INFORMAÇÕES SOBRE A.A.

Informações sobre A.A.
Alcoólicos Anônimos não mantém registro de seus membros, portanto, é muito difícil obter números exatos em um determinado momento. Alguns Grupos não estão inscritos no GSO (EUA/Canadá). Outros não fornecem dados referentes à sua composição e, portanto, não estão registrados nos arquivos computadorizados. Não há forma possível de calcular o número de membros que não estão filiados a um Grupo de A.A. local. Os números que aparecem a seguir se baseiam nos dados recebidos pelo GSO 1 janeiro de 2002, esse valor consiste numa média, pois muitos grupos não informam seus números.
Não existe uma forma prática de contagem de frequentadores que não são membros de um Grupo.
O que é A.A.
Alcoólicos Anônimos é uma irmandade mundial de homens e mulheres que se ajudam mutuamente a permanecerem sóbrios. Eles oferecem a mesma ajuda a qualquer um que tenha um problema com a bebida e queira para de beber. Por serem todos alcoólicos, eles tem uma compreensão mutua especial. Sabem como essa doença os atinge – e aprenderam como se recuperar do alcoolismo dentro de A.A.
Os membros de A.A. dizem que hoje são alcoólicos – mesmo que não bebam há anos. Eles não dizem que estão “curados”. Uma vez que a pessoa tenha perdido a possibilidade de controlar a bebida, nunca mais é possível beber controladamente – ou, em outras palavras, ele nunca pode tornar-se um “antigo alcoólico” ou um “ex alcoólico”. Mas em A.A. ele pode tornar*se um alcoólico sóbrio, um alcoólico em recuperação.
A posição do A.A. no campo do alcoolismo.
A história de A.A. está repleta de nomes de não alcoólicos, profissionais e leigos, que se interessaram pelo programa de recuperação de A.A. Milhões de nós, devemos nossas vidas a essas pessoas e nossa dívida de gratidão não tem limites.
Alcoólicos Anônimos é uma irmandade mundial de homens e mulheres que se ajudam mutuamente a manter a sobriedade e que se oferecem para compartilhar livremente sua experiência na recuperação com outros que possam ter problemas com seu modo de beber.
A Irmandade funciona através de mais de 97.000 Grupos locais em 150 países. Milhões de alcoólicos têm alcançado a sobriedade em A.A, mas seus membros reconhecem que seu programa não é sempre eficaz com todos os alcoólicos e que alguns necessitam de aconselhamento e tratamento profissional.
AA preocupa-se unicamente com a recuperação pessoal e contínua dos alcoólicos que procuram socorro na Irmandade. O movimento não se dedica a pesquisas sobre alcoolismo ou ao tratamento médico ou psiquiátrico, e não apoia quaisquer causas – embora os membros de A.A. possam participar como indivíduos.
O movimento adotou a política de “cooperação mas não afiliação” com outras organizações que se dedicam ao problema do alcoolismo.
Alcoólicos Anônimos é autossuficiente através de seus membros e Grupos, recusando contribuições de fontes externas. Os membros de AA preservam seu anonimato pessoal em nível de imprensa, filmes, Rádio, TV, Internet e outros meios de comunicação.

Como A.A. vê o Alcoolismo?
O alcoolismo é, em nossa opinião, uma doença física, mental e espiritual, progressiva, incurável e de término fatal. Os alcoólicos que conhecemos parecem ter perdido o poder para controlar suas doses de bebidas alcoólicas.
Como AA funciona?
AA pode ser descrito como um método para recuperação do alcoolismo, no qual os membros ajudam-se mutuamente, compartilhando entre si uma enorme gama de experiências semelhantes em sofrimento e recuperação do alcoolismo.
Que são Grupos de A.A.?
A unidade básica em AA é o grupo local (do bairro ou cidade) que é autônomo, salvo em assuntos que afetem outros grupos de AA ou à Irmandade como um todo. Nenhum grupo tem poder sobre seus membros.
Os grupos geralmente são democráticos, assistidos por “comitês de serviços” de curtos períodos de mandato. Desta maneira, nenhum grupo de AA tem uma liderança permanente.
Que são Reuniões de A.A.?
