Monthly Archives: Fevereiro 2016

OS JOVENS

A Organização Mundial da Saúde apresenta cinco razões básicas pelas quais os jovens podem ser atraídos às drogas:
 Desejar sentir-se adultos e tomar suas próprias decisões
 Desejar ser “populares” entre os colegas ou num grupo
 Desejar relaxar e sentir-se bem
 Desejar correr riscos e rebelar-se
 Desejar matar a curiosidade

Por que os adolescentes experimentam substâncias?
 por pressão dos iguais, por curiosidade, por imitação, como manifestação de independência, rebelião, ou com a intenção de fazer uma “figura importante”.
 As empresas tabagistas estimulam o uso através de modelos juvenis atraentes em ações e paisagens excitantes.
 Consomem álcool porque “todo mundo bebe”, “eu gosto, é divertido”, “ajuda-me a relaxar”, “tira-me a timidez”, “estou mal, serve- me para escapar do sofrimento”, “por que não, além do mais nem bebo tanto”.

Quem se encontra em situação de risco?
 “Todos os adolescentes”. O fumo, o álcool e as drogas estão disponíveis, e a maioria dos jovens são objeto de pressão para o início de seu uso. Sem dúvida, alguns adolescentes estão em maior risco do que outros.
 Os três fatores mais importantes são a história familiar, o uso por parte dos pais e certas características individuais.
 História familiar de alcoolismo: indica predisposição genética, que é fator de risco + uso por parte dos pais, + atitude, educação e medidas disciplinares inconsistentes com relação ao uso de substâncias aos seus filhos.
 Família socialmente isolada > o perigo de uso de substâncias e aumenta o índice de abuso físico e sexual ou de fuga do lar.
 Outros fatores familiares predisponentes são o estresse causado por uma separação, divórcio, novas uniões conjugais, desemprego e doença ou morte de um dos pais.

Muitos pais, porém, não enxergam o perigo antes de ser tarde demais.
 Ex. de uma garota brasileira.
“Ela tomava bebidas alcoólicas”, conta sua irmã Regina. “A família achava isso divertido e inofensivo. Mas isso a levou a experimentar drogas com seus namorados. Visto que meus pais sempre a trataram como se os problemas que ela causava fossem inconseqüentes, a situação fugiu ao controle. Vez por outra ela sumia de casa. E, sempre que encontrava uma jovem morta, a polícia telefonava para meu pai perguntando se era ela. Minha família sofria muito com isso.”

 Pai ou parente próximo com abuso de substâncias ou dependência química
 Fracasso ou dificuldades escolares
 Baixo nível de auto-estima
 Personalidade agressiva ou impulsiva
 Instabilidade familiar, falta de supervisão
 Miséria
 História de abuso físico e sexual
 Distúrbios psiquiátricos, especialmente depressão, bulimia e distúrbios de atenção

O Dr. Robert Du Pont, ex-diretor do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos, recomenda 10 Regras para os pais:
1. Estabelecer um consenso familiar sobre o uso de substâncias: as regras devem ser comunicadas antes da puberdade. As crianças devem saber que seus pais esperam que na adolescência não fumem, não bebam, não usem maconha e outras drogas. Cada família deve estabelecer suas próprias regras, que devem ser repetidas com freqüência.
2. Estabelecer penalidades pelo não-cumprimento das regras: as punições não precisam ser nem repressivas, nem excessivas e devem ser anunciadas previamente e mantidas de forma consistente. Pode ser útil estabelecê-las com a participação dos filhos, no começo de sua adolescência. Exs: perda de privilégios, restrição ao uso do telefone, “proibição de sair de casa”, etc.
3. Dedicar algum tempo diário para conversar com os filhos a respeito do que está se passando em suas vidas, como se sentem e o que pensam. Deve-se deixá-los falar livremente, não é necessário ter respostas, mas escutá-los atentamente, respeitando suas experiências e sentimentos.
4. Ajudar os filhos a definirem objetivos pessoais: essas metas podem ser acadêmicas, esportivas e sociais. É importante ensinar os filhos a tolerar seus inevitáveis fracassos, que são oportunidades para crescer e não para desanimar.
5. Conhecer os amigos dos filhos: conhecer também os pais, encontrar-se com eles e compartilhar conhecimentos.
6. Ajudar os filhos a sentirem-se bem com suas próprias qualidades e com seus pequenos ou grandes êxitos: isto significa entusiasmar-se pelo que gostam.
7. Deve haver um sistema estabelecido para a resolução de conflitos: nem sempre os filhos estão de acordo com todos os regulamentos da casa. A melhor maneira de manter a autoridade é estar aberto aos questionamentos dos filhos. Um recurso útil é incluir a consultoria com uma pessoa respeitada por todos (outro membro da família, um médico, um vizinho, etc.).
8. Falar freqüentemente e muito cedo com os filhos a respeito de seu futuro: os filhos devem saber que o tempo que viverão com seus pais é limitado, pois se tornarão adultos, sairão de casa e, neste momento, deverão pagar suas contas e estabelecer suas regras. Enquanto estiverem na casa dos pais precisarão aceitar sua autoridade.
9. Deve-se desfrutar dos filhos: uma das maiores felicidades da vida é ter os filhos em casa. Tanto os pais quanto os filhos devem trabalhar para que o lar seja um ambiente positivo para todos. Isso significa trabalho de equipe e respeito mútuo.
10. Ser um pai/mãe “intrometido/a”: é importante fazer perguntas aos filhos, onde e com quem estão. Esta informação é necessária para que sejam pais efetivos.

Anúncios

REVISTA VIVÊNCIA

Por mais longa que seja a caminhada o mais importante é dar o primeiro passo.

O QUE É A REVISTA VIVÊNCIA?

A revista “Vivência” é a nossa “reunião impressa” para os membros de A.A do Brasil. Redigida, revisada e lida por membros de A.A. e outras pessoas interessadas no programa de A.A. de recuperação do alcoolismo, “Vivência” é uma corda salva-vidas que une um alcoólico com outro.
“Vivência” comunica a experiência, força e esperança de seus colaboradores e reflete um amplo espectro geográfico da experiência atual de Alcoólicos Anônimos com a recuperação, a unidade e o serviço. Publica também artigos de pessoas não alcoólicas, que colaboram espontaneamente com a Revista.
As páginas da “Vivência” são a visão de como cada membro de A.A., de maneira individual, aplica em sua vida o programa de recuperação, e é um fórum para as mais variadas e divergentes opiniões de A.A. do Brasil.
Os artigos não pretendem ser comunicados oficiais de Alcoólicos Anônimos enquanto irmandade, e a publicação de qualquer artigo não implica que Alcoólicos Anônimos e a revista “Vivência” estejam de acordo com as opiniões expressas.
A Revista é editada bimestralmente e todas as colaborações são bem-vindas.

PORQUE SER UM ASSINANTE DA VIVÊNCIA?

A revista VIVÊNCIA, criada sob a inspiração da GRAPEVINE, tem desempenhado satisfatoriamente a sua função, não apenas na troca de experiências, mas também na divulgação da literatura, de eventos e na transmissão da mensagem de AA para os possíveis alcoólicos, seus familiares, para os profissionais da área de saúde, e para a comunidade em geral. A VIVÊNCIA registra a evolução da nossa Irmandade no Brasil a cada dois meses, através de fatos gerados na JUNAAB e das informações recebidas de todas as Áreas. A cada número ela traz notícias sobre Encontro Estaduais, Regionais, Convenções, Conferências, Seminários e outros eventos que refletem o nível de consciência compartilhada a cerca de nossos princípios. A VIVÊNCIA é um excelente meio de divulgação de alcoólicos Anônimos junto à comunidade em geral, um eficaz instrumento do CTO, constituindo-se também extraordinário canal interno de comunicação permanentemente aberto. Externamente é o nosso cartão de visitas para a sociedade. Além disso traz indispensável contribuição para o fortalecimento da nossa preciosa UNIDADE. Os relatos de experiências por companheiros e companheiras de todo o País são recursos adicionais para o melhor entendimento e prática dos TRÊS LEGADOS.

OBJETIVOS PRINCIPAIS DA REVISTA VIVÊNCIA:

a) Informar o público em geral como funciona a Irmandade de A. A.
b) Destacar o Programa de Recuperação de A. A. através dos depoimentos de companheiros que chegam à redação.
c) Informar aos membros e aos Grupos de A. A. o que a Comunidade Profissional pensa a respeito da nossa Irmandade e sobre os problemas do alcoolismo.

Qual a importância da Revista Vivência para a divulgação da mensagem de A.A.

VIVÊNCIA, É uma forma de atração e não de persuasão. Condensamos material de inquestionável interesse não só para quantos foram ou ainda são vitimas do alcoolismo, mas, igualmente, para aqueles que se preocupam em conhecer, no âmago, a complexidade de um problema que tantos males tem causado à humanidade.
Ela foi criada com a finalidade de veicular o pensamento da comunidade sobre o programa e os princípios da irmandade, pensamento este externado na forma de depoimentos ou comentário sobre como cada um pratica o programa sugerido de A.A., e como os princípios têm sido assimilados e praticados em proveito próprio da instituição como um todo.
Por outro lado, em se tratando de uma publicação acessível ao público em geral, a revista desempenha, também, o seu papel institucional na medida em que transmite a esse público o que é, o que faz, como faz, e o que deixa de fazer Alcoólicos Anônimos enquanto Irmandade. Neste particular é com indisfarçável satisfação que registramos sua plena aceitação, principalmente por parte da comunidade profissional que conosco comunga do mesmo propósito primordial, dentro de uma mesma visão e com a mesma abordagem acerca do problema do alcoolismo.
Assim, quanto à sua finalidade, não restam dúvidas de que a VIVÊNCIA tem preenchido este seu duplo papel, em que pese o fato dos seus primeiros números haverem sido editados em caráter experimental. A nossa dificuldade não está, pois, na revista em si como publicação, mas na quase impossibilidade de mantê-la como órgão financeiramente autônomo dentro da estrutura dos nossos serviços considerados essenciais.
Sabem os que lidam no campo empresarial das comunicações, e nele no particular de jornais e revistas, que as publicações desse gênero vão buscar seus recursos financeiros na venda de espaços para a publicação de anúncios e de matéria de cunho institucional por parte de empresas e instituições. A nossa revista, muito embora tenha também o público externo como destinatário, não pode, por força de um nosso princípio tradicional, buscar nessa fonte os recursos financeiros de que necessita. Neste caso é a própria Irmandade que terá de arcar com o sustento financeiro da sua revista, seja por meio de assinaturas seja por meio de venda avulsa por parte das Centrais e Intergrupais de Serviços.
Apesar das dificuldades o número de assinantes vem aumentando e aumentará muito mais quando cada um fizer do seu companheiro, amigo, parente ou colega de serviço mais um assinante da nossa revista.
Ao longo de toda a sua história, a Revista Vivência vem contribuindo, de forma decisiva, para firmar e para difundir a cultura de A.A., importante e fundamental fator de coesão e de unidade. Tem sido também, o veículo de expressão das experiências pessoais de numerosos membros da Irmandade, assim como o meio disponível que lhes tem possibilitado expressar as suas visões, emoções, experiências e esperanças, ou, simplesmente, servido para contar as suas histórias. Ela tem sido a expressão da alma de A.A. e, por isso, traz toda a riqueza da criação humana.

