinantes.
 “Não” é a palavra mais desmotivante.

11) Assinantes satisfeitos
 Assinantes satisfeitos são meus mais poderosos aliados.
 Minha principal tarefa é fazer o assinante feliz.
 Eles voluntariamente farão divulgação da Revista Vivência e da Irmandade.

12) Ação
 Haja o que houver, ajo.
 Perdendo tempo, destruo muitas oportunidades.
 Procuro a perfeição: sempre algo para melhorar.
 Idéias não são suficientes, somente a ação importa.

13) Reclamações
 Para cada reclamação, outros 20 assinantes com o mesmo problema não o fizeram.
 A reclamação é de grande valia para sanar os erros e melhorar sempre mais.
 Transformo o assinante queixoso em assinante ativo.

14) Persistência
 Em geral, não é no primeiro contato que a pessoa assina a Revista Vivência.
 A maioria desiste apenas a um passo do sucesso. Thomas A. Edison, um dos maiores gênios da nossa História, persistiu mil vezes até inventar a lâmpada elétrica.

15) Criatividade
 Uso a imaginação.
 Observo e anoto tudo o que pode ser mudado e melhorado.
 Não imito, crio.
 As boas idéias possuem uma elegante simplicidade.
 Toda idéia nova é absurda, até que se torne um sucesso.

16) Acreditar em si mesmo
“Eu posso” é uma sentença poderosa. Há situações em que meu “faro” é fundamental.
 Ouço a minha intuição.
 Acredito em mim, mesmo que ninguém mais acredite.

Se eu não acreditar em mim, quem o fará?
 Todos gostam de compartilhar com o otimista.
Revista Vivência – edição 104

Qual a importância da Revista Vivência para a divulgação da mensagem de A.A.

Nosso conteúdo, com abordagem cientifica, legal, humana e, sobretudo vivencial, testifica a importância de nossa missão alicerçada, honrosamente, na confortadora revelação de que, mesmo pálida e discretamente, já começamos a produzir nossa própria literatura, fruto de nossas próprias observações, produto da Vivência que vimos sedimentando ao longo dos anos, fiéis aos ideais inspiradores de Bill e Bob, consciente da dignidade de A.A., fazendo com que nossa disponibilidade seja um bem permanente e configure sempre, com Humildade e Amor. A Lição do tempo nos ensinou que é possível.
VIVÊNCIA, por isso mesmo, é uma proposta sedimentada no universo vitorioso de AA. É uma forma de atração e não de persuasão. Condensamos material de inquestionável interesse não só para quantos foram ou ainda são vitimas do alcoolismo, mas, igualmente, para aqueles que se preocupam em conhecer, no âmago, a complexidade de um problema que tantos males tem causado à humanidade.
Ela foi criada com a finalidade de veicular o pensamento da comunidade sobre o programa e os princípios da irmandade, pensamento este externado na forma de depoimentos ou comentário sobre como cada um pratica o programa sugerido de A.A., e como os princípios têm sido assimilados e praticados em proveito próprio da instituição como um todo.
Por outro lado, em se tratando de uma publicação acessível ao público em geral, a revista desempenha, também, o seu papel institucional na medida em que transmite a esse público o que é, o que faz, como faz, e o que deixa de fazer Alcoólicos Anônimos enquanto Irmandade. Neste particular é com indisfarçável satisfação que registramos sua plena aceitação, principalmente por parte da comunidade profissional que conosco comunga do mesmo propósito primordial, dentro de uma mesma visão e com a mesma abordagem acerca do problema do alcoolismo.
Assim, quanto à sua finalidade, não restam dúvidas de que a VIVÊNCIA tem preenchido este seu duplo papel, em que pese o fato dos seus primeiros números haverem sido editados em caráter experimental. A nossa dificuldade não está, pois, na revista em si como publicação, mas na quase impossibilidade de mantê-la como órgão financeiramente autônomo dentro da estrutura dos nossos serviços considerados essenciais.
Sabem os que lidam no campo empresarial das comunicações, e nele no particular de jornais e revistas, que as publicações desse gênero vão buscar seus recursos financeiros na venda de espaços para a publicação de anúncios e de matéria de cunho institucional por parte de empresas e instituições. A nossa revista, muito embora tenha também o público externo como destinatário, não pode, por força de um nosso princípio tradicional, buscar nessa fonte os recursos financeiros de que necessita. Neste caso é a própria Irmandade que terá de arcar com o sustento financeiro da sua revista, seja por meio de assinaturas seja por meio de venda avulsa por parte das Centrais e Intergrupais de Serviços.
Apesar das dificuldades o número de assinantes vem aumentando e aumentará muito mais quando cada um fizer do seu companheiro, amigo, parente ou colega de serviço mais um assinante da nossa revista.
Ao longo de toda a sua história, a Revista Vivência vem contribuindo, de forma decisiva, para firmar e para difundir a cultura de A.A., importante e fundamental fator de coesão e de unidade. Tem sido também, o veículo de expressão das experiências pessoais de numerosos membros da Irmandade, assim como o meio disponível que lhes tem possibilitado expressar as suas visões, emoções, experiências e esperanças, ou, simplesmente, servido para contar as suas histórias. Ela tem sido a expressão da alma de A.A. e, por isso, traz toda a riqueza da criação humana.
Que a partir dessa nova baliza, sinalizando no sentido de um horizonte de novas realizações, todos os companheiros de A.A., irmanados, se lancem para o futuro animado pela consciência do seu valor, com esperança e amor pela Irmandade de A.A. e, sobretudo, com fé.

Como melhor divulgar a revista Vivência aos Profissionais

A VIVÊNCIA – EXISTIR PARA SERVIR. Não tem opinião sobre assuntos alheios à Irmandade de Alcoólicos Anônimos e nem pretende entrar em qualquer controvérsia, dentro ou fora da Irmandade. Nosso objetivo é o de levar a mensagem salvadora de A.A. ao alcoólico sofredor. Não estamos trabalhando com uma mercadoria qualquer. Estamos lidando com vidas humanas, o mais precioso dos bens.

A sobriedade só tem sentido se for partilhada com outros. Aliás, este é o método mais eficiente para nos conservarmos sóbrios. Quando tudo falha, esta opção funciona. Não podemos desperdiçar energias inutilmente. Outros alcoólicos morreriam, se o fizéssemos. E quando qualquer um, seja onde for, estender a mão pedindo ajuda, queremos que a mão de A.A. esteja sempre ali. E por isso, nós somos responsáveis.

VIVÊNCIA, por isso mesmo, é uma proposta sedimentada no universo vitorioso de A.A. É uma forma de atração e não de persuasão. Condensamos material de inquestionável interesse não só para quantos foram ou ainda são vitimas do alcoolismo, mas, igualmente, para aqueles que se preocupam em conhecer, no âmago, a complexidade de um problema que tantos males tem causado à humanidade.

Trabalhar com os Outros é praticar nossa Quinta Tradição

As pessoas não alcoólicas sempre tiveram um papel importantíssimo na fundação de Alcoólicos Anônimos e hoje no crescimento constante em todos os países do mundo.
Nosso primeiro amigo de A.A. se chamava Doutor Silkworth, uma pessoa que sentiu de perto a experiência espiritual de Bill. No começo ele nos apoiou publicamente quando éramos desconhecidos, e o Livro Azul nos conta sobre a opinião daquele médico que nos revelou a natureza da doença do alcoolismo: alergia física mais obsessão mental. Outra pessoa foi a Irmã Ignatica, que trabalhou com o Doutor Bob no pioneirismo da hospitalização dos prováveis membros de A.A.
Segundo a história, ela e o Doutor Bob ajudaram cinco mil alcoólicos no hospital municipal de Akron. Os nossos princípios de recuperação vinham do Grupo Oxford e uma das pessoas que com sua honestidade e franqueza inspirou Bill e Bob foi Sam Shoemaker, que era clérigo.
Quem no começo de um Grupo não teve a ajuda de padres e pessoas da sociedade?
O CTO – Comitê Trabalhando Com Os Outros – é trabalhar com a terceira pessoa: médicos, psiquiatras, padres, professores, que ao conhecer o nosso programa de recuperação podem falar sobre nós para as pessoas que precisam de informação sobre Alcoólicos Anônimos.

