Monthly Archives: Novembro 2016

OS PRINCÍPIOS ACIMA DAS PERSONALIDADES – TOCANTINS

TOCANTINS
OS PRINCÍPIOS ACIMA DAS PERSONALIDADES

A Irmandade de Alcoólicos Anônimos tem uma magnífica programação e esta é a base de sustentação para muitas pessoas que têm problemas com a bebida alcoólica, a recuperação exige boa vontade de quem está em recuperação. A doença cria toda as artimanhas para evitar que o alcoólico venha encontrar a paz de espírito, que os mais antigos em recuperação adquiriram, com a filosofia de vida de A. A., e para que esta paz continue ao alcance de todos, é necessário termos sempre em mente, a questão de que não podemos colocar os princípios acima das personalidades.
O surgimento desta Irmandade foi a válvula de escape que muitos homens e mulheres, bebedores problemas, existentes em diversos cantos do mundo, sabemos que o alcoólico na ativa age como um furacão na vida das pessoas que o cercam, diretamente ou não, em muitos casos, a família sente um grande alívio quando o seu familiar alcoólico encontra uma maneira de viver abstêmio do álcool, e passa a viver em recuperação, vivendo em harmonia com um modelo de vida apoiado no Doze Passos, Doze Tradições e os Doze Conceitos para Serviços Mundiais.
O princípio da recuperação é de grande importância para que a pessoa entenda que todos nós temos um Poder Superior a nós mesmos, e que este pode nos dar de volta a sanidade mental e também novas perspectivas de vida inseridas na programação de Alcoólicos Anônimos. Nesse contexto, existe uma realidade de igualdade entre os companheiros, onde existem pessoas com os mais diversos tipos de temperamentos, em busca de um só objetivo, que é manter-se sóbrio, buscando a felicidade verdadeira e que esta seja vivida de 24 em 24 horas, e que também esta seja regida pelos 36 princípios supracitados que, juntos formam um tripé de sustentação para diversas vidas.
Alcoólicos Anônimos aparece agora alicerçado pelos 36 princípios e de uma magnífica programação de vida que nos leva além do parar de beber, para uma nova vida cheia de alegria a felicidade, é necessário que o recuperando seja bastante vigilante consigo mesmo, caso contrário ela vota a beber e morre, morre espiritualmente. Para que isso não venha a acontecer, temos que ser humildes aceitando as coisas que não podemos modificar. Ter bastante cuidado com os ressentimentos a aceitar sugestões dos Doze Passos, Tradições e Conceitos para Serviços Mundiais, e todos os ensinamentos de nossa literatura, entendendo a praticando esses princípios em todas as atividades.
Como podemos observar, manter os princípios acima das personalidades não é uma tarefa difícil de se realizar; o aspecto primordial e que se mantenham sempre com a mente aberta, para que possamos observar as personalidades acima de nossos princípios, quando alguém está guardando a melhor xícara, a cadeira especial de alguém com vontade de parar de beber. Os princípios devem ser praticados por nós membros de A. A. que, se praticados, exercerão um bom exemplo àqueles que estão chegando. O exemplo que damos, crescendo a vivenciando a programação, é que darão forças para aqueles que iniciam o programa.