Como melhor divulgar a revista Vivência aos Profissionais

A VIVÊNCIA – EXISTIR PARA SERVIR. Não tem opinião sobre assuntos alheios à Irmandade de Alcoólicos Anônimos e nem pretende entrar em qualquer controvérsia, dentro ou fora da Irmandade. Nosso objetivo é o de levar a mensagem salvadora de A.A. ao alcoólico sofredor. Não estamos trabalhando com uma mercadoria qualquer. Estamos lidando com vidas humanas, o mais precioso dos bens.

A sobriedade só tem sentido se for partilhada com outros. Aliás, este é o método mais eficiente para nos conservarmos sóbrios. Quando tudo falha, esta opção funciona. Não podemos desperdiçar energias inutilmente. Outros alcoólicos morreriam, se o fizéssemos. E quando qualquer um, seja onde for, estender a mão pedindo ajuda, queremos que a mão de A.A. esteja sempre ali. E por isso, nós somos responsáveis.

VIVÊNCIA, por isso mesmo, é uma proposta sedimentada no universo vitorioso de A.A. É uma forma de atração e não de persuasão. Condensamos material de inquestionável interesse não só para quantos foram ou ainda são vitimas do alcoolismo, mas, igualmente, para aqueles que se preocupam em conhecer, no âmago, a complexidade de um problema que tantos males tem causado à humanidade.

REVISTA VIVÊNCIA E CTO – COMPARTILHANDO A MENSAGEM

O propósito primordial de Alcoólicos Anônimos é transmitir a sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre. A finalidade básica do CTO – Comitê Trabalhando com os Outros é organizar, estruturar, padronizar e facilitar a divulgação da mensagem de A.A..
No desempenho dessas atribuições o CTO conta com uma poderosa aliada que é a REVISTA VIVÊNCIA, cujo conteúdo contribui efetivamente de duas maneiras: na formação e na informação. Na formação dos servidores do comitê ela apresenta artigos sobre a atuação do CTO nas outras áreas, constituindo-se numa valiosa troca de experiências que nos proporciona oportunidades para o aprimoramento do nosso trabalho.
Mas, é no campo da informação, ou seja, na transmissão da mensagem de A.A. que a Vivência apresenta uma performance excepcional. Uma pessoa que não conheça Alcoólicos Anônimos ao ter em mãos um exemplar da nossa Revista percebe claramente, pela apresentação gráfica, que ela é elaborada com capricho e carinho. Ao manuseá-la o leitor encontra já nas primeiras páginas o Preâmbulo que é uma síntese da finalidade de A.A., além dos enunciados dos Doze Passos e das Doze Tradições. Mais adiante, encontra uma variedade enorme de artigos que vão, desde depoimentos de membros, trechos da literatura de A.A. até artigos de profissionais da saúde, educação e outros. Aliás, os artigos de profissionais constituem uma recomendação do nosso trabalho junto à comunidade, abrindo portas para que conquistemos mais amigos.
“A história de A.A. esta repleta de nomes de não alcoólicos, profissionais e leigos, que se interessaram pelo programa de recuperação de A.A.. Milhões de nós devemos nossas vidas a essas pessoas e nossa dívida de gratidão não tem limites.” (Do folheto: A.A. em sua Comunidade).
Portanto, ao oferecermos um exemplar da revista ou uma assinatura para alguém não- alcoólico estamos também contribuindo para levar a mensagem e fazendo um trabalho de CTO, que é o agente da Quinta Tradição e do Décimo Segundo Passo. Muitas pessoas que tomam conhecimento da nossa Revista acabam ficando interessadas pelos assuntos ali tratados e tornam-se assinantes.
Mas é no trabalho do Décimo Segundo Passo e na Quinta Tradição que a Vivência vem ampliando a sua participação junto aos Comitês Trabalhando com os Outros dos Grupos , no trabalho de estudos e treinamentos para melhoria e padronização da mensagem de nossa Irmandade. A sua dinâmica com experiência atuais e passadas de membros de A.A., e de nossos profissionais amigos, são matérias facilitadoras para compreensão e aplicação dos Princípios de Alcoólicos Anônimos.
Queremos ressaltar que a Vivência não foi criada objetivando substituir nossas literaturas oficiais de Alcoólicos Anônimos. “ A Revista tem como objetivo principal, o de informar ao público em geral como funciona a Irmandade de A.A., destacando o Programa de Recuperação, tendo também a finalidade de informar aos membros e aos Grupos de A.A. o que a comunidade profissional pensa a respeito de nossa Irmandade e sobre o problema do alcoolismo”. (Manual de Serviço de AA, pág. 125).
Assim podemos destacar dentro do seu conteúdo:
.Apadrinhamento, principalmente, aos recém-chegados na compreensão do Programa de Recuperação através dos depoimentos pessoais;
.Complementação ao trabalho do Comitê Trabalhando Com Os Outros através dos depoimentos pessoais e artigos de profissionais amigos;
.Apadrinhamento aos profissionais de diversas áreas no conhecimento de como funciona o Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos;
.Artigos dos Profissionais amigos que nos ajuda a compreender a doença do alcoolismo, e a visão dos mesmos nas práticas diárias com os bebedores-problemas;
.Enfim, o apadrinhamento nos Princípios de AA: Recuperação, Unidade e Serviço.

CTO E A VIVENCIA

Todos nós sabemos que CTO significa Comitê Trabalhando com os Outros, gostaríamos de interpretar essas letras para “Companheiros em ação com os outros”, ora Bill não dizia que o Alcoólicos Anônimos é uma sociedade de alcoólicos em ação, assim resumidamente toda a nossa ação seja ela para a manutenção da nossa estrutura, a edição de livros, periódicos, informativos e livretes têm como finalidade exclusiva a transmissão da mensagem ao alcoólico que ainda sofre. Devemos utilizar todos esses meios sempre que possível como ferramenta eficaz na transmissão da mensagem àqueles que precisam. Nos Estados Unidos a Revista Grapevine é tida por alguns como a principal ferramenta de Décimo Segundo Passo, e nos trabalhos de Informação ao
Publico.
Sabemos o quanto a nossa Vivencia tem ajudado muitos alcoólicos (as) na manutenção da sua sobriedade porque não podem frequentar as reuniões em nossos grupos, pelos mais variados motivos, ou seja, companheiros (as) que se encontram em locais longínquos e de difícil acesso, os que cumprem pena em regime fechado, os que se encontram internados em clinicas de recuperação ou hospitalizados, os que cumprem jornada de trabalho a noite então eles (as) “frequentam a nossa reunião impressa”, a forma como a Vivência é conhecida, pois como nas nossas reuniões presenciais o conteúdo da revista também é o compartilhar e experiências forças e esperanças.
Temos assim o conhecimento da eficácia da Vivencia na manutenção da recuperação do alcoólico, porque então não a utilizamos como meio de abordagem ao alcoólico que ainda sofre, porque não a utilizamos como de meio de informação e aproximação com toda a comunidade profissional das mais variadas especialidades, talvez estejamos sendo redundante, pois uma grande parcela de companheiros(as) da nossa irmandade tem conhecimento desta ferramenta de comprovada eficácia, o que nos falta de fato é ação. Precisamos é deixar de ver a Revista como um periódico gerador de receitas, mas sim como ferramenta auxiliar da mensagem de A.A.
Ressaltamos que nos Estados Unidos a Revista Grapevine, a nossa Revista pioneira, em muitos anos apresentou resultado financeiro negativo, mas não deixou de cumprir o seu papel na transmissão da mensagem, pois lá não se poupa esforços sejam eles financeiros ou não para que a mensagem chegue ao seu destino. Pó outro lado acreditamos que os exemplares já lidos devem continuar com o seu propósito de oferecer ajuda aos que precisam após a leitura pelo assinante, dentre as forma de utilização desses exemplares, para que a mensagem siga adiante, destacamos por experiência as seguintes:
o Deixe no consultório do seu médico ou dentistas, quando não oferecer
assinatura de cortesia.
o Encaminhe para as clinicas de recuperação e instituições de tratamento
o Encaminhe para as instituições prisionais depois de contato prévio
o Deixe no salão do seu cabeleireiro
o Ofereça ao familiar que pediu ajuda
o Faça chegar ao companheiro (a) que se afastou
o Presenteie o ingressante
o Traga para o grupo para ser utilizada como tema de estudos
Essas são algumas maneiras simples de utilização da Revista, que podem ser
facilmente adotadas. Precisamos ampliar a nossa base de dados dos nossos amigos profissionais da medicina, psicologia , psiquiatria e outros da áreas sociais, através de assinaturas de cortesia que vem caindo ano a ano, e isso exige um trabalho de responsabilidade e amor dos nossos representantes da Vivencia em todos os níveis da nossa estrutura. Sabemos que quando falamos com o coração a mensagem chega e atinge, não temos duvida que os depoimentos contidos na nossa Revista são a mais a pura linguagem do coração, reflitamos sobre isso.

CTO e Vivência: Caminhando juntos

Qual o objetivo do CTO?

É fazer cumprir a nossa Quinta Tradição:
“Cada grupo é animado de um único propósito primordial – o de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre”.

O Comitê Trabalhando Com os Outros organiza, estrutura e padroniza a divulgação da mensagem de A.A., pois nenhum alcoólico poderá ser ajudado se não souber o que é A.A. e onde poderá ser encontrado.

A Revista Vivência pode ajudar o CTO atingir seus objetivos? De que modo?

Na página 01 da Revista, no Preâmbulo, há uma síntese do que é Alcoólicos Anônimos. Nossos Passos, Tradições, Conceitos, 12 Perguntas e endereços dos ELS também estão inseridos.

As Comissões do Comitê Trabalhando com os Outros:

Muitas vezes utilizamos “terceiras pessoas” para fazer a mensagem de A.A. chegar ao Alcoólico.
Bill utilizou um profissional da Medicina: Doutor Silkwort: um ministro religioso: Reverendo Walter Tunks, a Irmã Ignatia e Sra. Henrietta Seiberling.

O CCCP – Comissão de Cooperação com a Comunidade Profissional – é a Comissão responsável pelo bom relacionamento entre Alcoólicos Anônimos e a imensa gama de profissionais. Esta Comissão entra em contato com os Profissionais da Organização que pretende “dar assistência” aos alcoólicos.

. No 1º contato com o profissional, o companheiro da CCCP leva uma Revista Vivência e oferece ao profissional. No dia da Reunião com os funcionários, oferece alguns exemplares para os mesmos.

