Author Archives: passea

AL-ANON E OS LAÇOS QUE NOS UNEM

Al-Anon e os laços que nos unem
Box 4-5-9, Out. Nov. / 1997 (pág. 8) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov97.pdf
Título original: “Al-Anon y A.A. – Los lazos que nos unen son estreehos pero separados”
Os Grupos Familiares Al-Anon e Alcoólicos Anônimos têm uma relação única forjada nas bigornas gêmeas do alcoolismo e da recuperação através dos Passos, das Tradições e dos Conceitos de A.A. Embora estejam naturalmente unidas por seus vínculos comuns, estas duas Irmandades têm objetivos diferentes: em A.A. nosso objetivo primordial é nos mantermos sóbrios e ajudar outros a se recuperar do alcoolismo; em Al-Anon os membros tratam de compreender e enfrentar de forma positiva os efeitos que produzem neles mesmos a maneira de beber de outra pessoa e se esforçam para ajudar os familiares e amigos dos alcoólicos. Embora as duas Irmandades estejam interessadas nas consequências do alcoolismo – e o programa de recuperação de Al-Anon seja uma adaptação baseada no programa de A.A., historicamente funcionaram muito próximas, mas nunca uma esteve à sombra da outra. Esta maneira separada de funcionar resultou benéfica para as duas Irmandades. A política de A.A. de “cooperação sem afiliação”,no espirito da Sexta Tradição, foi reconhecida em 1951, quando o primeiro escritório de serviços de Al-Anon abriu suas portas. Portanto,cada entidade tem sua Junta de Serviços Gerais, Escritório de Serviços Gerais, Conferência, editora de publicações e diretorias independentes; cada uma estabeleceu sua própria política e normas e mantém seus próprios serviços e Escritórios de Serviços Locais. Uma pergunta que surge com certa frequência é “pode um Grupo estar filiado a A.A. e AlAnon?” A resposta, como indicado nos Guias de A.A. sobre a relação entre A.A. e Al-Anon, é: “É sugerido que os Grupos se mantenham separados. Mantendo-se separadas, as duas Irmandades
poderão funcionar dentro de suas Doze Tradições e poderão levar suas mensagens com maior eficácia. Portanto, o nome do Grupo, os servidores do Grupo e as reuniões deverão ser de A.A. ou de Al-Anon, mas não das duas”. Os Guias continuam, “As reuniões de A.A., sejam elas abertas ou fechadas, são coordenadas por membros de A.A. Nas reuniões abertas, podem ser convidadas a compartilhar pessoas convidadas ou visitantes, se assim a consciência do Grupo o permitir”. Sem qualquer duvida, todos são bem-vindos às reuniões abertas dos Grupos de A.A. e de Al-Anon. Respondendo a outra pergunta, “como podem cooperar A.A. e Al-Anon nas Convenções de Área ou Regionais?”, os Guias de A.A. explicam: “De acordo com a Doze Tradições, uma Convenção deve ser de A.A. ou de Al-Anon – não das duas. Entretanto, a maioria dos comitês das Convenções convidam Al-Anon a participar com seu próprio programa e o comitê faz os acertos necessários para conseguir lugar para as reuniões de Al-Anon”.Ao longo dos anos, Al-Anon chegou a ser o recurso de grupo mais comum e conhecido pelas famílias dos alcoólicos – e frequentemente uma bênção dos céus para os familiares dos AAs em recuperação. Para expressar sua gratidão, a Conferencia de Serviços Gerais, em 1969, emitiu uma declaração oficial que, em parte, dizia: “Considerando que é o desejo desta Conferencia reconhecer a divida de gratidão com Al-Anon, chegou-se à resolução de que A.A., pela presente, reconhece o grande aporte dos Grupos Familiares Al-Anon, que ajudaram e continuam ajudando as famílias dos alcoólicos em todos os lugares”.

A.A… NUNCA DEVE SER ORGANIZADA

A.A… nunca deve ser organizada
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 1990 (pág. 3) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar90.pdf
Título original: “A.A…. nunca debe ser organizada…”.
O preconizado pela Nona Tradição é tão válido atualmente (1990) quanto quando as Tradições foram definidas pela primeira vez. Ela nos diz que a força de A.A. vem dos princípios espirituais e não de uma direção organizada nem de um governo como na maioria de outros grupos e organizações; nem de regras nem de regulamentos. Em poucas palavras, “não há chefes em A.A.”. Entretanto, levando em consideração que alguns elementos de organização são necessários para a
eficácia dos serviços de A.A., a Nona Tradição também dispõe que podem ser criadas “juntas ou comitês de serviço diretamente responsáveis perante aqueles a quem prestam serviços.”. Quando a Nona Tradição foi redigida pela primeira vez, seu conteúdo foi claramente consistente com o início humilde da A.A. – a todos agradava a ausência de um governo, e houve pouca necessidade de juntas e comitês de serviço. Desde aquela época, entretanto, A.A. tem crescido muito em tamanho, reconhecimento e prestigio. E, seja gostando ou não, A.A. alcançou uma proeminência internacional e se converteu numa força importante na sociedade atual. Felizmente, o desenvolvimento de A.A. não fez acreditar à Irmandade que agora precise de pessoas no comando – simplesmente há um maior número de AAs que valorizam e reafirmam o fato de que “não há chefes em A.A.” Entretanto, as necessidades de serviço do crescente número de membros, ensejaram a formação de juntas de serviço e comitês mais sofisticados para prestar os serviços necessários. De forma indireta, o desenvolvimento da Irmandade ocasionou a necessidade correspondente de que algumas destas entidades sejam formalmente estruturadas, Por exemplo, o número de Comitês de Área assim como alguns Escritórios de Serviços Locais está agora constituídos como sociedade (ou organizados como outro tipo de associação formal) – normalmente como corporações sem fins lucrativos isentas de impostos (de fato, também há alguns Grupos constituídos a essa semelhança). O que tem a ver o desenvolvimento de A.A. com a tal estruturação formal? Em alguns casos, e possível que tenham percebido a necessidade de uma estruturação formal quando foi preciso alugar um espaço comercial; com frequência os proprietários de espaços comerciais exigem que os possíveis inquilinos sejam entidades formalmente estruturadas, e não
grupos de pessoas informalmente associadas. Ademais, ainda sendo possível alugar o espaço, poderia ser difícil obter uma apólice de seguros adequada.
