Monthly Archives: Agosto 2017

DEZEMBRO DE 1955: “O HOMEM NA CAMA”

Dezembro de 1955:”O homem na cama”

image002O quadro à esquerda foi pintado a óleo pelo artista e membro de A.A. Robert M. em1955para ilustrar a edição de natal da revista Grapevine em dezembro daquele ano. Retrata os cofundadores de A.A., Bill W. e o Dr. Bob, levando a mensagem a um homem acamado que o público identificou como sendo o AA nº 3, ou seja,Bill D. (1852-1954)– que não chegou a conhecer a obra porque tinha falecido em17/09/1954.

Seu título original foi”Came to Believe”ou,”Viemos Acreditar”.Logo se tornou muito popular entre os membros da Irmandade e reproduções simples foram disponibilizadas para venda. Em maio de1956a pintura foi presenteada pelo autor a Bill W. que a emoldurou e pendurou no escritório de sua casa –Stepping Stones, em Bedford Hills, Nova York, onde permanece depois de a casa ser convertida em museu. Bill W. enviou uma carta de agradecimento a Robert da qual segue um trecho:

“Caro Robert: A sua pintura representando’O homem na cama’ficou muito bem enquadrada no meu estúdio em Bedford Hills. É uma coisa maravilhosa ter esse quadro. Ao olhar para o conjunto, percebe-se o coração e a essência de A.A. …Ao saber do meu grande agradecimento, Lois também quer acrescentar o dela.

Sempre seu, Bill W.”.

Em1973, com a publicação do livro”Viemos Acreditar”e, para evitar confusões, os editores da Grapevine mudaram o titulo da ilustração para”The man on the bead”,ou”O homem na cama”,tal como Bill W. se referia a Bill D.

CAHist – Comitê de Arquivos Históricos da Junaab

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DEZEMBRO DE 1952: O PRIMEIRO ESTATUTO DE A.A. NO BRASIL

Dezembro de 1952: O primeiro Estatuto de A.A. no Brasil

No final de dezembro de1949, Harold W. – um cidadão inglês naturalizado brasileiro e um dos membros pioneiros de A.A. no Rio de Janeiro, viajou até São Paulo-SP a convite de algumas pessoas interessadas em dar início às atividades da Irmandade nessa cidade. Entre os materiais informativos que levava, havia dois livretos traduzidos por ele entre meados de1948e1949, os primeiros de uma série de literatura de A.A. produzida ao longo dos anos1950e1960e que ficaram conhecidos genericamente como”Folhetos brancos”:o primeiro, uma descrição de A.A. contendo os Doze Passos, ficou conhecido como”Livro Branco”e o segundo, continha”A Tradição de A.A. – Doze Pontos para assegurar nosso futuro”. Harold permaneceu em São Paulo aproximadamente um mês e, após seu regresso ao Rio, aqueles paulistanos criaram e registraram em 1º de março de1950, a”Associação Antialcoólica”,a qual usava como programa de recuperação dos seus associados alcoólicos o conteúdo doLivro Brancodeixado por Harold, mas ignorou totalmente as Tradições. Nos primeiros anos da década de1950, conforme as conveniências do momento, esta associação se apresentava ora como antialcoólica, ora como Alcoólicos Anônimos.

Estes acontecimentos e circunstâncias fizeram com que os membros de A.A. do Rio de Janeiro, ao tomar conhecimento do uso indevido do nome e da literatura de A.A., decidissem registrar oficialmente o nome da Irmandade e seu Estatuto no Brasil.

O Estatuto, redigido em quatro páginas foi registrado no dia 8 de Dezembro de1952no”Registro Das Pessoas Jurídicas”,na”Avenida Franklin Roosevelt, 120-2º, Sala 2, no Rio de Janeiro”,continha cinco Capítulos e terminava com:”A Tradição dos Alcoólicos Anônimos – Doze Pontos para assegurar nosso futuro”– isto é, as Doze Tradições na forma longa.

