Monthly Archives: Novembro 2017

O 6º E O 7º PASSO USAM DIRETAMENTE A PALAVRA DEUS

O 6º e o 7º Passo usam diretamente a palavra Deus

Se os três primeiros passos são para se incorporar ao programa de recuperação, os dois últimos passos são os passos do autoconhecimento. Depois desse trabalho
de preâmbulo, dessa trabalhosa caminhada, o dependente já avançou e realizou várias conquistas. Está preparado agora para ir mais fundo. Perdeu o medo do grupo, de dependência e de si mesmo. Pode agora ensaiar os primeiros passos para mudar seus modos “viciosos” e “viciados” de ser, ou seja, aqueles modos mentais de reagir e de sentir que se transformaram em hábitos mentais cristalizados, em traços do próprio caráter.
O Sexto Passo é o primeiro convite a uma reformulação do próprio caráter, dos modos “viciados” de sentir, pensar e reagir. Agora vai começar uma luta, não contra o álcool ou as drogas, mas contra si próprio, contra aquilo que se tem de pior e que contudo é tão difícil de mudar.

” O SEXTO E O SÉTIMO PASSOS USAM DIRETAMENTE A PALAVRA DEUS ”

A palavra Deus gera – não no chamado povão, mas nas elites culturais – as maiores resistências. Muita gente, ao ler esses Passos, pula e sente ímpetos de interromper todas as leituras sobre grupos anônimos: “Ah! Não, papo de religião, nem pensar””
Essa resistência provém de várias fontes, uma das quais é a idéia que oferece proteção mediante a prática de certos atos mecânicos ou orações que se repetem irrefletidamente. Em suma, o Deus das crendices mais primárias. Por causa disso, Freud jamais foi complacente com o fenômeno religioso. Para ele a crença em Deus provém do desamparo, quer de criança diante dos adultos, quer dos adultos destituídos de poder diante das forças poderosas que o cercam. Para compensar o desamparo, criam a ilusão de que existem figuras bondosas e poderosas que os protegerão.
Esse é o Deus dos imaturos, o Deus dos desamparados. Contra esse Deus, ergue-se a resistência das chamadas elites culturais. Afinal ela é socialmente forte o bastante para não ter de alimentar crenças nesse tipo de proteção.
Essa idéia infantilizada não provoca apenas resistências desse tipo. Provoca outros tipos de resistências, até por razões inversas, que estas sim, operam entre as camadas populares.
É que, para algumas das pessoas do chamado povão, Deus não é uma experiência interior profunda. É uma entidade exterior, meio mágica, da qual, através de ritos mágicos, se obteria simpatia e proteção. Essa atitude superficial se expande para o todo da mente, dificultando o percurso dos Doze Passos. Não por razões elitistas, mas por dificuldade de mergulhar mais fundo em si mesmo.
Uma outra razão pela qual a palavra Deus desperta tanta resistência é a sua costumeira vinculação com a idéia de renúncia, sacrifício e resignação. Deus seria alguma coisa cinza contra as cores mais alegres da vida. Sobretudo contra as cores mais vibrantes da carne…
Não bastasse isso, Deus ainda interferiria sobre nossos gostos e preferências mais íntimos, julgando-os com suas teorias de virtude e pecado. Existiriam modos virtuosos e modos pecaminosos de ser. Existiria uma lei natural, uma ordem natural das coisas, e quem a transgredisse seria um “des-naturado”, alguém nascido contra a ordem natural da vida, um “degenerado”. Munido dessas idéias, Deus sairia julgando o jeito de desejar, escolher e sentir prazer de cada um.
Essa idéia de Deus como um moralista preocupado acima de tudo em reprimir a alegria e a vida sexual das pessoas é fonte das maiores resistências para as novas gerações e para as chamadas vanguardas culturais.
Contudo, esses cascalho de crendices comporta mais meticulosa garimpagem. E depois dessa garimpagem sobrará o que? O ouro puro de um Deus aprofundado, a idéia de que existem forças superiores às nossas, inclusive dentro da gente, as quais são misteriosas. A palavra místico, aliás, vem do mistério. E mistério significa a revogação da arrogância humana quando ela imagina que tudo sabe. Sempre escapa algo ao nosso saber. Todo saber é furado.
É na direção desse Deus que apontam o Sexto e o Sétimo Passos. Decerto, nos grupos anônimos, cada um é livre para crer no Deus que lhe aprouver. Ou não crer em nenhum. A palavra Deus, de acordo com as Tradições desses grupos, possui significado completamente aberta.