Mais importante ainda, alguns comitês perceberam que há um motivo mais contundente para se organizar formalmente; as disposições pertinentes da lei quase os obrigam a fazer isso. Dizendo melhor, muitas destas entidades se mantem pelas contribuições voluntárias e estas entradas, acima de certa quantia, têm que ser notificadas ao Serviço de Receitas Públicas. Muitos Estados também têm seus requisitos a este respeito. Para evitar sujeitar-se aos impostos federais sobre tais entradas, alguns comitês solicitam isenção de impostos tanto federais como estaduais seguindo os tramites apropriados. Entretanto, em muitos casos, antes de solicitar a isenção, é preciso reestruturar o comitê, constituindo-o em sociedade anônima ou outra organização formal, de acordo com as leis do Estado. E depois de tomar estas medidas, há requerimentos quanto à notificação dos órgãos arrecadatórios e, em muitos casos a agencia local do Estado (por exemplo, o Departamento de Contribuições Caritativas do Escritório de Fiscalização do Estado de Nova York). Embora à primeira vista tal estrutura e formalidade pareçam entrar em choque com a Nona Tradição, é importante ter em mente que a Tradição também nos adverte sobre a inconveniência de um governo interno, e não recomenda que uma entidade de A.A. evite, a qualquer custo, as obrigações que a lei lhe impõe. Os comitês locais talvez devam estudar as disposições das leis
federais e estaduais na medida em que estas se relacionam com as atividades desses comitês, a fim de que as decisões tomadas pelo comitê enquanto à necessidade ou não de se transformar em uma organização formal, estejam baseadas numa consciência de Grupo informada.Compartilhamentos por parte da Irmandade a respeito de como as entidades de A.A. estão tratando estas considerações decorrentes do desenvolvimento de A.A., serão bem recebidas no ESG

A RESPEITO DOS DIREITOS AUTORAIS DO LIVRO AZUL

A respeito dos direitos autorais do Livro Azul
Box 4-5-9, Out. Nov. / 1987 (pág. 2-3) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov87.pdf
Título original: “Más Acerca del Copyright del Libro Grande”
Justamente depois do encerramento da muito produtiva Conferência de Serviços Gerais de 1985, foi confirmado que o livro Alcoólicos Anônimos, considerado por muitos nossa “bíblia”,já não era na sua versão em inglês propriedade única da Irmandade. Na realidade, pertencia ao mundo todo. De alguma maneira, por descuido, em 1967– quatro anos antes da morte de Bill W., aparentemente não foram renovados os direitos autorais (copyright) originais. Naquele então, tinha-se a impressão de que, apenas pelo fato de ter publicado a Segunda Edição em 1955, justificaria para renovação automática dos direitos autorais – uma conclusão errada de acordo com a lei. De fato, os direitos autorais da Segunda Edição protegiam apenas o material que aparecia pela primeira vez na mesma. Ademais, o erro persistiu ao deixar passar a data da renovação dos direitos autorais da Segunda Edição em 1983, sem adotar as medidas necessárias – já havia sido publicada a Terceira Edição em 1976. O resultado foi que a alma mesma do Livro Azul, suas primeiras 164 páginas era, em 1985, tinha sido, desde 1967, e ainda é de domínio público. Entre as principais preocupações decorrentes desta situação contava-se a de que, uma vez que qualquer um poderia publicar o Livro Azul, a integridade da mensagem de A.A. como nós a conhecemos, fosse distorcida. Além do mais, devido ao fato de que naquele tempo existia uma dependência insana dos ingressos da empresa editora para compensar a deficiência das contribuições dos Grupos, qualquer esforço em grande escala feito para conseguir uma casa editora alheia a A.A. poderia causar graves repercussões na estabilidade financeira da Irmandade. Portanto, a junta corporativa do A.A.W.S. (Serviços Mundiais de A.A.), viu-se não apenas no direito (o “Direito de Decisão”do Terceiro Conceito), mas também na responsabilidade inevitável de realizar algumas ações para melhorar a situação, até receber orientação da Irmandade na sua totalidade na Conferência de Serviços Gerais de 1986, cuja reunião seguinte iria ser quase um ano depois. É claro, a Junta de Serviços Gerais participava regularmente nas consultas. Foi necessário adotar algumas medidas imediatamente. Primeiro, foi contratado um advogado competente, especializado