A personalidade de cada um de nós deve ser tratada com simplicidade, humildade, serenidade e aceitação. A investigação pessoal que nos sugere o Quarto Passo é o alicerce primordial para que nos conheçamos a cheguemos a uma conclusão que sem um esforço destemido a minucioso, será difícil permanecemos sóbrios, com alegria e animado em levar a mensagem àquele que ainda sofre. Precisamos mais do que nunca levar a mensagem, com certeza, mas para isso precisamos nos conhecer o suficiente para que não voltemos àquela vida de lamúrias e sofrimento, pois os nossos afilhados ficaram tristes e se perguntarão: Se o meu padrinho recaiu, será que eu também voltarei para aquela vida de antes? Cabe ao Grupo a responsabilidade de levar a verdadeira mensagem de A. A., por meio da literatura, onde cada um chega entre nós necessitando de solidariedade, carinho e autoestima. E, para levantar essa autoestima, só conhecemos uma forma: Conhecer a literatura e praticar os princípios de Alcoólicos Anônimos, acima de nossa personalidade. Todos nós somos padrinhos e afilhados uns dos outros.
O programa de recuperação de A. A. nos mostra que o caminho da verdade tem que ser percorrido continuamente. É uma busca, um trabalho para toda a vida porque meia verdade ainda é uma mentira. Por outro lado, embora a verdade tenha que ser total e completa, conforta a lembrança de uns pensamentos de A. A. que dizem que se deve preferir o “progresso e não a perfeição” e que devem “ir devagar, mas ir”. Por outro lado, não podemos cair numa historinha que ouvi contar, chamada de “A Caverna da Verdade”. Sabendo da existência da caverna, algumas pessoas decidiram conhecê-la. Fizeram uma longa viagem e, finalmente, ao chegar à entrada, encontraram um guarda e perguntaram era a Caverna da Verdade, ao que o guarda respondeu que sim. Perguntaram se podiam entrar e ele respondeu questionando o quão profundamente eles queriam ir caverna adentro. Conversaram entre si e retornaram dizendo que gostariam de entrar na caverna, mas só o suficiente para dizer que tinham estado lá. Essa história vem à lembrança quando resolvemos desenvolver uma maneira de vida que requer uma honestidade rigorosa. É preciso que não se queira ser honesto apenas na medida necessária para dizer que simplesmente visitamos a verdade e a honestidade. Temos que ir a fundo na caverna para crescermos na honestidade.
O Programa funciona para aquele que quer parar de beber. Não funcionará para aquele que não está certo disto, diz Bill W. verdade é que nós, padrinhos, temos dupla responsabilidade: uma de praticar os princípios de A. A. deixando o egocentrismo e o orgulho de lado, a outra de servir de exemplo para quem chega e precisa de nossa ajuda. Quem se nega a estender a mão amiga de A. A. está fazendo um grande mal para ele mesmo e para a Irmandade como um todo, deixando de crescer e se aproximando de uma recaída.
Dessa forma, os princípios de A. A. devem sempre prevalecer acima de nossa personalidade, por mais benevolente que sejamos. Com a obediência nos princípios, com certeza teremos uma vida saudável. O nosso Grupo também o terá, pois estamos fazendo parte dele e somos exemplos para que ainda pensa em praticá-los. Nosso Grupo com certeza obedecera aos princípios da unidade, negando-se a receber qualquer coisa e fonte externa, vivendo somente de nossa própria contribuição e autonomia.
Que o Poder Superior possa nos abrir a mente no momento em que nossa personalidade crescer mais que os princípios, nos podando a nossa vontade e procurando a vontade de Deus para conosco.
Nossa personalidade não se apagará para sempre, mas vamos continuar tentando nos vigiar para que os princípios da Irmandade que está salvando nossas vidas possam salvar outras também.
Quando nós não estivermos mais no Grupo, que possam ter outros a nos substituir, fazendo o mesmo trabalho e exemplo que nós fizéramos.
Que Deus esteja entre nós e nos proteja da nossa própria personalidade, nos proporcionando Serenidade, Coragem e Sabedoria.