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O 5º PASSO É ABRIR-SE PARA O OUTRO

O 5º Passo é abrir-se para o outro

Esse passo é o desdobramento natural do anterior: feito o inventário das qualidades e defeitos, identificados os aliados e os adversários na batalha contra a compulsão, resta agora ir além. Não apenas abrir-se para si mesmo, mas abrir-se para outro.
Evidentemente a escolha da pessoa aqui é decisiva. Não dá para procurar pessoas que pensam nas compulsões de formas preconceituosas. Daí, costumeiramente, um membro de um grupo procura um outro membro do grupo anônimo que lhe tenha inspirado confiança e sensação de afinidade.
Esse é um dos segredos da eficiência de tais grupos: é que eles fornecem, às pessoas que estão tomadas por compulsões, outras que também já estiveram e que conhecem a inacreditável força da compulsão. O confidente acaba falando de si mesmo e revela a quem está se abrindo que ele não é o único no mundo que sente a faz aquelas coisas secretas guardadas a sete chaves. Parte de seus problemas são problemas comuns a todos que padecem daquela compulsão. Nada mais do que reações humanas.
Essa sensação proporciona em enorme alívio, uma enorme diminuição do sentimento de culpa e da necessidade de se isolar. Se álcool para alcoólatra puxa álcool, se droga para toxicômano puxa droga, o compartilhamento, bem-sucedido para ambos, puxa mais compartilhamento.
Eu estaria desdizendo tudo o que disse até aqui se afirmasse que um alcoólatra bebe porque sente culpa, porque não tem com quem se abrir, porque está entalado, para se anestesiar e não se enxergar. Não, o alcoólatra não bebe por nenhum desses motivos. Bebe apenas porque está possuído pela compulsão de beber. E esta compulsão não pode ser explicada por nenhuma dessas razões. Esse é o motivo primário do alcoolismo. Sua causa.
Quando se afirma isso, contudo, não fica excluído que outros fatores possam exponenciar a vontade de beber para aquele que já está às voltas com ela. Não criam vontade de beber em quem não a possui. Mas sensibilizam-na em quem a possui. São causas secundárias do alcoolismo: por si mesmas não o gerariam, mas sua atuação favorece o reaquecimento da compulsão. Conter esses fatores não faz desaparecer a compulsão, mas pode auxiliar muito a mantê-la aquietada.
Essa mesma idéia sobre o alcoolismo se aplica ao tabagismo, à comilança, ao uso das drogas, à jogatina.

0 4º PASSO É SE OLHAR NO ESPELHO

O 4º Passo é se olhar no espelho

Os três primeiros passos são os necessários para se reconhecer carente de ajuda, para procurar a ajuda e levar fé na ajuda que se está recebendo. São os Passos iniciais, os passos dos iniciantes. Se bem que muitos iniciados tenham que retornar a eles. Muita gente sóbria já recaiu só porque se esqueceu desses “inícios”.
O Quarto Passo é o primeiro que coloca a pessoa em contato com ela mesma.
Os grupos anônimos recomendam que seus membros sentem-se diante de um papel e comecem a fazer uma espécie de inventário de suas qualidades e defeitos.
Ora, se dirá: “Já começou o moralismo, que pensa certas coisas como qualidades e outras como defeitos: qualidades e defeitos para quem? O que é qualidade para mim é defeito para os outros. Não tem essa de qualidades e defeitos! aliás, não foi dito que os grupos anônimos não se metem na vida de ninguém, nem têm idéias pré-concebidas sobre nenhum assunto controverso? E existirá assunto mais controverso do que definir qualidades e defeitos?”
Sem dúvida, são boas questões.
Não são, porém, os grupos anônimos que definirão o que sejam qualidades e defeitos e sim a própria pessoa. A proposta é simples: que ela, talvez pela primeira vez na vida, olhe de frente para si mesma para pensar sobre quem é. Não com um olhar narcisista e complacente que vê tudo que é seu como máximo. Nem com um olhar policialesco que condena tudo. E sim com um olhar sóbrio ou, pelo menos, que se esforce para ser sóbrio. Afinal, não é para mostrar a ninguém, para ser avaliado ou julgado por ninguém. Depois de escrito, o papel pode perfeitamente ser rasgado e jogado fora.
A escrita é recomendada porque possui características diferentes da palavra falada. Em primeiro lugar, ela não tem testemunhas que possam inibir ou mudar o rumo da conversa. Em segundo, traz um tipo de concentração que somente ela é capaz de proporcionar. Ao tentar se colocar no papel, a pessoa concentra-se em si própria como jamais o fez. E com um grau de organização inédito. Idéias que nunca teve aparecem aos borbotões. Alcança níveis superiores de raciocínio. Não é em vão que as obras supremas do ser humano foram escritas sobre um papel. Em terceiro lugar, porque o que foi escrito a pessoa pode, tempos depois, reler, e isso pode despertar novas idéias.
Alguns membros de grupos anônimos descrevem quase como um milagre essa experiência de ampliação do fluxo das idéias sobre si mesmos. Não há milagre nenhum; tão-somente resultado do trabalho humano. Toda vez que alguém senta para escrever sobre um tema, sua cabeça se liga nesse tema, e fica 24 horas por dia com ele circulando; até nos sonhos ele comparece. Tudo que se olha, tudo que se lê, tudo que se conversa tem como referência secreta o tema. Nesse estado, naturalmente, a criatividade dispara e surgem idéias aos borbotões.
A psicanálise, num certo sentido, faz o mesmo com seu paciente. Só que por meio da fala. A sucessão de sessões em que ele deve falar de si concentra sua mente nele próprio, exponencia sua atenção sobre tudo que ocorre nela, sensibiliza o seu pensamento para que ele pense melhor sobre ela. Daí a amplificação do rendimento.
Nenhum milagre. Só trabalho.
Aliás, a chamada “psicanálise inaugural”, aquela feita por Freud quando não existiam ainda psicanalistas, já que ele foi o primeiro, envolveu farto trabalho de escrita.
Freud – é óbvio – não tinha com quem trocar idéias dada a originalidade do saber que estava produzindo. Era um saber que simplesmente botava de cabeça para baixo todos os saberes do homem sobre o homem. Inspirava, assim, as maiores resistências.
Não estou nem falando das idéias de Freud sobre a sexualidade, estou falando apenas das suas idéias sobre o inconsciente. As idéias sexuais não só mobilizam as resistências naturais a idéias novas como ainda despertaram resistências morais.
Freud estava com 40 anos e não tinha com quem conversar, com quem se abrir. Encontrou então um médico alemão chamado Wilhelm Fliess, que despertou nele aquela afinidade por ele desejada. Com Fliess, trocou volumosa correspondência, na qual relatava suas descobertas e sua auto-análise. Tudo, por escrito.
Além disso, escrevia livros nos quais expunha seus próprios sonhos e as associações e interpretações que fazia deles; além dos sonhos, pensava nos seus impulsos e sintomas. Verificou, então, que a partir de certo ponto seus livros não progrediam; sua mente ficava confusa e dando voltas em círculo. Foi nesse momento que Freud descobriu como era impossível a auto-análise: a própria mente ergue resistências contra ela.
O que fazia então para contornar essas resistências?
Deixava um pouco de lado a sua auto-análise e escrevia cartas para Fliess ou tentava entender os problemas de seus pacientes. As cartas aliviavam tensões em sua mente, que, dias depois, ficava mais clara. Entender seus pacientes auxiliava-o a entender a si próprio. Olhando para eles, podia depois voltar a olhar para si, aplicando as mesmas idéias que tivera com eles. Por esse caminho indireto, sua “auto-análise” progrediu.
Num certo sentido, Fliess operou como um “padrinho” dos grupos anônimos. Trocou com Freud energias psíquicas “positivas”. O simples fato de Fliess ler as cartas já fertilizava Freud, desanuviava estranhas resistências.
A análise que Freud fazia de pacientes equivaleria ao auxílio que um membro do grupo presta a outros. Ao pensar no outro, ao tentar entendê-lo, se pensa e se entende melhor.
A escrita dos sonhos, sentimentos e sintomas que Freud realizava nos livros para produzir teorias equivaleria, nos grupos anônimos, à leitura da literatura sobre compulsões e a este Quarto Passo.