E agora temos acesa uma nova luz …………………. Que os seus raios de esperanças e experiência iluminam sempre a corrente de nossa vida de A.A. e que algum dia ilumine todo canto escuro deste mundo alcoólico.
A Linguagem do Coração, pág. 449

A frase acima sintetizar o pensamento de Bill a respeito da nossa revista mundial, a GRAPEVINE.

O Início

Corria o ano de 1985. A Junta de Custódios havia inaugurado seus comitês de assessoramento. Reuniam-se, Junta e Comitês na cidade de Baependi, Estado de Minas Gerais próximo a Caxambu. O Presidente da Junta era o nosso sempre lembrado e querido dr. Viotti. Havia um anseio generalizado, desde 1978, de se editar uma revista para o AA brasileiro. O assunto foi trazido à baila numa dessas reuniões. Aragão prontificou-se imediatamente a editá-la em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Mas persistia uma série de dúvidas no espírito daqueles companheiros reunidos em Baependi, todos sumamente preocupados com o sucesso e o bom nome de A.A.
Estaria a Irmandade suficientemente madura para sustentar uma revista de nível nacional? Teríamos material suficiente para publicar uma revista? Publicaríamos depoimentos ou somente matéria doutrinária? Como seria o nome da revista? Qual a sua periodicidade? Qual o tamanho? Quem seria o encarregado da revista? Para cada uma dessas indagações, Aragão tinha uma resposta pronta e satisfatória. A revista chamar-se-ia Revista Brasileira de AA . Ele se encarregaria de editar o número zero em Campo Grande para circular naquele mesmo ano, em novembro, por ocasião do Seminário do Centro-Oeste. O pagamento da gráfica e dos profissionais seria feito com o resultado da venda da Revista. Depois de muita discussão, Aragão foi autorizado a editar o número zero da revista como ele tinha planejado: em Campo Grande, Mato Grosso.

“ Neste ano de 2006, ……e foi graças a essa generosa semeadura, que hoje temos uma Revista de ótima qualidade, interessante de ser ler, com o melhor das experiências de vida de quem vivencia a preciosa recuperação.
Vivência hoje é a cara, o cérebro e o coração de quem já viveu o bastante para ter muito que contar….” Dr. Fernando Sielsk – Custódio não-alcoólico – Presidente da JUNNAB.

A essência de Alcoólicos Anônimos é compartilhar a sobriedade: foi isso o que Bill e Bob fizeram em 1935, é isto o que se vem fazendo em AA desde então, e é exatamente isto é que se faz na Revista Vivência.
Passear os olhos pela coleção da Vivência, desde seu primeiro número – editado há quase vinte e um anos – até hoje, é uma aventura fantástica! O elenco de temas é vasto como o mundo. Tem de tudo: aventura, serviço, prisão, amor, humor, trabalho, sexo, recaída, família …..experiência com todo tipo de paixão humana. Tem também retratos da história de Alcoólicos Anônimos, informações sobre a doença do alcoolismo, toda sorte de dicas e as mais diversas experiências de serviços vividas por membros e grupos de AA de toda a parte.
Estão lá os testemunhos de centenas de companheiros e de amigos de AA, ajudando-nos com suas vivências a iluminar o caminho da recuperação e da descoberta da vida. Traz um pouco de nossa história, um pouco da contribuição dos profissionais amigos de AA, e essencialmente vários dos caminhos que companheiros e companheiras vêm aplicando para viver nossos Passos e Tradições.
“Ao longo de toda a sua história, a Revista Vivência vem contribuindo, de forma decisiva para firmar e difundir a cultura de Alcoólicos Anônimos, importante e fundamental fator de coesão e de unidade. Ela tem sido a expressão da alma de AA e, por isso, traz toda a riqueza da criação humana.”
Ser grato a quem salvou sua vida não é sentar numa cadeira ou numa cabeceira de mesa e dizer palavras bonitas. O tempo da conversa mole acabou quando abandonamos os bares e botequins de esquina. A verdadeira gratidão é a que se mede pela qualidade da própria recuperação, e esta cresce na exata proporção em que conhecemos e aplicamos melhor o programa de AA.
A Revista Vivência é um dos meios pelos quais Alcoólicos Anônimos expressa, consolida e aprimora sua unidade, sem o que sua força maior, a solidariedade, não teria condições de existir. Você pode ate não concordar com algumas matérias e artigos publicados; o que você não pode ignorá-los ou abandoná-los.
Não podemos negar que os depoimentos que ouvimos nos grupos de AA são importantes, porem nem todo os casos são iguais. Uns membros foram atingidos de forma violenta pelo álcool, outros de uma maneira mais amena, no entanto, existem alguns membros que se tornam repetitivos porque não buscam nas literaturas de AA uma maneira mais salutar de desenvolver sua espiritualidade. Através dela sentimos a sensação de estar em contato direto com o Poder Superior. Ela nos fala ao Coração. Assim podemos sentir a importância de ler a literatura de AA para o nosso crescimento pessoal e dentro da Irmandade. Nossa preocupação e que possamos nos unir com mais objetividade no sentido de divulgarmos em nossos grupos a importância desta tão salutar literatura para o nosso desenvolvimento em todos os sentidos.
Fazer uma assinatura da Revista Vivencia é de suma importância para aqueles que querem participar de uma reunião impressa em sua casa. E não e só isso: a Revista nos apresenta um leque de opções e uma gama de assuntos dos mais diversificados. É importante estarmos preparados para passar a informação quer na cabeceira da mesa, quer nas abordagens, o que se dá através dos esclarecimentos contidos em nossa literatura oficial.
Na Vivência nº 100 – Nossa Grande Reunião Brasileira Impressa:
“Não um manual. Jamais uma aula. Apenas o de sempre: nossas experiências pessoais a respeito do tema. Porque nós só temos uma linguagem em A.A., um só jeito de expressarmos – é a Linguagem do Coração. O que eu escrevo de minha experiência saí do fundo do meu coração e entra direto no coração dos outros. O que os outros escrevem de si entra direto no meu “coração”. É assim que desde 1944 vem sendo compartilhado pelos membros de nossa Irmandade. Primeiro pela Grapevine, hoje, pela nossa Vivência”.
Mas é no trabalho do Décimo Segundo Passo e na Quinta Tradição que a Vivência vem ampliando a sua participação junto aos Comitês Trabalhando com os Outros dos Grupos , no trabalho de estudos e treinamentos para melhoria e padronização da mensagem de nossa Irmandade. A sua dinâmica com experiência atuais e passadas de membros de A.A., e de nossos profissionais amigos, são matérias facilitadoras para compreensão e aplicação dos Princípios de Alcoólicos Anônimos.
Queremos ressaltar que a Vivência não foi criada objetivando substituir nossas literaturas oficiais de Alcoólicos Anônimos. “ A Revista tem como objetivo principal, o de informar ao público em geral como funciona a Irmandade de A.A., destacando o Programa de Recuperação, tendo também a finalidade de informar aos membros e aos Grupos de A.A. o que a comunidade profissional pensa a respeito de nossa Irmandade e sobre o problema do alcoolismo”. (Manual de Serviço de AA, pág. 125).
Assim podemos destacar dentro do seu conteúdo:
.Apadrinhamento, principalmente, aos recém-chegados na compreensão do Programa de Recuperação através dos depoimentos pessoais;
.Complementação ao trabalho do Comitê Trabalhando Com Os Outros através dos depoimentos pessoais e artigos de profissionais amigos;
.Apadrinhamento aos profissionais de diversas áreas no conhecimento de como funciona o Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos;
.Artigos dos Profissionais amigos que nos ajuda a compreender a doença do alcoolismo, e a visão dos mesmos nas práticas diárias com os bebedores-problemas;
.Enfim, o apadrinhamento nos Princípios de AA: Recuperação, Unidade e Serviço.
Assim temos os exemplos a seguir:

Em nossa Vivência nº 81 – encontramos o seguinte compartilhamento:
“……É sempre uma alegria chegar em casa num dia qualquer e, quando menos espero, me deparar com você, embrulhada num papel pardo, ao pé da porta, aguardando serenamente minha chegada ou de meu companheiro. Sorrio assim que te vejo, ainda de longe – você é inconfundível!. Te pego, entro em casa, te coloco sobre a mesa ………….!
Tu és como uma reunião dentro de minha casa. Leio/ouço os depoimentos, as seções de informações, as piadas, os eventos, as notícias de todo o Brasil e do mundo. De repente, a identificação. No último número, li faceta da história de minha vida, na vida de um longínquo alemão, que não conheço e, todavia talvez o conheça melhor que muitas pessoas que convivem com ele, do outro lado do mundo. Choro, dou risada. Comungo, Pertenço, Compartilho a revista do meu companheiro, com quem já compartilhei o copo e agora compartilho abstinência e recuperação.
Se o preço da liberdade é a eterna vigilância, em A.A. essa vigilância é leve e chega a ser doce, mesmo quando exige enfrentar dores e adversidades.
Vivência faz parte dessa minha vida, como a Irmandade e o programa de Recuperação. (Anônima)

Na edição nº 93 da Vivência encontramos alguns tópicos sobre a importância da Literatura em nossa recuperação:
– A literatura de Alcoólicos Anônimos foi escrita a partir da vasta experiência do membro alcoólico em recuperação e da experiência de formação de nossos primeiros grupos. Experiência significa experimentar, observar os resultados e extrair sabedoria desses resultados. A experiência os faz mais prudentes, e nos oferece condições de não incorremos mais nos erros.
– O mapa da mina são os princípios de AA em ação, e a literatura está aí para nos “aconselhar”, sugerir, ajudar como o melhor dos padrinhos. Quem não se envolve efetivamente com o programa, dificilmente vai procurar a Literatura.
– Não é uma questão de gostar de ler ou não gostar. O envolvimento com o Programa é uma questão de necessidade. Para conhecê-lo é preciso ter boa vontade e a mente aberta; para vivenciá-lo, requer-se honestidade.
– Se não temos paciência para ler, provavelmente, também não teremos paciência para ouvir os depoimentos dos nossos companheiros. A Literatura é o grande e sábio padrinho comum a todos nós. Se você não gosta de ler, ou não saber ler, abrem bem os ouvidos quando outros falam do Programa ou fazem a leitura em nossas reuniões.

Como naqueles tempos da Grapevine, ainda há hoje muitos companheiros veteranos que não acreditam nessa publicação, e muitos recém-chegados que nunca ouviram falar da nossa Vivência.
Como disse Bill W com relação à Grapevine: E agora temos acesa uma nova luz ……….Que os seus raios de esperanças e experiência iluminem sempre a corrente de nossa vida de A.A. e que algum dia iluminem todo canto escuro deste mundo alcoólico. (Linguagem do Coração, pag. 449 e 450)
Bem como a Grapevine, nossa revista mundial, a Revista Vivência vem cumprindo nestes 21 anos a sua finalidade de levar a mensagem de Alcoólicos Anônimos àquelas pessoas sedentas de amor, esperança de uma vida melhor, bem como aos profissionais que desejam conhecer o Programa de Recuperação, como veremos o testemunho de uma ex-Custódia:

Prazer em dar e receber – Revista Vivência (Nº 63)

Dra. Ana Maria Ferreira de Araújo
Custódia não-alcoólica

No início dos anos 90 recebi uma assinatura da Revista Vivência. Provavelmente esse presente foi proporcionado por um dos servidores de confiança de Alcoólicos Anônimos que levavam a mensagem de AA ao sistema penitenciário do RJ.
Fiquei maravilhada com a Vivência. Naquela época eu tinha algumas informações de que AA era uma esperança para o alcoólico, mas sabia que era preciso o alcoólico ou sua família ter a rara sorte de localizar um Grupo de AA. O acesso do profissional ao programa de AA era quase impossível, eu não conhecia nada com referência a literatura da Irmandade.
Vejo a revista Vivência como sendo um eficiente veículo de comunicação para o público em geral. Vivência traduz de forma fidedigna e bem-humorada o que é Alcoólicos Anônimos, o que faz e o que não faz. Na minha experiência entre amigos, a Vivência, tem sido a maneira mais simples de apresentar a Irmandade de AA.
A revista Vivência, com seus quatorze anos de existência e de constante aperfeiçoamento técnico, tornando-se cada vez mais agradável, tem ajudado imensamente na comunicação dentro de AA e daqueles que desejam conhecer a filosofia da Irmandade. Próximo ao terceiro milênio, certamente poderemos ver a nossa revista Vivencia chegar ao público que hoje não alcança (pág. 4 – Edição Especial do nº 63)

Companheiros, Companheiras,

Podemos observar nos três exemplos acima a importância da Revista Vivência no trabalho do Décimo Segundo Passo e da Quinta Tradição, no apadrinhamento ao membro de AA, bem como, junto com o Comitê Trabalhando com os Outros no esclarecimento do Programa de Recuperação aos nossos amigos Profissionais.

No dia 15 de novembro passado, a Revista Vivência completou 21 anos levando a mensagem de amor, fé e esperança de AA a todo esse rincão brasileiro, mesmo com dificuldades em obtermos novas assinantes, dificuldades no envio e recebimento das revistas, mas nem por isso deixamos de permanecer em contato permanente com o Comitê da Vivência em São Paulo, por telefone ou e-mail, pois acreditamos no trabalhos dos companheiros(as) que fazem a Vivência, desde o assinante até a equipe que faz a confecção de nossa Revista. Por isso desejamos parabenizar todos os assinantes, os servidores RVs eleitos pelos Grupos, RVD, ex-RVs e CEVs que batalharam para que a Vivência seja uma voz doce e suave, uma voz de sabedoria e alegria, uma voz que está sempre ao nosso alcance e que poderá encontrar eco em nossos corações, desde que queiramos fazer parte da Irmandade e acreditemos que Alcoólicos Anônimos pode fazer por nós o que não conseguimos sozinhos: viver sem beber.

Muito obrigado pela oportunidade de falar de nossa Revista.

Taguatinga-DF, 10 de dezembro de 2006.
.