A CIP – Comissão de Informação ao Público – é a Comissão do CTO que informa o público em geral sobre o Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos. Ela mantém viva a imagem da Irmandade junto à Comunidade informando principalmente os profissionais sobre o trabalho que pode ser feito com o alcoólico ativo.

Como a CIP pode utilizar a Vivência para atingir seus objetivos?
. A Imprensa: A TV quer fazer um programa sobre o alcoolismo e convida A.A. No 1° contato com o repórter, levar um exemplar da Revista Vivência.
. A Medicina: o médico psiquiatra chama A.A. para colaborar com o hospital psiquiátrico: presenteá-lo com um exemplar da Revista Vivência.
. A Justiça: juízes, promotores, delegados, como funciona o A.A.? Há revistas com depoimentos de detentos, levar um exemplar.
. A Educação: Universidades, Estagiárias: presentear o Reitor e depois os estagiários que chegam aos grupos.
. A Religião: vamos formar um grupo; precisamos do salão da Igreja. Informar o religioso o que é Alcoólicos Anônimos – levar uma revista.
. As Organizações Não-Governamentais, por exemplo, Casas de Recuperação; temos grupo de apoio; levar a cada 15 dias um exemplar e sortear entre os internos.
. Assinatura-Cortesia: na comunidade onde se localiza o Grupo: ao Profissional, ao Religioso, à Assistente Social, ao Médico, etc.
. Nas Reuniões de Informação ao Público: montar um stand com literatura de A.A. e exemplares da Vivência. Um RV presente para a divulgação da Revista:
a) Falar sobre a revista, folheando-a;
b) Deixar a(s) folhear (em) também;
c) Abrir na página: Como saber se alguém é alcoólico?
d) Além de oferecer a assinatura, se notar que a pessoa está interessada, oferecer um exemplar da Vivência.

A CIT – Comissão de Instituições de Tratamento – é a Comissão que leva a mensagem de A.A. aos internos dos hospitais, Clinicas de Repouso. Levando a mensagem de A.A., esta Comissão reforça a possibilidade do paciente alcoólico continuar sóbrio após a alta através da frequência aos grupos de A.A.

Como a Revista Vivência pode ajudar a CIT?
A Revista Vivência traz depoimentos de companheiros que estiveram internados, saíram da internação e foram direto a um Grupo de A.A. Presentear o Diretor da Instituição com um exemplar. No dia da Reunião do Grupo de Apoio, sortear um exemplar entre os pacientes. Eles irão aguardar este momento. A Oração da Serenidade: falar durante o depoimento e mostrar a 4ª capa da Revista.

A CIC – Comissão de Instituições Correcionais – é A Comissão que leva a mensagem de A.A. aos presídios, penitenciárias e Instituições Correcionais. O que faz a Comissão de Instituições Correcionais?
Primeiro: palestras aos funcionários do presídio; é importantíssimo que eles tenham a noção exata de como a Irmandade vê o alcoolismo, sua proposta de recuperação e que tipo de atividade A.A. pretende desenvolver junto aos presos;
Segundo: reunião com os reeducandos alcoólicos.
Como utilizar a Revista Vivência para a CIC atingir seus objetivos?
No 1º contato com o Diretor do Presídio: levar uma Revista Vivência. Presentear os funcionários e os reeducando.

Como poderemos adquirir para o Comitê Trabalhando com Os Outros as revistas para este trabalho maravilhoso da Quinta Tradição?
. solicitando aos companheiros que queiram colaborar com os trabalhos do Décimo Segundo Passo e Quinta Tradição, que façam doações das Revistas Vivência já lidas.
. aquisição pelo Grupo, Distrito ou mesmo pelo CTO junto aos ELS das revistas com os temas conforme o trabalho a ser realizado. E o mais importante: apadrinhar o ESL que dê desconto para esta aquisição.

Revista Vivência: uma excelente ferramenta na prática dos Três Legados de A.A.

Na Recuperação:

É uma reunião impressa. Identificamo-nos com os depoimentos publicados nas edições da Revista Vivência, pois eles são um veículo de recuperação à nossa disposição a qualquer tempo e lugar possibilitando assim, o conhecimento de relatos “que talvez nunca ouvíssemos”, pois são depoimentos de companheiros e companheiras que estão em outros estados, como por exemplo: nós que moramos em Goiás, como ouvir experiências de companheiros do Acre, Amazonas ou até mesmo no Sul sem nos deslocarmos para lá ou eles para cá?
A Vivência é a manifestação da vontade de Deus através dos membros; fonte geradora de força, experiência e esperança, resultando em maior qualidade de recuperação de seus leitores.

Na Unidade:

Na unidade orgânica dos Representantes de Serviços do Grupo a Vivência é um elo de ligação com o Universo de Alcoólicos Anônimos através de todos os eventos e acontecimentos publicados. É a manifestação do Amor de Deus através dos artigos dos companheiros onde muitas vezes ou quase sempre são inspirados por Deus em bloco. Explico: são muitas experiências sobre um mesmo assunto com prismas diferentes e amplos que transmitem sentimentos, pensamentos e ações que ajudam a transformar o velho homem renovando assim, o sentimento de unidade do novo homem, único e verdadeiro caminho da sobriedade.

No Serviço:

“Quem quiser ser o primeiro, terá que ser servo de todos”.
Ter o privilégio de ser um servidor em A.A. e digo mais: um servidor da Revista Vivência, assim como no Comitê Trabalhando com os Outros e outro qualquer encargo é sem dúvida um tanto complicado e ardil aos olhos do velho homem.
Ser RV, RVD e CRV vem suprindo minhas carências e deficiências gerando crescimento como pessoa, como profissional e na vida familiar. O mais importante tem sido o crescimento espiritual quando imbuído de coragem, sabedoria, amor, boa vontade e anonimato venho servindo o próximo sem nenhum reconhecimento material ou troca de favores pessoais, apenas o mais importante: paz e graça da parte de Deus nosso Pai.

ESCREVER O QUE?

A revista VIVÊNCIA tem se preocupado em compartilhar as maneiras individuais de se praticar nossos princípios. Acreditamos que em A.A. a única forma de ensinar é falando da gente, sobre a nossa experiência, falando a linguagem do coração. Portanto, como já ficou claro em nossas edições, damos preferência aos artigos que falam sobre experiências vividas, sejam elas baseadas em fatos acontecidos dentro da Recuperação do autor, dentro da Unidade do Grupo ou em Serviço de A.A. Talvez você tenha ouvido uma frase numa reunião de A.A. que gostaria de compartilhar, ou talvez somente queira narrar um acontecimento curto de poucas linhas. Não importa o tamanho, mande para nós. Precisamos também de artigos que caracterizem a função informativa de VIVÊNCIA para a comunidade em geral, inclusive de profissionais amigos.

DOZE MANEIRAS DE USAR A VIVÊNCIA

Sente-se ressentido, confuso ou simplesmente aborrecido? Gaste alguns minutos com VIVÊNCIA. Sua leitura lhe trará nova perspectiva do seu problema de bebida, do A.A. e de você.
Para milhares de leitores, em milhares de grupos, no Brasil e no exterior, VIVÊNCIA é muito mais que uma revista. É parte vital deste programa que ajuda homens e mulheres a levar uma vida feliz e produtiva sem álcool.
VIVÊNCIA é um informativo inspirador, mensageiro simpático e prestativo como um membro ou pessoa amiga – ou mesmo um grupo de A.A. de qualquer tamanho. É particularmente útil no apadrinhamento.
Quer ter acesso aos Passos e Tradições? VIVÊNCIA não pode lhe dizer o que fazer, mas certamente pode lhe mostrar a experiência de outros.
Eis algumas formas práticas como VIVÊNCIA é útil para muitos companheiros e grupos:

1. É uma reunião escrita
VIVÊNCIA é a solução ideal para quem não pode assistir às reuniões regularmente ou para quem deseja mais reuniões. Compacta de fácil leitura, a cada bimestre, publica a essência do que de “melhor” você poderia esperar de uma reunião.
2. É o presente ideal
Para um companheiro ou amigo, poucos presentes podem ser mais apropriados do que uma assinatura de VIVÊNCIA. É uma lembrança continuada de sua atenção e fonte de prazer e de inspiração para o presenteado.

3. Preparando palestras
Procurando ideias para fazer uma palestra mais interessante? Você encontrará na leitura de VIVÊNCIA: histórias pessoais, artigos interpretativos, anedotas, noticiário de A.A. do Brasil e do mundo, opiniões de médicos sobre o alcoolismo e o programa de recuperação oferecido pelo A.A. e muitas outras matérias.

4. Informações
Como A.A está chegando aos hospitais e prisões? O que é a Conferência de Serviços Gerais e o que ela significa para os membros de A.A. individualmente? E quanto ao A.A. no resto do mundo? VIVÊNCIA traz o mundo para sua casa e o mantém sempre atualizado.

5. É um fórum
Quer transmitir uma ideia? VIVÊNCIA lhe dá uma visão tão ampla quanto possível de A.A. como um todo, onde você e seus companheiros podem permutar histórias, pontos de vista e interpretações do programa de recuperação.

6. Companheira nas abordagens
Permita que VIVÊNCIA mostre ao recém-chegado o que A.A. realmente é – uma maravilhosa comunidade humana de mais de dois milhões de homens e mulheres em todo o mundo, unidos no propósito comum de permanecerem sóbrios e ajudar outros a alcançarem a sobriedade.

7. Reuniões temáticas mais produtivas
Grupos de todo Brasil estão usando artigos de VIVÊNCIA para discussão em reuniões temáticas. Com VIVÊNCIA, os membros ficam melhor preparados para tais reuniões, capazes de contribuir mais construtivamente.

8. A experiência acumulada
Você pensa que seu grupo tem problemas? Não se preocupe. Procure inteirar-se das inúmeras experiências de grupos publicadas frequentemente em VIVÊNCIA. É uma forma construtiva de manter seu grupo sintonizado com as Tradições.

9. Uma aliada no A.A. Institucional
Existe alguém no seu grupo apadrinhando (ou pretendendo apadrinhar) um grupo em hospital ou numa prisão? Uma assinatura de presente será profundamente apreciada por homens e mulheres com limitados contatos com o mundo exterior.

10. Ofertada ao recém-chegado
Muitos grupos usam VIVÊNCIA como importante ajuda para os programas de apadrinhamento. Encorajam os recém-chegados a ler a revista, a discutir e fazer perguntas sobre os assuntos lidos. Alguns grupos oferecem gratuitamente uma revista a cada visitante.

11. Ligação com a Irmandade
A.A. vem crescendo muito em todo o mundo. Seu grupo, seu distrito ou Área estão experimentando as dores do crescimento? Muitas soluções podem ser encontradas através das experiências compartilhadas em VIVÊNCIA.