* Dr. Eduardo Mascarenhas ( Psicanalista )

2º PASSO PARA CONTROLAR UMA GRANDE COMPULSÃO

O 2º Passo para controlar uma grande compulsão

É engraçado, mas admitir tratamentos físicos, hospitalares, até cirúrgicos, muitas vezes é mais fácil do que confiar numa pessoa ou num grupo de pessoas para fazer tratamento que envolvem entrega pessoal. É que a mentalidade contemporânea já está acostumada a render-se à ciência, desde que esta se apresente com seus “sacerdotes” devidamente vestidos de branco, com aparelhos, seringas e medicações. Já entregar-se a gente sem rituais técnicos é esquisito. Dá uma desagradável sensação de fracasso: “Se gente pode resolver meu problema, por que eu mesmo, sozinho, não posso fazê-lo?” Essa é uma fonte de resistências.
A psicanálise já sofreu muito com isso. Os chamados neuróticos preferiam pílulas, internações, exames, injeções vitamínicas na veia a
s
omente “conversar”. E muitos ainda se arrebentam na vida por causa desse preconceito. Se auto-análise fosse possível, não haveria neurótico no mundo. Todos já teriam se “curado”, ajudando a si mesmos. Aliás, a psicanálise enquanto “tratamento” só existe dada a impossibilidade dessa auto-superação solitária. Mas apesar de tudo e com o passar do tempo a psicanálise foi superando essa resistência. Foi adquirindo estatuto de ciência e até desenvolvendo rituais técnicos como o uso do divã e o hábito dos analistas ortodoxos de sequer cumprimentarem seus pacientes no elevador e outras crendices mais. Hoje, tornou-se até elegante fazer psicanálise. De um sinal de fraqueza, ela tornou-se símbolo de refinamento e sofisticação.
Os grupos anônimos ainda não tiveram igual sorte. Sendo gratuitos e abertos a todo tipo de pessoa, têm mais cheiro de povo, e o elitismo detesta isso. Além do que o anonimato de seus militantes não possibilita que eles se tornem famosos e sejam reconhecidos como sumidades. Sua origem norte-americana colabora ainda mais para a sua falta de prestígio face aos gostos elitistas.
Enquanto a psicanálise pode apresentar Freud, de Viena; Lacan, de Paris; Jung, de Zurique; Melanie Klein, de Londres, os grupos anônimos só têm Bills e Bobs, de Ohio.
As pessoas de classe social mais alta tendem a desprezar reuniões em que se mesclam pessoas de diversas camadas sociais: “Imagine se eu vou me misturar com essa gentinha!” As pessoas de classe social mais baixa, por sua vez, não gostam desses lugares por razões inversas: “imagine eu ter de falar em público, com um português errado, na frente de doutor!” Essa é outra fonte de resistências.
Uma vez admitida a impotência diante da compulsão e reconhecida a força desta, que é superior a qualquer força individual, só resta procurar pessoas cujos métodos lhes tenham conferido força para enfrentar compulsões.
Só um “força superior” contra as compulsões pode enfrentar a “força superior” das compulsões.
Reconhecer nos grupos anônimos essa “força superior” é o Segundo Passo.

