Monthly Archives: Outubro 2015

O DILEMA DOS GRUPOS DE A.A.

O dilema dos Grupos de A.A.: Aquelas outras adições

Box 4-5-9, Natal / 1988 (pág 3-4) => http://www.aa.org/newsletters/es_ES/sp_box459_april-may82.pdf
Titulo original: “Aquellas Otras Adicciones. El Dilema De Los Grupos De A. A.”

O afluxo dos drogadictos não alcoólicos às reuniões de A.A. é um assunto que está crescendo e preocupando os Grupos de A.A. dos EUA e Canadá. Os Grupos também estão preocupados com o efeito que os alcoólicos com dupla ou múltiplas dependências podem causar e alterar a essência das reuniões de A.A.
Emma G., de Springfield, Missouri, escreveu a respeito da “infiltração dos drogadictos que têm problema de dupla dependência, de narcóticos e álcool, porém mais inclinados para a adição aos narcóticos. Nas reuniões identificam-se como ‘dependentes químicos’ e ‘drogadictos’. Percebemos que aquele originalmente alcoólico, cujo problema maior é o álcool, está-se tornando cada vez menos visível”.
“Aquele originalmente alcoólico?”. Sim, parece haver uma impressão bastante difundida entre os membros de que o problema da dupla dependência é novo em A.A. Mas no livro “Dr. Bob e os Bons Veteranos” (Junaab, código 116, R$ 28,70), pode-se ler “Em vez de tomar o drinque matinal, pelo qual ele ansiava, Dr. Bob mudou para o que descreveu como ‘grandes doses de sedativos’, a fim de acalmar as tremedeiras que o afligiam terrivelmente. Ele contraiu o que nos anos seguintes seria chamado de dependência de remédios ou dupla dependência” (pág. 36/2).
Nem era o álcool o único problema do cofundador Bill W. No artigo da edição de novembro de 1945 da Grapevine titulado “Essas bolinhas que enlouquecem”, Bill dizia o seguinte: “A morfina, codeína, hidrato de coral, Luminal, Seconal, Nembutal, Amital, estes, e outras drogas semelhantes mataram muitos alcoólicos, e uma vez quase me mato com o hidrato de coral. Nem é única no seu gênero a minha própria experiência, uma vez que muitos dos antigos AAs pode discorrer com convicção e fervor sobre o tema das ‘bolinhas que enlouquecem’”.
Aparentemente, as mudanças que estão ocorrendo fora da nossa Irmandade, fazem com que o problema pareça mais urgente. Referindo-se a uma instituição de tratamento local, uma recém-chegada a A.A., Katherine L., da Califórnia, escreveu ao Escritório de Serviços Gerais – ESG, o seguinte: “Os médicos e conselheiros deram ênfase ao fato de que todos os adictos, fossem adictos ao álcool ou a outra substância química, eram semelhantes em suas personalidades e situação. Somos todos adictos; o que varia é a nossa droga de escolha”.Ela continuou manifestando sua crença de que a razão do porque se dava tanto ênfase ao álcool no começo da história da nossa Irmandade foi porque era a droga mais comumente usada. As outras drogas não eram tão fáceis de conseguir.
Nos anos recentes, chegaram ao ESG numerosas cartas nos contando a respeito das instituições de tratamento onde o pessoal trata tanto o alcoólico com dupla dependência como ao drogadictos não alcoólico como “dependentes químicos”. Essas instituições podem aconselhar estes dois tipos de pacientes que assistam às reuniões de A.A.
Alguns Grupos, através do seu Comitê para Instituições de Tratamento – CIT, trataram de explicar a essas instituições que não é a intenção de A.A., como Irmandade, ser exclusivista; más que, afim de ser efetivos com os alcoólicos que procuram ajuda, A.A. evita as atividades de propósito múltiplo. Deixa claro que os alcoólicos que têm dupla dependência estão qualificados para ser membros de A.A. e podem receber ajuda para o seu problema alcoólico nas reuniões de A.A. Também indicam que existem Irmandades ou associações que prestam ajuda aos que têm problemas com drogas, por exemplo, como Narcóticos Anônimos e outras.
Com frequência, são ouvidas queixas vindas dos Grupos de A.A., que os alcoólicos com dupla adição têm a tendência a dominar as reuniões de A.A. colocando ênfase no seu problema com a droga. Alguns membros de A.A., que não têm essa dupla dependência, se ressentem porque não conseguem se identificar; também sentem que as reuniões se desorganizam e se dividem. Os membros de A.A. ressentem-se também com os drogadictos não alcoólicos que também tem a tendência a dominar as reuniões. Estas duas inquietações refletem-se nas seguintes citações extraídas da correspondência recebida pelo ESG:
De Minneapolis, Minnesota, G.J.L. refere-se à “infiltração” de drogadictos não alcoólicos: “Muitos dos nossos bons membros vão embora desgostosos porque, dia após dia, está-se tornando mais difícil encontrar um autêntico grupo de A.A. onde a filosofia não esteja diluída até o ponto onde ‘nosso problema comum’ tenha virado uma frase do passado”.
Brian S., de Sydney, Austrália: “Podem falar numa reunião aberta de A.A. as pessoas adictas às drogas e que não tenham problemas com o álcool?”.
De Lindsay, Ontário, Canadá, Ted H.: “Podem levar a mensagem de A.A. ao alcoólico que ainda sofre as pessoas que deixam por entendido que usam drogas além do álcool?”.
Ao ESG chega inúmeras cartas solicitado um posicionamento, ou “sentença”, em relação a estes problemas e a muitos outros, esperando que o Escritório dite uma sentença – até uma carta dirigida ao “Corpo de Governo”. Certamente a Segunda Tradição se aplica tanto aos “servidores de confiança” do ESG como aos membros dos Grupos. Quando ao pessoal do ESG é pedido uma “sentença”, frequentemente apenas indicam onde pode ser encontrada ajuda na literatura de A.A. aprovada pela Conferência, a qual está baseada na experiência da Irmandade acumulada ao longo do tempo.
O livro “Doze Passos e Doze Tradições” é citado com frequência e o folheto “As Tradições de A.A. – Como se desenvolveram”, proporcionam uma introdução de fácil compreensão. “O Grupo de A.A…. Onde tudo começa” é outra fonte valiosa. Por exemplo, faz a distinção entre uma “reunião” e um “Grupo” e até indica que as “reuniões especiais”podem satisfazer as necessidades especiais dos membros com dupla dependência.
No folheto “Outros Problemas Além do Álcool”, Bill W. manifesta sua convicção de que o drogadictos com história de alcoolismo ativo está qualificado para ser membro de A.A., mas, também conclui que “não há nenhum meio possível para fazer não alcoólicos tornarem-se membros de A.A. Temos que limitar nossa Irmandade aos alcoólicos e também nossos Grupos de A.A. a um único propósito. Se não nos agarrarmos a estes princípios, certamente fracassaremos. E se fracassarmos, não poderemos ajudar ninguém”.
“Outros Problemas Além do Álcool” é a reimpressão de um artigo que foi publicado pela primeira vez na Grapevine em fevereiro de 1958. Os princípios que Bill recomenda não mudaram, mas o alcance do problema sem dúvida aumentou, como demonstram as estatísticas dos nossos membros.
Entre 1977 e 1980, a porcentagem de AAs que responderam nosso questionário dizendo que tinham dupla dependência aumentou de 18% para 24%. Entre os que chegaram a A.A. durante esse período de três anos, 27% identificaram-se como adictos com dupla dependência.
Mais uma vez, nem o ESG, nem a Junta de Serviços Gerais (no Brasil, a JUNAAB), nem a Conferência de Serviços Gerais irão ditar “sentenças”. O ESG agradece todas as cartas que fazem surgir perguntas vitais para a Irmandade. Mas, as respostas deverão vir da mesma fonte, a experiência dos Grupos autônomos.

