Monthly Archives: Outubro 2017

PERGUNTAS SOBRE OS PASSOS

PERGUNTAS SOBRE OS PASSOS.

01 PASSO 01

1.1 -Porque você acha que é (ou não é) tão difícil admitir a derrota completa?

1.2 – O que você acha que pode remover de um alcoólico a obsessão pelo beber destrutivo?

1.3 – Você acredita que haja uma forma de falência, humilhação ou renúncia equivalentes a da admissão de impotência perante o álcool?

1.4 – Como conseguimos em A.A. superar a humilhação da derrota total?

1.5 – Em que podemos transformar nossa admissão de impotência?

1.6 – Você acredita que um membro de A.A. possa desenvolver uma vida feliz, significativa e útil sem antes admitir sua debilidade e todas as suas conseqüências?

1.7 – Uma sobriedade precária geralmente advém do fato de não aceitarmos a derrota total. Você concorda com isso? Por quê?

1.8 – A autoconfiança é um auxílio ou representa um empecilho no processo de admissão da derrota?

1.9 – Durante algum momento da sua carreira de bebedor chegou a pensar ou pressentir que se continuasse a ingerir o álcool ele poderia terminar por lhe destruir?

1.10 – É possível a quebra pessoal da obsessão apenas pela força de vontade?

1.11 – Concorda com o seguinte trecho: “…Era um fato estatístico, que os alcoólatras quase nunca se recuperam pelos seus próprios recursos.”? Por que?

1.12 – Nos primeiros tempos de A.A. , somente os alcoólatras mais desesperados conseguiam tragar e digerir esta verdade amarga. …Muitos alcoólatras menos desesperados experimentavam o A.A, mas não eram bem sucedidos. Porquê?

1.13 – O alcoólatra que mantém seu emprego, sua família e seus bens materiais também pode reconhecer seu alcoolismo? Mesmo que isto signifique a perda do controle sobre sua vida?

1.14 – Revendo sua própria história, você admite que mesmo antes de aceitar sua derrota já havia perdido o controle sobre a bebida? Que fatos podem demonstrar isso?

1.15 – O que significa atingir o fundo do poço? Você acha que existe uma medida para a profundidade do poço?

1.16 – O que ocorre quando um alcoólatra planta na mente do outro a idéia da verdadeira natureza da enfermidade? Será que ele continuará a ser o mesmo?

1.17 – Por que insistir tanto em que todo A.A. precisa antes de mais nada chegar ao fundo do poço?

1.18 – Será fácil para uma pessoa que não tenha se afundado praticar com sinceridade o programa de A.A.?

1.19 – Um alcoólatra que ainda bebe sonharia em adotar as atitudes necessárias à pratica dos outros onze passos de A.A?

1.20 – Disponho-me a ser rigorosamente honesto e tolerante?

1.21 – Disponho-me a confessar minhas falhas a outro ser humano e a fazer reparações pelos danos causados?

1.22 – Me interesso por um Poder Superior, pela meditação ou pela oração?

1.23 – Disponho-me a sacrificar meu tempo tentando levar a mensagem de A.A. ao próximo?

1.24 – Prontificamo-nos a fazer qualquer coisa que nos livre da obsessão inexorável?

1.25 – Sob a chicotada do alcoolismo somos impelidos ao A.A. e ali descobrimos a fatalidade de nossa situação. Que fatalidade?

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2 – PASSO 02

2.1 – Estou realmente convencido de que sou alcoólatra, e que minha vida é ingovernável? Preciso realmente acreditar num Poder Superior?

2.2 – Recuso-me a acreditar em Deus?

2.3 – Confio em que Deus poderá levar a cabo o milagre da minha recuperação?

2.4 – Acreditar num Poder Superior abala minha filosofia de vida?

2.5 – Não será o homem o ponto máximo da evolução dos seres vivos, a verdadeira manifestação do Poder Superior?

2.6 – Acreditar na existência de um Poder Superior lhe parece um obstáculo intransponível?

2.7 – Alcoólicos Anônimos exige que acreditemos em alguma coisa?

2.8 – O Segundo Passo precisa ser aceito de uma vez? Ou basta manter a mente aberta?

2.9 – O debate sobre questões filosóficas profundas ajuda abrir a mente?

2.10 – O fato de A.A. adotar métodos nada científicos o impede de aceitar suas sugestões?

2.11 – Ao desconsiderar os resultados apresentados pelo A.A. estamos adotando uma atitude racional , científica?

2.12 – Parar de lutar contra a idéia da existência de um poder superior e tentar praticar o restante do programa pode proporcionar a oportunidade de vir a acreditar na existência deste Poder Superior?

2.13 – Que acha da idéia de aceitar inicialmente o A.A. em si como uma Força Superior?

2.14 – Libertar-se da obsessão pelo álcool fez (ou poderá fazer) com que você acreditasse (ou acredite) no Poder Superior? E o fato de outros já terem se libertado?

2.15 – Você já teve algum tipo de fé e perdeu?

2.16 – Você tem algum preconceito contra religião?

2.17 – Acha que Deus tem sido justo com você?

2.18 – Acha que o fato da experiência de A.A. dizer a todos que ainda não encontraram a fé que eles também podem encontrar uma fé que funcione é válido, verdadeiro?

2.19 – A religião afirma que a existência de Deus pode ser comprovada; o agnóstico diz que não pode ser comprovada e o ateu afirma que tem provas da não existência de Deus. Qual é o seu caso? Justifique.

2.20 – A vontade de ganhar nos impulsionará sempre para frente, basta-nos o aqui e o agora. Por que nos preocuparmos com abstrações teológicas e deveres religiosos ou com o estado de nossas almas na terra ou no além?

2.21 – Posso flutuar acima dos outros. O progresso científico me diz que nada está além do alcance do homem. O Deus Intelecto pode perfeitamente substituir o Deus de meus pais. – Concordo ou não com isso? Por quê?

2.22 – Humildade e intelecto podem ser compatíveis?

2.23 – A moralidade hipócrita de alguns religiosos, e o fato de homens de religião matarem-se uns aos outros em nome da fé, constituem-se em obstáculos para aceitação da existência do Poder Superior? Ou será esta uma justificativa para não olharmos para os nossos próprios defeitos?

2.24 – Pode-se acreditar em Deus e ao mesmo tempo desafiá-Lo? Podemos confiar em que Ele nos devolverá a sanidade sem que façamos a nossa parte?

2.25 – A fé, devoção e observâncias religiosas foram suficientes para que cumpríssemos nossas promessas de não mais beber? Por quê?

2.26 – O volume exterior da prática religiosa é mais importante do que a pureza da fé?

2.27 – Em algum momento da fase ativa chegou a ter consciência do verdadeiro grau de sua sanidade mental?

2.28 – A verdadeira humildade e a mente aberta poderão nos conduzir a fé e ao conforto da segurança de que Deus nos levará de volta ao caminho da sanidade, desde que…

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3 – PASSO 03

3.1 – Por que a prática do Terceiro Passo é como abrir uma porta que até então parecia fechada?

3.2 – O que precisamos para “abrir a porta”? Qual é a “chave da porta”?

3.3 – Nos dois primeiros passos refletimos: somos impotentes perante o álcool e a fé, nem que seja no A.A. está ao nosso alcance. Estas conclusões requerem apenas aceitação, O quê, além disso, requer o Terceiro Passo?

3.4 – Nossa Vontade quase sempre impediu a entrada de Deus (Poder Superior em nossas vidas. Em que o Terceiro Passo nos auxilia?)

3.5 – Por quê a eficiência de todo o Programa de A.A. depende de quão bem e sinceramente tentemos chegar à decisão de entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus na forma em que O concebíamos?

3.6 – Seu espírito prático faz este passo parecer difícil ou impossível para você?

3.7 – Como entregar a vontade e a própria vida aos cuidados de Deus que pensamos poder existir?

3.8 – O egoísmo às vezes fecha a porta aberta pela chave da boa vontade. Concorda? Que fazer para abri-la outra vez?

3.9 – “Todos os homens e mulheres que ingressam e pretendem permanecer em A.A., sem mesmo se aperceber disso começaram a praticar o Terceiro Passo”. Por quê?

3.10 – Quanto mais nos dispomos a depender de um Poder Superior, mais independentes nos tornamos. Esta afirmação faz sentido para você? Por quê?

3.11 – Somos realmente independentes em nossa vida cotidiana?

3.12 – Compreendemos perfeitamente as “coisas” das quais nos tornamos dependentes nos tempos atuais?

3.13 – Temos certeza de que nossa inteligência, apoiada pela força de vontade, pode muito bem controlar nossa vida interior e garantir nosso êxito no mundo em que vivemos? Será que isto funciona?

3.14 – Por toda parte se vêem pessoas cheias de ódio e medo, a sociedade se fragmentando em pedaço. Cada fragmento diz ao outro; “Nós estamos certos e vocês estão errados”. Será este estado de coisas resultante do fato de que cada indivíduo, cada facção, esteja tentando assim exercer o papel de Deus?

3.15 – Reconhecemos que a palavra dependência é repugnante para muitos psiquiatras, muitos psicólogos e particularmente para os alcoólicos, pois existem formas prejudiciais de dependência, tais como…..

3.16 – A dependência de um grupo de A.A., ou de um Poder Superior, já produziu algum efeito pernicioso?

3.17 – O que poderá ser feito pela vontade própria e coragem nua a respeito dos problemas que se recusam a ser solucionados, a respeito do ódio, da inveja e dos problemas que teimam em continuar a existir?

3.18 – Uma sobriedade maior, graças o reconhecimento do alcoolismo e à assistência a algumas reuniões, é certamente uma boa coisa. Porém, fatalmente estará longe de ser uma sobriedade permanente, uma vida feliz e útil. O que poderá nos conduzir ao resultado desejado?

3.19 – Por que se diz que só é possível praticar os outros Passo do Programa quando Terceiro Passo tenha sido experimentado com determinação?

3.20 – Todos os Doze Passos requerem um esforço pessoal contínuo para se adaptar aos seus princípios e, assim se espera, à…

3.21 – Todo o nosso problema resultou do abuso da vontade. Havíamos tentado atacar nossos problemas com ela ao invés de modificá-la para que esteja de acordo com a vontade de Deus para conosco. Já havia pensado nisso?

3.22 – Cada vez que aparecer um momento de indecisão ou distúrbio emocional, podemos fazer uma pausa, pedir silêncio e dizer simplesmente…

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4 – PASSO 04

4.1 – Por que motivo a criação nos deu instintos?

4.2 – Qual a origem de nossa busca incessante por segurança, alimento abrigo e reprodução?

4.3 – Nossos desejos pela relação sexual, segurança material e emocional e pelo companheirismo são necessárias? São naturais?

4.4 – O que ocorre quando os instintos excedem suas funções naturais? Nos dão mais prazer ou insistem em dominar nossas vidas?

4.5 – Qual a origem da maioria dos problemas enfrentados pelo ser humano?

4.6 – Algum ser humano, por melhor que seja, se livra das dificuldades causadas pelos instintos deturpados?

4.7 – Em que consiste o Quarto Passo?

4.8 – Será preciso descobrir exatamente como, quando e onde nossos desejos naturais nos deformaram?

4.9 – Para que serve o conhecimento de nossas deformidades emocionais?

4.10 – A fé que realmente funciona na vida diária está ao alcance de quem não passou por um destemido e minucioso inventário moral?

4.11 – É possível fazer o inventário moral sem um esforço voluntário e persistente?

4.12 – É natural que um indivíduo ponha o desejo do sexo acima de tudo?

4.13 – Dedicar-se exclusivamente a amealhar dinheiro e bens materiais é um meio eficaz de se conseguir segurança financeira, ou pode nos conduzir à avareza e à reclusão?

4.14 – Buscar sempre proteção e orientação de pessoas mais fortes permite o crescimento e o desenvolvimento de alguém?

4.15 – O que pode resultar da busca desenfreada pelo domínio sobre outra pessoa?

4.16 – O que pode ocorrer quando uma pessoa impõe seus instintos , sem razão a outra pessoa?

4.17 – A colisão de instintos tanto pode causar um desajuste frio como uma colisão ardente. Porquê?

4.18 – O que pensa a respeito da afirmação: “mais do que ninguém os alcoólatras deveriam poder perceber que os instintos desenfreados representam a causa básica de suas bebedeiras destrutivas”?

4.19 – Temos nos embriagado para fugir ao sentimento de culpa causado por nossas paixões?

4.20 – Temos nos embriagado pela vangloria, para melhor desfrutar sonhos absurdos de ostentação e poder?

4.21 – Que dizer do texto a seguir? :”Não é agradável olhar esta perversão doentia da alma. Os instintos agitados impedem a investigação.”

4.22 – Se formos do tipo depressivo mergulhamos em sentimentos de culpa e auto-repugnância, obtendo deles um prazer doloroso e deformado. Concorda?

4.23 – Procurando a mórbida e melancólica autopunição estamos adotando uma postura verdadeiramente humilde ou apenas deixando o orgulho agir em sentido contrário?

