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FREQUÊNCIA ÀS REUNIÕES DE A.A.

FREQUÊNCIA ÀS REUNIÕES DE A.A.

Muito antes de se pensar em escrever este livro, cada uma das ideias nele contidas e muitas outras sugestões para viver sóbrio foram aprendidas e utilizadas por centenas de milhares de alcoólicos com comprovado sucesso. Nós fizemos isto não somente através de leitura, mas também falando com outros. Inicialmente nós principalmente ouvimos. Você pode, livre e facilmente, fazer o mesmo sem precisar “ingressar” em nada. O que fizemos foi somente frequentar as reuniões de Alcoólicos Anônimos. Há mais de 5 milhões por ano, em mais de 140 países no mundo inteiro. E lembre-se, você não precisa tornar-se membro do A.A. para assistir algumas de suas reuniões. Se tudo o que você quer fazer é mais ou menos um ensaio no A.A., tem inteira liberdade de frequentar suas reuniões como observador e simplesmente escutar em silêncio, sem dizer uma palavra. Não precisa dar o nome ou poderá dar um suposto, se quiser. O A.A. compreende. De qualquer modo, ele não registra os nomes dos membros ou das visitas que comparecem às suas reuniões. Você não tem de assinar nada e nem responder a pergunta alguma. Sinta-se à vontade para fazer perguntas, se quiser. Muitas pessoas preferem ouvir nas primeiras vezes. Como praticamente qualquer pessoa que já foi a uma reunião de A.A., você provavelmente ficará muito admirado na primeira vez. As pessoas que você vê já parecem, na maioria, normais, saudáveis, razoavelmente bem sucedidas e felizes. Não se parecem com as velhas caricaturas de bêbados, borrachos ou de abstêmios secarrões ou fanáticos. O que é mais: Você, geralmente, nos achará uma turma bastante amistosa, rindo bastante – de nós mesmos. É por isso que, se você estiver de ressaca, uma reunião de A.A. proporciona um ambiente animado para vence-la e começar a sentir-se melhor, muito melhor. Pode estar certo de que cada membro de A.A. naquela sala compreende a fundo como você se sente exatamente, porque nos lembramos intensamente de nossos próprios sofrimentos nas ressacas e de como nos sentimos na primeira vez que fomos a uma reunião de A.A. Se você é acanhado, solitário – exatamente como muitos de nós – verá que os membros do A.A. estão dispostos a permitir-lhe ficar isolado, se é isso que realmente deseja ou que o deixa mais à vontade. Entretanto, a maioria de nós achou muito mais benefício aproximar-se para fazer uma boquinha e bater um papo depois da reunião. Sinta-se à vontade para tomar parte da confraternização ou para “compartilhar frente a frente”, tanto quanto quiser.

Diferentes espécies de reuniões de A.A.

Foram solicitadas sugestões para este livro a muitos membros de todos os estados Unidos e do Canadá. No alto de quase todas as listas está a de que uma das maneiras mais seguras de evitar a bebida é ir assiduamente às diversas espécies de reuniões de A.A. “Foi aí que aprendemos todas essas ideias uns dos outros”, escreveu um membro. Se você deseja permanecer sóbrio, frequentando qualquer reunião de A.A., isso é naturalmente mais garantido do que ir a um bar, a uma festa ou ficar em casa com uma garrafa. As probabilidades de evitar a malária são maiores quando a gente se mantém afastado de um pântano cheio de mosquitos. Igualmente, as probabilidades de não beber são maiores numa reunião de A.A. do que numa situação em que se bebe. Além disso, nas reuniões de A.A. ocorre uma espécie de impulso para a recuperação. Enquanto a bebida é objeto de um coquetel, a sobriedade é o alvo comum visado em qualquer reunião de A.A. Aqui, talvez, mais do que em qualquer outro lugar, você está rodeado de pessoas que compreendem a bebida, que apreciam sua sobriedade e que podem falar-lhe sobre muitos, muitos exemplos de alcoólicos triunfantemente recuperados, felizes e sóbrios. Não é isso que s vê nos bares. Aqui estão os tipos mais populares de grupo de A.A. e alguns dos benefícios derivados de frequenta-las.

REUNIÕES DE PRINCIPIANTES (OU DE NOVATOS) – Estas são, geralmente, menores do que outras e, com frequência, antecedem a uma reunião maior. É aberta a toda pessoa que pensa estar com um problema de bebida. Em certos lugares, são uma série de discussões planejadas ou palestras sobre o alcoolismo, sobre a recuperação e sobre o próprio A.A. Em outros, são simples sessões de perguntas e respostas. Os membros de A.A. que utilizaram bastante estas reuniões ressaltam que estes são lugares excelentes para fazer perguntas, iniciar novas amizades e começar a sentir-se bem na companhia de outros alcoólicos, sem beber.

REUNIÕES ABERTAS (QUALQUER PESSOA PODE PARTICIPAR, SEJA ALCOÓLICA OU NÃO) – Estas devem, provavelmente, ser um pouco mais organizadas, um pouco mais formais. Em geral, dois ou três membros (que já se apresentaram voluntariamente antes), em rodízio, falam ao grupo sobre seu alcoolismo, sobre o que aconteceu e como se sentem na recuperação.

Uma palestra de A.A. desse tipo não precisa seguir nenhum padrão estabelecido. Naturalmente, só uns poucos membros de A.A. são oradores capacitados. De fato, mesmo aqueles cujas atividades envolvem a oratória profissional evitam fazer discursos em reuniões de A.A. Em vez disso, tentam contar suas próprias histórias o mais simples e diretamente possível. O que é inconfundível é a quase espantosa sinceridade e honestidade que se ouve. Você vai admirar-se de se ver rindo muito e dizendo a si mesmo: “Sim, é exatamente assim!”. Um dos benefícios de frequentar estas reuniões abertas é a oportunidade de escutar uma variedade bastante ampla de histórias verídicas de alcoolismo. Você ouve os sintomas da doença descritos das mais variadas maneiras, e isso o ajuda a decidir se é portador dela. Naturalmente, as experiências de cada membro do A.A. são diferentes entre si. É possível que alguma vez você escute alguém recordar as suas bebidas preferidas, seus esquemas para beber e seus problemas (ou palhaçadas) com a bebida, muito semelhantes aos seus. Por outro lado, os incidentes nas histórias de bebida podem ser bem diferentes dos seus. Você escutará gente de formação, ocupação e crença muito diversas. Cada membro fala somente por si mesmo e expressa exclusivamente as suas opiniões. Ninguém pode falar pelo A.A. como um todo e ninguém é obrigado a concordar com quaisquer sentimentos e ideias expressos por qualquer outro membro. No A.A. a diversidade de opiniões é bem recebida e valorizada. Mas, se escutar cuidadosamente, provavelmente reconhecerá sentimentos bem conhecidos, quando não bem conhecidos acontecimentos. Você reconhecerá que as emoções de quem fala foram muito parecidas com as suas, mesmo que a vida sobre a qual se está falando tenha sido radicalmente diferente da sua. No A.A., isto se chama “identificar-se com o depoimento do companheiro”. Não quer dizer que a idade, o sexo, o estilo de vida, o comportamento, os prazeres ou as dificuldades do orador sejam idênticos aos seus. Mas significa, na verdade, que você ouve os temores, excitações, preocupações e alegrias com que pode identificar-se e que se lembra de ter sentido em determinadas ocasiões. Pode causar-lhe surpresa, quase nunca escutar um membro de A.A., mostrar autopiedade por ficar privado do álcool. Identificar-se com o passado do palestrador pode não ser tão importante como a impressão causada por sua vida atualmente. Geralmente, ele já encontrou (ou está buscando) contentamento, paz de espírito, soluções para problemas, alegria de viver e um equilíbrio espiritual que você, também, está procurando. Se for assim, acerque-se. Essas qualidades são contagiosas no A.A.
Além disso, os lembretes das desgraças do alcoolismo ativo ajudam a apagar qualquer desejo secreto de tomar um gole. Em reuniões assim, muitos membros de A.A. receberam as sugestões de recuperação certinhas que procuravam. E quase todos os membros saem de lá tão aliviados e encorajados em sua recuperação que a última coisa no mundo que eles desejam é beber.

