Monthly Archives: Maio 2016

A UNIDADE

A UNIDADE

A Unidade não brota por si só no nosso meio, ela só pode existir nas nossas ações e atitudes, ela precisa ser buscada permanentemente por cada um de nós. O fato de estarmos juntos não gera a Unidade, ela é decorrente de um trabalho mais profundo que leva a pensamentos e ações na mesma direção e sentido, tendo por base os Três Legados de A.A..
A recuperação é básica para a Unidade, sabemos por experiência, que não se vivencia bem as tradições nem os conceitos sem uma boa recuperação e permanência nesse programa por toda a vida. A recuperação não consiste numa intelectualização de conhecimento dos princípios de nossa Irmandade, mas na prática tranquila, persistente e organizada desses princípios, sem sofrimento pelo possível pequeno e vagaroso progresso alcançado, em todos os momentos de nossas vidas. A compreensão, e aceitação dos princípios de A.A. que até podem nos fazer parar de beber é uma situação comum entre nós, mas o exercício de fato desses princípios é que trazem como consequência a felicidade, a paz e a capacidade de proceder com tolerância no exercício dos processos que consolidam a Unidade. Como é difícil a mudança de um comportamento, por largo período de tempo condicionado a pensar, entender, sentir e agir doentia e inconscientemente. Éramos autómatos inconscientes do equívoco. Com a vivência da filosofia de nossa Irmandade, passamos tanto quanto possível, desse estado inconsequente e lamentável de vida, para o estado do exercício consciente do acerto, e aos poucos, sempre um pouco mais, para o estado de autómatos inconscientes desse acerto; isto é maravilhoso, mas o progresso é lento e exige muita disciplina e permanente vigilância no exercício da mudança, por toda a nossa vida; daí decorre a paz e a possibilidade da Unidade permanente. Equivoco e acerto aqui tem a conotação, de estarmos mais distantes ou mais próximos das Leis Divinas e por consequência dos princípios de A.A..
O segredo da força das tradições, são que elas tem origem na experiência de vida e estão arraigadas no amor. Elas confessam nossas falhas como sociedade, defeitos esses que nos ameaçam; elas nos dão as normas para a harmonia e para mantermos a Unidade enquanto Deus quiser.
O indivíduo não se recupera sozinho e aí surge a compreensão do sentimento holístico, ou de que ele faz parte do grande todo. Nenhum sacrifício é grande demais para preservar a Irmandade. O indivíduo entende que o clamor dos desejos e ambições devem ser silenciados, sempre que prejudiquem o grupo ou a Irmandade. Estes precisam sobreviver para que o indivíduo não pereça, e sem Unidade a nossa Irmandade sofre, e pode morrer.
O homem livre se associa voluntariamente ao interesse comum. A.A. é assim. A sede mundial de nossa Irmandade não dá ordens, ao contrário, é nossa maior transmissora das lições aprendidas com as experiências, mas nós obedecemos suas sábias sugestões, bem como de nossa Conferência de Serviços Gerias no Brasil, por tratar-se da expressão da Consciência Coletiva de todos os grupos brasileiros.
Os que quebram o anonimato, não percebem que estão inconscientemente perseguindo o estrelato ou as antigas e perigosas ambições, e que estão lançando a semente de nossa própria destruição como sociedade; assim ocorre também com aqueles que ferem outros princípios de nossas tradições e do terceiro legado, não tendo a visão do todo e de proteger nossa Irmandade, para que ela chegue também aos nossos futuros irmãos de doença, como chegou até nós.
Nosso primeiro dever, quanto ao futuro de A.A., é o de manter em plena força o que agora temos. Só o mais vigilante cuidado pode assegurar isto. Estejamos em unidade para enfrentar e vencer nossas falhas e crises. As experiências são melhor compreendidas, pela troca permanente das mesmas e assim estaremos garantindo o futuro dos novos que sempre chegam e da nossa própria Irmandade. Pensemos profundamente naqueles que ainda virão a A.A., queiramos que encontrem o que encontramos, e ainda muito mais se for possível. Nenhum esforço, cuidado e vigilância, será grande demais para preservar a constante eficiência e força espiritual de A.A..

UNIDADE É DIFERENTE DE UNIÃO OU DE ESTAR JUNTOS.

Para haver União basta juntar, é estar juntos. Unidade é muito mais, é ter uma mesma linha de princípios, entendimentos, sentimentos e ação. Na unidade há a homogeneidade, a igualdade, a identidade, a uniformidade, a indivisibilidade, o que não precisa haver para existir a união, bem como o simples fato de estarmos juntos não gera Unidade.
Em A.A. quando há uma diversidade de interpretações, ocorre por necessidade coletiva de Unidade, a renúncia da minoria em benefício do bem comum, após bem discutidos e esclarecidos os assuntos em questão. O Bem coletivo em A.A. sempre acaba se sobrepondo ao individual, para que permaneça a Unidade, sem a qual A.A. morre, é a manifestação da Consciência Coletiva.
As tradições nos levam à Unidade, elas são um código de ética para a convivência harmónica. A Unidade é uma das qualidades mais preciosas que A.A. tem, dela dependem nossas vidas. Assim como a sobriedade, que é muito mais que a abstemia de bebidas alcoólicas, representa para o indivíduo vida longa e feliz; a Unidade, que é diferente e muito mais profunda que a união ou estar juntos, é a mesma coisa para a nossa Irmandade como um todo. Só viveremos se permanecermos em Unidade. Uma grande força para ela é o zelo, o amor e a dedicação que temos para com nossos companheiros e companheiras, e pelos nossos princípios.
Esse amor, quando posto em prática por nós gera muita paz, e não nos permite em hipótese alguma, mesmo nos embates das lides do serviço, sermos desrespeitosos e muito menos grosseiros e agressivos com nossos irmãos e irmãs de doença, é a recuperação e o amor em ação.
Embora muitos se esforcem violentamente para obter a sobriedade, nossa Irmandade nunca teve de lutar pela Unidade perdida. Deus a tem protegido e nos enviado as soluções.
As diferenças identificam cada indivíduo, aprendemos a conviver com as diferenças e com os diferentes, o que fortalece a Unidade. Não devemos ter medo do atrito dos pontos de vista opostos, isto é democrático. Devemos, isto sim, evitar a destruidora raiva e o perigoso ressentimento, pois com eles a Unidade sofre e pode até morrer, levando junto nossa Irmandade. Por isso não há castigo para os erros, mesmo para os mais graves, mas não esqueçamos, impedir bagunça nos grupos não é castigo, é proteger a irmandade.
Temos sempre um sério desafio, conviver com pessoas doentes e diferentes! Os pensamentos e sentimentos desagregadores inconscientes e inconsequentes, persistem de maneira excludente e criam sérios problemas à Unidade, em nossa Irmandade. Conviver com as diferenças, significa praticar a tolerância. Isto não significa aceitar a intolerância dos prepotentes, pois tolerância não significa ausência de princípios, significa acreditar na prática dos três legados: Recuperação, Unidade e Serviço, nas soluções negociadas, justas e dignas, que os legados nos sugerem, de maneira respeitosa, mas firme.
A troca de experiências em torno dos campos de atividade de nossa Irmandade, deve ser exercida com plenitude e sabedoria, trazendo a diferença de cada um ao enriquecimento global da boa vontade, tolerância e compreensão na nossa convivência e em nossas diretivas. No entanto é necessário que cada um faça a sua parte, num gigantesco esforço coletivo. Se quisermos Unidade, e consequentemente a continuidade de nossa Irmandade, temos que investir e muito nos princípios básicos de A.A., sem radicalismo e competência exclusiva. O futuro de nossa Irmandade, será feito pelos que acreditam nos seus princípios, e isto será com o beneplácito do Poder Superior, garantindo a Unidade no terceiro milénio. Que Deus nos proteja de nossos erros, e nos conduza nessa árdua e bela tarefa!