4.24 – A idéia da necessidade de um inventário moral o ofende?

4.25 – Se considera uma vítima do álcool e que, tendo-o “eliminado” de sua vida todos os problemas e desvios comportamentais estão resolvidos?

4.26 – Seus defeitos de caráter, se é que eles existem, foram causados pelo consumo exagerado de álcool?

4.27 – Sempre fomos bastante agradáveis e sociáveis, exceto pelo excessivo consumo de álcool. Que necessidade há de se fazer um inventário moral, já que estamos sóbrios?

4.28 – Nossos problemas e ansiedades são causados pelo comportamento das outras pessoas. Essas pessoas é que realmente necessitam de um inventário. Não somos culpados. Será?

4.29 – Acha seu caso estranho, diferente e que seus defeitos são piores do que os dos outros A.A.s?

4.30 – Durante o inventário vamos nos defrontar apenas com defeitos?

4.31 – Concorda com que julgar não necessitar de inventário é uma atitude provocada pelo velho hábito da auto-justificação?

4.32 – Alguma vez lhe ocorreu que precisávamos corrigir a nós mesmos para que nos ajustássemos às circunstâncias, fossem quais fossem?

4.33 – Que podemos dizer a respeito do nosso orgulho, da nossa auto-piedade e de nosso sentimento de vingança?

4.34 – Quando estou alterado devo imediatamente identificar o culpado, ou procurar acalmar a alteração sem me importar com quem ou qual sua causa?

4.35 – Será que já adquiri humildade suficiente para eliminara a palavra “culpa” no que diz respeito aos outros?

4.36 – Existem dois seres humanos exatamente iguais? Meus problemas e meus desajustes poderão ser exatamente iguais aos de outra pessoa?

4.37 – Como devemos intitular nossos mais marcantes “defeitos de personalidade”? Violações de Princípios; Defeitos de Caráter, Imoralidades; Pecados? Ou…?

4.38 – Orgulho leva à auto-justificação?

4.39 – Medo é uma doença da alma em si…

4.40 – Posso falar sobre Avareza?

4.41 – Que dizer a respeito da Gula?

4.42 – Terei sentido Inveja?

4.43 – Como tratei minha Preguiça?

4.44 – E da Luxúria, consegui escapar?

4.45 – Comemos, bebemos e procuramos obter mais do que precisamos por medo de nunca ter o suficiente.

4.46 – Com apreensão, frente à perspectiva de trabalho, nos quedamos preguiçosos.

4.47 – Desperdiçamos nosso tempo, procrastinamos ou, na melhor das hipóteses, trabalhamos de má vontade.

4.48 – O Orgulho diz: “Você não precisa passar por aqui…” e o Medo responde: “Não te atrevas a olhar!”

4.49 – Por onde começo? Como devo fazer para levar a bom termo o inventário de mim mesmo?

4.50 – Quando, como e em que circunstâncias especiais minha procura egoísta da relação sexual causou prejuízos à outra pessoa?

4.51 – Estraguei meu matrimônio e prejudiquei meus filhos?

4.52 – Comprometi minha posição na comunidade?

4.53 – Queimava-me com um sentimento de culpa que nada conseguia extinguir?

4.54 – Absolvia-me com a insistência de que era o perseguido em vez do perseguidor?

4.55 – De que forma tenho reagido à frustração em assuntos sexuais?

4.56 – Quando contrariado tornava-me vingativo ou deprimido?

4.57 – Se houvesse rejeição ou frieza em casa, usava isso como desculpa para prevaricar?

4.58 – Além do meu problema de bebida, que defeitos de caráter contribuíram para minha instabilidade financeira?

4.59 – O medo o sentimento de inferioridade, em matéria de minha capacidade para exercer minhas funções, destruíram a minha confiança e me encheram de conflitos?

4.60 – Tentei encobrir sentimentos de insegurança e inferioridade fraudando, mentindo, evitando a responsabilidade ou queixando-me?

4.61 – Queixava-me de que os outros não reconheciam minhas habilidades verdadeiramente excepcionais?

4.62 – Possuía ambição tão inescrupulosa que traia ou minava meus colegas?

4.63 – Exagerava o meu valor e bancava o “manda-chuvas”?

4.64 – Era extravagante? Toma dinheiro emprestado descuidadamente?

4.65 – Era um “pão-duro”, recusando manter devidamente minha família?

4.66 – Estava disposto a ganhar dinheiro desonestamente?

4.67 – Que dizer do Jogo?

4.68 – A dona de casa alcoólatra pode trazer insegurança financeira à família?

4.69 – Preocupação, ira, auto-piedade e depressão são sintomas mais comuns de ….

4.70 – Nossos problemas de relacionamento pessoal nos parecem ter sido causados pelos outros?

4.71 – Algum caso sexual me causou depressão ou frustração?

4.72 – Analisando cada caso de relacionamento posso ver com imparcialidade onde, como e quando cometi erros?

4.73 – Minha preocupação foi aparentemente causada pelo comportamento dos outros. Por que me falta capacidade de aceitar as condições que não posso modificar?

4.74 – Sofremos muito com relações deturpadas com outras pessoas. Raramente reconhecemos nossa total incapacidade de manter uma verdadeira intimidade com outro ser humano. Correto?

4.75 – Se nos apoiamos demasiadamente nas pessoas, mais cedo ou mais tarde nos decepcionarão, pois também são seres humanos. Concorda?

4.76 – Que acha da sugestão de tentarmos nos concentrar em responder às perguntas que nos pareceram mais desagradáveis?

4.77 – Na superfície minha história não é tão ruim. Quem sabe não escondi os piores defeitos lá no fundo, por baixo da auto-justificação?

4.78 – Acha válido preparar um inventário meticuloso e escrito?

4.79 – Nunca nos contentamos em ser mais um entre os demais. Nosso egoísmo nos empurrava para o topo. Da verdadeira Fraternidade pouco conhecíamos. Concorda?

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5 – PASSO 05

5.1 – Todos os Doze Passos de A.A. nos pedem para atuar em sentido contrário aos nossos desejos naturais…Porquê?

5.2 – Por que poucos passos são mais duros de aceitar que o Quinto?

5.3 – Podemos viver sozinhos com os problemas e que os defeitos de caráter causam e agravam?

5.4 – De que forma o quinto Passo nos auxilia a viver conviver com essas
experiências e fatos de nosso passado realçados pelo “holofote” do Quarto Passo ?

5.5 – Nosso medo e relutância fazem com que procuremos “uma maneira mais fácil”. Quais os perigos dessa atitude?

5.6 – Tentara “carrega o peso” sozinho pode causar instabilidade, ansiedade, depressão e remorso. Como obter alívio?

5.7 – Admitir os próprios pecados a outro é alguma novidade inventada pelo A.A. ?

5.8 – Só as religiões acreditam na eficácia da confissão das próprias falhas?

5.9 – Basta discernir e conhecer as falhas da própria personalidade, ou é imperativo discuti-las?

5.10 – Acha que grande parte dos A.As. teriam conseguido manter sua sobriedade sem a corajosa admissão de seus defeitos perante outro ser humano?

5.11 – Acha que pode levar para a sepultura as lembranças aflitivas e humilhantes?

5.12 – Por que o Quinto Passo nos livra das sensações de isolamento?

5.13 – …”Era como se fôssemos atores num palco, subitamente reconhecendo que não sabíamos uma só linha do nosso papel. Eis uma das razões pela qual amávamos o álcool. Ele nos permitia desempenhar nosso papel a qualquer tempo.”…

5.14 – Quando chegamos ao A.A. nos encontramos entre pessoas que pareciam nos entender, a sensação de “fazer parte” de alguma coisa era emocionante. Achávamos que problema do isolamento havia terminado. Porém logo descobrimos…

5.15 – Acredita que a prática desse passo nos fortalece a esperança de possamos vir a ser perdoados? Por quê?

5.16 – …Foi somente quando demos o Quinto Passo com resolução que “soubemos”, em nosso íntimo , que poderíamos aceitar o perdão e perdoar também.

5.17 – Confiar nossos defeitos a outro ser humano nos ajuda a caminhar no sentido da humildade?

5.18 – O que significa humildade?

5.19 – Pode-se corrigir um defeito sem antes ver claramente o que ele é? Basta ver?

5.20 – Mesmo desejando muito, acha possível livrar-se dos defeitos sozinho?

5.21 – Auto-engano nos causou uma série de problemas. Como poderemos nos assegurar de não persistir no auto-engano?

5.22 – Como se certificar de que o inventário do Quarto Passo foi completo?

5.23 – Ainda perturbados pelo medo, pela auto-piedade, ou outros sentimentos feridos, temos condições de nos avaliar com justiça e equilíbrio?

5.24 – Por quê Deus, na forma em que O concebemos, não pode nos contar diretamente onde estamos errados?

5.25 – Por quê não podemos fazer a admissão direta e somente a Ele?

5.26 – Por quê é necessária a interferência de uma terceira pessoa neste assunto de Quinto Passo?

5.27 – Enfrentar “Deus” parece ser tão embaraçoso quanto enfrentar outro ser humano?

5.28 – Tratando-se de assuntos espirituais, andar sozinho é perigoso. Concorda? Por quê?

5.29 – Por quê, embora possam conter falhas, os comentários de outra pessoa podem nos atender melhor do que uma suposta “orientação direta de Deus”?

5.30 – Como descobrir a pessoa na qual confiar?

5.31 – A pessoa que nos auxilia no Quinto Passo tem que ser nosso padrinho em A.A.?

5.32 – Se seu relacionamento com seu padrinho só permite que você revele parte de sua história, como agir?

5.33 – A pessoa que nos auxilia no Quinto Passo pode estar inteiramente desligada do A.A.?

5.34 – Quais, na sua opinião, as qualidades ou condições que devemos buscar na pessoa que nos auxiliará na prática do Quinto Passo?

5.35 – Você já praticou o Quinto Passo? Qual foi a sensação? Quais foram os resultados?

5.36 – Como abordar a pessoa que nos auxiliará na prática do Quinto Passo?

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6 – PASSO 06

6.1 – Por quê este é o passo que separa os adultos dos adolescentes?

6.2 – Deus pode remover nossos defeitos de caráter?

6.3 – Por que não conseguimos nos libertar de qualquer outro problema ou defeito da mesma forma que conseguimos nos libertar da obsessão pelo álcool?

6.4 – A maioria das nossas dificuldades pode ser comparada à nossa obsessão pelo álcool?

6.5 – Acredita que Deus deseja que eliminemos nossos impulsos naturais?

6.6 – Qual a medida de nossos defeitos de caráter?

6.7 – Se pedirmos, Deus perdoará nossas negligências?

6.8 – Podemos nos tornar “brancos como a neve”?

6.9 – O que Deus espera de nós com respeito ao progresso na edificação do caráter?

6.10 – Qual a melhor atitude possível de se tomar para iniciar o processo de edificação do caráter?

6.11 – Podemos esperar que “todos” os defeitos sejam eliminados?

6.12 – Qual o significado da expressão “prontificamo-nos inteiramente”?

6.13 – Não! Ainda não posso renunciar a isto! Ou: A isto jamais renunciarei?

6.14 – Podemos nos congratular por escapar dos extremos, por termos nos livrado dos empecilhos mais salientes?

6.15 – Se livrar dos maiores empecilhos requer, ou requereu, muito esforço espiritual?

6.16 – Se livrar dos maiores empecilhos não pode ter sido motivado por interesse próprio.

6.17 – Em que pé estamos quando encaramos os aspectos menos violentos das imperfeições?

6.18 – É possível que até nos regozijemos com alguns de nossos defeitos?

6.19 – Somos capazes de nos sentir “um pouco superiores” aos outros?

6.20 – Falar de amor da boca pra fora pode ser encarado como uma tentativa de esconder a lascívia num canto escuro da mente?

6.21 – Confundimos avareza com ambição?

6.22 – Somos capazes de disfarçar nossas fantasias sexuais em sonhos românticos?

6.23 – Será que podemos sentir prazer em ser aborrecido por outra pessoa, só para ter a sensação de nos sentirmos um pouquinho superior a ela?

6.24 – Será a “fofoca” uma “forma gentil de homicídio pela morte do caráter”?

6.25 – Quando criticamos, estamos tentando ajudar ou tentando proclamar nossa própria retidão?

6.26 – Podemos esconder a gula atrás do “prazer de desfrutar um certo conforto”?

6.27 – Consumimos tempo desejando o que não temos, em vez de trabalhar para consegui-lo?

6.28 – Vivemos procurando qualidades inexistentes em nós em vez de nos ajustarmos e aceitar o fato com dignidade?

6.29 – Trabalho mais que o necessário para estar seguro, ou para desfrutar mais tarde da preguiça, só que chamando-a de “aposentadoria”?

6.30 – Será que temos talento especial para a preguiça?

6.31 – Admito que gostaria de ficar com alguns de meus defeitos mais brandos?

6.32 – Poucos parecem estar prontos, rápida e facilmente, para seguir rumo à perfeição espiritual. Por quê?

