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OS DOZE CONCEITOS PARA SERVIÇOS MUNDIAIS

OS DOZE CONCEITOS PARA SERVIÇOS MUNDIAIS

PREFÁCIO
Contingências especialíssimas vividas por A. A. do Brasil nos levaram a adotar uma estrutura diferente daquela registrada nos “Doze Conceitos para Serviços Mundiais”, aprovada pela XIX Conferência de Serviços Gerais de A. A. do Brasil, realizada no ano de 1995, na cidade de Santos, Estado de São Paulo.
Vige já há quatro anos a experiência com as modificações abaixo e, salvo manifestação oral de unia inexpressiva minoria à Junta de Serviços Gerais, tem-se percebido uma melhoria na administração do ESG. Não houve quaisquer modificações na forma de realizarmos a Conferência.
As Mudanças Estruturais:
O Conceito VIII reza: “… Eles e os seus principais comitês dirigem diretamente esses assuntos; (b) mas com relação aos nossos serviços, constantemente ativos e incorporados separadamente, a relação dos Custódios…”.
Na estrutura da Junta de Serviços Gerais de A. A. do Brasil — JUNAAB, extinguiu-se o CLAAB e a Revista Brasileira de A. A., que eram incorporados à JUNAAB separadamente, passando suas atribuições a serem exercidas pelos Comitês de Literatura e de Publicações Periódicas, respectivamente. A execução dos serviços é decidida pelo Comitê Executivo da JUNAAB, que se reúnem mensalmente e é integrado por dois Custódios de Serviços Gerais — o Diretor Geral e o Tesoureiro Geral, por dois Diretores — o Administrativo e o Financeiro, pelo Gerente Administrativo e pelos Coordenadores dos Comitês de Literatura, Publicações Periódicas, Trabalhando com os Outros, Finanças e de Imagem, Som e Memória.
Com referência ao Conceito X, convém registrar-se neste prefácio que decisões rotineiras dos afazeres do ESG são decididas pelo conjunto dos componentes do Comitê Executivo, que trimestralmente participam da Reunião da JUNAAB, com os demais Custódios da Junta, com os membros do Conselho Fiscal e com o Coordenador do COC, onde são decididas as questões de maior importância. Portanto, está resguardada a correspondência “de uma autoridade de serviço equivalente”
Ao ser lido o Conceito XI, os interessados na estrutura de A. A. do Brasil, devem levar em consideração que a Conferência de Serviços Gerais de A. A. do Brasil conta com as Comissões descritas no Manual de Serviços em vigor, e que os Comitês de Assessoramento da Junta de Custódios acham-se descritos no mesmo Manual de Serviços.
Todos os demais Direitos, normas que disciplinam o relacionamento entre Junta de Custódios e Conferência, bem como as seis (6) Garantias, foram preservadas.
Este prefácio passa a ser, para A. A. do Brasil, norma de procedimento, tradicional e legal, cujas mudanças foram aprovadas pela CSG/95 e incorporadas nos Estatutos da JUNAAB, registrados no l° Cartório de Notas e Ofícios de São Paulo / SP e, nesta oportunidade, publicados com a nova edição do livro “Doze Conceitos Para Serviços Mundiais”, revisado e editado pela JUNAAB.
INTRODUÇÃO
Os “Doze Conceitos para Serviços Mundiais”, descritos neste Manual, são uma interpretação da estrutura de serviços mundiais de A. A. Eles mostram a evolução pela qual passaram, chegando à sua forma atual, e detalham as experiências e razões sobre as quais as nossas operações se apoiam hoje. Estes Conceitos, portanto, pretendem registrar o “porquê” da nossa estrutura de serviço, de tal maneira que a valiosa experiência do passado e as lições que tiramos dessa experiência nunca devam ser esquecidas ou perdidas.
Cada nova geração de servidores mundiais de A. A., com toda razão, estará ansiosa para introduzir melhoramentos operacionais. Falhas imprevistas na estrutura atual aparecerão, sem dúvida, mais tarde. Novas necessidades de serviço e problemas surgirão, fazendo necessariamente mudanças na estrutura. Tais alterações deverão certamente ser feitas, e essas contingências encaradas de frente.
Deveríamos, entretanto, compreender que uma mudança não quer, necessariamente, assegurar progresso. Temos certeza de que cada novo grupo de trabalhadores nos serviços mundiais será tentado a experimentar toda a sorte de inovações que geralmente resultam em pouco mais do que uma dolorosa repetição de erros anteriores. Portanto, será um objetivo importante destes Conceitos impedir tais repetições, colocando as experiências do passado claramente à nossa frente. Ainda que tentativas erradas sejam feitas, estes Conceitos podem prover então uma maneira segura de retornarmos sãos e salvos para uma operação equilibrada, que de outra forma poderia levar anos de tropeços para ser percebida.
Também serão vistos nestes Conceitos um número de princípios que já se tornaram tradicionais nos nossos serviços, mas que não foram ainda claramente definidos e explicados por escrito. Por exemplo, o “Direito de Decisão” dá aos nossos lideres de serviço uma discrição adequada à liberdade de ação; o Direito de Participação” dá a cada servidor mundial o direito de voto de acordo com a sua responsabilidade, e a “Participação” garante, além do mais, que cada comissão de serviço ou comitê terá sempre a posse de diversos ele mentos e pessoas com talento, que assegurarão um funcionamento eficiente.
Nota do Tradutor: Através deste Manual, o que é agora conhecido como Escritório de Serviços Gerais de A. A. — GSO — é mencionado em diversas partes com denominações, tais como: Sede Mundial, Sede, Escritório de Serviços Mundiais, Escritório Mundial e Sede de Serviços.