* Dr. Eduardo Mascarenhas ( Psicanalista )

AS FASES DO ALCOOLISMO OU CURVA DE JELLINECK

• As fases do alcoolismo ou Curva de Jellineck
• (Publicado na Revista “EL MENSAJE” de novembro de 1973)

Faz alguns anos que a Organização Mundial da Saúde publicou uma série de trabalhos científicos dedicados ao alcoolismo.
Um desses trabalhos, de autoria do professor Jellinek, dos Estados Unidos, estudando mais de duas mil histórias clínicas de alcoólicos, estabeleceu as seguintes fases do alcoolismo.

Primeira fase.

Primeiros sinais.
1. O bebedor habitual em perigo tem bebedeiras de quando em vez, das quais só desperta com recordação parcial do que ocorreu nesse tempo.
2. Bebe as escondidas. Sinal de má consciência. Esconde a garrafa no armário do banheiro ou no de roupa. Em uma reunião ou festa, bebe alguns copos sem que os outros vejam, para que não pensem mal dele.
3. Pensa ininterruptamente no álcool.
Sair do trabalho é uma ocasião para beber. Entrar no trabalho, também. Antes de comer, o aperitivo; depois de comer, uma taça. Pela tarde, um barzinho. Pela manhã, tem que beber para ajustar-se ao tom. Há sempre urna razão. Sempre pensa no álcool.
4. Bebe ansiosamente e bebe de uma só vez os primeiros copos.
5. Tem constantemente consciência de culpabilidade. Tem a sensação de estar fazendo algo mal, porém não pode deixar de fazê-lo.
6. Evita falar sobre o álcool. Crê que as pessoas se referem sempre ás suas bebedeiras. Não se lhe pode falar nada. Se mostra suscetível e preocupado com o que pensem a seu respeito.
7. Desperta de seus excessos com lacunas de memória, cada vez mais frequentes e extensas. Não sabe onde e quanto tempo esteve na pândega na noite anterior.

Segunda fase.

Período crítico.
O costume se converte cada vez mais em tendência irresistível.
8. Perde o controle sobre si mesmo quando bebeu uma certa quantidade. Não pode parar. Basta, às vezes, uma quantidade mínima para desencadear uma bebedeira que dura vários dias.
9. O enfermo começa a inventar dezenas de explicações que objetivam se auto justificar e aos demais porque bebe. “Muito trabalho — desgostos”. “Para se dar força” “Tem que beber em seus negócios com os amigos”.
10. Recusa conselhos bem intencionados. “Eu mesmo sei melhor do que ninguém quando tenho que parar de beber’.
11. Dá uma de macho, através de muitas e fortes palavras. Para dissimular sua real insegurança. Fanfarreia.
12. Inicia-se o comportamento agressivo e colérico contra aqueles que o rodeiam, começando, em geral, pela família, pela mulher. Assim, pouco a pouco, se afasta e se isola da sociedade. Face sua agressividade, procura calar sua consciência.
13. De vez em quando, mostra um comportamento totalmente oposto. Chora, perde perdão por suas grosserias com grandes e teatrais gestos. A estas cenas, seguem períodos mais ou menos longos de total abstinência, obedecendo à pressão social da família e amigos.
14. Faz sempre desesperados esforços para viver durante semanas ou meses sem botar uma gota de álcool na boca. Ao cabo deste tempo, fracassa. Neste sentido rechaça, todavia, toda ajuda externa.
15. Para tentar controlar a bebida, muda o sistema de beber. Promete a si mesmo beber somente às tardes ou aos sábados. Raramente consegue ater-se às suas próprias regras.
16. Aparta de seus amigos. Não quer que controlem o seu comportamento.
17. Perde seu emprego porque o abandona ou porque o despedem.
18. Planeja toda sua conduta em torno do álcool. Busca, por exemplo, trabalhos breves, que lhe deem dinheiro suficiente para poder beber.
19. Perde o interesse e cuidado com suas roupas, higiene, etc.
20. O alcoólico interpreta todas as relações interpessoais a seu modo e em proveito próprio. Abusa das amizades, da família, etc. para que o ajudem a conseguir bebida, sem que ele esteja disposto a corresponder com fidelidade ou ajuda.
21. Tem a si mesmo como digno de compaixão. Sua bebida, pensa, é consequência de intrigas ou maquinações das pessoas.
22. Viaja ou vaga a pé sem rumo. Embriaga-se e aparece em qualquer lugar. Não sabe onde está e tem que ser levado para casa pela policia ou amigos.
23. Começa a desintegração familiar. Já não faz caso de sua família.
24. Põe-se de mal humor sem motivo. Quer atribuir aos outros as suas faltas.
25. Toma precauções para dispor sempre de bebida.
26. Come pouco e mal. Sobretudo, abandona as coisas que mais contêm vitaminas, como, por exemplo, verduras e frutas.
27. Como consequência desta falta de vitaminas e falsa nutrição enferma facilmente. A causa da enfermidade é atribuída a desgostos, aos “gases” no local de trabalho, etc. Sua verdadeira enfermidade pode, durante muito tempo, não ser reconhecida pelos médicos.
28. Sua potência sexual é reduzida ou desaparece totalmente.
29. Reage à sua impotência com o chamado delírio alcoólico de ciúmes, responsabilizando e atormentando a sua mulher por infidelidade.
30. Bebe regularmente pela manhã. Com frequência, seu único desjejum são suas bebidas. Não tem apetite.