6.33 – A diferença que existe entre o “adulto e o adolescente” é igual à que existe entre a luta por um objetivo de nossa escolha e a meta perfeita que é Deus. Concorda? Por quê?
6.34 – Como é possível aceitar tudo em que implica o Sexto Passo?

6.35 – No que diz respeito ao Sexto Passo, a única coisa urgente é que comecemos e seguimos tentando…

6.36 – Precisamos fazer uma nova tentativa no sentido de limpar a mente dos preconceitos?

6.37 – Precisamos erguer nossos olhos em direção à perfeição e estar prontos para caminhar nessa direção?

6.38 – Importa a velocidade com que andamos?

6.39 – Visto que a velocidade raramente importa, posso adiar indefinidamente o tratamento de alguns dos meus problemas?

6.40 – O que ocorre se penso: Não, nunca!?

6.41 – “A demora pode ser perigosa e a rebelião pode ser fatal.”

6.42 – Quando abandonamos nossos “curtos objetivos”, avançamos em direção…

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7 – PASSO 07

7.1 – De que trata especificamente este Passo?

7.2 – O que é humildade?

7.3 – O que significa para nós a prática da humildade?

7.4 – Qual é o princípio fundamental de cada um dos Doze Passos?

7.5 – Algum alcoólatra poderá permanecer sóbrio sem um certo grau de humildade?

7.6 – Sem humildade conseguimos “convocar” a fé necessária para enfrentar contratempos e emergências?

7.7 – Qual o maior empecilho à prática cotidiana da humildade?

7.8 – Acredita que o desenvolvimento científico – fruto da inteligência do homem – capaz de nos proporcionar acesso a um número cada vez maior de bens materiais e de garantir a satisfação das necessidades básicas de todos, será capaz sozinha de eliminar a discórdia entre os homens?

7.9 – Satisfazer nossos desejos básicos é o objetivo principal da vida?

7.10 – …Há milhares de anos vimos querendo aumentar nossa parcela de segurança, prestígio e romance. Quando parecíamos estar obtendo êxito, bebíamos para viver sonhos maiores ainda…

7.11 – … Nunca havia o suficiente daquilo que julgávamos querer.
7.12 – Em todos os nossos empenhos, muitos dos quais bem intencionados, ficamos paralisados pela nossa falta de humildade…

7.13 – O que deve vir primeiro: as satisfações materiais ou o aperfeiçoamento do caráter e dos valores espirituais?

7.14 – Confundir a satisfação de nossos desejos materiais com nosso objetivo de vida não será confundir os meios com os fins?

7.15 – Desejo(ei) um “bom caráter” apenas com objetivo de estar satisfeito comigo mesmo?

7.16 – Ostento(ei) adequadamente honestidade e moralidade para ter uma melhor oportunidade de obter o que realmente desejo?

7.17 – Tendo que escolher entre o caráter e o conforto…

7.18 – Alguma vez me ocorreu fazer da honestidade, da tolerância, do amor ao próximo e a Deus, a base do meu ser cotidiano?

7.19 – Podemos viver exclusivamente pela nossa força e inteligência?

7.20 – É possível que crenças religiosas sinceras se tornem estéreis? Quando?

7.21 – Pondo a autoconfiança em primeiro lugar, depositamos fé autêntica no Poder Superior?

7.22 – Qual o ingrediente básico de toda humildade?

7.23 – O desejo de solicitar e fazer a vontade de Deus pode ser considerado indício de humildade?

7.24 – Mudar meus pontos de vista ainda é um processo doloroso?

7.25 – Humildade significa uma condição de desespero rastejante?

7.26 – Podemos vislumbrar o verdadeiro significado da humildade sem passar por derrotas, humilhações e esmagamento de nossa auto-suficiência?

7.27 – Para nós alcoólicos, o que representa a humilde admissão de impotência perante o álcool?

7.28 – “A humildade é o largo caminho que leva à verdadeira liberdade do espírito humano”. Concorda?

7.29 – Podemos nos dispor rapidamente a trabalhar para conquistar a humildade como algo desejável em si?

7.30 – Uma vida inteira engrenada no egocentrismo pode ser posta em contramarcha de uma vez?

7.31 – Com persistência nos apegamos a defeitos prejudiciais dos quais gostamos. De que modo podemos tomar a decisão e enchermo-nos de disposição para nos livrar de compulsões e desejos tão irresistíveis?

7.32 – …Nesta etapa de nosso progresso estamos fortemente pressionados e coagidos a fazer o certo. Somos obrigados a escolher entre os sacrifícios da tentativa e as penalidades inapeláveis de não tentar…

7.33 – …Quando tivermos olhado alguns desses defeitos de frente, discutido com outra pessoa, e estejamos dispostos a tê-los removidos, nossa maneira de pensar a respeito da humildade começa a ter um sentido mais amplo…

7.34 – A prática da humildade resulta em paz de espírito?

7.35 – Anteriormente humildade representava humilhação forçada, agora começa a significar o ingrediente nutritivo que nos pode trazer a serenidade…

7.36 – Uma melhor percepção da humildade pode revolucionar nossa maneira de ver?

7.37 – Nunca quisemos lidar com o fato concreto de sofrer. A fuga através da garrafa sempre foi nossa solução.

7.38 – ..Por todo o lado percebemos o fracasso e a miséria transformados, pela humildade, em valores inestimáveis…Em todos os casos o sofrimento havia sido o preço do ingresso para uma nova vida. Porém este ingresso havia comprado mais…

7.39 – Concorda com a afirmação a seguir?: “Durante este processo de aprendizado da humildade, o resultado mais profundo de todos foi a mudança em nossa atitude sobre Deus. E isto independente de havermos sido crentes ou descrentes.”

7.40 – A noção de que seguiríamos vivendo a nossa própria vida, com uma ajudazinha de Deus de vez em quando, começou a se desvanecer.. Muitos de nós que nos havíamos considerado religiosos despertamos para as limitações desta atitude. Quais?

7.41 – Concorda em que não é necessário que cheguemos à humildade sempre por cacetada e pancada; que é possível atingi-la buscando-a voluntariamente?

7.42 – Já meditou sobre quais são seus objetivos mais profundos?

7.43 – O principal estimulante para nossos defeitos tem sido o medo egocêntrico – especialmente o medo de perder algo que já possuímos ou de não ganhar algo que desejamos.

7.44 – Estará o Sétimo Passo nos dizendo que deveríamos estar dispostos a tentar a humildade na procura da remoção das nossas falhas, da mesma forma que fizemos quando admitimos que éramos impotentes perante o álcool?

7.45 – Podemos ter esperança de obter a graça de ver nossos problemas removidos da mesma forma pela qual o foi nossa obsessão fatal?

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8 – PASSO 08

8.1 – Com o que se preocupa o Oitavo Passo?

8.2 – Com o novo conhecimento obtido sobre nós, através da prática dos passos anteriores, o que podemos fazer em relação às pessoas que conhecemos?

8.3 – É tarefa fácil desenvolver e melhorar as relações com todas as pessoas que conhecemos? Podemos concluí-la?

8.4 – Por quê, aprender a viver em paz, sociedade e fraternidade com qualquer homem ou mulher é uma aventura comovente e fascinante?

8.5 – O esforço para descobrir como e quantas pessoas foram feridas pode ser considerado insignificante e ridículo?

8.6 – Qual o primeiro e mais difícil obstáculo de se sobrepujar na prática do Oitavo Passo?

8.7 – Ao relacionar as ofensas que dirigimos a outra pessoa, devemos considerar as afrontas que ela nos fez?

8.8 – Emoções doentias são exclusividade de alcoólatras?

8.9 – Abusamos da paciência de nossos amigos a ponto de esgotá-los? Provocamos reações ainda mais adversas naquele que, desde o início, não gostavam de nós?

8.10 – Estamos a ponto de pedir perdão para nós mesmos. Por que não começar por perdoar a todos?

8.11 – Que dizer da perspectiva de visitar ou mesmo escrever às pessoas prejudicadas?

8.12 – Que dizer dos prejudicados que eventualmente ainda não saibam que o foram?

8.13 – Posso afirmar que não prejudiquei ninguém além de mim?

8.14 – Eu pagava as contas e não bebia em casa. Será que prejudiquei minha família?

8.15 – Meus sócios e/ou meus empregadores não foram prejudicados porque nunca faltei ao meu trabalho Verdade?

8.16 – Poucos sabiam das minhas bebedeiras, portanto minha reputação não chegou a ser abalada. Será?

8.17 – Não fiz nada que não pudesse ou não possa ser reparado com uma desculpa banal…

8.18 – Por que, mesmo nos casos em que não haja reparação possível e em que os danos causados foram realmente pequenos, é importante o exame acurado, real e exaustivo?

8.19 – Os conflitos emocionais esquecidos podem ser considerados resolvidos?

8.20 – Além do objetivo de fazer reparações aos outros, que nos oferece a mais o exame de nossas relações pessoais?

8.21 – A reflexão calma e ponderada sobre nossas relações pessoais pode aprofundar nosso conhecimento?

8.22 – Que significa prejudicar outra pessoa?

8.23 – Que tipo de danos podemos causar a outra pessoa?

8.24 – Fomos (ou somos) irritáveis, críticos, impacientes ou mal-humorados?

8.25 – Damos mais atenção a um membro da família do que a outros?

8.26 – Tentamos dominar a família inteira?

8.27 – Sou (fui) depressivo, cheio de auto-piedade e arrasto (arrastava) os outros comigo?

8.28 – O que é o “começo do fim” de nosso isolamento de nossos semelhantes e de Deus?

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9 – PASSO 09

9.1 – Que qualidades precisamos ter quando praticamos o Nono Passo?

9.2 – Quais os pré-requisitos para a prática do Nono Passo?

9.3 – Quais as categorias em que podemos classificar as reparações necessárias?

9.4 – Para a maioria de nós, quando se inicia o processo das reparações?

9.5 – Como se deve agir na primeira sessão de reparações com a família?

9.6 – Qual(is) o(s) risco(s) de revelarmos inteiramente os piores aspectos dos danos causados prematuramente?

9.7 – Explicar à pessoa envolvida o que é o A.A. e o que estamos tentando fazer pode nos auxiliar na tarefa?

9.8 – Como acha que é (foi ou será) a reação da maioria das pessoas em relação à nossa atitude de procurar fazer reparações aos danos causados?

9.9 – Por que devemos cuidar para que as eventuais aprovações ou elogios não nos desequilibrem?

9.10 – Que reação poderá nos causar uma recepção fria ou céptica, por parte de uma pessoa prejudicada, à nossa tentativa de reparação?

9.11 – Como se prevenir para que reações extremadas, por parte das pessoas prejudicadas, não nos desviem de nosso objetivo?
9.12 – O alívio causado por uma primeira experiência de reparação bem sucedida nos permite dar nossa tarefa como concluída?

9.13 – Podemos evitar os encontros mais humilhantes e temidos?

9.14 – Quando procrastinamos as reparações, alegando que ainda não é chegada a hora, não estaremos confundindo prudência com evasão?

9.15 – Quando poderemos falar com total franqueza e sem medo àqueles que foram afetados?

9.16 – Qual o único caso ou razão em que a reparação ou revelação por inteiro deva ser evitada?

9.17 – Se a oportunidade para a revelação não se apresentar, como devemos fazer?

9.18 – Tornar mais pesada a cruz dos outros alivia nossa carga?

9.19 – Posso (ou devo) colocar em risco a estabilidade de meu matrimônio, ou de outrem, por uma reparação?

9.20 – Confessamos imediatamente nossas irregularidades passadas perante a firma, na quase certeza de que isto os obrigará a nos demitir e nos tornar praticamente não empregáveis?

9.21 – Seremos tão rigidamente corretos, ao fazer nossos reparos, que não nos importe as conseqüências para nossa família e nosso lar?

9.22 – Sejam simples, complexas ou insólitas as condições para promovermos as reparações, elas sempre nos exigirão…

9.23 – O que constitui o espírito do Nono Passo?

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10 – PASSO 10

10.1 – Quando começamos a nos submeter à maneira de viver de A.A., dia após dia?

10.2 – Podemos permanecer sóbrios, mantendo nosso equilíbrio emocional e viver utilmente sob quaisquer condições?

10.3 – Podemos (ou devemos) considerar a análise contínua de nossas falhas e o firme propósito de crescer por esta forma como um de nossas necessidades imperativas?

10.4 – A prática da auto-análise e da crítica impiedosa é adotada exclusivamente por alcoólicos em recuperação?

10.5 – Sabia que os sábios sempre souberam que alguém só consegue fazer alguma coisa de sua vida depois que o exame de si mesmo venha a se tornar um hábito regular, admita e aceite o que encontra e , então tente corrigir o que lhe pareça errado com paciência e perseverança?

10.6 – Que tipo de ressaca todos experimentamos, bebendo ou não?
10.7 – O que provoca (estimula etc.) a ressaca emocional?

10.8 – Precisamos perambular morbidamente pelo passado para nos livramos da ressaca emocional?