REUNIÕES FECHADAS (SOMENTE PARA ALCOÓLICOS OU PARA PESSOAS QUE ESTÃO TENTANDO DESCOBRIR SE SÃO ALCOÓLICAS) – Alguns grupos realizam reuniões de discussão intituladas de “abertas” para que qualquer pessoa tenha a liberdade de assistir. Mas frequentemente, tais reuniões são descritas como “fechadas” para membros ou futuros membros apenas, de modo que os que comparecem sentem-se livres para discutir qualquer tópico que possa preocupar – ou interessar – qualquer bebedor-problema. Essas são discussões confidenciais. Um membro que já tenha se apresentado voluntariamente com antecedência pode começar a reunião falando rapidamente sobre seu alcoolismo e recuperação. Em seguida, a reunião é aberta à discussão geral. Qualquer pessoa preocupada com um problema especial, por mais embaraçoso ou doloroso que seja, pode ventila-lo na reunião de discussão e escutar dos outros presentes as próprias experiências no controle dos mesmos ou semelhantes problemas. Além disso, as experiências alegres e felizes são igualmente partilhadas. Aprende-se, de fato, que nenhum alcoólico é único ou exclusivo. Já se disse que estas reuniões são os cursos intensivos nos quais um alcoólico aprende a permanecer sóbrio. Com efeito, nelas pode se colher uma ampla variedade de sugestões para a manutenção de uma sobriedade feliz.

REUNIÕES DE PASSOS – Muitos grupos de A.A. mantém reuniões semanais nas quais um dos Doze Passos do programa do A.A. é escolhido, em rodízio, para base de discussão. As Doze Tradições do A.A., Os Três Legados do A.A., os lemas do A.A. e os tópicos para discussão sugeridos pela “Vivência”, revista bimestral de A.A., quase nunca são excluídos, principalmente se alguma pessoa presente sente urgente necessidade de ajuda para um problema pessoal imediato e inadiável. Juntamente com os livros “Alcoólicos Anônimos” e “Os Doze Passos e As Doze Tradições”, as reuniões de Passos proporcionam, talvez, os discernimentos mais acessíveis e a compreensão dos princípios fundamentais da recuperação no A.A. As sessões fornecem ainda uma riqueza de interpretações originais e aplicações no programa básico do A.A. mostrando como podemos usa-lo não só para permanecer sóbrios, mas também para enriquecer nossas vidas.

CONVENÇÕES E CONFERÊNCIAS REGIONAIS, NACIONAIS E INTERNACIONAIS DO A.A. – Reunindo uma faixa que varia de centenas e mais de 20 mil membros de A.A., quase sempre acompanhados de suas famílias, estas majestosas concentrações do A.A. geralmente ocorrem em fins de semana e delas constam muitas espécies de sessões. O programa frequentemente inclui discussões com estudo dirigido sobre vários tópicos, assim como palestras por convidados especialistas em alcoolismo e, geralmente, um banquete, um baile, diversões e tempo para outras atividades sociais ou recreativas, tudo muito mais altamente apreciado porque livre de álcool. Mostram-nos quanto podemos divertir-nos na sobriedade. Também me dão oportunidade de aprender com membros de A.A. que moram em outras regiões. Para muitos membros estas ocasiões tornam-se os feriados de fim de semana favoritos, assim como experiências máximas, altamente apreciadas, de recuperação. Oferecem-nos lembranças inspiradoras para recordar carinhosamente, nos dias comuns, e frequentemente dão início à amizades sinceras e duradouras.

Precisamos ir a essas reuniões pelo resto da vida?

De modo algum, a menos que desejemos. Milhares e milhares de nós parecemos gostar cada vez mais das reuniões à medida que passam os anos de sobriedade. Assim, não é um dever e sim um prazer. Todos nós temos de continuar a comer, tomar banho, respirar, escovar os dentes e coisas assim. E milhões de pessoas continuam, ano após ano, a trabalhar, ler gostar de esporte e outros divertimentos, frequentar clubes sociais e participar de seu culto religioso. Desse modo, nossa assiduidade às reuniões do A.A. dificilmente é singular, desde que gostemos, tiremos proveito delas e mantenhamos equilibrado o restante de nossas vidas. Contudo, a maior parte de nós vai às reuniões, mas amiúde nos primeiros anos de recuperação do que mais tarde. Ajuda a assentar um sólido alicerce para uma recuperação duradoura. A maioria dos grupos mantém uma ou duas reuniões por semana (com duração de uma hora a uma hora e meia). Acredita-se no A.A. que um novo membro passa melhor, se adquirir o hábito de frequentar regularmente as reuniões de pelo menos um grupo, visitando outros de vez em quando. Isto não somente oferece uma grande variedade de ideias de A.A., ajuda também a introduzir na vida do bebedor-problema uma certa medida de ordem que auxilia a combater o alcoolismo. Achamos bastante importante, especialmente no começo, ir às reuniões assiduamente, não importa que desculpas surjam para não comparecer.