Comitê da Revista Vivência

Fonte: Linguagem do Coração
Revistas Vivência

O QUE É O C T O

O que é o CTO
Finalidade do C.T.O
A finalidade básica do CTO é organizar, estruturar, padronizar e facilitar a divulgação da mensagem de A.A.
Nenhum alcoólico poderá ser ajudado por Alcoólicos Anônimos se não souber que A.A. existe ou onde poderá encontrá-lo. Portanto, para a manutenção de nossa sobriedade e preservação de nosso propósito primordial, é necessário a formação de CTO’s.
Será através dos trabalhos do CTO nos Grupos e nos Órgãos de Serviços que teremos a “via de acesso” para a sociedade como um todo ou para a comunidade específica onde se localize um Grupo de A.A. Muitas pessoas ficarão felizes em saber da possibilidade de recuperação do alcoolismo, se a elas forem dadas informações adequadas do nosso Programa de Recuperação.
Não deveria existir nenhuma dificuldade para que os membros-chave da comunidade, como: médicos, advogados, juizes, clérigos, delegados, psicólogos etc., conheçam a existência de Alcoólicos Anônimos e a nossa disposição de auxiliar qualquer alcoólico que esteja disposto a aceitar ajuda.
Certa vez alguém disse que o coração de A.A. é um alcoólico levando a mensagem a outro alcoólico. Esta ainda é uma boa, básica e prática maneira de nos mantermos longe do primeiro gole. Às vezes, utilizamos “terceiras pessoas” para fazer chegar a mensagem a outro alcoólico. Bill W. utilizou um profissional da medicina, não-alcoólico, o Dr. Silkworth, e um hospital, para chegar a outros alcoólicos e manter sua sobriedade.
Em Akron, para se manter sóbrio, ele utilizou um ministro religioso, o Rev. Walter Tunks, e uma pessoa leiga não-alcoólica, a Sra. Henrietta Seiberling, para encontrar o Dr. Bob. Juntos, para se manterem sóbrios, Bill W. e Dr. Bob contataram uma enfermeira não-alcoólica, a Irmã Ignatia, para localizar outros alcoólicos que precisavam de ajuda. Todos esses métodos ainda são válidos e devem continuar sendo usados.
A mensagem poderá ser levada a muitos outros alcoólicos, através de artigos publicados em jornais e revistas, pelos programas de rádio e televisão, e pela Internet. Também levamos a mensagem de A.A. aos hospitais, clínicas de recuperação, cadeias e penitenciárias e aos profissionais de diversas áreas. Claro que se tornará muito mais fácil esta tarefa se houver uma maneira coordenada para executar esses trabalhos. O Comitê Trabalhando com os Outros é a resposta adequada para facilitar a transmissão da mensagem de Alcoólicos Anônimos.
O Comitê Trabalhando com os Outros é responsável pelo sucesso do relacionamento entre Alcoólicos Anônimos e a sociedade, no âmbito de sua atuação, o que muito contribui para o crescimento dos Grupos de A.A., principalmente se mostrado de forma clara e precisa o que A.A. oferece, para que a mensagem chegue até o alcoólico.
Outro aspecto considerado primordial nos trabalhos do CTO é o estabelecimento do que chamaremos de “estratégia de comunicação interna”, cuja função principal é aumentar o conhecimento dos integrantes dos Grupos sobre o Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos.
Todos nós sabemos da grande importância do conhecimento dos Doze Passos, Doze Tradições e Doze Conceitos, pedras fundamentais de nossa filosofia de atuação, para a recuperação individual e coletiva e para a divulgação da mensagem de A.A.
O trabalho de conscientização proposto, para ter o resultado esperado, precisa empregar recursos audiovisuais como fitas gravadas, videocassetes, “slides”, histórias em quadrinhos, cartazes, folhetos, todos com assuntos relacionados à programação de A.A., bem como BOB-Mural, revista VIVÊNCIA e JUNAAB Informa, principalmente quando a falta de material humano não permitir a solução ideal – palestras, seminários ou reuniões temáticas, com exposições ao vivo.
Tanto o trabalho externo, visando tornar a Irmandade conhecida na comunidade, como o interno, objetivando dar aos Grupos a conscientização desejável para conseguir manter em seu seio os alcoólicos que os procuram, precisam ser ordenados de modo a aproveitar melhor cada elemento de serviço, racionalizando sua atuação para concretizar o máximo de suas possibilidades dentro das Comissões.

A ORIGEM DO MÊS DA GRATIDÃO EM A.A.