12. Arquivo da história de A.A.
VIVÊNCIA espelha os acontecimentos da Irmandade de Alcoólicos Anônimos no momento atual. É uma preciosa coleção da experiência acumulada ao longo dos

Porque a Revista Vivência é importante para os Aas, amigos de A. A. e Profissionais?

A Revista Vivência é …
– Um “Décimo Segundo Passo moderno”. Quantas vezes ficamos inibidos em abandonar o assunto alcoolismo; basta começarmos mostrando Nossa Revista seguida da abordagem;
– Uma “Reunião Ambulante”; podemos levá-la a qualquer lugar e para casa. Quando chegamos cansados do serviço, sem ânimo de irmos à reunião do grupo, ou há alguém doente na família, que nos prende em casa, a Vivência nos servirá de alento para o momento apenas;
– A melhor ajuda para os companheiros que estão em iminente recaída. É só ler qualquer matéria que a compulsão desaparece;
– Como sugestão, poderá ser livro de cabeceira de todo AA, pois lendo toda manhã um trecho de qualquer matéria, ficaremos fortalecidos nas próximas vinte e quatro horas;
– Útil no Apadrinhamento! Basta oferecer uma Revista Vivência ao seu afilhado;
– Importante para esclarecer os Profissionais e a Comunidade, pois divulga Alcoólicos Anônimos e seu programa de recuperação. Poderá chegar aos profissionais e à comunidade através de assinaturas/cortesia;
– Eficaz nas abordagens e aos familiares: basta oferecermos um exemplar da mesma ao alcoólico problemático ou a um familiar do mesmo.

AO REPRESENTANTE DA REVISTA VIVÊNCIA

– Sugere-se que todo RV leia a Revista Vivência para obter subsídios e desenvolver seu trabalho.
– Faça sua própria assinatura, pois ninguém pode divulgar um produto que não conhece.
– A tarefa do RV é divulgar a Revista Vivência junto aos membros do grupo e familiarizá-los com a oportunidade de aprimoramento da sobriedade que ela oferece, através de artigos baseados em experiências pessoais de recuperação escritos por companheiros de A. A., além dos artigos escritos por não Aas sobre suas experiências profissionais. Chamada às vezes de “reunião impressa”, a Vivência também publica um calendário mensal dos eventos especiais de A. A.
– Ao RV eleito pelo grupo, sugere-se enviar seu nome e endereço para Vivência, Caixa Postal 580, CEP 01060-970, São Paulo – SP. Os mesmos dados devem ser enviados para o Coordenador de Publicação e Literatura da Área. Com estas informações ele será devidamente cadastrado e receberá regularmente a correspondência com os formulários de assinatura da Vivência.

Outras atribuições do RV

– Informar ao grupo a chegada de cada nova edição e comentar sobre as matérias nela publicadas;
– Fazer com que a Vivência sempre esteja exposta em lugar visível no grupo e, se possível, manter um pequeno mural com frases da última edição, cupom de assinatura, lista das assinaturas vencidas e a vencer, etc.
– Sugerir ao grupo que ofereça, assinaturas de cortesia da Vivência a médicos, juízes, advogados, delegados, assistentes sociais, jornalistas, repórteres, etc.
– Sugerir ao grupo que use artigos da Revista nas reuniões com temas e nos trabalhos do CTO – Motivar os membros do grupo a mandarem colaborações para a Vivência: artigos, desenhos, etc.
– Solicitar aos profissionais, principalmente àqueles que conhecem o nosso programa, o envio de artigos à Revista.
– Orientar e motivar os companheiros a fazerem ou renovarem suas assinaturas, e encaminhar à Vivência as assinaturas, renovações e sugestões dos assinantes.
– Seria bom que o RVD participasse das Reuniões Mensais do Distrito apresentando sugestões para o RSG, incentivando a eleição do RV e, caso o grupo ainda não possua, o RSG faria a divulgação da Revista.
– Ao RVD que tiver condições de visitar os Grupos de seu Distrito sugere-se apadrinhar ou acompanhar o RV do Grupo falando sempre sobre a Revista Vivência e principalmente sobre o tema específico de cada edição.
– A participação do RVD na Reunião Mensal da Área, na medida do possível, também é importante.
– Tudo que fizermos para A. A. através de um trabalho como Servidor de confiança estaremos fazendo para nós mesmos.

COMO CONQUISTAR E MANTER OS ASSINANTES DA REVISTA
VIVÊNCIA?
1) Da importância dos Detalhes
• As melhores técnicas de conquistar assinantes não custam absolutamente nada.
• Os assinantes adoram cortesia, simpatia, entusiasmo, alegria e companheirismo.
• Um aperto de mão, um abraço com alegria e a satisfação em atender, valem mais que todas as promoções que são feitas por outros meios.
2) Acompanhamento
• a chave da fidelidade do assinante é o acompanhamento.
• Jamais esquecer o assinante. Jamais deixar que ele esqueça.
• Será bem sucedido quando se faz o acompanhamento dos membros assinantes
3) Contato Pessoal
• A propaganda é apenas 1% do processo de divulgação; o contato no dia a dia é o que realmente funciona.
• Nada substitui um contato pessoal e caloroso.
• Todos querem se sentir únicos, esperados e importantes.
4) Sorrir
• A cada dia olho no espelho e analiso como anda a minha expressão facial.
• Evito expressão de indiferença
• Elimino a expressão de tristeza.
• Reforço toda expressão de alegria.
• Sorrio com franqueza quando falo algo.
5) Demonstração do Produto
• Valorizo cada demonstração, pois represento pessoas que se envolveram no processo das edições.
• Procuro sempre mostrar da melhor forma a Revista Vivência e os Serviços.
• Os apelos feitos para os olhos são 70% mais eficazes do que apenas o uso das palavras.
6) Facilidade e Agilidade
• Quanto mais facilito e agilizo a operação, mais os assinantes são atraídos.
• Manter as coisas simples, eliminando burocracia excessiva.
7) Laços de Companheiros
• Faço amigos. Todos gostam de comprar amigos.
• Procuro encantar os assinantes.
• Lealdade e transparência nas informações.
8) Comodidade
• Faço tudo para que o assinante ache cômodo fazer assinatura ou renovar comigo.
• Jamais dificulto as coisas.
• Procuro ser solução e não problema para o assinante.
9) Credibilidade
• Os pequenos atos desonestos prejudicam tanto ou mais que os grandes.
• Não prometo o que não posso cumprir.
• Evito criar altas expectativas.
• Procuro fazer mais que prometi.
• Os companheiros precisam confiar em mim para fazer ou renovar assinaturas.
• Eu sou a imagem da estrutura de serviços da Irmandade.
10) Motivação
• Pensamento positivo me transforma naquilo que penso.
• Ajo entusiasticamente.
• Entusiasmado, contagio meus companheiros RV’s, RVD’s e eles, os assinantes.
• “Não” é a palavra mais desmotivante.
11) Assinantes satisfeitos
• Assinantes satisfeitos são meus mais poderosos aliados.
• Minha principal tarefa é fazer o assinante feliz.
• Eles voluntariamente farão divulgação da Revista Vivência e da Irmandade.
12) Ação
• Haja o que houver, ajo.
• Perdendo tempo, destruo muitas oportunidades.
• Procuro a perfeição: sempre algo para melhorar.
• Ideias não são suficientes, somente a ação importa.
13) Reclamações
• Para cada reclamação, outros 20 assinantes com o mesmo problema não o fizeram.
• A reclamação é de grande valia para sanar os erros e melhorar sempre mais.
• Transformo o assinante queixoso em assinante ativo.
14) Persistência
• Em geral, não é no primeiro contato que a pessoa assina a Revista Vivência.
• A maioria desiste apenas a um passo do sucesso. Thomas A. Edison, um dos maiores gênios da nossa História, persistiu mil vezes até inventar a lâmpada elétrica.
15) Criatividade
• Uso a imaginação.
• Observo e anoto tudo o que pode ser mudado e melhorado.
• Não imito, crio.
• As boas ideias possuem uma elegante simplicidade.
• Toda ideia nova é absurda, até que se torne um sucesso.
16) Acreditar em si mesmo
“Eu posso” é uma sentença poderosa. Há situações em que meu “faro” é fundamental.
• Ouço a minha intuição.
• Acredito em mim, mesmo que ninguém mais acredite.
Se eu não acreditar em mim, quem o fará?
• Todos gostam de compartilhar com o otimista.

O SEGREDO DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

O Segredo de Alcoólicos Anônimos
Texto de Leonardo Ramalho extraído do seu livro O PASSAGEIRO®
Desde a minha adolescência, mas precisamente aos 15 anos de idade, comecei a ter um comportamento exagerado com a bebida alcoólica, porém a progressividade do meu alcoolismo foi lenta. Contudo, o meu desequilíbrio emocional decorrente do abuso do álcool se tornou meu companheiro de copo a partir do primeiro porre, pois em cada dose que eu bebia estava sempre presente o tempero das vaidades. Portanto, quando parei de beber aos 33 anos de idade, percebi que muitos dos meus sentimentos ainda estavam bêbados e a isso eu chamei de ressaca espiritual, encontrando alívio através do exercício do 4º Passo de A.A que é chamado também de Inventário Moral, onde encontrei a coragem necessária para enfrentar a virtude do perdão. Exercício este, que considero o maior desafio do ser humano.
Ao entrar no A.A. o orgulho foi meu primeiro oponente que comecei a combater, aceitando com consciência que sou um alcoólatra, bem como portador de uma doença chamada alcoolismo, que não tem cura, mas que pode ser interrompida desde que eu evite o primeiro gole. A primeira sugestão de AA: “Evite o primeiro gole”, sugere também evitar a primeira dose de orgulho, da impaciência e da intolerância, até que possamos “beber” doses de virtudes como forma de libertação da culpa. Assim, “evitando o primeiro gole” sou recompensado pela sobriedade, que favorece à calma e me conduz à serenidade necessária para abrir uma janela para a alma, onde convivo com meu passado sem medo de construir o homem novo que há em mim.
Logo que parei de beber me defrontei com hábitos bastante enraizados em minha mente: pedir um “drink” quando se está num bar, num restaurante, com os amigos e mesmo num encontro com a mulher amada. Porém descobri que essas regras e padrões sociais são perfeitamente dispensáveis, pois não é a bebida alcoólica que faz esses momentos especiais, mas quando compartilhamos nossas emoções com serenidade. No entanto, para quem não tem problema com o álcool é muito bom, mas para um bebedor-problema essas ocasiões podem se tornar em sérios incômodos. Na verdade, quem é chegado a “tomar umas e outras” sempre fica de “fogo”, cria situações preocupantes, faz “palhaçadas” e torna-se ridículo e aberto a críticas contundentes que o tornam chato e agressivo.
Na minha experiência de A.A. descobri que a fé pode curar a dor e despertar a coragem inteligente para se atravessar o “vale das sombras”, apenas com uma tocha de luz erguida para o alto. Embora eu tenha bebido minha fé em doses de insensatez por muito tempo, nasceu em mim à determinação de resgatá-la dos escombros que envolviam minha alma. E com a vontade de vencer despertada dentro de mim, iluminei o caminho do meu coração com alegria e aprendi a me reconciliar comigo mesmo e com o sofrimento.
Ainda hoje, aos 53 anos de idade, sinto vontade de beber em certas ocasiões, porém não desejo voltar a beber. Com certo tempo de sobriedade apoiada pelos Alcoólicos Anônimos é que percebi que para se libertar do desejo de beber é necessário “plantar” e “regar” o desejo de não beber. Assim, compreendi finalmente, o primeiro ensinamento de A.A.: “Para ser membro de A.A. basta o desejo sincero de abandonar a bebida”. Graças a esse novo hábito que introduzi na minha vida, descobri que não preciso de bebidas alcoólicas para nada e que o grande segredo de Alcoólicos Anônimos está na próxima reunião.