FONTE:
JUNAAB – Relatório Anual de Alcoólicos Anônimos do Brasil
XXXI Conferência de Serviços Gerais – São Paulo/SP – 2007
Página 154 – 155

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OS PRINCÍPIOS ACIMA DAS PERSONALIDADES – SERGIPE

SERGIPE
OS PRINCÍPIOS ACIMA DAS PERSONALIDADES

Quanto mais A. A. se agarra a seu objetivo primordial, maior sua influência proveitosa em todos os lugares.
Quando o homem coloca a personalidade em evidência é fácil, tão fácil quanto ingerir a água para matar a sede ou o alimento para saciar a fome. Muitos de nós, por instinto, temos a natural tendência de modificar os princípios com invenções inadequadas ao propósito de A. A. A valorização do ego em todas as nossas atividades, usado indevidamente, na busca desenfreada do Poder, Dinheiro, Propriedade e Prestígio, tem levado muitos de nós a consequências desagradáveis. Um detalhe importante para deter determinadas influências está no critério da escolha de nossos servidores, que devem ser de confiança.
Entre os requisitos para uma boa escolha se faz necessário que o servidor exercite o Primeiro Legado (a Recuperação), para uma melhor adaptação no Segundo Legado (a Unidade) e, ai sim, teremos naturalmente um servidor com os requisitos adequados para o Terceiro Legado (o Serviço). Devido à má escolha dos nossos servidores para os trabalhos do Décimo Segundo Passo, que, na maioria das vezes, não estão preparados para exercerem determinadas funções em A. A., além da mensagem não ser levada de forma correta, fatos desagradáveis têm ocorrido frequentemente em nossa Irmandade. Muitos são escolhidos por simpatia ou pela desculpa de: “se não tem ninguém…”. Por fatos semelhantes a estes a decadência inerente ao propósito de nossa Irmandade tem tomado proporções desastrosas, que divergem frontalmente daquilo que seria a essência de A. A., causando assim um impacto no que deveria ser a dádiva preciosa de “dar de graça o que de graça recebemos”.
Assim, cada vez mais, estamos percebendo que temos nossos princípios que, paulatinamente, não estão sendo levados em consideração. Esses princípios são todos de vital importância. Nós temos visto constantemente o que o álcool pode fazer em nossas vidas. Quando estamos trabalhando unidos, em grupos e individualmente, percebemos que o impacto sobre o problema do álcool tem um efeito positivo em relação à libertação obsessiva da doença, jamais conseguido antes. Precisamos desse impacto no mundo atual, um mundo no qual o medo domina e atemoriza. Mas, nós temos um aliado mais forte: um Poder Superior que, através do anonimato, que emana o verdadeiro poder espiritual, cuja força nos impulsiona a levar a mensagem milagrosa da recuperação aos alcoólicos que ainda sofrem.
Sabemos que o princípio do anonimato foi associado ao princípio de cooperação sem afiliação desde os primeiros anos de A. A. O princípio da recuperação e a prática do anonimato se associam em nossas relações com as demais instituições de nossa sociedade. É o resguardo de nossa Unidade, é a pedra angular da recuperação pessoal. O anonimato sem afiliação certamente se aplica às pessoas que levam a mensagem de A. A. a hospitais, a instituições e nas abordagens individuais. Se esquecermos esse princípio, os espíritos do dinheiro, poder, propriedade e prestígio estarão soltos entre nós. Nenhum princípio de A. A. merece maior atenção e aplicação do que esse. Lembrando que “a essência espiritual do anonimato é o sacrifício”. Portanto, o trabalho de levar a mensagem sem uma infraestrutura previamente elaborada, tende a ressaltar as personalidades em vez dos princípios de A. A. Assim, mais e mais estamos começando a perceber que nós temos nossos princípios – rendição, humildade, procura de orientação divina, sobriedade dia após dia e acima de tudo anonimato – nos assegurando de que ninguém vai ficar famoso como líder de Alcoólicos Anônimos.

FONTE:
JUNAAB – Relatório Anual de Alcoólicos Anônimos do Brasil
XXXI Conferência de Serviços Gerais – São Paulo/SP – 2007
Página 153 – 154

OS PRINCÍPIOS ACIMA DAS PERSONALIDADES – SÃO PAULO

SÃO PAULO
OS PRINCÍPIOS ACIMA DAS PERSONALIDADES

Nós, membros de A. A., em nossa trajetória do alcoolismo, tínhamos nosso princípio que era beber e tomar caminhos errados. Quando chegamos à Irmandade de A. A., tivemos que nos conformar com os princípios de recuperação contidos em nossa Primeira Tradição. Para que possamos de fato ter uma recuperação sadia, que nos levará a seguir para uma vida de sucesso bem diferente da que tínhamos, temos que estar atentos aos nossos 36 princípios contidos em nossa literatura, colocando-os em prática a todo o momento de nosso dia a dia; só assim estaremos resguardando nosso bem-estar e o direito daqueles que possuem o mesmo problema que tínhamos e que estão ainda por vir.
Temos que nos enquadrar dentro dos nossos Três Legados; isso nos dá a condição de servir a nossa Irmandade a partir do Grupo de que somos membros, trabalho esse que irá alicerçar cada vez mais a nossa recuperação individual de cada um de nós.
Porém, devemos estar cientes de que esse trabalho é voluntário e deverá ser realizado com a intenção do nosso princípio primordial, que é levar a mensagem àquele que ainda sofre. Qualquer encargo que estivermos ocupando será apenas uma responsabilidade que assumimos, sem ter pretensão de status ou algo parecido. Assim sendo, estaremos contribuindo e também a cada dia reforçando a nossa sobriedade, não deixando portanto, que nossa personalidade possa ser acima de nossos princípios.