na matéria, para tratar de tudo que se referisse a direitos autorais e marcas registradas. Ao mesmo tempo, teria que voltar a se rever o convênio sobre os royalties(pagamento por direitos autorais) assinado em 1963 entre Bill W. e A.A.W.S. Parecia que os interessados compartilhavam a responsabilidade de efetuar as renovações dos direitos autorais. A preocupação de A.A.W.S. de tratar equitativamente todos os interessados, apoiada por sábios conselhos legais, facilitou a solução. Foi feita uma emenda ao convênio, já aplicada a Lois Wilson, viúva de Bill W., dispondo que nenhuma parte interessada responsabiliza-se a outra pela perda dos direitos autorais; e que os pagamentos continuassem, exatamente como se houvessem sido renovados os direitos autorais na data apropriada. Outro assunto que demandou a atenção imediata do A.A.W.S. foi que uma editora alheia à Irmandade, localizada em Ohio, havia anunciado a publicação de um fac-símile (cópia ou reprodução que apresenta uma grande semelhança com o original)da Primeira Edição de Alcoólicos Anônimos, inclusive com o desenho original da primeira capa (vermelho, amarelo e preto), para coincidir com a Convenção Internacional do 50º aniversário. Neste caso, a questão legal residia em que, embora o conteúdo do Livro Azul fosse de domínio público (ao menos o das Edições Primeira e Segunda), a lei federal de “fair-trade” (comercio justo), nos protege contra os comerciantes que pretendem vender um produto parecido com um produto nosso. Os nossos advogados adotaram as medidas cabíveis. (Um ponto relacionado: em 1986, alguém tratou de vender no Canadá uma edição em miniatura do livro Alcoólicos Anônimos, publicada em Hong Kong. Este assunto foi tratado como uma violação de direitos autorais, uma vez que A.A.W.S. ainda detém a propriedade dos direitos autorais sobre a Primeira Edição do livro no Canadá). Enquanto foi possível, A.A.W.S. empreendeu um estudo de mercado detalhado e, baseado neste estudo fez algumas recomendações ao Comitê de Literatura da Junta de Custódios, para que fosse publicado o Livro Azul em outros formatos. A Junta De Serviços Gerais, por sua vez, submeteu estas recomendações ao Comitê de literatura da Conferência. O resultado deste esforço foi a publicação do Livro Azul em brochura, muito popular na Irmandade. No inicio foi considerada a possibilidade de pedir uma ação extraordinária do Congresso, que fosse prolongada a proteção dos nossos direitos autorais pelo menos até a data em que deveríamos ter renovado. Por coincidência, justo no momento em que se estavam iniciando as pesquisas para esse fim, o Tribunal Federal do Distrito de Washington, DC, recusava uma lei muito parecida com a que nós pretendíamos. A decisão original ainda está sendo considerada no Tribunal de Apelações, e é possível, independentemente do resultado, que a parte perdedora leve o pleito ao Supremo Tribunal. De acordo com os nossos conselheiros legais, postergamos i os nossos esforços até que se chegue a uma decisão final a respeito, o que pode demorar anos. Entretanto, a experiência nos tem ensinado muito. É obvio que a lealdade da Irmandade é incorruptível. É provável que os AAs continuem comprando nossa literatura sem se importar com o que façam as editoras alheias a nós – queremos ter a segurança de que nossa mensagem é completa, sem alterações ou emendas, até que decidamos muda-la. Chegamos também á conclusão de que são muito poucas as editoras que podem publicar o Livro Azul por um preço competitivo, principalmente se levarmos em consideração a lealdade anteriormente citada. Ademais, como resultado de um projeto independente e sem relação com o assunto dos direitos autorais, o Projeto de Autossuficiência, nossa dependência do superávit da nossa editora para apoiar os serviços de grupo, está diminuindo num ritmo que excede as expectativas mais otimistas. Vemo-nos em condições de poder baixar o preço da nossa literatura em inglês tornando-nos assim, mais competitivos. Como muitos de nós sabemos por nossa própria experiência, quando podemos adotar uma atitude positiva, a aparente adversidade converte-se num desafio com o qual podemos aprender muito. <= Fim da transcrição.
IMPORTANTE: Os direitos autorais do livro Alcoólicos Anônimos(Livro Azul) publicado pela Junaab, em português no Brasil, continuam a pertencer a A.A.W.S.

