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TERCEIRO PASSO – MÁRCIO FUELBER

Terceiro Passo

Por Márcio Fuelber

“Decidimos entregar nossas vontades e nossas vidas aos cuidados de Deus, na forma em que o concebíamos”.

O Terceiro Passo nos apresenta a sugestão de uma rendição total e incondicional a um Poder Superior que, nessa altura, alguns já concebem em Deus.

Sob nosso domínio e controle, nossas vidas se tornaram um caos e já não éramos donos de nossa vontade. O ‘químico’ nos governava e nossos defeitos de caráter nos degradavam e nos levavam a um caminho progressivo de decadência moral, física e espiritual.

Nada mais sugestivo, posto que aceitamos nossa condição doentia no Primeiro Passo e viemos a acreditar Nele para receber sanidade no Segundo Passo, que agora decidamos nos entregar totalmente ao Deus de nosso entendimento.

Nossa vontade desassistida de nada nos valeu e agora passamos a buscar Dele a correta postura diante da vida para livrarmo-nos de nossas dependências nefastas e nossos defeitos de caráter que nos mantêm aprisionados a uma maneira de perceber a vida, totalmente desfocada e auto destrutiva.

Perceberemos que não será difícil entendermos esse Passo na sua teoria, e que nossas maiores dificuldades surgirão ao tentar praticá-lo. Tão logo formos melhorando fisicamente, e espiritualmente formos experimentando as promessas do programa, se estivermos vigilantes, notaremos nossa tendência em reassumir o controle de nossas vidas novamente e colocarmos na prática as nossas vontades e não as Dele.

Na verdade, seria muito proveitoso e correto uma análise permanente de nossa decisão de entrega total e incondicional, que é a proposta do Terceiro Passo.

Na espiritualidade Cristã temos o exemplo de Jesus, que diante da agonia do sacrifício vindouro disse: “Pai, se possível afasta de mim este cálice (sofrimento, humilhação, indiferença, insensatez, ódio, rancor…), mas, sobretudo, seja feita Tua vontade e não a minha”.

Devemos ter em mente que são nossas vontades que nos derrubam e que as vontades de Deus para nossas vidas são boas, plenas, sãs e de edificação de nosso caráter.

Já que eu não consigo, que Deus assuma o comando e me conduza pelo caminho certo e digno que Ele planejou para aqueles que Ele criou a Sua imagem e semelhança.

Animem-se companheiros! Não estamos mais sós… Cristo vive em nós!

Que o Poder Superior do entendimento de cada um se revele constantemente em vossas vidas e termine, conforme a Sua vontade, a boa obra que Ele começou.

Paz a todos… E mais vinte e quatro horas de abstinência, com a vida e a vontade entregue a Deus, em busca de uma sobriedade emocional.

PACTO COM A FELICIDADE – TAHYANE FIRE

PACTO COM A FELICIDADE
Tahyane Fire

De hoje em diante, todos os dias ao acordar, direi:
Hoje, eu vou ser feliz!
Vou agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade,
Sentirei que estou vivendo, respirando…
A natureza me oferece toda a sua
beleza e seus recursos gratuitamente.
Não preciso comprar o canto dos pássaros,
nem o murmúrio das ondas do mar.
Sentirei a beleza das árvores, das flores.
Vou sorrir mais, sempre que puder.
Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.
Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros.
Vou aprimorar os meus…
Lembrarei de ligar para alguém para dizer que estou com saudades!
Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir.
Não vou lamentar nem amargar as injustiças.
Pensarei no que posso fazer para diminuir seus efeitos.
Terei sempre em mente que, os minutos e as horas, não voltam mais.
Vou vivê-los com intensidade focalizando o presente.
Não vou sofrer por antecipação Prevendo futuros incertos.
Nem com atraso lembrando de
coisas sobre as quais não tenho mais ação.
Não vou pensar no que não tenho e no que gostaria de ter,
mas em como posso ser feliz com o que possuo.
E o maior bem que possuo é a própria vida.
Vou lembrar de ler uma poesia e de ouvir uma canção.
Vou dedicá-las a alguém.
Vou fazer algo que faça alguém feliz sem esperar nada
em troca, apenas pelo prazer de ver um sorriso.
Vou lembrar que em algum lugar existe alguém que me quer bem.
Vou dedicar uns minutos de pensamento para os que já se foram.
Para que saibam que serão sempre uma doce
lembrança, até que venhamos a nos encontrar outra vez.
Vou levar alegria a quem esteja precisando.
E quando a noite chegar vou olhar para o céu
para as estrelas e para o luar…
Agradecer aos Anjos e a Deus
porque: HOJE EU FUI FELIZ!