O Capítulo I -“Da denominação, fins, sede e duração”,rezava:

Art. 1º- Sob a denominação de”Alcoólicos Anônimos”,fica constituída por tempo indeterminado, uma entidade civil, de âmbito nacional, com sede à Av. 13 de Maio, 23, 2º and. Sala 332 e Caixa Postal 5218, representada por um Grupo Central e indeterminado número de grupos distribuídos em todo território nacional que se regerá por este Estatuto e Tradições.

Art. 2º- A finalidade é essencialmente de caráter filantrópico, altruísta e meritório, não podendo haver contribuições materiais de nenhuma espécie. Os grupos”AA”destinam-se a auxiliar e proteger os doentes do álcool, por meio de ensinamentos, fortificando-lhes o espirito e a moral.

Os outros Capítulos eram:

Capítulo II – Administração;

Capítulo III – Dos Grupos;

Capítulo IV – Dos Associados, deveres e direitos;

Capítulo V – Disposições Gerais.

CAHist – Comitê de Arquivos Históricos da Junaab

DEZEMBRO DE 1934: A EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL DE BILL W.

Dezembro de 1934: A experiência espiritual de Bill W.

Embora nas três internações anteriores – num período de pouco mais de um ano – tivessem existido alucinações como consequência do”tratamento da beladona”– o tratamento oferecido pelo Towns Hospital, em Nova York, para a “cura” do alcoolismo, foi na quarta internação ocorrida entre os dias 11 e 18 de Dezembro de1934, que, passadas as primeiras 50 horas do tratamento, isto é, do segundo para o terceiro dia, que Bill W. teve uma experiência diferente. Nas suas palavras, a partir de uma profunda depressão e chegando ao ponto de total esvaziamento, entrou num estado de rendição completa e absoluta. Sem nenhuma fé ou esperança, ele gritou:”Se existe um Deus, que Ele se manifeste! Estou pronto para fazer qualquer coisa, qualquer coisa!”.

Então teve aquele”hot flash”, ou estalo, que ele assim descreveu: “De repente o quarto se encheu de uma forte luz. Mergulhei num êxtase, que não há palavras para descrevê-lo. Pareceu-me, com os olhos de minha mente, que eu estava numa montanha e que soprava um vento, não de ar, mas de espírito. E então tive a sensação de que era um homem livre. Lentamente o êxtase passou. Eu estava deitado na cama, mas agora por instantes me encontrava em outro mundo, um mundo novo de conscientização. Ao meu redor e dentro de mim, havia uma maravilhosa sensação de presença e pensei comigo mesmo:’Então esse é o Deus dos pregadores!’. Uma grande paz tomou conta de mim e pensei:’Não importa quão erradas as coisas pareçam ser, elas ainda são certas. As coisas são certas com Deus e Seu mundo'” -último parágrafo da página 56 do livro”A.A. Atinge a Maioridade” –Junaab, código 112.

Pouco depois dessa”viagem ao topo da montanha”,Bill chamou o médico e perguntou:”Estou ficando louco?”. De acordo comDale Mitchell,biógrafo de Bill, o Dr. Silkworth poderia ter advertido ao paciente que o tratamento combeladonaque ele estava recebendo”… era susceptível de causar imagens vibrantes, confusão mental e produzir alucinações daquele tipo”.Isso é o que qualquer médico provavelmente teria feito. Mas, não apenas como médico, mas também como um homem humilde que acreditava que as coisas acontecem por uma razão e que os motivos de seu sucesso muitas vezes são obscuros para nós, o Dr. Silkworth escolheu outro caminho – um caminho pelo qual todos nós AAs devemos ser eternamente gratos a este”pequeno doutor que amava os alcoólicos”. Ele disse a Bill que ele não estava ficando louco e que”… seja o que for que tenha tido, é melhor se apoiar nisso; isso é muito melhor do que você tinha há somente algumas horas atrás”.