Seu Grupo encontrou maneiras efetivas para fazer frente a este problema complexo?

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FAZER OS NOVOS SE SENTIREM ESPECIAIS – NÃO DIFERENTES

Fazer os novos se sentirem especiais – não diferentes

Box 4-5-9, Oct. Nov. / 1998 (pág. 4) => http://www.aa.org/newsletters/es_ES/sp_box459_oct-nov98.pdf
Título original: “Hagamos que los principiantes se sientan especia1es – no diferentes”

“’Se você é recém-chegado ou está retornando’, disse o secretário do meu Grupo base pouco antes do intervalo da reunião, ‘não se incomode em fazer alguma contribuição. Precisamos de você, não do seu dinheiro’.
“Devo ter ouvido estas palavras centenas de vezes e nunca gostei”, diz um membro da costa Leste, “mas esta vez percebi repentinamente do porquê. Está-se dizendo aos recém chegados que são diferentes e únicos e não tem que participar da Sétima Tradição de A.A. ‘Meu Deus’, disse para mim ‘aqui temos toda essa gente nova que já se sentem como sendo de outro planeta e lhes dizemos que fiquem – seja diferente, você não é um dos nossos. Que maneira triste de excluí-los do que se supõe que vai ajuda-los a se sentir incluídos!’”
“A Sétima Tradição”, destaca este membro, “não trata apenas da autossuficiência, mas da participação também: ‘Admitimos… Entregamos nossas vidas… Somos autossuficientes… Claro que muitos chegamos quebrados (embora, milagrosamente, sempre dava um jeito para comprar um trago)’. Naquele então, colocava na sacola moedas de cinco ou dez centavos e guardava as notas de Dólar para comprar cigarros; mas pelo menos participava. Ninguém me disse para não fazê-lo, mas se esperava que o fizesse. Ao colocar as moedas na sacola me sentia como uma parte importante do Grupo – como se fosse um personagem rico que estava colocando uma nota de mil dólares. Estava participando do meu Grupo base e sobre esta base estava construindo minha sobriedade.
Minhas ações me converteram e uma parte de A.A. Tinha a sensação de pertencer. Era membro porque eu assim o dizia e fazia. Pela primeira vez este egoísta, egocêntrico queria dar não apenas aos principiantes, mas à totalidade de A.A. – ao meu Grupo, minha Área, meus Escritórios de Serviços Locais e Gerais, dar de todo coração e do meu bolso. Como disse Bill W., ‘há um lugar onde se misturam o espiritual e o material: a sacola’. Em nossa Irmandade, o dinheiro é espiritual: uma moeda de dez centavos que coloco na sacola, me é devolvida transformada em amizades, em família e na oportunidade de servir. Todos ao meu redor faziam o mesmo, e percebi que estava em meu lugar. Em poucas palavras, dizer ao recém-chegado ‘precisamos de você e não do seu dinheiro’ é uma bobagem. Necessitamos os dois: os recém chegados e que eles saibam que forma parte da nossa Irmandade e que a totalidade de A.A. precisa ser autossustentada.
E todas as vezes que os alcoólicos mesquinhos que já levamos algum tempo sóbrios deixamos passar de longe a sacola, parecendo que o ato de enfiar a mão no bolso é um exercício muito violento? Muitos de nós evitamos a sacola, mas no fim do ano renovamos o contrato com a academia ou saímos com nossos amigos a tomar cappuccinos de cinco Dólares. Sei que quando bebia gastava de 40 a 100 Dólares por noite; agora que estou sóbrio tornei-me poupador Às custas de A.A.
“Uma vez que não sou o único, meus queridos amigos, o que lhes parecem as seguintes palavras para abrir a reunião? ‘Em A.A. não temos nem cotas nem honorários, mas temos gastos e, se você é recém-chegado ou está retornando agradecemos sua participação – sua contribuição ajuda este Grupo autossustentável e a manter abertas as portas de A.A. a todos que sofrem de alcoolismo’”.