10.9 – Qual o remédio mais eficaz para eliminação da ressaca emocional?

10.10 – Quais os tipos de inventário pessoal existentes?

10.11 – Os inventários pessoais são meros consumidores de tempo?

10.12 – Por quê o inventário nos é difícil?

10.13 – O que é inventário relâmpago? Em que situação ou ambiente ele funciona?

10.14 – Toda vez que estamos perturbados, seja qual for a causa, alguma coisa em nós está errada. Concordas? Por quê? Existem exceções?

10.15 – Que dizer do “rancor justificável”?

10.16 – Temos razões para nos zangarmos com os hipócritas e farisaicos?

10.17 – Se alguém nos enganar, temos o direito de ficar magoados?

10.18 – Éramos (ou somos) capazes de distinguir se uma reação rancorosa era (ou é) justificável ou não?

10.19 – A ira é o luxo a que podem se dar as pessoas mais equilibradas. Concorda

10.20 – O que é uma “bebedeira seca”?

10.21 – Como reagimos ao ciúme, à inveja, à auto-piedade ou ao orgulho ferido?

10.22 – O que é e como se aplica o inventário de fim de jornada?

10.23 – O inventário rápido objetiva nossas oscilações de todas as horas, sobretudo as provocadas por pessoas ou acontecimentos novos que nos levam ao desequilíbrio e ao cometimento de erros. Como ele nos ajuda?

10.24 – Há motivos para desânimo quando perseveramos nos erros anteriores?

10.25 – Na prática do Décimo Passo, qual deve ser o nosso primeiro alvo?

10.26 – O que ocorre quando falamos ou agimos precipitadamente?

10.27 – São apenas os problemas inesperados e desagradáveis que requerem autodomínio?

10.28 – …cegos pelo orgulho da autoconfiança, éramos capazes de bancar pessoas “cheias de si”, fazendo, logicamente, com que os outros, enjoados ou feridos, se afastassem de nós. O que nos faltava?

10.29 – Como segurança contra a mania de grandeza, podemos, com freqüência, nos deter sob a lembrança de que estamos sóbrios hoje,…

10.30 – Finalmente começamos a perceber que todas as pessoas, nós inclusive, estão, mais ou menos, emocionalmente doentes e freqüentemente erradas, então…

10.31 – Faz sentido ficarmos zangados ou ofendidos com pessoas que, como nós, estão sofrendo dos males do ou desajustes peculiares ao crescimento?

10.32 – Posso afirmara categoricamente que amo todas as outras pessoas?

10.33 – Podemos nos agüentar por muito tempo se mantivermos o ódio arraigado em nosso interior?

10.34 – Como podemos tratar a idéia de que podemos amara possessivamente a alguns, ignorar muitos e continuar a temer ou odiara quem quer que seja?

10.35 – Cada vez que desapontamos alguém (quer o odiemos, o ignoremos ou o amemos) cabe a nós…

10.36 – Quais as chaves da porta da harmonia entre nós e as outras pessoas?

10.37 – Hoje estou fazendo aos outros o que gostaria que fizessem comigo?

10.38 – O Resultado do inventário diário é sempre negativo?

10.39 – O que é necessário para ver as boas intenções, os pensamentos puros e as obras meritórias que estão presentes em nossas mentes?

10.40 – Nós A.A.s, estamos convencidos de que antes da sobriedade vem, obrigatoriamente o sofrimento resultante da bebida, assim como, antes da serenidade vem…

10.41 – Quando revisamos a coluna de débitos de nosso inventário diário, devemos examinar cuidadosamente a motivação de nossos pensamentos e atos que nos pareceram errados. Na maioria das vezes será difícil distinguir e entender nossos motivos?

10.42 – Que fazer quando agimos de acordo com o orgulho, irritação, ciúme, angústia ou medo?

10.43 – Haverá casos em que a identificação das motivações de nossas falhas exigirá investigação mais minuciosa? O que, geralmente, dificulta nossa análise?

10.44 – O que constitui a essência da edificação do caráter e da vida reta?

10.45 – Quais deverão ser objetos de nossa procura, nossos valores permanentes?

10.46 – Devemos excluir as coisas bem feitas de nosso inventário?

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11 – PASSO 11

11.1 – Quais nossos meios principais de contato consciente com Deus?

11.2 – É de se estranhar que, com freqüência, façamos pouco caso da meditação e da oração séria como sendo coisas de real necessidade?

11.3 – A idéia de genuflexão perante qualquer Deus ainda desperta em seu interior alguma revolta?

11.4 – Os acidentes, as doenças, a crueldade, as injustiças, a pobreza, não desacreditam a justiça divina?

11.5 – Sinto-me retraído ante a meditação e a oração?

11.6 – …”os chacoteadores da oração são, quase sempre, aqueles que não a experimentaram devidamente”. Você já a experimentou?

11.7 – Para nosso “espírito” a oração representa o mesmo que para o nosso corpo representa …

11.8 – A prática da auto-análise, da oração e da meditação usada separadamente pode trazer alívio e benefício. Como transformá-las numa base inabalável para toda a vida?

11.9 – Pelo exame de nossos pensamentos e sentimentos conseguimos que a ação e a graça divina venham a influir no lado escuro e negativo de nosso ser. Isto é suficiente?

11.10 – …desejamos a luz solar; pouco se pode crescer na escuridão. A meditação é um passo em direção ao sol. De que forma meditar?

11.11 – Meditação e oração são novidades? São invenções de A.A?

11.12 – Ó Senhor!
Faze de mim um instrumento da Tua paz;
Onde há ódio, faze que eu leve o amor
Onde há ofensa; que eu leve o perdão;

11.13 – Ó Senhor!
Faze de mim um instrumento da Tua paz;
Onde há discórdia, que eu leve a união;
Onde há dúvidas, que eu leve a fé;
11.14 – Ó Senhor!
Faze de mim um instrumento da Tua paz;
Onde há erros, que eu leve a verdade;
Onde há desespero, que eu leve a esperança;
11.15 – Ó Senhor!
Faze de mim um instrumento da Tua paz;
Onde há tristeza, que eu leve a alegria;
Onde há trevas, que eu leve a luz;
11.16 – Ó Mestre. Faze que eu procure menos
Ser consolado do que consolar,
Ser compreendido do que compreender,
Ser amado do que amar…
11.17 – Porquanto:
É dando; que se recebe;
É perdoando, que se é perdoado;
É morrendo, que se vive para a Vida Eterna

11.18 – Na meditação há lugar para o debate?

11.19 – Descansando sossegada mente com os pensamentos de quem sabe mais do que nós podemos…

11.20 – Lembra-se quanto valor dávamos à imaginação, que buscava, através das garrafas, alguma realidade?

11.21 – Não é verdade que, embora sóbrios, ainda tentamos algumas vezes buscara a realidade usando a imaginação?

11.22 – Nosso problema reside no uso da imaginação?

11.24 – Pode-se construir ou executar algo sem antes planejar?

11.23 – Como a meditação nos auxilia em relação ao nosso objetivo espiritual?

11.24 – A meditação pode ser aprendida, desenvolvida? Como?

11.25 – Um dos primeiros frutos da prática da meditação é…

11.26 – A oração é a elevação do coração e da mente para Deus e, neste sentido, abrange a meditação? Concorda? Por quê?

11.27 – Como se deve orar?

11.28 – Como se relaciona a oração com a meditação?

11.29 – Qual o estilo mais comum de oração?

11.30 – Qual a extensão completa de nossas necessidades quando encaminhamos a Deus, via oração, um pedido?

11.31 – Devemos pedir (através da oração) soluções específicas e imediatas para determinados casos?

11.32 – Devemos solicitar (através da oração) ajuda para pessoas que julgamos precisarem ser ajudadas?

11.33 – No decorrer do dia, podemos quando tivermos de enfrentar situações delicadas e tomar decisões, parar um momento e renovar o mais simples dos pedidos…

11.34 – Uma ligação interrompida, num momento de tensão, pelo rancor, pelo medo, pela frustração ou pelo desentendimento, poderá ser restabelecida pela repetição…

11.35 – Por quê não podemos submeter diretamente a Deus uma perturbadora e individualizada questão?

11.36 – Constatamos que, na realidade, somos aquinhoados com benéfica orientação para nossas vidas em, mais ou menos, a mesma proporção em que deixamos de insistir perante Deus para que nos atenda conforme a encomenda e segundo nosso modelo. Concorda?

11.37 – …nas épocas de sofrimento e de dor, quando a mão de Deus parecia ser pesada e até injusta, foram aprendidas as melhores lições sobre a vida…

11.38 – …A partir do momento em que percebemos, mesmo que seja num pequeno vislumbre da vontade de Deus, e comecemos a ver a verdade, a justiça e o amor como valores reais e eternos, não mais nos impressionaremos com toda a aparência do contrário, cercando assuntos relacionados com o homem…

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12 – PASSO 12

12.1 – Qual o tema do Décimo – Segundo Passo? Qual sua palavra chave?

12.2 – Para que praticar diariamente todos os Doze Passos?

12.3 – Consigo ver o conjunto do Décimo Segundo Passo e todas as suas implicações?

12.4 – O que entende por “despertar espiritual”?

12.5 – A vida é um beco sem saída, algo para ser suportado ou dominado?

12.6 – Tornou-se capaz de possuir um grau de honestidade, tolerância, desinteresse, paz de espírito e amor nunca antes alcançados?

12.7 – Qual o meio que A.A. dispõe para preparar nosso despertar espiritual?

12.8 – Primeiro Passo

12.9 – Segundo Passo

12.10 – Terceiro Passo

12.11 – Quarto Passo

12.12 – Quinto Passo

12.13 – Sexto Passo

12.14 – Sétimo Passo
12.15 – Oitavo Passo

12.16 – Nono Passo

12.17 – Décimo Passo

12.18 – Décimo Primeiro Passo

12.19 – Até o último dos recém-chegados logo descobre recompensas nunca sonhadas quando procura ajudar seu irmão alcoólatra, aquele que ainda está mais cego do que ele. Isto de fato é…

12.20 – …nenhuma satisfação é mais profunda e nenhuma felicidade é mais intensa e duradoura do que um Décimo Segundo Passo bem executado. Que acha?

12.21 – O trabalho do Décimo Segundo Passo se resume em levar a mensagem, fazer a abordagem?

12.22 – Aqueles que não têm o dom da palavra, facilidade de comunicação, também colaboram com o trabalho do Décimo Segundo Passo? Como?

12.23 – Todos os trabalhos do Décimo Segundo Passo resultam (ou devem resultar) em sobriedade para a pessoa abordada? Devemos nos decepcionar?

12.24 – Muito sucesso, pelo menos aparente, nos trabalhos do Décimo Segundo Passo, significa que somos infalíveis e fontes seguras de consulta para todos os outros assuntos?

12.25 – Que dizer da prática desses princípios em todas as nossas atividades?

12.26 – Temos condições para amar a vida, em todos os seus aspectos, com tanto entusiasmo quanto amamos aquela pequena parcela que descobrimos quando tentamos ajudar a outros alcoólatras a alcançar a sobriedade?

12.27 – Somos capazes de tratar nossos familiares, já bastante perturbados com o mesmo espírito de amor e tolerância com que tratamos nossos companheiros do grupo de A.A.?

12.28 – As pessoas de nossa família, que foram envolvidas e até marcadas pela nossa doença, merecem de nós o mesmo grau de confiança e de fé que depositamos em nossos padrinhos?

12.29 – Podemos fazer com que o espírito do A.A. esteja presente em nossas atividades diárias?

12.30 – Estamos prontos para arcar com as novas e reconhecidas responsabilidades que nos cercam?

12.31 – Podemos levar para religião de nossa escolha, novo propósito e devoção?

12.32 – Será que podemos encontrar uma nova alegria tentando dar um jeito nas coisas desarranjadas?

12.33 – Que espécie de acordo podemos fazer coma derrota ou êxito aparentes? Vemos possibilidade de nos acomodar a ambos sem desespero ou orgulho?
12.34 – Chegamos a aceitar a pobreza, a doença, a solidão e a consternação com coragem e serenidade?

12.35 – …vemos a monotonia, a dor e até a desgraça transformadas por aquelas que…

12.36 – Todos sempre conseguem alcançar os objetivos do Décimo Segundo Passo de forma consistente?

12.37 – É necessário ingerir o primeiro gole para que, muitas vezes, nos afastemos em maior ou menor distância da faixa de normalidade?

12.38 – Onde começam nossos problemas na prática do Décimo Segundo Passo?

12.39 – Parei de beber, as coisas vão bem em casa e no trabalho, para que me preocupar com todos os Doze Passos? Bastam-me o Primeiro e a parte do Décimo Segundo que trata de levar a mensagem. Correto?

12.40 – O que pode ocorrer se nos deixamos levar pela “dança dos dois passos”?

12.41 – Será que nós alcoólatras podemos encontrar em A.A. os meios com os quais enfrentar infortúnios que nos afligem?