POR FAVOR, AJUDE-ME, SOU CEGO

Havia um cego sentado numa calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira
escrito com giz branco:

“Por favor, ajude-me, sou cego”

Um publicitário, da área de criação; que passava em frente a ele parou e viu umas poucas moedas no boné.
Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio.
Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.
Ao cair da tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola.
Seu boné, agora, estava cheio de notas e moedas.
O cego reconheceu as pisadas do publicitário e lhe perguntou se havia sido ele quem reescrevera o cartaz, sobretudo querendo saber o que ele havia escrito.

O publicitário respondeu:
“Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras”.

E, sorrindo, continuou o seu caminho.

O cego nunca soube o que estava escrito, mas seu novo cartaz dizia:

“Hoje é primavera em Paris,
e eu … não posso vê-la”

Lição:
Sempre é bom mudarmos de estratégia quando nada nos acontece.

PARA LER DEPOIS – NEUSA SHORTI

Para ler depois

* Neusa Shorti

A mulher, desencantada com o marido, achou melhor ir para o quarto. Fez um bilhete, mas também achou melhor não entregar. Bem humorada e para sobreviver, pensou:
– Quando ele morrer, ponho no bolso do paletó dele para ler depois.
Colocou o bilhete na caixa de seus guardanapos, pegou a caixa de costura, o bordado e foi para o alpendre.
Passados alguns meses, não é que a mulher morreu? Morreu. Foi o marido tirar tudo que era da mulher, como é de costume fazer, após alguns dias de falecimento. Colocou os vestidos numa caixa; os sapatos deu à vizinha, que o ajudava. Separou carinhosamente livros, fez pacotes colocando os nomes dos destinatários, pessoas queridas da falecida. Pegou a caixa de guardanapos, olhou fotos, releu cartas amareladas pelo tempo, que lhe enviara durante o noivado; chorou, secou as lágrimas.

Até que chegou ao tal bilhete e leu lá:

Para você ler depois
– Hoje sai de perto para você parar.
– Você é que me mandou parar.
– Mas eu saí porque sabia que ia começar.
– Agora que estou longe, pense:
– Será que você gosta mais do álcool do que:
dos seu irmãos,
dos seus sobrinhos,
de mim,
de nossos familiares,
de nossos amigos?

Por que você não diz que vai se controlar? Bastava você me dizer isso, e eu saberia que você iria cumprir, porque você sempre cumpre o que promete, e isso você nunca promete. Se você me dissesse que eu poderia ficar tranqüila, que você não iria passar das medidas… é só isso que lhe peço, mas você nunca diz o que eu espero ouvir.
– Por que você exagera?
Minha única certeza é que tenho muito medo do álcool e sei que não podemos com ele; ele está sempre no meio de nós.
– Por isso deixo tudo o que mais gosto nessa a vida:
a dança, os bailes, os amigos, os parentes, as piscinas, entre outras coisas.
– Só esse medo me faz afastar dessas coisas e dessas pessoas.
– Você pode fazer alguma coisa?
– A propósito, hoje, depois que eu sair, o que você vai fazer na minha ausência?

Beijos. Júlia

O homem nunca soubera da intenção bem humorada da mulher. E ela não estava lá para ver o desfecho daquele dia. Pois naquele dia vieram os seus irmãos cumprimentá-lo, que não chegaram a tempo do exterior. Ele os abraçou e chorou muito. Conversaram longamente naquele e muitos outros dias que se seguiram sem necessidade ou mesmo vontade de colocar copos na mesa e bebida na boca.
Assim foi até o resto de seus dias: uma aversão natural pelo álcool, um gosto pelo abraço demorado, pelas conversas sem pressa até o anoitecer, com os irmãos, atravessadas de saudades:
“ A minha Júlia gostava disso… a Júlia fazia assim… quando a gente se casou…”.