Nas próximas horas foi visitado por Ebby T.que não entendeu absolutamente nada do que tinha ocorrido, mas entregou a Bill um livro presenteado por Rowland Hazard um membro do Grupo de Oxford, como Ebby, que oferecia esclarecimentos adicionais àquela experiência:”As Variedades da Experiência Religiosa”,do filósofo e pai da psicologia americana e do conceito doPragmatismo, William James cujo pensamento viria fazer parte do programa de A.A..

Mais tarde, ao ler esse livro levado por Ebby, Bill entendeu que lhe teria acontecido o que William James descrevia como”despertar espiritual”,ou”experiência espiritual”, expressão esta, que viria fazer parte de seus futuros depoimentos e palestras, e do vocabulário de grande parte dos membros de A.A.

Anos mais tarde, Bill W. afirmou que, se o Dr. Silkworth tivesse desencorajado sua nova relação com o”mundo do espírito”,duvidava que fosse recuperar-se.

CAHist – Comitê de Arquivos Históricos da Junaab

NOVEMBRO DE 1969: A PUBLICAÇÃO DO LIVRO “ALCOÓLICOS ANÔNIMOS” (LIVRO AZUL) NO BRASIL

Novembro de 1969: A publicação do livro”Alcoólicos Anônimos”(Livro Azul) no Brasil

Ao que parece a concessão só veio em fins de1968, quando Gilberto, um AA brasileiro, funcionário da ONU e residente em Nova York, passando férias no Rio de Janeiro tomou conhecimento através deDorothy N.– uma AA do Rio e cofundadora junto com Donald L. do primeiro Grupo de A.A. em língua portuguesa no Estado de São Paulo – oGrupo Sapiens, quem lhe disse que em São Paulo o companheiro Donald L. estava traduzindo oBig Book(Alcoholics Anonymous)para o Grupo Sapiens – cofundado pelos dois, e o considerava capacitado para fazer a tradução do livro para o Brasil. De volta a Nova York, Gilberto intermediou as negociações entreA.A. World Services Inc. – A.A.W.S.,órgão detentor dos direitos autorais da literatura oficial de A.A., e Donald para fazer a tradução oficial doBig Book.A.A.W.S. autorizou a tradução dos onze primeiros capítulos dizendo-lhe ser necessária a formação de um comitê de tradução, e informando-lhe que a impressão não poderia ser feita no Brasil, mas, após análise, em Nova York.

Em1966,Donald L.um AA de São Paulo, começou a traduzir o livro “AlcoholicsAnnonymous” para o português.

A seguir algumas das condições impostas para a distribuição do livro no Brasil:
1.Que fosse instalado no Brasil umCentro de Distribuição de Literatura(operacional)
2.Que o livro fosse vendido no varejo ao preço unitário de U$ 2.00, (dois dólares americanos), aos membros e U$1.75, aos Grupos.
3. Que quando fosse criado oEscritório de Serviços Gerais de A.A. no Brasil, o Centro de Distribuição de Literatura passasse a se constituir parte integrante daquela organização de serviços.
4.Que, uma vez aprovada a proposta em questão, fosse a operação considerada”em confiança”,assumindo todos os participantes da negociação total responsabilidade, como sendo os representantes de todos os membros de A.A. no Brasil.

Aceitas estas condições, foi liberado o direito de edição e publicação, em português, de 2.000 (dois mil) exemplares do livroAlcoholics Anonymous,ao custo financiado de U$ 2,000.00 (dois mil dólares americanos). Para esta concessão,válida para os próximos cinco anos,o A.A.W.S., Inc., estabeleceu ainda as condições:

a) Remessa mensal ao A.A.W.S. de U$ 0.82 (oitenta e dois centavos de dólar), por cada livro vendido ou distribuído.

b) Advertência expressa no livro de que os direitos autorais pertencem ao A.A.W.S. (A.A. World Services, Inc. -Serviços Mundiais de A.A.),e proteção integral quanto ao citado direito.

c) Notificar A.A.W.S. no caso de não serem vendidos os 2.000 exemplares.

A primeira edição do livro “Alcoólicos Anônimos”ou”Livro Azul”,como aqui passou a ser conhecido, foi publicada em novembro de1969e foi uma tradução da Segunda Edição do livro homônimo em inglês publicada em1955.