12.42 – Temos agora condições para lidar com os problemas com a mesma decisão e habilidade com que fazem nossos amigos não-alcoólatras?

12.43 – Sabemos transformar as desventuras em algo alvissareiro, fonte de desenvolvimento e conforto para nós mesmos e aqueles que nos rodeiam?

12.44 – A graça Divina pode nos sustentar e fortalecer em qualquer situação, mesmo a mais catastrófica?

12.45 – Nossos problemas básicos são diferentes dos das outras pessoas?

12.46 – De onde provêm os maiores desafios à nossa capacidade de sobrepujar os reveses?

12.47 – Onde encontrar a resposta para a dificuldade em desenvolver nossa capacidade para superar os reveses?

12.48 – Que fazer com nossas velhas atitudes diante de nossos instintos?

12.49 – A satisfação de nossos desejos pode ser o objeto exclusivo, a finalidade única da vida?

12.50 – Se pusermos os instintos em primeiro lugar estaremos…

12.51 – Se nos dispusermos a elevar ao primeiro plano nosso crescimento espiritual, teremos…

12.52 – Embora não tivéssemos consciência disso…havíamos assumido o papel de Deus e dominado as pessoas que nos rodeavam, ou insistido abusivamente em depender delas…

12.53 – Por que, quase sempre, as pessoas que mais amávamos eram levadas a nos repelir ou abandonar por completo?

12.54 – Tornou-se evidente que, se pretendíamos algum dia nos sentir emocionalmente seguros entre pessoas adultas, teríamos que colocar nossas vidas no mesmo plano delas…Concorda?

12.55 – Qual a melhor fonte de estabilidade emocional?

12.56 – O que funciona quando tudo o mais fracassa?

12.57 – Que atitude pode nos trazer forca e paz interiores inabaláveis pelas falhas dos outros ou por qualquer infortúnio não causado por nós?

12.58 – Como ter uma vida conjugal cada vez mais sólida e feliz?

12.59 – Que anomalias ou distorções podem ser introduzidas nas relações conjugais pelo alcoolismo?

12.60 – É possível que um cônjuge se sinta decepcionado ou ressentido pelo ingresso do outro em A.A.? Por quê?

12.61 – O cônjuge em A.A. deve insistir para que o outro também pratique o programa de recuperação?

12.62 – As aventuras sentimentais são para aqueles que praticam o programa de recuperação dos Doze Passos?

12.63 – Qual o resultado dos casamentos entre A.As.?

12.64 – Podem surgir complicações no relacionamento entre casais de A.As? Quais? Como evitá-las?

12.65 – Pode o A.A. oferecer ao solitário, àquele que por múltiplas razões não pode constituir família, um ambiente de bem estar válido e duradouro? Como?

12.66 – Já fui esbanjador? E hoje?

12.67 – Ainda tenho tempo para reconstruir meu destino?

12.68 – Transformei-me num usurário, num avarento?

12.69 – Em matéria de dinheiro só confiávamos em nós mesmos. Na verdade isto significa…

12.70 – Emprego significa apenas um meio para se obter dinheiro?

12.71 – Nossa independência financeira é mais importante do que uma dependência total de Deus?

12.72 – Quando, pela graça Divina, chegamos a aceitar nosso destino, compreendemos que podíamos, intimamente, viver em paz e mostrar aos que ainda sofriam do mesmo medo, que eles também poderiam superá-lo.
12.73 – Demos como certo que a libertação do medo era mais importante do que a penúria.

12.74 – Problemas ligados à importância pessoal, ao poder, à liderança eram recifes contra os quais muitos de nós bateram e naufragaram durante nossa trajetória como bêbados.

12.75 – A verdadeira felicidade está em ser o número um?

12.76 – Continuo ambicioso, mas não absurdamente, porque agora posso ver e aceitar …

12.77 – Estou disposto a aceitar minha verdadeira dimensão?

12.78 – A maioria dos alcoólatras é infantil, emocionalmente sensível e cheia de mania de grandeza. Concorda?

12.79 – …Assim, o orgulho enganoso tornou-se a outro lado da ruinosa moeda marcada “medo”.

12.80 – Com alguns êxitos esporádicos, alardeávamos as façanhas que seriam realizadas futuramente. Já coma derrota…

12.81 – …A liderança autêntica é aquela que tem por base o exemplo construtivo e não as efêmeras exibições de poder e glória…

12.82 – Estávamos enganados com a verdadeira ambição. Ela é o profundo e sadio desejo de viver uma vida útil e caminhar humildemente, por…

12.83 – Tantos problemas significam que o A.A. consiste fundamentalmente num dilema torturante e no esforço para eliminá-los?

12.84 – Por quê falamos tanto em problemas?

12.85 – É somente aceitando e resolvendo nossos problemas que podemos restabelecer a ordem em nosso interior..

12.86 – A compreensão é a chave que abre a porta dos princípios e atitudes certas, e a ação correta é a chave do bem viver.

12.87 – Em cada dia que passa em nossa vida, que cada um se identifique ainda mais profundamente com o sentido íntimo da singela oração de A.A.: “Concedei-nos…

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O ÚLTIMO “TRAGO” 10 DE JUNHO DE 1935

O ÚLTIMO “TRAGO” 10 de junho de 1935

“Ao final desse encontro, uma constatação: quando alcoólicos se reúnem para tratar de assuntos comuns e relacionados à bebida alcoólica, se acercam do sentimento de que é possível ajudar-se mutuamente.”

No dia 10 de junho de 1935, Dr. Bob tomou seu último trago. Essa data ficou estabelecida como o dia da fundação de Alcoólicos Anônimos. De lá para cá, 69 anos se passaram, e hoje devemos todos nos indagar como estamos vendo a nossa Irmandade: como uma anciã cansada, desestimulada, ou fortalecida, experiente e com o vigor necessário para prosseguir com o trabalho humanitário de resgatar vidas destruí das pelo álcool?

Naquela época, um profissional médico-cirurgião via-se destroçado, entregue a um processo que julgava irreversível. Condenou-se ao degredo em sua própria casa, na cidade de Akron (Ohio – EUA). Em uma manhã de domingo, envolto em pensamentos confusos, corpo alquebrado depois de um Dia das Mães, soube que um certo senhor gostaria de entrevistá-lo. Aceitou meio enfadado, mas avisou logo que esse encontro não duraria mais que 15 minutos.

Esse alguém era Bill W., que vivia o mesmo processo devastador. Num passado recente, pródigo corretor da bolsa de valores nova-iorquina, enfrentava naquele momento de sua vida a dor dos derrotados pelo álcool. Fora a Akron e não conseguira fechar um negócio no qual havia apostado todas as fichas. Deixou-se então invadir por um estado de pânico e sentiu forte a necessidade de avistar-se com um igual. Fugia do tilintar de copos no hotel em que se hospedara e percebeu que sozinho não conseguiria resistir ao apelo da bebida. Com avidez, buscou uma lista telefônica e a história de Alcoólicos Anônimos dava seus primeiros passos na luta pela sobriedade.

A conversa durou mais de seis horas. Ao final desse encontro, uma constatação: quando alcoólicos se reúnem para tratar de assuntos comuns e relacionados a seu problema com a bebida, se acercam do sentimento de que é possível ajudar-se mutuamente. Foi essa a idéia central que gerou Alcoólicos Anônimos e, a partir daí, aqueles dois cidadãos desenvolveram todo um projeto que gradualmente foi se disseminando no mundo. E que neste mês de junho alcança 69 anos de existência. Esses fatos me levam ao seguinte questionamento: como estou encarando hoje esse projeto? Como estou lidando com a simplicidade recomendada pelo Dr. Bob? Tenho mantido A.A. simples ou tenho contribuído para complicá-lo? Tenho zelado pela transmissão da mensagem, ou melhor, tenho transmitido a mensagem corretamente? Tenho colaborado para a espiritual idade do grupo? Estou compartilhando minha recuperação, dentro e fora do grupo? Tenho olhado ao meu redor e observado que não sou (nem posso ser) o centro do universo? Com
estou tratando aquele que chega a uma sala, vivendo seu fundo de poço? Tenho sido responsável e grato? O que tenho feito para que Alcoólicos Anônimos não seja no futuro apenas uma história a ser contada?

Ao fazer tal reflexão, volto-me para a Conferência de Serviços Gerais, que anualmente debate em São Paulo as principais questões que envolvem os Grupos existentes em todo o país. Cada Área leva sua realidade, e o conjunto dessas realidades se transforma num quadro que tem merecido a atenção de todos quanto se engajem no processo de manutenção da Irmandade dentro do que preceitua suas Tradições. Ao fazer tal reflexão, volto-me para a Conferência de Serviços Gerais, que anualmente debate em São Paulo as principais questões que envolvem os Grupos existentes em todo o país. Cada Área leva sua realidade, e o conjunto dessas realidades se transforma num quadro que tem merecido a atenção de todos quanto se engajem no processo de manutenção da Irmandade dentro do que preceitua suas Tradições.

Não há como livrar-nos dos números. Também anualmente, os companheiros têm em mãos o relatório da Conferência. Numa breve pesquisa, verificaremos o retrato do A.A. no Brasil: nos últimos anos, cerca de 1.000 grupos perderam o vínculo com os órgãos de serviço. Uns, fecharam. Outros, não se tem notícias do seu funcionamento. É um número preocupante, sobretudo se nos fixarmos em pesquisas feitas por profissionais do ramo. Essas nos apontam para um aumento gradativo do percentual de pessoas com problemas relacionados ao álcool. Naturalmente, vem a cruel constatação de que a Irmandade reconhecida pela própria medicina como alternativa eficaz para quem deseja estacionar sua bebida (e retomar o controle de sua vida) enfrenta um incompreensível e inaceitável processo de redução de suas unidades básicas: os Grupos.

Somos chamados a essa reflexão, nesse momento de aniversário mundial de Alcoólicos Anônimos. Temos responsabilidade no fechamento desses Grupos? Qual a nossa participação – direta ou indireta ­nesse quadro, que pode ser considerado desolador? Analisemos. Façamos uma autocrítica para ver se localizamos em nós pontos que podemos modificar para o bem da Irmandade e de quantos virem a necessitar de uma porta aberta para a sua recuperação. Onde eles encontrarão ajuda? Nas grades e nos sedativos de hospitais? E nós, onde e como estaremos para ajudá-los, se esse processo de esvaziamento prosseguir?

Perguntemo-nos: Como anda minha mensagem? O visitante pode contar comigo para entender o que é a sobriedade oferecida por Alcoólicos Anônimos? Tenho apresentado a ele o programa da recuperação que ele busca? E minha espiritualidade, tem contribuído para o bem-estar comum? E o meu compromisso com a manutenção da estrutura de serviços?

Finalmente, tenho me lembrado de como e por que cheguei ao A.A? Tenho analisado honestamente o meu papel nessa engrenagem tão bem montada pelos nossos co-fundadores? Estes, cientes de que eram seres mortais, sabiamente transferiram para os Grupos, através da Conferência de Serviços Gerais, a responsabilidade pela preservação da Irmandade. Temos sido de fato seus custódios? Até quando manteremos viva a nossa Irmandade?

Nós, que fazemos Alcoólicos Anônimos, somamo-nos à voz de todos os membros que, neste 10 de junho, viveram numa sala o momento especial de registro dos 69 anos de existência do A.A. Certamente, a Evocação à Serenidade feita neste dia teve o sentido especial de agradecimento a Bill e Dr. Bob pela co-fundação da Irmandade que ao longo dos anos tem sido solução para tantos problemas gerados pelo álcool no organismo e na vida daqueles que não têm controle sobre o seu uso.

Esses dois homens se encontraram, inicialmente sem qualquer compromisso por parte do Dr.Bob, mas com muita determinação da parte de Bill. Todos nós, que hoje nos recuperamos em Alcoólicos Anônimos, Jamais nos esqueceremos que naquele dia era dado o primeiro passo para o surgimento da Irmandade que nos ofereceria a oportunidade de viver com dignidade, respeito, amor e auto-estima. E, por isso, devemos ser sempre gratos.

(Thaís M., Natal / RN)

VIVÊNCIA N.° 89 MAI / JUN DE 2004

C. T. O. – COMITÊ TRABALHANDO COM OS OUTROS

C.T.O.
Comitê Trabalhando com os Outros

Para que possamos cumprir eficazmente o nosso Terceiro Legado (Serviço), necessitamos de um mínimo de organização, que poderemos obter constituindo um Comitê Trabalhando com os Outros (CTO), tanto no Grupo como nos demais Órgãos de Serviços de A.A.

Baseados na Quinta Tradição: “Cada grupo é animado de um único propósito primordial – o de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre.” e no Décimo Segundo Passo: “Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes Passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoólicos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.”, é necessário elaborar uma maneira simples e eficiente de atingir tais objetivos.

Dia após dia, nós, membros de A.A., mantemos contato com profissionais das mais variadas áreas da atividade humana.