* A autora é escritora amadora de Araçatuba (SP)

AS MÃOS DA MINHA AVÓ

As Mãos da Minha Avó
autor desconhecido

A minha avó que tinha mais de 90 anos, estava sentada num banco na varanda, e tinha um aspecto fraco. Ela não se mexia, estava apenas sentada a fixar seu olhar nas mãos. Quando me sentei ao pé dela, nem sequer se mexeu, não teve nenhuma reacção.Eu não a queria perturbar, mas ao fim de um certo tempo perguntei-lhe se estava bem.
Ela levantou a cabeça e sorriu para mim.
– Sim, eu estou bem, não te preocupes, respondeu ela com uma voz forte e clara.
– Eu não a queria incomodar, mas você estava aí com o olhar fixado nas suas mãos, e eu apenas pretendi saber se estava tudo bem consigo.
– Já alguma vez viste bem as tuas mãos? Perguntou-me ela.Quer dizer, vê-las como deve de ser?
Então eu olhei para as minhas mãos e fixei-as. Sem compreender bem o que ela queria dizer, respondi que não, nunca tinha olhado bem para as minhas mãos.

A minha avó sorriu para mim e contou-me o seguinte:

-Pára um bocadinho e pensa bem como as tuas mãos te têm servido desde a tua nascença. As minhas mãos cheias de rugas, secas e fracas, foram as ferramentas que eu utilizei para abraçar a vida.
Elas permitiram agarrar-me a qualquer coisa para evitar que eu caísse, antes que eu aprendesse a andar.
Elas levaram a comida à minha boca e vestiram-me. Quando era criança a minha mãe mostrou-me como uni-las para rezar.
Elas ataram as minhas botas e meus sapatos. Elas tocaram no meu marido e enxugaram as minhas lágrimas quando ele foi para a guerra.
Elas já estiveram sujas, cortadas, enrugadas e inchadas.
Elas não tiveram jeito nenhum quando tentei segurar o meu primeiro filho.
Decoradas com a aliança de casamento, elas mostraram ao mundo que eu amava alguém único e especial.
Elas escreveram cartas ao teu avô, e tremeram quando ele foi enterrado.
Elas seguraram os meus filhos, depois os meus netos.
Consolaram os vizinhos e também tremeram de raiva quando havia alguma
coisa que eu não compreendia.
Elas cobriram o meu rosto, pentearam os meus cabelos e lavaram o meu corpo.
Elas já estiveram pegajosas, húmidas, secas e com rugas.
Hoje, como nada funciona como dantes para mim, elas continuam a amparar-me e, eu ainda as uno para orar.
Estas mãos contêm a história da minha vida.
Mas, as mais importantes, é que serão estas mesmas mãos que um dia, Deus segurará para me levar com Ele para o seu Paraíso.
Com elas, Ele me colocará a Seu lado. E lá, eu poderei utilizá-las para tocar na face de Cristo.

Pensativo olhava para as minhas mãos.
Nunca mais as verei da mesma maneira.

Mais tarde Deus estendeu as Suas mãos e levou a minha avó para Ele.
Quando eu me machuco nas mãos, quando elas são sensíveis,
quando acarinho os meus filhos, ou a minha esposa, penso sempre na minha avó. Apesar da sua idade avançada, ainda teve inteligência suficiente para me fazer compreender o valor das minhas mãos!..

FRUTOS DO SUCESSO – SILVIA SCHMIDT

FRUTOS DO SUCESSO

Autora : Silvia Schmidt
No livro “Sorte é Prá Quem Quer“

“O que estás fazendo?”, perguntou um Mestre ao discípulo visivelmente cansado.
– Estou terminando o engarrafamento do fertilizante que criei para fazer crescerem fortes e viçosas as Árvores do Sucesso. Quem comer os seus frutos será, com certeza, alguém bem sucedido.