O atendimento às condições impostas para a concretização do empreendimento para a publicação do”Livro Azul”,fez com que a Estrutura de Serviços no Brasil decolasse.

Lembrete:A última frase do primeiro Preâmbulo de A.A., adotado em1940(o atual, data de1947), dizia:”Se você ainda não tem o livroAlcoólicos Anônimos(Livro Azul),adquira-o. Leia-o, estude-o, viva-o, empreste-o, divulgue-o e aprenda com ele o que significa ser membro de A.A.”.

CAHist – Comitê de Arquivos Históricos da Junaab

NOVEMBRO EM A.A. – MÊS DA LUZ E DA POSTERIDADE: NASCIMENTO DE BILL W. E MORTE DO DR. BOB

Novembro em A.A. – Mês da Luz e da Posteridade: Nascimento de Bill W. e morte do Dr. Bob

Novembro de 1895: O nascimento de Bill W.

William Griffith Wilson, também conhecido por Bill Wilson ou Bill W. – nome pelo qual ficou conhecido no mundo inteiro – nasceu em East Dorset, Vermont, EUA, no dia 26 de novembro de1895. Foi o cofundador de Alcoólicos Anônimos – uma Irmandade de grupos de ajuda mútua, juntamente com o Dr. Robert Smith, mais conhecido como Dr. Bob S. ou Dr. Bob.

Filho deEmily Griffith Wilsone deGilman Barrows Wilsonque acabaram se divorciando quando ele tinha 11 anos de idade foi deixado por ambos os pais, juntamente com a sua única irmã, Dorothy, aos cuidados dos avós maternos – Ella Griffithe Gardner Fayette Griffith – este, alcoólico. Bill, mais tarde, começara ele próprio a beber, para comemorar ou para esquecer. Casou-se em1918com Lois Burnham, que, anos mais tarde, o ajudaria na fundação dos Grupos Familiares Al-Anon, organização destinada ao apoio às famílias de alcoólicos. Todavia, Bill, que fez carreira militar, não conseguiu abandonar o álcool durante quase vinte anos, vindo a ser internado quatro vezes por esse motivo. A primeira vez ocorreu em1933, ano em que as suas crises devido ao alcoolismo foram mais agudas. A última internação foi em dezembro de1934

Bill W. morreu em 24 de janeiro de1971em Miami, Flórida, e seus restos mortais repousam no cemitério de East Dorset, onde ele nasceu.

Para saber mais:Leia a história da vida e obra de Bill W. relatada no livro”Levar Adiante”(Pass It On) – Junaab, código 118

Novembro de 1950: A morte do Dr. Bob.

Robert Holbrook Smith,mais conhecido comoDr. BobouDr. Bob S.- nome pelo qual ficou conhecido no mundointeiro –nasceu em 8 de agosto de1879,em Saint Johnsbury, Vermont, EUA;foi um médico cirurgiãoe cofundador de Alcoólicos Anônimos juntamente com Bill Wilson, também conhecido como Bill W.

Embora tivesse uma irmã adotiva muito mais velha –Amanda Northrup- era filho único do juizWalter Perrin SmitheSusan Smith Holbrook.Desde cedo teve problemas com o alcoolismo, mas ainda assim, frequentou o Dartmouth Collegee conseguiu graduar-se em medicina em1902com pós-graduação no Rush Medical College. Foi casado com Anne Ripley Smith e tiveram dois filhos – um biológico e uma fila adotiva. O seu alcoolismo piorava a cada dia até o ponto no qual não tinha mais condições de clinicar e ser considerado um caso irrecuperável.

Em maio de1935, por insistência de uma amiga, Smith concordou em falar com um certo Bill Wilson, que desejava muito conversar com um , mas disse que só poderia ficar 15 minutos. Porém, a conversa se estendeu por horas a fio e ambos conseguiram juntar forças para abandonar para sempre a bebida. Esse encontro foi o embrião de A.A. criada em junho daquele mesmo ano. Dr. Bob não só se recuperou de seu alcoolismo como também teve o seudespertar espiritual- tal qual Wilson no ano anterior – e retornou à sua antiga profissão.