Terceira fase.

Período crônico.
31. O doente passa dias inteiros bêbado.
32. Seu sentido moral desaparece. Perde o sentido da vergonha e do ridículo. Não distingue o bem do mal. Podem aparecer desvios criminosos ou delitos comuns.
33. A inteligência e o pensamento se tornam mais lentos e com numerosas deficiências.
34. Aparecem os primeiros sintomas, no princípio por certo tempo, de enfermidade mental. Ouve vozes, tem alucinações, pesadelos e medos infundados pela noite.
35. Bebe com qualquer um que dele se aproxime, começando o descenso de categoria social.
36. No caso de não dispor de outra coisa, bebe álcool de queimar, colônia ou loção de barba.
37. Digestões difíceis. Tudo lhe senta mal. Vômitos de bílis pela manhã. O fígado começa a falhar.
38. O alcoólico padece de crise de angústia ao longo de toda à noite.
39. Seus movimentos, sobretudo das mãos, são inseguros e trêmulos.
40. Determinados movimentos não podem ser realizados por aparecer paralisia em determinados nervos.
41. O alcoólico está possuído por sua ânsia de beber. E só uma sombra de sua personalidade anterior.
42. Já não tem, nem intenta, nos explicar seus atos. Já não pode opor-se àqueles que tentam ajudá-lo.

Ultima fase.
A derrota.

Dr. Agustín Jimeno Valdes
Chefe do Serviço de Reabilitação do
Hospital Psiquiátrico de Navarra