Atitudes contrárias à primeira tradição:
Impor ideias – Impor domínio (mando) – Usar livros que não são de A.A. em nossas reuniões – Criticar grupos ou pessoas em depoimentos de recuperação – Criticar grupos ou pessoas a companheiros em particular – Não observar o sigilo aos depoimentos e aos desabafos em particular – Tomar decisões sozinho – Ser arrogante – Ser seco e não cumprimentar os companheiros – Não ser prestativo, nos serviços do grupo • Respeitar as decisões dos companheiros, (Consciência Coletiva) mesmo discordando dela.
arco/RS

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C. T. O

C. T. O

As relações públicas

Em 1956 formou-se a primeira Comissão de Informação ao Público da Junta de Serviços Gerais (EUA/Canadá), e sua correspondente na Conferência de Serviços Gerais (EUA/Canadá) foi estabelecida em 1961. A Conferência de Serviços Gerais (EUA/Canadá) estabeleceu esta norma de procedimento para a Informação Pública de A.A.:
“Em todas as relações públicas, o único objetivo de A.A. é ajudar ao alcoólico que ainda sofre. Tendo sempre em conta a importância do anonimato pessoal, cremos que se pode alcançar esse objetivo informando ao alcoólico que ainda sofre, e a todos que possam estar interessados em seu problema, a nossa experiência como indivíduos e como Irmandade, de aprender a viver sem álcool.
Cremos que nossa experiência deva ser posta livremente à disposição de todos os que mostram um interesse sincero. Cremos também que todos os nossos esforços neste campo devam refletir tanto nosso agradecimento pelo dom da sobriedade, como nossa consciência de que muita gente fora de A.A. se preocupa igualmente pelo grave problema do alcoolismo.”
Em 1973, a Conferência de Serviços Gerais (EUA/Canadá) confirmou que: “Temos de reconhecer que nossa competência para falar de alcoolismo se limita ao tema de Alcoólicos Anônimos e seu programa de recuperação.”
Essas declarações refletem a Tradição de A.A. já estabelecidas há muitos anos, que aconselha não buscar divulgação com fins publicitários, mas sim estar sempre disposta a cooperar com representantes de todos os meios que solicitem informações sobre o programa de recuperação ou sobre a estrutura da Irmandade. O Escritório de Serviços Gerais responde a milhares de solicitações de informações desse tipo, a cada ano.
Aos repórteres e jornalistas são sempre dadas boas-vindas nas reuniões abertas, nos encontros regionais e outros eventos similares de Alcoólicos Anônimos. A única limitação é que pedimos que não revelem o nome de nenhum membro de A.A. Por razões óbvias, também não se podem tirar fotos que possam identificar os membros, nas reuniões ou eventos de A.A.
NOTA: Em muitas Áreas, os membros de A.A. estabeleceram, dentro dos CTOs, Comissões de Cooperação com a Comunidade Profissional e Comissões de Informação ao Público, para auxiliar os representantes dos meios de comunicação locais a obter informações exatas sobre a Irmandade. Outros materiais informativos e históricos podem ser obtidos junto a essas Comissões.

Informação Pública
Para alcançar mais alcoólicos a compreender A.A. a boa vontade do público com relação a AA deve continuar crescendo em todos os lugares. Precisamos cada vez mais ter boas relações com a medicina, religião, empregadores, governo, tribunais, prisões, hospitais psiquiátricos e todas as empresas ligadas ao trato do alcoolismo.
Precisamos a boa vontade cada vez maior dos editores, escritores, televisão e rádio. Cada vez mais os canais de comunicação e a divulgação precisam estar abertos.
Bill W (nosso co-fundador)
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Bem-vindo ao nosso serviço de Informação Pública.
O objetivo é de melhorar a comunicação com os profissionais e do setor público e mostrar como podemos colaborar com sua organização na prestação de um serviço gratuito para ajudar com o crescente problema do alcoolismo.
Por 75 anos AA tem ajudado milhares de casos aparentemente sem esperança a se recuperar do alcoolismo através da abstinência total: estes homens e mulheres tornaram-se sóbrios, membros responsáveis da sociedade através de participação em reuniões do AA, praticando o programa de recuperação dos 12 passos ajudam outros a se recuperar do alcoolismo.
Há reuniões dos Alcoólicos Anônimos todos os dias e as noites da semana em milhares de cidades do Brasil e informações sobre elas podem ser obtidas a partir deste sitio ou através de nossos Escritórios de Serviços Locais (veja localização de Grupos e ESLs e horário de suas reuniões).
Temos equipes de Informações Públicas que poderão fazer apresentações em seminários e conferências ou dar palestras em empresas conforme sua programação.
Essas equipes locais podem organizar reuniões públicas ou sua participação em reuniões de AA aonde você poderá vivenciar a dinâmica de AA.
Informação Pública é o trabalho de relações públicas dos Alcoólicos Anônimos e visa promover a boa vontade e proporcionar uma rede de serviços para todas as organizações profissionais e meios de comunicação.
Em todas as relações públicas, o único objetivo AA é ajudar o alcoólico que sofre. Sempre conscientes da importância de anonimato pessoal, acreditamos que poderemos ajudar, com a nossa experiência, o que somos o que podemos fazer e o que não podemos fazer.
Membros que executam estes serviços o fazem voluntariamente.
Entre em contato conosco e peça maiores esclarecimentos de como podemos colaborar.