FONTE:
JUNAAB – Relatório Anual de Alcoólicos Anônimos do Brasil
XXXI Conferência de Serviços Gerais – São Paulo/SP – 2007
Página 152 – 153

OS PRINCÍPIOS ACIMA DAS PERSONALIDADES – SANTA CATARINA

SANTA CATARINA
OS PRINCÍPIOS ACIMA DAS PERSONALIDADES

Para falarmos do Tema da XXXI Conferência de Serviços Gerais – “Princípios Acima das Personalidades”, teremos que falar dos nossos Três Legados, ou seja: a Recuperação – que se baseiam nos Doze Passos, a Unidade – que se aludem às Doze Tradições e o Serviço – afeto aos Doze Conceitos.
O símbolo de A. A., o triângulo equilátero, dentro do círculos, a par de ser muito antigo, presta-se também a múltiplas interpretações. As filosofias esotéricas veem no triângulo a figura geométrica perfeita, com três lados e três ângulos iguais – a imagem da Trindade Divina; no círculo, figura sem começo e sem fim, encontra-se a marca da eternidade.
O nosso símbolo é uma figura portadora de forte conteúdo espiritual. Para os efeitos didáticos deste tema, todavia, basta-nos lembrarmos da significação que têm os Três Legados de A. A.. – Recuperação, Unidade e Serviço, para nossa sobriedade e sobrevivência de nossa Irmandade. A colocação de cada Legado, junto a cada um dos lados do triângulo equilátero, parece nos lembrar não existir um Legado maior ou mais importante do que o outro. Pode, também, lembrar da igualdade que deve prevalecer dentro de nossos Grupos e órgãos de serviços, de uma Irmandade onde não existem chefes, onde não há governo, onde todos, apesar das características personalistas, estão no mesmo patamar e necessitam praticar os mesmos princípios, se quiserem permanecer sóbrios e vivos.
Inseridos no círculo, os Legados nos lembram de não podermos nos afastar desses princípios – de todos eles, seja o da Recuperação, o da Unidade e do Serviço, sob pena de corrermos o grave risco de beber e, consequentemente, morrer.
Permanecer em A. A. e praticar os seus princípios, em todas as nossas atividades, é o nosso seguro de vida, nossa verdadeira promessa de recuperação e de crescimento, um dia de cada vez.
Alcoólicos Anônimos não nasceu para funcionar em um mundo de condições ideais; num paraíso de perfeição sem igual. Alcoólicos Anônimos é deste mundo e foi feito para atuar neste mundo e, diga-se de passagem, com seres humanos nada celestiais. Daí a necessidade da existência de princípios, estabelecidos para que este punhado de gente se conforme harmoniosamente ao bem-estar comum.
Enganam-se aqueles que pensam ser a Irmandade uma anarquia no sentido pejorativo do termo. Talvez uma anarquia, sim, mas no sentido filosófico, mas isto é outra história.
Com nossa “personalidade desafiante”, como nos definiu um médico amigo de A. A., insubmissos a tudo e a todos, agimos como pequenos monarcas em nosso partícula mundo caótico.
Nunca vi uma expressão que tanto faça estremecer de satisfação a um companheiro em sua cadeira de reunião, do que aquela, incontáveis vezes usada na “cabeceira de mesa”: em A. A. ninguém manda, todos obedecem. Possivelmente uma versão tupiniquim, ou pelo menos, mais à moda da casa, daquela de nossa literatura “atuem por nós, mas não mandem em nós”.
Para a personalidade alcoólica, de maneira umbilical, a sujeição, em todas as sua formas, e muitas vezes mais dolorosa que ao ser humano não alcoólico.
É lá, nos Passos, que iremos nos haver com esta deficiência.
É praticamente impossível praticar o Legado de Recuperação, sem fazê-lo concomitantemente com o da Unidade. Sem Unidade, A. A. morrerá e nós também. Precisamos do Grupo para nos manter sóbrios.
A Unidade surge, naturalmente, pela prática das Tradições.
Estes princípios, sugeridos inicialmente como um código de ética para possibilitar a convivência harmoniosa dentro do Grupo, de Grupos com outros Grupos e com o A. A. como um todo e do Grupo com a sociedade, verificou-se depois serem poderosas ferramentas para contemplar nossa recuperação.
Todos eles apontam para a deflagração do ego, para colocar os interesses da Irmandade acima de nossas personalidades, algumas vezes egoísticas.
Renunciamos àquilo que é apanágio da maioria da humanidade. Optamos pela pobreza coletiva, pela ausência do governantes em nossa Irmandade.
Submetemo-nos à vontade de Deus, como cada um O concebe, através de nossa consciência coletiva; colocamos nosso bem-estar comum em primeiro lugar; desistimos de fazer qualquer exigência a quem quer que procure A. A. com o desejo de parar de beber, proclamamos a autonomia do Grupo a singularidade de propósito, a não afiliação, o não profissionalismo, a neutralidade quanto a assuntos estranhos à Irmandade e coroamos tudo isso com a Tradição do Sacrifício – o Anonimato, alicerce espiritual de nossas Tradições.
É importante focalizarmos com lente de aumento a parte final da Décima Segunda Tradição, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades.