Precisamos exercer sobre a nossa frequência às reuniões a mesma diligência que tínhamos para beber. Que bebedor sério jamais deixou que a distância, o tempo, a doença, os negócios, as visitas, a falta de dinheiro, a hora ou qualquer outra coisa o impedisse de tomar aquele aperitivo tão necessário? Do mesmo modo, não podemos deixar que nada nos afaste das reuniões do A.A. se realmente desejamos recuperar-nos. Também constatamos que ir à reunião não é algo para se fazer só quando se sente a tentação de beber. Frequentemente, aproveitamos melhor as reuniões quando comparecemos com boa disposição, não temos de pensar tanto em bebida. E mesmo uma reunião que não seja totalmente, e imediatamente, gratificante é melhor do que nenhuma. Por causa da importância que tem, muitos de nós conservamos uma lista de reuniões locais permanentemente conosco e não viajamos para longe de nossa base doméstica sem levar um dos catálogos do A.A., que nos capacita a encontrar reuniões ou companheiros em quase todo lugar da terra. Quando uma doença grave ou uma tragédia torna impossível comparecer a uma reunião, aprendemos a achar substitutos para elas. (É espantoso, porém, quantas vezes ouvimos dizer que nevascas em regiões subárticas, furacões e mesmo terremotos não impediram membros de A.A. de viajarem 200 quilômetros ou mais para comparecerem às reuniões. Tendo uma reunião para ir, chegar lá de canoa, camelo, helicóptero, jipe, caminhão, bicicleta ou trenó é tão natural para alguns membros de A.A. como o uso de carros, ônibus ou metrô). Para substituir uma reunião, podemos, quando é impossível comparecer, telefonar a alguns amigos de A.A. (e até usar de radio amador, se for o caso) ou, então, realizar uma reunião mental enquanto lemos alguma literatura de A.A. Para várias centenas de membros de A.A., como os “Solitários” (pessoal, das forças armadas longe da pátria) e os “Internacionalistas” (marinheiros), o “General Service Office of A.A.” oferece serviços especiais para ajuda-los a manter-se em contato com o A.A. Eles recebem boletins e listas que os habilitam comunicar-se com outros membros (por carta e, às vezes, por fita gravada), enquanto não lhes é possível ir às reuniões regulares. Mas muitos desses que estão isolados fazem algo ainda melhor quando não encontram grupo de A.A. bastante perto para frequentar: começam um novo grupo.

A questão financeira

O alcoolismo custa dinheiro. Embora o A.A. não cobre taxas nem mensalidades de qualquer espécie, nós já pagamos bem alto às casas de bebidas e donos de bares antes de chegar aqui. Por isso, muitos de nós chegamos ao A.A. quase quebrados, quando não pesadamente endividados. Quanto mais cedo nos tornemos independentes, melhor, é o que constatamos. Os credores quase sempre ficam felizes em entrar de acordo conosco, desde que verifiquem que fazemos um esforço honesto e regular para sair do buraco, ainda que com minúsculas prestações. Um tipo de despesa especial, porém, além do alimento, habitação e roupa, naturalmente tornou-se extremamente valioso em nossos primeiros dias de sobriedade. Um membro de A.A. deu permissão para imprimirmos aqui o seu.

Plano de investimento

Nas primeiras semanas sem bebidas,
Com o lobo no portão,
A polícia na janela,
Você dormindo no chão,
A vida desolada e sem futuro Sob o aspecto financeiro,
É tempo de gastar com senso puro,
Para sair do lamaceiro:
A passagem para o ônibus
Que o conduz à reunião,
“Algum“ para o telefone
E a gostosa saudação,
Sua parte pras “despesas”
Que o tornam importante,
A “notinha” pro café
E o “papo” reconfortante.
Todos estes investimentos
Para o novato efetuar
Este “pão” sobre as águas lançado,
Como bolo há de sempre retornar.

DO LIVRO VIVER SÓBRIO

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COMO MANTÊ-LO SIMPLES?

RVD – Como mantê-lo simples?

A.A. seguiu a advertência do Dr. Bob: “mantenham-no simples”? Como poderíamos encaixar os Doze Passos, as Doze Tradições, as Conferências de Serviços Gerais e Convenções Internacionais de hoje no nosso A.A. original de café-e-bolo?

A mim, não me é difícil responder. A simplicidade autêntica de hoje se encontra, creio eu, em qualquer princípio, prática e serviço que sirva para assegurar, para sempre, nossa harmonia e eficácia. Por isso, tem sido melhor enunciar claramente nossos princípios do que deixá-los em termos vagos; é melhor esclarecer suas aplicações do que deixá-las indefinidas; é melhor organizar nossos serviços do que deixá-los ao azar ou não dispor de qualquer método para realizá-los.

Um regresso à época da mesa de cozinha não nos daria a desejada simplicidade. Apenas poderia significar a irresponsabilidade, a discórdia e a ineficácia em grande escala. Imagine-se: não haveriam princípios orientadores bem definidos, nem literatura, nem salas de reunião, nem apadrinhamento planificado, nem direção estável, nem relações bem estabelecidas com os hospitais, nem saudáveis relações públicas, nem serviços locais ou mundiais. Voltar a essa espécie de simplicidade daqueles dias seria tão absurdo quanto vender o volante, o tanque de gasolina e os pneus do carro da família. O carro ficaria, sem dúvida, mais simples. Não haveria necessidade de comprar gasolina ou gastar dinheiro com consertos. Só que não andaria. A vida familiar, no princípio considerada mais simples, tornar-se-ia, em seguida, confusa e complicada.

Uma anarquia animada unicamente pelo espírito de “reunamo-nos”, simplesmente não basta aos A.As de hoje. Aquilo que em 1938 produzia bons resultados para uns quarenta membros, não irá funcionar para os 200.000 AAs de 1960 (menos ainda para os dois milhões de 2000 – Nota do Editor). Nosso maior tamanho e, por conseguinte, nossas maiores responsabilidades, constituem a diferença entre a infância de A.A. e a sua maioridade. Seria tolice tentar recuperar a simplicidade que vivíamos em nossa infância para, assim, evitar a responsabilidade que sempre teremos que enfrentar para “mantê-lo simples” em nossos dias atuais. Não podemos atrasar o relógio e nem devemos tentar (…)

Como havíamos nos acostumado a dizer que A.A. havia “separado completamente o espiritual do material”, houve uma grande comoção quando o Dr. Bob e eu propusemos os serviços mundiais. Quando insistimos que esses serviços tinham que estar encabeçados por uma junta permanente; e quando dissemos, além de tudo o mais, que havia chegado a hora em que – pelo menos nessa esfera – teríamos que aprender a pôr o material a serviço do espiritual. Alguém que tivesse experiência teria que tomar o volante, e teria que haver gasolina no tanque de A.A. (…)

Uma pergunta para terminar: desapareceu do mundo de A.A. a época do café-e-bolo e das íntimas amizades porque estamo-nos tornando modernos? Dificilmente. Conheço um A.A. de minha cidade que está há vários anos sóbrio. Assiste às reuniões de um grupo pequeno onde os depoimentos que escuta são exatamente iguais àqueles que o Dr. Bob e eu costumávamos escutar – e, às vezes, dar – em nossas salas de estar. Meu amigo tem como vizinhos uma dezena de companheiros de A.A. Reúne-se com eles, regularmente, ao redor das mesas de cozinha e xicaras de café. Sai com frequência para fazer visitas do Décimo Segundo Passo. Para ele, nada mudou. A.A. é como sempre foi. É possível que, nas reuniões meu amigo veja alguns livros, folhetos e exemplares da Grapevine, colocados sobre a mesa. Ouve a secretária anunciar timidamente que todos encontram-se à venda. Parece-lhe que a Intergrupal de Nova Iorque funciona bem já que, por intermédio dela, alguns de seus amigos encontraram seus padrinhos. Com respeito aos serviços mundiais, não lhe são tão claros. Ouve algumas coisas contra e outras a favor. Chega à conclusão de que provavelmente são necessários. Sabe que seu grupo envia algum dinheiro para essas atividades, e não lhe parece mal. Ademais, há que ser pago o aluguel do local em que seu grupo se reúne. Em sendo assim, quando a sacola é passada, coloca prazerosamente um dólar.