Aos Administradores de Instituições Correcionais
Existem Grupos de A.A. no interior de Instituições correcionais.
A formação de um grupo interno é fundamentada na cooperação e compreensão entre as autoridades e os membros de A.A. As bases de operação no grupo novo são as regras e regulamentos sob os quais o superintendente permitirá ao grupo de A.A. funcionar lá dentro.
É igualmente importante que se entenda claramente o que o A.A. pode ou não pode fazer para ajudar alcoólicos – nas instituições correcionais e depois que eles são postos em liberdade. Na prisão ou fora dela, um grupo de A.A. tem somente um propósito primordial: levara mensagem ao alcoólico que ainda sofre.
Existem certos tipos de reuniões, as quais um dia o grupo poderá realizar em Instituições correcionais.
Para maiores informações sobre esse assunto, veja os livretos “A.A. em Instituições Correcionais” e “O Grupo de A.A.”

Sobre Princípios da Medicina, da Religião e de Alcoólicos Anônimos
Em 71 anos, Alcoólicos Anônimos, essa sociedade de “pessoas afins”, cresceu em número de membros e Grupos espalhados pelo mundo todo. A.A. tem um único propósito, o de ajudar outros alcoólicos a se recuperarem da sua doença. O único requisito para se tornar membro é o desejo de parar de beber. Para ser membro de A.A. mão há necessidade de pagar taxas nem mensalidades. Não há ponto de vista particular, médico ou religioso, que seja promovido pela Irmandade. Não procura reformar o membro.
A maior contribuição de A.A. para os programas de psiquiatria e religião, no campo do alcoolismo, foi resumida como segue:
1. A habilidade dos membros, como ex bebedores, para assegurar a confiança dos recém-chegados que procuram ajuda – “para estabelecer uma linha de comunicação para dentro deles”.
2. A condição de uma irmandade de entendimento ou sociedade de ex bebedores, na qual os recém-chegados podem com êxito aplicar os princípios da medicina e religião para si mesmos e para os outros.
Por gerações, a medicina e religião têm confiado em princípios estabelecidos ou aproximações básicas ao ocupar-se com o bebedor-problema. Há semelhanças interessantes e fundamentais nos dois campos. Por exemplo:
A MEDICINA DIZ: A RELIGIÃO DIZ:
1. Os alcoólicos precisam de uma mudança de personalidade. 1. Os alcoólicos precisam de um coração transformado.
2. Os alcoólicos deveriam ser analisados; deveria ser feita uma catarse mental completa e honesta. 2. Os alcoólicos deveriam examinar sua consciência; deveriam fazer um “inventario moral”; eles podem ser ajudados através de confissão ou discussões francas.
3. Os sérios defeitos de personalidades devem ser eliminados através de acurado conhecimento de si mesmo e ajustamento realista para a vida. 3. Os defeitos de caráter (pecados) podem ser eliminados pela aquisição de mais honestidade, humildade, altruísmo, tolerância, generosidade, amor, etc.
4. Os alcoólicos neuróticos fogem da vida; são figuras preocupadas consigo mesmas e com ansiedade anormais; afastam-se das outras pessoas. 4. O problema básico dos alcoólicos é o egocentrismo. Tímidos e egoístas, eles têm-se esquecido da afinidade de todo ser humano.
5. Os alcoólicos precisam encontrar “um novo e dominante interesse na vida”, precisam “voltar para o meio das pessoas”. Eles deveriam encontrar interesses, atividades e passatempos para tomar o lugar do álcool. 5. Os alcoólicos deveriam aprender o “poder expulsivo de um novo afeto”, de amor para servir a humanidade, para servir a Deus. Eles precisam “perder suas vidas para encontrá-las” e deveriam voltar para a igreja e lá encontrar abnegação no serviço. Pois “a fé sem obras é fé morta”.
Alcoólicos Anônimos tornou-se um campo de encontro cooperativo para ambos os conceitos. Nada no programa de recuperação de A.A. conflita basicamente com os princípios da medicina ou da religião. Em A.A. como um dos primeiros membros salientou, o recém-chegado pode tentar qualquer aproximação. “Ele às vezes elimina o chamado ângulo espiritual do programa e confia completamente nos fatores de honestidade, tolerância e no trabalho com os outros. Porem, é curioso notar que a fé sempre vem para aqueles que tentam essa simples aproximação com a mente aberta… e nesse ínterim eles permanecem sóbrios. Se, entretanto, o conteúdo espiritual do programa for rejeitado ativamente, o recém-chegado raramente poderá permanecer abstêmio. Essa é a experiência de A.A. em toda a parte. Nós enfatizamos o espiritual, simplesmente, porque milhares de nós que o temos encontrado, nada podemos fazer sem ele.”
O programa de recuperação de A.A. , com o qual tantos médicos hoje estão familiarizados, está contido nos “Doze Passos” baseados na experiência dos primeiros membros da Irmandade. Resumindo, esses Passos sugerem simplesmente:

A.A. como Recurso para a Classe Médica
Como o A.A. vê o alcoolismo
O alcoolismo, na opinião de A.A., é uma doença progressiva – espiritual e emocional (ou mental), como também física. Os alcoólicos que conhecemos parecem ter perdido o poder de controlar a sua maneira de beber.
A classe médica tem sido, desde muito tempo, um aliado e um recurso de Alcoólicos Anônimos. A.A. compartilha com os médicos uma preocupação em relação à saúde e bem-estar daqueles que ainda sofrem da doença do alcoolismo.
O índice decrescimento de A.A. mostra que um número crescente de alcoólicos está-se recuperando dessa doença. Existem quase grupos de A.A. em 193 países. As mulheres hoje em dia constituem um terço da Irmandade e pessoas jovens ( de 30 anos para baixo) cerca de 15%. Os membros de A.A. sóbrios há mais de um ano têm grande probabilidade de continuar, com sucesso, o seu processo de recuperação.
(extraído do folheto “A.A. como recurso para a classe médica”, com a autorização da JUNAAB)
O conceito do alcoolismo como doença
O conceito do alcoolismo como uma doença, descrito pelo Dr. Silkworh como “uma obsessão da mente, mais uma alergia do corpo”, amplamente aceito pelos membros de A.A., é significativo tanto para os médicos como para seus pacientes alcoólicos. Porque tem sido bem-sucedido, numa porcentagem de casos relativamente alta, o programa de A.A. tem incentivado muitos médicos a serem esperançosos, em vez de pessimistas, ao trabalhar com os bebedores-problemas.
Para os alcoólicos que já estão prontos para admitir sua condição e dispostos a procurar ajuda, a abordagem de A.A. significa uma base sensata, desapaixonada para combater um sério problema pessoal. O alcoolismo não é mais considerado uma fraqueza moral. Os bebedores-problemas não são considerados mais deficientes em força de vontade do que as vítimas da tuberculose ou diabete. Eles adquirem uma nova compreensão da verdadeira natureza da sua doença. E eles recebem um programa realista para se reabilitarem, um programa cuja segurança tem sido testada em milhares de casos.
O programa de A.A. é baseado na experiência, não numa formula rígida. Sua exortação e as razões para o seu relativo sucesso nem sempre são interpretados nos mesmos termos. Em qualquer discussão de A.A. há obviamente oportunidades suficientes para uma variedade de pontos de vista e opiniões. O mesmo principio é confirmado na área da medicina e A.A.
(Extraído do livreto” Alcoólicos Anônimos e a Classe Médica”, com autorização da JUNAAB)
A resistência do alcoólico para ser ajudado pode ser frustradora
Uma vez que a negação do problema é sintomática no alcoolismo, os pacientes alcoólicos tendem a ser evasivos, quando questionados sobre a sua maneira de beber e alguns médicos podem não reconhecer que o alcoolismo pode estar contribuindo para os seus sintomas. Os pacientes podem resistir a qualquer sugestão de que o alcoolismo esteja incluído e podem ser igualmente resistentes à sugestão de Alcoólicos Anônimos como um último recurso.
Alguns médicos tiveram a experiência de ter os seus diagnósticos rejeitados. A alguns foi dito: “Eu, certamente, não sou um diabético.” Entretanto, quando o médico faz o diagnostico de alcoolismo, um alcoólico frequentemente responderá: “Eu não bebo tanto assim”, ou muitas vezes pedirá desculpas pela sua maneira de beber. Os médicos podem esperar e prevê isso.
Racionalização e negação fazem parte da doença do alcoolismo. A rejeição inicial de A.A. é parte do mecanismo de negação.
Os membros de A.A. vencendo a negação e enfrentando o mal da sua bebida, estão particularmente aptos a ajudar outros a vencerem a sua negação.
(extraído do folheto “A.A. como recurso para a classe médica”, com a autorização da JUNAAB)

A.A. e os Programas de Assistência aos Empregados
Como A.A. pode Ajudar
Muitas organizações – órgãos públicos e privados, sindicatos, etc. -têm criado programas de assistência a seus servidores, para ajudá-los em problemas pessoais que venham a afetar o rendimento no trabalho e em suas vidas familiares. Trabalhadores e administração estão cada vez mais conscientes da doença do alcoolismo e das grandes perdas econômicas e humanas que acarreta, dando-se conta, então, das consideráveis vantagens de procedimentos delineados para ajuda.
Em Algumas empresas, nas quais não existe um programa oficialmente estruturado, se adotam providências informais para que membros de A.A. falem com os empregados que demonstrem ter problemas com a bebida. Isso não é um assessoramento profissional, mas sim o que se conhece como o “trabalho do Décimo Segundo Passo” (um alcoólico compartilhando a recuperação com outro). Nas organizações com programas estabelecidos oficialmente podem existir alguns profissionais no programa de assistência aos empregados.
Alcoólicos Anônimos pode colocar à disposição desses organismos, com programas estabelecidos ou não, a experiência de alcoólicos em recuperação.
A.A. pode ajudar esses organismos a entrar em contato com homens e mulheres que alcançaram sua sobriedade e estão dispostos a compartilhar livremente sua experiência com todos aqueles que demonstram a vontade de deixar de beber.
A.A. quer cooperar
Alcoólicos Anônimos gostaria de ajudar a todo empregado que tenha problemas com a bebida.
Nossa Irmandade não tem caráter profissional e nada custa tornar-se membro; seu propósito primordial é a recuperação pessoal e a manutenção da sobriedade daqueles alcoólicos que a ela recorrem em busca de ajuda.
O enfoque de A.A. está baseado na habilidade única dos alcoólicos em recuperação de ajudar aqueles que ainda sofrem.
Como A.A. pode ajudar
Existem órgãos e empresas que possuem programas de ajuda para os empregados alcoólicos. Alcoólicos Anônimos não estabelece por si mesmo programas de assistência aos empregados, mas deseja cooperar na medida do possível com esses programas.
Em algumas empresas, nas quais existe um programa oficialmente estruturado, se adotam providências informais para que membros de A.A. falem com os empregados que demonstrem ter problemas com a bebida. Isso não é um assessoramento profissional, mais sim o que se conhece em A.A. como o “trabalho do Décimo Segundo Passo” (um alcoólico compartilhando a recuperação com outros). Nas organizações com programas estabelecidos oficialmente podem existir alguns profissionais no programa de assistência aos empregados.
Alcoólicos Anônimos pode colocar à disposição desses organismos, com programas estabelecidos ou não, a experiência de alcoólicos em recuperação.
A.A. pode ajudar esses organismos a entrar em contato com homens e mulheres que alcançaram sua sobriedade e estão dispostos a compartilhar livremente sua experiência com todos aqueles que demonstrarem a vontade de deixar de beber.
A.A. agradecerá a oportunidade de:
o Reunir-se com líderes de sindicatos, órgãos públicos e privados, serviços médicos, sociais e recursos humanos, para expor sobre como A.A. pode cooperar.
o Efetuar reuniões de empregados para explicar o programa de recuperação de A.A.
o Levar às reuniões de A.A. os empregados que têm problemas com a bebida.