Invariavelmente, somos compelidos a divulgar nossa mensagem, seja na mídia ou em cartazes e panfletos. Muitos de nós visitamos hospitais, clínicas de recuperação para alcoólicos, presídios ou cadeias públicas, com o objetivo gratificante e claro de divulgação de nossa mensagem. No entanto, não devemos fazer de forma individualizada e descoordenada, sem, muitas vezes, atingir resultados práticos. Para que seja cumprido com eficácia o propósito de A.A. é necessária a formação do Comitê Trabalhando com os Outros.

O Comitê Trabalhando com os Outros (CTO) é formado pelas comissões, a saber: Comissão de Cooperação com a Comunidade Profissional (CCCP); Comissão de Informação ao Público (CIP); Comissão de Instituições de Tratamento (CIT) e Comissão de Instituições Correcionais (CIC). Todo o trabalho esboçado neste plano só terá resultado satisfatório se for efetivado de forma ordenada e integrada, com as atividades das Comissões ocorrendo harmoniosamente, sem conflitos nem sobreposições. O Grupo de A.A., que é a unidade básica da Irmandade, deveria fornecer, dentro de suas possibilidades, representantes para o CTO e suas Comissões.

Dentro dos Grupos temos companheiros interessados no serviço, com as mais variadas aptidões e graus de conhecimento, não só inerentes à Irmandade, como em relação à comunidade que nos cerca. Estes companheiros se harmonizam com aspectos das várias Comissões e podem assumir a responsabilidade de coordená-las, procurando sempre apadrinhar outros membros que irão auxiliá-los na elaboração e execução dos trabalhos do Terceiro Legado, dando vida própria ao Comitê Trabalhando com os Outros.

FINALIDADE DO C.T.O
A finalidade básica do CTO é organizar, estruturar, padronizar e facilitar a divulgação da mensagem de A.A.

Nenhum alcoólico poderá ser ajudado por Alcoólicos Anônimos se não souber que A.A. existe ou onde poderá encontrá-lo. Portanto, para a manutenção de nossa sobriedade e preservação de nosso propósito primordial, é necessário a formação de CTO’s.

Será através dos trabalhos do CTO nos Grupos e nos Órgãos de Serviços que teremos a “via de acesso” para a sociedade como um todo ou para a comunidade específica onde se localize um Grupo de A.A. Muitas pessoas ficarão felizes em saber da possibilidade de recuperação do alcoolismo, se a elas forem dadas informações adequadas do nosso Programa de Recuperação.

Não deveria existir nenhuma dificuldade para que os membros-chave da comunidade, como: médicos, advogados, juizes, clérigos, delegados, psicólogos etc., conheçam a existência de Alcoólicos Anônimos e a nossa disposição de auxiliar qualquer alcoólico que esteja disposto a aceitar ajuda.

Certa vez alguém disse que o coração de A.A. é um alcoólico levando a mensagem a outro alcoólico. Esta ainda é uma boa, básica e prática maneira de nos mantermos longe do primeiro gole. Às vezes, utilizamos “terceiras pessoas” para fazer chegar a mensagem a outro alcoólico. Bill W. utilizou um profissional da medicina, não-alcoólico, o Dr. Silkworth, e um hospital, para chegar a outros alcoólicos e manter sua sobriedade.

Em Akron, para se manter sóbrio, ele utilizou um ministro religioso, o Rev. Walter Tunks, e uma pessoa leiga não-alcoólica, a Sra. Henrietta Seiberling, para encontrar o Dr. Bob. Juntos, para se manterem sóbrios, Bill W. e Dr. Bob contataram uma enfermeira não-alcoólica, a Irmã Ignatia, para localizar outros alcoólicos que precisavam de ajuda. Todos esses métodos ainda são válidos e devem continuar sendo usados.

A mensagem poderá ser levada a muitos outros alcoólicos, através de artigos publicados em jornais e revistas, pelos programas de rádio e televisão, e pela Internet. Também levamos a mensagem de A.A. aos hospitais, clínicas de recuperação, cadeias e penitenciárias e aos profissionais de diversas áreas. Claro que se tornará muito mais fácil esta tarefa se houver uma maneira coordenada para executar esses trabalhos. O Comitê Trabalhando com os Outros é a resposta adequada para facilitar a transmissão da mensagem de Alcoólicos Anônimos.

O Comitê Trabalhando com os Outros é responsável pelo sucesso do relacionamento entre Alcoólicos Anônimos e a sociedade, no âmbito de sua atuação, o que muito contribui para o crescimento dos Grupos de A.A., principalmente se mostrado de forma clara e precisa o que A.A. oferece, para que a mensagem chegue até o alcoólico.

Outro aspecto considerado primordial nos trabalhos do CTO é o estabelecimento do que chamaremos de “estratégia de comunicação interna”, cuja função principal é aumentar o conhecimento dos integrantes dos Grupos sobre o Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos.

Todos nós sabemos da grande importância do conhecimento dos Doze Passos, Doze Tradições e Doze Conceitos, pedras fundamentais de nossa filosofia de atuação, para a recuperação individual e coletiva e para a divulgação da mensagem de A.A.

O trabalho de conscientização proposto, para ter o resultado esperado, precisa empregar recursos audiovisuais como fitas gravadas, videocassetes, “slides”, histórias em quadrinhos, cartazes, folhetos, todos com assuntos relacionados à programação de A.A., bem como BOB-Mural, revista VIVÊNCIA e JUNAAB Informa, principalmente quando a falta de material humano não permitir a solução ideal – palestras, seminários ou reuniões temáticas, com exposições ao vivo.

Tanto o trabalho externo, visando tornar a Irmandade conhecida na comunidade, como o interno, objetivando dar aos Grupos a conscientização desejável para conseguir manter em seu seio os alcoólicos que os procuram, precisam ser ordenados de modo a aproveitar melhor cada elemento de serviço, racionalizando sua atuação para concretizar o máximo de suas possibilidades dentro das Comissões.

COMO POR EM PRÁTICA
COMO POR EM PRÁTICA O TRABALHO DO CTO
(Trabalhando dentro das Tradições)
O papel de um profissional, seja ele médico, religioso, comunicador ou jornalista, assistente social, delegado ou qualquer outro, na relação com um alcoólico, é muito diferente do nosso costume de compartilhar experiências e colocar em prática o Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos. Estes profissionais trabalham sob o ponto de vista de suas especialidades e é vital, para nossa Irmandade, que eles entendam nosso programa e nossa maneira de trabalhar com alcoólicos.

Os trabalhos a serem executados pelas Comissões exigem cuidados especiais que, se não forem considerados, poderão atrapalhar o seu funcionamento, por isso, seus integrantes devem ser AA’s com uma boa capacidade de comunicação e um sólido conhecimento e prática dos princípios de Recuperação, Unidade e Serviço. A formação, procedimentos, manutenção financeira e membros das Comissões estão descritas no manual de Serviço de A.A..

Os princípios que nos guiam como Irmandade estão contidos nas Doze Tradições. A responsabilidade de preservar essas Tradições é somente nossa. Não podemos esperar que pessoas de fora da Irmandade compreendam nossas Tradições, a menos que nós, membros de A.A., estejamos bem informados sobre elas e, sobretudo, que as observemos e as pratiquemos em nossas ações. Nossas Tradições estão, em grande parte, contidas em nosso Preâmbulo, que afirma: “O único requisito para se tornar membro é o desejo de parar de beber. Para ser membro de A.A. não há taxas ou mensalidades; somos auto suficientes, graças às nossas próprias contribuições. A.A. não está ligada a nenhuma seita ou religião, nenhum movimento político, nenhuma organização ou instituição; não deseja entrar em qualquer controvérsia; não apoia nem combate quaisquer causas. Nosso propósito primordial é manter-nos sóbrios e ajudar outros alcoólicos a alcançarem a sobriedade.”
O CTO deverá trabalhar no sentido da mensagem fluir com a responsabilidade traduzida pelo cumprimento das Tradições de A.A., especialmente dentro do espírito da cooperação. O conhecimento e a prática em nossa vida diária dos princípios contidos nas Doze Tradições de A.A. dão as diretrizes para realizarmos um bom trabalho no CTO. Vejamos:

A Primeira – assinala que a recuperação individual depende da Unidade de A.A. É algo que devemos sempre ter em mente. Sob quaisquer circunstâncias nossa Unidade deve ser preservada. O todo é mais importante que as partes que o compõem.

A Segunda – nos lembra que um Deus amantíssimo, que Se manifesta em nossa consciência coletiva, é a nossa única autoridade. É uma fonte de inspiração para nós, objetivando principalmente não tentarmos impor uma forma “correta” de trabalhar o programa para outros membros, aparentemente relutantes.

A Terceira – “O único requisito para ser membro…” nos diz que não temos o direito, a autoridade ou a competência para julgar quem é alcoólico, se deseja ou não parar de beber e se quer ou não tornar-se membro de A.A.

A Quarta – dá autonomia ao Grupo para conduzir suas atividades como julgar melhor, desde que essa autonomia não interfira em outros Grupos ou em A.A. no seu todo.

A Quinta – assinala o primordial e único propósito de qualquer Grupo de A.A.: transmitir a mensagem de A.A. ao alcoólico que ainda sofre.
A Sexta – afirma que “nenhum Grupo de A.A. deverá jamais sancionar, financiar ou emprestar o nome de Alcoólicos Anônimos a qualquer sociedade parecida ou empreendimento alheio à Irmandade, para evitar que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio não nos afastem do nosso objetivo primordial”. Algumas instituições, que têm seus próprios programas de tratamento de alcoolismo, cooperam muito com A.A. e seus representantes falam muito animados de nosso Programa de Recuperação. Até que ponto devemos participar nos programas dessas instituições? A experiência nos tem norteado de maneira simples: cooperamos, porém não nos afiliamos. Queremos trabalhar com outras organizações que tratam do alcoolismo; porém, sem nos confundir com elas perante o público.

A Sétima – enfatiza que “todos os Grupo de A.A. deverão ser absolutamente auto-suficientes, rejeitando quaisquer doações de fora”. Como alcoólicos ativos, muitos de nós sempre estivemos dependendo de ajuda. Hoje, parte de nossa recuperação pessoal está em fazer de nós mesmos seres humanos responsáveis. O mesmo princípio se aplica à nossa Irmandade e muito do respeito que atualmente se tem por A.A. é o resultado da aplicação desse princípio.

A Oitava – diz que “Alcoólicos Anônimos deverá manter-se sempre não profissional”. Esta Tradição nos mostra a linha divisória entre o trabalho voluntário de Décimo Segundo Passo e os serviços remunerados, mesmo que executados por membros da Irmandade. Ela nos orienta, mesmo assim, que como AAs nos mantenhamos no que melhor conhecemos (recuperação pessoal e Décimo Segundo Passo), não nos transformando em profissionais no campo do alcoolismo.

A Nona – recomenda que Alcoólicos Anônimos jamais deverá ter uma organização formal; porém, necessitamos de organismos de serviço que funcionem de maneira harmoniosa e com competência, para cumprirmos nosso objetivo primordial. Se ninguém fizer as tarefas dos Grupos, se o telefone tocar em vão, se não respondermos nossa correspondência, então A.A., tal como o conhecemos, pararia. Embora esta Tradição pareça tratar somente de coisas práticas em seu funcionamento, ela revela uma sociedade animada apenas pelo espírito de servir.

A Décima – diz que “Alcoólicos Anônimos não opina sobre questões alheias à Irmandade; portanto, o nome de A.A. jamais deverá aparecer em controvérsias públicas”. Aqui, novamente somos lembrados para tratar somente de nossos próprios assuntos, sem nos desviar de nosso único propósito primordial. Colocando-nos fora de controvérsias públicas, reforçamos a Unidade de nossa Irmandade, assim como sua reputação perante o público.

A Décima Primeira – “Nossas relações com o público baseiam-se na atração em vez da promoção”. A relação com o público é importantíssima. Precisamos manter nosso anonimato pessoal. Procuramos divulgação para os princípios de A.A. e não para seus membros. Esta Tradição é um lembrete permanente e prático de que a ambição pessoal não tem lugar em A.A. Nela cada membro se torna um diligente guardião de nossa Irmandade.

A Décima Segunda – “O anonimato é o alicerce espiritual das nossas Tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades.” A subordinação de nossos anseios pessoais ao bem comum é a essência de nossas Tradições. A substância do anonimato é o sacrifício. Temos a certeza que a humildade, expressa pelo anonimato, é a maior salvaguarda que Alcoólicos Anônimos sempre poderá ter.

Nos trabalhos do Comitê Trabalhando com os Outros é sempre útil enfatizar que as nossas Doze Tradições afirmam sermos membros de uma Irmandade de iguais, onde aprendemos a ajudar outros, sem esperar crédito ou recompensa.

AS COMISSÕES DO C.T.O.
CCCP – COMISSÃO DE COOPERAÇÃO COM A COMUNIDADE PROFISSIONAL

A CCCP é responsável pelo bom relacionamento entre Alcoólicos Anônimos e aquela imensa gama de profissionais – muitos com responsabilidade hierárquica de gerência – que, em razão das funções que exercem, acabam tendo contato com portadores da doença do alcoolismo e/ou com seus familiares, podendo funcionar como ligação entre aqueles e nossa Irmandade.