No que concerne ao meu amigo, essas “modernizações” de A.A. não provocam nenhum impacto devastador em sua serenidade e nem em seu bolso. Simplesmente representam sua responsabilidade para com o seu grupo, sua Área e A.A. como um todo. Para ele, essas sempre foram as obrigações mais simples e naturais.

Se você dissesse ao meu amigo que A.A. está se pondo a perder por culpa do dinheiro, da política e da excessiva organização, ele riria. Provavelmente, responderia: “Por que você não vem à minha casa, após a reunião, para tomarmos outro cafezinho juntos?” (Grapevine, julho de 1960)

(Vivência – Janeiro/Fevereiro 2001)

REVISTA VIVÊNCIA – SAIA DO QUARTO, COMPANHEIRO

VIVÊNCIA
REVISTA BRASILEIRA DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS Nº 41 – MAI/JUN 1996

SAIA DO QUARTO, COMPANHEIRO!
Hugo L.

“E foi aí que, de repente, viramos todos seguidores de Santo Agostinho, repetindo sua famosa frase: ‘Senhor, fazei-me casto e puro, mas não já!”

Era uma reunião do CRI – Conselho de Representantes Intergrupais – na Central de Serviços em São Paulo. Corria o ano de 1992, agitado em termos de serviços de A.A. Ali na sala, mais de cento e cinquenta pessoas, cada uma representando um Grupo de São Paulo. Discutiam propostas para divulgar a Irmandade, trazer novos companheiros, salvar mais vidas entre os milhões que ainda sofrem.
A discussão, como sempre, girava em torno da falta de apoio, da acomodação dos que frequentavam os Grupos, das dificuldades em encontrar gente para o serviço. Na coordenação da reunião, por força de encargo e circunstância, lá estava eu.
O debate corria solto, acalorado, com muitas queixas e poucos resultados objetivos. Foi então que, não sei bem por quê, me dirigi ao plenário: “Companheiros, sei que o assunto é outro, mas por favor me respondam, com toda a honestidade possível: quem, entre todos os presentes, já fez o seu Quarto Passo?”
Silêncio geral. Timidamente, algumas mãos se levantaram: uma, duas, três, quatro. Foi só. Abestalhado, constatei que, entre cento e cinquenta servidores de confiança, escolhidos por seus companheiros para representarem seus Grupos numa reunião para definir o trabalho da Irmandade na maior cidade do País, apenas quatro tiveram a coragem de olhar para dentro de si mesmos e, analisando suas limitações, estabelecer um sistema claro para evoluir como indivíduos! Por quê? Onde estava a dificuldade?
Desde então, tenho pensado muito no assunto. E, analisando fatos e experiências, inclusive minhas, cheguei a algumas conclusões.
O principal obstáculo para praticar o Quarto Passo está, na minha opinião, justamente no entendimento do porquê dele ser tão importante e essencial.
É que para isso precisamos, antes, compreender aquilo em que nos tomamos na época da ativa de nosso alcoolismo.
Quando a bebida deixou de ser a solução mágica para nossos problemas, quando ela começou a nos negar aquele estado maravilhoso em que nos sentíamos mais ricos, mais simpáticos, mais bonitos e mais inteligentes, com a sensação de sermos irmãos mais velhos de Deus, com um futuro fantasticamente promissor pela frente, viver virou um grave problema. Já estávamos acostumados a vencer qualquer desafio virando super-homens, utilizando o “shazan” líquido que acabava com a insegurança e nos enchia de eufórica certeza.
Como fazer agora? Não, não podia ser! O efeito salvador tinha que voltar um dia, devia ser uma questão de tempo – talvez a posição de Saturno no mapa astral, algum orixá em guerra, uma cochilada divina em relação a nós, seus filhos prediletos.
Era preferível sonhar, contar com o retorno dos bons tempos amanhã, do que encarar o fato de que o remédio era agora veneno. Nós não sabíamos viver sem ele! Por isso, continuávamos tentando, com um desespero cada vez maior, fazer a “mágica” funcionar de novo!
Enquanto isso, nossas vidas profissionais, nossos relacionamentos emocionais, nossos papéis sociais iam se degringolando. A decadência era um fato que ao mesmo tempo não podíamos negar nem aceitar. Porque aceitá-la seria admitir que nosso beber descontrolado estava nos levando à ruína, e nos propor a parar. Mas como, se não sabíamos mais viver sem a bebida, ou melhor, sem o estado que ela antes nos proporcionava?
A solução inconsciente para o dilema foi a de encontrarmos culpados pelos nossos fracassos. E lá fomos nós, fazendo caras de coitadinhos, de vítimas inocentes de um mundo cruel, apontando o dedo para todos aqueles que podiam ser culpados pela nossa derrota- a família, os patrões, o prefeito, o governador, o presidente da república, os políticos, os banqueiros, a economia. E finalmente, quando nenhuma desculpa era suficientemente forte, apontávamos o dedo para cima, em direção ao insondável e “descobríamos” o grande culpado: Deus, com sua “injustiça”!
E foi assim, viciados em jamais olhar para nós mesmos, que a dor de nossa angústia e solidão nos trouxe para Alcoólicos Anônimos. E aqui ouvimos falar de uma vida de feliz e serena sobriedade, se evitássemos o primeiro gole e praticássemos, do jeito que pudéssemos e compreendêssemos, os princípios contidos nos Doze Passos.
Evitar o primeiro gole, tudo bem, deu para entender. Afinal, era uma doença, e seu círculo vicioso precisava ser interrompido.
Mas, e o s Doze Passos? Para quê? Alguém nos disse, como era mesmo? Ah, sim! Para mudar nossa cabeça. Mas mudar, por quê? Mesmo assim, fomos em frente. Fizemos o Primeiro Passo com uma certa auto-piedade, o Segundo com ressalvas, o Terceiro… bem, pedir não custa nada, e tentamos. Aí, descobrimos que entregar não significa deixar tudo na mão do chefe, e sim fazer o que ele nos sugeria. E o que nos sugeria? Que mudássemos nossa maneira de pensar, nosso modo de encarar a vida.
“Mas como fazer isso?”, perguntamos. “Conhecendo melhor quem somos”, nos disseram. “E de que modo?”, insistimos. “Fazendo o Quarto Passo”,responderam.
E foi aí que, de repente, viramos todos seguidores de Santo Agostinho, repetindo sua famosa frase: “Senhor, fazei-me casto e puro, mas não já!”
Muitos, impregnados de velhos preconceitos e escudados em nosso velho hábito de descobrir culpados para tudo, sem nunca se olhar nem se responsabilizar por nada, veem no Quarto Passo uma espécie de campeonato para ganhar um troféu, ou seja, um levantamento de quem fez, durante seu alcoolismo ativo, o maior número de porcarias e crimes horrorosos.
A expressão “inventário moral” também nos assusta e amedronta, nos fazendo pensar em confessar para nós mesmos que não somos dignos do perdão de Deus. Mas se Deus nos fez assim e depois nos deu o A.A., já não estamos antecipadamente perdoados por Ele? Somos nós que temos que perdoar a nós mesmos e acreditar que, desenvolvendo nossas virtudes adormecidas e fiscalizando nossos pecados, retomaremos a rota que perdemos em direção à felicidade.
O próprio termo pecado, em hebraico, significa desvio do caminho, e arrependimento tem o sentido de reencontrar-se com o rumo. E eu jamais vi alguém, perdido numa estrada, que reencontrasse seu caminho se escondendo entre as moitas ou se auto-flagelando com o chicote da culpa. Culpa, aliás, é coisa de louco: uma absurda ansiedade por algo que já aconteceu.
E a palavra “moral”, no dicionário, não tem nenhum sentido “moralista”; está acompanhada da seguinte explicação: “conjunto de regras pelo qual um indivíduo, ou um grupo de indivíduos se harmoniza consigo próprio e com os outros que o cercam”.
Assim, um inventário moral é um levantamento das características de nossa personalidade que impedem ou ajudam-nos a manter um relacionamento harmonioso e feliz com nós mesmos e com os outros. Não se trata nem de levantar o que fizemos, mas sim o porquê fizemos. E, em vez de se concentrar apenas nas deficiências, que tal levantarmos também nossos pontos fortes? Se somos, por exemplo, avarentos, quem sabe não somos também ao mesmo tempo amigos leais? Ao invés de ficar tentando só desenvolver a generosidade para “destruir” a avareza – que é um produto da insegurança, a sua verdadeira causa – talvez fosse bom desenvolver ainda mais nossa lealdade, nosso contato
com os amigos, ajudá-los. Isso já está em nós e, enquanto a praticarmos não teremos “tempo” para “praticar” os defeitos.
O Quarto Passo, em resumo, é um mapa de nossa vida, uma identificação das vezes em que, andando pela estrada da realização humana, entramos no que julgávamos ser atalhos e agora, numa vista aérea, percebemos serem simples picadas que não levam a lugar nenhum. Deve ser feito imparcialmente, sem medo da verdade, nem atenuações. Não adianta desenhar uma ponte sobre o abismo, se a ponte não existir realmente. Veja o abismo como ele é, para poder ultrapassa-lo. Só assim poderemos voltar a nós mesmos e adquirir a verdadeira humildade, que para o A.A. não tem nada a ver com humilhação. Como diz nossa literatura, em algum ponto do Quinto Passo, humildade é a “consciência daquilo que realmente somos, aliada a uma sincera disposição de tudo fazer para chegar àquilo que poderemos ser”. Para ter consciência do que somos, precisamos nos olhar. E só nos olhamos pra valer quando fazemos o Quarto Passo.
Saia do quarto, companheiro! Saia do quarto, companheira! Nada de culpa, nada de vergonha! Não há culpa em se preparar um mapa para a viagem, nem vergonha em querer crescer. Agora, com o mapa feito, o caminho está aberto, com tesouros maravilhosos. Mas isso é uma outra história, que fica para outra vez. Vinte e quatro horas para todos!