NÃO ME DIGA QUE NÃO SOU ALCOÓLATRA

NÃO ME DIGA QUE NÃO SOU ALCOÓLATRA
ALCOÓLATRA – O MAIS DOENTE DOS HOMENS

Por favor, não me diga que eu não sou um alcoólatra. Você põe em perigo a minha vida se o fizer. Se você me convencer a tomar um gole, “apenas unzinho”, eu poderia morrer por causa dele.

Estou escrevendo este artigo porque eu sou um alcoólatra, um dos cinco milhões neste país e amigos bem-intencionados continuam a me dizer que eu não sou. “Um alcoólatra? Não seja bobo! Você, não!”, eles dizem. “Oh, talvez você tenha bebido um pouco demais, mas você estava sob um bocado de tensão naquela hora. Isso já acabou agora. Vamos lá, cara – diga até onde eu viro”.

Já conheci alcoólatras, esforçando-se para eliminar o álcool de suas vidas, que vacilaram e que disseram “até onde virar”. Já vi a triste armadilha deste vicio se fechar sobre eles novamente. Já os vi morrer disto. A maioria dos alcoólatras morre disto.

Os equilibristas da corda bamba

Isto, porque o alcoolismo é uma doença fatal, caso se permita seguir o seu curso. Ela pode ser retida caso a vítima pare de beber, mas não pode ser curada! Uma longa abstemia não faz diferença alguma. Um alcoólatra que não tocou em bebida durante vinte anos é tão alcoólatra quanto sempre havia sido. Dizer a tal pessoa que ela não tem uma doença incurável e fatal é absolutamente uma loucura – e quase sempre é exatamente o que a vítima quer ouvir.

Ninguém fica contente em ser alcoólatra. A maioria de nós que está fazendo um programa de recuperação – e nós representamos apenas uns patéticos 6% ou 7% dos cinco milhões vitimados – temo-nos esforçado para aceitar dolorosamente um fato nu e cru: nós somos FISICAMENTE DIFERENTES em nossa reação ao álcool. NÓS NÃO PODEMOS BEBER. Do reconhecimento constante desta realidade depende nossa felicidade, nossa sanidade e nossas vidas. Mas nós somos tais como equilibristas na corda bamba: um pequeno empurrão pode nos mandar voando lá para as profundezas.

Porque, então, são as pessoas bem-intencionadas culpadas, algumas vezes, de nos darem este empurrão?

Em primeiro lugar, amigos que gostam da gente não querem que sejamos alcoólatras por causa da má repercussão que tal palavra ainda causa. A ciência médica finalmente rotulou o alcoolismo justamente como ele é: uma doença. Portanto, quando um amigo tenta lhe dizer que você não é um alcoólatra, ele pensa que está sendo gentil com você.

Em segundo lugar, muita gente ainda concebe uma visão fixa e estereotipada do que é um alcoólatra – um lixo humano caído na sarjeta ou um imprestável milionário convalescendo, numa boa, em Campos do Jordão. Se você não se enquadra em nenhuma destas duas categorias, eles acham impossível acreditar que você perdeu a sua tolerância ao álcool.

Em terceiro lugar, a admissão que é um alcoólatra perturba alguns de seus amigos porque é uma ameaça aos hábitos de beber de alguns deles mesmos. ” Se esse cara é um alcoólatra”, eles dizem a si mesmos com um certo desconforto, “eu, o que sou?”

Existe pouca lógica em tal reação. Somente um em quinze ou dezesseis bebedores se torna um alcoólatra. Mas eu tenho tido uma nítida impressão, em muitas ocasiões, de que a pessoa que me está assegurando, em voz alta, que eu não poderia ser um alcoólatra, estava verdadeiramente tentando assegurar-se a si próprio.

E, finalmente, os alcoólatras, muitas vezes, têm de encarar forte oposição por parte de parentes próximos, os quais pensam que admitir tal fato trará desgraça ou desaprovação para a família. Há pouco tempo, uma boa amiga minha morreu de alcoolismo. Com a idade de 43 anos, os médicos chegaram à conclusão de que suas deficiências físicas indicavam que ela era uma alcoólatra desde muitos anos. Ainda assim, seis meses antes dela morrer, o pai dela me disse impacientemente que ela não era uma alcoólatra e mencionou o nome de uma dúzia de mulheres que bebiam mais e se comportavam pior do que ela.

Todos os amigos e conhecidos dela também tinham lhe assegurado que ela não era uma alcoólatra. A maioria ainda pensa que ela morreu de um ataque do coração, uma mentira que os jornais fielmente reproduziram.

A única maneira pela qual o alcoólatra pode começar um programa de recuperação é através do reconhecimento da sua doença. Isto nunca é fácil, porque esta admissão, invariavelmente, carrega consigo uma tendência mortal de justificar, racionalizar e negar qualquer coisa que possa acarretar o fim da bebida. Acreditem-me, eu sei, eu mesmo passei por isto.

Uma compreensão cruel

Há alguns anos, três bons amigos meus aparentavam ter problemas com a bebida; então eu obtive e li o livro “ABC sobre o alcoolismo” de Marty Mann, com a ideia de ajudá-los. Muitos anos depois, o meu próprio comportamento em relação ao álcool estava suficientemente anormal e deprimente para me fazer buscar novamente este livro. Eu o li de novo e li também “Apenas mais um” de James Lamb Free. Foi uma experiência trágica. Eu tentei freneticamente me esquivar. Busquei todas as maneiras de provar que eu não era um alcoólatra, mas a evidência era forte demais.

Que evidência? Bem, em um de seus estudos clássicos, o Dr E. M. Jellineck fez uma lista das características mostradas pela vítima do alcoolismo em três estágios sucessivos da doença. Eu descobri que muitas descrições eram aplicáveis ao meu próprio comportamento… Apagamentos, por exemplo. Estes são episódios que envolvem falta de memória, mas não devem ser confundidos com “desmaios”. Houve muitas ocasiões quando eu pude jogar cartas competentemente a noite inteira e não me lembrar ou lembrar muito pouco disto no dia seguinte. Uma vez eu guiei 120 milhas de San Francisco até minha casa, em Pebble Beach e acordei no dia seguinte não me lembrando de ter feito tal viagem.

O remorso do dia seguinte

Muitos outros sintomas assinalados pelo Dr. Jellineck apareciam na minha atitude de bebedor, apesar de que, assim como muitos alcoólatras, eu normalmente conseguia escondê-los de meus amigos. Bebidas escondidas, evasivas sobre os hábitos de beber, remorso excessivo no dia seguinte – os sinais estavam muito claros. Eu ainda estava anos de distância da sarjeta, mas já estava à caminho. Não aparentava ser um alcoólatra.

Obviamente não agia como tal. Mas quando finalmente descrevi os meus sintomas a um médico, ele confirmou meu receio – eu era um deles!

Lembro-me muito bem da reação de meus amigos íntimos. Foi quase violenta: escárnio, negativas, zanga, provas infinitas de que eu não poderia ser um alcoólatra. Calmas e maravilhosas palavras para um homem que implora por uma bebida!

Bem-vinda justificativa para começar tudo de novo!

Eu sei que essas reações eram baseadas na ignorância – concepções falsas do que é um alcoólatra e como a doença se manifesta. Ninguém sabe tudo sobre o alcoolismo; até para os especialistas, alguns aspectos dele continuam a ser um mistério. Permitam tentar corrigir algumas concepções das mais erradas.

Para começar, por favor, não considere o alcoólatra uma criatura moralmente fraca. Na verdade, ele pode ter mais força de vontade do que você. Mas ele é um doente – o mais enfermo dos homens.

Em seguida, não limite a imagem na sua mente do alcoólatra ser um lixo nos últimos estágios da doença. Aí está lixo na sarjeta, perto da insanidade e da morte. Foi recentemente que ele se tornou um alcoólatra? Não teria sido há cinco anos, quando se tornou lavador de pratos?

Não teria sido há dez anos, quando a mulher dele pediu o divórcio? Não teria sido há quinze anos quando ele perdeu o emprego no banco? Não foi há vinte anos, quando ele começou a beber escondido para se certificar de que obtinha “a conta certa”? Não foi há vinte e cinco anos, quando ele sofreu os primeiros apagamentos? A ciência moderna sabe que ele se havia tornado um alcoólatra vinte e cinco anos atrás e que era tão alcoólatra então, quanto é agora.

Tente se lembrar que o alcoolismo é uma doença como um iceberg – os sintomas estão, na sua maior parte escondidos, logo no começo. Na realidade, durante os primeiros cinco ou dez anos, os alcoólatras geralmente tomam muito cuidado em parecer bebedores sociais normais. É o bêbado da pesada ou um porrista eventual o que se comporta mal.

O alcoólatra aparentemente fica sóbrio, mas é ele que cai fora primeiro de uma festa de coquetéis, muitas vezes com o pretexto de “ter trabalho para fazer”, mas vai para casa ou para um bar longe do caminho e satisfaz a sua cruel necessidade compulsória.

Não se deixe levar pelas aparências. A minha mulher Virgínia, que se recuperou do alcoolismo quando tinha 29 anos, é uma mulher jovem e enérgica. As pessoas quando a conhecem e sabem da sua doença, invariavelmente protestam: “Você não pode ser uma alcoólatra; parece tão saudável quanto uma criança!” Ela é uma alcoólatra – e parece tão jovem quanto qualquer vítima da doença que muito cedo tenha sido abençoada por uma recuperação.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS deixa as estatísticas a cargo das autoridades médicas e dos grupos de pesquisa. Mas é geralmente um fato aceito, que no começo, a média de idade dos membros A.A. era 50 anos ou mais, porque somente os fins-de-linha eram considerados alcoólatras. Hoje, graças principalmente ao notável trabalho educacional do Conselho Nacional do Alcoolismo, pessoas mais jovens estão se juntando a vários programas de recuperação. A maioria dos recém-chegados ao A.A. hoje em dia, varia desde adolescentes a pessoas de 20, 30 ou 40 anos. Eles estão reconhecendo a doença mais cedo.

