PORQUE NÃO REFLETIR

Prezados membros deste grupo.
Não concordo com os descompromissos para com os Legados de A.A., mas nada tenho contra quem assim o proceda, ajo apenas no plano das ideias, sem jamais ficar com ressentimentos ou reserva contra quem quer que seja. Ouvi algumas vezes de membros de A.A. com boa recuperação e larga experiência, que os membros de A.A. que passarem a conhecer a importância das Tradições e da preservação de seus ditames, bem como todos os servidores de qualquer nível em exercício de suas funções, tem o dever de zelar para que estes princípios salvadores sejam preservados.
Muitos de nós, não entendemos bem isso e trazemos para nossos grupos temas, palestras e comentários sobre psiquiatria e medicina, teologia e religião, entre outros belos temas como poesias, histórias edificantes etc. A..A. tem literatura riquíssima e linda, aprovada pelo GSO e JUNAAB, que qualquer um de nós passando o resto de nossa vida transcrevendo ou falando em nossos grupos, com certeza não as transcreveríamos ou líamos todas, no entanto, alguns de nós trazemos outras mensagens que nada tem a ver com A.A., e nem tem a sua aprovação, a não ser o que até possa ter uma parte de tudo o que ele já nos oferece.
Muitos também não entendem que a SIMPLICIDADE REFERE-SE A RECUPERAÇÃO, QUANTO AOS SERVIÇOS PRECISAMOS NOS ORGANIZAR.
SIMPLICIDADE EM A.A.
NA OPINIÃO DE BILL 162
Mantenha-o simples
“Precisamos distinguir bem entre A SIMPLICIDADE ESPIRITUAL E A
SIMPLICIDADE FUNCIONAL. “QUANDO DIZEMOS QUE A.A. NÃO PREGA NENHUMA DOUTRINA TEOLÓGICA, A NÃO SER “DEUS COMO NÓS O CONCEBEMOS”, SIMPLIFICAMOS MUITO A VIDA DE A.A., EVITANDO CONFLITO E REJEIÇÃO.
(Será que dá para entender esse texto ai? Não é para deixar a religião de lado em nossa Recuperação)
Mas, quando entramos nas questões de ação, pelos grupos, áreas
e por A.A. como um todo, achamos que devemos nos organizar um pouco para levar a mensagem – ou então enfrentar o caos. E o caos não é simplicidade. ”
Bill W
****************
” Existem duas ou três coisas que lampejaram em minha mente, nas quais me amparo para emprestar um pouco de ênfase. Uma delas é a simplicidade do nosso programa. NÃO VAMOS ESTRAGAR TUDO COM COMPLEXOS FREUDIANOS E COISAS QUE SÃO INTERESSANTES PARA MENTE CIENTÍFICA, MAS QUE MUITO POUCO TEM A VER COM O NOSSO VERDADEIRO TRABALHO DE A. A. Nossos Doze passos, quando apurados até o fim, se resumem nas palavras “amor” e “serviço”. Entendemos o que é o amor e compreendemos o que é serviço. Assim conservemos essas duas coisas em mente”.
Dr Bob
(Não dá para entender isso ai? Que não devemos incluir a medicina nem a psiquiatria na nossa Recuperação?
Conforme se vê acima, Bill fala que A.A. não prega nenhuma doutrina teológica, e Bob diz: Não vamos estragar tudo com complexos freudianos e coisas que são interessantes para a mente cientifica mas que muito pouco tem a ver com nosso verdadeiro trabalho em A.A.
Tudo que A.A. precisava da Medicina, das Religiões, da Filosofia, do Misticismo e da sabedoria milenar, A.A. incluiu nos seus Três Legados e nos seus Livros, nada mais precisamos acrescentar.
Segundo o Terceiro Legado de A.A., A.A. não apoia nem combate quais quer causas. Alguns dizem, mas só coloco aqui coisas boas e belas, e aí pergunto, cada indivíduo não tem uma ideia diferente do que é uma coisa boa, bela e especial, e outras, eu poderia colocar aqui entendendo como boas coisas uma Bula Papal, um texto budista, o Sermão da Montanha, livros sagrados de Shiva da índia, trechos do alcorão, etc. A dificuldade é que quem daria o limite e quais seriam estes? Se não ficarmos com o que é nosso, a liberdade absoluta e a confusão se estabeleceria e deixaríamos de ser A..A., pois para ser um grupo de A.A., não deve estar vinculado a qualquer ideia de fora por mais simples e boa que ela possa parecer, além do mais A.A. tem tudo do melhor sobre religião, medicina, espiritualidade, misticismo e filosofia milenar dos povos.
A.A. meus amigos, é algo absolutamente diferente de qualquer outra
organização, e o desrespeito a seus princípios já fez fechar nos últimos
anos mais de um milhar de grupos cara a cara no Brasil.
No livro “Alcoólicos Anônimos Atinge a Maioridade” na pág. 87 está contida uma severa advertência quando diz: “As Doze Tradições são para sobrevivência e harmonia do grupo o que os Doze Passos de A.A. são para a sobriedade e paz de espírito de cada membro.” Entre outros textos de nossa literatura este demonstra o quanto devemos aos princípios que nos foram deixados em três preciosos Legados: Recuperação – Unidade – Serviço.
Temos que ter em mente os perigos a que nos expomos ao endossarmos outras causas. A Sexta Tradição alerta para que “NÃO NOS AFASTEMOS DE NOSSO PROPÓSITO PRIMORDIAL” enfaticamente descrito na Quinta Tradição.
Além do mais, nos igualaríamos a outras formas de sociedade onde as pessoas digladiam-se para impor os seus pontos de vista, ou pior ainda, das correntes de opiniões religiosas, psicológicas, políticas, filosóficas, etc… da qual fazem parte.
Temos um ponto de união – OS PRINCÍPIOS – porque não só usá-los?
Temos alguns pontos de divergência – OS GOSTOS PREFERÊNCIAS E COSTUMES PESSOAIS E DE GRUPOS E ALGUNS ÓRGÕS DE SERVIÇO.
Porque utilizá-los?
Isso é uma aspiração, que entendo estar dentro do que diz nossa amada
Irmandade.
Abraços fraternos, paz, luz e mais 24 h sóbrias.
magno/RGS

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