Encaminhamento pelos Tribunais e Instituições de Tratamento

Atualmente, inúmeros membros de A.A. vêm para a Irmandade enviados pelos programas dos tribunais e instituições de tratamento. Alguns chegam de livre espontânea vontade, outros não.
A.A. não faz discriminação contra qualquer possível membro. Quem fez o encaminhamento a A.A. não é o que interessa: é o bebedor-problema que desperta nosso interesse.
Comprovante de comparecimento às reuniões: às vezes o tribunal pede o comprovante de comparecimento do possível membro às reuniões de A.A. Os grupos são orientados a atender as ordens judiciais que determinam a comprovação de comparecimento de pessoas encaminhadas pela Justiça. Entretanto, devem fazer um trabalho de esclarecimento de nosso programa de recuperação junto a autoridade judiciária, enfatizando o caráter voluntário de aceitação do mesmo. Compete à autoridade judiciária o envio do formulário, através do próprio sentenciado, para atestar o comparecimento, cabendo ao Secretário do Grupo ou seu substituto, apenas comprovar a presença do mesmo, que se encarregará de prestar contas a quem o enviou.
(Extraído do livreto “Se você for um profissional”)

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R.C.T.O – Representante do Comitê Trabalhando com os Outros
Trabalhar na espiritualidade do CTO é algo de muito intimo e intensamente iluminado.
A experiência concebida no exercício de sua ação, coloca o Programa de Alcoólicos Anônimos disponível no relacionamento constante e salutar com a comunidade profissional em qualquer tempo e lugar.
VIDA QUE DÁ VIDA
O coração de A.A. é um alcoólico transmitindo a mensagem a outro alcoólico. Enquanto outros métodos fracassam, este funciona, porque é o resultado do programa de recuperação sugerido, ou seja, o crescimento espiritual, fruto da humanidade e da gratidão (12º Passo). Desde os seus primeiros dias, A.A. vem recebendo a cooperação de profissionais das mais diversas áreas de atividades para fazer chegar a sua mensagem a outros alcoólicos. A mensagem de A.A. também é divulgada através da imprensa, observando os três legados, cumprindo-se assim, o nosso propósito primordial (5ª Tradição). Para que seja cumprido com eficácia esse propósito, é necessário a formação do Comitê Trabalhando com os Outros (CTO), com a finalidade de organizar, estruturar, padronizar e facilitar a divulgação da mensagem de A.A. o CTO é formado pelas comissões:
. Cooperação com a Comunidade Profissional – CCCP
. Informação ao Público – CIP
. Instituições de Tratamento – CIT
. Instituições Correcionais – CIC
(Manual de Serviço de A.A. – Edição 2005)
O RCTO – REPRESENTANTE DO COMITÊ TRABALHANDO COM OS OUTROS
O CTO é responsável pelo sucesso do relacionamento entre Alcoólicos Anônimos e a Comunidade Profissional no âmbito de sua atuação, o que muito contribui para o crescimento dos grupos de A.A., principalmente se for mostrado de forma clara e precisa o que A.A. pode oferecer, para que a mensagem chegue até o alcoólico. Se os profissionais não sentirem firmeza e conhecimento de causa nos membros que os visitam, dificilmente poderão compreender nosso informa lismo e aparente falta de organização.
O QUE FAZ O RCTO?
A consciência coletiva do Grupo elege o RCTO – Representante de CTO (com mandato de dois anos), que é seu representante perante o CTO do Distrito. Cabe a este servidor, junto com outros membros interessados, divulgar o Grupo que representa em sua comunidade ou bairros, contatando escolas, igrejas, hospitais, empresas, repartições públicas, profissionais liberais etc. Após os seus contatos, caso haja alguma solicitação de palestra, o RCTO poderá promove-la com a ajuda de companheiros interessados do próprio Grupo, ou poderá contatar o CTO do Distrito para promove-la conjuntamente.
QUEM DEVE SER O RCTO?
Sugere-se que este servidor tenha, no mínimo, 02(dois) anos de sobriedade contínua, conhecimento e prática dos três legados, e disponibilidade para atender às exigências do encargo.
AÇÕES DO RCTO NO GRUPO:
O RCTO deve ser um dos primeiros a chegar no local de reunião do seu Grupo, verificando se tudo está de acordo com o que vem sendo divulgado e as instalações estão em perfeitas condições de funcionamento, inclusive com a literatura completa sobre a mesa. Orienta os demais procedimentos, como o acolhimento aos encaminhados da Justiça. É sua responsabilidade, ainda, relatar para seu Grupo, todos os trabalhos e atividades realizadas pelo CTO do Distrito e dos outros segmentos da estrutura sobre o CTO.
Sugestões para o RCTO:
. informar o Grupo sobre o que é o CTO;
. informar sobre os benefícios que os trabalhos do CTO poderão trazer para o Grupo;
. informar o Grupo da necessidade de contribuir para o desenvolvimento dos trabalhos do CTO, pois o resultado destes trabalhos depende de materiais tais como: cartazes, folhetos, livretos, livros, etc.;
. convidar companheiros interessados para participarem das reuniões do CTO do Distrito;
. sugerir reuniões temáticas no Grupo;
. trabalhar junto com o RSG buscando a harmonia do Grupo;
. Procurar os Órgãos de Serviços (se achar necessário) para orientações e/ou esclarecimentos.
COMO O RCTO INICIA OS TRABALHOS NA COMUNIDADE?
. Faz o levantamento das empresas, profissionais liberais, religiosos, órgãos públicos, etc., obtendo os nomes dos responsáveis pela instituição;
. Envia uma carta, com uma breve descrição de A.A. solicitando retorno em caso de interesse, marcando um contato pessoal para maiores esclarecimentos. Anexar à carta, exemplares da literatura de A.A. adequada ao caso;
. Após cinco dias, via telefone, confirmar o recebimento da carta, colocando-se à disposição para entrevista;
. Afixação do cartaz de divulgação de A.A. em locais públicos, ex.. farmácias, Postos de Saúde, padarias, escolas, igrejas, locais de grande circulação, etc.
. Antes de afixar o cartaz, conversar com o responsável pelo local informando-lhe sobre a existência de um Grupo de A.A. na comunidade, fornecer-lhe folheto informativo (Ex.: A.A. em sua comunidade), pedir autorização para afixar o cartaz, bem como, anotar o nome, endereço e telefone do mesmo para futuros contatos, como por exemplo, convite para Reuniões de Informação ao Público. Será através dos trabalhos do CTO nos Grupos e nos Órgãos de Serviços que teremos a “via de acesso” para a sociedade como um todo ou para a comunidade específica onde se localize um Grupo de A.A.. Muitas pessoas ficarão felizes em saber da possibilidade de recuperação do alcoolismo, se a elas forem dadas informações adequadas do nosso Programa de Recuperação. Em Akron, para se manter sóbrio, ele utilizou um ministro religioso, o Reverendo Walter Tunks, e uma pessoa leiga não alcoólica, a Sra. Henrietta Seiberling, para encontrar o Dr. Bob. Juntos, para se manterem sóbrios, Bill W. e Dr. Bob contataram uma enfermeira não alcoólica, a irmã Ignátia, para localizar outros alcoólicos que precisavam de ajuda. Todos esses métodos ainda são válidos e devem continuar sendo usados.
(Manual do CTO – 2ª edição)