A PRIMEIRA CONFERÊNCIA DE SERVIÇOS GERAIS

A primeira Conferência de Serviços Gerais
Box 4-5-9, de Abr. Mai. / 2008 (pág. 3-4)=> http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_april-may08.pdf
Título original: “El camino rocoso hacia la primera Conferencia de Servicios Generales”
Membros de A.A., representantes das 93 Áreas de serviço dos EUA e Canadá, voltam a se reunir neste mês de abril na Cidade de Nova York para a realização da 58ª Conferência de Serviços Gerais (2008), evento com duração de uma semana. Os Delegados irão trabalhar em conjunto com os 21 Custódios, diretores e membros do pessoal do ESGe da Grapevine para conduzir os assuntos de Alcoólicos Anônimos. Entre as incumbências da Conferência anual – que tem o lema “Comunicação e participação: a chave da unidade e da autossuficiência”, o Comitê de Informação ao Público, irá fazer a revisão da enquete dos membros de A.A. de 2007 que se realiza a cada três anos. O Comitê de Instituições de Tratamento irá avaliar uma amostra do vídeo revisado “Esperança: Alcoólicos Anônimos”e outras questões da ordem do dia. Nos dias de hoje a Conferência é reconhecida como o meio através do qual é ouvida a voz dos membros de A.A. Alguns dizem que é o que mais se parece com uma consciência de Grupo. Entretanto, o caminho que conduziu à primeira Conferência de Serviços Gerais em 1951, esteve permeado de obstáculos. Anos antes, Bill W., chegou a se convencer de que a Irmandade precisava de uma reunião anual para que os Grupos de A.A. pudessem expressar suas ideias e opiniões ao ESG (então conhecido como Sede). Porém, seu plano acabou por provocar uma furiosa oposição por parte de muitos que acreditavam que aquele empreendimento tinha sido perigosamente idealizado. A.A. tinha crescido muito desde 1938, ano em que a Fundação do Alcoólico foi fundada e quando não tinha mais de cem membros. Em 1948, quando o número de membros chegava a 30.000, Bill começou a formular um plano para estabelecer uma conferência com delegados eleitos entre os AAs de todo o país. Bill escreveu que, “uma Conferência irá reunir amigavelmente nossos Custódios e uma amostra representativa dos membros… e preencherá para sempre esse vazio eliminando a distância que o Dr. Bob, eu e outros mantemos da Irmandade”. Na Sede houve pouco entusiasmo pelo projeto. Na opinião da maioria dos Custódios, A.A. estava prosperando e não viam razão alguma para endossar aquilo que a eles lhes parecia uma mudança radical. A frustração que Bill sentiu por não poder convencer a Junta do valor da sua proposta transparece numa carta em que se refere aos Custódios: “A ideia de compartilhar suas prerrogativas com a Conferência… não foi muito apetecível… Insistem em me colocar numa torre de marfim enquanto querem manter sua autoridade e o controle dos títulos e do dinheiro”. Alguns se queixaram da rudeza de Bill. Em uma carta dirigida a Bill em abril de 1948, um Custódio não alcoólico escreve: “não foi muito diplomático na sua forma de apresentar o assunto e como consequência entraram no meio personalidades, boatos, acusações, etc. que não deveriam ter entrado nesta discussão”. Um Custódio não alcoólico se demitiu devido a esse assunto e explicando suas razões numa carta dirigida a Bill em fevereiro de 1948: “Acredito que as relações bastante complicadas previstas no seu plano, irão ensejar mais problemas que soluções”.Bill confessou que sua maneira um tanto obstinada estava provocando animadversão, porém, acreditava que devia ser daquele jeito. Temia que depois da sua morte e da do Dr. Bob, a Fundação do Alcoólico iria perder a legitimidade. No seu entendimento, assim ocorrendo, iria prejudicar A.A. de varias maneiras, entre elas, um reduzido apoio econômico ao Escritório de Nova York por parte dos Grupos. Nas suas próprias palavras: “Uma Junta de Custódios que se autoperpetua, desconhecida da maioria dos membros de A.A., não iria durar muito tempo”. Bill percebia a necessidade de contar com a aprovação do outro cofundador de A.A., porém, no começo, o Dr. Bob tampouco via a necessidade de uma conferência. Pouco antes do falecimento do Dr. Bob, em novembro de 1950, Bill viajou a Akron para se reunir com ele e voltar a lhe expor os argumentos em favor da proposta. Finalmente, o Dr. Bob deu sua aprovação ao projeto. Pouco depois, a contragosto, os Custódios deram seu consentimento. Como escreveu um participante no seu relatório a respeito daquele período: “Os Custódios votaram com grandes reservas a favor de aprovar a Conferência ‘a título de experiência’. Chegaram ao acordo de que seriam realizadas desde 1951 até 1954 e que em 1955 após avaliação de todo o conceito tomariam a decisão final”. Ainda havia muitos detalhes para resolver: como se financiaria a Conferência; como se determinaria o número de delegados que correspondesse às regiões dos EUA e Canadá; como seria feia a eleição dos delegados, e de quanta autoridade seria investida a Conferência. Bill colocou por escrito todas as ideias referentes a como tratar esse assuntos num pequeno livro que tinha o título “O Terceiro Legado”, que mais tarde iria se chamar “Manual de Serviço de A.A.”No dia 20 de abril de 1951, 37 Delegados dos EUA e Canadá foram a Nova York e passaram três dias se reunindo com os 15 Custódios, Bill e os membros do ESG e da Grapevine. Essa Conferência e as três seguintes durante o período de experiência, serviram para demonstrar a acertada visão original de Bill de que uma reunião anual dos Delegados dos grupos de A.A. poderia funcionar e ser útil ao bem da Irmandade. No Brasil: Nos dias cinco e seis de abril de 1977, realizou-se em Recife (PE) a Primeira Conferência de Serviços Gerais– CSG.

A IDENTIFICAÇÃO – A ESSÊNCIA DO NOSSO VÍNCULO COMUM

A identificação – a essência do nosso vinculo comum
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 1997 (pág. 1) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar97.pdf
Título original: “La identificación es ‘lo esencial de nuestro vínculo comun’”.
“Meu nome é Rosemary P. e sou alcoólica. É uma forma simples de se apresentar. E poderosa. Diz instantaneamente quem e o que sou. Imediatamente me vincula a outra pessoa também alcoólica”.