O “Direito de Petição” dá a certeza de que as queixas podem ser ouvidas e tratadas adequadamente. Estes princípios gerais podem, certamente, ser aplicados com bons resultados em toda a nossa estrutura.
Em outras seções, os Conceitos delineiam cuidadosamente aquelas importantes tradições, costumes, relacionamentos e arranjos legais que unem firmemente a Junta de Serviços Gerais numa harmonia de trabalho com seus principais comitês e com a sua unidade incorporada de serviço ativo — A. A. World Services, Jnc. e A.A. Grapevine, Inc. Essa é a essência estrutura que controla a situação dos trabalhos internos na Sede de A. A.
Certas precauções foram tomadas, temendo-se que a descrição detalhada da nossa estrutura interna não viesse mais tarde a se firmar numa tradição rígida ou num evangelho, onde alterações necessárias seriam impossíveis de ser feitas. Nada poderia se afastar mais das intenções destes Conceitos. Os futuros advogados das alterações da estrutura terão somente que apresentar motivos fortes para as suas recomendações — uma motivação que convença tanto os Custódios, quanto a Conferência. Isso não nada além do normalmente necessário para o estudo e aprovação de qualquer outra parte importante dos assuntos de A. A. Com exceção de um ponto ou dois, é conveniente notar que a própria Ata de Constituição da Conferência pode facilmente ser alterada.
Talvez uma maior precaução deva ser tomada quando uma proposta d alteração estrutural seja especialmente profunda. Nesse caso, a alteração em questão deveria ser denominada como “experimental”, por um período de tempo apropriado. Na aprovação final, tal alteração poderia ser incluída numa seção especial deste Manual, que poderia ser chamada de “EMENDAS”. Isto deixaria intacto o texto original dos Doze Conceitos, como um registro evidencial das nossas experiências anteriores. Poderia ser sempre visto claramente por nossos futuros servidores, exatamente o que aconteceu e por quê.
Em outros capítulos, deu-se grande ênfase à necessidade de alta capa cidade de liderança, à conveniência de métodos cuidadosos na introdução de novos membros e à necessidade do melhor relacionamento possível entre as pessoas que trabalham nos nossos serviços. Os Conceitos tentam apresentar uma estrutura na qual todos possam trabalhar em prol de bons resultados com um mínimo de atritos. Isso é conseguido pelo relaciona mento dos nossos servidores com o seu próprio trabalho, bem como uns com os outros, de maneira a reduzir as possibilidades de conflitos.
Nos serviços de A. A., temos tido sempre que escolher entre o procedimento autoritário, em que um grupo ou pessoa pode ser colocado de maneira a ter autoridade irrestrita sobre outro, e o conceito democrático que requer verificações e prestações de contas de maneira a impedir que a autoridade irrestrita possa ocorrer livremente, O primeiro procedimento é do tipo “institucional” ou autoritário. O segundo é o método dos governos “constitucionais”, que é usado pelas organizações comerciais nas suas altas esferas.
Tendo conhecimento das nossas tendências autoritárias ao dirigir, é natural e até imperativo que os nossos conceitos de serviço sejam baseados num sistema de “verificações e prestação de contas”. Temos que encarar o fato de que usualmente tentamos aumentar a nossa própria autoridade e prestígio, quando estamos “segurando as rédeas”. Mas quando outros têm as rédeas nas mãos, arduamente resistimos a uma administração de linha dura. Tenho plena certeza disso, porque eu mesmo tenho essa característica.
Consequentemente, ideias como as que se seguem são encontradas frequentemente nos Conceitos: “Nenhum Grupo ou indivíduo deveria ser colocado em posição de autoridade irrestrita sobre outro”; “Operações grandes, ativas e diferentes deveriam ser incorporadas e dirigidas separadamente, cada uma como seu próprio quadro de funcionários, equipamento e capital de trabalho”; “Deveríamos evitar uma desnecessária concentração de dinheiro ou de influência pessoal em qualquer grupo ou entidade de serviço”; “Em cada nível de serviço a autoridade deveria ser igual à responsabilidade”; “Dupla administração deveria ser evitada”. Essas e outras medidas semelhantes definem um relacionamento no trabalho que pode ser cordial e ainda eficiente. Elas, especialmente, restringem a nossa tendência de acumular dinheiro e poder, sendo isso quase sempre a motivação básica (embora nem sempre consciente) da nossa paixão sempre renovada para a “consolidação” das entidades de serviços mundiais.
Devido ao grande número de assuntos que tinham de ser incluídos, estes Conceitos foram difíceis de ser organizados e escritos. Como cada Conceito é um grupo de princípios relacionados, declarações resumidas do tipo das usadas nos Doze Passos e Doze Tradições de A. A. não foram possíveis. Entretanto, estes Conceitos representam a melhor condensação que pude fazer, depois de mais de 20 anos de experiência na criação da nossa estrutura de serviço e na direção dos assuntos mundiais de A. A. Como os Doze Passos, as Doze Tradições e a Ata da Constituição da Conferência, escritos anteriormente, estes princípios de serviço também são o resultado de longas reflexões e extensivas consultas.
Com muita esperança, achamos que estes Doze Conceitos serão uma companhia agradável para o nosso “Manual de Serviços de A. A.” e que eles podem ser um guia seguro de trabalho por muitos anos.

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