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COMITÊ TRABALHANDO COM OS OUTROS
Para que possamos cumprir eficazmente o nosso Terceiro Legado (Serviço), necessitamos de um mínimo de organização, que poderemos obter constituindo um Comitê Trabalhando com os Outros (CTO), tanto no Grupo como nos demais Órgãos de Serviços de A.A. Baseados na Quinta Tradição: “Cada grupo é animado de um único propósito primordial – o de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre.” E no Décimo Segundo Passo: “Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes Passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoólicos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.”, é necessário elaborar uma maneira simples e eficiente de atingir tais objetivos. Dia após dia, nós, membros de A.A., mantemos contato com profissionais das mais variadas áreas da atividade humana. Invariavelmente, somos compelidos a divulgar nossa mensagem, seja na mídia ou em cartazes e panfletos. Muitos de nós visitamos hospitais, clínicas de recuperação para alcoólicos, presídios ou cadeias públicas, com o objetivo gratificante e claro de divulgação de nossa mensagem. No entanto, não devemos fazer de forma individualizada e desordenada, sem, muitas vezes, atingir resultados práticos. Para que seja cumprido com eficácia o propósito de A.A. é necessária a formação do Comitê Trabalhando com os Outros. O Comitê Trabalhando com os Outros (CTO) é formado pelas comissões, a saber: Comissão de Cooperação com a Comunidade Profissional (CCCP); Comissão de Informação ao Público (CIP); Comissão de Instituições de Tratamento (CIT) e Comissão de Instituições Correcionais (CIC). Todo o trabalho esboçado neste plano só terá resultado satisfatório se for efetivado de forma ordenada e integrada, com as atividades das Comissões ocorrendo harmoniosamente, sem conflitos nem sobreposição. O Grupo de A.A., que é a unidade básica da Irmandade, deveria fornecer, dentro de suas possibilidades, representantes para o CTO e suas Comissões. Dentro dos Grupos temos companheiros interessados no serviço, com as mais variadas aptidões e graus de conhecimento, não só inerentes à Irmandade, como em relação à comunidade que nos cerca. Estes companheiros se harmonizam com aspectos das várias Comissões e podem assumir a responsabilidade de coordená-las, procurando sempre apadrinhar outros membros que irão auxiliá-lo na elaboração e execução dos trabalhos do Terceiro Legado, dando vida própria ao Comitê Trabalhando com os Outros.
FINALIDADE DO CTO
A finalidade do básica do CTO é organizar, estruturar, padronizar e facilitar a divulgação da mensagem de A.A. Nenhum alcoólico poderá ser ajudado por Alcoólicos Anônimos se não souber que A.A. existe ou onde poderá encontrá-lo. Portanto, para a manutenção de nossa sobriedade, é necessário a formação de CTOs. Será através dos trabalhos do CTO nos Grupos e nos Órgãos de Serviços que teremos a “via de acesso” para a sociedade como um todo ou para a comunidade específica onde se localize um Grupo de A.A. Muitas pessoas ficarão felizes em saber da possibilidade de recuperação do alcoolismo, se a elas forem dadas informações adequadas do nosso Programa de Recuperação. Não deveria existir nenhuma dificuldade para que os membros-chave da comunidade, como: médicos, advogados, juízes, clérigos, delegados, psicólogos, etc., conheçam a existência de Alcoólicos Anônimos e a nossa disposição de auxiliar qualquer alcoólico que esteja disposto a aceitar ajuda. Certa vez alguém disse que o coração de A.A. é um alcoólico levando a mensagem a outro alcoólico. Esta ainda é uma boa, básica e prática maneira de nos mantermos longe do primeiro gole. Às vezes, utilizamos “terceiras pessoas” para fazer chegar a mensagem a outro alcoólico. Bill W. utilizou um profissional da medicina, não alcoólico, o Dr. Silkworth, e um hospital, para chegar a outros alcoólicos e manter sua sobriedade. Em Akron, para se manter sóbrio, ele utilizou um ministro religioso, o Rev. Walter Tunks, e uma pessoa leiga não alcoólica, a Sra. Henrietta Seiberling, para encontrar o Dr. Bob. Juntos, para se manterem sóbrios, Bill W. e Dr. Bob contataram uma enfermeira não alcoólica, a Irmã Ignatia, para localizar outros alcoólicos que precisavam de ajuda. Todos esses métodos ainda são válidos e devem continuar sendo usados. A mensagem poderá ser levada a muitos outros alcoólicos, através de artigos publicados em jornais e revistas, pelos programas de rádio e televisão, e pela internet. Também levamos a mensagem de A.A. aos hospitais, clínicas de recuperação, cadeias e penitenciárias e aos profissionais de diversas áreas. Claro que se tornará muito mais fácil esta tarefa se houver uma maneira coordenada para executar esses trabalhos. O Comitê Trabalhando com os Outros é a resposta adequada para facilitar a transmissão da mensagem de Alcoólicos Anônimos. O Comitê Trabalhando com os Outros é responsável pelo sucesso do relacionamento entre Alcoólicos Anônimos e a sociedade, no âmbito de sua atuação, o que muito contribui para o crescimento dos Grupos de A.A., principalmente se mostrado de forma clara e precisa o que A.A. oferece, para que a mensagem chegue até o alcoólico. Outro aspecto considerado primordial nos trabalhos do CTO é o estabelecimento do que chamaremos de “estratégia de comunicação interna”, cuja função principal é aumentar o conhecimento dos integrantes dos Grupos sobre o Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos. Todos nós sabemos da grande importância do conhecimento dos Doze Passos, Doze Tradições e Doze Conceitos, pedras fundamentais de nossa filosofia de atuação, para a recuperação individual e coletiva e para a divulgação da mensagem de A.A. O trabalho de conscientização proposto, para ter o resultado esperado, precisa empregar recursos audiovisuais como fitas gravadas, videocassetes, “slides”, história em quadrinhos, cartazes, folhetos,
todos com assuntos relacionados à programação de A.A., bem como “BOB Mural”, revista “VIVÊNCIA” e “JUNAAB Informa”, principalmente quando a falta de material humano não permitir a solução ideal – palestras, seminários ou reuniões temáticas, com exposições ao vivo. Tanto os trabalhos externos, visando tornar a Irmandade conhecida na comunidade, como os internos, objetivando dar aos Grupos a conscientização desejável para conseguir manter em seu seio os alcoólicos que os procuram, precisam ser ordenados e de modo a aproveitar melhor cada elemento de serviço, racionalizando sua atuação para concretizar o máximo de suas possibilidades dentro das comissões.
COMO POR EM PRÁTICA O TRABALHO DO CTO
(Trabalhando dentro das Tradições) O papel de um profissional, seja ele médico, religioso, comunicador ou jornalista, assistente social, delegado ou qualquer outro, na relação com um alcoólico, é muito diferente do nosso costume de compartilhar experiências e colocar em prática o Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos. Esses profissionais trabalham sob o ponto de vista de suas especialidades e é vital, para nossa Irmandade, que eles entendam nosso programa e nossa maneira de trabalhar com alcoólicos. Os trabalhos a serem executados pelas Comissões exigem cuidados especiais que, se não forem considerados, poderão atrapalhar o seu funcionamento, por isso, seus integrantes devem ser Aas com uma boa capacidade de comunicação e um sólido conhecimento e prática dos princípios de Recuperação, Unidade e Serviço. A formação, procedimentos, manutenção financeira e membros das Comissões estão descritas no manual de Serviço de A.A. Os princípios que nos guiam como Irmandade estão contidos nas Doze Tradições. A responsabilidade de preservar essas Tradições é somente nossa. Não podemos esperar que pessoas de fora da Irmandade compreendam nossas tradições, a menos que nós, membros de A.A. estejamos bem informados sobre elas e, sobretudo, que as observemos e as pratiquemos em nossas ações. Nossas Tradições estão em grande parte, contidas em nosso Preâmbulo, que afirma: “O único requisito para se tornar membro é o desejo de parar de beber. Para ser membro de A.A. não há taxas ou mensalidades; somos auto suficientes, graças às nossas próprias contribuições. A.A. não está ligada a nenhuma seita ou religião, nenhum movimento político, nenhuma organização ou instituição; não deseja entrar em qualquer controvérsia; não apoia nem combate quaisquer causas. Nosso propósito primordial é manter-nos sóbrios e ajudar outros alcoólicos a alcançarem a sobriedade.” C CTO deverá trabalhar no sentido da mensagem fluir com a responsabilidade traduzida pelo cumprimento das Tradições de A.A., especialmente dentro espírito da cooperação. O conhecimento e a prática em nossa vida diárias dos princípios contidos nas Doze Tradições de A.A. dão as diretrizes para realizarmos um bom trabalho no CTO. Vejamos.
A Primeira – assinala que a recuperação individual depende da Unidade de A.A. É algo que devemos ter sempre em mente. Sob quaisquer circunstâncias nossa Unidade deve ser preservada. O todo é mais importante que as partes que o compõem.
A Segunda – nos lembra que um Deus amantíssimo, que Se manifesta em nossa consciência coletiva, é a nossa única autoridade. É uma fonte de inspiração para nós, objetivando principalmente não tentarmos impor uma forma “correta” de trabalhar o programa para os outros membros, aparentemente relutantes.
A Terceira – “O único requisito para ser membro…” nos diz que não temos o direito, a autoridade ou a competência para julgar quem é alcoólico, se deseja ou não parar de beber e se quer ou não se tornar membro de A.A.
A Quarta – dá autonomia ao Grupo para conduzir suas atividades como julgar melhor, desde que essa autonomia não interfira em outros Grupos ou em A.A. no seu todo.
A Quinta – assinala o primordial e único propósito de qualquer Grupo de A.A.: transmitir a mensagem de A.A. ao alcoólico que ainda sofre.
A Sexta – afirma que “nenhum Grupo de A.A. deverá jamais sancionar, financiar ou emprestar o nome de Alcoólicos Anônimos a qualquer sociedade parecida ou empreendimento alheio à Irmandade, para evitar que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio não nos afastem do nosso objetivo primordial”. Algumas instituições, que têm seus próprios programas de tratamento de alcoolismo, cooperam muito com A.A. e seus representantes falam muito animados de nosso Programa de Recuperação. Até que ponto devemos participar nos programas dessas instituições? A experiência nos tem norteado de maneira simples: cooperamos, porém não nos afiliamos. Queremos trabalhar com outras organizações que tratam do alcoolismo; porém, sem nos confundir com elas perante o público.
A Sétima – enfatiza que “todos os Grupos de A.A. deverão ser absolutamente autossuficientes, rejeitando quaisquer doações de fora”. Como alcoólicos ativos, muitos de nós sempre estivemos dependendo de ajuda. Hoje, parte de nossa recuperação pessoal está em fazer de nós mesmos seres humanos responsáveis. O mesmo princípio se aplica à nossa Irmandade e muito do respeito que atualmente se tem por A.A. é o resultado da aplicação desse princípio.
A Oitava – diz que “Alcoólicos Anônimos deverá manter-se sempre não profissional”. Esta Tradição nos mostra a linha divisória entre o trabalho voluntário de Décimo Segundo Passo e os serviços remunerados, mesmo que executados por membros da Irmandade. Ela nos orienta, mesmo assim, que como AAs nos mantenhamos no que melhor conhecemos (Recuperação pessoal e Décimo Segundo Passo), não nos transformando em profissionais no campo do alcoolismo.
A Nona – recomenda que Alcoólicos Anônimos jamais deverá ter uma organização formal; porém, necessitamos de organismos de serviço que funcionem de maneira harmoniosa e com competência, para cumprirmos nosso objetivo primordial. Se ninguém fizer as tarefas dos Grupos, se o telefone tocar em vão, se não respondermos nossa correspondência, então A.A., tal como o conhecemos, pararia. Embora esta Tradição pareça tratar somente de coisas práticas em seu funcionamento, ela revela uma sociedade animada apenas pelo espírito de servir.
A Décima – diz que “Alcoólicos Anônimos não opina sobre questões alheias à Irmandade; portanto, o nome de A.A. jamais deverá aparecer em controvérsias públicas.” Aqui, novamente somos lembrados para tratar somente de nossos propósitos assuntos, sem nos desviar de nosso único propósito primordial. Colocando-nos fora de controvérsias públicas, reforçamos a Unidade de nossa Irmandade, assim como sua reputação perante o público.
A Décima Primeira – “Nossas relações com o público baseiam-se na atração em vez da promoção”. A relação com o público é importantíssima. Precisamos manter nosso anonimato pessoal. Procuramos divulgação para os princípios de A.A. e não para seus membros. Esta Tradição é um lembrete permanente e prático de que a ambição pessoal não tem lugar em A.A. Nela cada membro se torna uma diligente guardião de nossa Irmandade. A Décima Segunda – “O anonimato é o alicerce espiritual das nossas Tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades.” A subordinação de nossos anseios pessoais ao bem comum é a essência de nossas Tradições. A substância do anonimato é o sacrifício. Temos a certeza que a humildade, expressa pelo anonimato, é a maior salvaguarda que Alcoólicos Anônimos sempre poderá ter.
(Fonte: Guias do CTO – 3.000 – 05/2007 – Páginas: 3 a 10)