A origem do Mês da Gratidão em A.A.
Box 4-5-9 – Out. Nov. 2002 => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov02.pdf
Título original: “En A.A. – Noviembre es el Mes de Gratitud”
Já faz muitas décadas que a Irmandade tem formalmente reservado o mês de novembro como um período para a expressão de agradecimento coletivo pela nossa sobriedade individual. Embora pareça obvia sua conexão com a Ação de Graças (*), não há registro de dados que possam afirmar com segurança a sua origem. Durante algum tempo, Bill W., acreditou ter conseguido a sobriedade nesse mês porém e posteriormente, um cálculo mais minucioso fixou a data do começo de sua sobriedade no dia 11 de dezembro de 1934, ou seja quando ingressou no Hospital Towns para sua última internação.
O que se sabe com certeza é que, desde a década de 1940, e ao longo dos anos à frente novembro tem sido considerado o Mês da Gratidão, e a partir de então, nosso agradecimento compartilhado foi tomando formas diversas e assim seguirá acontecendo na medida em que nossa Irmandade continue a se desenvolver e ampliar. Bill W. acreditava que as Tradições de A.A. eram a âncora de nossa vida sóbria quando escreveu: “O que poderia ser, então, mais apropriado do que reservar a semana de Ação de Graça para dedicá-la à discussão dos valores práticos e espirituais que podemos encontrar em nossas Tradições?” Em novembro de 1949, escreveu: “As Tradições são a destilação da nossa experiência de viver e trabalhar juntos. Servem para aplicar o espírito dos Doze Passos de recuperação à vida e à segurança do Grupo”.
O primeiro reconhecimento aprovado e oficial de uma “Semana de Gratidão” de A.A., especificamente designada para coincidir com a semana de Ação de Graças, data do ano de 1956. Nesse ano, os delegados à Sexta Conferência de Serviços Gerais aprovaram uma moção a tal efeito, estipulando que “esta ação apareça publicada nas petições anuais feitas aos Grupos antes do dia de Ação de Graças, para que contribuam com a manutenção dos Serviços Mundiais de A.A.” Durante a década de 1960 celebravam-se, sempre no mês de novembro, vários “Almoços de Gratidão”. Estes encontros eram motivados pelo desejo de levar a mensagem e expressar gratidão, assim como também mostrar nosso agradecimento pelos numerosos artigos e livros publicados, e pelas entrevistas na rádio e na televisão feitas durante os últimos doze meses. Estes almoços aconteciam no Hotel Roosevelt, em Nova York (quando, dito seja, os representantes dos médios de comunicação, nos convites presenteados pelo presidente da Junta de Serviços Gerais, o Dr. John Norris – não alcoólico, nos quais se assegurava aos bebedores que ‘os coquetéis seriam servidos na Biblioteca às 12:15 e o almoço terminará pontualmente às 14:00h’).
Estes almoços, muito concorridos, atraiam uma substancial e diversa representação dos meiosde comunicação e tinham basicamente dois objetivos: agradecer aos escritores e comentaristas presentes sua colaboração com a Irmandade no decorrer daquele ano e, para citar um memorando do OSG (ESG, no Brasil), daquele então, para “favorecer as relações públicas de A.A. reunindo editores, redatores, escritores e locutores e colocando-os em contato com fontes fidedignas de informação sobre o movimento”. Numa típica lista de convidados, por exemplo os do almoço de 1965, figuravam os nomes de pessoas que tinham publicado artigos e livros a respeito da Irmandade, profissionais dos quadros ou relacionados com o New York Times, Medical World News, McCall’s Magazine, Editorial Mcmillan, The Christian Science Monitor, e outras muitas agencias de notícias e publicações.
Bill W., assim como o Dr. John Norris, sempre falavam nesses encontros e, no final, sempre era efetuada uma sessão de perguntas e respostas. Além disso, os convidados tinham à sua disposição uma grande variedade de literatura de A.A. para levar consigo. Em 1965, Bill presenteou cada convidado que compareceu ao almoço com um exemplar autografado do livro recém publicado A.A. Atinge a Maioridade.
Embora os participantes desses encontros os achassem úteis e produtivos, a Junta passou a considerá-los como uma forma muito onerosa de dizer obrigado, uma vez que uma carta pessoal de Bill W., para agradecer um artigo ou um programa de TV – recém escrito ou levado ao ar, teria sido suficiente. Outros manifestavam a opinião de que seria mais conveniente oferecer nossa colaboração para cooperar mais amplamente na preparação de artigos ou programas de rádio ou TV. Fosse qual tenha sido o motivo, estes almoços deixaram de ser celebrados a partir de 1968. Gratidão. Todos sabemos o quanto ela é útil se a mantivermos viva tanto nas nossas vidas pessoais quanto na nossa consciência de Grupo. Inúmeros Grupos têm percebido essa realidade e a cada mês de novembro aproveitam a oportunidade para abrir ainda mais a porta da gratidão. É uma forma acertada de assegurar a sã e continua sobriedade, a unidade do Grupo, a auto-suficiência e evitar o engessamento. Muitos Grupos observam o Mês da Gratidão celebrando reuniões de estudo das Tradições e recolhendo contribuições especiais destinadas ao Escritório de Serviços Gerais – ESG (no Brasil, tradicionalmente os Grupos contribuem, nesse mês, com o dinheiro arrecadado em uma reunião previamente definida para esse fim), para a manutenção de nossos serviços. Todos Aas têm a oportunidade de desenvolver novas formas de expressar e compartilhar sua gratidão.
Por exemplo, durante esse mês, os Grupos poderão realizar reuniões temáticas focadas na força e nos diversos aspectos da gratidão: “O quanto somos gratos?, “A gratidão não é passiva” etc. Porque não tentar algo novo – algo que seu Grupo nunca tenha feito e que poderá tornar mais tangível e real a gratidão de seus membros?
As reuniões de Tradições sempre nos relembram a riqueza de nossa herança de A.A. e reforçam, não apenas nossa gratidão, mas também a sobriedade alcançada, tanto pelos veteranos quanto pelos recém-chegados. Para aprofundar nossa compreensão e apreço às Tradições de A.A. durante a Semana de Ação de Graças, Bill escreveu: “Poderíamos assim reforçar nossa fé no futuro através destes prudentes médios; poderíamos mostrar-nos dignos de seguir recebendo esse dom inapreciável de unidade que Deus com sua sabedoria nos concedeu tão generosamente a nós, os Alcoólicos Anônimos, durante todos estes anos tão importantes da nossa infância”.
(*) Para entender melhor:
pt.wikipedia.org/wiki/Ação_de_Graças
O Dia de Ação de Graças, conhecido em inglês como Thanksgiving Day, é um feriado
celebrado nos Estados Unidos e no Canadá, observado como um dia de gratidão, geralmente a Deus, pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano. Neste dia, pessoas dão as graças com festas e orações.
Os primeiros Dias de Ação de Graças na Nova Inglaterra – região natal de Bill W. e do Dr.Bob, eram festivais de gratidão a Deus, em agradecimento às boas colheitas anuais. Por esta razão,o Dia de Ação de Graças é festejado no outono, após a colheita ter sido recolhida.
O primeiro deles foi celebrado em Plymouth, Massachusetts, pelos colonos que fundaram a vila em 1620. Após péssimas colheitas e um inverno rigoroso, os colonos tiveram uma boa colheita de milho no verão de 1621. Por ordem do governador da vila, em homenagem ao progresso desta em relação a anos anteriores, uma festividade foi marcada no início do outono de 1621. Os homens de Plymouth mataram patos e perus. Outras comidas que fizeram parte do cardápio foram peixes e milho. Cerca de noventa índios também participaram da festividade. Todos comeram ao ar livre em grandes mesas.
Nos EUA este dia é comemorado na quinta-feira da quarta semana de novembro. No Canadá a segunda-feira da segunda semana de outubro.
No Brasil, o presidente Gaspar Dutra instituiu o Dia Nacional de Ação de Graças, através da lei 781, de 17 de agosto de 1949, por sugestão do embaixador Joaquim Nabuco, entusiasmado com as comemorações que vira em 1909, na Catedral de São Patrício, quando embaixador em Washington. Em 1966, a lei 5110 estabeleceu que a comemoração de Ação de Graças se daria na quarta quinta-feira de novembro. Esta data é comemorada por muitas famílias de origem americana, igrejas cristãs, universidades confessionais metodistas e cursos de inglês.

O PERDÃO NO LIVRO AZUL

PERDÃO NO LIVRO AZUL 1/4

A TURMA DO LIVRO AZUL

PERDÃO NO LIVRO AZUL

TRADUÇÃO RICARDO GOROBO

Versão B 04/07/2000

Essa é a continuação de nossa discussão a respeito do perdão. Caso você não tenha chegado aqui vindo de: Perdoar …….Perdão, o Passo que Falta.

Então,por favor volte e o leia antes de continuar nesse link.

Nosso Livro Azul ( Alcoólicos Anônimos ) tem muito a dizer sobre ressentimentos e perdão. Aproveite

ABRIGAR RESSENTIMENTOS É FATAL.
Nós estamos relutantes em repetir o livro. No entanto, algumas das
afirmações que faz não podem ser deixadas de comentários. Se formos
ler a página 66 de novo, vamos notar que o poder do ressentimento
excede em muito qualquer concepção que temos de pensamento negativo.
Você esta sabendo que:
• …a vida que inclui ressentimentos profundos leva somente à
futilidade e infelicidade.
• As horas nas quais permitimos a futilidade e a infelicidade em
nossa vida não valem a pena . Ressentimentos desgastam as nossas
vidas.
• Os ressentimentos nos fecham para a iluminação do Espírito, desta
forma impedindo a manutenção e o crescimento de uma experiência
espiritual.
• Quando apartados da luz do Espírito, a insanidade do álcool
retorna, bebemos de novo, e morremos.
• Abrigar ressentimentos é fatal.
Imediatamente, isso tem de ser feito! Há clara evidência de que os
ressentimentos criam um veneno em nosso corpo ,somando-se às
enfermidades mentais e espirituais que alimenta.
ERRADICANDO RESSENTIMENTOS
Como nós nos livramos dos ressentimentos? Felizmente, esse processo
começa no 4º passo . Nossa lista traz a chave .
a) Atente para os títulos das colunas de nosso inventário : (1)
Coluna 1: Em relação a quem você guarda ressentimento?
Coluna 2: O que eles fizeram que você considerou ofensivo
Coluna 4: Como você contribuiu para essa ação? E
Coluna 3: Porque você reagiu criando ressentimento
(1) Nota do tradutor: Na Edição para o Brasil há apenas três colunas ;
a saber:
Coluna 1: Tenho ressentimento de
Coluna 2: A causa é
Coluna 3: Onde me afeta

A primeira lição é que os ressentimentos não podem ser removidos a
menos que saibamos que os temos, e por qual motivo. A segunda lição é
que nós nos tornamos extremamente vulneráveis ao mundo exterior. Nosso
auto-conceito foi moldado por opiniões e ações dos outros e pelo nosso
velho pensamento de como deveríamos ser.
b) Em seguida, é necessário estar querendo livrar-se do
ressentimento. Você aprenderá mais a esse respeito no Sexto Passo .
Alem do mais – e o Livro Azul não nos dá tanta ajuda quanto poderia,
Somos obrigados a perdoar a pessoa de quem nos ressentimos. Haverá
mais discussão a respeito de perdoar os outros no Oitavo Passo.
Simplesmente aceite desde já que você deverá fazê-lo! Não há outro
caminho.
A ferramenta certa que o Livro Azul lhe dá é a freqüentemente
repetida noção de que sua vida esta agora em uma base diferente. A
base é a fundação – na qual todo o resto se apóia . Sua nova base é
confiar e entregar-se em Deus .