Falando no Fórum Regional do Noroeste (EUA),realizado no passado mês de junho (1996) em Portland, Maine, Rosemary chamou a identificação “a essência mesma de nosso vínculo comum” e manifestou sua preocupação porque “a forma em que tradicionalmente nos apresentamos nas reuniões tenha mudado tanto. Com frequência, omite-se até a palavra’alcoólico’”. A Delegada de Nova York/Central referiu-se a algumas novas formas de se apresentar ouvidas atualmente em A.A., desde “sou duplo adicto” ou “dependente de substâncias químicas”até “sou uma pessoa em recuperação”.Disse que sempre “me sinto tentada a replicar-lhes com a pergunta é um ‘que’duplo adicto? É um ‘que’dependente de substâncias químicas? De ‘que’ ou de ‘quem’ se está recuperando?” E cada vez mais frustrada acrescentou,“porque necessito saber que você está na reunião pela mesma razão que eu estou ali, para a recuperação progressiva da doença do alcoolismo”. Rosemary também é da opinião que a aparente desintegração da maneira de nos identificar “submete nossa unidade e nossa unicidade de propósito a um grande esforço. Ao dizer em um evento de A.A.‘sou drogadicto e alcoólico’ ou‘sou alcoólico e duplo adicto’ estou dizendo que sou um tipo especial de bêbado, que o meu caso de alcoolismo é diferente do seu. Acrescento outra dimensão à minha doença – uma dimensão que, devido à nossa unicidade de propósito, não se deve considerar em uma reunião de A.A. O resultado é um corte pela metade do nosso vínculo comum e, mais importante, diluo minha própria razão para estar ali”. Na sua Área, diz Rosemary, “se acreditava que depois que uma pessoa tinha passado um tempo em A.A. iriamos ouvi-la dizer: ‘sou um alcoólico’; que as outras palavras desapareceriam. Mas isso não aconteceu. Vemos gente que leva dois, três ou quatro anos sóbria em A.A. ainda aferradas ao jargão das clínicas de tratamento de onde vieram. Não fizeram a transição”.O que devemos fazer sugere Rosemary, é fazer uma clara distinção entre os nossos problemas e leva-los separadamente aos programas específicos para trata-los: por exemplo, Narcóticos Anônimos ou Jogadores Anônimos. E quando participemos dessas reuniões, diz Rosemary, “devemos identificar-nos como corresponda”. Foi sugerido, disse, ”para nos dirigir às instituições de tratamento e, com espirito de cooperação e para o bem do principiante, lhes peçamos que ensinem seus pacientes a distinguir suas adições ao invés de agrupá-los sob o rótulo de ‘personalidades propensas à adição’ utilizando-se daquele bordão‘uma droga é uma droga é uma droga’”. A ideia de solicitar a cooperação alheia faz sentido, observa Rosemary, “porém, me pergunto se a verdadeira solução não se encontra dentro da nossa Irmandade mesmo.Não é da responsabilidade de cada um de nós mantermos nosso programa intacto, e passa-lo ao principiante tal como foi passado a nós? E,podemos fazê-lo através de explicações pacientes, tolerância com as diferenças e mais explicação paciente? Acredito que sim, através do apadrinhamento comprometido, Grupos base sólidos e serviço ativo. Desta maneira,nossos novos membros aprenderão a ser parte, e não um fragmento de A.A.”. Rosemary conclui dizendo : “A maioria de nós já ouviu dizer que ‘se um dia A.A. for destruído, seria desde dentro’ Na minha opinião, a apatia, com frequência disfarçada de ‘viva e deixe viver’ é um de nossos piores inimigos. Entretanto,a força destruidora não está nos membros que se apresentam como‘adictos duplos’ mas na atitude daqueles que cruzam os braços e dizem: ‘por mim, tanto faz’”.

A EXPERIÊNCIA DOS WASHINGTONIANOS E O PROPÓSITO DE A.A.

A experiência dos Washingtonianos e o propósito de A.A.
Box 4-5-9,Out. Nov./ 1987 (pág. 5 a 7) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_oct-nov87.pdf
Titulo original: “Lo Acontecido a los Washingtonianos nos Invita a Ceñirnos a lo Nuestro”.