USANDO DOIS CHAPÉUS – DR. ALBERTO DURINGER

USANDO DOIS CHAPÉUS – DR. ALBERTO DÜRINGER

Quando eu era um jovem estudante de medicina e ainda não bebia, minhas aulas de clínica médica eram no Hospital da Santa Casa de Misericórdia, um prédio muito antigo de pé direito muito alto. Os alcoólatras ficavam em leitos colocados em enfermarias enormes e arejadas por imensas janelas, por onde entrava a claridade. Meu professor seguia rapidamente à nossa frente, detinha-se por vez diante de um leito e nos dizia “Estão vendo este paciente, ele tem uma cirrose alcoólica, cansei de aconselhá-lo a diminuir a bebida, mas ele não teve força de vontade suficiente e continuou se entregando ao vício. Agora, não há mais o que fazer”. E seguia em frente, dizendo mais ou menos a mesma dos demais enfermos.
Eu comecei a beber em reuniões sociais, porque percebi que a bebida me tirava a timidez, soltava a minha língua e me deixava com a impressão de ser mais inteligente e interessante. Mas nunca imaginei que um dia pudesse vir a ser um alcoólatra, porque afinal de contas eu achava que tinha caráter forte e nunca iria deixar o álcool me dominar, como tinha feito com aqueles infelizes na Santa Casa de Misericórdia.
Vinte e cinco anos mais tarde eu era um farrapo emocional e espiritual, que acordava de madrugada para beber escondido, única maneira de controlar a terrível ansiedade da crise de abstinência e poder voltar a dormir. Tive o bom senso de largar o bisturi e me encaixar em uma atividade administrativa, mas mesmo assim precisava beber para parar de tremer e conseguir assinar meu nome nos papéis que despachava. Do ponto de vista físico minha saúde começava também a piorar e surgiram as primeiras convulsões, tratamentos variados, internações sucessivas.
Quando tudo para mim parecia perdido, fui levado por minha mulher a uma internação em uma clínica especializada em alcoolismo e que utilizava os 12 Passos de Alcoólicos Anônimos na recuperação de seus pacientes. Foi lá que descobri ser alcoolismo uma doença e foi lá também que encontrei os primeiros conselheiros, terapeutas profissionais, dirigindo grupos de discussão de Passos.
Quando voltei de S .Paulo, encontrei reações de alegria e espanto entre chefes e colegas, ao verem que eu não mais bebia e retornava sem problemas às minhas atividades médicas. Sem fazer alarde, comecei a frequentar grupos de AA, sem revelar nos depoimentos qual era minha profissão. Eu tinha sido avisado que isto era desejável, para evitar qualquer tentativa de me transformar em personalidade, já que naquele tempo eram raros os médicos membros de AA.
Passados alguns meses, o hospital onde eu trabalhava resolveu abrir um centro de recuperação para alcoólatras e eu fui designado para chefiar e organizar a equipe de pessoas que iriam trabalhar nele. Voltei a S. Paulo, fiz um treinamento na mesma clínica onde eu havia estado internado e comecei a trabalhar, vestindo agora o segundo chapéu, o de profissional em tratamento de alcoolismo.
Ficou desde o início muito claro, que não seria bom para meus pacientes, nem para mim, que eu usasse os dois chapéus ao mesmo tempo. Na chefia do centro de recuperação e no exercício do papel que me cabia, o de médico, eu nunca revelei a ninguém ser também pessoalmente um alcoólatra em recuperação e membro de AA.
Na ocasião me foram muito úteis os vários artigos que Bill W. escreveu sobre a 6ª e 8ª Tradições na revista Grapevine, dizendo ser ótimo que a medicina estivesse se utilizando dos 12 Passos nos seus centros de tratamento e qualquer membro de AA estava absolutamente livre para trabalhar neles, desde que se respeitasse a tradição do anonimato. Isto é, desde que ficasse claro não ter a clínica qualquer vínculo com a irmandade de Alcoólicos Anônimos.
Usar os dois chapéus tem suas dificuldades, nem sempre eu consigo evitar que alguns de meus pacientes me chamem de doutor em uma sala de reuniões de AA. Também não posso impedir que um ou outro coordenador desavisado interrompa a reunião para me pedir que eu esclareça, como médico, um visitante sobre a doença do alcoolismo. Como sempre sou pego de surpresa, eu brinco dizendo que sofro de dupla personalidade e hoje, infelizmente, a do doutor ficou em casa, sendo assim impossível atender ao pedido.
Vestir dois chapéus tem suas dificuldades. Como regra, quando eu falo como médico e tenho que colocar minhas opiniões próprias sobre alcoolismo sinto estar falando da doença dos outros e por isso não revelo a circunstância de também ser membro de AA. Porém, quando estou no grupo como companheiro, eu não defendo teses, não dou conselhos profissionais, não julgo ninguém, nem opino sobre a doença do alcoolismo: limito-me a contar minha história e minha vivência do programa de recuperação.
Portanto a regra é clara: em grupo, eu falo de mim e da minha doença. Como profissional, falo da doença dos outros.
Não se ater fielmente a esta regra traz dois tipos de problemas. Primeiro, pode-se prejudicar o AA ferindo pelo menos cinco Tradições, as de número 8 a 12, deixando a plateia confusa sobre nossas verdadeiras finalidades. Segundo, o maior prejudicado pode ser o próprio, que ao assumir o papel de personalidade, para de fazer sua própria recuperação e dedica-se agora a insuflar seu ego. Já vi diversos médicos em AA recaírem, vítimas desta armadilha.
Por outro lado, está conduta só me trouxe benefícios, já que vem me permitindo compartilhar da humildade, do anonimato e da preocupação como nosso bem estar comum, permitindo, através da mudança de meu comportamento e atitudes, que eu diga para vocês todos: “Hoje, pela Graça de Deus, eu não bebi”

QUARTO PASSO – GUIA PARA UM INVENTÁRIO MORAL

QUARTO PASSO : _” Fizemos Um Minucioso E Destemido INVENTÀRIO MORAL de nós mesmos .
FONTE: Grupo Sto. CRISTO – RIO
ESCR. Central –JF . C,P. 520
Alcoólicos Anônimos – Grupo Anhanguera –Goiânia –Goiás –CEP-7400

GUIA PARA UM INVENTÀRIO MORAL

Trazendo o inventário moral, necessitamos examinar a nós mesmos
nas seguintes áreas:

a) Defeitos de personalidade;
b) Os sete pecados capitais: Orgulho, Inveja, Luxúria, Avareza,
Ódio, Gula e Preguiça;
c) Os dez mandamentos;
d) Virtudes, atitudes e responsabilidades.