Vivência nº 41 – Maio/Junho 1996

REVISTA VIVÊNCIA – A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

VIVÊNCIA
REVISTA BRASILEIRA DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS Nº 98 NOV/DEZ 2005

A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA
DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

Sabemos da importância da oralidade, da transmissão e troca de experiências através da fala para a identificação com o outro alcoólico que vem buscar ajuda em nossos grupos. Aliás, desde o início de nossa Irmandade, o processo de compartilhar experiências tem como base fundamental e imprescindível o contato direto com o outro. O Dr. Bob só aceitou continuar conversando com Bill W. porque a história deste homem coincidia com a sua. Porém, esses dois companheiros e os primeiros membros de A.A. muito cedo perceberam que a criação, o desenvolvimento e, sobretudo, a manutenção de nossa Irmandade para as futuras gerações de alcoólicos não poderiam estar baseados em alicerce tão frágil e tão vulnerável às nossas personalidades. Era necessário, portanto, que todas as experiências adquiridas fossem registradas para que não incorrêssemos repetidamente nos mesmos erros e, principalmente, que a Mensagem fosse única.

“Em 1937, alguns de nós nos demos conta de que A.A. tinha necessidade de literatura uniforme. Seria necessário. publicar um livro. Nosso programa verbal poderia ser desvirtuado, as oposições sobre os princípios básicos poderiam nos destruir e, então, nossas Relações Públicas se perderiam. Não cumpriríamos com nossa obrigação ante o alcoólico que ainda não nos conhecia se não colocássemos por escrito nossos conhecimentos.”

A partir dessa necessidade incontestável, foi publicado em 1939 nosso texto base: Alcoólicos Anônimos. Nossa Irmandade passou a ser chamada Alcoólicos Anônimos precisamente em função dessa publicação. Nela encontramos a experiência vivida por nossos primeiros companheiros e as primeiras sugestões para a prática dos Doze Passos para a Recuperação. Além do mais, foi justamente através desse livro que nossa Irmandade superou os limites dos Estados Unidos e Canadá, tornando-se uma irmandade mundial.

“Nós, de Alcoólicos Anônimos, somos mais de cem homens e mulheres que nos recuperamos de uma aparentemente irremediável condição mental e física. Demonstrar a outros alcoólicos exatamente como nos recuperamos é o principal objetivo deste livro.”

Para além de nossa recuperação individual e juntamente com o surgimento de novos grupos e o crescimento progressivo de nossa Irmandade, adveio a necessidade de princípios que estabelecessem relacionamento entre membros e grupos de A.A. e entre nossa Irmandade e a sociedade. Resultado fundamentalmente de nossas próprias experiências e de outras semelhantes às nossas, as Doze Tradições, publicadas pela primeira vez em 1946, juntamente com a forma integral dos Doze Passos, constituem, sem sombra de dúvida, o alicerce de nossa Irmandade.
“As Doze Tradições de A.A. dizem respeito à vida da própria Irmandade. Delineiam os meios pelos quais A.A. mantém sua unidade e se relaciona com o mundo exterior, sua forma de viver e desenvolver-se.”
Em função da necessidade de que os grupos espalhados pelo mundo todo se responsabilizassem tanto pela unidade quanto pela manutenção de A.A., Bill W. escreve os Doze Conceitos para Serviços Mundiais, que segundo ele mesmo “pretendem registrar o ‘porquê’ da nossa estrutura de serviço, de tal maneira que a valiosa experiência do passado e as lições que tiramos dessa experiência nunca devam ser esquecidas ou perdidas”
Essas são as quatro publicações básicas de nossa Irmandade, aquelas que delineiam os nossos Três Legados: Recuperação, Unidade e Serviço. Mas além delas, temos ainda:
Manual de Serviço, que adapta a estrutura de serviço à realidade brasileira, seja em relação aos Serviços Gerais, seja em relação à estrutura do CTO. Viver Sóbrio, publicação que apresenta sugestões para ajudar a não beber;
As obras biográficas e históricas: Alcoólicos Anônimos Atinge a Maioridade, Dr. Bob e os Bons Veteranos e Levar Adiante.
As compilações: O Melhor de Bill, Reflexões Diárias. Na Opinião do Bill e A Linguagem do Coração, este último tendo sido lançado no Brasil, com o objetivo de custear nossa próxima Convenção Nacional, a realizar-se em 2007, em Manaus.
Os livretes e folhetos: O Grupo de A.A., A Tradição de A.A. como se desenvolveu; Três Palestras às Sociedades Médicas; Perguntas e Respostas sobre apadrinhamento, etc.
Obviamente que não poderíamos esquecer nossa Revista Vivência, que já está quase em sua centésima edição. Seguindo o exemplo de outras publicações, como Grapevine, La Viña, Partage, etc., a nossa Vivência publica matérias enviadas por nossos companheiros brasileiros, refletindo assim a nossa realidade e o esforço do A.A. brasileiro em busca de Recuperação, Unidade e Serviço.
A nossa Literatura constitui, portanto, nossa ferramenta essencial tanto para a continuidade de nossa recuperação individual, quanto para levar a Mensagem correta. Se hoje estamos sóbrios e buscando viver uma vida com dignidade, útil e feliz, não podemos nunca nos esquecer de que também é nossa a responsabilidade de deixar para as futuras gerações de alcoólicos essa Mensagem. Esse é nosso dom e nossa tarefa, que nos foram dados pelo Criador de todas as coisas.