AS FINANÇAS DO GRUPO

As finanças do Grupo

Box 4-5-9, Dez. /2013 (pág. 6) => http://www.aa.org/newsletters/es_ES/sp_box459_holiday13.pdf
Título original: “Finanzas del grupo”
A “responsabilidade fiscal” não é um termo que muitos alcoólicos ativos houvessem podido aplicar a si próprios antes de encontrar a recuperação. Mas uma vez que alcançam a sobriedade e se integram a A.A., muitos experimentaram uma transformação no que se refere ao dinheiro e à responsabilidade e chegaram a reconhecer a importância da autossuficiência ao executar o serviço do Décimo Segundo Passo.
É preciso pagar o aluguel, comprar literatura, publicar listas de reuniões locais. Sem dinheiro, estes serviços básicos – e outros, não poderão ser realizados e é possível que os alcoólicos que buscam a recuperação nunca encontrem o caminho de A.A.
Como disse Bill W.: “…Nossa maneira de vida espiritual estará assegurada às futuras gerações se, como Irmandade, não cairmos na tentação de aceitar dinheiro de fontes alheias. Mas isto nos deixa com uma responsabilidade – que todo membro deve compreender. Não podemos ser tacanhos quando o tesoureiro do nosso Grupo passa a sacola. Nossos Grupos, nossas Áreas e A.A. na sua totalidade não funcionam a menos que disponhamos de serviços adequados e sejam pagos os gastos consequentes” (“A Linguagem do Coração” – Junaab, código 104, pág. 261/3).
Com o aumento do número de membros, manter estes serviços requereu uma contínua responsabilidade fiscal. Em alguns casos, os Grupos vêm-se enfrentados com assuntos financeiros inesperados relacionados com a manutenção das contas bancárias do Grupo e a obtenção de um seguro apropriado para os lugares de reunião.
Por exemplo, cada vez com mais frequência os bancos pedem aos Grupos de A.A. dos EUA que apresentem um número federal de identificação (equivalente ao CNPJ no Brasil) ao abrir uma conta corrente ou de poupança. E os proprietários dos locais podem pedir que os Grupos de A.A. tenham cobertura de seguros.
A Conferência de Serviços Gerais e o Escritório de Serviços Gerais – ESG prepararam uma série de procedimentos para ajudar os membros e os Grupos de A.A. a tratar de maneira eficiente muitas destas responsabilidades fiscais e legais, reconhecendo, entretanto, que no referente às finanças do Grupo, as formas de agir costumam variar de acordo com as leis, regulamentos e costumes locais.
O primeiro passo para obter um número de identificação federal para os Grupos dos EUA, é preencher e apresentar o formulário SS-4, que pode ser obtido em qualquer posto do Serviço de Arrecadação de Impostos ou no sítio Web do IRS em http://www.irs.gov. Cada Grupo de A.A. deverá solicitar seu próprio número; é possível que o Grupo ache conveniente solicitar a isenção de impostos. Para obter mais informações, ver a publicação 557 do IRS“Tax-Exempt Status for Your Organization” -http://www.irs.gov/publications/p557/ch01.html. De maneira geral, pode ser conveniente consultar um contador local para se inteirar melhor sobre estes assuntos.
Na parte que se refere aos seguros, muitos Grupos cooperam com a administração do local em que se reúnem adquirindo uma cláusula de responsabilidade na apólice de seguro do prédio; mas, para obter informações mais precisas sobre os regulamentos locais, será útil consultar uma agencia de seguros da localidade.
“A autossuficiência: onde se juntam a espiritualidade e o dinheiro” (SF-3) =>
http://www.aa.org/lang/sp/catalog.cfm?category=5&product=85, e o “Guia de A.A. sobre as Finanças” (SMG-15) =>http://www.aa.org/sp_pdfs/smg-15_finance.pdf, oferecem informação detalhada a respeito de como abrir uma conta bancária, conseguir um número de identificação de impostos e obter cobertura de seguros para o Grupo.
“Todos e cada um dos serviços de A.A. estão encaminhados para tornar possível a realização de mais e melhores trabalhos de Décimo Segundo Passo, seja para tratar de um local de reunião de Grupo, de um Escritório Central de Intergrupo para facilitar a hospitalização e o apadrinhamento, ou a Sede de Serviços Mundiais para manter nossa unidade e assegurar a eficácia em todas as partes do mundo.
Estas agências de serviços, embora não sejam muito custosas, são absolutamente essenciais para o nosso desenvolvimento – para a nossa sobrevivência como Irmandade. Seus gastos são uma obrigação coletiva, que recai diretamente sobre todos nós. Manter nossos serviços é, de fato, reconhecer que A.A. deve funcionar em todas as partes com potência total – e que, de acordo com nossa Tradição de autossuficiência, nós vamos pagar a conta”, escreveu Bill W. no artigo “A Tradição de Autossuficiência de A.A.” na página 412 do livro “A Linguagem do Coração” – Junaab, código 104.
Bom, isso é responsabilidade fiscal.

A TRANSIÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE TREINAMENTO PARA OS GRUPOS DE A.A.

A transição das instituições de tratamento para os Grupos de A.A.

Box 4-5-9, Out. Nov. / 1987 (pág. 8-9) => http://www.aa.org/newsletters/es_ES/sp_box459_oct-nov87.pdf
Título original: “Transición do los Centros de Tratamiento en el Mundo de Afuera”