São, na realidade, verdadeiros amigos de A.A., muitos com contribuições inestimáveis para o crescimento e consolidação de nossos Grupos nas comunidades em que atuam. E tornaram-se nossos amigos justamente porque alguém da Irmandade lhes mostrou de forma clara e precisa aquilo que somos, o que não fazemos e o que podemos fazer juntos.

Conquistar novos amigos entre as classes profissionais, estabelecer com eles trabalho conjunto de informação da doença, manter as portas do A.A. sempre abertas para cooperar com suas ações no campo do alcoolismo dentro dos limites de nossas Tradições – esta é a missão da CCCP, base de um relacionamento que pode ser extremamente frutífero e duradouro.

O trabalho de CCCP exige alguns cuidados especiais que, se não forem considerados, poderão atrapalhar, e muito, seu funcionamento eficaz.

Isto porque os profissionais, em geral, têm sua própria visão do que é competência e eficiência e se não sentirem nos membros que os visitam firmeza e conhecimento de causa, dificilmente poderão compreender nosso informalismo e aparente falta de organização.

Em conseqüência, vão nos achar ineficientes e pouco responsáveis, indignos de confiança em questões tão sérias e difíceis como conscientizar um alcoólico. Por isso, os integrantes da CCCP deverão ser AA’s com uma razoável capacidade de comunicação e conhecimento do programa no que se refere aos Três Legados de A.A.: Recuperação, Unidade e Serviço. É necessário que estejam preparados e sabendo o que significam e como funcionam os Doze Passos, as Doze Tradições e os Doze Conceitos.

CIP – COMISSÃO DE INFORMAÇÃO AO PÚBLICO

A finalidade de uma CIP é manter viva a imagem da Irmandade junto à Comunidade, utilizando-se dos meios disponíveis para tal. A informação ao público, tanto direta como indiretamente, é levada de três maneiras:

• Informando ao público em geral sobre o Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos;
• Informando a “terceiras pessoas”(*) sobre o trabalho que é realizado ou que pode ser feito com o alcoólico ativo;
• Mantendo a Irmandade informada, de modo que os membros e Grupos possam levar a mensagem mais efetivamente.

(*) “terceiras pessoas” são os membros da Comunidade, geralmente profissionais, que através de suas atividades nos auxiliam na transmissão da mensagem.

Sempre tendo em mente a importância do anonimato pessoal, acreditamos que podemos ajudar, levando àqueles que possam estar interessados no problema a nossa própria experiência, como indivíduos e como Irmandade: a maneira de viver sem o álcool.

Estamos conscientes que nossa experiência deve estar disponível e ser gratuita a todos os que manifestarem interesse. Sabemos, também, que nossos esforços nesse campo devem sempre refletir nossa gratidão pela dádiva da sobriedade. Percebemos que muitos, fora de A.A., estão igualmente preocupados com o sério problema do alcoolismo.

Devemos reconhecer, também, que nossa competência para falar sobre alcoolismo é limitada aos assuntos de A.A., ou seja, ao seu Programa de Recuperação.

A CIP, como o próprio nome indica, ocupa-se de informar ao público em geral a respeito de A.A., mas a informação é muitas vezes dirigida a segmentos específicos desse público, como por exemplo:

IMPRENSA

– jornais
– revistas
– rádios
– TVs

MEDICINA

– médicos, paramédicos e estudantes de medicina
– enfermeiros e estudantes de enfermagem
– quadro de funcionários de hospitais

EMPRESAS

– executivos
– gerentes de pessoal e de recursos humanos
– médicos do trabalho e assistentes sociais
– técnicos de segurança
– consultores de alcoolismo nas empresas
– organizações de negócios (escritórios comerciais, associações etc.)
– agências de empregos
– quadros de funcionários

GOVERNO

– funcionários públicos (municipal, estadual e federal)
– juizes, promotores e delegados
– oficiais de justiça
– diretores de presídios
– advogados
– programas de alcoolismo (municipal, estadual e federal)
– departamentos de saúde
– departamentos de bem-estar social (albergues)
– militares (médicos, enfermeiros, capelães e outros oficiais)

EDUCAÇÃO

– universidades e faculdades
– escolas de primeiro e segundo graus
– reitores, diretores e professores
– estudantes de magistério

RELIGIÃO

– religiosos de qualquer profissão de fé

ORGANIZAÇÕES NÃO PROFISSIONAIS

– clubes sociais e de serviço
– sociedades fraternas e lojas maçônicas
– casas de recuperação e casas de idosos
– grupos de jovens
– associações étnicas, de bairros etc.

PROGRAMAS VOLUNTÁRIOS

– centros de prevenção de suicídio

CIT – COMISSÃO DE INSTITUIÇÕES DE TRATAMENTO

Levar a mensagem de A.A. aos internos em hospitais, clínicas e casas de repouso é uma das atividades mais antigas de Alcoólicos Anônimos e foi, desde nossos primeiros tempos, um fator importantíssimo para atração de novos membros e para o crescimento da Irmandade.

O propósito de uma CIT é justamente coordenar, estimular e tornar cada vez mais eficaz o trabalho que Grupos, ou membros de A.A., fazem junto aos pacientes de instituições de tratamento – levando nossa mensagem e reforçando a possibilidade de que continuem sóbrios após a alta, através da freqüência aos Grupos da Irmandade. Para isso, pode criar um sistema de cooperação com a instituição, sendo informada da alta dos pacientes e os apadrinhando para os Grupos, com os quais a CIT deve manter permanente relacionamento, através de participação em reuniões do CTO de Distrito e CTO do ESL e emissão de relatórios periódicos de suas atividades.

CIC – COMISSÃO DE INSTITUIÇÕES CORRECIONAIS

As instituições correcionais brasileiras abrigam dentro de seus muros inúmeros casos de alcoólicos que se não forem informados da natureza de sua doença e de seu caráter incurável, tão logo saiam poderão voltar a beber, cometendo os mesmos erros.

Embora ainda incipientes no Brasil, os trabalhos da CIC são de imensa importância. Prova disso são os mais de dois mil Grupos existentes em prisões americanas, com resultados extremamente positivos para a recuperação de prisioneiros de ambos os sexos.

O trabalho da CIC, assim como o da CIT e de alguns da CIP começam sempre através da CCCP, que contata o diretor do presídio e outras autoridades, colocando-as a par do que é a Irmandade, como funciona e como pode cooperar.

Uma vez obtida a permissão, o trabalho de A.A. junto aos presidiários deve ser precedido por palestras de sensibilização junto aos funcionários do presídio. Por isso, estas palestras, organizadas conjuntamente com a CIP, são extremamente importantes, pois devem afastar qualquer má vontade dos funcionários em colaborar, dando-lhes uma noção exata de como a Irmandade vê o alcoolismo, qual sua proposta de recuperação, o esquema de funcionamento normal e que tipo de atividade pretende desenvolver junto aos presos.

DEUS É HORIZONTAL

Deus é Horizontal

“Se você quer saber qual a qualidade de meu relacionamento com Deus, pergunte qual a qualidade de meu relacionamento com as pessoas.”

Acredito que existe algo além de mim. O mundo, o universo, a realidade que estava aqui antes de mim e que vai continuar depois de mim. Também não vejo o mundo como um relógio gradualmente perdendo a sua corda. Ao contrário, vejo o mundo como um relógio elétrico, ligado a uma fonte de energia e força que está constantemente se renovando, desenvolvendo-se e aperfeiçoando-se.

Não vejo a criação como algo que aconteceu no passado, nem vejo o futuro ou eternidade separados desse processo de criação. A criação é algo que está acontecendo aqui e agora. Somos co-criadores.

E qual é meu contato com essa força criadora que podemos chamar de energia, força, luz, Deus, Dharma, Alá, ou como quiser? Meu contato é com o produto, o resultado desse processo de criação. E qual é a obra de criação mais aperfeiçoada, mais magnífica? É o ser humano. Se quer saber qual é meu relacionamento com Deus, energia, força, luz, pergunte qual é meu relacionamento com o mundo em volta de mim, especialmente com as pessoas.

Deus é horizontal, não vertical. Espiritualidade é a qualidade de relacionamento com quem ou o que é mais importante na minha vida.

Meu contato com um Poder Superior, um Deus, é extremamente prático. É na segunda-feira, às oito horas da manhã no trânsito a caminho do trabalho e não necessariamente no domingo às dez horas na igreja. Espiritualidade é a maneira de viver neste mundo e não pode ser separada do atual processo de viver.

Às vezes me perguntam: Mas você é contra a religião? Claro que não! Ao contrário, vou à igreja quase todos os domingos. Vejo a religião como a capa de um livro, feita de couro bem trabalhada, gravada em ouro, que expressa os valores espirituais que estão contidos em suas páginas. Todos nós precisamos de rito, culto, tradição, cerimônia e metáfora para expressar nossos valores interiores, nossa vida espiritual. Seja qual for a ocasião, dia das mães, aniversário, Natal ou no almoço familiar tradicional, são eventos para expressar o que sentimos e acreditamos.

Ouvi falar de uma igreja na Califórnia que é totalmente vazia. Parece um copo de plástico virado de cabeça para baixo. A lição é simples. Nós não vamos à igreja para encontrar Deus, nós O levamos. A igreja não é um correio sagrado. Nós somos a igreja.

A espiritualidade não é uma finalidade em si ou um contato com a inconsciência, mas a maneira de viver neste mundo. É lamentável o que a igreja faz com os santos. Foram pessoas que tiveram grande coragem de viver. Então, os emasculamos e os colocamos num pedestal como exemplo de seres perfeitos, quando perfeição é uma ilusão. Nossa espiritualidade não é de perfeição, mas de imperfeição. O que temos em comum são nossas imperfeições.

Alcoólicos Anônimos tem muitos lemas ou aforismos que inicialmente parecem superficiais, como “Só por hoje”, “Um dia de cada vez”, “Viva e deixe viver”, “Vá com calma”, mas se pensarmos bem, são altamente espirituais e práticos.

Há muitos anos a palestra de um padre me marcou. Foi para um grupo de jovens, dentro de uma escola, os quais foram obrigados a assisti-la, naturalmente mostrando certa passividade perante o esperado “sermão”. Porém, o padre começou a falar sobre a realidade. O que é a realidade e como a realidade aparece. Foi difícil, mas puxando o assunto para o mundo dos jovens, aos poucos ele os envolveu na discussão, relacionando a realidade à sua realidade da escola, com os namorados, os pais, a música, o mundo de hoje. Ele escreveu a palavra realidade no quadro negro quando outras palavras apareceram na discussão, que agora estava animada. Palavras como afirmação, relacionamento, autenticidade, apropriado, maravilha, espontâneo, entusiasmo, humor, carinho. Depois de algum tempo ele olhou para a lista escrita e disse que essas palavras eram boas para descrever realidade, mas que poderíamos inventar palavras mais apropriadas. De fato, historicamente, os povos inventaram palavras para descrever
melhor a realidade. Por exemplo, chamavam realidade: Deus; afirmação: fé; relacionamento: alma; autenticidade: moral; apropriado: ética; maravilha: santo; espontâneo: graça; entusiasmo: espírito; carinho: amor. Só que com o tempo, as palavras inventadas começaram a se separar da realidade, viraram uma religião institucionalizada interessada em poder e que não tem nada com a realidade de hoje. Nossa meta é de dar sentido à nossa realidade, vivendo-a em plenitude, tornando-a assim sagrada, porque espiritualidade é a maneira de viver nesse mundo e não pode ser separada da atual maneira de viver.
(John B.)

VIVÊNCIA N° 76 – MAR/ABR. DE 2002.

REVISTA VIVÊNCIA

SUGERE-SE QUE TODO RV
• Faça sua própria assinatura.
• A tarefa do RV é divulgar a Revista Brasileira de Alcoólicos Anônimos
• O RV eleito pelo grupo precisa comunicar sua eleição e dados para contato ao RVD (Distrito) e também ao CRV (Área)
• RV’s, RVD’s e CRV’s podem fazer seu cadastro neste site, informando um e-mail para receber comunicações do CPP relativas ao serviço da revista

OUTRAS ATRIBUIÇÕES DO RV
• Informar ao grupo a chegada da nova Edição da Vivência.
• Fazer com que a Vivência esteja sempre exposta.
• Sugerir ao grupo que ofereça uma assinatura cortesia.
• Motivar os membros do grupo a fazerem sua assinatura.
• Solicitar aos profissionais que enviem matérias à Vivência.
• Orientar e motivar os companheiros a escreveram seus depoimentos à Revista.
• RV e RVD— participar das reuniões.
• RVD: visitar os Grupos do Distrito

QUEM É O RV?
O RV é um membro do Grupo escolhido pela Consciência Coletiva para representar a Revista Vivência junto ao Grupo e ao Distrito.
O RVD representa a Revista no Distrito.
O CRV representa a Vivência no Setor.
O CRV representa a Revista na Área.