A linha invisível

Isto me leva a uma última recomendação. Algumas vezes, ao jovem alcoólatra recuperado é dito que ele deve ter tido um caso ligeiro, uma vez que o caso não progrediu muito e que ele certamente deve ser capaz de tomar uma cervejinha ou um vinhozinho. Em primeiro lugar, não existe um “caso ligeiro”. O alcoólatra que atravessa a linha invisível é – e sempre será – um alcoólatra toda a sua vida. E não existe ” o alcoólatra parcial”.

Ou você é ou não é. Em segundo lugar, não importa se a bebida fatal é vinho, cerveja ou uísque Bourbon 100 Proof – ou até mesmo um xarope à base de álcool. É o álcool que causa dano, sob qualquer forma.

Portanto, tente nos ajudar. Recomende àquele que pode ser bebedor-problema que procure em qualquer catálogo telefônico da cidade onde mora o telefone de ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, e pergunte onde encontrar uma sala de um Grupo de A.A. em sua cidade ou mais próximo, mas não lhe diga que ele não é alcoólatra. Se você estiver errado e ele acreditar, ele pode morrer prematuramente…

Transcrito do Folheto impresso em Edição Comemorativa dos 40 Anos de A.A. no Brasil
Setembro 1987
”Concedei-nos, SENHOR, a
SERENIDADE NECESSÁRIA para aceitar as coisas que não podemos modificar,
CORAGEM para modificar aquelas que podemos e,
SABEDORIA para distinguir umas das outras.”

MORRE BILL W. DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

Morre Bill W. de Alcoólicos Anônimos

William Griffith Wilson morreu na madrugada do domingo e com o anúncio de sua morte, foi revelado que ele era Bill W. o cofundador de Alcoólicos Anônimos em 1935. Tinha 75 anos.
Ao seu lado estava sua esposa, Lois, que lhe fora leal durante seus anos de “bêbado decadente” e que mais tarde trabalhara ao seu lado para ajudar outros alcoólicos. Ela é uma das fundadoras dos Grupos Familiares Al-Anon e Alateen, que lidam com os medos e insegurança sofrida por cônjuges e filhos de bebedores-problema.

Como Bill W., o Sr. Wilson compartilhou o que ele chamou de “experiência, força e esperança” em centenas de palestras e escritos, mas – por ter tido a consciência que era“apenas mais um cara chamado Bill, que não podia lidar com a bebida” – seguiu o conselho dos companheiros alcoólicos, e recusou um salário por seu trabalho em favor da Irmandade. Ele sustentava-se (e mais tarde também sua esposa) com os direitos autorais dos livros de A.A.
O Sr. Wilson deu permissão para quebrar seu anonimato de A.A. após a sua morte em um comunicado assinado em 1966. O papel do Dr. Robert Holbrook Smith como o outro fundador da irmandade mundial foi divulgada publicamente quando o cirurgião de Akron, Ohio, morreu de câncer em 1950, após 15 anos de sobriedade ininterrupta.
Ao criar a doutrina que os membros não devem revelar sua filiação a A.A. a nível público, Bill W. explicou que “o anonimato não serve apenas para nos proteger da vergonha e do estigma do alcoolismo; seu propósito mais profundo é evitar que nossos egos tolos corram como um animal selvagem atrás de dinheiro e fama, às custas de A.A.”.

Sentimento de inferioridade
O Sr. Wilson evitava a eloquência e eufemismos e impressionava seus ouvintes com a simplicidade e franqueza de sua “história” de A.A.
Em sua terra natal, East Dorset, Vermont, onde ele nasceu em 26 de novembro de1895 e onde frequentou uma escola de ensino fundamental que tinha apenas duas salas, lembrou, “eu era alto e desajeitado, e me sentia muito mal porque crianças menores me empurravam pra lá e pra cá. Lembro-me de ter ficado deprimido por um ano ou mais, então tive uma determinação feroz de ser vencedor, ser o homem nº 1”.
“Nos anos loucos”, ele lembrou, “Eu estava bebendo para sonhar grandes sonhos de poder e grandiosidade”. Sua esposa foi ficando cada vez mais preocupada, mas ele assegurou que “os homens geniais criam seus melhores projetos quando estão bêbados”.

Ajuda do Grupo de Oxford
No final de 1934, ele foi visitado por um antigo companheiro de bar, Ebby T., que disse ter-se da compulsão de beber com ajuda do grupo “First Century Christian Fellowship – Companheirismo Cristão do Primeiro Século (agora conhecido como Rearmamento Moral)”, então conhecido como Grupo de Oxford, um movimento fundado na Inglaterra, pelo falecido Dr. Frank N. D. Buchman.
Um mês depois, Bill W. estava cambaleante no Towns Hospital, uma instituição de Manhattan, para o tratamento de alcoolismo e dependência de drogas. O Dr. William Duncan Silkworth, seu amigo, conduziu-o até a cama.
Então, o Sr. Wilson lembrou-se do que Ebby T. tinha dito: “Você admite sua derrota, você começa a ser honesto com você mesmo… e reza para qualquer Deus que achar que existe, mesmo que seja para fazer uma experiência” Bill W. acabou gritando: “Se há um Deus, que se manifeste. Estou pronto para fazer qualquer coisa, qualquer coisa!”.
“De repente”, disse ele, “a sala iluminou-se com uma grande luz branca. Senti um êxtase que não há palavras para descrever. Parecia que um espírito estava soprando e não apenas um vento de ar. Com aquela explosão sobre mim libertei-me”.
Recuperando-se lentamente, e tomado por entusiasmo, o Sr. Wilson imaginou uma reação em cadeia entre bêbados, cada um levando a mensagem de recuperação para o próximo. Enfatizando em primeiro lugar a sua regeneração espiritual, e trabalhando juntamente com os Grupos Oxford, ele lutou durante meses para tornar o “mundo sóbrio”,mas não conseguiu muito.
“Olhe Bill”, o Dr. Silkworth advertiu, “você está pregando a esses bebuns. Você está falando sobre os preceitos de Oxford de absoluta honestidade, pureza, altruísmo e amor. Dê-lhes o enfoque médico, enfatize sobre a obsessão que os condena à bebida. Isso, passado de um alcoólico para o outro pode derrubar os duros egos”.
O Sr. Wilson, então, se concentrou na filosofia básica de que o alcoolismo é uma alergia física somada a uma obsessão mental – uma doença física, mental espiritual que, embora incurável, pode ser detida. Muito mais tarde, o conceito de doença do alcoolismo foi aceito por uma comissão da American Medical Association e pela Organização Mundial de Saúde.
Ainda sem beber, seis meses depois de sair do hospital, o Sr. Wilson foi a Akron, Ohio, para representar um comprador de ações. Ele perdeu o negócio, e estava prestes a entrar noutra disputa ao passar pelo bar no saguão do Hotel Mayflower. Em pânico, ele procurou a força interior e lembrou que ele tinha, até agora, ficado sóbrio ao tentar ajudar outros alcoólicos.
Através de canais do Grupo de Oxford, naquela noite, ele foi apresentado ao Dr. Robert Holbrook Smith, um cirurgião e, como ele, natural de Vermont, que em vão procurou curas médicas e ajuda religiosa para sua compulsão por bebida.
Bill W. conversou com o médico sobre seu antigo padrão de consumo e sua possível libertação da compulsão.
“Bill foi o primeiro ser humano vivo com quem eu já tinha falado que, inteligentemente discutiu meu problema a partir de uma experiência real”. O Dr. Bob, como ficou conhecido, disse mais tarde. “Ele falou a minha língua”.
Os novos amigos concordaram em compartilhar entre si e com outros companheiros alcoólicos suas experiências, forças e esperanças. A sociedade de Alcoólicos Anônimos nasceu em 10 de junho de 1935, o dia em que o Dr. Bob bebeu seu último gole e abraçou o novo programa.
O Sr. Wilson dizia que o Dr. Smith era “a rocha sobre a qual A.A. está fundada. Sob seu apadrinhamento, com um pequeno apoio meu, o primeiro grupo de AA no mundo nasceu em Akron, em junho de 1935”.

http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_january_billmemorial71.pdf
Postado por CAHist

TRIBUTO A LOIS B. WILSON

8.18. Tributo a Lois B. Wilson

Nova York, Nova York, 04 de março de 1891
Mount Kisco, Nova York, 05 de outubro de 1988
Box 4-5-9, Natal / 1988 (pág. 1 a 4)
http://www.aa.org/newsletters/es_ES/sp_box459_holiday88.pdf
Título original: “In Memoriam: Lois W. 1891-1988”.