Para o alcoólico que começa uma vida de sobriedade, fazê-lo através de uma instituição de tratamento tem vantagens como, ficar durante algumas semanas num ambiente protegido, isolado das responsabilidades cotidianas ou ser “convidado” a uma nova vida sóbria, seguindo uma rotina de assessoramento entremeada com reuniões, Passos e lemas de A.A. É um mundo relativamente seguro. Entretanto, por estranho que possa parecer, há também desvantagens originadas por essa mesma segurança. Para o principiante que vive em um ambiente regulamentado e protegido, o mundo lá fora, que a toda pessoa recentemente sóbria lhe parece ameaçador, tende a ser ainda mais assustador. Com frequência, ele ou ela dizem, “Não posso voltar a tudo isso sem tomar um gole”. O desafio de ir para casa e retomar seus assuntos pode-lhes intimidar e desanimar. Muitos não têm sucesso.
Entretanto, outros são bem-sucedidos e conseguem passa por este difícil período de transição por várias razões, das quais poucas são fortuitas. Com muita frequência, através de assessoramento, de seus esforços para compreender os três primeiros Passos de A.A., da assistência assídua às reuniões que os Grupos locais levam à instituição e da relação com seu padrinho interino ou de contato, os principiantes encontram menos dificuldades neste período de transição. Ainda assim, frequentemente os principiantes não chegam a aproveitar alguns ou muitos destes fatores. Como parte de um esforço para nos informar sobre o que funciona – e não funciona, solicitamos a alguns AAs sóbrios de todas as partes dos EUA e Canadá que haviam estado internados em instituições de tratamento, que compartilhassem suas experiências com nós.
Todos com quem falamos já tinham algum pequeno conhecimento de A.A. antes de ingressar na instituição – uma visita de Décimo Segundo Passo que não surtiu efeito, uma conversa com um amigo membro da Irmandade, um encontro fortuito, etc. Na instituição todos se informaram de uma forma mais significativa a respeito de A.A., em quase todos os casos, através da assessoria e das reuniões que os Grupos locais levavam à instituição. Com menos frequência, aos pacientes lhes era possível ampliar sua experiência visitando Grupos de fora.
A maioria dos que responderam o questionário disse que alguns de seus conselheiros na instituição eram também membros da Irmandade. Porém, em poucos casos existia um programa de apadrinhamento de contato regular ou eficaz. De maneira geral, os Grupos que iam à instituição pouco se esforçavam para incentivar a ideia de padrinhos interinos.
“É uma pena, porque ao ser dado de alta a pessoa se sente solitária e nervosa”, diz Buck T., de Atlanta, Geórgia. Na instituição em que esteve nunca foi feita menção ao padrinho interino nem ao de longo prazo. “Teria sido muito útil para mim ter um padrinho de contato mesmo que fosse apenas que me levasse a uma reunião”. Esperou umas seis semanas para conseguir um padrinho, e o fez “porque um amigo me disse que assim o fizesse”.
Dave P., de Las Vegas, Nevada, escreveu: “Na instituição nos diziam que era uma boa ideia conseguir um padrinho entre os membros dos Grupos de A.A. que conduziam as reuniões, mas não diziam como fazê-lo. Naquele então, não sabia escolher”. Dave diz que voltou a beber, e passados alguns anos, retornou a A.A. e conseguiu um padrinho imediatamente.
“Lá lhes falta o apadrinhamento”, diz Robert B. de Little Rock, Arkansas, “é por isso os perdemos”. A instituição onde ele esteve faz sete anos, ainda não tem um programa de apadrinhamento de contato. “Eu fui o único a conseguir um padrinho, e até agora nenhum dos meus antigos companheiros do Grupo da instituição se encontra sóbrio”.Robert informa que frequentemente trata de iniciar programas de apadrinhamento de contato em várias instituições e que “funciona durante algum tempo, mas depois falha”.
Alguns membros compartilharam conosco uma experiência diametralmente oposta. Nancy K., de Rogers, Arkansas diz: “Na instituição onde estive, se insistia muito no básico de A.A. Obrigavam a ter um padrinho antes de sair”. Pediu a uma amiga, membro de A.A. já fazia muitos anos, que fosse sua madrinha; mas, se não houvesse sido possível, diz, poderia ter escolhido entre as muitas candidatas que havia nas reuniões a que assistia, dentro e fora da instituição.
De forma parecida, Alberta B., de Scarborough, Ontário, Canadá, conseguiu uma madrinha antes de ser dada de alta numa instituição que salientava a importância do apadrinhamento. De fato, pediu à pessoa que lhe fez uma visita de Décimo Segundo Passo que aceitasse ser sua madrinha; entretanto, “poderia ter conseguido uma imediatamente na instituição”, diz. “Recomendavam-no, e eu queria ter uma madrinha para assegurar-me que estava fazendo o apropriado”.
Cada um dos tiveram um padrinho ao receber a alta disse que ter um amigo durante as primeiras semanas ou meses de sobriedade facilitou a transição. Uns poucos disseram que sem um padrinho teriam voltado a beber. Alguns informaram que as instituições que não tinham um programa de apadrinhamento quando eles estavam em tratamento, agora têm, e eles participam desse programa.
Sem exceção alguma, entre os que responderam, os Grupos de fora acolheram esses pacientes com sinceridade, generosidade e bondade. “Deram-nos as boas vindas calorosamente”, diz Ellis C., de Southbury, Connecticut. “Ainda lembro esses dias como algo maravilhoso. Nunca fomos mais de cinco ou seis a um Grupo; a instituição não queria inundar as reuniões com pacientes, e o secretário sempre sabia que íamos assistir à reunião”.
Sempre havia quem, para recebê-los, fazia com que sentissem que A.A. era tanto para eles como para outros principiantes. Em alguns casos, os principiantes provenientes das instituições locais constituíam a maioria na reunião, mas, mesmo assim, não havia dúvida de que eram bem-vindos.
A maioria dos que responderam, disseram que o problema principal que tinham era o álcool. Alguns que tinham problemas com o álcool e as drogas, disseram que não encontraram dificuldade em chegar ao entendimento do programa de A.A. tendo em conta a Quinta Tradição. “Comecei com a bebida, acabei com a bebida; não me envolvo em nenhuma controvérsia. A.A. é ‘o’ programa; os demais derivam dele”, diz Dave P., de Las Vegas, Nevada. Robert B. de Little Rock, Arkansas, um médico que tinha também problemas com drogas, está de acordo. “Meu padrinho me fez entender que se resolvia meu problema com o álcool, os outros problemas se resolveriam por si mesmos, e assim foi”.
A transição da instituição de tratamento para a vida de A.A. lá fora parece ser mais fácil para os principiantes se a instituição está localizada na área onde residem, mesmo que apenas seja porque já “quebraram o gelo” assistindo às reuniões locais. Mas este não é o fator principal no “alisamento do terreno”. O que mais ajuda é as boas vindas calorosas dos Grupos locais, de que falava Ellis G. Nenhum dos que responderam nos comunicou nenhuma experiência negativa, embora alguns tenham dito que eram “solitários” e resistiam a se“agregar”.
Nossos comunicantes também disseram que não sentiam “nenhum conflito” de lealdade ao receber a alta, entre a instituição de tratamento e A.A. Todos explicaram que sua instituição era “pro-A.A.” e por isso não podia surgir conflito algum. Pelo contrário, Donna H., de Las Vegas, disse que enquanto participava do programa de postratamento, que dura nove semanas, dirigido pela sua instituição “aprendi a compartilhar com franqueza. Meu conselho é fazer o mesmo nas reuniões de A.A. De outra maneira, não iria conseguir abrir a boca”.
Muitos disseram que as experiências daqueles primeiros dias infundiram neles um forte desejo de ajudar todos os principiantes, especialmente àqueles que estavam tratando de orientar-se no terreno pouco conhecido da sobriedade, no ambiente protegido de uma instituição de tratamento.
“Acredito que o mais importante é ser amigável e acolhedor, e demonstrar interesse e carinho profundos”, disse Laure C., de Woodbury, Connecticut. “Toda vez que falo numa instituição, ouço os comentários dos pacientes. Ofereço-me imediatamente como amigo, para que percebam que lá fora há pessoas dispostas a ouvir e ajudar”.

A ORIGEM DOS ESCRITÓRIOS DE SERVIÇOS A VANGUARDA DE A.A.

A origem dos Escritórios de Serviços A vanguarda de A.A.

Box 4-5-9, Ag./Set. 2007 (pág. 1-2) => http://www.aa.org/newsletters/es_ES/sp_box459_aug-sept07.pdf
Título original: “Las oficinas centrales/intergrupales: la vanguardia de A.A.