Infinitas 24 horas, meus companheiros de caminhada.

Anônimo

Vivência n° 98 – Novembro/Dezembro 2005

OS ENVIADOS PELOS TRIBUNAIS: A COMUNICAÇÃO FACILITA SUA TRANSIÇÃO PARA A.A.

Os enviados pelos Tribunais: A comunicação facilita sua transição para A.A.

Box 4-5-9, Out. Nov. / 1989 (pág. 9-10) =>http://www.aa.org/newsletters/es_ES/sp_box459_oct-nov89.pdf
Título original: “Los enviados de las cortes: la comunicación les facilita su transición a A.A.”

A experiência indica que inúmeros alcoólicos enviados a A.A. pelos Tribunais durante a última década estão hoje comodamente sóbrios na Irmandade. Isto aconteceu com regularidade principalmente onde os Comitês de Comunicação com a Comunidade Profissional – CCCP´s, e os funcionários dos Tribunais mantiveram uma comunicação clara e aberta.

Como enfrentaram estes Comitês os problemas que se apresentaram – desde a chegada de muitos principiantes a um único Grupo até as quebras de anonimato ocasionadas por assinar as fichas de presença? Alguns Grupos informam que muitos dos enviados pelos Tribunais (e pelas instituições de tratamento) assistem às reuniões manifestando má vontade, não têm “o desejo de parar de beber” e perturbam as reuniões. Outros Grupos procuraram meios para cortar totalmente esta afluência. Em um Estado, os Grupos viram-se inundados pelos enviados até o ponto de a assembleia de Área votar por não assinar as fichas de presença.

Estas e outras preocupações aos CCCP´s. A seguir, aparecem algumas abordagens que parece terem dado certo para alguns Comitês que entraram em contato com o Escritório de Serviços Gerais – ESG, com o objetivo de compartilhar suas experiências:

• Facilitar ao Juiz e aos funcionários do programa uma lista contendo todas as reuniões de A.A. dentro da Área sob jurisdição do Tribunal e pedir que enviem pessoas às reuniões de acordo com um plano rotativo para evitar a superlotação das reuniões.
• Pedir aos oficiais dos programas de DWI (driving while intoxicated, ou, livremente,“dirigir embriagado”), que enviem as pessoas unicamente às reuniões abertas onde há mais possibilidades de que “tirem as tampas dos ouvidos e as coloquem na boca” e tem menos chances de serem inconvenientes. Depois que saibam como funciona A.A., podem tomar suas decisões pessoais a respeito de participar das reuniões fechadas.
• Realizar reuniões semanais de orientação de A.A. no local do Tribunal, com oradores representantes de todos os Grupos do Distrito seguindo um plano de rotatividade. Ou, cooperar com os Tribunais e os funcionários do programa de liberdade vigiada para celebrar reuniões nas “escolas” de DWI.
• Nos casos em que o Tribunal ordenou os réus que consigam a assinatura de provas de assistência às reuniões de A.A.: Alguns Grupos não assinam essas fichas ate o encerramento da reunião para ajudar no controle dos que vão embora antes do fim da reunião. Outros Grupos têm um carimbo com o nome do Grupo para proteger o anonimato pessoal. Um Grupo apresenta aos enviados “fichas de desejo” por cada incremento de 24 horas e ao invés de considerar o cartão do Tribunal uma “sentença”,a considera um “certificado de presente”.
• Acima de tudo, e preciso se comunicar com os funcionários do Tribunal. Dizer-lhes que estamos dispostos a cooperar com eles; ao mesmo tempo, não fazer nenhum comentário a respeito do seu programa nem lhes dizer como devem fazer seu trabalho. Se alguns dos programas do Tribunal estão causando problemas aos Grupos de A.A. de determinada Área, devem ser estudadas possíveis soluções e trabalhar com os funcionários para implantá-las. O ESG disponibiliza dois Guias para os CCCP´s, (ainda [2013] não publicados no Brasil) (*) “Cooperação com os Tribunais e Programas Semelhantes” e “Formação de Grupos Locais de Cooperação com a Comunidade Profissional”, resultara ser de grande utilidade tanto para os CCCP´s, quanto para os membros individuais que trabalham com os Tribunais e as pessoas que nos enviam.

Sue J. de Westchester, Nova York, num artigo publicado em “The Link”, boletim da Área Sudeste de Nova York descreve a visita que seu comitê fez recentemente ao escritório local de liberdade vigiada: “Fomos acolhidos não apenas calorosamente, mas também com muito entusiasmo” Embora lhes tivessem pedido para limitar o tempo de A.A. a “menos de uma hora”, resultou que os membros do Comitê ficaram quase duas horas. “Os encarregados da liberdade vigiada demonstraram muito interesse e aceitaram muito agradecidos os folhetos e outra literatura que lhes levamos”.

Richard B., membro do pessoal do ESG lotado no departamento de Cooperação com a Comunidade Profissional, observa: “Em outras Áreas onde os membros dos Comitês de CCP se entrevistaram e trocaram ideias com os funcionários dos Tribunais e outros profissionais interessados, o resultado foi de cooperação e compreensão mutua. Uma vez que cada vez mais AAs são enviados atualmente pelos profissionais, a comunicação aberta, no espirito de cooperação amigável é mais importante que nunca. Haverá mal-entendidos, mas estes não terão porque nos distrair de ‘colocar a semente de A.A. à disposição de todos’– como dizem os Guias, ficando sempre atentos à nossa Tradição de não afiliação e lembrando-nos sempre que o único inventário que fazemos é o nosso”.