O processo pode ser como segue:

1) Uma completa e honesta consideração dos itens acima,
aplicada ao passado e ao presente.
2) Não omitir nada por simples vergonha, embaraço ou medo. O
início mais fácil é: Que coisas me incomodam? Em especial: O
que me incomoda mais?
3) Determinar, em particular e separadamente, as atitudes,
desejos e motivações que me movem.
4) Escrever tudo o que for encontrado ou mesmo suspeitado. É
necessário enfrentarmo-nos de cara limpa (se desejar destrua as
páginas mais tarde).
5) Faça uma lista dos defeitos e também das qualidades. Os
primeiros para eliminação, os segundos para reconstrução.
Exemplo:

a) Sei distinguir o certo do errado?
b) Tenho bom coração e gosto das pessoas?
c) Quero fazer as coisas certas?
d) Detesto meus erros e fracassos?
PARTE ‘A ‘- DEFEITOS DE PERSONALIDADE

Quando um alcoólico deseja realizar o quarto passo de A.A., ele primeiramente examina suas qualidades e seus defeitos. As qualidades são resumidamente exemplificadas acima. Pesquise-se em você próprio e anote-as numa folha de papel. Quanto aos defeitos,
encontramos os que se seguem em diversos graus.

1) Egoísmo;
2) Álibis;
3) Pensamento desonesto (semelhante à mentira);
4) Orgulho;
5) Ressentimento (tal como o ódio) é um dos sete pecados
capitais;
6) Intolerância;
7) Impaciência;
8) Inveja (está entre os sete pecado capital);
9) Malandragem;
10) Procrastinação (arte de deixar para depois – adiar);
11) Autopiedade;
12) Falsa sensibilidade;
13) Medo.

1 – Egoísmo – (Egocentrismo)

Definição: Preocupar-se com o próprio conforto, vantagens, etc.
Sem consideração com os direitos dos outros.
Exemplo: A família gostaria de um passeio. O papai aqui prefere
BEBER , jogar futebol ou ver TV. Quem vence?
O garoto precisa de um par de sapatos. Nosso herói promete comprar
no dia do pagamento, mas compra um LITRO DE UÌSQUE na mesma noite.
Altruísmo?. (Amor ao Próximo ;abnegação .-[Antônimo de .;Egoísta)
Cada pessoa escolhe um defeito de caráter e fica um tempo trabalhando nele.
Egocêntrico – Acha que o mundo gira ao seu redor. Não dança porque
tem medo de parecer desajeitado. Teme aparecer em desvantagem porque isto machucaria sua fachada perante os outros.

2 – Álibis

A arte altamente desenvolvida de justificar nossas Bebedeiras mediante acrobacias mentais. Desculpa para BEBER (O que o ALCOÒLICO chama de razões). Confira as seguintes e adicione as suas próprias invenções:
“Vou TOMAR UMA para me alegrar. A partir de amanhã começo a me modificar. Se ao menos eu não tivesse família para sustentar.
Se não fosse a minha sogra! Se eu pudesse começar tudo de novo.
Uma DOSE me ajuda a pensar. Tanto faz eu me EMBEBEDAR ou não, o
dia está estragado mesmo. Se fulano e beltrano não me chateassem
tanto. Se eu houvesse feito as coisas do outro jeito”. E assim por diante. Sempre achamos uma desculpa ou razão.

3 – Pensamento desonesto (semelhante à Mentira)

Uma outra maneira de mentir. Podemos até usar verdades e fatos para
temperá-los ao nosso gosto, apresentando-os exatamente como desejamos. Somos mestres no assunto. Não é de admirar que
BEBEMOS:-
a) A minha garota vai dar a maior bronca se eu deixa-la. Não é justo aborrecer a minha mulher com esta história. Devo, portanto continuar com as duas. Afinal, a confusão não é culpa da garota
(mau caráter, boa praça, “honesto”).
b) Se contar as notas de 100 que eu ganhei extra, o dinheiro irá para as contas atrasadas, roupas para a família, dentista, etc.
Vai acabar numa discussão tremenda. Além disso, preciso de um
dinheirinho para BEBER .. É melhor não falar nada e evitar problemas.
c) Minha mulher se veste bem, come bem, as crianças estão na escola, não falta nada em casa. O que mais eles querem?

4 – Orgulho

Um sério defeito de personalidade, bem como um dos sete pecados
capitais.
Definição: Vaidade, egoísmo, admiração exagerada por si próprio.
Auto-estima, arrogância, ostentação, autopromoção:

a) Você tem vergonha de contar para as pessoas que deixou de
BEBER ?
b) Comete um erro e é chamada a atenção? Como reage? Queixa-se?
c) SEU ORGULHO SOFRE QUANDO NÂO CONSEGUE DOMINAR A BEBIDA ?
d) Seu orgulho torna-se minha própria lei. O juiz de mim
mesmo, meu próprio Poder Superior.
e) Produz as críticas, falatórios pelas costas, difamação?
f) Crio desculpas para meus erros, pois não admito minha
deficiência?