Em 1946, quando ainda havia muito poucos escritórios de serviços centrais e intergrupais em funcionamento – somente Califórnia, Colorado, Illinois, Maryland, Nova York e Ohio, Bill W., comentou no número de junho da Grapevine: “Seguramente, Deus tem reservado um lugar no céu para cada um deles”. Nesse mesmo momento estavam-se abrindo centros de serviços em Massachusetts, Michigan, Mississipi, Wisconsin e Alberta – o primeiro escritório de serviços no Canadá.
Ainda no começo, Bill W. e o Dr. Bob perceberam que “…para evitar a confusão em regiões inteiras, era necessário estabelecer pequenos escritórios, instalar telefones e contratar algumas secretárias assalariadas…se isso não fosse feito, aquele que batesse á nossa porta pedindo ajuda não teria a oportunidade de se recuperar”. Os centros de serviço desses tempos sofreram com a falta de dinheiro, espaço e mão de obra e com a superabundância de opiniões contraditórias; entretanto, sobreviveram.
Assim, quando representantes de muitos dos 500 escritórios de serviços dos EUA e Canadá – junto com vários Custódios da Junta de Serviços Gerais e diretores e membros de A.A. World Services e da Grapevine, venham se congregar nos dias 04 a 09 de outubro de2007 para o 21º Seminário Anual dos Escritórios de Serviços / A.A. World Services no hotel Crowne Plaza de Oklahoma City para compartilhar o espírito e a essência do serviço, irão ter presente que a eficiência é devida em grande parte ao compartilhamento coletivo das dificuldades que atravessaram seus predecessores. Como lembra Jan D., antiga gerente do Escritório Central de Serviços de Edmonton, Alberta: ”Hoje dia não em há nada original em A.A. Tudo que sabemos e fazemos para ajudar o alcoólico que ainda sofre a encontrar a sobriedade, foi-nos legado por nossos predecessores, sejam eles do Grupo de Oxford ou os trabalhadores dos Escritórios de Serviços que nos antecederam e compartilharam livremente suas experiências espirituais, o senso comum e o resultado de seus trabalhos”.
Nos primeiros dias de A.A., muitos dos escritórios de serviços, senão todos, tais como Chicago e Los Angeles, começaram com um número de telefone da casa de um membro de A.A. Outras, na cidade de Nova York, Newark, Nova Jersey, Toronto e Ontário, para citar algumas, começaram em salas de clubes que serviam como centros de atividades de A.A. Às vezes esses clubes eram utilizados como centros de distribuição da literatura de A.A. e mais tarde começaram a oferecer outros serviços. Com o passar do tempo, as entidades de serviços chegaram a separa-se dos clubes. Hoje em dia, os clubes não estão afiliados a A.A. Num surpreendente número de lugares, notadamente no norte da região central dos EUA e no Canadá, os comitês de serviços dos escritórios existiram muito antes de se estabelecerem os próprios escritórios – e muitos ainda são constituídos dessa maneira.
No começo existia o Comitê Central de Cleveland, Ohio, onde, em outubro de 1939, pouco mais de quatro anos depois do encontro histórico de Bill W. e o Dr. Bob, um grupo de sete membros se reunia mensalmente para coordenar os trabalhos de hospitalização e apadrinhamento. O Dr., Bob não somente apoiava como também participava de suas atividades. Conforme conta Dan K., de Akron, “O Dr. Bob desempenhava um papel muito importante nesse comitê. De vez em quando, nas reuniões os participantes se metiam em debates acalorados e gritavam como se fossem bêbados num bar. Certa vez o Dr. Bob fez o grupo se calar e disse: ‘Cavalheiros, tranquilos. Ainda somos membros de A.A. Apliquemos os princípios de A.A. nestas reuniões de negócios (N.T.: é assim que se designam asreuniões de serviço nos EUA). Os senhores são servidores do grupo e estão aqui presentes para ouvir as ideias formuladas pelo comitê. Deixem que cada um fale na sua vez e sem interrupção. Celebremos esta reunião de negócios como um serviço ao Senhor e aos nossos companheiros’. Depois disso, não houve mais entreveros na presença do Dr. Bob”.
Pouco tempo depois, em 1943, Columbus, Ohio, estabeleceu um centro de serviços que hoje é conhecido como o Intergrupo da Irmandade. Na cidade próxima, Akron, onde nasceu A.A., foi aberto um escritório Intergrupal em abril de 1954. Seu primeiro boletim mencionou o dia 18 de novembro daquele ano como “Dia da Gratidão”. A capa do boletim, com letras escritas a mão, testemunha a dedicação do pequeno escritório, o qual, com um mínimo de ajuda econômica, estava disposto a fazer tudo o que fosse preciso para levar a mensagem de sobriedade de A.A.
Bill W. relata que o primeiro centro de serviços organizado surgiu em Chicago, onde uma AA chamada Silvia aproveitava seus cheque mensais da pensão alimentícia equivalentes a $700 dólares (uma quantia bastante grande numa época em que Bill e Lois tinham que se manter com $55 dólares por semana) para alugar um apartamento em Evanston, um subúrbio de Chicago, e também local da primeira reunião de A.A. celebrada naquela área. Chegaram tantas chamadas telefônicas àquele escritório que a secretária de Silvia, Grace Cultice, não alcoólica, logo chegou a ser utilizada para todos os serviços.
Em 1941, depois da publicação do artigo de Jack Alexander relacionado com A.A. no semanário Saturday Evening Post, o apartamento de Silvia converteu-se em algo parecido com a Gran Estação Central; então alugaram um pequeno escritório no Loop, e Grace foi instalado ali um Intergrupo para levar aos solicitantes as atenções do Décimo Segundo Passo, hospitalização e outras ajudas.
O primeiro centro de serviços de Nova York funcionava de maneira oficiosa num clube na Rua 24 em Manhattan. Estabeleceu-se o primeiro Comitê Central, mas não se estabeleceu o Intergrupo até junho de 1946 quando já havia 22 grupos na área metropolitana. De acordo com o arquivista Wally P., “Devido aos constantes conflitos no clube, o Intergrupo mudou-se em novembro para um armazém na Rua 75 oeste, e a partir desse momento, a ordem começou a surgir do caos”. No começo, apenas a metade dos grupos se inscreveram no Intergrupo e contribuíram para sufragar os gastos. Porém, em 1951todos os grupos do distrito estavam cumprindo a promessa de ajudar a manter o escritório.
Na ata de uma reunião dos delegados da Associação Intergrupal de Nova York, em janeiro de 1950, aparece uma anedota narrada por Bill W. Diz que “uma mulher chegou ao programa dizendo ‘meu nome é Toodles e apenas me restam meus últimos três milhões de dólares’. Toddles alcançou a sobriedade, mas morreu subitamente de diabete e legou a A.A. dez mil dólares. A fundação do Alcoólico (desde 1954, conhecida como Junta de Serviços Gerais de A.A.), tinha aprovado anteriormente uma resolução para não aceitar dinheiro de indivíduos nem de entidades alheias à Irmandade – diferentemente de hoje em que se permite aos membros contribuir com a quantia máxima de três mil dólares ao ano e legar em testamento a mesma quantia uma única vez, não em perpetuidade. Entretanto, uma vez que o dinheiro tinha sido legado ao Intergrupo”. Bill W. Foi da opinião de que “o dinheiro é seu e podem fazer com ele o que bem entenderem”.
O Escritório Central de Los Angeles teve início em 1944. Um veterano, sóbrio desde1940 conta que “naqueles dias não era fácil encontrar A.A. e fazíamos o possível para que continuasse assim. Um grupo cuidadosamente selecionado entre clérigos, juízes e policiais sabiam da existência de A.A.; nosso número de telefone não aparecia na guia telefônica e somente podia ser obtido chamando a informação. Sabíamos assim, que todo iniciante que conseguiu nos encontrar tinha feito o suficiente esforço para nos convencer de que sinceramente desejava a sobriedade”. Em Newark, onde tinha sido compilado o Livro Azul no escritório de Hank P., sócio de Bill W. durante algum tempo. Hank foi o primeiro secretário assalariado, trabalhando em tempo integral no Intergrupo de New Jersey, desde1944 até 1949. Em Charleston, Carolina do Sul, foi utilizada a palavra Intergrupo pela primeira vez em 1953. A associação teve origem no primeiro centro de tratamento do estado, o Centro Alcan, Inc., alcunhado de “espelunca dos treme-tremes”.
Em abril de 1951, quando se celebrou a primeira Conferência de Serviços Gerais, existiam pelo menos 16 escritórios centrais e intergrupais que serviam aos grupos locais. Uma vez que nasceram antes da estrutura de serviços gerais ser criada e desempenharam funções diferentes, na formaram parte da estrutura de A.A. (com exceção de Chicago, onde o Escritório de Serviços da Área e o Comitê de Área, são efetivamente a mesma entidade). Às vezes, ao longo dos anos, vários serviços coincidiram parcialmente, especialmente nos casos em que as duas entidades prestavam serviços semelhantes; entretanto, com o tempo, devido à experiência compartilhada e à melhor comunicação, em muitos lugares os Intergrupos e os Serviços Gerais chegaram a trabalhar harmoniosamente em equipe.
Uma vez que os escritórios centrais e intergrupais são estabelecidos e mantidos pelos grupos, não têm autoridade própria. Cada escritório é único e reflete as necessidades e os desejos da comunidade onde se localiza e é responsável ante os grupos a quem serve. De forma geral, cada grupo tem um representante de intergrupo, e estes representantes se reúnem para eleger um comitê diretivo ou uma diretoria encarregada da administração do escritório e manter informados os grupos. Um fluxo constante de informação é essencial porque os grupos são totalmente responsáveis pela manutenção financeira do escritório que lhes serve, e os membros dos grupos locais se responsabilizam e se oferecem para fazer o trabalho do Décimo Segundo Passo.