CTO DO GRUPO
A consciência coletiva do Grupo elege o RCTO – Representante de CTO (com mandato de dois anos), que é seu representante perante o CTO do Distrito. Cabe a esse servidor, junto com outros membros interessados, divulgar o Grupo que representa em sua comunidade ou bairros, contando escolas, igrejas, hospitais, empresas, repartições públicas, profissionais liberais, etc. Após os seus contatos, caso haja alguma solicitação de palestra para uma das Comissões, o RCTO poderá promove-la com a ajuda de companheiros interessados do próprio Grupo, ou poderá contatar o CTO do Distrito para promove-la conjuntamente. Sugere-se que esse servidor tenha, no mínimo, 2 (dois) anos de sobriedade continua, conhecimento e prática dos Três Legados, e disponibilidade para atender às exigências do encargo.
O RCTO deve ser um dos primeiros a chegar no local de reunião do seu Grupo, verificando se tudo está de acordo com o que vem sendo divulgado e se as instalações estão em perfeitas condições de funcionamento, inclusive a literatura completa sobre a mesa. Deve ser o responsável por uma calorosa recepção, extensiva aos já companheiros de Grupo. Enfim, toda atenção e carinho que TODOS alcoólicos merecem.
Orienta os demais procedimentos, como o acolhimento aos encaminhados pela justiça. É sua responsabilidade, ainda relatar, para ao seu Grupo, todos os trabalhos e atividades realizados pelo CTO do Distrito, e dos outros segmentos da estrutura sobre o CTO.