5 – Ressentimento

Como o ódio ou a raiva é um dos sete pecados capitais. Para muitos
ALCOÒLICOS , a fraqueza mais perigosa de todas. É o desprazer causado por injúria imaginada, acompanhada de irritação,
exasperação ou ódio:

a) Você é despedido, portanto passa a odiar o chefe?
b) Sua esposa o alerta sobre o álcool. Você se enfurece?
c) Um colega está se esforçando e obtém elogios. Você tem fama
de Bebedor , teme que ele seja promovido na sua frente, chama-o de
puxa-saco, odeia-o?
d) Você pode alimentar ressentimentos de uma pessoa, de um grupo, de uma instituição, de um clube, de uma religião?

6 – Intolerância

Definição: Recusa a conviver com credos (políticos ou religiosos) e
praticar costumes diferentes dos seus próprios.

a) Você pode odiar alguém por ser judeu, negro, gringo ou por
ter uma religião diferente da sua?
b) Tivemos alguma possibilidade de escolha quando nascemos
branco, preto, amarelo, brasileiro ou americano?
c) Similarmente, nossa religião não è quase sempre herdada?

7 – Impaciência

Definição: Má vontade para suportar atrasos, oposição, dor, aborrecimento, etc. com calma.

a) Um ALCOÒLICO é uma pessoa que monta num cavalo e galopa loucamente em todas as direções ao mesmo tempo.
b) Você reclama quando sua mulher faz você esperar alguns minutos mais do que o tempo especial que você concedeu? Você nunca a fez esperar?

8 – Inveja

Também um dos sete pecados capitais. Definição:
Descontentamento conforme a boa estrela dos outros. Tenho muita dificuldade em reconhecer as coisas boas que eu tenho.

a) O vizinho troca de carro todo ano, pois economiza para isto. Sentimo-nos mal por não fazermos o mesmo e contra-atacamos ridicularizando-o. Tenho dificuldade em aceitar o que os outros têm se eu não tiver também.
b) O cunhado é um bom chefe de família, trabalhador, aplicado, um tipo decente. Naturalmente invejoso, eu o considero “metido a besta”, convencida e esnobe. Sentia inveja das viagens do meu marido e da sua vida mais solta.
c) A velha frase típica: “Se eu tivesse tido as oportunidades daquele sujeito, eu também estaria por cima”.

9 – Malandragem

Manifestação do nosso grande falso orgulho. Uma forma de mentir, desonestidade de primeira. É a velha máscara.

a) Presenteei minha mulher com uma nova máquina de lavar por puro acaso. Isto ajudou a limpar meu cartaz depois da última Bebedeira .
b) Compro um terno novo porque minha posição nos negócios exige. Pelo menos assim raciocino. E espero, que a família, enquanto isto, se apresente de roupa velha.
c) O grande orador de A.A. , que embasbaca os companheiros com sua sabedoria e dedicação ao programa. Mas não tem tempo para a
mulher e os filhos, nem para cuidar do trabalho. Grande chapa na reunião, um tirano irritado em casa. Nosso herói.
d) Quando paramos para pensar, encontramos tudo realmente em ordem.

10 – Procrastinação

Definição: A arte de deixar para depois, adiar as coisas que precisam ser feitas. O velho “amanhã eu faço”.

a) Pequenas coisas sempre adiadas tornaram-se inviáveis?
b) Engano a mim mesmo dizendo que vou fazer as coisas a meu
modo ou tenho que pôr ordem e disciplina em meus deveres diários?
c) Posso resolver pequenos assuntos quando me pedem ou me sinto
forçado a fazer pelos outros? Ou sou muito preguiçoso ou orgulhoso?
d) Coisas pequenas feitas no amor de Deus tornaram-se
grandiosas?

11 – Auto piedade

Um insidioso defeito de personalidade e um sinal vermelho de perigo. Corte imediatamente; é preparação para a queda.(RECAÌDA)

a) Todo mundo na festa está se divertindo e BEBENDO.. Porque não posso fazer o mesmo? (Esta é a versão longa do “pobre de mim” ).
b) Se eu tivesse o dinheiro que este cara tem… (PS: Quando se sentir assim, visite um sanatório, um leprosário, uma enfermaria de crianças e depois relacione as bênçãos que lhe são
concedidas).

12 – Falsa sensibilidade

Tipo melindroso, cheio de “não-me-toques”.

a) Cumprimento alguém que não me responde. Fico sentido e
bravo. Foi a mim que ele esnobou, só isto que me conta. Fico todo
balançado. Maturidade, companheiro…
b) Espero ser chamado para Falar na Reunião, mas não o sou.
Imagino toda sorte de coisas e concluo que o coordenador não vai com
a minha cara. Faz sujeira comigo, mas as coisas não ficarão assim.

Nota: Isto é comumente chamado de “A sensibilidade do ALCOÒLICO”
Para desculpas para muitas ATITUDES IMATURAS .

13 – Medo

“Um pressentimento real ou imaginário de fatalidade eminente”.
Suspeitamos que a BEBIDA , os atos arrojados, a negligência, etc.
Estão nos prejudicando. Tememos o pior. Quando aprendemos a aceitar o Primeiro Passo, a solicitar o auxilio do Poder Superior e a encarar nós mesmo com Honestidade, o “pesadelo do medo” desaparece.