Os escritórios centrais e intergrupais e os serviços gerais se mantém unidos em razão do nosso Segundo Legado, a Unidade. Porém, o que inicia essa cooperação e harmonia – vitais para levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre e ser sensíveis às necessidades de que se está recuperando em A.A., é a comunicação. Muitos escritórios locais publicam folhetos e outros materiais informativos que comunicam a experiência compartilhada dos intergrupos e escritórios centrais dos EUA e Canadá e internacionais. Nestes guias define-se o intergrupo como “um escritório de serviços de A.A. que supõe um interesse e um esforço comuns entre os grupos de uma comunidade – tal como os grupos de A.A. o supõem entre os membros individuais. Estão estabelecidos para levar a termo certas funções que podem ser desempenhadas com maior eficácia através de um escritório centralizado…. Existe para ajudar os grupos a realizar seu objetivo primordial de levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre”.

CARTA GRUPO ROSA MÍSTICA DE A.A.

Belo Horizonte/MG, 15 de Outubro de 2.015
Carta ao Companheiro ou Companheira que está afastado.
Olá meu amigo, como vai você? Como tem passado todos esses dias?
Já faz algum tempo que não nos encontramos. Estamos sentindo muito a sua falta no Grupo. Olhe, e saiba que é sentimento geral, quando alguém pergunta por você, ficamos até sem saber o que responder. Sabemos, que o que motivou seu afastamento, pode ter sido algo sério, (nós não sabemos ao certo) ou não foi nada tão sério, e por acaso, se você acha que foi, respeitamos a sua opinião. Mas, pedimos a você: reconsidere e venha participar desta unidade novamente conosco.
O Grupo sente sua falta, os visitantes sentem sua falta. Mesmo sem conhecerem você, eles estão sentindo sua falta.
Outro dia recebemos um visitante e estávamos somente em dois companheiros. Como foi difícil transmitir a mensagem, com tão somente duas pessoas – pensamos imediatamente na sua partilha. Quem dera você estivesse aqui conosco, para criarmos mais atração.
Na reunião de serviços (que você conheceu e conhece muito bem) hoje, está com menos da metade de quando você participava, pensamos em tudo para poder atrair o novo e pensamos mais ainda, em como, ou o que fazer, para você voltar! E se o Poder Superior ajudar – para você ficar.
Estive pensando em citar algumas coisas nesta carta, referente à nossa literatura, ou até mesmo transcrever algo que tenha sido dito ou escrito pelos nossos co-fundadores. Mas, resolvi não fazer isso – pois poderia parecer algo decorado ou transcrito – gostaria que você sentisse, que: o que está sendo escrito aqui, é a sincera opinião do Grupo, materializada em minhas palavras – mas o sentimento é do Grupo.
Desde quando você conheceu o AA, sua vida deve ter mudado bastante – não é mesmo? Assim aconteceu conosco também. Descobrimos a maravilha do que é viver sóbrio e praticar o programa de AA. Descobrimos, ou melhor: estamos a cada dia descobrindo o verdadeiro significado do AMOR e da gratidão.
Se está dando certo para nós, vamos ajudar outros a experimentar esta maravilha – mais uma vez eu vou dizer para você – precisamos de você – você faz falta no Grupo. Você faz falta nos eventos de AA. Venha, estamos esperando você.
Aaaa sim lembrei! Tem mais uma coisa… Se sentir que precisa conversar algum assunto em particular, não se acanhe. Pode contar comigo ou com outro Companheiro ou Companheira.
Estaremos sempre à sua disposição. OK.
Comitê de Serviço
GRUPO ROSA MÍSTICA – Rua Alpes, 532 – Nova Suíça – BH/MG – Reunião: Segunda – Quarta – Sexta feira , de 19h30 às 21h30

INFORMAÇÕES SOBRE A.A.

Informações sobre A.A.
Alcoólicos Anônimos não mantém registro de seus membros, portanto, é muito difícil obter números exatos em um determinado momento. Alguns Grupos não estão inscritos no GSO (EUA/Canadá). Outros não fornecem dados referentes à sua composição e, portanto, não estão registrados nos arquivos computadorizados. Não há forma possível de calcular o número de membros que não estão filiados a um Grupo de A.A. local. Os números que aparecem a seguir se baseiam nos dados recebidos pelo GSO 1 janeiro de 2002, esse valor consiste numa média, pois muitos grupos não informam seus números.
Não existe uma forma prática de contagem de frequentadores que não são membros de um Grupo.
O que é A.A.
Alcoólicos Anônimos é uma irmandade mundial de homens e mulheres que se ajudam mutuamente a permanecerem sóbrios. Eles oferecem a mesma ajuda a qualquer um que tenha um problema com a bebida e queira para de beber. Por serem todos alcoólicos, eles tem uma compreensão mutua especial. Sabem como essa doença os atinge – e aprenderam como se recuperar do alcoolismo dentro de A.A.
Os membros de A.A. dizem que hoje são alcoólicos – mesmo que não bebam há anos. Eles não dizem que estão “curados”. Uma vez que a pessoa tenha perdido a possibilidade de controlar a bebida, nunca mais é possível beber controladamente – ou, em outras palavras, ele nunca pode tornar-se um “antigo alcoólico” ou um “ex alcoólico”. Mas em A.A. ele pode tornar*se um alcoólico sóbrio, um alcoólico em recuperação.
A posição do A.A. no campo do alcoolismo.
A história de A.A. está repleta de nomes de não alcoólicos, profissionais e leigos, que se interessaram pelo programa de recuperação de A.A. Milhões de nós, devemos nossas vidas a essas pessoas e nossa dívida de gratidão não tem limites.
Alcoólicos Anônimos é uma irmandade mundial de homens e mulheres que se ajudam mutuamente a manter a sobriedade e que se oferecem para compartilhar livremente sua experiência na recuperação com outros que possam ter problemas com seu modo de beber.
A Irmandade funciona através de mais de 97.000 Grupos locais em 150 países. Milhões de alcoólicos têm alcançado a sobriedade em A.A, mas seus membros reconhecem que seu programa não é sempre eficaz com todos os alcoólicos e que alguns necessitam de aconselhamento e tratamento profissional.
AA preocupa-se unicamente com a recuperação pessoal e contínua dos alcoólicos que procuram socorro na Irmandade. O movimento não se dedica a pesquisas sobre alcoolismo ou ao tratamento médico ou psiquiátrico, e não apoia quaisquer causas – embora os membros de A.A. possam participar como indivíduos.
O movimento adotou a política de “cooperação mas não afiliação” com outras organizações que se dedicam ao problema do alcoolismo.
Alcoólicos Anônimos é autossuficiente através de seus membros e Grupos, recusando contribuições de fontes externas. Os membros de AA preservam seu anonimato pessoal em nível de imprensa, filmes, Rádio, TV, Internet e outros meios de comunicação.