CTO DO DISTRITO
É o órgão encarregado da execução das atividades do CTO no Distrito. Contará com o serviço da secretaria e tesouraria do Distrito. É formado pelo Coordenador do CTO do Distrito (eleito com mandato de dois anos), pelas Comissões (CCCP, CIP, CIT e CIC) e os RCTOs dos Grupos. Procedimentos: o coordenador do CTO do Distrito reúne-se com os coordenadores das comissões e RCTOs dos Grupos e presta relatório na reunião do Distrito; relaciona membros interessados em participar, contendo nome e endereço; faz um planejamento com cronograma de trabalho a ser realizado. Nas reuniões mensais, o CTO do Distrito poderá também padronizar a mensagem a ser divulgada no seu âmbito, evitando assim choque de informações e realizar reuniões de treinamento, Os Coordenadores dos CTOs dos Distritos integrarão o Comitê de Distrito e o CTO sediado no ESL. A manutenção financeira será de responsabilidade da tesouraria do Distrito. Para participar de uma comissão, é desejável que o servidor tenha uma sobriedade contínua e que esteja vivenciando os três legados de A.A.

CTO DO ESL / SETOR
É o Órgão encarregado da execução das atividades do CTO no Setor. O seu coordenador tem mandato de 2 anos, é homologado pela Assembleia do CR/Setor. Suas atividades principais: reunir-se periodicamente, com os coordenadores do CTO dos Distritos, relatando os serviços executados na sua região e levando para os Distritos o resultado dos trabalhos realizados em outras localidades; avaliar se os trabalhos estão dentro dos princípios de A.A.; registrar e repassar aos Distritos os pedidos de serviços pertinentes ao CTO; planejar e orientar os trabalhos do CTO em nível de Setor; orientar sobre reuniões de treinamento; coordenar os trabalhos para realização de Seminários para Profissionais e de reuniões de informação ao público; manter registros e arquivos dos documentos relativos ao CTO; padronizar a mensagem a ser divulgada na comunidade e participar das reuniões do CTO do ESL-SEDE. Sua manutenção financeira é de responsabilidade da tesouraria do Setor e os trabalhos de secretaria poderão ser executados pelo Secretário II do ESL/Setor.

CTO DO ESL – SEDE
O seu coordenador será homologado pela Assembleia do CR, com mandato de 2 anos, e representará o CTO em nível de Área. Suas atividades serão desempenhadas em conjunto com a Diretoria do ESL-SEDE. Atribuições: visitar e participar das reuniões dos demais órgãos do CTO no âmbito da Área; encaminhar relatórios para o CTO da JUNAAB; distribuir para os ESL/Setores e Distritos as informações recebidas; reunir-se periodicamente, com os coordenadores do CTO dos ESL/Setores e Distritos relatando os serviços executados na sua região, levando para os ESLs o resultado dos trabalhos realizados em outras localidades e avaliar os trabalhos, se estão dentro dos princípios de A.A.; registrar e repassar aos ESLs/Setores e Distritos os pedidos de serviços pertinentes ao CTO; planejar e orientar os trabalhos do CTO em nível de Área; orientar sobre reuniões de treinamento; coordenar os trabalhos para realização de Seminários para Profissionais, e de reunião de Informação ao Público; manter registros e arquivos dos documentos recebidos/expedidos; padronizar a mensagem a ser divulgada na comunidade; e cuidar do material necessário para informação pública. Sua manutenção financeira é de responsabilidade da tesouraria do ESL Sede e os trabalhos de secretaria poderão ser executados pelo Secretário II do ESL Sede.

CTO DA JUNAAB
Encarregado de elaborar a política de divulgação da Irmandade de A.A. em nível nacional. Analisa todas as notícias recebidas das Áreas, através do ESL-SEDE; elabora material para ser publicado pelo boletim JUNAAB Informa; colhe experiências práticas para revisão das orientações sobre o serviço de CTO; representa a JUNAAB nos eventos de CTO. É coordenado por membros escolhido pela Junta de Custódios e funciona no ESG. Quando a Junta de Custódios precisa tomar decisões que abrangem toda a Irmandade, necessita de assessoramento desse Comitê em assuntos específicos de divulgação e cooperação com os segmentos da sociedade que trabalham no campo do alcoolismo.
COMISSÃO TRABALHANDO COM OS OUTROS DA CONFERÊNCIA
Formada por membros da Conferência, reúne-se durante a CSG respectiva, elegendo um coordenador e um relator. Analisa e discute as propostas de recomendações encaminhadas pelas Áreas, e as aprovadas serão submetidas à apreciação do plenário, pelo relator.
(Fonte: Manual de Serviço de A.A.- Edição 2005 – paginas: 108 a 111)