“Bom saber que estiveste empenhado em serviço para o bem do próximo” , disse o Mestre.
Sorrindo com satisfação, saiu o discípulo em direção a verdes campos para cumprir a tarefa que se havia atribuído.

Passado um bom tempo, novamente ambos se encontraram e, desta vez, estava o discípulo com sinais de grande desapontamento.
” Por que estás tão cabisbaixo, filho? ”

– Ora, Mestre … foram tantos os que comeram os frutos das Árvores do Sucesso e até hoje não tive notícia de que alguém o alcançou.
” Como fizeste todo o serviço? ” , perguntou o Mestre.

– Bem … juntei Sementes de Desejo de Vencer a Sementes de Disposição para o Trabalho, de Amor à Prosperidade, de Fé em Deus e de Tempo Suficiente para Orar. Em seguida coloquei todas num forte chá, feito com verdes Folhas de Esperança e saí regando as terras das Árvores do Sucesso. Todas cresceram fortes e com belos frutos, mas aqueles que os comeram não tiveram o resultado que era de se esperar: o sucesso não aconteceu .

O Mestre ouviu atentamente a narrativa e finalmente disse:
” Não te desanimes, filho. Começa tudo de novo já que agora está mais fácil: é só regar as terras novamente.
Mas lembra-te de juntar ao fertilizante a ÚNICA semente que faltou
” Qual foi ela, Mestre? ” , perguntou o discípulo, muito intrigado.

Respondeu o Mestre :
” Filho, tu esqueceste a Semente da Confiança dos Homens em Si Mesmos ”

AS FLORES QUE EU NÃO PLANTEI – SILVIA SCHMIDT

As Flores Que
Eu Não Plantei

Autora : Silvia Schmidt

Venho, Senhor, ao Teu Jardim para reaprender a plantar.
Um dia me ensinaste que todas as boas sementes germinam
e me deste a terra do meu coração para bom plantio,
recomendando-me atenção para o livre arbítrio.

Senhor, não tive generosidade suficiente para com
meu semelhante e hoje, quando necessito da
generosidade de outrem, dificilmente eu a encontro.
Não tenho colhido a flor da generosidade porque não a plantei.

Senhor, não dei à Natureza todo o respeito que ela, como
obra Tua, merecia ter recebido de mim. Fui negligente, Senhor.
Agora, o ar que eu respiro não é tão puro quanto deveria
ser para que minha saúde não fosse tão ameaçada.
Não tenho colhido a flor da perfeita saúde porque não a plantei.

Senhor, disseste-me que a felicidade sempre estaria em minha
Vida se eu me lembrasse de levar felicidade àqueles
que choravam e que não tinham um ombro onde se debruçar.
Não tenho colhido a flor da Felicidade Plena porque não a plantei.

Senhor, não levei a sério quando me revelaste que o preconceito
era uma erva daninha que, pouco a pouco, mataria o meu jardim.
Não olhei sem julgamento para os diferentes de mim,
não observei todos os seres e tudo o mais que criaste
sem sentir-me maior e melhor do que eles.
Não tenho colhido a flor do Amor Incondicional porque não a plantei.

Senhor, agora venho ao Teu Jardim, buscando ter uma
e, talvez, a última chance de reencontrar as sementes
que desejaste ver germinadas em meu coração.

Não sei se vês em minha visita algum sinal de humildade.
Já muito agi com orgulho e não tenho colhido
a flor da humildade porque não a plantei.

Aceita, Senhor, esta minha vinda, e dá-me o perdão,
o mesmo perdão que a tantos e tantos eu neguei.
Achas que ainda mereço a Tua bênção, Senhor?
Se não me deres o que peço, eu compreenderei.
Não tenho colhido a flor do merecimento porque não a plantei.

Acolherei a Tua decisão, Senhor, seja ela qual for,
e se não for aquela que espero eu entenderei.
Não tenho colhido a flor do perdão porque não a plantei.

http://www.humancats.com/Frutos/sucesso.htm