Como A.A. vê o Alcoolismo?
O alcoolismo é, em nossa opinião, uma doença física, mental e espiritual, progressiva, incurável e de término fatal. Os alcoólicos que conhecemos parecem ter perdido o poder para controlar suas doses de bebidas alcoólicas.
Como AA funciona?
AA pode ser descrito como um método para recuperação do alcoolismo, no qual os membros ajudam-se mutuamente, compartilhando entre si uma enorme gama de experiências semelhantes em sofrimento e recuperação do alcoolismo.
Que são Grupos de A.A.?
A unidade básica em AA é o grupo local (do bairro ou cidade) que é autônomo, salvo em assuntos que afetem outros grupos de AA ou à Irmandade como um todo. Nenhum grupo tem poder sobre seus membros.
Os grupos geralmente são democráticos, assistidos por “comitês de serviços” de curtos períodos de mandato. Desta maneira, nenhum grupo de AA tem uma liderança permanente.
Que são Reuniões de A.A.?
Alcoólicos Anônimos é constituído por mais de 90 mil grupos locais em 146 países. Cada grupo realiza reuniões regulares, nas quais os membros relatam entre si suas experiências – geralmente em relação aos “DOZE PASSOS” sugeridos para a recuperação, e às “DOZE TRADIÇÕES” sugeridas para as relações dentro da Irmandade e com a comunidade de fora.
Existem reuniões abertas para qualquer pessoa interessada, e reuniões fechadas somente para alcoólicos.
Quem são os Membros de A.A.?
Pessoas que acham que têm problemas com sua maneira de beber são bem-vindas para assistir a qualquer reunião de A.A. Elas tornam-se membros simplesmente ao decidir que querem sê-lo.
Membros de AA são homens e mulheres provenientes de todos os níveis sociais, desde adolescentes até pessoas com idade avançada, de todas as raças, de todos os tipos de afiliações religiosas, e mesmo sem nenhuma.
O que você pode esperar de A.A.?
Os membros de A.A. ajudam qualquer alcoólico que demonstre interesse em ficar sóbrio.
Os membros de A.A. podem visitar o alcoólico que necessite de ajuda – embora eles possam sentir que seja melhor para o alcoólico solicitar tal ajuda antes.
Eles podem auxiliar a providenciar uma internação hospitalar. Os escritórios de serviços de AA frequentemente sabem onde existem hospitais para tratamento de alcoolismo, embora AA não seja afiliada a qualquer estabelecimento hospitalar.
Os membros de A.A. têm satisfação em compartilhar suas experiências com qualquer pessoa interessada, seja em conversações ou em reuniões formais.
O que A.A. não faz?
A.A. não leva os membros a tentar convencer alcoólicos a ingressar na Irmandade. A.A. é para os alcoólicos que querem alcançar sobriedade.
• A.A. não vigia seus membros para ver se vão beber ou não, A.A. ajuda os alcoólicos a se ajudarem.
• A.A. não é uma organização religiosa. Todos os membros são livres para decidir sobre as suas próprias ideias a respeito do significado da vida.
• A.A. não é uma organização médica, não dá remédios nem orientação psiquiátrica.
• A.A. não dirige quaisquer hospitais, ambulatórios, sanatórios; nem fornece serviços de enfermagem.
• A.A. não tem ligação com qualquer outra organização. Mas A.A. coopera com organizações que combatem o alcoolismo. Alguns membros trabalham para tais organizações – mas por motivos pessoais – não como representantes de A.A.
• A.A. não aceita dinheiro de fontes fora de A.A. nem particulares ou governamentais.
• A.A. não oferece qualquer serviço social, não oferece hospedagem, comida, roupa, emprego ou dinheiro. A.A. ajuda o alcoólico a permanecer sóbrio, para que ele possa conseguir essas coisas por si mesmo.
• Alcoólicos Anônimos enfatiza o “anonimato” dos membros da Irmandade. Não admite que os nomes de seus membros apareçam na TV, rádio, jornais, internet ou qualquer outro meio de divulgação. E membros não citam nomes de outros membros para pessoas fora de A.A. Mas os membros não ficam envergonhados por pertencerem em A.A. Eles apenas querem encorajar mais alcoólicos a encontrar ajuda através de A.A. eles não querem parecer heróis e heroínas simplesmente por cuidarem de sua própria saúde.
• A.A. não fornece cartas de referência a comissões de livramento condicional, advogados, oficiais de justiça, agências de emprego, etc.