Lois Burnham Wilson – querida Lois W. para milhões de membros de A.A. e Al-Anon, e viúva do cofundador de A.A. Bill W., morreu tranquilamente no dia cinco de outubro de 1988, com a idade de 97 anos.
Um mês antes, com aspecto um tanto delicado, mas com expressão muito viva, sentada numa cadeira no salão da casa que havia compartilhado com Bill, disse a uma visita,“Sabe, vou chegar aos 100”. Mas não conseguiu. Duas semanas depois de dizê-lo, ingressou no hospital de Northern Westchester. Padecendo de pneumonia nos últimos dias e não podendo falar, continuou se comunicando através de bilhetinhos escritos.
Cinco dias antes da sua morte, John B., diretor geral do Escritório de Serviços Gerais de A.A. – ESG, foi visita-la no hospital. Expressou-lhe sua gratidão pessoal e a da Irmandade inteira, porque, como disse John, “os AAs devem suas vidas a você”. Um ligeiro sorriso passou pelo rosto de Lois e num papel escreveu “Não a mim, mas a Deus”. John replicou “Mas foi sua servidora”. E Lois escreveu: “Você também é”.
Ao receber a noticia da morte de Lois, John disse: “Ela foi a última dos quatro: o Dr. Bob e Anne, Bill e Lois. Sua morte marca o fim de uma era para Alcoólicos Anônimos”.
Michael Alexander, não alcoólico, presidente da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos, manifestou-se de maneira parecida na carta em que informou à Irmandade a morte de Lois: “Nos primeiros dias, o futuro inteiro da nossa Irmandade e o de incontáveis alcoólicos pendiam do fio da resolução e capacidade de Bill W. e do Dr. Bob para perseverar nos seus esforços de fincar Alcoólicos Anônimos em terreno firme. Uma multidão de pessoas considera Lois Wilson como a pessoa sem cuja ajuda seu marido não teria podido persistir neste trabalho crucial. Bill costumava classifica-la como ‘uma sócia na participação plena’ nas penas e prazeres daqueles tempos. De fato, muitos AAs acreditam que devem suas vidas a Lois, a Bill, ao Dr. Bob e a Anne”.
A tarde do sábado seguinte ao falecimento de Lois, umas cinquenta pessoas, parentes e amigos, reuniram-se para um serviço informal, ao estilo Quaker (1), no salão de Stepping Stones na frente do fogo crepitante que brilhava na chaminé. Nessa ocasião, Michael Alexander, falou dos muitíssimos talentos e facetas de Lois: foi não apenas a líder e a organizadora de Al-Anon, mas também escritora, poetisa, artista, musicista e oradora muito solicitada e muito afetiva, amante da natureza, dona de casa, anfitriã incansável e esposa devotada de Bill. “Era uma grande e extraordinária dama e sentiremos muito sua falta”.
Nessa tarde, outras pessoas compartilharam as lembranças comovedoras, agridoces e divertidas que realçaram o indômito que era seu espirito até o fim da vida, sua mente aguçada, seu senso de humor, seu ímpeto exuberante. Ralph B., contratado pela antiga Fundação do Alcoólico (atual Junta de Serviços Gerais de A.A.) para escrever alguns dos primeiros folhetos de A.A. e visitante assíduo de Stepping Stones desde os primeiros tempos, disse quer ela era “a força que mantinha as coisas em marcha enquanto Bill ficava pensando, escrevendo ou visualizando. De vez em quando eu contestava Bill, mas nem sequer pensaria em discutir com Lois”.
Ron S. narrou a respeito de ter acompanhado Lois a um Rodeio de Motos na Califórnia, onde ela iria aparecer como oradora, havia apenas três anos. Enquanto empurrava a cadeira de rodas através do estacionamento do hotel, ela viu uma motocicleta grande e reluzente e lhe pediu para aproximá-la à moto para poder admirá-la. Então pediu que a fotografasse ao lado da moto. No dia seguinte, ao ser apresentada aos participantes do evento, foi nomeada membro honorária do Grupo de motociclistas em A.A., enquanto o auditório assobiava e aplaudia. “Encantou lhe”, disse Ron. Steve S., motorista de taxi em Bedford Hills, conseguiu que os presentes percebessem o essencial, contando em poucas palavras como Bill e Lois tocaram pela primeira vez sua vida quando ele era um bêbado, e como o ajudaram a transformar sua vida, oferecendo-lhe uma carinhosa amizade durante mais de 20 anos de sobriedade.
Lois nunca se deteve. Até as últimas semanas da sua vida, continuou aceitando convites para falar e planejando viagens. Participou dos jantares de abertura da Conferência de Serviços Gerais de A.A. e de Al-Anon, recebeu visitas e Stepping Stones e frequentemente ia almoçar com seus amigos. Fez um resumo da sua própria vida, naquilo que se relacionava com Bill e com A.A. nas seguintes palavras (extraídas do Prólogo de Lois Remembers – Lois se lembra):
“A recuperação de Bill foi conseguida apesar de mim. Embora tivesse trabalhado para ele alcança-la, durante toda nossa vida de casados não o tinha feito de forma apropriada. O amor que sentia, por muito verdadeiro que fosse, era também possesivo; e tão grande era meu ego que acreditava que o poderia transformar… Bill era minha vida… Durante os primeiros 17 anos da minha recuperação e da de Bill, não existia nenhuma irmandade para as famílias dos alcoólicos… Portanto, A.A. foi meu primeiro amor. Embora não seja alcoólica, ainda nestes dias sinto-me tão membro de A.A. como de Al-Anon, pelo menos em espirito”.
Lois Burnham nasceu no dia quatro de março de 1891, no Brooklin, Nova York a mais velha de seis irmãos. “Minha infância foi muito feliz”, escreveu.
Também tinha lembranças felizes dos verões que ia passar com seus avos na cabana de seus pais ao lado de um lago. Alegremente andava descalça, passeava na sua bicicleta, subia em arvores como um rapazinho mais. Com outras crianças nadava no lago, ou fazia passeios numa canoa, e mais tarde na medida em que ia crescendo, viajava a Manchester para jogar tênis, golfe ou dançar.
Ali conheceu Bill que era amigo do seu irmão Rogers. Bill e sua irmã moravam em Dorset com seus avos, porque seus pais estavam divorciados. No começo, Bill não lhe impressionou muito, já que era quatro anos mais novo que ela e nativo de Vermont, enquanto ela era uma veranista sofisticada. Entretanto, enquanto os dois passavam juntos muitas horas agradáveis, fazendo excursões, passeando de barco, fazendo piqueniques e acima de tudo, falando, seu interesse foi crescendo até que esqueceram as diferenças.
O casal mantinha seu amor através do correio – ela diariamente, ele mais esporadicamente. Bill foi entrando e saindo da Universidade de Norwich, e quando os EUA, declararam a guerra em 1917, sua classe alistou-se no Exercito Reserva e Bill foi enviado a escola de Treinamento para oficiais. Foi nomeado subtenente em agosto e estacionado em New Bedford, Massachussets. Durante esse período de dois anos e meio, visitavam-se com tanta frequência como lhes era possível no Brooklin e nos diversos postos onde Bill era destinado.
Pronto correu o boato de que o regimento de Bill iria embarcar para o estrangeiro, e o dia 24 de janeiro de 1918, Bill e Lois se casaram. Os recém casados foram morar em New Bedford, e quatro meses depois mudaram para Newport, Rode Island. Durante a maior parte do noivado, Bill não bebeu uma única gota de álcool, uma vez que a maneira de beber de seu pai tinha contribuído muito para o divórcio dos seus pais. Mas agora, ocasionalmente bebia nas festas, e quando o fazia, ficava bêbado. Isso não preocupava a Lois porque ela acreditava que podia “consertá-lo”.
Durante a guerra, Lois trabalhou no Hospital Walter Reed, de Washington, D.C. Quando Bill voltou depois do Armistício, foram morar no Brooklin. Não tendo nenhum preparo para trabalhar na vida civil, Bill teve dificuldades para se orientar. “Para poder refletir bem sobre a situação”, disse Lois, “fizemos uma longa excursão a pé através do Maine, New Hampshire e Vermont”, dando inicio, assim, ao que seria um costume em toda sua vida. Bill estudou na Faculdade de Leis do Brooklin durante quatro anos enquanto Lois trabalhava como terapeuta vocacional.
Durante este período e nos anos seguintes, a maneira de beber de Bill piorava. Embora sempre sonhassem com ter filhos, Lois experimentou três gravidezes ectópicas(N.T.: gestação que ocorre fora da cavidade uterina) seguidas de intervenções cirúrgicas. Durante a última Bill estava bêbado demais par visita-la no hospital. Ao saber que não poderiam ter filhos fizeram um pedido de adoção numa agencia oficial que não teve efeito porque, aparentemente, uma das referencias informava que Bill bebia excessivamente.
Em 1925 houve um intervalo feliz, quando os dois abandonaram seus empregos e compram uma motocicleta com sidecar e foram trotar-mundo durante um ano.
Em 1929, “angustiada pela maneira de beber sem trégua de Bill”, Lois desafogou seu coração num documento desgarrador, mas de uma perspicácia extraordinária. Dizia em parte:
“O que alguém deve pensar depois de tantos fracassos?… Se perdesse meu amor e minha fé, o que aconteceria então? Apenas enxergo o vazio, as rijas, o sarcasmo, o egoísmo… Amo meu marido mais do que possa expressar com palavras, e sei que ele também me ama. É um homem esplêndido, excelente… todos o amam… um líder nato… tão generoso que daria seu último centavo… tem um magnífico senso de humor e um vocabulário extraordinário… um orador convincente… uma memória fora do comum… Os detalhes o aborrecem, por ter uma mente clarividente, com perspectivas mais amplas. Está sempre pedindo a minha ajuda, e estivemos tratando de encontrar, sem parar durante cinco anos, uma solução para o seu problema com a bebida…”.
Ao longo dos cinco anos seguintes, Lois teria que recorrer à sua força de espirito, enquanto seu marido ia afundando no desespero do alcoolismo. Ele foi perdendo emprego após emprego até se converter num desempregado. Lois conseguiu um trabalho como atendente numa grande loja de departamentos para poder comprar comida. Bill “converteu-se num bêbado embrutecido pela bebida e não se atrevia a sair da casa”, diz Lois. Duas vezes ingressou no Hospital Towns para desintoxicação e duas vezes o levou para viajar pelo campo, em Vermont, para cuidá-lo e ajuda-lo a recuperar a saúde. Nada disso serviu. Finalmente ele quase deixou de comer e bebia as 24 horas do dia.
Num dia no final do outono de 1934, Bill voltou novamente ao Hospital Towns, e então teve a experiência espiritual que o transformou. Lois escreveu: “Tão logo o vi no hospital, soube havia acontecido alguma coisa esmagadora… Seu ser inteiro expressava a esperança e a alegria… Daquele momento em diante, nunca duvidei que era um homem livre”.
Depois de sair do hospital, Bill esforçou-se para tornar sóbrios todos os alcoólicos confinados no hospital, nas missões ou em qualquer lugar onde os encontra-se, sem obter sucesso algum. Lois e ele também começaram a assistir às reuniões do Grupo de Oxford.
Em maio de 1935, Bill levou a mensagem ao Dr. Bob em Akron. Ao voltar para Nova York começou a ter sucesso no seu trabalho com outros alcoólicos. E começou a leva-los à sua casa na Rua Clinton. “costumávamos ter até cinco em casa ao mesmo tempo”, escreveu ele, “e às vezes todos estavam bêbados ao mesmo tempo”. Houve brigas e um suicídio – depois que a vítima tinha vendido a roupa e a bagagem de Bill e Lois avaliados em algumas centenas de dólares. Lois voltava para a casa esgotada por causa do seu trabalho na loja e ainda tinha que preparar o jantar para aquele bando de bêbados que nem sequer pagavam a comida.
Naquele então, Bill e Lois ainda assistiam as reuniões do Grupo de Oxford. Um domingo ocorreu um incidente de pouca importância, mas que mais tarde Lois diria que foi a virada da sua vida. Quando Bill disse ao acaso “temos que nos apresar porque senão chegaremos atrasados à reunião do Grupo”, Lois pegou seu sapato e atirou-o com toda a força contra Bill gritando “ao diabo com suas malditas reuniões”.
Mais tarde, ao analisar sua conduta, percebeu que sempre havia tido muita confiança no sem próprio poder: acreditava que era “dona do seu destino”. Agora se sentia ressentida porque os recém-encontrados amigos de Bill no Grupo de Oxford conseguiram, num abrir e fechar dos olhos, o que ela não havia conseguido em 17 anos. Ademais se tinha acostumado a dirigir a casa, como enfermeira, provedora da família, a que tomava todas as decisões; agora, Bill estava levando sua própria vida, passando uma grande parte do tempo com os alcoólicos que começavam a formar o primeiro Grupo de Nova York. Ela escreveu: “Percebi que as obras boas e bem intencionadas frequentemente falham quando são feitas unicamente através do nosso poder; as únicas coisas verdadeiramente boas são alcançadas quando se descobre o plano de Deus e depois se põe em pratica”. Destas reflexões nasceu, finalmente, Al-Anon.
Enquanto Alcoólicos Anônimos começava a enraizar-se e se desenvolver – ao abrir um escritório, escrever e publicar o Livro Grande, ao tempo em que os Grupos iam brotando em outras cidades, tanto a vida de Lois quanto a de Bill estavam tomadas por uma atividade febril. “Foi uma época agitada e fecunda”, disse Lois. Foi também uma época em que não tinham dinheiro algum. Depois de perder sua casa no Brooklin, viviam literalmente da caridade de seus amigos. Nos anos 1939 e 1940, mudaram de casa 51 vezes! Em fevereiro de1940, enquanto estavam passando pela Grand Central Station, Lois sentou-se repentinamente na escada e desfazendo-se em lágrimas disse soluçando, “Nunca iremos ter nosso próprio lar?” Acabaram morando num quarto pequeno no velho local do Clube da Rua 24ª, em Manhattan mobiliado com uma cama emprestada e duas caixas de laranja vazias.
Suas peregrinações terminaram em abril de 1941, quando lhes foi possível comprar a bela casa em Bedford Hills, Nova York, que mais tarde foi batizada de “Stepping Stones”. Com seu telhado de quatro aguas, de telhas marrons, está rodeada de árvores e situada numa colina\de onde se pode ver um vale. Não foi apenas um lar para o resto das suas vidas, mas também a Meca para inúmeros membros de A.A. e de Al-Anon em todos os anos vindouros.
Na década dos anos de 1940, Bill e Lois fizeram muitas viagens a todas as partes do país e na primavera de 1950, a oito países de Europa. Lois descobriu que em muitos lugares, as esposas e familiares dos AAs estavam-se reunindo nos seus próprios Grupos, e normalmente ela falava nestas reuniões. Em 1951, Bill recomendou-lhe que abrisse um escritório de serviços para os Grupos Familiares. No começo ela relutou em fazê-lo porque estava muito entusiasmada cuidando da casa e do jardim de Stepping Stones. Enquanto isso foi considerando essa necessidade e depois de se reunir com outras esposas para expor a ideia, Lois abriu um escritório de serviços com a ajuda de uma amiga, Anne B. Começando com uma lista facilitada pelo Escritório de Serviços Gerais – ESG, contendo os nomes de pessoas e Grupos que tinham se dirigido ao ESG pedindo ajuda, em pouco tempo tinham mais trabalho do que podiam fazer sozinhas. Mudaram seu centro de atividades de Stepping Stones para o Clube da Rua 24ª, onde recrutaram voluntarias para ajuda-las. E assim foi que se formou Al-Anon. Atualmente (1988), existem 30.000 Grupos, incluindo os de Alateen, em todas as partes do mundo.
Em 1955, na Convenção Internacional de St. Louis, Bill deixou suas responsabilidade como líder de A.A. e as entregou aos Grupos que trabalham através da Conferência de Serviços Gerais. Lois fez o primeiro discurso depois da cerimonia da “maioridade” de A.A. De fato, Lois assistiu e participou de todas as Convenções Internacionais desde 1950 até1985.
No começo de 1970, Bill caiu ao chão quando estava consertando o telhado da sua casa. Isto marcou o começo da debilitação da sua saúde. Seu enfisema piorou notavelmente. Depois de sua breve apresentação na Convenção Internacional de Miami Beach, em julho daquele ano, passou a requerer cuidados constantes, primeiro de Lois e depois de enfermeiras durante as 24 horas do dia. Bill morreu no dia do 53º aniversário do seu casamento, o dia 24 de janeiro de 1971. Lois esteve ao seu lado até as últimas horas.
Sua presença na Convenção Internacional do 50ª aniversário de A.A. e na de Al-Anon que coincidiu com esta, em Montreal, Canadá, em julho de 1985, foi como o ápice simbólico da vida de Lois. Com a idade de 94 anos dirigiu suas palavras a um auditório de mais de 45.000 pessoas que a ouviram num respeitoso silencio. A mesma aparição da sua pequena figura no palco no centro do enorme Estádio Olímpico fez ficar em pé aquela imensa multidão com os rostos banhados pelas lágrimas, para lhe oferecer uma ovação clamorosa que parecia não ter fim.
Desde a morte de Bill, Lois se preocupava com que Stepping Stones continuasse aberta para os membros de A.A. e de Al-Anon depois da sua própria morte. Também desejava utilizar uma parte substancial do dinheiro proveniente do testamento de Bill (principalmente dos direitos autorais dos livros de A.A. que Bill escreveu) para patrocinar a educação a respeito do alcoolismo e a prevenção da doença. Com essa finalidade, criou em1979 a Fundação Stepping Stones.
Até quase seus 90 anos, Lois insistiu em viver com independência, sem mais ninguém que uma empregada para ajuda-la. Mais tarde, depois de sofrer várias quedas e fraturas, rodeou-se de assistentes e ajudantes que, junto com seus dedicados amigos, lhe fizeram possível viver sus últimos anos com comodidade. A equipe foi encabeçada por Nell Wing, a assistente e secretária de Bill durante 27 anos e companheira de Lois por toda sua vida; também esteve Ann Burnham Smith, prima de Lois e outros íntimos carinhosos.
No dia 20 de outubro de 1988 aconteceu na histórica e bonita Marble College Church de Nova York, um serviço comemorativo para Lois Wilson. Esta grande Igreja estava lotada para o serviço. No seu discurso, o ministro, o Dr. Arthur Calliano, destacou o fato de que tantas pessoas se apresentassem para assistir as exéquias de uma pessoa de 97 anos de idade – destacou que os presentes simbolizavam a grande família de milhões de pessoas que estavam vivendo uma nova vida graças a Bill e Lois.Ethyl Dumas, dedicada enfermeira de Lois durante mais de quatro anos – e a quem Lois colocou o nome “Eterna Ethyl”, lembra:“Essa dama sempre sabia o que queria”. Ela conta que na tarde do dia 5 de outubro, Lois escreveu num bilhete: “… quero dormir”. “E foi isso precisamente o que ela fez” disse Ethyl.
Importante: as citações de Lois foram extraídas de “Lois Remembers” © 1979, pela sede dos Grupos Familiares de Al-Anon, Inc., com permissão.
http://www.aa.org/newsletters/es_ES/sp_box459_holiday88.pdf
N.T. (1): O culto dos “Quakers não programados” consiste numa reunião silenciosa, de mais ou menos uma hora, durante a qual toda pessoa pode ser chamada a oferecer uma mensagem proveniente do Espirito.
Entre os “Quakers programados”, também costuma haver adoração silenciosa, porem, durante menos tempo, e como parte de um serviço religioso mais ao estilo Protestante.
http://es.wikipedia.org/wiki/Sociedad_Religiosa_de_los_Amigos