O Dr. Bob S. faleceu em 16 de novembro de1950devido a um câncer de cólon, em Akron, Ohio e seus restos mortais, junto aos de Anne, repousam no cemitérioMount Peace de Akron.

Para saber mais:Leia a história da vida e obra do Dr. Bob, relatada no livro”Dr. Bob e os Bons Veteranos”– Junaab, código 116, e o tributo escrito por Bill W. por ocasião da sua morte”Dr. Bob: Um Tributo”,na página 416 no livro”AalcoólicoLinguagem do Coração”– Junaab, código 104.

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NOVEMBRO EM A.A. – MÊS DAS TRADIÇÕES E DA GRATIDÃO (2/2) – A GRATIDÃO E O PLANO DE ANIVERSÁRIO

Novembro em A.A. – Mês das Tradições e da Gratidão (2/2) – A Gratidão e o Plano de Aniversário

Extrato parcial do Boletim Box 4-5-9 de setembro/2016

Gratidão é a essência de A.A. – gratidão pela nossa libertação do alcoolismo ativo e, como Bill W. disse em seu ensaio sobre o Décimo Passo no último parágrafo da página 87 do livro”Os Doze Passos e as Doze Tradições”– Junaab, código 105:”… estamos realmente prontos para agradecer a Deus todas as graças recebidas…”.

Não há nenhuma época específica para a prática da gratidão por um membro de A.A., assim como tampouco existe nenhuma data para seu término, mas os AAs, desde já faz bastante tempo, sinalizam a semana do Dia de Ação de Graças (NT:nos EUA e no Brasil este dia é comemorado na quinta-feira da quarta semana de novembro. No Canadá, acontece na segunda-feira da segunda semana de outubro)como um período apropriado para enfatizar sua gratidão por A.A. e por sua recuperação e para converter a gratidão em ação.

Além de celebrar o Mês da Gratidão, muitos membros se valem do Plano de Aniversário para”dar o que me foi dado”nas palavras de um AA que escreveu uma carta com um cheque anexado.

O Plano do Aniversário foi concebido durante uma pausa para o café na Convenção Estadual de Oklahoma em1954. Ab A., um Delegado, sentiu-se”inspirado”,disse posteriormente, por seu companheiro Ted R., a quem lhe ocorreu a”ideia maravilhosa”de que aos membros poderia lhes gostar celebrar a sua sobriedade”presenteando”o Escritório de Serviços Gerais – ESG com um dólar por cada ano de sobriedade, no dia de seu aniversário de A.A. De volta ao seu Grupo de Tucson, Ab consultou alguns membros sobre a ideia, a qual foi muito bem aceita e foi tomando a cada vez mais impulso com resultados espetaculares – as contribuições quase duplicaram durante o primeiro ano. A ideia foi estendida rapidamente a todas as partes dos EUA e Canadá e, em1956, a Conferência de Serviços Gerais aprovou o Plano do Fundo de Aniversário, através do qual os membros veteranos lembrariam aos seus companheiros recém-chegados a sua responsabilidade para com o ESG.

…”Para mantermo-nos sóbrios, temos que nos envolver com a nossa própria sobriedade”,diz Steve T., de El Reno, Oklahoma, Delegado de Área em1998.”Alcoólicos Anônimos é um programa de ação. Da mesma maneira que sentar-me em um galinheiro não irá me transformar em um frango, não acredito que com apenas me sentar em uma sala de reunião irei me tornar um membro sóbrio. Praticar e viver os Passos e as Tradições é o que garante a sobriedade”.