Como funciona
AA pode ser descrito como um método para recuperação do alcoolismo, no qual os membros ajudam-se mutuamente, compartilhando entre si uma enorme gama de experiências semelhantes em sofrimento e recuperação do alcoolismo.
Bill W.
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Raramente vimos alguém fracassar tendo seguido cuidadosamente nosso caminho.
O programa de A. A. de recuperação do alcoolismo, acreditamos, funcionará para quase todos que sinceramente desejem parar de beber. Pode igualmente funcionar para aqueles que são estimulados a procurar o A. A. Muitos de nós fizemos nosso primeiro contato com A. A. em razão de pressão social ou trabalhista. Depois tomamos nossa própria decisão.
Temos visto alguns alcoólicos vacilarem um pouco antes de entenderem o programa. Temos visto outros fazerem apenas esforços superficiais para seguir os princípios graças aos quais, comprovadamente, milhares de nós, agora, conservamos nossa sobriedade; geralmente, os esforços superficiais não bastam.
Mas não importa o quanto desprovido de recursos possa estar o alcoólico, ou quanto mais alto ele ou ela figure na escala social ou econômica. Sabemos, por experiência e observação própria, que o A. A. oferece uma maneira sóbria de sair da cadeia de confusões e problemas causados pela bebida. Muitos de nós achamos ser uma maneira agradável.
Quando pela primeira vez procuramos o A. A., muitos de nós tínhamos uma série de problemas graves – problemas envolvendo dinheiro, família, emprego e com nossas próprias personalidades. Logo descobrimos que nosso problema principal imediato era o álcool. Controlado este, conseguimos, com sucesso, resolver os outros,. Nem sempre resolvemos estes problemas com facilidade, mas, estando sóbrios, temos podido lidar com eles de um modo muito mais eficiente do que quando bebíamos.
Houve época em que muitos de nós acreditávamos ser o álcool a única coisa que tornava a vida suportável. Não podíamos nem conceber uma vida sem a bebida. Hoje, através do programa de A. A., não nos sentimos privados de nada. Pelo contrário, sentimo-nos livres e achamos que uma nova dimensão se acrescentou às nossas vidas. Temos novos amigos, novos horizontes e novas atitudes. Após anos de desespero e frustração, muitos de nós sentimos que realmente começamos a viver pela primeira vez. Gostamos de compartilhar essa nova vida com qualquer pessoa que ainda sofra do alcoolismo, como outrora nós sofremos, e procurar um modo de sair da escuridão e encontrar a luz.
Princípios de A.A.
“Quando tudo mais falha”, dizia um médico de roça, “siga as instruções”.
Até agora nada falamos a respeito dos Doze Passos oferecidos por A.A. como programa de recuperação do alcoolismo, e tampouco vamos enumera-los ou explicar aqui, porque qualquer pessoa que tenha curiosidade acerca deles podem encontra-los facilmente na literatura de A.A. Entretanto vamos falar a respeito de sua origem, que é surpreendente.
Em 1935, dois homens encontram-se em Akron, Ohio. Ambos eram, então, considerados bêbados irrecuperáveis, uma vergonha para as pessoas que os tinham conhecido. Um deles fora nome importante em Wall Street; o outro, um famoso cirurgião; ambos, porém, tinham bebido até quase morrer. Cada um deles tentará muitas “curas”, e os dois tinham sido internados repetidamente. Parecia certo, mesmo para eles, que estavam irremediavelmente perdidos.
Quase por acaso, ao se conhecerem, depararam com um fato espantoso: quando cada um deles procurava ajudar o outro, o resultado era a sobriedade. Transmitiram a ideia a um advogado alcoólico preso a um leito de hospital e ele, também, decidiu experimenta-la.
Os três então, continuaram – cada um em sua vida particular – tentando ajudar alcoólico após alcoólico. Se as pessoas que eles queriam auxiliar às vezes rejeitavam a ajuda, eles, não obstante, sabiam que o esforço era compensador porque, em cada caso, a tentativa fazia-os continuar sóbrios, mesmo que o “paciente” continuasse a beber.
Persistindo nesta brincadeira para seu próprio bem, este pequeno grupo de ex bêbados sem nome, de repente, se deu conta, em 1937, de que vinte deles já estavam sóbrios. Ninguém os pode culpar por julgarem ter acontecido um milagre.
Concordaram em registrar por escrito o que lhes tinha acontecido para que sua experiência pudesse ser amplamente divulgada. Mas, como se pode imaginar, enfrentaram bastante dificuldade para chegar a um acordo sobre o que realmente acontecera. Não foi senão em 1939 que puderam publicar uma descrição com a qual todos estavam de acordo. Nessa época, já contavam com cerca de cem pessoas.
Escreveram que o caminho para a recuperação que tiveram trilhado até então consistia em doze passos e acreditavam que qualquer pessoa que os seguisse conseguiria o mesmo.
Seu número atualmente chega a mais de 2 milhões. E são virtualmente unânimes em sua convicção: “A experiência demonstra que nada assegurará tanta imunidade à bebida quanto o intenso trabalho com outros alcoólicos. Funciona quando outras atividades fracassam”.
Muitos de nós há muito vínhamos brigando com a bebida. Seguidamente, tínhamos parado de beber e tentado permanecer sóbrios, só para voltar a beber mais cedo ou mais tarde e nos vermos outra vez metidos em crescentes dificuldades. Mas esses Doze Passos de A.A. sinalizam a estrada de nossa recuperação. Agora, não precisamos lutar mais. E nosso caminho está aberto a todos os que vierem.
Centenas de nós tinham somente uma vaga ideia do que era o A.A. antes de realmente chegarmos a esta Irmandade. Agora, as vezes, pensamos que a respeito do A.A. circula mais desinformação do que pura verdade. Por isso, se você não examinou pessoalmente o A.A., podemos imaginar algumas das impressões distorcidas e falsas que pode ter recolhido, uma vez que muitos de nós próprios já as tivemos.
Felizmente, você não precisa ser enganado por tais falsas descrições ou boatos porque é bastante fácil ver e ouvir por si mesmo o verdadeiro A.A. As publicações de A.A. e qualquer escritório ou grupo de A.A. próximo são fontes originais de realidades que causaram enorme surpresa a muitos de nós. Você não tem necessidade de informar-se com terceiros, pois pode obter o “serviço” de graça e tomar sua própria decisão.
Conseguir uma imagem real e justa do A.A. talvez seja uma oportunidade de usar bem a força de vontade. Estamos plenamente convencidos de que os alcoólicos possuem tremenda força de vontade. Considere os meios que podíamos usar para conseguir bebida em desafio a todas as possibilidades visíveis. Só o acordar de manhã – estômago enferrujado, os dentes rilhados e os cabelos eletrificados – requer força de vontade que os que não bebem não podem imaginar. Ter conseguido levantar a cabeça, naquelas manhãs terríveis e a capacidade de carrega-la através do dia é prova adicional de fabulosa força de vontade. É inegável que os bebedores de fato possuem verdadeira força de vontade.
O segredo que aprendemos foi colocar essa vontade a serviço de nossa saúde e fazer explorar em grande profundidade as sugestões de recuperação, mesmo que às vezes isto nos parecesse enfadonho.
Talvez ajude lembra-lo de que os membros do A.A. não estão ansiosos para lhe fazer perguntas. Pode parecer que nem o estejamos escutando muito, pois tomamos mais tempo lançando sobre você a nua e crua realidade de nossa própria doença. Estamos na busca de nossa recuperação, você sabe, de modo que falamos a você muito mais pelo nosso próprio bem. Queremos ajuda-lo, é claro, mas só se você quiser.
Pode ser que o problema de bebida seja, de fato, como alguns especialistas em psicologia afirmam, uma doença caracterizada especialmente pelo egocentrismo. Nem todos os alcoólicos são egoístas, embora muitos de nós tenhamos aprendido a descobrir essa tendência em nós mesmos. Outros nos achávamos inferiores a maior parte do tempo; só nos sentíamos iguais ou superiores aos demais quando bebíamos.
Não importa a que tipo pertençamos, compreendemos agora que estávamos excessivamente centrados em nós mesmos, interessados principalmente em nossos sentimentos, nossos problemas, na reação dos outros para conosco, nosso passado e nosso futuro. Por conseguinte, tentar entrar em contato com outras pessoas e dar-lhes apoio é, para nós, uma medida de recuperação, porque nos ajuda a sair de nós mesmos. Tentar nossa cura ajudando os outros dá certo, mesmo quando é um gesto insincero. Experimente! Se você der atenção (não ouvir apenas) ao que está sendo dito, pode pensar que a pessoa que fala penetrou tranquilamente em sal cabeça e parece descrever a paisagem de lá – os cambiantes vultos de temores inomináveis, o aspecto e o calafrio da ruína iminente – quando não os próprios acontecimentos e palavras armazenados em seu cérebro.
Quer isso aconteça, quer não, você certamente dará umas boas risadas juntamente com os membros de A.A. e provavelmente colherá algumas ideias para viver sóbrio. Se quiser utiliza-las, depende de você.
Qualquer que seja sua decisão lembre-se de que tornar estas sugestões viáveis é um dos passos para se recuperar.