SÃO ATRIBUIÇÕES DO RV DO DISTRITO
1. comunicar a sua escolha ao CRV do ESL (Coordenador da Revista Vivência do ESL) para ser cadastrado;
2. divulgar a Vivência nas reuniões das quais participa;
3. informar ao Distrito a chegada da nova edição e as matérias nela publicadas;
4. fazer com que a Vivência esteja sempre à mostra nas reuniões do Distrito;
5. manter recibo/cupom de assinatura e listagem das assinaturas vencidas e a vencer sempre atualizados;
6. sugerir o uso da Revista no apadrinhamento;
7. sugerir ao Distrito a oferta de assinaturas-cortesia da Vivência aos diversos profissionais e outras pessoas que mantêm contato permanente com possíveis alcoólicos;
8. incentivar os Grupos do Distrito a eleger seu RV;
9. sugerir ao CTO do Distrito o uso da Vivência em suas atividades;
10. motivar os membros do Distrito à remessa de colaborações para a Vivência (artigos, desenhos).
11. solicitar aos profissionais, conhecedores de nosso programa, o envio de artigos à Revista;
12. incentivar e motivar os companheiros do Distrito para fazerem ou renovarem assinaturas, encaminhando-as à Vivência ou ao CRV, bem como as sugestões e reclamações dos assinantes;
13. reunir-se com os RV’s dos Grupos do âmbito do Distrito;
14. sugerir aos grupos que realizem reuniões com temas da Revista Vivência.

DÉCIMO PRIMEIRO PASSO – EXPERIÊNCIA

DÉCIMO PRIMEIRO PASSO – EXPERIÊNCIA

DÉCIMO PRIMEIRO PASSO, O PASSO TÃO ESQUECIDO.

“Procuramos através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que o concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade”.

A Prece, a Contemplação e a Meditação são nossos meios de encontro e contato com o Deus que cada um de nós possa acreditar e conceber. Este passo não devo negligenciar, pela importância que ele tem.
A Prece é a busca, a Meditação é o encontro; são meus meios de busca e contato com o Deus que eu pude conceber, aceitar e acreditar.
Para o contato com Deus da minha compreensão foi preciso ao longo do tempo abrir a carcaça do meu eu objetivo e permitir que meu Eu interior se manifeste, criando assim como se poderia dizer um sensórium ou um órgão que perceba o contato com esse mesmo Deus.
O conceito de espiritualidade precisou estar bastante claro em minha mente, para que eu entendesse o profundo sentido espiritual dos Doze Passos: Aquilo que não sou, e atitudes do que não quero ser, afastam-me, e aquilo que sou e atitudes que mostram o que quero ser, aproximam-me do Poder Superior e de outros seres humanos. Essa proximidade com estreito relacionamento é a base da espiritualidade, que leva-me a uma verdadeira fé, e a uma melhor realidade, amando a mim mesmo, aos outros e a Vida, levando-me a uma profunda paz e a um discernimento que não deixa a menor dúvida sobre o que sou e o que quero ser.
A espiritualidade se manifesta em um novo estado de consciência, onde tenho a percepção, compreensão, entendimento, sensações das coisas da vida e do Universo, que eu jamais pensaria fosse possível atingir, isto tudo num crescente despertar espiritual.
A verdade objetiva é diferente em cada mente, criando realidades diferentes. Por isto há tantas religiões, filosofias e caminhos respeitáveis, para chegar a mesma Essência Divina, da qual podemos ter concepções diferentes. Procurei a minha verdade e o meu caminho conforme A.A. propõe-me, utilizando-me da mente aberta, libertando-me das influências da cultura e de minha formação no passado.
Meditar era coisa para monges orientais, não para mim. Preces formais e com exteriorização eram minhas preces, sem sentimentos nem entendimento, e que quase sempre eram feitas por obrigação introjetada.
Um grande erro meu era eu não rever os meus conceitos, regras, hábitos, costumes, etc. de minha formação. Aprendi assim e assim é, sempre foi assim e assim será. Muitas vezes a religião em que alguém está não satisfaz suas necessidades espirituais, disto temos constatações em toda a história da humanidade, e isto aconteceu comigo também. Por isto, eu buscava desesperadamente em tudo meu bem-estar e paz, quando Ele estava e está dentro de mim mesmo, como diz-me A.A.
No segundo passo A.A. diz-me: Conceba um Deus. O que é o Poder Superior para mim? De que, entendo, ele é composto? Ele tem uma forma humana? É a Natureza? É Energia? Como eu tenho visto estes aspectos Divinos? Qual o propósito da vida? Qual é a verdade? A verdade existe? Fazer perguntas pode parecer muita pretensão. Contudo não o é. Fazer uma pergunta não é pretender respondê-la, é motivar as pessoas a descobrirem por si mesmo uma verdade. A.A. me pede que eu imagine e forme a imagem de meu Deus. Foi o que fiz, e Ele está aqui dentro, e preciso pelas criações de minha vida e suas circunstâncias, deixá-Lo expressar-se em mim mesmo.
No Terceiro Passo eu entregava minha vida a Ele, mas ficava rondando por perto e muitas vezes a tomava de volta. Ele nada dizia, deixava eu seguir meu rumo, e tive que retornar a entregar de novo, cada vez mais e mais, para que Ele pudesse agir, e isto já vem acontecendo.
Todos os demais Passos, o 1º, e do 4º ao 10º, preparam espiritualmente o doente para a sua nova vida, mas estamos vendo aqui minha experiência sobre o 11º Passo.

DÉCIMO PRIMEIRO PASSO – EXPERIÊNCIA 2ª PARTE.

Fechando a preparação espiritual, o décimo primeiro passo me pede Prece, Contemplação e Meditação.
A Contemplação é concentrar-se num assunto, numa ideia ou objeto específico. A Meditação é manter a mente quieta e depois completamente vazia, livre para acolher sentimentos, idéias e imagens. A mente ocidental usa mais a contemplação, e a mente oriental usa mais a meditação, que é aquietar e esvaziar a mente; é um conceito mais difícil de captar e requer muito mais exercício, mas é nela que é procedido o mais aprofundado contato com a mente Divina. Estamos tão treinados para pensar e analisar que as tentativas de esvaziar a mente desafiam a nossa capacidade. O espírito analítico é contrário à contemplação e à meditação, e precisamos nos livrar dele quando começamos a explorá-las. É comum uma distração mundana, uma coceira na orelha, um zumbido de mosquito ou a ideia de que, se eu continuar fazendo o exercício da contemplação por mais tempo, vou acabar perdendo o telejornal ou a novela.
A escolha entre a contemplação e a meditação, ou o uso de ambas, é pessoal. As duas não têm limites quanto às buscas e às respostas, que são infindas e cada vez mais profundas e benfazejas.
Há as preces de petição ou interseção, de confissão, de gratidão, de louvor ou adoração, sendo que delas eu só praticava a de petição formal e as vezes exteriorizadas, a frequência a cultos por hábito e costume, nada me trouxeram. Eu as praticava porque se praticava, era usual, eu ia na onda.
A prece informal, seja a de petição, de gratidão ou de louvor que brota do meu interior com conhecimento e entusiasmo, mudou o meu conceito de prece, e teve origem em meu desenvolvimento espiritual. É falar com Ele, que é amoroso, justo e entende-me, aliás, a real conduta bem como a vida que segue as leis Divina ou a Sua vontade, que é criar a minha própria vida em todos os sentidos, são formas de prece. A vida deve ser uma Prece de criação. Hoje a única prece de petição que faço, é pedindo o conhecimento de Suas leis e de forças para realizá-las em minha vida. Todas as demais são de gratidão e de louvor.
A meditação é o caminho para a felicidade e um meio de unir-me ao Deus do meu entendimento pela harmonização.
Benefícios que obtenho: saúde corporal, espiritual, emocional e paz. A própria cura quântica afirma isso, porém após é verdade, de A.A. ter conhecimento.
Sem a Meditação eu não teria atingido algum grau de equilíbrio emocional e de domínio da vida, deixando de ser o dono da verdade, e abrindo a mente para ver o quanto o meu meio ambiente no passado, o familiar, o cultural e o religioso, condicionaram-me e amarraram-me, tirando-me a capacidade de pensar o mais independente e livre possível. Isto é uma grande conquista, largar essas amarras e voar livre com Ele, deixando para traz esses grilhões.
Custei a compreender a grandiosidade e a importância da meditação na minha vida e em A.A. onde tentei e convenci o grupo que frequentava, a introduzi-la nos 20 minutos finais de uma reunião de estudos dos Doze Passos, semanalmente. Hoje talvez não exista mais, pois questões espirituais, não interessa a muitos.

DÉCIMO PRIMEIRO PASSO – EXPERIÊNCIA 3ª E ÚLTIMA PARTE.

Foi preciso eu querer, organizar-me e agir. Se não sei o que quero, não chego a lugar algum ou posso chegar a qualquer lugar, mas hoje tenho bem definido meu norte. Se não estou bem e continuo fazendo as mesmas coisas, só obterei o mesmo resultado, não estar bem.
Escolher o local, o horário, sentar-me confortavelmente, respirar fundo e lentamente algumas vezes, relaxar o meu corpo percorrendo-o todo com a minha mente, esvaziando-a e postando-me imóvel e suavemente a em nada pensar, voltando mansamente ao vazio quando o motorzinho da minha mente voltar a passar os filmes diversos do pensamento que teima em permanecer em ação, e pedir que Ele me mostre e a todos os seres do universo, o caminho para criarmos a nossa própria realidade, e nos dê forças para utilizá-La em Sua senda.
O encontro com Deus é possível, real, e transformou-se no grande objetivo de minha vida, a melhor realidade criada e a meditação, é que me levam a sobriedade e a paz.
Ao examinarmos as vidas dos iluminados, notamos a paz e a vida compassiva que levaram e levam diante das provações e atribulações.
Procuro ver as boas coisas da vida e não só os desalentos, e ver ambos com equilíbrio. Às vezes cheguei aonde não queria, porque não soube criar a minha realidade, ou porque eu devia passar pelo efeito de leis divinas que contrariei no passado, não como castigo, mas como efeito de leis divina imutáveis, justas e impessoais, que eu ignorava a existência.
Jamais envergonho-me hoje do que fiz ou fui, só lembrei-me quem sou e fiz experiências. Enterrei o velho homem e renasci para a vida, com a graça benevolente do Deus do meu entendimento.
A meditação cumpre o papel de cuidar de meu espírito, dá-me o norte seguro, mesmo em meio às tempestades. O Dr Bob ensinou muito bem isto.
Junto-me as pessoas que vivem alegres. Aprendo com elas. Sou feliz. Se puder sempre ajudo as que querem, não há porque perder tempo com as que não querem como diz Bill W.
O melhor horário para meditar é ao levantarmos, mas sempre é tempo, porém não após agitações.
Meditar não é cochilar nem dormir, é aquietar e esvaziar a mente e permitir que Ele nos inspire e se manifeste.
Como é que se consegue pensar em nada?
Quando pensava que não estava pensando, estava pensando que não pensava; continuei, mesmo sem muito sucesso, a tentar suavemente em nada pensar. Hoje, por breves décimos de segundos, alguns segundos, ou poucos minutos as vezes, já consigo esvaziar totalmente a mente.
Toda a dificuldade está na mente, mas a facilidade também. Acredito que posso viver em sintonia com o Deus do meu entendimento, e compreendo assim, melhor, todas as religiões, que passaram a ter o meu mais profundo respeito.
Vigiar meus pensamentos, sentimentos e ações é algo profundamente necessário para mim, pois aí, o que falo e escrevo, sai mais filtrado e mais livre de meu terrível ego, que me trai inconscientemente se eu não estiver profundamente vigilante, e ai vejo fantasmas onde eles não existem, tendo origem em condicionamentos motivados pela família, pela cultura, pelas religiões, etc., como já dito, e estes determinam meu amanhã, será a minha colheita.
Reavivei três tópicos importantes:
1 – Não importava a religião que eu tinha, nem se a tinha. Se eu amasse ao Deus do meu entendimento, a meu próximo e a mim mesmo, estava tudo bem.
2 – Que eu revisasse sempre meus conceitos com relação a toda orientação que recebi, referente a minha alimentação, aos cuidados com o meu corpo, com minha alma e com a minha vida, pois isto faz parte de minha reformulação em A.A. e Deus é vida e amor.
3 – Que a prece com a contemplação e a meditação não é o único, mas é o melhor caminho, para que eu busque o domínio da vida e das emoções, e a harmonia com meu Poder Superior. Minha vida e minha mente deve ser o grande santuário onde o Deus da Vida seja constantemente reverenciado.
A estas reflexões e consequentes atitudes, convida-me o tão esquecido Décimo Primeiro Passo, as venho tentando praticar cada vez mais.
Agradeço a Deus do meu coração e a todos os aas. que fazem parte da minha vida e recuperação.
Como sempre é uma reflexão sobre minhas experiências em A.A.
Abraços fraternos, paz, luz e mais 24 h sóbrias.
magno/RS.