Alcoólicos Anônimos é constituído por mais de 90 mil grupos locais em 146 países. Cada grupo realiza reuniões regulares, nas quais os membros relatam entre si suas experiências – geralmente em relação aos “DOZE PASSOS” sugeridos para a recuperação, e às “DOZE TRADIÇÕES” sugeridas para as relações dentro da Irmandade e com a comunidade de fora.
Existem reuniões abertas para qualquer pessoa interessada, e reuniões fechadas somente para alcoólicos.
Quem são os Membros de A.A.?
Pessoas que acham que têm problemas com sua maneira de beber são bem-vindas para assistir a qualquer reunião de A.A. Elas tornam-se membros simplesmente ao decidir que querem sê-lo.
Membros de AA são homens e mulheres provenientes de todos os níveis sociais, desde adolescentes até pessoas com idade avançada, de todas as raças, de todos os tipos de afiliações religiosas, e mesmo sem nenhuma.
O que você pode esperar de A.A.?
Os membros de A.A. ajudam qualquer alcoólico que demonstre interesse em ficar sóbrio.
Os membros de A.A. podem visitar o alcoólico que necessite de ajuda – embora eles possam sentir que seja melhor para o alcoólico solicitar tal ajuda antes.
Eles podem auxiliar a providenciar uma internação hospitalar. Os escritórios de serviços de AA frequentemente sabem onde existem hospitais para tratamento de alcoolismo, embora AA não seja afiliada a qualquer estabelecimento hospitalar.
Os membros de A.A. têm satisfação em compartilhar suas experiências com qualquer pessoa interessada, seja em conversações ou em reuniões formais.
O que A.A. não faz?
A.A. não leva os membros a tentar convencer alcoólicos a ingressar na Irmandade. A.A. é para os alcoólicos que querem alcançar sobriedade.
• A.A. não vigia seus membros para ver se vão beber ou não, A.A. ajuda os alcoólicos a se ajudarem.
• A.A. não é uma organização religiosa. Todos os membros são livres para decidir sobre as suas próprias ideias a respeito do significado da vida.
• A.A. não é uma organização médica, não dá remédios nem orientação psiquiátrica.
• A.A. não dirige quaisquer hospitais, ambulatórios, sanatórios; nem fornece serviços de enfermagem.
• A.A. não tem ligação com qualquer outra organização. Mas A.A. coopera com organizações que combatem o alcoolismo. Alguns membros trabalham para tais organizações – mas por motivos pessoais – não como representantes de A.A.
• A.A. não aceita dinheiro de fontes fora de A.A. nem particulares ou governamentais.
• A.A. não oferece qualquer serviço social, não oferece hospedagem, comida, roupa, emprego ou dinheiro. A.A. ajuda o alcoólico a permanecer sóbrio, para que ele possa conseguir essas coisas por si mesmo.
• Alcoólicos Anônimos enfatiza o “anonimato” dos membros da Irmandade. Não admite que os nomes de seus membros apareçam na TV, rádio, jornais, internet ou qualquer outro meio de divulgação. E membros não citam nomes de outros membros para pessoas fora de A.A. Mas os membros não ficam envergonhados por pertencerem em A.A. Eles apenas querem encorajar mais alcoólicos a encontrar ajuda através de A.A. eles não querem parecer heróis e heroínas simplesmente por cuidarem de sua própria saúde.
• A.A. não fornece cartas de referência a comissões de livramento condicional, advogados, oficiais de justiça, agências de emprego, etc.

Como funciona
AA pode ser descrito como um método para recuperação do alcoolismo, no qual os membros ajudam-se mutuamente, compartilhando entre si uma enorme gama de experiências semelhantes em sofrimento e recuperação do alcoolismo.
Bill W.
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Raramente vimos alguém fracassar tendo seguido cuidadosamente nosso caminho.
O programa de A. A. de recuperação do alcoolismo, acreditamos, funcionará para quase todos que sinceramente desejem parar de beber. Pode igualmente funcionar para aqueles que são estimulados a procurar o A. A. Muitos de nós fizemos nosso primeiro contato com A. A. em razão de pressão social ou trabalhista. Depois tomamos nossa própria decisão.
Temos visto alguns alcoólicos vacilarem um pouco antes de entenderem o programa. Temos visto outros fazerem apenas esforços superficiais para seguir os princípios graças aos quais, comprovadamente, milhares de nós, agora, conservamos nossa sobriedade; geralmente, os esforços superficiais não bastam.