N.T. (2): O livro ao lado é uma edição comemorativa para o lançamento pela rede CBS de televisão do filme “When Love Is Not Enough”, ou, numa tradução livre,“Quando o Amor Não é Suficiente”. Escrito, com autorização, por William G. Borchert, o mesmo autor de “Meu nome é Bill W.” de 1989. O filme, com 95 minutos de duração foi produzido por Terry Gould e dirigido por John Kent Harrison; o casal Lois Burnham e Bill W. é interpretado por Winona Ryder e Barry Pepper (na capa). O filme estreou na CBS no dia 25 de abril de 2010 e conta a história de Lois Wilson, a mulher do homem que cofundou Alcoólicos Anônimos, a quem ficou impotente por longos e atormentados 17 anos de uso abusivo de bebidas alcoólicas, acreditando que seu amor incondicional poderia levá-lo a alcançar a sobriedade. Mas não podia. Filha de uma família de classe média-alta, esta mulher amorosa e determinada viu seu marido, Bill Wilson, destruir sua carreira, seus relacionamentos e sua saúde, perambulando por dentro e por fora de sanatórios para alcoólicos enquanto se aproximava do ponto de insanidade e da morte. Escavando cada vez mais seu poço de angústia, em mais uma de tantas outras vezes, o viu chegar bêbado e desmaiar no corredor de sua casa, na Rua Clinton, no Brooklin; já não suportando mais, desta vez ela partiu para cima dele e histericamente gritou em desespero: “Você não tem sequer a decência de morrer”.
A comovente história por trás dessa dolorosa cena, tantas vezes repetida, e depois de uma experiência espiritual acontecida a Bill W., levou a dois dos mais importantes movimentos do século XX: Alcoólicos Anônimos e os Grupos Familiares Al-Anon.
O livro pode ser adquirido na hazelden.com e na amazon.com
O filme pode ser baixado em:

http://www.baixargratis.tv/filmes/when-love-is-not-enough-the-lois-wilson-story-2010-dvdrip-xvid-aaf.html
Postado por CAHist

ÚLTIMA MENSAGEM DE BILL W.

Última mensagem de Bill W.

Meus queridos amigos:
Recentemente um membro de A.A. me enviou uma extraordinária mensagem a qual eu quisera compartilhar com vocês. Disse-me que era uma saudação árabe. Talvez não tenhamos Grupos de A.A. árabes, porém, é uma expressão que explica o que sinto por cada um de vocês. E disse: ‘Saúdo-te e dou graças pela tua vida’.
Meus pensamentos hoje em dia estão cheios de gratidão para com Nossa Irmandade pelo sem-número de bondades que nos têm dado a Graça de Deus.
Se me perguntassem qual dessas bondades era a responsável por nosso crescimento como Irmandade e mais vital para nossa continuidade, eu diria o‘Conceito do Anonimato’.
O anonimato tem dois atributos essenciais para nossa sobrevivência individual e coletiva: o espiritual e o prático.
Ao nível espiritual o anonimato requer toda disciplina que somos capazes de dar; ao nível prático o anonimato tem dado proteção ao novo membro, nos têm dado o respeito e o apoio do mundo exterior, e nos protege daqueles que possam usar A.A. para fins doentios e egoístas.
Com o passar dos anos A.A. deve e continuará a mudar. Não podemos nem devemos retroceder no tempo. Sem dúvida acredito firmemente que o princípio do anonimato deve permanecer como primordial e permanente medida de segurança.
Enquanto aceitarmos nossa sobriedade em nosso tradicional espírito do anonimato continuaremos a receber as Graças de Deus.
É assim, mais uma vez os saúdo nesse espírito, e dou graças por vossas vidas.
Que Deus bendiga a todos para sempre.
Sempre seu:

Esta mensagem de despedida foi lida por Lois em novembro de 1970 durante o jantar de aniversário em que Bill completava 75 anos de idade.
Bill W. nasceu em East Dorset, Vermont, EUA, em 16 de novembro de 1895; morreu no dia 24 de janeiro de 1971 – data do 53º aniversário de seu casamento com Lois – horas depois de dar entrada no Instituto do Coração de Miami, Florida, EUA, em decorrência de enfisema pulmonar. Repousa no cemitério de East Dorset.

Postado por CAHist