Muitos AAs já têm conhecimento da história do nosso precursor imediato, o Grupo de Oxford, que contribuiu para que muitos alcoólicos nos EUA alcançassem a sobriedade durante os ano 1930 e 1940, e que logo depois infelizmente sucumbiu às tentações do profissionalismo e da política mundial (http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar87.pdf => Box 4-5-9 – Fev. Mar./1987, pág. 6-7). Menos conhecida é a história do Movimento Washingtoniano que, durante sua breve existência na quarta década de 1800, estabeleceu muitos dos pontos ideológicos nos que atualmente se baseia a Irmandade de A.A. No que se parecem estes Grupos? E, mais importante, no que se diferenciam? São as diferenças o suficientemente grandes como para assegurar que a força presente e a unidade de A.A. irão resistir às incertezas do futuro, dia após dia? Estas importantes perguntas foram analisadas num estudo comparado do Movimento Washingtoniano com A.A. feito por Milton A. Maxwell, Ph. D., antigo presidente não alcoólico da Junta de Serviços Gerais, e anteriormente professor de sociologia da Universidade Estadual de Washington. Antes de se aposentar em 1975, trabalhava na mesma disciplina no Centro para Investigações sobre o Alcoolismo da Universidade de Rutgers, em New Brunswick, Nova Jersey. Com frequência nos recomendam, como membros de A.A., dar uma olhada atrás “mas, sem fixações”. A informação que segue e os estratos adaptados do Dr. Maxwell, podem nos ajudar a fazer exatamente isso – chegar a um entendimento sobre os Washingtonianos dentro do contexto da sua época, apreciar os pontos fortes que nos legaram, e evitar as debilidades que motivaram seu rápido declive. Até 1840, o ano em que nasceu a Sociedade de Temperança Washington, de acordo com o Dr. Maxwell, a opinião que prevalecia era a de que nada podia ser feito pelos alcoólicos, embora de vez em quando um bêbado “se reformava”. O movimento de temperança que o precedeu e que floresceu entre os anos 1826 e 1836 tinha como único objetivo evitar que o não alcoólico se convertesse em alcoólico. Esta implícita indiferença com os alcoólicos talvez tivesse sua mais clara expressão nas palavras de um zeloso defensor da temperança que disse: “Mantenha abstêmios os abstêmios; os bêbados logo irão morrer; e o país será libertado”. “Assim, foi preparado o terreno para o nascimento do Movimento Washingtoniano”, diz o Dr. Maxwell. Da mesma maneira que A.A. foi iniciada por bêbados que se ajudavam uns aos outros, assim foi o Movimento Washingtoniano, que teve sua origem numa taverna de Baltimore. Uma noite de abril do ano 1840, seis companheiros de copo – um carpinteiro, um ourives, um fabricante de carroças e dois ferreiros, decidiram de brincadeira, desafiar um movimento de temperança que naquele momento já estava em declínio – “um bando de hipócritas”, conforme um deles, e formaram sua própria sociedade. Imediatamente, celebraram uma reunião, escolheram uma diretoria, fixaram uma cota de 25 centavos de dólar por membro e acordaram que cada um levasse mais uma pessoa na reunião seguinte. Os novos membros pediram ao presidente para redigir um termo de compromisso, o qual seria assinado por todos no dia seguinte. O compromisso: “Nós, os que subscrevemos, desejosos de formar uma sociedade para o nosso benefício mútuo, e para nos proteger de um costume pernicioso que prejudica nossa saúde, nossa posição e nossas famílias, prometemos, como cavalheiros, que não iremos beber nenhuma bebida espirituosa ou de malte fermentado, cerveja, vinho ou sidra”. A sociedade de Temperança Washington, como esse pequeno grupo se autonomeou, continuou se reunindo no lugar de costume, a Taverna Chase, até que a mulher do proprietário chamou sua atenção devido à perda cada vez maior de clientes. Então, começaram a se reunir na casa de um dos membros até que o grupo se tornou maior ea casa já não comportava mais; foram então para a carpintaria, e finalmente alugaram seu próprio salão. A sociedade foi crescendo tão rapidamente, diz o Dr. Maxwell, que na comemoração do seu primeiro aniversário reuniram-se uns mil bebedores reformados, junto com outros cinco mil membros e amigos. O movimento se estendeu até Nova York, Boston, Pittsburgh e lugares mais remotos, e alcançou o pico de sua atividade em 1943, quando, de acordo com um cálculo aproximado, tinha entre cem mil e seis centos mil “bêbados reformados como membros”. Outro acontecimento notável foi a organização de mulheres na Sociedade Martha Washington, cujos membros apoiavam os Washingtonianos, trabalhavam para “resgatar as intemperadas”e também faziam obras de caridade dando “alimento aos pobres e roupa aos necessitados”. Entretanto, embora o movimento continua-se se expandindo por todo o país, já começava a se perceber um pronunciado declínio. Na Cidade de Nova York, diz o Dr. Maxwell, os Filhos da Temperança, uma irmandade que preconizava a abstinência completa e que foi fundada com a ajuda e a aprovação dos Washingtonianos; em 1842 começou a contar com muitos membros vindos dos próprios Washingtonianos. Em menos de três anos, o eminente clérigo Lyman Beecher, escreveria a respeito do “ressurgimento da maré de licor”. Disse que, “embora os Washingtonianos aguentassem e trabalharam bem, suas forças estão acabadas”.O Dr. Maxwell explica que esta “transferência de membros e lealdade” foi favorecida não apenas pelos Filhos da Temperança, mas também por outras irmandades de temperança que foram criadas naquele tempo. Entretanto, o Movimento Washingtoniano declinou principalmente porque “seus membros, objetivos e ideologia acabara por se misturar com os dos outros movimentos de temperança, e, portanto, o movimento se tornou algo que no começo não tinha intenção de ser: um ressurgimento do próprio movimento de temperança que eles lá no começo ironizavam. O resultado foi um reforço da ideia de abstinência completa e o recrutamento de milhões de pessoas para a causa da temperança. Más, o propósito original de reabilitar alcoólicos foi perdido de vista”.
Ao comparar o Movimento Washingtoniano com Alcoólicos Anônimos, o Dr. Maxwell sugere que aquele, mesmo parecido com A.A. enquanto ao seu propósito e foco iniciais “não tinha uma ideologia o suficientemente distintiva como para evitar sua dissolução”. Para ilustrar sua tese indica os pontos comuns dos dois programas: os alcoólicos se ajudam uns aos outros; fixam sua atenção nas suas próprias necessidades e interesses independentemente da diversidade de seus membros, através do predomínio numérico deste grupo; celebram reuniões semanais; compartilham suas experiências; têm disponibilidade constante do grupo ou de seus membros; dependem de um poder Superior, e se abstém completamente do álcool. Depois, o Dr. Maxwell detalha as diferenças, as quais descrevemos de forma abreviada a continuação:
1) Exclusivamente para alcoólicos-. Diferentemente dos Washingtonianos, que misturam a temperança com a recuperação do alcoolismo, A.A. se centra unicamente na reabilitação dos alcoólicos.