Mas não importa o quanto desprovido de recursos possa estar o alcoólico, ou quanto mais alto ele ou ela figure na escala social ou econômica. Sabemos, por experiência e observação própria, que o A. A. oferece uma maneira sóbria de sair da cadeia de confusões e problemas causados pela bebida. Muitos de nós achamos ser uma maneira agradável.
Quando pela primeira vez procuramos o A. A., muitos de nós tínhamos uma série de problemas graves – problemas envolvendo dinheiro, família, emprego e com nossas próprias personalidades. Logo descobrimos que nosso problema principal imediato era o álcool. Controlado este, conseguimos, com sucesso, resolver os outros,. Nem sempre resolvemos estes problemas com facilidade, mas, estando sóbrios, temos podido lidar com eles de um modo muito mais eficiente do que quando bebíamos.
Houve época em que muitos de nós acreditávamos ser o álcool a única coisa que tornava a vida suportável. Não podíamos nem conceber uma vida sem a bebida. Hoje, através do programa de A. A., não nos sentimos privados de nada. Pelo contrário, sentimo-nos livres e achamos que uma nova dimensão se acrescentou às nossas vidas. Temos novos amigos, novos horizontes e novas atitudes. Após anos de desespero e frustração, muitos de nós sentimos que realmente começamos a viver pela primeira vez. Gostamos de compartilhar essa nova vida com qualquer pessoa que ainda sofra do alcoolismo, como outrora nós sofremos, e procurar um modo de sair da escuridão e encontrar a luz.
Princípios de A.A.
“Quando tudo mais falha”, dizia um médico de roça, “siga as instruções”.
Até agora nada falamos a respeito dos Doze Passos oferecidos por A.A. como programa de recuperação do alcoolismo, e tampouco vamos enumera-los ou explicar aqui, porque qualquer pessoa que tenha curiosidade acerca deles podem encontra-los facilmente na literatura de A.A. Entretanto vamos falar a respeito de sua origem, que é surpreendente.
Em 1935, dois homens encontram-se em Akron, Ohio. Ambos eram, então, considerados bêbados irrecuperáveis, uma vergonha para as pessoas que os tinham conhecido. Um deles fora nome importante em Wall Street; o outro, um famoso cirurgião; ambos, porém, tinham bebido até quase morrer. Cada um deles tentará muitas “curas”, e os dois tinham sido internados repetidamente. Parecia certo, mesmo para eles, que estavam irremediavelmente perdidos.
Quase por acaso, ao se conhecerem, depararam com um fato espantoso: quando cada um deles procurava ajudar o outro, o resultado era a sobriedade. Transmitiram a ideia a um advogado alcoólico preso a um leito de hospital e ele, também, decidiu experimenta-la.
Os três então, continuaram – cada um em sua vida particular – tentando ajudar alcoólico após alcoólico. Se as pessoas que eles queriam auxiliar às vezes rejeitavam a ajuda, eles, não obstante, sabiam que o esforço era compensador porque, em cada caso, a tentativa fazia-os continuar sóbrios, mesmo que o “paciente” continuasse a beber.
Persistindo nesta brincadeira para seu próprio bem, este pequeno grupo de ex bêbados sem nome, de repente, se deu conta, em 1937, de que vinte deles já estavam sóbrios. Ninguém os pode culpar por julgarem ter acontecido um milagre.
Concordaram em registrar por escrito o que lhes tinha acontecido para que sua experiência pudesse ser amplamente divulgada. Mas, como se pode imaginar, enfrentaram bastante dificuldade para chegar a um acordo sobre o que realmente acontecera. Não foi senão em 1939 que puderam publicar uma descrição com a qual todos estavam de acordo. Nessa época, já contavam com cerca de cem pessoas.
Escreveram que o caminho para a recuperação que tiveram trilhado até então consistia em doze passos e acreditavam que qualquer pessoa que os seguisse conseguiria o mesmo.
Seu número atualmente chega a mais de 2 milhões. E são virtualmente unânimes em sua convicção: “A experiência demonstra que nada assegurará tanta imunidade à bebida quanto o intenso trabalho com outros alcoólicos. Funciona quando outras atividades fracassam”.