(*)Para saber mais:
Você encontra todos os Guias de A.A. em:
http://www.aa.org/lang/sp/subpage.cfm?page=36

O GRUPO DE A.A…. ONDE TUDO COMEÇA

O Grupo de A.A… Onde tudo começa

Box 4-5-9, Outono (Set.) / 2012 (pág. 3-4) http://www.aa.org/newsletters/es_ES/sp_box459_fall12.pdf
Título original: “El grupo de A.A.… donde todo empieza”

Conforme diz a Terceira Tradição de A.A. – forma longa, “Devem fazer parte de nosso quadro de membros todos que sofrerem de alcoolismo. Não podemos, portanto, recusar pessoa alguma que deseje recuperar-se. Tampouco o ingresso em A.A. deve jamais depender de dinheiro ou formalidade. Um grupo qualquer, formado por dois ou três alcoólicos, pode chamar-se Alcoólicos Anônimos, conquanto que, em conjunto não estejam filiados a outra entidade.” Entretanto, no entender dos membros de A.A., a vida do Grupo supõe muito mais que dois ou três companheiros. Portanto, o folheto aprovado pela Conferencia, titulado “O Grupo de A.A… onde tudo começa” nos oferece 41 páginas (a edição 2012 no Brasil, tem 64 páginas) de experiência compartilhada, sem contar os Doze Passos, as Doze Tradições e os Doze Conceitos.

Folheto secreto?

Embora houvéssemos tido o folheto “O Grupo de A.A… onde tudo começa” durante muitos anos – foi publicado pela primeira vez em 1965 – e passou por revisões importantes conforme ações recomendadas da Conferencia de Serviços Gerais em 1990 e 2005, as chamadas telefônicas e correios eletrônicos que chegam ao Escritório de Serviços Gerais partindo dos membros dos Grupos podem-nos causar a impressão de que muitos Grupos de A.A. continuam sem saber das riquezas que se encontram nas páginas deste folheto. Nas palavras de um membro do pessoal do ESG, “Provavelmente é o recurso mais citado do ESG em termos de experiência de A.A. compartilhada, mas às vezes parece ser uma publicação secreta”.

Assim, como formar um novo Grupo de A.A.? Se você está lendo este número do Box 4-5-9, é possível que já seja membro de um Grupo estabelecido. Mas pode chegar o momento em que parece que outro Grupo poderia estar servindo melhor à sua comunidade. É possível que tenha ouvido alguém mencionar o refrão de A.A. que diz que tudo o que se necessita para formar um novo Grupo é uma cafeteira e um ressentimento. Segundo informação do folheto “O Grupo de A.A.”, não é necessário nenhum ressentimento, mas, talvez seja conveniente comprar uma cafeteira. O mais importante é determinar que se precisasse um novo Grupo na vizinhança; pedir a colaboração de outros membros de A.A.; encontrar um local que possa ser alugado para celebrar as reuniões; e conseguir um sortido de literatura de A.A., listas de reuniões e material de escritório.

Depois de se planejar bem a criação do Grupo – dois ou três meses pelo menos, é conveniente divulgar sua existência aos Grupos vizinhos, ao Escritório de Serviços Locais – ESL, (ou a entidade que elabora e divulga as listas de reuniões, e o Escritório de Serviços Gerais – ESG. Registrar um Grupo novo de Alcoólicos Anônimos no ESG (dos EUA/Canadá), costuma supor o preenchimento de um formulário apropriado que pode ser baixado no sítio Web de A.A. – http://www.aa.org, ou pedido pelo correio postal a: GSO, Box 459, Grand Central Station, Nova York, NY 10163.

De acordo com Susan Donnor, não alcoólica, principal administradora de registros do ESG, o Escritório recebe de 50 a 60 Formulários de Grupo Novo por dia. As veteranas do Departamento de Registros podem tramitar a grande maioria destes anúncios de Grupo novo sem problema, mas, alguns são encaminhados a um membro do pessoal do ESG para dar seguimento.

Problemas com os formulários de um novo Grupo.

Duas das razões pelas que se pode pedir um seguimento têm a ver com o nome do Grupo em questão e sua data de fundação. Uma das partes do anúncio de um novo Grupo é a escolha de um nome para ele. E em A.A. é possível equivocar-se a este respeito a menos que se procure experiência compartilhada relacionada com a maneira de fazê-lo. Um breve aviso acima do espaço para o nome do Grupo no Formulário de Grupo Novo, diz “As tradições de A.A. sugerem que não se dê ao Grupo o nome de uma instituição ou de uma pessoa – viva ou morta, e que o nome do Grupo não implique afiliação com nenhuma religião ou seita religiosa, organização ou instituição alguma”. Por isso, os nomes propostos que podem provocar uma chamada de atenção amigável por parte do ESG podem ser semelhantes aos exemplos seguintes (fictícios): Grupo Camelo Arenoso (instituição); o Grupo Memorial Tomás Platero; inclusive Grupos cujos nomes incluem os de Bill W. e do Dr. Bob (antepor os princípios às personalidades); Doze Passos em Direção a Buda (religião); ou o Grupo Lobato (organização).

Ademais, “Nossa consciência de Grupo de A.A., manifestada pela Conferência de Serviços Gerais, tem recomendado que reuniões de ‘família’, ‘duplos problemas’ e de‘álcool e pílulas’ não devem ser relacionadas nos diretórios de A.A. O uso da palavra‘família’ pode levar à confusão com os Grupos Familiares Al-Anon, uma Irmandade inteiramente separada de A.A.

…É um engano insinuar ou dar a impressão de que A.A. resolve outros problemas, ou que sabe o que fazer a respeito da adição a drogas”. (“O Grupo de A.A…. onde tudo começa”, página 22/4-5, Junaab, código 205, R$ 10,00)

Os nomes que podem induzir a uma chamada telefônica são os que contém algum palavrão ou um duvidoso acrônimo (N.T.: palavra formada pelas letras ou sílabas iniciais de palavras sucessivas de uma locução), embora estes casos representem uma percentagem mínima nos Formulários de Grupo Novo.

Outra preocupação surgida em anos recentes é o uso de “recuperação” no nome proposto pelo Grupo. Isto pode ocasionar um pedido de esclarecimento para determinar se o Grupo está focado exclusivamente na recuperação do alcoolismo ou em outros problemas diferentes do alcoolismo. No primeiro caso seria melhor que o Grupo utiliza-se a palavra“sobriedade” no seu nome, o que indicará de alguma maneira que o Grupo está aderido ao propósito primordial de A.A. No segundo caso, o ESG não poderá inscrever o Grupo.

O problema da “data de início” é causado pelos Grupos que enviam o formulário com uma data de início futura ou com apenas poucas semanas antes que chegue o formulário. Isto resulta numa amigável lembrança de que é melhor não enviar o formulário até que o Grupo tenha feito um “bom começo” – de dois a três meses. Os Grupos novos, naturalmente estão desejosos de se inscrever no ESG. Ao fazer as chamadas para dar seguimento, às vezes ficamos sabendo que estes formulários foram enviados por membros de A.A. – e outras pessoas, que acreditam que precisam de autorização prévia do ESG para a formação de um novo Grupo. Carece dizer que isto não está de acordo com a Terceira Tradição de A.A.

Independente que o formulário apresente problemas ou não, o Escritório aguardará 30 dias antes da tramitação, para que a estrutura de serviços gerais da sua Área tenha a oportunidade de se colocar em contato com o Grupo e dar-lhe as boas-vindas se é costume na Área.