FONTE:
JUNAAB – Relatório Anual de Alcoólicos Anônimos do Brasil
XXXI Conferência de Serviços Gerais – São Paulo/SP – 2007
Página 151 – 152

OS PRINCÍPIOS ACIMA DAS PERSONALIDADES – RORAIMA

RORAIMA
OS PRINCÍPIOS ACIMA DAS PERSONALIDADES

Todo membro de A. A. deve conformar-se com os princípios da recuperação, sua vida realmente depende da obediência a esses princípios espirituais.
Ao chegarmos em A. A. nos deparamos com esses princípios espirituais que para nós se tornam paradoxo (uma ideia contrária). Estamos vindo de uma sociedade onde só vale o que é e o que temos. A vontade de mostrar o que temos e o que somos é uma tentação para nós, hoje somos sabedores que mesmo cheio de diplomas éramos chamados de doutores cachaceiros, tivemos que silenciar nossos desejos e anseios, espírito de grandeza e mania de domínios, tivemos que adaptar nossos conceitos a novos conceitos espirituais (viver a maneira de A. A.). Em A. A. não havia lugar para prestígios, poder, riqueza e fama, foi necessário o sacrifício pelos demais companheiros que perante Deus e perante a doença do alcoolismo somos todos iguais.
Tivemos que praticar um grau de humildade para que pudéssemos nos igualar. Nesse momento nenhum sacrifício de caráter pessoal é denominado grande a face à preservação da Irmandade (Fonte – Primeira Tradição).
Devemos estar sempre conscientes de que não podemos nos afastar um milímetro dos princípios espirituais de A. A. A doença não escolhe vítimas, tanto faz ser o rico, pobre, negro ou branco, pastor, padre, o doutor ou gari, todos terão a mesma oportunidade que tivemos, todos poderão servir e ser servido. Com isso, dentro de uma sala de A. A. só existe uma pessoa importante que se chama visitante.
Com a prática desses princípios espirituais podemos nos manter unidos o tempo em que Deus precisar de nós, e sem personalidade passaremos a amar nossos companheiros como eles são, cuidaremos de nossos iguais e Deus cuidará de nós.
Deus abençoe Alcoólicos Anônimos, o milagre do século XXI.