Muitos de nós há muito vínhamos brigando com a bebida. Seguidamente, tínhamos parado de beber e tentado permanecer sóbrios, só para voltar a beber mais cedo ou mais tarde e nos vermos outra vez metidos em crescentes dificuldades. Mas esses Doze Passos de A.A. sinalizam a estrada de nossa recuperação. Agora, não precisamos lutar mais. E nosso caminho está aberto a todos os que vierem.
Centenas de nós tinham somente uma vaga ideia do que era o A.A. antes de realmente chegarmos a esta Irmandade. Agora, as vezes, pensamos que a respeito do A.A. circula mais desinformação do que pura verdade. Por isso, se você não examinou pessoalmente o A.A., podemos imaginar algumas das impressões distorcidas e falsas que pode ter recolhido, uma vez que muitos de nós próprios já as tivemos.
Felizmente, você não precisa ser enganado por tais falsas descrições ou boatos porque é bastante fácil ver e ouvir por si mesmo o verdadeiro A.A. As publicações de A.A. e qualquer escritório ou grupo de A.A. próximo são fontes originais de realidades que causaram enorme surpresa a muitos de nós. Você não tem necessidade de informar-se com terceiros, pois pode obter o “serviço” de graça e tomar sua própria decisão.
Conseguir uma imagem real e justa do A.A. talvez seja uma oportunidade de usar bem a força de vontade. Estamos plenamente convencidos de que os alcoólicos possuem tremenda força de vontade. Considere os meios que podíamos usar para conseguir bebida em desafio a todas as possibilidades visíveis. Só o acordar de manhã – estômago enferrujado, os dentes rilhados e os cabelos eletrificados – requer força de vontade que os que não bebem não podem imaginar. Ter conseguido levantar a cabeça, naquelas manhãs terríveis e a capacidade de carrega-la através do dia é prova adicional de fabulosa força de vontade. É inegável que os bebedores de fato possuem verdadeira força de vontade.
O segredo que aprendemos foi colocar essa vontade a serviço de nossa saúde e fazer explorar em grande profundidade as sugestões de recuperação, mesmo que às vezes isto nos parecesse enfadonho.
Talvez ajude lembra-lo de que os membros do A.A. não estão ansiosos para lhe fazer perguntas. Pode parecer que nem o estejamos escutando muito, pois tomamos mais tempo lançando sobre você a nua e crua realidade de nossa própria doença. Estamos na busca de nossa recuperação, você sabe, de modo que falamos a você muito mais pelo nosso próprio bem. Queremos ajuda-lo, é claro, mas só se você quiser.
Pode ser que o problema de bebida seja, de fato, como alguns especialistas em psicologia afirmam, uma doença caracterizada especialmente pelo egocentrismo. Nem todos os alcoólicos são egoístas, embora muitos de nós tenhamos aprendido a descobrir essa tendência em nós mesmos. Outros nos achávamos inferiores a maior parte do tempo; só nos sentíamos iguais ou superiores aos demais quando bebíamos.
Não importa a que tipo pertençamos, compreendemos agora que estávamos excessivamente centrados em nós mesmos, interessados principalmente em nossos sentimentos, nossos problemas, na reação dos outros para conosco, nosso passado e nosso futuro. Por conseguinte, tentar entrar em contato com outras pessoas e dar-lhes apoio é, para nós, uma medida de recuperação, porque nos ajuda a sair de nós mesmos. Tentar nossa cura ajudando os outros dá certo, mesmo quando é um gesto insincero. Experimente! Se você der atenção (não ouvir apenas) ao que está sendo dito, pode pensar que a pessoa que fala penetrou tranquilamente em sal cabeça e parece descrever a paisagem de lá – os cambiantes vultos de temores inomináveis, o aspecto e o calafrio da ruína iminente – quando não os próprios acontecimentos e palavras armazenados em seu cérebro.
Quer isso aconteça, quer não, você certamente dará umas boas risadas juntamente com os membros de A.A. e provavelmente colherá algumas ideias para viver sóbrio. Se quiser utiliza-las, depende de você.
Qualquer que seja sua decisão lembre-se de que tornar estas sugestões viáveis é um dos passos para se recuperar.

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