O número de serviço de Grupo – com frequência mal entendido

Uma vez que foi feita a tramitação do formulário do Grupo, será enviada uma carta com seu “número de serviço de Grupo”. O que significa este número? Há pessoas que se comunicaram com o ESG para se referir a Grupos que pretendem ser “reconhecidos” como Grupos oficiais de A.A. por ter recebido tal número. Porém, o “número de serviço do Grupo” não implica aprovação desse tipo. Nem constitui ou implica a aprovação do enfoque do Grupo ou a maneira com que tal Grupo coloca em prática o programa tradicional de A.A.

De acordo com Rick W., membro do pessoal do ESG: “Estar ‘inscrito’ no ESG, significa apenas que o Grupo pediu que sejam inscritos seu Representante de Serviços Gerais – RSG, e o endereço para fins de contato e comunicação. Aparecer na lista do ESG não significa que este seja um Grupo oficial de A.A.; apenas torna possível estar em contato com o Grupo para compartilhar informação a respeito do que acontece em A.A., especialmente através do boletim do ESG, Box 459.

Para ser um Grupo de A.A. não é preciso estar inscrito nos registros do ESG. Quando um Grupo pede sua inscrição em nossos registros, o sistema informático lhe assigna um número único chamado de ‘número de serviço de Grupo’. Faz-se o mesmo com qualquer indivíduo ou entidade, como, por exemplo, o Delegado de Área, o membro do Comitê de Distrito, o coordenador de um Comitê de Área ou Distrito, um Escritório de Serviços Locais, um Escritório de Serviços Gerais de outro país, etc. Todos têm assignado um ‘número de serviço de Grupo’. Já que este identificador é assignado a indivíduos ou outras entidades além dos Grupos, ‘número de serviço de Grupo’ não é um termo descritor muito exato, mesmo assim, é utilizado.

O ‘número de serviço do Grupo’ foi criado como um instrumento útil para manter o registro das contribuições ou os pedidos de literatura. Por exemplo, o tesoureiro de um Grupo pode enviar as contribuições do Grupo ‘Doze e Doze’. É possível que este Grupo aparecesse originalmente na lista como o Grupo ‘Doze e Doze da Segunda-feira à tarde’. O número de serviço do Grupo facilita perceber que as comunicações se referem ao mesmo Grupo. Outro exemplo: muitos Grupos têm nomes parecidos – há 357 Grupos inscritos nos nossos registros que têm como parte do nome o refrão ‘Vá com Calma’. O ‘número de serviço de Grupo’, também nos ajuda a diferenciar estes Grupos”.

O GRUPO BASE

O grupo base

Box 4-5-9, Fev. Mar. 2004 (pag. 3-4) => http://www.aa.org/newsletters/es_ES/sp_box459_feb-mar04.pdf
Título original: “El grupo base: El elemento básico de A.A.””

“Ao longo dos anos, a essência mesma da força de A.A. residiu no Grupo base, o qual, para muitos membros é como a prolongação da sua família”, conforme as palavras do livreto “O Grupo de A.A… onde tudo começa”.
O Grupo base é o lugar onde os novos membros podem mais facilmente conhecer os companheiros de uma maneira genuína, e onde os veteranos podem conhecer os novos. Ouvir os outros falar com franqueza dos seus temores e contar histórias um dia vergonhosas de suas vidas de bebedores são uma experiência libertadora para o cauteloso ou desconfiado iniciante.

Chris S. diz que “o pertencer a um Grupo base torna possível sentir-se mais cômodo. Você tem a sensação de que os companheiros o conhecem e o aceitam”. É verdade que todas as reuniões a que um alcoólico assiste contribuem de maneira importante para sua recuperação seja em seu Grupo base ou em outro. Porém, os que chegam em A.A. têm muitas coisas em comum, frequentemente incluindo a sensação de “nunca ter sido parte de nada”.

No Grupo base aprende a se orientar no caminho novo da sobriedade. Depois de passar tanto tempo à margem, o alcoólico recém sóbrio aprende a fazer as primeiras incursões na vida plena. È muito provável que no Grupo base o membro faça os trabalhos de serviço e experimente a desejada sensação de pertencer, junto com o sentimento de responsabilidade, que, milagrosamente, se origina nas tarefas simples como arrumar as cadeiras e fazer café.

O Grupo base firma o membro de A.A. no programa e talvez a chave esteja no compromisso de participar no serviço. O membro assiste a uma reunião à qual em outras circunstâncias não iria, simplesmente porque não quer que o seu Grupo base se decepcione com ele. Ao continuar assistindo, os companheiros acabarão percebendo. Se o membro deixa de assistir às reuniões, é muito provável que alguém do Grupo base sinta sua falta. Para aqueles que têm a infelicidade de recair, o Grupo base é o lugar natural e lógico para retornar. Os membros estão ali para receber o iniciante ou a pessoa que retorna.

Para aqueles que têm muito tempo de sobriedade, o Grupo base pode ter a mesma importância. Enquanto os iniciantes se desdobram para assistir o maior número de reuniões possível nos primeiros tempos, pode ser que as pessoas com muito tempo de sobriedade já não tenham a mesma participação. Para essas pessoas, o Grupo base é o elo que as mantém ligadas à Irmandade, um lugar onde sabem que irão ao menos uma vez por semana. A assistência dos veteranos às reuniões, semana após semana, ano após ano, dá substância ao Grupo e sua presença pode ser inspiradora de maneiras inesperadas. Conforme uma história, um alcoólico que ficou muitos anos na periferia de A.A. sem alcançar a sobriedade, observou que havia um veterano que sempre sentava no mesmo canto da sala. Diz que um dia, sem ainda saber se iria entrar, acabou por decidir que, segundo suas palavras, “se aquele vovozinho ainda estivesse ali, naquele mesmo assento, vou entrar”. Desde essa reunião, tem se mantido sóbrio.

O Grupo base ativo também contribui para a saúde de A.A. na sua totalidade. É o elemento básico da Irmandade. Produz os representantes de serviços gerais – RSG´s, e fixa o rumo de A.A. como um todo. O Grupo base vincula o membro à Irmandade.

Uma questão gerada relacionada com os Grupos de base é a que trata do desenvolvimento de Grupos dirigidos para homens, mulheres, jovens, homossexuais, etc. Na 40ª Conferência de Serviços Gerais, em 1990, um grupo de trabalho tratou especificamente deste tipo de grupos. Entre as vantagens, segundo os participantes do grupo de trabalho, está a de que estes grupos oferecem um acesso a A.A. ao alcoólico que, “se não tiver esta opção, não assistiria às reuniões”. Desta forma podem servir como ponte em direção à corrente principal de A.A. Uma desvantagem é que “estas reuniões podem fomentar um sentimento de ser diferente, de isolamento e de segregação”.

O mais importante, conforme o observado por esse grupo de trabalho, e que, de conformidade com a Quarta Tradição, os Grupos de A.A. são autônomos e têm o direito de conduzir seus assuntos da maneira que melhor lhes convir “exceto em assuntos que possam afetar outros Grupos ou A.A. em seu conjunto”.

Em A.A. aprendemos o básico de uma nova vida. O Grupo base pode ser uma parte importante disso. Como diz o prefácio de “O Grupo base: a batida do coração de A.A.”publicado pela Grapevine. “É o lugar onde os alcoólicos começam a adotar os princípios de Alcoólicos Anônimos como realidades que dão resultados em suas vidas sóbrias”.