FONTE:
JUNAAB – Relatório Anual de Alcoólicos Anônimos do Brasil
XXXI Conferência de Serviços Gerais – São Paulo/SP – 2007
Página 151

OS PRINCÍPIOS ACIMA DAS PERSONALIDADES – RONDÔNIA

RONDÔNIA
OS PRINCÍPIOS ACIMA DAS PERSONALIDADES

Qualquer um que olhar para as Doze Tradições terá imediatamente a segurança de que a ideia essencial de cada uma delas é o “sacrifício” pessoal.
Assim como nossos Doze Passos sugeridos para a nossa recuperação instrui-nos a viver as Doze Tradições leva-nos não só a conviver, mas também a colocarmos os princípios acima de nossas personalidades, pois, devemos esquecer nossos anseios pessoais em favor do bem estar comum ou estamos fadados ao desaparecimento, lembrando-nos sempre que o anonimato – recusando colher os louros pela própria recuperação ou a dos outros – é a humildade em ação.
No entanto, quando pronunciamos aos quatro ventos essa máxima mestra de Alcoólicos Anônimos, comprometemo-nos com profundo questionamento em atendimento às primeiras indagações que nos afloram à mente a suscitar-nos uma série de posicionamentos em relação ao tema. O que devemos entender por “princípios”? O que entendemos por “personalidade”? Será que temos a sabedoria de distinguir quando estamos nos conduzindo pelos princípios ou nos personalizando?
A Primeira Tradição recorda a cada um de nós que não estamos sozinhos na recuperação, que devemos combater nossos anseios e ambições pessoais. Na Segunda, aprendemos que não somos chefes, que devemos escutar a voz de Deus tal qual se expressa em nossa consciência coletiva; que nós somos alcoólicos reunidos em nossos Grupos e não temos o direito de julgar as qualificações de outros alcoólicos que buscam a mesma ajuda que tivemos.. Essa é nossa Terceira Tradição. Já a Quarta Tradição traz implícito que abandonemos qualquer ideia de autoridade humana ou governo centralizado. Ela sugere que o Grupo de A. A. deve fazer um inventário honesto dele mesmo, indagando a respeito de cada uma de suas ações. Tal qual o membro que escolhe fazer dos Passos o seu guia para a sobriedade feliz, o Grupo prudente reconhece que as Tradições não são tecnicismos – elas são orientações comprovadas para a consecução do principal objetivo de todos os Grupos de A. A. A Quinta Tradição adverte que a habilidade única de cada A. A. em identificar-se com o recém-chegado e reabilitá-lo não dependem de forma alguma de seu grau de instrução, eloquência ou qualquer outra capacitação específica.
Na crescente luta da recuperação não devemos permitir que nosso orgulho por A. A. nos leve a vincular a nossa Irmandade a outras entidades, objetivando nos candidatar a uma parcela do poder, do prestígio ou dos fundos que elas possuem. Pelo contrário se tivermos em mente nossas Sexta e Sétima Tradições, concentramos todos os nossos esforços para o único propósito de A. A., que é levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre. Pagando nossas próprias contas, mantendo uma substancial reserva prudente, lembrando sempre que A. A. precisa ser autossuficiente e independente; que as grandes contribuições não devem ser aceitas e que solicitar fundos públicos utilizando o nome de A. A. é extremamente perigoso.
Que o Décimo Segundo Passo seja sempre sem remuneração; que não somos “os tais” por este trabalho valiosos; que o maior pagamento já foi salvar as nossas próprias vidas. Esta é a nossa Oitava Tradição e ainda que nossos poucos trabalhadores remunerados nunca sejam considerados como profissionais de A. A. e que recebam salários descentes pelos trabalhos prestados. A Nona Tradição nos pede que renunciemos a qualquer ideia de ter uma organização a altos custos. É necessário ter o suficiente para permitir o funcionamento eficaz de nossos serviços gerais e nada mais. Essa Tradição inspira democracia. Nossos líderes estão ali para servir e cedem seus postos por rotatividade. Todas as nossas responsabilidades em A. A. são oportunidades de servir e não títulos a serem alardeados. A Décima Tradição nos reprime energicamente de entrar em qualquer controvérsia. A Décima Primeira Tradição é um lembrete de que a ambição pessoal não tem lugar em A. A., mas nela também está implícito que cada membro deve se tornar um guardião ativo de nossa Irmandade em suas relações com o público em geral. O anonimato é o manto protetor que cobre nossa Irmandade toda, mas ainda não é só isso, não é apenas uma proteção. Tem uma outra dimensão, um significado espiritual. Portanto, nós membros de A. A. nos submetemos a princípios porque nossa liberdade depende de quão bem possamos praticá-los.
Compreendemos não termos quaisquer resquícios de dúvidas. Que o cumprimento de nossas Tradições é o fundamento maior do tema “Princípios acima das personalidades”. Nossos princípios vêm em primeiro lugar e não fomos nós que os inventamos. Eles espelham valores espirituais eternos. Reconhecemos humildemente, através desta Décima Segunda Tradição, tanto como indivíduos quanto como Irmandade a nossa dependência de um poder superior a nós mesmos. A Décima Segunda Tradição com sua disposição de humildade anonimato, simplesmente compreende as onze anteriores. Os Doze Princípios das Tradições são nada mais que uma específica aplicação do espírito dos Doze Passos da recuperação para a vida do nosso Grupo e para as relações com a sociedade em geral. Os Doze Passos farão com que cada A. A. se torne íntegro com Deus, os Doze Princípios das Tradições farão com que cada um de nós seja íntegro com o mundo à nossa volta. Unidade é a nossa meta. Nossas Tradições seguramente ancoradas nestes sábios preceitos: Amor, Gratidão e Humildade. Sem nos esquecer da prudência. Que estas virtudes sempre fiquem firmes perante nós em nossas meditações e que Alcoólicos Anônimos possa servir a Deus em uma feliz união por tanto tempo quanto Ele queira.