2) Unicidade de propósito. – “A.A. não está filiada a nenhuma seita religiosa, partido político, organização ou instituição; não deseja entrar em controvérsias; não apoia nem combate causa alguma. Nosso objetivo principal e mantemo-nos sóbrios e ajudar outros alcoólicos a alcançar a sobriedade”. Embora entre os Washingtonianos tenham sido feitos grandes esforços para minimizar as diferenças teológicas, políticas e sectárias, o movimento, conforme o Dr. Maxwell, “viu-se envolvido na mesma controvérsia dos outros movimentos de temperança. Além do mais, os Washingtonianos acabaram por naufragar na questão da alternativa‘persuasão moral / ação legal’”. O que tinham conseguido utilizando unicamente o amor e a bondade para reabilitar os alcoólicos fez crer aos washingtonianos e a outras pessoas que se devia empregar o mesmo método para tratar com os fabricantes e comerciantes de bebidas. Seu enfoque chocou-se com o sentimento geral dos movimentos de temperança que favoreciam a “ação legal” e que consideravam que a ênfase que os Washingtonianos deram à “persuasão moral” como “um indício de loucura sensibilizadora”. O número de seus membros ia diminuindo, e os Washingtonianos encontravam-se apanhados em suas próprias redes políticas.
3) Um programa de recuperação apropriado e bem definido. – Ao invés de considerar o alcoolismo como uma questão moral – como um mal que deve ser eliminado, A.A. o considera uma doença, o sintoma de um transtorno de personalidade. “Seu programa foi concebido para atacar o problema central; quer dizer, para efetuar uma mudança de personalidade. Quando comparado com a partilha de experiências nos grupos Washingtonianos, o programa de A.A. está enriquecido notadamente pela penetração psicológica que a literatura de A.A. leva aos seus Grupos… O aspecto espiritual do programa está mais claramente definido, inclusive considerando-o como uma condição indispensável para a recuperação”.
4) O anonimato. -Os opositores dos Washingtonianos se valeram alegremente das “recaída” de membros eminentes do movimento, aproveitando-as ao máximo para prejudica-lo, e a confiança do público foi diminuindo. O anonimato protege A.A. da crítica pública, não apenas nas recaídas, mas também dos fracassos e das tensões internas.
5) Tradições que evitam armadilhas. – A.A. diferencia-se decisivamente do Movimento Washingtoniano por ter conseguido desenvolver um conjunto de Tradições relativamente uniforme para evitar os perigos e abusos que as organizações, de forma geral, têm que enfrentar. De especial importância é a Tradição de manter a autoridade incorporada nos princípios e não em funções ou personalidades. A tradição da autossuficiência completa dos Grupos e a atividade de A.A. através das contribuições voluntárias de seus membros, evita os perigos inerentes às cotas fixas, taxas, arrecadações públicas, etc., e conduz à independência e à dignidade. Reduzindo ao mínimo a preocupação com o dinheiro, consegue elevar ao máximo o sentimento de companheirismo.
A Tradição que diz que “qualquer propriedade considerável de bens de uso legítimo para A.A. deve incorporar-se e ser administrada em separado”,também é importante porque evita que os Grupos se envolvam com problemas de acúmulo de dinheiro além do mínimo necessário para seu funcionamento. Estas três últimas Tradições sugere o Dr. Maxwell, “podem ser resumidas como uma forma de prevenir-se da tendência comum de esquecer que o dinheiro, a propriedade e a organização são unicamente meios – e que os meios encontram seu lugar apropriado apenas quando se tem uma visão clara do fim a ser alcançado. Para A.A., estas Tradições devem manter a atenção dos Grupos fixada em seu objetivo primordial: ajudar os alcoólicos a se recuperar. As Tradições e a sua clara expressão, são vantagens que o Movimento Washingtoniano nunca teve”. À luz dos conhecimentos atuais, o Dr. Maxwell conclui dizendo, “Não existe razão alguma pela qual A.A. não possa continuar existindo indefinidamente. Quanto tempo irá sobreviver, dependerá do apego dos membros ao programa e aos princípios e do grau de atividade que tenham com outros alcoólicos, da sua diligência em praticar o restante do programa e da sua boa vontade para guiar-se pelas Tradições estabelecidas”.

USOS E ABUSOS DOS SÍMBOLOS DE A.A.

Usos e abusos dos símbolos de A.A.
Box 4-5-9, Natal / 1991(pág. 6 a 8) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday91.pdf
Título original: “Usos y abusos de los símbolos de A.A. – una aclaración”.
Durante os passados 35 anos, as marcas e logotipos de A.A. chegaram a ser símbolos imediatamente reconhecidos de A.A., o que resulta tanto em vantagens como em desvantagens, na medida em que um crescente número de empresas tem desejado imprimir ou gravar os logotipos em tudo, desde copos e canecas até fichas e medalhas. Em 1988, depois de receber inúmeras expressões de preocupação por parte dos membros de A.A., a Junta de Serviços Gerais decidiu utilizar as prerrogativas legais para protegê-los contra o uso não autorizado. De não tê-lo feito teria levado consigo a perda completa dos nossos direitos. Embora esta política tenha sido energicamente apoiada por muitos AAs – e também tenha sido aprovada pela Conferência de Serviços Gerais para sua inclusão no Manual de Serviços de A.A., também tem suscitado alguma confusão e controvérsia entre alguns membros. A seguir aparecem perguntas feitas
junto com as respostas esclarecedoras.