PERDÃO NO LIVRO AZUL PARTE 2/4

PERDÃO NO LIVRO AZUL PARTE 2/4

A ARTE DO PERDÃO

Reimpresso do Livro Azul ( Alcoólicos Anônimos ) e Doze Passos e Doze Tradições

Não podemos ajudar a todas as pessoas, mas pelo menos Deus nos
mostrará como sermos bons e tolerantes para com todos. Voltemos mais
uma vez à nossa relação. Esquecendo os maus tratos que outros
praticaram, procuramos resolutamente nossos próprios erros. Onde fomos
egoístas, desonestos, interesseiros e medrosos? Embora certa situação
não tivesse sido criada inteiramente por nossa culpa, tentamos
desconsiderar a outra pessoa por completo. Onde foi que falhamos? O
inventário era nosso, não da outra pessoa. ( Livro Azul pág 81 §2º
linha 7 )

Se lamentamos o que fizemos e temos o sincero desejo de deixar que
Deus nos leve a coisas melhores, acreditando sermos desculpados,
teremos aprendido uma lição. Se não temos remorso e nossa conduta
continua a prejudicar aos outros, é quase certo que voltaremos a
beber. Não estamos teorizando. Estes são fatos baseados na nossa
experiência. ( Livro Azul pág 83 § 4º linha 25 )

Surgirá a pergunta de como aproximarmo- nos da pessoa à qual odiamos.
Pode ser que ela nos tenha prejudicado mais do que nós a ela, e ainda
que possamos ter adotado atitude melhor junto a essa mesma pessoa, não
estamos ansiosos por admitir nossos erros. No entanto, com as pessoas
das quais não gostamos, tomamos uma decisão. É mais difícil
aproximar-se do inimigo do que do amigo, mas isto nos é muito mais
benéfico. Vamos a ele com espírito de ajuda e tolerância, confessando
nossa hostilidade anterior e expressando- lhe nosso arrependimento.
De forma alguma criticaremos sua pessoa ou discutiremos ( Livro Azul
pág 89 § 2º linha 23 )

Quando nos deitamos, à noite, revisamos construtivamente nosso dia.
Fomos ressentido, egoístas, desonestos, medrosos? Devemos a alguém
alguma desculpa? Estamos guardando algo em segredo, que deveria ser
discutido logo com outra pessoa? Fomos bondosos e amáveis com todos?
Que poderíamos ter feito melhor? Estivemos pensando em nós mesmos a
maior parte do tempo? Ou pensamos no que deveríamos fazer pelos
outros, no que poderíamos fazer na vida corrente? Mas, devemos cuidar
de não cair na inquietação, no remorso ou na reflexão mórbida, pois
isso diminuiria nossos préstimos aos outros. Após fazer nossa revisão,
pedimos perdão a Deus e Lhe perguntamos quais as medidas que devemos
tomar para melhorar. ( Livro Azul pág 96 § 3º linha 20 )

Este passo vital também foi o meio pelo qual começamos a ter a
sensação de que poderíamos ser desculpados, não importa o que havíamos
pensado ou feito. Freqüentemente, enquanto dávamos este passo com
nossos padrinhos ou conselheiros espirituais, pela primeira vez, nos
sentíamos verdadeiramente capazes de desculpar os outros, não importa
quão profundamente nos houvessem maltratado. Nosso inventário moral
nos havia persuadido de que o perdão geral era desejável, mas foi
somente quando demos o Quinto Passo com resolução que soubemos, em
nosso íntimo, que poderíamos aceitar o perdão e perdoar também. (12
Passos pág 47 § 3º linha 20 )

Tais obstáculos, contudo, são muito reais. O primeiro, e um dos mais
difíceis, diz respeito ao perdão. Desde o momento em que examinamos um
desentendimento com outra pessoa, nossas emoções se colocam na
defensiva. Evitando encarar as ofensas que temos dirigido a outro,
costumamos salientar, com ressentimento, as afrontas que ele nos tem
feito. Isto acontece especialmente quando ele, de fato, tenha se
comportado mal. Triunfalmente nos agarramos à sua má conduta como uma
desculpa perfeita para minimizar ou esquecer a nossa.
Deveríamos, a essa altura, nos deter bruscamente. Não faz sentido um
autêntico beberrão roto, rir-se do esfarrapado. Lembremo-nos de que
alcoólicos não são os únicos atingidos por emoções doentias. Alem do
mais, geralmente é um fato o de que, quando bebíamos, nosso
comportamento agravava os defeitos dos outros. Repetidamente abusamos
da paciência de nossos melhores amigos a ponto de esgotá-los, e
despertamos as piores reações naqueles que, desde o início, não
gostaram de nós. Em muitos casos estamos, na realidade, em frente de
co-sofredores, pessoas que tiveram suas desditas aumentadas pela nossa
contribuição. Se estamos a ponto de pedir perdão para nós mesmos, por
que não começar por perdoar a todos eles? ( 12 Passos pág 68 § 1º e 2º
linha 5 )
PERDÃO NO LIVRO AZUL PARTE 3/4

PERDÃO NO LIVRO AZUL PARTE 3/4

OITAVO PASSO Haveremos de querer nos apegar à decisão as coisas que
nós temos feito, ao mesmo tempo em que desculpamos as injúrias feitas
à nós, sejam elas reais ou imaginárias. Deveríamos evitar os
julgamentos extremos, tanto de nós mesmos quanto das outras pessoas
envolvidas. Não devemos exagerar nem os nossos defeitos, nem os deles.
Um exame calmo e objetivo será nossa firme intenção. (12 Passos pág 71
§2º linha 28 ). Em todas essas situações necessitamos de autodomínio,
análise honesta do ocorrido, disposição para admitir nossa culpa e,
igualmente, para desculpar as outras pessoas ( 12 Passos pág 79 § 1º
linha 1 ) …que onde houver o erro, que eu possa levar o perdão…É
perdoando que se é perdoado ( 12 Passos pág 86 ).
Pediu a graça de poder levar a todos os necessitados o amor, a união,
a fé, a verdade, a esperança, a alegria e a luz. ( 12 Passos pág 88 §
1º linha 8 )
Ele achava melhor consolar que ser consolado; compreender que ser
compreendido; perdoar que ser perdoado. ( 12 Passos pág 88 § 2º linha
16)
Finalmente, a aceitação comprovou ser a chave de meu problema com a
bebida. Após freqüentar A.A. por sete meses, me afastando do álcool e
pílulas, não conseguindo que o programa funcionasse muito bem, eu
finalmente fui capaz de dizer, ” O.K. Deus. É verdade que eu – – de
todas as pessoas, por estranho que possa parecer, e mesmo que não dê a
minha permissão – – realmente, realmente sou um alcoólico daqueles, é
isso mesmo. E agora, que vou fazer a respeito disso? ” Quando parei de
viver no problema e comecei a viver na resposta, o problema
desapareceu. A partir deste momento, não senti mais a menor compulsão
de beber.
E aceitação é a resposta para todos os meus problemas hoje. Quando
estou perturbado, é porque encontrei em alguma pessoa , lugar, coisa,
ou situação – algum fato da minha vida – inaceitável para mim, e não
consigo alcançar a serenidade até que aceite essa pessoa, lugar,
coisa, ou situação exatamente da maneira como deveria ser nesse
momento. Nada, absolutamente nada acontece no mundo de Deus por
engano. Enquanto eu não podia aceitar meu alcoolismo, não poderia
permanecer sóbrio, a menos que aceite a vida da forma como ela
realmente é , não posso ser feliz. Não devo me concentrar tanto no que
precisa ser mudado no mundo mas sim no que precisa ser mudado em mim e
nas minhas atitudes. ( Big Book, page 448 ) (2) Este, bem como o
depoimento a seguir não constam da tradução para o português do Livro
Azul.
Um manhã, no entanto, me dei conta de que precisava me livrar disso,
pois o tempo em que podia adiar fazê-lo estava se esgotando e que se
eu não me livrasse acabaria me embebedando – e eu não queria mais
ficar bêbado. Nas minhas preces nesta manhã pedi a Deus que me
mostrasse uma forma de me livrar desse ressentimento. Durante o dia,
um amigo me trouxe umas revistas para que eu as levasse a um grupo em
um hospital no qual eu tinha interesse. Dando uma rápida olhada nelas,
e um ‘banner” atravessado na capa de uma delas destacava um artigo de
um clérigo proeminente, e me atraiu a atenção a palavra
ressentimento.
Ele dizia,em síntese: ” Se você tiver algum ressentimento do qual
deseje se libertar, se você rezar para a pessoa ou a coisa do qual se
ressente, você se libertará. Se você pedir na prece que tudo o que
você deseja para você seja dado a eles, você ficará livre. Peça pela
saúde, prosperidade, felicidade deles, e você ficará livre. Mesmo que
você verdadeiramente não deseje isso para eles, que sua preces são
apenas palavras e não seu desejo real, vá em frente e reze assim
mesmo. Faça isso diariamente por duas semanas e descobrirá que começou
a , realmente , sentir e desejar isso para eles, e você descobrirá que
quando costumava sentir amargura e ressentimento e ódio, agora sente
compaixão compreensiva e amor.”
PERDÃO NO LIVRO AZUL PARTE 4/4