FONTE:
JUNAAB – Relatório Anual de Alcoólicos Anônimos do Brasil
XXXI Conferência de Serviços Gerais – São Paulo/SP – 2007
Página 149 – 150 – 151

OS PRINCÍPIOS ACIMA DAS PERSONALIDADES – RIO GRANDE DO NORTE

RIO GRANDE DO NORTE
OS PRINCÍPIOS ACIMA DAS PERSONALIDADES

Algumas pessoas que escrevem artigos costumam definir o título e após digitá-lo colocam imediatamente a sua assinatura – o seu nome – para garantir a propriedade intelectual, o direito autoral e, naturalmente, fazer o melhor possível, a fim de ser reconhecido conforme o seu nível de vaidade, pois a vaidade é um sentimento humano e é justo ser vaidoso. Aqui está a primeira conotação da Tradição de Alcoólicos Anônimos, que, sabiamente, recomenda que coloquemos os princípios acima das personalidades. Este artigo não tem assinatura individual, é do A. A. do Rio Grande do Norte e não precisa ninguém saber quem o escreveu: se foi uma pessoa, se foram várias, se foi feito em uma reunião ou no recesso do lar de algum membro da Irmandade. Está provado que esta recomendação funciona e faz bem para o nosso crescimento espiritual.
No dia a dia do Grupo temos encontrado exemplos inúmeros referentes a este tema. Como o do companheiro que certa vez, no início da sua programação, resolveu arrumar o Grupo. Varreu, limpou cinzeiros (naquele tempo fumavam dentro da sala daquele Grupo e hoje, dentro da sua autonomia, os companheiros resolveram fumar lá fora), fez o café e deixou tudo um brinco. Morava perto, deu um pulinho em casa, para tomar um banho e se arrumar rapidamente. Voltou ao Grupo e ficou na porta, esperando os companheiros e os elogios. Foi uma grande frustração, pois ninguém fez nenhuma referência ao serviço que ele havia prestado. Acontece que não era para fazer referência nem elogiar mesmo. Isso significa que a Irmandade e os companheiros não reconhecem ou não valorizam o serviço, mas neste momento a questão é de impessoalidade; quem fez o melhor no serviço não foi o companheiro, foi o Grupo, que o designou por confiar e saber que o resultado seria aquele.
Alcoólicos Anônimos lembra que um dos cofundadores, o companheiro Bill em certos momentos ficava no limite, por saber que os companheiros o reconheciam, mas conseguiu lutar contra aquela tentação pelo personalismo. Tal qual visto até mesmo no filme My name is Bill W.” (O Valor da Vida), naquela cena em que está numa reunião em um Grupo que procurou durante uma viagem e quis saber que isento fazia um determinado barulho lá fora. Eram as cigarras, explicou-lhe um companheiro que não sabia quem era ele e ele ficou meio surpreso por não ter sido reconhecido. Naquele momento percebemos que podiam tentar fazê-lo uma personalidade, caso o reconhecessem e quisessem anunciar aos quatro cantos que ali estaria um fundador de A. A.
Vez por outra assistimos a noticiários que tratam do infortúnio de atrizes ou atores de cinema ou TV, que estavam sem beber e tiveram recaídas. As notícias falam sobre a condição de membro de A. A., mesmo que não tenha aberto ou quebrado o anonimato. São problemas que a Irmandade tem enfrentado, mas não devem ser vistos como riscos para a credibilidade de A. A., pois não são eles que dizem para a imprensa que pertencem a A. A. nem eles falam em nome da Irmandade. A isto procuramos estar atentos, para avaliar corretamente à aplicação dos nossos princípios.