…”Considere o que você pode e o que deve fazer e lembre que o alcoolismo é um negócio familiar: seus filhos e netos são acionistas, embora ainda não o saibam. O investimento feito hoje nesta Irmandade serve para garantir que a mão de A.A. esteja ali quando um membro da sua família a precise”.(Stanley K., Temple, Texas, maio de2000)

Veja este artigo completo em:

http://www.aa.org/newsletters/es_ES/sp_box459_fall16.pdf

Você poderá fazer sua contribuição voluntáriaon-lineao ESG acessando:

http://www.alcoolicosanonimos.org.br/index.php/contribuicao-voluntaria

Para saber mais:Leia o artigo de Bill W.”A Tradição de Autossuficiência em A.A.”,escrito em outubro de1967e transcrito a partir da página 412 do livro”A Linguagem do Coração”– Junaab, código 104.

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NOVEMBRO DEM A.A. – MÊS DAS TRADIÇÕES E DA GRATIDÃO (1/2) – A HISTÓRIA DA SACOLA NO GRUPOS DE A.A. DO BRASIL (*)

Novembro em A.A. – Mês das Tradições e da Gratidão (1/2) – A história da sacola nos Grupos de A.A. do Brasil(*)

(*):A história a seguir é a transcriçãoipsi litterisde um documento do acervo dos Arquivos Históricos da Junaab redigido por Luiz M., membro do Grupo Central do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro e idealizador da tradicional sacola utilizada em inúmeros Grupos de A.A. no Brasil para recolher as contribuições voluntárias dos seus membros.

Quando ingressei em A.A., em1953, o Grupo Central do Brasil fazia suas reuniões no escritório de um companheiro e, pouco mais adiante, no escritório de um amigo no mesmo prédio. (Lembro aqui a saudosa figura de nosso grande amigo, Dr. Henrique L. Mallmann). Não tínhamos, pois, despesa de aluguel. Na verdade, nossa despesa se resumia na leitura das poucas literaturas existentes, no aluguel da Caixa Postal 5218 e com a resposta das cartas recebidas de todo o Brasil.

A manutenção dessas despesas era feita por alguns companheiros em coleta particular fora das reuniões. influía nessa decisão o conceito – muito acendrado na época – de que A.A. deveria permanecer pobre. Concorreu muito para isso, também, a decisão anteriormente tomada, de confiar o”tesouro”de A.A. aos cuidados do marido de uma companheira norte-americana – ele, Almirante daquele país, em missão no Brasil – missão por ele honrosamente aceita e que redundou, com a recaída de um companheiro que, embriagado, foi à sua porta cobrar a devolução das contribuições que havia feito; o resultado foi a decisão dos demais companheiros em doar, a um hospital para alcoólicos, todo aquele dinheirão e não mais se falar nisso em A.A.

Quando fui convidado para secretário do Grupo Central do Brasil, em1955, havia tomado conhecimento de que, nos EUA, para fazer face às despesas, no fim das reuniões”corria o chapéu”.Como eu considerava errada nossa manutenção por alguns companheiros e como nossas despesas haviam crescido muito com a tradução e impressão de mais de 20 literaturas e um Boletim de Notícias que eram, todos, distribuídos gratuitamente, sentindo a necessidade de mais numerário e ciente de que no Brasil ninguém usava chapéu, depois de consultar outros companheiros, pendurei na parede da sala de nossas reuniões a primeira sacola. Dessa forma, com a contribuição anônima dos nossos companheiros, conseguimos os recursos suficientes para todas as nossas despesas, incluindo o fornecimento gratuito, aos demais Grupos, de fichas, literaturas e Boletim de Noticias.

Não podendo aplicar no Brasil o estilo norte-americano (onde o alcoólico, por mais baixo que tenha descido, tem sempre seu seguro desemprego e seu seguro social; esse povo tem muito espírito clubístico e associativo, tudo muito diferente do nosso País), achamos, mais uma vez, um”jeitinho”bem brasileiro para o nosso minguado problema financeiro.(Fim da transcrição).

Para saber mais:Leia o artigo de Bill W.”A Respeito do Dinheiro”,escrito em novembro de1957e transcrito a partir da página 257 do livro”A Linguagem do Coração”– Junaab, código 104.

Veja também:http://www.alcoolicosanonimos.org.br/origens/109-a-origem-do-mes-da-gratidao

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