PERDÃO NO LIVRO AZUL PARTE 4/4

Funcionou comigo, e tem funcionado várias vezes desde então, e
funcionará quantas vezes eu me dispuser a trabalhá-la. Algumas vezes
preciso primeiro pedir por força de vontade, mas essa também sempre
vem. Como funciona para mim, funcionará para todos nós. Como diz um
outro grande homem: ” A única verdadeira liberdade que um ser humano
poderá conhecer e fazer aquilo que deve fazer simplesmente porque quer
fazê-lo.”
Essa grande experiência que libertou-me da servidão do ódio e
substituiu-o por amor é realmente outra afirmação da verdade que sei:
Eu tenho tudo o que necessito em Alcoólicos Anônimos tudo o que
necessito eu recebo – – e quando recebo o que necessito
invariavelmente descubro que isso é exatamente o que queria o tempo
todo . ( Big Book, page 552 )
Essa discussão continua nos seguintes links:
Parachin ……. Victor M. Parachin: Como Perdoar: 10 Guias
Errico………….. A Oração do Senhor e Perdão

E.Fox ……………. Emmet Fox: Perdão no Sermão da Montanha

Ou,talvez queira voltar para:

Forgive ……….. Perdão, o passo que falta

Nota do tradutor:
Como referencia às obras em Português,utilizamos:
Alcoólicos Anônimos – Não consta edição nem data de impressão, mas eu
o comprei em 1987 no Grupo Três Legados,Rio de Janeiro,RJ

Os Doze Passos – 1ª Edição em Português – maio 1972

As Doze Tradições – 7ª Edição em Português – abril 1987

Para evitar discordância os textos acima citados foram transcritos do
original

“COMITÊ DE LITERATURA DO GRUPO AA SOBRIEDADE_ONLINE”

O GRUPO – MUDANÇA NA MATRIZ

O GRUPO – MUDANÇA NA MATRIZ

DR. LAIS MARQUES DA SILVA, ex- PRESIDENTE DA JUNTA DE
SERVIÇOS GERAIS DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS DO BRASIL