Essas situações ligadas à imprensa são inúmeras, como o exemplo que tivemos de um jornal que mandou um fotografo tentar “flagrar” membros de A. A. chegando a uma reunião, como se fosse promover um furo jornalístico. O fato é que ainda precisamos atuar muito no esclarecimento da sociedade e dos profissionais das mais variadas áreas a respeito dos princípios de A. A. Na Convenção do Cinquentenário, no Rio de Janeiro, tivemos um exemplo inesquecível. Uma companheira ficou entusiasmada ao ver chegar um repórter e um fotografo de um grande jornal paulista. O entusiasmo a levou a fazer declarações sobre o evento e expor sua imagem para fotos. Ocorre que o repórter fotográfico esta inteirado da questão do anonimato e no dia seguinte publicou uma foto excelente: a companheira segurando um copo brando onde tomava água e o copo cobria completamente seu rosto.
Outro forte exemplo que guardamos na memória é de um amigo médico que durante uma viagem foi a um Grupo de A. A. A reunião corria normal, quando se ouviu um zum – zum às suas costas e se virou para ver o que acontecia. Era um novo companheiro chegando, talvez meia hora atrasado, que estava sendo vivamente saudado por alguns membros do Grupo. Notou que o coordenador fez sinal para que o companheiro que estava na cabeceira da mesa encerrasse logo, para que o recém-chegado pudesse ser chamado. Um amplo sorriso, uma fala bastante recheada de termos técnicos. Logo ficou sabendo que se tratava de um médico, ingressado recentemente naquele Grupo. O doutor não teve dúvidas em informar imediatamente a distinta plateia que o álcool etílico faz muito mal à saúde, provocando cirrose, pancreatite e muitas outras sequelas graves, sobre as quais discorreu com detalhes e terminou despedindo-se de todos, já eu ainda tinha compromisso em outro Grupo de A. A. e assim não poderia permanecer por mais tempo, mas que iria voltar outra noite, para continuar sua exposição. Uma salva de palmas acompanhou a sua saída, mas sobre o alcoólico que ele disse ser, ninguém ficou sabendo absolutamente nada. Ele tinha acabado de ouvir uma palestra profissional.
Quando as pessoas não conseguem conter a tentação de se mostrarem melhores, mais sabidas, mais importantes, indispensáveis, insubstituíveis, quem sai perdendo é a Irmandade, pois se trata de algo contagioso que sempre cria problemas para quem aparecer e para os demais companheiros que vivenciam as situações protagonizadas. Da mesma forma que não faz bem ao companheiro, sendo sempre um risco para a sua programação, pois as emoções dessa natureza podem deixar as pessoas na fronteira do álcool. Quando menos se espera, encontra-se com um copo de bebida na mão, ingerindo mais um gole.
Foi baseado em contexto idêntico que Alcoólicos Anônimos aprovou e procura seguir a sua Décima Segunda Tradição, cujo enunciado precisamos ter sempre em mente: o anonimato é o alicerce espiritual das nossas Tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os “princípios acima das personalidades”.

FONTE:
JUNAAB – Relatório Anual de Alcoólicos Anônimos do Brasil
XXXI Conferência de Serviços Gerais – São Paulo/SP – 2007
Página 147 – 148