Pergunta =>
Quais são os logotipos e as marcas que A.A. têm registrados? Qual é a filosofia que rege seu uso?
Resposta =>
Há várias marcas registradas que simbolizam e pertencem a A.A.: Alcoholics Anonymous, A.A., The Big Book, Box 4-5-9, e o logotipo com forma de triângulo inscrito em um círculo, introduzido na Convenção do 20º Aniversário celebrada em St. Louis em 1955. O circulo representa o mundo inteiro de A.A. e o triângulo simboliza nossos Três Legados de recuperação, Unidade e Serviço. Com o passar dos anos foram sendo acrescentadas outras versões do logotipo. Uma difere do original apenas nas siglas “A.A.” inscritas no triângulo. Outra tem “A.A.” inscrita dentro do triângulo e as palavras “Recuperação”, “Unidade” e“Serviço” dentro do círculo, mas fora do triângulo. Todas estas versões de circulo/triângulo estão registradas no U.S. Patent and Trademark Office.Com exceção da versão abaixo discutida, qualquer Grupo, Distrito ou entidade da Irmandade tem absoluta liberdade para usar estes logotipos, acompanhados do símbolo ® que significa “Marca Registrada”,em seus boletins, horários de reunião e literatura publicada a nível local. Também podem ser utilizadas nestes materiais as marcas “A.A.” e “Alcoholics Anonymous”. As entidades de A.A. que fazem uso dos logotipos do círculo e do triângulo não devem modifica-los para não diluir a aparência distintiva da marca. Há mais um símbolo – com as siglas “A.A.” dentro do triângulo e as palavras “Junta de Serviços Gerais” fora do triângulo. O uso deste símbolo está limitado a identificar a literatura aprovada pela Conferência. O uso informal ou comercial de quaisquer das marcar registradas de A.A. – incluindo os logotipos do círculo-e-triângulo em roupas, medalhas, fantasias, adesivos ou outros brindes, não deve ser permitido e essas marcas devem continuar a simbolizar exclusivamente a nossa Irmandade. Estas marcas identificam e representam nossa Irmandade. Não há maneira de assegurar a integridade ou a qualidade dos produtos que levem nossas marcas. Estes produtos pareceriam ser fabricados por A.A. ou ser aprovados por A.A. E o fabricante de tais produtos que violam nossas marcas registradas também pareceria que têm a recomendação ou a aprovação de Alcoólicos Anônimos.
Pergunta =>
Quais são as regras gerais que guiam à Junta ao considerar as solicitações feitas por membros de A.A. para o uso dos logotipos ou as marcas?
Resposta =>
Embora cheguem relativamente poucas solicitações para utilizar as marcas registradas por parte dos membros – especialmente se comparadas com a quantidade muito maior de pedidos por parte de membros e pessoas alheias, de permissão para utilizar nossa literatura protegida por copyright (direito autoral); as primeiras solicitações se originam, sem dúvida, do orgulho que os AAs sentem de serem membros. Portanto, muitos pedidos deste tipo têm a ver com o uso de logotipos em cartões elaborados por um membro, e o uso dos logotipos de A.A. em joalheria, camisetas e outros artigos comemorativos para sua venda em convenções, assembleias, fóruns e encontros de A.A.
Pergunta =>
Pode haver algum problema com a distribuição de medalhas e outras
“lembranças de sobriedade”?
Resposta=>
A Junta de A.A.W.S. não tem opinião em relação às medalhas em si. Aqueles que desejem usá-las podem fazê-lo sempre que não utilizem o punhado de marcas que A.A. têm registradas. Podem aproveitar a imensa variedade de desenhos e lemas que são de domínio público. As possibilidades são ilimitadas.
Pergunta => A Junta considera os pedidos de permissão vindas de entidades alheias à Irmandade?
Resposta =>
Sim. Neste caso também, a Junta denega solicitações que podem causar a impressão de afiliação ou se têm propósitos estritamente comerciais. Contrastando com isso, a Junta é muito mais liberal na concessão de permissão para utilizar extratos da nossa literatura protegida por copyright – por exemplo, quando uma agencia do governo ou uma agencia sem fins lucrativos que presta serviços a um número limitado de pessoas, tais como os cegos, pede permissão para publicar material protegido por copyright em braile ou gravado, como um serviço gratuito. Mas, ainda nestes casos, é preciso demonstrar que há necessidade desse material.
Pergunta =>
As empresas acederam ao pedido de A.A. de não utilizar nossos símbolos registrados?
Resposta=>
Quase sem exceção, as empresas que violaram as leis de copyright– direitos autorais, a respeito dos nossos logotipos e marcas, o fizeram. Em algumas instâncias, nos agradeceram por lhes ter chamado a atenção sobre o assunto – expressaram-se favoráveis a qualquer ação em beneficio da Irmandade. A.A. sempre foi muito justa, permitindo um prazo razoável de tempo para esgotar os estoques, para elaborar e fazer os preparativos para produzir um novo desenho. No único caso até esta data que nos vimos obrigados a instalar um processo, conseguimos chegar a uma solução satisfatória e amigável.
Pergunta =>
Quando alguma empresa não concorda com o nosso pedido e temos que recorrer à justiça, quem paga a conta?
Resposta =>
Não são utilizadas as contribuições dos Grupos ou membros para sufragar gastos judiciais. Todos eles são cobertos por A.A.W.S. como gastos com publicações.