Este é o tema da XVI Conferência a realizar-se em Brasília, de 12 a 16 de abril
de 1992. Foi colocado para um ano de estudo e reflexão para cada um dos membros de Alcoólicos Anônimos. Digo cada um porque me refiro aos membros da Irmandade individualmente, de “per si”. Um ano parece muito tempo mas, na realidade, não o é diante de tema tão forte e de tanta densidade.
A mudança sugerida se dirige à Matriz, ao Grupo, a unidade mais importante
porque formadora, fonte e origem de tudo o que ocorre na Irmandade de A.A., mas que é também repositório das nossas melhores expectativas na convicção da grandeza, da riqueza e do imenso potencial de crescimento humano contido no Programa de Recuperação de A. A.. Nisto está o fundamento para uma análise crítica, pois colocamos, lado a lado, tanto uma avaliação da realidade atual dos nossos grupos quanto o grande potencial de crescimento dos seus membros que eles, os grupos, encerram.
Não se trata de reforma física do prédio onde se realizam as reuniões nem da
aquisição de novo mobiliário. Falando em Matriz, referimo-nos ao grupo: a mais
importante unidade de atuação, de transformação e de recuperação. A idéia de
mudança no grupo conduz, necessariamente, à transformação de cada um dos seus membros. A mudança se dirige às pessoas e para elas está voltado o Programa de Recuperação e exatamente elas é que deverão ser exemplos vivos, verdadeiros modelos que, em conseqüência, induzirão nova forma de estruturar uma nova dinâmica de recuperação. Não se pretende mudar o A.A.. A Conferência apenas deseja o reencontro com o verdadeiro programa de A.A.. O A .A. não precisa ser mudado. O programa é que precisa ser feito. Quem precisa mudar somos nós e não o mundo que nos cerca. A recuperação se dirige ao alcoólico e a mudança a ocorrer à sua volta será decorrência da sua própria mudança. Este tema responde a uma necessidade e/ou uma expectativa de melhora, em face da riqueza do Programa de
Recuperação, dos Princípios e das Tradições de A. A..
Agimos por atração. Há considerável esforço em levar à sociedade e à comunidade profissional informações relativas à Irmandade e ao que ela oferece àqueles que sofrem no alcoolismo.
Muitos dos que chegam ao grupo não permanecem nele porque, para eles, o grupo não é atraente, não está ao nível das suas necessidades ou expectativas ou se mostra pouco aderente. É válido indagar: como estão os nossos depoimentos? Como estamos fazendo o nosso Programa de Recuperação? O que se está passando nos grupos de A.A. nos dias de hoje?
É freqüente observar, especialmente entre os mais antigos, que vários deles
estejam fazendo exatamente os mesmos depoimentos ao longo dos anos, centrados, ainda, no Primeiro Passo. Descobrindo serem impotentes diante do álcool, passaram a relatar o que faziam quando estavam alcoolizados. Não fazem o mesmo em relação ao que estão fazendo hoje, sem o álcool. Muitas vezes, apenas parando com o álcool e não progredindo no programa, o alcoólico permanece o mesmo prepotente, dono da verdade, pisando nos familiares e companheiros. Aí ficam as vaidades, os orgulhos e os narcisismos não tratados e tudo isso entra como elementos desencadeadores de comportamentos pouco sadios e geradores de tantos problemas. Não esperamos navegar em mar de calmaria. Entre nós se encontram
pessoas em diferentes estágios de recuperação. Alguns ainda estão muito mal.
Espera-se, sim, que haja progresso, que se evolua no Programa de Recuperação de A. A., que não precisa ser mudado porque é muito bom mas precisa ser feito por cada membro da Irmandade, por cada um de nós.
Entende-se haver grande alegria quando, ao fazer o Primeiro Passo e parar de
beber, o alcoólico fica maravilhado diante de si e do mundo que o cerca. Era
tudo o que ele queria e por tanto tempo não conseguira. É um renascimento. Tudo isso é maravilhoso. Mas nascer é um ato singular enquanto que crescer é um processo contínuo. O crescimento sucede ao nascimento. Muitas vezes, esses companheiros não estão dispostos a fazer os outros Passos e aí param de beber, mas não acrescentam nada de novo às suas vidas e, como conseqüência, não há crescimento e tudo se reduz em repetir e repetir os seus depoimentos. O lema para muitos companheiros é: aqui estou, aqui fico. Mas este lema pode ser para eles os seus epitáfios. Quanto à Recuperação e aos Passos, fazem depoimentos pobres e, se ficarem nesse estágio, o grupo se reduz a uma mesmice que não motiva as pessoas a permanecerem nele. Essas pessoas gostam e se beneficiam desses depoimentos a princípio, mas depois perdem, pela repetição e pela pobreza, o interesse.
Esses depoimentos ligados ao Primeiro Passo são importantes, geram
identificação para os recém-chegados. A verdade daquele que o faz contribui para a honestidade de cada membro do grupo e, também este, o grupo, auxilia o depoente na busca da própria honestidade e sanidade. O problema não está nisso, mas em ficar só nisso; está na inexistência de um trabalho de reformulação pessoal. A Irmandade distingue e enfatiza duas condições diferentes: sobriedade e serenidade. É preciso evitar o primeiro gole a cada 24 horas e estar sóbrio para ver a si mesmo e o mundo com olhos claros, límpidos, sem a névoa do álcool, mas é preciso, também, caminhar no Programa de Recuperação e alcançar a serenidade, a paz traduzida em um nova condição de equilíbrio mental, na capacidade de estabelecer prioridades e no aprendizado da conceituação de valores, o que habilita o companheiro a viver sem esquentar fora da justa medida, sem correr o perigo das recaídas. A maioria se recupera com o programa de A..A., mas há outros, portadores de patologias concomitantes com o alcoolismo, necessitados de tratamento especializado e que a Irmandade de A. A. não oferece. Nessas casos, os cuidados dos profissionais da área da saúde deverão ser procurados.
O depoimento ligado ao Primeiro Passo, muitas vezes, ao longo dos anos, vai
sendo retocado e, aí, já não vale mais porque não é honesto e porque sendo
incompleto, não atinge a finalidade do desabafo catártico. Depoimento indolor
não acrescenta, não contribui para a recuperação e, depois de muito repetido,
acaba decorado também pelos demais companheiros do grupo. Mas não é esse o único perigo. Se existirem muitos companheiros do grupo nessa situação, pode ocorrer que, movidos pela vaidade, se estabeleça um “campeonato de desgraças” e, com este campeonato, pode até ocorrer que os mais inibidos e os novatos não encontrem oportunidade de falar.
O assunto é tanto delicado quanto complexo e há sempre novos ângulos a abordar.
Relatar o que se fez há muitos anos é muito pouco. Daquele que ficou anos sem beber e ainda freqüenta os grupos de A. A. espera-se um relato do que fez
ultimamente em função do crescimento pessoal dentro do programa de A .A.. Importa apreciar o progresso alcançado ao fazer cada um dos Passos. Esse relato é importante. Pode constituir-se num exemplo vivo de recuperação, com grande possibilidade de ser seguido porque não é preciso ser letrado para ver e entender o que é oferecido como exemplo. O programa precisa ser praticado para que sejamos o exemplo vivo. É preciso estudar o programa para aplicar em nós o que aprendemos, porque, se tudo isso for feito apenas para os outros, valerá, então a máxima de que “quem sabe faz e quem não sabe ensina”.
É muito freqüente observar que o Primeiro e o Décimo Segundo Passos sejam
feitos por todos os membros de A. A. e, deste último, apenas a primeira parte.
Mas o programa é de 12 Passos, o tesouro está em todo o conjunto e o crescimento depende de se fazer todos os 12 e não em sobrevoar os 10 do meio.
As recaídas são um fato observado com freqüência. Ignoramos, na quase
totalidade dos casos, as suas causas e mecanismos mas constatamos faltar alguma coisa a esses doentes. Há companheiros com tendência especial à recaída. São doentes graves. Provavelmente vão morrer do alcoolismo.
Voltar ao mesmo grupo, muitas vezes deficiente nos 12 Passos, nada vai
acrescentar. Eles já estiveram lá antes, sem alcançar a sobriedade e a
serenidade. As recaídas nos levam a pensar nos nossos grupos, em como está a nossa Matriz. Quais são os companheiros com tendência à recaída e quais as causas? Será que para eles não há alternativa, a não ser beber e beber? Diante de uma recaída, devemos nos satisfazer com as habituais explicações: “não havia chegado ao fundo do posso”, “não estava pronto”, “não estava motivado”, “não fez o que eu aconselhei”, “recaiu porque não freqüentava o grupo”? Será que o grupo se detém sobre o Programa de Recuperação de A. A.? Será que o grupo está bem estruturado e em condições de receber esse tipo de doente grave? Será que o grupo é realmente harmônico e composto de irmãos que vêem nas diferenças não uma causa de conflito mas um estímulo ao crescimento?
Os recaídos são doentes graves, envolvidos numa rede de equívocos. Eles se
acham culpados e desamparados e esses sentimentos reforçam a recaída. Muitas vezes sentem não ter outra saída senão o colapso emocional, a loucura, o suicídio ou simplesmente voltar a beber e, aí, beber pode parecer até a escolha mais sensata. É preciso evitar também, em relação a esses doentes, que os grupos desenvolvem uma atitude preconceituosa, um estigma.
Os grupos devem compreender que a doença do alcoolismo tem um modo de agir sobre o alcoólico na ativa, e acerca disso todos os seus membros têm uma visão clara, mas também atentar para o fato, cada vez mais evidente, de que a doença do alcoolismo tem, também, um modo de atuar durante a sobriedade -ela é uma doença crônica e incurável- e esta ação é potencialmente destrutiva quanto ao seu modo de atuar na fase de sobriedade.
A perda de controle vem antes da recaída. O companheiro entra em dificuldade e depois perde o controle. É necessário uma ajuda imediata quando o companheiro percebe que a cabeça está esquentando. Os padrinhos devem estar atentos para o aparecimento das manifestações usualmente surgidas nos companheiros que recaem e aumentar os cuidados e atenções para evitá-las. Aqui também é necessário pensar no papel do padrinho e avaliar como ele vem sendo desempenhado.
Graças ao trabalho e à dedicação dos pioneiros de A .A. do Brasil e dos mais
antigos, foi possível abrir e manter em funcionamento milhares de grupos com
todos os benefícios daí resultantes para os alcoólicos, ainda que tenham ficado
exatamente como tudo começou: um alcoólico conversando com outro. Dos veteranos, ouvi muitas vezes o relato entusiasmado de como o A. A. do Brasil progrediu com o advento da literatura e a criação do Claab. Esperamos que hoje fenômeno semelhante esteja ocorrendo em função da análise crítica acerca de como está sendo realizado o nosso Programa de Recuperação sugerida no tema adotado pela Conferência de 1991 e que, em função dele, se abra um novo e amplo horizonte para os sofredores dessa doença em nosso País.
Espero que todos se detenham e reflitam sobre este tema; que levem suas dúvidas e conclusões aos Delegados de Área e que eles, representando a consciência coletiva dos grupos, possam contribuir para a grandeza, para uma dimensão maior a ser alcançada na XVI Conferência de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil.