Monthly Archives: Abril 2015

MENSAGEM PARA REFLEXÃO

MENSAGEM PARA REFLEXÃO

Prezados companheiros e companheiras, vivemos em um mundo de constantes mudanças em todos os aspectos. Algumas delas para melhor e outras, nem tanto. Em A.A. não é diferente e a grande mudança do momento é a formação de novas Áreas cujo objetivo é encurtar as distâncias para facilitar a comunicação entre os Grupos e a Área, fazendo com que a via de mão dupla seja mais eficiente possibilitando o crescimento e fortalecimento dos Grupos.
No entanto, nos últimos anos estão acontecendo algumas mudanças em A.A. que têm nos preocupado muito.

Hoje, depois de 64 anos da chegada de A.A. no Brasil, adquirimos muita experiência e muito esclarecimento sobre o funcionamento de A.A. e a importância do serviço através do estudo da literatura que é fundamental para o nosso crescimento e para a continuação da Irmandade. No entanto, estamos “pensando em demasia e sentindo bem pouco.” O que está acontecendo conosco, companheiros (as)?

Percebe-se que existem muitos membros de A.A. com dificuldade em conviver com os alcoólicos que chegam ao Grupo com múltipla dependência, ou seja, usuários de outras drogas e também, com os homossexuais – mulheres – jovens – empresários e profissionais bem sucedidos e ainda, com os alcoólicos que tem dificuldade em permanecer sóbrios por muito tempo e recaem constantemente. Isso sem falar dos possíveis alcoólicos enviados pela justiça que também são rejeitados em alguns Grupos. Em contrapartida, muitos Grupos permitem que pessoas não alcoólicas freqüentem diariamente as reuniões de recuperação, tirando a liberdade do membro de fazer seu depoimento. Agindo assim, alguns Grupos estão invertendo as coisas, pois, rejeitam um alcoólico e acolhem um não alcoólico. Se isso continuar acontecendo, qual será o futuro de Alcoólicos Anônimos?

Acreditamos que podemos falar dos princípios sem ter que mudar a parte física do Grupo, sem perder a espiritualidade. Podemos fazer eventos que atendam a necessidade de todos, pois é possível ter qualidade com simplicidade, é possível falar de princípios sem melindrar o companheiro(a). Não devemos esquecer os alertas que Bill nos deixou na literatura: …”não tem que”, mas “devemos”, “mantenha a mente aberta”, “eu sou responsável”, “Atue por nós mas não mande em nós”, “…em A.A. não tem membros de segunda classe”. Acreditamos que, talvez a falta de atenção para com estes alertas, seja o que está contribuindo com a decadência de muitos Grupos de A.A., pois, estamos deixando de ser irmãos e companheiros, deixando de sentir a dor do outro.

Companheiros(as), não podemos perder o amor que é a essência de A.A., nem o companheirismo, o comprometimento, a simplicidade e tudo aquilo que nos aproxima uns dos outros pois, assim como eu preciso de A.A. hoje, pode ser que meus netos ou bisnetos possam precisar amanhã.

Diante de tudo isso, que tal refletirmos sobre este texto da Primeira Tradição, que diz:
“…Sem unidade, o coração de Alcoólicos Anônimos deixaria de bater, nossas artérias mundiais deixariam de transportar a graça vivificante de Deus e as dádivas divinas dadas a nós seriam gastas à toa. De novo em sua prisão, os alcoólicos nos condenariam, dizendo, “que coisa formidável poderia ter sido A.A.!”

Vamos recordar um pouco da fala de Dr. Bob em sua última mensagem: “Existem duas ou três coisas que lampejaram em minha mente, nas quais me amparo para emprestar um pouco de ênfase. Uma delas é a simplicidade do nosso programa. Não vamos estragar tudo com complexos freudianos e coisas que são interessantes para a mente científica, mas que muito pouco tem a ver com nosso verdadeiro trabalho de A.A. Nossos Doze Passos, quando apurados até o fim, se resumem nas palavras ‘amor’ e ‘serviço’. Entendemos o que é o amor e compreendemos o que é serviço. Assim, conservemos essas duas coisas na mente.”

Que o Poder Superior nos ilumine e que possamos preservar a nossa Irmandade para todos que dela precisarem, hoje, amanhã e sempre!
20/11/2011
MCA/Área-MG

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LIDERANÇA EM AA – SEMPRE UMA NECESSIDADE VITAL

TEMA: “LIDERANÇA EM AA – SEMPRE UMA NECESSIDADE VITAL”
EXPOSITOR: MARCOS P. (DELEGADO DE AREA 2009/2010)

Nenhuma sociedade pode funcionar bem senão contar com líderes competentes em todos os níveis e o A.A. não pode considerar-se uma exceção. Às vezes nós AAs abrigamos a idéia que podemos abrir mão de toda liderança ou por outras vezes exigimos que nossos líderes sejam pessoas impecáveis e de inspiração sublime – gente de energia e ação, bons exemplos para todos e quase infalíveis. A verdadeira liderança, certamente, tem que seguir por caminhos intermediários a esses extremos.

Mas o que é liderança?
Liderança é o poder de agregar pessoas, criando uma visão e fornecendo a motivação e as metas necessárias para atingi-la. Está inserida em diversas áreas da sociedade. Seja política, religião, esportes e áreas administrativas não importando se pública ou privada. A liderança deverá permitir ao grupo vislumbrar oportunidades de crescimento e desenvolvimento. Incentivando, mostrando que é possível, adotando uma postura de otimismo e entusiasmo. O verdadeiro líder é aquele que passa e conquista a confiança de seus companheiros, é o espelho para seu liderado. Ao mencionar a expectativa de crescimento, a liderança deverá buscar o comprometimento da equipe por meio da real possibilidade de participação de seus membros no benefício gerado pelo resultado atingido. É necessário muito cuidado para não confundirmos a liderança com a arte de agradar e de demonstrar simpatia para as pessoas. Geralmente, em toda liderança sempre existirá tomadas de decisões que podem agradar ou não as pessoas. O verdadeiro líder é aquele que sabe o que precisa ser feito e faz. O líder é servidor de uma causa, de uma obra. Sua missão é organizar e entusiasmar um grupo de pessoas para juntos servirem a uma causa maior, ou seja, o ambiente ou contexto onde estiver inserido.

Bons líderes são aqueles que têm poder de influência positiva sobre pessoas ou grupos baseado na experiência pessoal e no conhecimento, conquistando credibilidade e confiança e obtendo aceitação, consenso e ação na consecução de objetivos.

Liderar é conduzir um grupo de pessoas influenciando seus comportamentos e suas ações para atingir objetivos e metas de interesse comum deste grupo, de acordo com uma visão de futuro baseado num conjunto coerente de idéias e princípios. Existem características básicas para que um indivíduo possa tornar-se um líder, tais como visão, integridade, conhecimentos, autoconfiança, honestidade, flexibilidade, entre outras tantas qualidades, mas é preciso destacar que nenhum líder é dotado de todas essas qualidades o tempo todo, afinal são pessoas normais e como tais suscetíveis à falhas.
O líder é quem guia, quem toma a frente, quem inspira, quem dá confiança… São muitas definições, mas uma das melhores é: o líder é quem serve. O líder servidor é fundamental para a manutenção e crescimento de Alcoólicos Anônimos. Os líderes não dirigem por mandato, lideram pelo exemplo. Com efeito, dizemos para eles: “Atuem por nós, mas não mandem em nós.” Quando um líder nos guia pela força excessiva, nos revoltamos; mas quando ele se torna um submisso cumpridor de ordens e não usa critério próprio, então ele realmente não é um líder.

Não importa com que cuidado projetemos a nossa estrutura de serviço de princípios e relacionamentos, não importam com que equilíbrio dividamos autoridade e responsabilidade, os resultados operacionais da nossa estrutura não podem ser melhores do que o desempenho pessoal daqueles que compõem essa estrutura e a fazem funcionar. Boa liderança não pode funcionar bem numa estrutura mal planejada. Má liderança não funciona nem na melhor das estruturas.

Com liderança teremos um constante problema. Boa liderança pode estar aqui hoje e desaparecer amanhã. Equipar nossa estrutura de serviços com trabalhadores capazes e com boa vontade tem que ser uma atividade constante. Esse é um problema que por sua própria natureza não pode ser sempre resolvido. Precisamos continuamente encontrar as pessoas certas para as nossas inúmeras tarefas.

Felizmente, a nossa Irmandade é abençoada com toda sorte de liderança verdadeira – o pessoal ativo de hoje e os líderes em potencial de amanhã, de acordo com cada nova geração de membros capazes de lidar com qualquer serviço que lhes possa ser designado. Somente temos que procurar esse pessoal e confiar nele para que nos sirva.

Um líder em A.A. é um homem ou mulher que pode pessoalmente por em prática princípios, planos e políticas de maneira tão dedicada e eficaz que os demais querem apoiá-lo e ajudá-lo a realizar o seu trabalho.

Uma boa liderança elabora planos, normas e idéias para melhoramento de nossa Irmandade e seus serviços. Mas nos assuntos novos e importantes consultará amplamente antes de tomar decisões e atitudes. Boa liderança também é saber que um excelente plano ou idéia pode vir de qualquer um, de qualquer lugar. Portanto, boa liderança abandonará seus acalentados planos por outros melhores e dará crédito aos seus autores. A boa liderança nunca se esquiva. Uma vez segura de que tem ou pode obter apoio geral suficiente, ele toma decisões livremente e as coloca em ação, desde que, naturalmente, essas ações estejam dentro do esquema de sua autoridade e responsabilidade.

Boa liderança reconhece que mesmo as grandes maiorias quando muito perturbadas ou não informadas podem, às vezes, estar completamente enganadas. Quando tal situação aparece, ocasionalmente, e algo de importância vital está em jogo, é sempre dever da liderança, mesmo que em pequena minoria, tomar posição contra a tormenta, usando toda a sua habilidade de autoridade e persuasão para efetuar a mudança.

Boa liderança não se esquiva, quando requisitada, tem sempre que apresentar as suas razões e que sejam boas. Um líder precisa reconhecer que mesmo as pessoas mais orgulhosas ou raivosas podem muitas vezes estar totalmente certas, enquanto as mais calmas e humildes podem estar enganadas.

Outro qualitativo para a liderança é o dar e receber, a habilidade de transigir sempre que possa progredir uma situação que aparenta ser a direção certa. Fazer concessões é sempre difícil para nós, pessoas de tudo ou nada. Entretanto não podemos esquecer de que o progresso é quase sempre caracterizado por uma série de concessões vantajosas. Ás vezes, entretanto, é necessário fincar o pé em determinada convicção sobre um assunto até que ele se esclareça.

Liderança muitas vezes tem pela frente críticas pesadas e às vezes de longa duração. È um teste pesado. Há sempre os críticos construtivos, os nossos amigos de verdade. Nunca podemos deixar de ouvi-los atenciosamente. Devemos estar dispostos a deixar que eles modifiquem as nossas opiniões ou que as mudem completamente. Muitas vezes, também, teremos que discordar e fazer pé firme sem perder a sua amizade.

Há também aqueles que gostamos de chamar de nossos críticos destrutivos. Conduzem pela força, são politiqueiros, fazem acusações. Talvez sejam violentos, maliciosos. Eles soltam boatos, fazem fofocas para atingir seus alvos – tudo pelo bem de A.A., naturalmente! Mas em A.A. já aprendemos, afinal, que esses sujeitos, que devem ser um pouco mais doentes do que nós, não são tão destrutivos assim, dependendo muito de como relacionamos com eles. Para começar devemos ouvir cuidadosamente o que eles dizem. Algumas vezes estão dizendo toda a verdade; outras vezes somente parte da verdade, embora frequentemente estejam errados. Se eles estiverem certos, nós o agradecemos; se estiverem errados, nós os perdoamos, afinal, estão mais doentes que nós. De qualquer forma esses são bons testes para a nossa tolerância e paciência.

Um atributo da mais alta importância da boa liderança é a visão.
Visão é a habilidade de fazer boas estimativas, tanto para o futuro imediato como para o futuro mais distante. Parece um contra-senso ao nosso “um dia de cada vez”. Mas esse princípio altamente eficaz refere-se à nossa vida mental emocional e quer dizer que não somos tolos para lamentar o passado nem sonhar com o futuro de olhos abertos.

Como indivíduos e como irmandade iremos certamente sofrer se deixarmos toda a tarefa do planejamento para o amanhã nas mãos da Providência. Nos foi dado a todos nós a capacidade de antevisão e devemos usar essa virtude. Precisamos distinguir entre desejos fantasiosos sobre um amanhã feliz e o presente uso das nossas forças de estimativas bem pensadas. A diferença entre progresso futuro e fracasso é determinada aí.
O fazer estimativas tem diversos aspectos. Olhamos para a experiência passada e presente para ver o que pensamos que elas representam. Disso deduzimos uma idéia ou uma norma provisória. Primeiro perguntamos como é que essa idéia ou norma poderá funcionar num futuro próximo. Perguntamos então como é que essa idéia ou norma se aplicaria nas mais diversas condições num futuro distante. Se uma idéia for boa, nós a tentaremos. Reavaliaremos mais tarde se está funcionando bem. Nesse ponto, talvez tenhamos que tomar uma decisão crítica. Devemos responder a pergunta: Poderão as vantagens de hoje se reverter em obrigações amanhã? A tentação de aproveitar os benefícios imediatos, esquecendo-nos dos precedentes nocivos ou das conseqüências que possam resultar.

Essas não são teorias fantasiosas. Temos que fazer uso desses princípios para constantemente fazer previsões. As nossas finanças devem ser avaliadas e distribuídas nos orçamentos. Precisamos pensar nas nossas necessidades de serviço em relação às condições econômicas gerais, às capacidades dos Grupos e boa vontade para contribuir. Frequentemente precisamos pensar com meses e até anos de antecedência.

Todas as Doze Tradições foram inicialmente questões de estimativa e visão para o futuro. A política de auto sustentação e do anonimato foram desenvolvidas assim. Primeiro uma idéia, depois uma norma de procedimento experimental, depois uma firme norma de procedimento e finalmente uma convicção – uma visão para o futuro.

Tolerância, responsabilidade, flexibilidade e visão são atributos indispensáveis entre os lideres de serviços de A.A. em todos os níveis. Os princípios de liderança serão os mesmos, seja qual for o tamanho da atividade.

Talvez isso pareça uma tentativa de projetar um tipo de membro de A.A. privilegiado e superior. Mas não é. Os nossos talentos variam muito. Um regente de orquestra não é necessariamente bom em finanças e previsões e vice-versa. Quando falamos em liderança em A.A. somente declaramos que deveríamos selecionar essa liderança na base de obter o melhor talento que pudemos encontrar.

Embora possa parecer que o assunto “liderança” seja aplicável somente no serviço, ele é útil em qualquer campo de trabalho, particularmente no trabalho dos Doze Passos. Todos os padrinhos são necessariamente líderes. Uma vida humana e geralmente a felicidade de toda uma família está em jogo. O que o padrinho diz ou faz, como prevê as reações dos seus afilhados, como controla e se apresenta bem, como faz as suas críticas e como lidera bem seu afilhado, através de exemplos espirituais pessoais – essas qualidades de liderança podem constituir toda a diferença, muitas vezes a diferença entre a vida e a morte.

Agradecemos a Deus pelo fato de Alcoólicos Anônimos terem sido abençoados com tanta liderança em todos os seus setores.
Fonte: Os Doze Conceitos para serviços mundiais –

PARA O RV – REPRESENTANTE DA REVISTA VIVÊNCIA

Por mais longa que seja a caminhada o mais importante é dar o primeiro passo.

O QUE É A REVISTA VIVÊNCIA?

A revista “Vivência” é a nossa “reunião impressa” para os membros de A.A do Brasil. Redigida, revisada e lida por membros de A.A. e outras pessoas interessadas no programa de A.A. de recuperação do alcoolismo, “Vivência” é uma corda salva-vidas que une um alcoólico com outro.
“Vivência” comunica a experiência, força e esperança de seus colaboradores e reflete um amplo espectro geográfico da experiência atual de Alcoólicos Anônimos com a recuperação, a unidade e o serviço. Publica também artigos de pessoas não alcoólicas, que colaboram espontaneamente com a Revista.
As páginas da “Vivência” são a visão de como cada membro de A.A., de maneira individual, aplica em sua vida o programa de recuperação, e é um fórum para as mais variadas e divergentes opiniões de A.A. do Brasil.
Os artigos não pretendem ser comunicados oficiais de Alcoólicos Anônimos enquanto irmandade, e a publicação de qualquer artigo não implica que Alcoólicos Anônimos e a revista “Vivência” estejam de acordo com as opiniões expressas.
A Revista é editada bimestralmente e todas as colaborações são bem-vindas.

PORQUE SER UM ASSINANTE DA VIVÊNCIA?

A revista VIVÊNCIA, criada sob a inspiração da GRAPEVINE, tem desempenhado satisfatoriamente a sua função, não apenas na troca de experiências, mas também na divulgação da literatura, de eventos e na transmissão da mensagem de AA para os possíveis alcoólicos, seus familiares, para os profissionais da área de saúde, e para a comunidade em geral. A VIVÊNCIA registra a evolução da nossa Irmandade no Brasil a cada dois meses, através de fatos gerados na JUNAAB e das informações recebidas de todas as Áreas. A cada número ela traz notícias sobre Encontro Estaduais, Regionais, Convenções, Conferências, Seminários e outros eventos que refletem o nível de consciência compartilhada a cerca de nossos princípios. A VIVÊNCIA é um excelente meio de divulgação de alcoólicos Anônimos junto à comunidade em geral, um eficaz instrumento do CTO, constituindo-se também extraordinário canal interno de comunicação permanentemente aberto. Externamente é o nosso cartão de visitas para a sociedade. Além disso traz indispensável contribuição para o fortalecimento da nossa preciosa UNIDADE. Os relatos de experiências por companheiros e companheiras de todo o País são recursos adicionais para o melhor entendimento e prática dos TRÊS LEGADOS.

OBJETIVOS PRINCIPAIS DA REVISTA VIVÊNCIA:

a) Informar o público em geral como funciona a Irmandade de A. A.
b) Destacar o Programa de Recuperação de A. A. através dos depoimentos de companheiros que chegam à redação.
c) Informar aos membros e aos Grupos de A. A. o que a Comunidade Profissional pensa a respeito da nossa Irmandade e sobre os problemas do alcoolismo.

Qual a importância da Revista Vivência para a divulgação da mensagem de A.A.

VIVÊNCIA, É uma forma de atração e não de persuasão. Condensamos material de inquestionável interesse não só para quantos foram ou ainda são vitimas do alcoolismo, mas, igualmente, para aqueles que se preocupam em conhecer, no âmago, a complexidade de um problema que tantos males tem causado à humanidade.
Ela foi criada com a finalidade de veicular o pensamento da comunidade sobre o programa e os princípios da irmandade, pensamento este externado na forma de depoimentos ou comentário sobre como cada um pratica o programa sugerido de A.A., e como os princípios têm sido assimilados e praticados em proveito próprio da instituição como um todo.
Por outro lado, em se tratando de uma publicação acessível ao público em geral, a revista desempenha, também, o seu papel institucional na medida em que transmite a esse público o que é, o que faz, como faz, e o que deixa de fazer Alcoólicos Anônimos enquanto Irmandade. Neste particular é com indisfarçável satisfação que registramos sua plena aceitação, principalmente por parte da comunidade profissional que conosco comunga do mesmo propósito primordial, dentro de uma mesma visão e com a mesma abordagem acerca do problema do alcoolismo.
Assim, quanto à sua finalidade, não restam dúvidas de que a VIVÊNCIA tem preenchido este seu duplo papel, em que pese o fato dos seus primeiros números haverem sido editados em caráter experimental. A nossa dificuldade não está, pois, na revista em si como publicação, mas na quase impossibilidade de mantê-la como órgão financeiramente autônomo dentro da estrutura dos nossos serviços considerados essenciais.
Sabem os que lidam no campo empresarial das comunicações, e nele no particular de jornais e revistas, que as publicações desse gênero vão buscar seus recursos financeiros na venda de espaços para a publicação de anúncios e de matéria de cunho institucional por parte de empresas e instituições. A nossa revista, muito embora tenha também o público externo como destinatário, não pode, por força de um nosso princípio tradicional, buscar nessa fonte os recursos financeiros de que necessita. Neste caso é a própria Irmandade que terá de arcar com o sustento financeiro da sua revista, seja por meio de assinaturas seja por meio de venda avulsa por parte das Centrais e Intergrupais de Serviços.
Apesar das dificuldades o número de assinantes vem aumentando e aumentará muito mais quando cada um fizer do seu companheiro, amigo, parente ou colega de serviço mais um assinante da nossa revista.
Ao longo de toda a sua história, a Revista Vivência vem contribuindo, de forma decisiva, para firmar e para difundir a cultura de A.A., importante e fundamental fator de coesão e de unidade. Tem sido também, o veículo de expressão das experiências pessoais de numerosos membros da Irmandade, assim como o meio disponível que lhes tem possibilitado expressar as suas visões, emoções, experiências e esperanças, ou, simplesmente, servido para contar as suas histórias. Ela tem sido a expressão da alma de A.A. e, por isso, traz toda a riqueza da criação humana.

Como melhor divulgar a revista Vivência aos Profissionais

A VIVÊNCIA – EXISTIR PARA SERVIR. Não tem opinião sobre assuntos alheios à Irmandade de Alcoólicos Anônimos e nem pretende entrar em qualquer controvérsia, dentro ou fora da Irmandade. Nosso objetivo é o de levar a mensagem salvadora de A.A. ao alcoólico sofredor. Não estamos trabalhando com uma mercadoria qualquer. Estamos lidando com vidas humanas, o mais precioso dos bens.

A sobriedade só tem sentido se for partilhada com outros. Aliás, este é o método mais eficiente para nos conservarmos sóbrios. Quando tudo falha, esta opção funciona. Não podemos desperdiçar energias inutilmente. Outros alcoólicos morreriam, se o fizéssemos. E quando qualquer um, seja onde for, estender a mão pedindo ajuda, queremos que a mão de A.A. esteja sempre ali. E por isso, nós somos responsáveis.

VIVÊNCIA, por isso mesmo, é uma proposta sedimentada no universo vitorioso de A.A. É uma forma de atração e não de persuasão. Condensamos material de inquestionável interesse não só para quantos foram ou ainda são vitimas do alcoolismo, mas, igualmente, para aqueles que se preocupam em conhecer, no âmago, a complexidade de um problema que tantos males tem causado à humanidade.

REVISTA VIVÊNCIA E CTO – COMPARTILHANDO A MENSAGEM

O propósito primordial de Alcoólicos Anônimos é transmitir a sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre. A finalidade básica do CTO – Comitê Trabalhando com os Outros é organizar, estruturar, padronizar e facilitar a divulgação da mensagem de A.A..
No desempenho dessas atribuições o CTO conta com uma poderosa aliada que é a REVISTA VIVÊNCIA, cujo conteúdo contribui efetivamente de duas maneiras: na formação e na informação. Na formação dos servidores do comitê ela apresenta artigos sobre a atuação do CTO nas outras áreas, constituindo-se numa valiosa troca de experiências que nos proporciona oportunidades para o aprimoramento do nosso trabalho.
Mas, é no campo da informação, ou seja, na transmissão da mensagem de A.A. que a Vivência apresenta uma performance excepcional. Uma pessoa que não conheça Alcoólicos Anônimos ao ter em mãos um exemplar da nossa Revista percebe claramente, pela apresentação gráfica, que ela é elaborada com capricho e carinho. Ao manuseá-la o leitor encontra já nas primeiras páginas o Preâmbulo que é uma síntese da finalidade de A.A., além dos enunciados dos Doze Passos e das Doze Tradições. Mais adiante, encontra uma variedade enorme de artigos que vão, desde depoimentos de membros, trechos da literatura de A.A. até artigos de profissionais da saúde, educação e outros. Aliás, os artigos de profissionais constituem uma recomendação do nosso trabalho junto à comunidade, abrindo portas para que conquistemos mais amigos.
“A história de A.A. esta repleta de nomes de não alcoólicos, profissionais e leigos, que se interessaram pelo programa de recuperação de A.A.. Milhões de nós devemos nossas vidas a essas pessoas e nossa dívida de gratidão não tem limites.” (Do folheto: A.A. em sua Comunidade).
Portanto, ao oferecermos um exemplar da revista ou uma assinatura para alguém não- alcoólico estamos também contribuindo para levar a mensagem e fazendo um trabalho de CTO, que é o agente da Quinta Tradição e do Décimo Segundo Passo. Muitas pessoas que tomam conhecimento da nossa Revista acabam ficando interessadas pelos assuntos ali tratados e tornam-se assinantes.
Mas é no trabalho do Décimo Segundo Passo e na Quinta Tradição que a Vivência vem ampliando a sua participação junto aos Comitês Trabalhando com os Outros dos Grupos , no trabalho de estudos e treinamentos para melhoria e padronização da mensagem de nossa Irmandade. A sua dinâmica com experiência atuais e passadas de membros de A.A., e de nossos profissionais amigos, são matérias facilitadoras para compreensão e aplicação dos Princípios de Alcoólicos Anônimos.
Queremos ressaltar que a Vivência não foi criada objetivando substituir nossas literaturas oficiais de Alcoólicos Anônimos. “ A Revista tem como objetivo principal, o de informar ao público em geral como funciona a Irmandade de A.A., destacando o Programa de Recuperação, tendo também a finalidade de informar aos membros e aos Grupos de A.A. o que a comunidade profissional pensa a respeito de nossa Irmandade e sobre o problema do alcoolismo”. (Manual de Serviço de AA, pág. 125).
Assim podemos destacar dentro do seu conteúdo:
.Apadrinhamento, principalmente, aos recém-chegados na compreensão do Programa de Recuperação através dos depoimentos pessoais;
.Complementação ao trabalho do Comitê Trabalhando Com Os Outros através dos depoimentos pessoais e artigos de profissionais amigos;
.Apadrinhamento aos profissionais de diversas áreas no conhecimento de como funciona o Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos;
.Artigos dos Profissionais amigos que nos ajuda a compreender a doença do alcoolismo, e a visão dos mesmos nas práticas diárias com os bebedores-problemas;
.Enfim, o apadrinhamento nos Princípios de AA: Recuperação, Unidade e Serviço.

CTO E A VIVENCIA

Todos nós sabemos que CTO significa Comitê Trabalhando com os Outros, gostaríamos de interpretar essas letras para “Companheiros em ação com os outros”, ora Bill não dizia que o Alcoólicos Anônimos é uma sociedade de alcoólicos em ação, assim resumidamente toda a nossa ação seja ela para a manutenção da nossa estrutura, a edição de livros, periódicos, informativos e livretes têm como finalidade exclusiva a transmissão da mensagem ao alcoólico que ainda sofre. Devemos utilizar todos esses meios sempre que possível como ferramenta eficaz na transmissão da mensagem àqueles que precisam. Nos Estados Unidos a Revista Grapevine é tida por alguns como a principal ferramenta de Décimo Segundo Passo, e nos trabalhos de Informação ao
Publico.
Sabemos o quanto a nossa Vivencia tem ajudado muitos alcoólicos (as) na manutenção da sua sobriedade porque não podem frequentar as reuniões em nossos grupos, pelos mais variados motivos, ou seja, companheiros (as) que se encontram em locais longínquos e de difícil acesso, os que cumprem pena em regime fechado, os que se encontram internados em clinicas de recuperação ou hospitalizados, os que cumprem jornada de trabalho a noite então eles (as) “frequentam a nossa reunião impressa”, a forma como a Vivência é conhecida, pois como nas nossas reuniões presenciais o conteúdo da revista também é o compartilhar e experiências forças e esperanças.
Temos assim o conhecimento da eficácia da Vivencia na manutenção da recuperação do alcoólico, porque então não a utilizamos como meio de abordagem ao alcoólico que ainda sofre, porque não a utilizamos como de meio de informação e aproximação com toda a comunidade profissional das mais variadas especialidades, talvez estejamos sendo redundante, pois uma grande parcela de companheiros(as) da nossa irmandade tem conhecimento desta ferramenta de comprovada eficácia, o que nos falta de fato é ação. Precisamos é deixar de ver a Revista como um periódico gerador de receitas, mas sim como ferramenta auxiliar da mensagem de A.A.
Ressaltamos que nos Estados Unidos a Revista Grapevine, a nossa Revista pioneira, em muitos anos apresentou resultado financeiro negativo, mas não deixou de cumprir o seu papel na transmissão da mensagem, pois lá não se poupa esforços sejam eles financeiros ou não para que a mensagem chegue ao seu destino. Pó outro lado acreditamos que os exemplares já lidos devem continuar com o seu propósito de oferecer ajuda aos que precisam após a leitura pelo assinante, dentre as forma de utilização desses exemplares, para que a mensagem siga adiante, destacamos por experiência as seguintes:
o Deixe no consultório do seu médico ou dentistas, quando não oferecer
assinatura de cortesia.
o Encaminhe para as clinicas de recuperação e instituições de tratamento
o Encaminhe para as instituições prisionais depois de contato prévio
o Deixe no salão do seu cabeleireiro
o Ofereça ao familiar que pediu ajuda
o Faça chegar ao companheiro (a) que se afastou
o Presenteie o ingressante
o Traga para o grupo para ser utilizada como tema de estudos
Essas são algumas maneiras simples de utilização da Revista, que podem ser
facilmente adotadas. Precisamos ampliar a nossa base de dados dos nossos amigos profissionais da medicina, psicologia , psiquiatria e outros da áreas sociais, através de assinaturas de cortesia que vem caindo ano a ano, e isso exige um trabalho de responsabilidade e amor dos nossos representantes da Vivencia em todos os níveis da nossa estrutura. Sabemos que quando falamos com o coração a mensagem chega e atinge, não temos duvida que os depoimentos contidos na nossa Revista são a mais a pura linguagem do coração, reflitamos sobre isso.

CTO e Vivência: Caminhando juntos

Qual o objetivo do CTO?

É fazer cumprir a nossa Quinta Tradição:
“Cada grupo é animado de um único propósito primordial – o de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre”.

O Comitê Trabalhando Com os Outros organiza, estrutura e padroniza a divulgação da mensagem de A.A., pois nenhum alcoólico poderá ser ajudado se não souber o que é A.A. e onde poderá ser encontrado.

A Revista Vivência pode ajudar o CTO atingir seus objetivos? De que modo?

Na página 01 da Revista, no Preâmbulo, há uma síntese do que é Alcoólicos Anônimos. Nossos Passos, Tradições, Conceitos, 12 Perguntas e endereços dos ELS também estão inseridos.

As Comissões do Comitê Trabalhando com os Outros:

Muitas vezes utilizamos “terceiras pessoas” para fazer a mensagem de A.A. chegar ao Alcoólico.
Bill utilizou um profissional da Medicina: Doutor Silkwort: um ministro religioso: Reverendo Walter Tunks, a Irmã Ignatia e Sra. Henrietta Seiberling.

O CCCP – Comissão de Cooperação com a Comunidade Profissional – é a Comissão responsável pelo bom relacionamento entre Alcoólicos Anônimos e a imensa gama de profissionais. Esta Comissão entra em contato com os Profissionais da Organização que pretende “dar assistência” aos alcoólicos.

. No 1º contato com o profissional, o companheiro da CCCP leva uma Revista Vivência e oferece ao profissional. No dia da Reunião com os funcionários, oferece alguns exemplares para os mesmos.

A CIP – Comissão de Informação ao Público – é a Comissão do CTO que informa o público em geral sobre o Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos. Ela mantém viva a imagem da Irmandade junto à Comunidade informando principalmente os profissionais sobre o trabalho que pode ser feito com o alcoólico ativo.

Como a CIP pode utilizar a Vivência para atingir seus objetivos?
. A Imprensa: A TV quer fazer um programa sobre o alcoolismo e convida A.A. No 1° contato com o repórter, levar um exemplar da Revista Vivência.
. A Medicina: o médico psiquiatra chama A.A. para colaborar com o hospital psiquiátrico: presenteá-lo com um exemplar da Revista Vivência.
. A Justiça: juízes, promotores, delegados, como funciona o A.A.? Há revistas com depoimentos de detentos, levar um exemplar.
. A Educação: Universidades, Estagiárias: presentear o Reitor e depois os estagiários que chegam aos grupos.
. A Religião: vamos formar um grupo; precisamos do salão da Igreja. Informar o religioso o que é Alcoólicos Anônimos – levar uma revista.
. As Organizações Não-Governamentais, por exemplo, Casas de Recuperação; temos grupo de apoio; levar a cada 15 dias um exemplar e sortear entre os internos.
. Assinatura-Cortesia: na comunidade onde se localiza o Grupo: ao Profissional, ao Religioso, à Assistente Social, ao Médico, etc.
. Nas Reuniões de Informação ao Público: montar um stand com literatura de A.A. e exemplares da Vivência. Um RV presente para a divulgação da Revista:
a) Falar sobre a revista, folheando-a;
b) Deixar a(s) folhear (em) também;
c) Abrir na página: Como saber se alguém é alcoólico?
d) Além de oferecer a assinatura, se notar que a pessoa está interessada, oferecer um exemplar da Vivência.

A CIT – Comissão de Instituições de Tratamento – é a Comissão que leva a mensagem de A.A. aos internos dos hospitais, Clinicas de Repouso. Levando a mensagem de A.A., esta Comissão reforça a possibilidade do paciente alcoólico continuar sóbrio após a alta através da frequência aos grupos de A.A.

Como a Revista Vivência pode ajudar a CIT?
A Revista Vivência traz depoimentos de companheiros que estiveram internados, saíram da internação e foram direto a um Grupo de A.A. Presentear o Diretor da Instituição com um exemplar. No dia da Reunião do Grupo de Apoio, sortear um exemplar entre os pacientes. Eles irão aguardar este momento. A Oração da Serenidade: falar durante o depoimento e mostrar a 4ª capa da Revista.

A CIC – Comissão de Instituições Correcionais – é A Comissão que leva a mensagem de A.A. aos presídios, penitenciárias e Instituições Correcionais. O que faz a Comissão de Instituições Correcionais?
Primeiro: palestras aos funcionários do presídio; é importantíssimo que eles tenham a noção exata de como a Irmandade vê o alcoolismo, sua proposta de recuperação e que tipo de atividade A.A. pretende desenvolver junto aos presos;
Segundo: reunião com os reeducandos alcoólicos.
Como utilizar a Revista Vivência para a CIC atingir seus objetivos?
No 1º contato com o Diretor do Presídio: levar uma Revista Vivência. Presentear os funcionários e os reeducando.

Como poderemos adquirir para o Comitê Trabalhando com Os Outros as revistas para este trabalho maravilhoso da Quinta Tradição?
. solicitando aos companheiros que queiram colaborar com os trabalhos do Décimo Segundo Passo e Quinta Tradição, que façam doações das Revistas Vivência já lidas.
. aquisição pelo Grupo, Distrito ou mesmo pelo CTO junto aos ELS das revistas com os temas conforme o trabalho a ser realizado. E o mais importante: apadrinhar o ESL que dê desconto para esta aquisição.

Revista Vivência: uma excelente ferramenta na prática dos Três Legados de A.A.

Na Recuperação:

É uma reunião impressa. Identificamo-nos com os depoimentos publicados nas edições da Revista Vivência, pois eles são um veículo de recuperação à nossa disposição a qualquer tempo e lugar possibilitando assim, o conhecimento de relatos “que talvez nunca ouvíssemos”, pois são depoimentos de companheiros e companheiras que estão em outros estados, como por exemplo: nós que moramos em Goiás, como ouvir experiências de companheiros do Acre, Amazonas ou até mesmo no Sul sem nos deslocarmos para lá ou eles para cá?
A Vivência é a manifestação da vontade de Deus através dos membros; fonte geradora de força, experiência e esperança, resultando em maior qualidade de recuperação de seus leitores.

Na Unidade:

Na unidade orgânica dos Representantes de Serviços do Grupo a Vivência é um elo de ligação com o Universo de Alcoólicos Anônimos através de todos os eventos e acontecimentos publicados. É a manifestação do Amor de Deus através dos artigos dos companheiros onde muitas vezes ou quase sempre são inspirados por Deus em bloco. Explico: são muitas experiências sobre um mesmo assunto com prismas diferentes e amplos que transmitem sentimentos, pensamentos e ações que ajudam a transformar o velho homem renovando assim, o sentimento de unidade do novo homem, único e verdadeiro caminho da sobriedade.

No Serviço:

“Quem quiser ser o primeiro, terá que ser servo de todos”.
Ter o privilégio de ser um servidor em A.A. e digo mais: um servidor da Revista Vivência, assim como no Comitê Trabalhando com os Outros e outro qualquer encargo é sem dúvida um tanto complicado e ardil aos olhos do velho homem.
Ser RV, RVD e CRV vem suprindo minhas carências e deficiências gerando crescimento como pessoa, como profissional e na vida familiar. O mais importante tem sido o crescimento espiritual quando imbuído de coragem, sabedoria, amor, boa vontade e anonimato venho servindo o próximo sem nenhum reconhecimento material ou troca de favores pessoais, apenas o mais importante: paz e graça da parte de Deus nosso Pai.

ESCREVER O QUE?

A revista VIVÊNCIA tem se preocupado em compartilhar as maneiras individuais de se praticar nossos princípios. Acreditamos que em A.A. a única forma de ensinar é falando da gente, sobre a nossa experiência, falando a linguagem do coração. Portanto, como já ficou claro em nossas edições, damos preferência aos artigos que falam sobre experiências vividas, sejam elas baseadas em fatos acontecidos dentro da Recuperação do autor, dentro da Unidade do Grupo ou em Serviço de A.A. Talvez você tenha ouvido uma frase numa reunião de A.A. que gostaria de compartilhar, ou talvez somente queira narrar um acontecimento curto de poucas linhas. Não importa o tamanho, mande para nós. Precisamos também de artigos que caracterizem a função informativa de VIVÊNCIA para a comunidade em geral, inclusive de profissionais amigos.

DOZE MANEIRAS DE USAR A VIVÊNCIA

Sente-se ressentido, confuso ou simplesmente aborrecido? Gaste alguns minutos com VIVÊNCIA. Sua leitura lhe trará nova perspectiva do seu problema de bebida, do A.A. e de você.
Para milhares de leitores, em milhares de grupos, no Brasil e no exterior, VIVÊNCIA é muito mais que uma revista. É parte vital deste programa que ajuda homens e mulheres a levar uma vida feliz e produtiva sem álcool.
VIVÊNCIA é um informativo inspirador, mensageiro simpático e prestativo como um membro ou pessoa amiga – ou mesmo um grupo de A.A. de qualquer tamanho. É particularmente útil no apadrinhamento.
Quer ter acesso aos Passos e Tradições? VIVÊNCIA não pode lhe dizer o que fazer, mas certamente pode lhe mostrar a experiência de outros.
Eis algumas formas práticas como VIVÊNCIA é útil para muitos companheiros e grupos:

1. É uma reunião escrita
VIVÊNCIA é a solução ideal para quem não pode assistir às reuniões regularmente ou para quem deseja mais reuniões. Compacta de fácil leitura, a cada bimestre, publica a essência do que de “melhor” você poderia esperar de uma reunião.
2. É o presente ideal
Para um companheiro ou amigo, poucos presentes podem ser mais apropriados do que uma assinatura de VIVÊNCIA. É uma lembrança continuada de sua atenção e fonte de prazer e de inspiração para o presenteado.

3. Preparando palestras
Procurando ideias para fazer uma palestra mais interessante? Você encontrará na leitura de VIVÊNCIA: histórias pessoais, artigos interpretativos, anedotas, noticiário de A.A. do Brasil e do mundo, opiniões de médicos sobre o alcoolismo e o programa de recuperação oferecido pelo A.A. e muitas outras matérias.

4. Informações
Como A.A está chegando aos hospitais e prisões? O que é a Conferência de Serviços Gerais e o que ela significa para os membros de A.A. individualmente? E quanto ao A.A. no resto do mundo? VIVÊNCIA traz o mundo para sua casa e o mantém sempre atualizado.

5. É um fórum
Quer transmitir uma ideia? VIVÊNCIA lhe dá uma visão tão ampla quanto possível de A.A. como um todo, onde você e seus companheiros podem permutar histórias, pontos de vista e interpretações do programa de recuperação.

6. Companheira nas abordagens
Permita que VIVÊNCIA mostre ao recém-chegado o que A.A. realmente é – uma maravilhosa comunidade humana de mais de dois milhões de homens e mulheres em todo o mundo, unidos no propósito comum de permanecerem sóbrios e ajudar outros a alcançarem a sobriedade.

7. Reuniões temáticas mais produtivas
Grupos de todo Brasil estão usando artigos de VIVÊNCIA para discussão em reuniões temáticas. Com VIVÊNCIA, os membros ficam melhor preparados para tais reuniões, capazes de contribuir mais construtivamente.

8. A experiência acumulada
Você pensa que seu grupo tem problemas? Não se preocupe. Procure inteirar-se das inúmeras experiências de grupos publicadas frequentemente em VIVÊNCIA. É uma forma construtiva de manter seu grupo sintonizado com as Tradições.

9. Uma aliada no A.A. Institucional
Existe alguém no seu grupo apadrinhando (ou pretendendo apadrinhar) um grupo em hospital ou numa prisão? Uma assinatura de presente será profundamente apreciada por homens e mulheres com limitados contatos com o mundo exterior.

10. Ofertada ao recém-chegado
Muitos grupos usam VIVÊNCIA como importante ajuda para os programas de apadrinhamento. Encorajam os recém-chegados a ler a revista, a discutir e fazer perguntas sobre os assuntos lidos. Alguns grupos oferecem gratuitamente uma revista a cada visitante.

11. Ligação com a Irmandade
A.A. vem crescendo muito em todo o mundo. Seu grupo, seu distrito ou Área estão experimentando as dores do crescimento? Muitas soluções podem ser encontradas através das experiências compartilhadas em VIVÊNCIA.

12. Arquivo da história de A.A.
VIVÊNCIA espelha os acontecimentos da Irmandade de Alcoólicos Anônimos no momento atual. É uma preciosa coleção da experiência acumulada ao longo dos

Porque a Revista Vivência é importante para os Aas, amigos de A. A. e Profissionais?

A Revista Vivência é …
– Um “Décimo Segundo Passo moderno”. Quantas vezes ficamos inibidos em abandonar o assunto alcoolismo; basta começarmos mostrando Nossa Revista seguida da abordagem;
– Uma “Reunião Ambulante”; podemos levá-la a qualquer lugar e para casa. Quando chegamos cansados do serviço, sem ânimo de irmos à reunião do grupo, ou há alguém doente na família, que nos prende em casa, a Vivência nos servirá de alento para o momento apenas;
– A melhor ajuda para os companheiros que estão em iminente recaída. É só ler qualquer matéria que a compulsão desaparece;
– Como sugestão, poderá ser livro de cabeceira de todo AA, pois lendo toda manhã um trecho de qualquer matéria, ficaremos fortalecidos nas próximas vinte e quatro horas;
– Útil no Apadrinhamento! Basta oferecer uma Revista Vivência ao seu afilhado;
– Importante para esclarecer os Profissionais e a Comunidade, pois divulga Alcoólicos Anônimos e seu programa de recuperação. Poderá chegar aos profissionais e à comunidade através de assinaturas/cortesia;
– Eficaz nas abordagens e aos familiares: basta oferecermos um exemplar da mesma ao alcoólico problemático ou a um familiar do mesmo.

AO REPRESENTANTE DA REVISTA VIVÊNCIA

– Sugere-se que todo RV leia a Revista Vivência para obter subsídios e desenvolver seu trabalho.
– Faça sua própria assinatura, pois ninguém pode divulgar um produto que não conhece.
– A tarefa do RV é divulgar a Revista Vivência junto aos membros do grupo e familiarizá-los com a oportunidade de aprimoramento da sobriedade que ela oferece, através de artigos baseados em experiências pessoais de recuperação escritos por companheiros de A. A., além dos artigos escritos por não Aas sobre suas experiências profissionais. Chamada às vezes de “reunião impressa”, a Vivência também publica um calendário mensal dos eventos especiais de A. A.
– Ao RV eleito pelo grupo, sugere-se enviar seu nome e endereço para Vivência, Caixa Postal 580, CEP 01060-970, São Paulo – SP. Os mesmos dados devem ser enviados para o Coordenador de Publicação e Literatura da Área. Com estas informações ele será devidamente cadastrado e receberá regularmente a correspondência com os formulários de assinatura da Vivência.

Outras atribuições do RV

– Informar ao grupo a chegada de cada nova edição e comentar sobre as matérias nela publicadas;
– Fazer com que a Vivência sempre esteja exposta em lugar visível no grupo e, se possível, manter um pequeno mural com frases da última edição, cupom de assinatura, lista das assinaturas vencidas e a vencer, etc.
– Sugerir ao grupo que ofereça, assinaturas de cortesia da Vivência a médicos, juízes, advogados, delegados, assistentes sociais, jornalistas, repórteres, etc.
– Sugerir ao grupo que use artigos da Revista nas reuniões com temas e nos trabalhos do CTO – Motivar os membros do grupo a mandarem colaborações para a Vivência: artigos, desenhos, etc.
– Solicitar aos profissionais, principalmente àqueles que conhecem o nosso programa, o envio de artigos à Revista.
– Orientar e motivar os companheiros a fazerem ou renovarem suas assinaturas, e encaminhar à Vivência as assinaturas, renovações e sugestões dos assinantes.
– Seria bom que o RVD participasse das Reuniões Mensais do Distrito apresentando sugestões para o RSG, incentivando a eleição do RV e, caso o grupo ainda não possua, o RSG faria a divulgação da Revista.
– Ao RVD que tiver condições de visitar os Grupos de seu Distrito sugere-se apadrinhar ou acompanhar o RV do Grupo falando sempre sobre a Revista Vivência e principalmente sobre o tema específico de cada edição.
– A participação do RVD na Reunião Mensal da Área, na medida do possível, também é importante.
– Tudo que fizermos para A. A. através de um trabalho como Servidor de confiança estaremos fazendo para nós mesmos.

COMO CONQUISTAR E MANTER OS ASSINANTES DA REVISTA
VIVÊNCIA?
1) Da importância dos Detalhes
• As melhores técnicas de conquistar assinantes não custam absolutamente nada.
• Os assinantes adoram cortesia, simpatia, entusiasmo, alegria e companheirismo.
• Um aperto de mão, um abraço com alegria e a satisfação em atender, valem mais que todas as promoções que são feitas por outros meios.
2) Acompanhamento
• a chave da fidelidade do assinante é o acompanhamento.
• Jamais esquecer o assinante. Jamais deixar que ele esqueça.
• Será bem sucedido quando se faz o acompanhamento dos membros assinantes
3) Contato Pessoal
• A propaganda é apenas 1% do processo de divulgação; o contato no dia a dia é o que realmente funciona.
• Nada substitui um contato pessoal e caloroso.
• Todos querem se sentir únicos, esperados e importantes.
4) Sorrir
• A cada dia olho no espelho e analiso como anda a minha expressão facial.
• Evito expressão de indiferença
• Elimino a expressão de tristeza.
• Reforço toda expressão de alegria.
• Sorrio com franqueza quando falo algo.
5) Demonstração do Produto
• Valorizo cada demonstração, pois represento pessoas que se envolveram no processo das edições.
• Procuro sempre mostrar da melhor forma a Revista Vivência e os Serviços.
• Os apelos feitos para os olhos são 70% mais eficazes do que apenas o uso das palavras.
6) Facilidade e Agilidade
• Quanto mais facilito e agilizo a operação, mais os assinantes são atraídos.
• Manter as coisas simples, eliminando burocracia excessiva.
7) Laços de Companheiros
• Faço amigos. Todos gostam de comprar amigos.
• Procuro encantar os assinantes.
• Lealdade e transparência nas informações.
8) Comodidade
• Faço tudo para que o assinante ache cômodo fazer assinatura ou renovar comigo.
• Jamais dificulto as coisas.
• Procuro ser solução e não problema para o assinante.
9) Credibilidade
• Os pequenos atos desonestos prejudicam tanto ou mais que os grandes.
• Não prometo o que não posso cumprir.
• Evito criar altas expectativas.
• Procuro fazer mais que prometi.
• Os companheiros precisam confiar em mim para fazer ou renovar assinaturas.
• Eu sou a imagem da estrutura de serviços da Irmandade.
10) Motivação
• Pensamento positivo me transforma naquilo que penso.
• Ajo entusiasticamente.
• Entusiasmado, contagio meus companheiros RV’s, RVD’s e eles, os assinantes.
• “Não” é a palavra mais desmotivante.
11) Assinantes satisfeitos
• Assinantes satisfeitos são meus mais poderosos aliados.
• Minha principal tarefa é fazer o assinante feliz.
• Eles voluntariamente farão divulgação da Revista Vivência e da Irmandade.
12) Ação
• Haja o que houver, ajo.
• Perdendo tempo, destruo muitas oportunidades.
• Procuro a perfeição: sempre algo para melhorar.
• Ideias não são suficientes, somente a ação importa.
13) Reclamações
• Para cada reclamação, outros 20 assinantes com o mesmo problema não o fizeram.
• A reclamação é de grande valia para sanar os erros e melhorar sempre mais.
• Transformo o assinante queixoso em assinante ativo.
14) Persistência
• Em geral, não é no primeiro contato que a pessoa assina a Revista Vivência.
• A maioria desiste apenas a um passo do sucesso. Thomas A. Edison, um dos maiores gênios da nossa História, persistiu mil vezes até inventar a lâmpada elétrica.
15) Criatividade
• Uso a imaginação.
• Observo e anoto tudo o que pode ser mudado e melhorado.
• Não imito, crio.
• As boas ideias possuem uma elegante simplicidade.
• Toda ideia nova é absurda, até que se torne um sucesso.
16) Acreditar em si mesmo
“Eu posso” é uma sentença poderosa. Há situações em que meu “faro” é fundamental.
• Ouço a minha intuição.
• Acredito em mim, mesmo que ninguém mais acredite.
Se eu não acreditar em mim, quem o fará?
• Todos gostam de compartilhar com o otimista.
REVISTA VIVÊNCIA
NA ÁREA 02 – MG
PODEMOS AJUDAR?
Se você é ASSINANTE DA REVISTA VIVÊNCIA na ÁREA 02 – MG, ou deseja ser um assinante, ou mesmo, renovar a sua assinatura, presentear e no seu Grupo Base não tem o RV (Representante da Revista Vivência) e no Distrito ao qual o seu Grupo faz parte, não tem o RVD (Representante da Revista Vivência do Distrito), nos colocamos a sua disposição para ajudar, basta manter contato.
e-mail: rvpodemosajudar@gmail.com

ANONIMATO

5. Anonimato
5.1. A respeito de colocar a tradição do anonimato em primeiro lugar
Box 4-5-9, Natal / 1988 (pág 10-11) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday88.pdf
Titulo original: “Respecto a colocar en primer lugar la tradicion de anonimato”.
Recentemente, em uma reunião de Grupo celebrada em Nova Jersey, um dos participantes propôs uma modificação de grande monta na literatura de A.A. Provocou alguma comoção. A proposta era que a Décima Segunda Tradição, também conhecida como a tradição do anonimato, fosse “elevada” da última da lista para ser dali em diante a Primeira Tradição. Um dos temas tratados nessa reunião, foi como reativar a consciência interna da Irmandade a respeito da importância do anonimato para o futuro desenvolvimento e sucesso de A.A. O membro em questão usou o seguinte argumento: Se o anonimato é de primeira importância para o bem estar de A.A. – e certamente é, então a tradição do anonimato deve ser a primeira e não a última e por conseguinte deve encabeçar a lista. Considerando o mal compreendido que devem estar o significado e o propósito por parte dos membros em geral, esta sugestão parecia ter seu mérito. Efetivamente, esta nova lógica quase nos estava gritando que o “álcool” e o “anonimato” eram as palavras-raízes do nome da Irmandade. Portanto, já que o “álcool”e o tema e o impulso principal do primeiro dos Doze Passos, não seria justo e apropriado que “anonimato”, com a mesma importância no que diz respeito à Irmandade, fosse o tema e o impulso principal da primeira das Doze Tradições? Parece fazer sentido. Mas, realmente o tem? Alguns dias depois dessa reunião em Nova Jersey, o subcomitê de Informação Pública dos Custódios foi informado desta proposta – e seguiu-se uma discussão muito instrutiva da qual surgiu, aliás, com grande rapidez, evidência incontrovertível de que a Decima Segunda Tradição, a tradição do anonimato, é a décima segunda e última porque assim deve ser. De acordo com a exposição do membro do comitê, na mente da maioria dos principiantes – inclusive na de grande parte de membros com vários anos de sobriedade, e com certeza para a maioria das pessoas de fora da Irmandade, “anonimato”equivale a “vergonha”ou “medo”,e praticar o anonimato é esconder-se. Esta é, de fato, a impressão provocada pela palavra “anonimato” quando não é devidamente explicada, principalmente no que se refere aos membros de A.A. Se o mero ou simples anonimato, não explicado, fosse o tema da Primeira Tradição, não iria ser convidativo para o leitor explorar as outras onze, nas que se baseia a tradição do anonimato. Pelo contrário, poderia causar repulsão e, portanto privá-lo, talvez para sempre, de um dos verdadeiros tesouros de A.A. Portanto, os motivos do anonimato estão explicados cuidadosa e individualmente nas onze tradições que lhe precedem, com a finalidade de que o membro de A.A. ao chegar à Décima Segunda tenha plena consciência das lições que aprendeu, assim como o consolo, a tranquilidade e outros benefícios derivados da prática do anonimato. De acordo com o comitê, ninguém propôs que o Décimo Segundo Passo, que começa dizendo “Tendo experimentado um despertar espiritual, por meio destes Passos…” – quer dizer, os onze anteriores, deveria mudar de lugar na série, passado último para o primeiro. De forma semelhante, as lições, os objetivos e os benefícios descritos nas primeiras onze tradições estão resumidos e consumados na Decima Segunda Tradição que diz “O anonimato é o alicerce espiritual das nossas Tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades”. Teria algo de ruim (ou “anti-programa”) pôr em dúvida a colocação da tradição do anonimato e depois dedicar uma séria discussão ao assunto? Definitivamente, não. Desde tempos remotos, quando a literatura básica de A.A. começou a ser publicada, sempre houve membros que encontraram palavras ou locuções que, no seu modo de ver, deveriam ser mudadas. Talvez algumas frases inteiras deveriam ser riscadas ou alguns parágrafos suprimidos, ou reorganizados – ou removê-los para outro lugar. Por muito acertada que possa parecer alguma correção ao primeiro olhar, uma consideração mais aprimorada demonstra, a maioria das vezes, que, com relação ao que precede e segue, o conteúdo é precisamente o que deve ser e está onde deve estar sem possibilidade de “melhorá-lo”.Aos que propuseram a mudança, assim como aos demais, a discussão lhes ensinou o raciocínio original que colocou a tradição do anonimato como a décima segunda e última, e ainda deu a este raciocínio uma nova e viva força.

5.2. Fotografias nos eventos de A.A.: Pensar antes de clicar
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 2007 (pág. 3-4) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_febmar07.pdf
Título original: “Fotos en los eventos de A.A. Pensar antes de pulsar”.
Atualmente, quando se podem bater fotos dos nossos amigos de A.A. com um rápido movimento de “focalizar e clicar”a partir de qualquer telefone celular, está mais fácil que nunca esquecer a Decima Primeira Tradição de A.A. que diz: “Nossas relações com o público baseiam-se na atração em vez da promoção; cabe-nos sempre preservar o anonimato pessoal na imprensa, no radio e em filmes”. E de fato, esta Tradição resistiu às provas do tempo.
Na Conferência de Serviços Gerais de 1974, Ruth H., então Delegada do Sudeste de Nova York, disse: “Recentemente um membro local tirou fotos de todos os assistentes a um aniversário pessoal, sem perguntar a ninguém se queria ou não ser fotografado. O participante de honra (que está sóbrio há muitos anos em A.A.) foi fotografado junto com os oradores e cortando o bolo, como se fosse um casamento. Quando perguntou ao fotógrafo se havia pedido permissão aos assistentes para tirar fotos, ele disse: ‘É o meu Grupo e a câmera é minha’”. Em outro caso, relatou Ruth, um membro que tinha sido fotografado na reunião de seu aniversario, “ingenuamente colocou a fotografia na mesa da sala de estar da sua casa. Um vizinho entrou, olhou e indicou com o dedo
outra pessoa na foto dizendo ‘não sabia que ele era membro de A.A.’”. Esse assunto, disse Ruth, “foi apresentado na assembleia de Área. Alguns disseram: ‘todo mundo me via bêbado, porque haveria de me esconder em A.A.?’”. Outros opinavam que se poderia afugentar os principiantes, ou, pelo contrário, os principiantes podem pensar que ficaria bem chegar na próxima reunião de aniversário munido de uma câmera. Depois de discutir o assunto, Ruth disse,
“a assembleia aprovou a moção de que nosso comitê de Área‘sugere energicamente’ que não sejam feitas fotografias em nenhuma reunião de A.A. – para proteger o anonimato de todos os presentes e não afugentar os participantes, uma vez que fazer fotos viola ‘o espirito da Primeira, Décima Primeira e Décima Segunda Tradições’”. Atualmente, a decisão de fazer ou não fazer fotos de membros de A.A. nos eventos de A.A. é um assunto de consciência de Grupo. Por exemplo, antes ou depois do último café da manhã/almoço da Conferência de Serviços Gerais, são feitas muitas fotografias – mas não durante nenhuma das sessões plenárias. De acordo com um membro do pessoal do Escritório de Serviços Gerais – ESG, a experiência coletiva de A.A. indica que deve ser consultada a consciência de Grupo antes de tomar uma decisão desse tipo. Se a consciência de Grupo não aprova que se façam fotos, seria prudente anunciar essa decisão de forma reiterada a todo o Grupo. E em todos os casos, antes de fazer uma fotografia de um ou mais membros, é sugerido pedir permissão tanto a eles como ao servidor indicado pelo Grupo para lidar com esse assunto. Repetidamente, a experiência demonstrou aos AAs que estar no foco do público é perigoso para a nossa sobriedade pessoal – e para nossa sobrevivência coletiva se quebramos o anonimato
diante do público e depois nos embriagamos. Mas, como disse Bill W., nosso cofundador, “era preciso dar a conhecer A.A. de alguma maneira. Assim, recorremos à ideia de que seria muito melhor deixar que nossos amigos o fizessem por nós” – entre eles, nossos sete Custódios não alcoólicos (no Brasil são quatro). Podem ficar na frente das câmeras ou utilizar seus nomes completos sem risco para si próprios ou para a Irmandade. Assim, fazem chegar a mensagem de A.A. a muitos alcoólicos doentes e aos profissionais que os assessoram e cuidam deles. Numa seção do Livro de Trabalho de Informação Pública são oferecidas sugestões “Para levar a mensagem através dos meios de comunicação”. Sugere que quando um membro de A.A. aparece na TV, o rádio ou internet, e se identifica como tal, “será prudente fazer alguns acertos anteriores com o entrevistador para que seja utilizado apenas o primeiro nome, e para que sua imagem apareça em forma de silhueta, sem possibilidade de ser identificada. Na Conferência de Serviços Gerais de 1968, foi manifestada a opinião de que‘aparecer na TV de uma maneira que se possa ver todo o rosto é uma quebra de anonimato ainda que não seja revelado o nome completo’”.Entretanto, se um membro de A.A. aparece publicamente como um alcoólico em recuperação, mas não revela que é membro de A.A., “não há nenhum problema com respeito ao anonimato. O membro aparece como qualquer outro convidado pode utilizar seu nome completo e sua imagem pode ser reproduzida normalmente”. É importante ter em conta que “um membro de A.A. que apareça como tal, com o anonimato protegido, em um programa de entrevistas deve explicar com antecedência ao entrevistador que os AAs tradicionalmente limitam seus comentários ao programa de A.A. O membro não se apresenta como um especialista nem fala a respeito da doença do alcoolismo, as drogas, o índice de suicídios, etc.”. Tradicionalmente, “os AAs falam por si próprios, não pela Irmandade em seu conjunto”. Geralmente costumam ressaltar que “o único interesse de A.A. é a recuperação e a sobriedade continuada” dos alcoólicos que procuram a Irmandade em busca de ajuda. E que, “quando falamos como membros de A.A. nos asseguramos de dizer que A.A. não opina sobre assuntos alheios à Irmandade”.
Ao refletir sobre as nossas Tradições de anonimato no número de outubro de 1948 da Grapevine, Bill W. expressou com franqueza e um toque de humor, uma ideia que ainda tem ressonância na atualidade: “Temos bons amigos à direita e à esquerda, tanto entre os proibicionistas como entre os anti proibicionistas. Como a maioria das sociedades, às vezes somos escandalosos – mas nunca em público… Nossos amigos da imprensa e do rádio superaram-se a si próprios. Qualquer um pode ver que parecemos estar mimados. Nossa reputação já é muito melhor que o nosso caráter real”.

5.3. Mais perguntas sobre o anonimato
Box 4-5-9, Primavera (Mar.) 2013 (pág 1-2) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_spring13.pdf
Título original: “Más preguntas sobre el anonimato”
No número de outono (Set.) de 2012 do Box 4-5-9 apareceram várias perguntas e respostas relacionadas com o anonimato a nível pessoal – por exemplo, durante as reuniões de A.A. e diante do público, baseadas na Décima Primeira Tradição de A.A. (N.T.:1). Como indicado no primeiro parágrafo desse artigo, aquelas perguntas e respostas era apenas uma pequena parte das indagações que chegam ao Escritório de Serviços Gerais – ESG, em Nova York. Neste artigo trataremos de algumas mais.
Pergunta. –
Faz pouco tempo, num artigo da imprensa (ou Internet ou vídeo) apareceu a fotografia de um membro de A.A. acompanhada do seu nome completo. O ESG irá encaminhar a esse membro algum comunicado para indicar-lhe que isso é uma violação da Tradição do anonimato?
Resposta. –
A resposta do membro do pessoal do ESG lotado na seção de Informação Pública é muito provável que seja algo parecido com o seguinte: “Permita-me que lhe explique como tratamos as quebras de anonimato aqui no ESG. Quando chega ao ESG uma noticia de quebra de anonimato documentada e pode ser identificada a Área onde mora o membro em questão, enviamos uma cara ao Delegado dessa Área, com cópias do artigo ou transcrição e umas cartas-modelo de resposta adaptáveis à situação. O Delegado normalmente escreve ao membro. Este procedimento está baseado numa Ação Recomendável da Conferência.
De maneira geral, não contatamos os profissionais da mídia com referência a quebras de anonimato quando suas reportagens foram baseadas em informações facilitadas por um membro de A.A. Pedimos a colaboração da imprensa naquilo relacionado com manter nossa Tradição de anonimato, mas esses profissionais não são obrigados a seguir nossas Tradições a esse respeito. A responsabilidade de respeitar a Tradição do anonimato não cabe aos profissionais da mídia, mas ao membro individual de A.A. Tratamos sempre de nos comunicar de uma maneira não punitiva e que não possa ser
interpretada como tal de maneira a não provocar ainda mais controvérsia escrevendo alguma coisa que possa ser publicada mais tarde num jornal, revista, etc. como sendo ‘A opinião de A.A.’” Pergunta. – O membro do pessoal do ESG envia a mesma carta de “Quebras de Anonimato”ao Delegado quando num obituário está indicado que o falecido era membro de A.A. e também são publicados os nomes completos de outros membros de A.A.?
Resposta. –
De maneira geral, aos membros de A.A., parece-lhes pouco sensato quebrar o anonimato de um membro inclusive depois de morto, mas em todo caso, a decisão final sobre essa questão cabe à família do membro. Entretanto, os membros de A.A. concordam com que deva ser respeitado o anonimato dos membros vivos citados nos obituários ou em qualquer folheto comemorativo ou nota necrológica.
Pergunta. –
Tem A.A. em seu conjunto uma política geral que se refira ao anonimato póstumo dos cofundadores, Bill W. e o Dr. Bob?
Resposta. – Não. Mas no ano de 2001a Junta de Serviços Gerais aprovou a seguintes normas para servir como guia aos AAs em toda atividade de informação publica relacionada com os cofundadores de A.A.: “As normas de informação pública do ESG devem servir para guardar ao máximo possível o
anonimato dos membros de A.A. vivos ou mortos, incluindo os cofundadores. A seção de Informação Pública existe no que se refere ao público em geral, como uma fonte de informação relacionada com o programa de recuperação da Irmandade de Alcoólicos Anônimos, não como fonte de informação sobre membros individuais de Alcoólicos Anônimos, vivos ou mortos. Na medida em que já se encontra na nossa literatura de A.A. informação não anônima sobre
os nossos cofundadores, a qual está disponível ao público em geral, podem ser dirigidas as solicitações de informação a estes textos. A seção de Informação Pública pode facilitar copias dessa informação aos meios de comunicação. Não deve ser oferecida voluntariamente nem facilitar
informação adicional, por respeito aos princípios tradicionais de anonimato de A.A., ou pela alta estima que os cofundadores, como membros da Irmandade de Alcoólicos Anônimos. Tinham por estes princípios. Não deve ser facilitada informação sobre outros membros de A.A., antigos ou atuais, sob
nenhuma circunstância”.
Pergunta. –
Os cofundadores fizeram, eles mesmos, algum comentário a respeito do anonimato póstumo?
Resposta. – No livro “A.A. Atinge a Maioridade”, Bill escreve: “O Dr. Bob era essencialmente uma pessoa mais humilde que eu. De alguma forma era uma pessoa espiritual ‘natural’ e o anonimato lhe resultava fácil. Não podia entender porque algumas pessoas precisavam de tanta publicidade. Nos anos que precederam à sua morte, seu exemplo pessoal de respeito ao anonimato ajudou-me muito a guardar o meu próprio. Lembro particularmente, uma comovente ocasião que acredito que todos Aas deveriam conhecer. Quando foi comunicado que tinha uma afecção mortal, alguns de seus amigos sugeriram que se erguesse um monumento ou mausoléu na sua honra e na da sua mulher Anne, alguma coisa digna de um fundador e sua esposa. Certamente, este foi um tributo muito natural e espontâneo. O comitê criado para esse fim chegou inclusive a lhe mostrar a maquete do monumento proposto. Comentando isto comigo, o Dr. Bob sorriu e disse: ‘Deus os abençoe. Têm boas intenções. Mas pelo amor de Deus, Bill, Porque não nos enterram a você e a mim como aos demais? Um ano depois da sua morte visitei o cemitério de Akron onde repousam os restos mortais do Dr. Bob e Anne. A simples lápide mortuária não diz uma única palavra a respeito de Alcoólicos Anônimos. Algumas pessoas podem pensar que este casal maravilhoso levou longe demais o anonimato pessoal ao recusar, com firmeza, usar as palavras ‘Alcoólicos Anônimos’até na lápide. Da minha parte não acredito que seja assim. A mim parece-me que este último e comovente exemplo de humildade tem um valor mais duradouro para A.A. que qualquer publicidade espetacular ou mausoléu majestoso”.
Pergunta. –
Já sei que na literatura de A.A. Bill escreveu muito a respeito do anonimato, mas estou seguro que ele não poderia ter previsto a explosão tecnológica moderna. Como protegemos o anonimato on-line?
Resposta. –
A comunicação em A.A. nos dias atuais flui de um alcoólico para outro através da tecnologia de ponta, de uma maneira relativamente aberta que vai evoluindo com muita rapidez. A proteção do anonimato é a preocupação principal dos membros, cada vez mais numerosos, que acessam a Internet.Um recurso orientador da experiência compartilhada de A.A. referente aos sítios da Web é o artigo de serviço do ESG “Perguntas frequentes a respeito dos sítios Web de A.A.”(N.T.:2). A pregunta de número 7 diz: “E, enquanto ao anonimato?”. Sua resposta: “Observamos todos os princípios e Tradições de A.A. em nossos sítios Web. Uma vez que o anonimato é ‘o alicerce espiritual das nossas Tradições’, praticamos o anonimato em todo Este folheto foi atualizado pela 61ª Conferência de Serviços Gerais em maio de 2011. No passado outono (Set. 2012), o Comitê deInformação Pública dos Custódios pediu que fosse atualizada a capa para comunicar melhor os membros a respeito do conteúdo de uma ampla variedade de informação a respeito do anonimato nos meios eletrônicos e nas redes sociais, sobre o anonimato póstumo e como falar do anonimato aos membros da sua família. Momento em todos os sítios Web de A.A. Um sítio Webde A.A. é um meio de comunicação público que tem a capacidade de alcançar a audiência mais diversificada e numerosa possível e, portanto, é necessário valermos-nos da mesma proteção que utilizamos diante da imprensa, do rádio e o cinema. Ao utilizar os meios digitais, os membros de A.A. são responsáveis pela proteção do seu próprio anonimato e o dos demais. Quando enviamos mensagens de texto ou escrevemos num blog devemos assumir que estamos fazendo uma divulgação pública. Quando quebramos nosso anonimato nestes fóruns, é possível que, inadvertidamente, quebremos o anonimato de outros”.(Ver “Guia de Orientação na Internet”, Junaab, código 245).
Para mais informação sobre o anonimato “on-line”, ver o folheto “Compreendendo o Anonimato”, (ao lado) (N.T.:3) recém-reimpresso com nova capa contendo arte e símbolos para representar a grande variedade de recursos para que os membros de A.A. protejam seu anonimato e o dos seus companheiros.

5.4. O anonimato – a humildade em ação
Box 4-5-9, Ago. Set. / 1996 (pág. 1-2) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept96.pdf
Título original: “El anonimato: la humildad en acción”.
Nesta década de 1990, na que se considera Alcoólicos Anônimos como uma força do bem, parece que cada vez mais membros bem-intencionados,incluindo uma multidão de celebridades bem conhecidas, revelam seus nomes como membros de A.A.nos meios de comunicação e fazem alarde da sobriedade alcançada na Irmandade – sempre com a intenção de ajudar o alcoólico que ainda sofre. Talvez não conheçam a Tradição do Anonimato, ou a considerem como algo fora de moda ou, ainda, que acreditem que o mais importante é procurar que a mensagem seja difundida. Isto não é novidade. Como escreveu Bill W., cofundador de A.A., faz mais de 40 anos, no número de janeiro de 1955 na revista Grapevine: “Os velhos arquivos da Sede de A.A. contém dúzias de experiências de rupturas de anonimato parecidas. A maioria delas ensinam-nos as mesmas lições. Nos ensinam que nós, os alcoólicos, somos os maiores racionalizadores do mundo; que fortalecidos com o pretexto de fazer coisa boas porA.A., quebrando nosso anonimato, poderemos
estar reiniciando nossa velha busca desastrada pelo poder e prestígio pessoal, as honras públicas e o dinheiro – os mesmos impulsos implacáveis que antes, ao serem frustrados, fizeram-nos beber; as mesmas forças que atualmente desgarram o mundo. Além do mais, deixam muito claro o fato de que uma quantidade suficientemente grande de pessoas que quebraram seu anonimato de forma sensacionalista, poderia arrastar consigo a nossa Irmandade inteira para uma rua sem saída”. Como nos indica a literatura de A.A., as Doze Tradições pedem-nos repetidamente que renunciemos a nossos desejos pessoais em favor do bem comum, e assim levem-nos a compreender que o espirito de sacrifício, simbolizado pelo anonimato, é a base de todas as nossas Tradições. Tudo isto é muito bom, mas, como indivíduos e como membros de um Grupo, qual é a melhor maneira de colocar em prática este princípio? Quais os critérios que utilizamos para abrir o anonimato? E, o que podemos fazer para evitar as quebras do anonimato? Em 1988 uma onda de quebras de anonimato conduziu à formação de um subcomitê especial do Comitê de Informação Pública da Junta de Serviços Gerais. Sua tarefa, que não tinha nada a ver com culpar os meios de comunicação e tinha muito a ver com o fato de que a Irmandade deveria fazer seu próprio inventario, tinha duas facetas: elevar a consciência dos membros “a respeito do propósito do anonimato e porque é vital nossa sobrevivência como Irmandade; e pedir aos AAs de todos os lugares que ajudem a proteger esta salvaguarda”. Faz alguns meses, enquanto o subcomitê estava-se preparando para se dissolver depois de seis anos de esforços intensos, seus membros chegaram à conclusão de que quantos mais Distritos, Áreas e Grupos de A.A. compartilhem sua experiência a respeito da Tradição do Anonimato, mais saudável ela se tornará e mais saudáveis ficaremos nós. Com essa finalidade, o comitê sugeriu uma série de temas de discussão. A seguir, aparecem alguns deles, acompanhados de algumas das muitas respostas encontradas na literatura de A.A.
Pergunta:
Qual é a relação entre o anonimato e “o egoísmo – o egocentrismo… a raiz de todos nossos problemas”como Bill W. descreve no Livro Grande?
Resposta:
Bill W. com frequência advertia que se nos esquecermos do princípio do anonimato, iria se abrir a caixa de Pandora (*) do egoísmo, liberando os espíritos da ambição mundana tão perniciosos para nossa sobrevivência. Portanto, explicava, “a essência espiritual do anonimato é o sacrifício dos nossos desejos pessoais em prol do bem comum”.
Pergunta:
Como tratamos o assunto do anonimato dentro do Grupo?
Resposta:
De maneira geral, não escondemos de ninguém a nossa identidade nos nossos Grupos e reuniões. Entretanto, cada individuo e cada Grupo têm o direito de utilizar seus próprios métodos. Porém, de acordo com o espirito das Tradições, é necessário que percebamos que o principio do anonimato é bom para todos nós; devemos sempre ter presente que a segurança e a eficácia futuras de A.A. dependem da sua conservação. Ao mesmo tempo, todos os membros de A.A. devem ter o privilégio de vestir-se de tanto anonimato pessoal quanto desejem.
Pergunta:
E o anonimato pessoal a nível público?
Resposta:
A nível pessoal, o anonimato assegura que os membros não sejam identificados como alcoólicos; a nível da imprensa, a radio, a televisão e o cinema, ressalta a igualdade de todos os membros ao colocar um freio naqueles que poderiam se aproveitar de sua afiliação a A.A. para conseguir reconhecimento, poder e ganância pessoal.De acordo com a Décima Primeira Tradição – forma longa, “Nossa relações com o público em geral devem caracterizar-se por um anonimato pessoal. Acreditamos que A.A. deve evitar a publicidade sensacional. Nossos nomes e fotografias, na qualidade de membros de A.A., não devem ser divulgados pelo radio, cinema ou imprensa. Nossas relações com o público devem orientar-se pelo princípio da atração e não da promoção. Nunca há necessidade de elogiarmos a nós mesmos. Achamos melhor deixar que nossos amigos nos recomendem”.
Pergunta:
Colocamos e um pedestal alguns AAs?
Resposta:
Em um artigo publicado no número de outubro de 1947 da revista Grapevine, Bill W. falou da síndrome do pedestal: “Por alguma razão, parece que qualificativo ‘fundador’chegou a se aplicar exclusivamente ao Dr. Bob e a mim… Este sentimento nos é muito comovedor…
entretanto, começamos a nos perguntar se, no longo prazo, tal ênfase exagerado será bom para A.A.” Sua resposta a este situação esta na declaração explicita de que “como membros particulares de A.A. devemos ser anônimos perante o público em geral… o Dr. Bob e eu acreditamos que esta
saudável doutrina também deve aplicar-se a nós. Não pode haver nenhuma boa razão para abrir uma exceção com ‘os fundadores’. “Quanto mais tempo os pioneiros de A.A. ficarmos no centro do cenário, mais possível será que sentemos perigosos precedentes para estabelecer uma liderança personalizada e permanente. Para assegurar o bem futuro da Irmandade, não é precisamente isto que devemos evitar?… Embora sempre gostaríamos de ter a satisfação de ser lembrados entre os originadores, esperamos que vocês comecem a considerar-nos apenas como pioneiros e não como ‘fundadores’. Assim,
poderemos também nos juntar a A.A.?” O Dr. Bob morreu em novembro de 1950; Bill W., em janeiro de 1971 – e seu nome, fotografia e história apareceram pela primeira vez nos meios de comunicação do mundo todo. Na primavera daquele ano, a Conferência de Serviços Gerais determinou que “não é prudente quebrar o anonimato de um membro inclusive depois da sua morte, mas, em cada situação cabe à família tomar a decisão final”. A Conferência de 1992 reafirmou esta opinião acrescentando que “os Arquivos Históricos continuarão protegendo o anonimato dos AAs falecidos assim como o dos demais membros”. Considerando o atual (1996) numero de membros de A.A. – aproximadamente dois milhões no mundo todo, as quebras de anonimato ante o público, embora preocupantes quando acontecem porque podem representar perigo, de fato são relativamente poucas e incomuns. De acordo com um relatório com o título “As Origens do Anonimato”,apresentado pelo Comitê de Arquivos Históricos da Junta de Serviços Gerais à Conferencia de Serviços Gerais de 1989, “é possível que isto se deva ao fato de que, na medida em que a Irmandade vai amadurecendo, os membros alcançam uma compreensão cada vez mais clara do valor que tem o anonimato a nível publico para eles mesmos”.(*) N.T.: Caixa de Pandora é um artefato da mitologia grega, extraído do mito da criação de Pandora, que foi a primeira mulher criada por Zeus. A “caixa” era na verdade um grande jarro dado a Pandora, que continha todos os males do Mundo. Então Pandora, com sua curiosidade, abriu o frasco e todo o seu conteúdo, exceto um item, foi liberado para o mundo. O item remanescente foi a esperança. Hoje em dia, abrir uma “caixa de Pandora”significa criar um mal que não pode ser desfeito.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caixa_de_Pandora

5.5. O anonimato diante do público
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 2004 (pág. 8-9) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar04.pdf
Título original: “El anonimato ante el público”.
Uma figura de muita visibilidade do cinema se interna em um centro de tratamento; sai e aparece em um programa de televisão falando em termos elogiosos de “minha nova vida em A.A.” Poucos meses mais tarde sai publicada a noticia de que “novamente foi encontrado embriagado”. Um político apanhado em maus lençóis protesta, “o álcool me fez atuar desse jeito, porém agora assisto reuniões de A.A.” Ou, um escritor, bem intencionado, mas excessivamente entusiasmado, fala de sua “cura em A.A.” e promete publicar a sua história para “ajudar outros iguais a mim”. Passados seis meses aparece a noticia da sua “recaída”. O que faz a Irmandade frente a quebras de anonimato como estas e outras que acontecem a cada ano às centenas? O que fazem individualmente os membros de A.A. para ajudar? E, a quem cabe a responsabilidade? Como se percebe claramente nas cartas enviadas ao Escritório de Serviços, ESG, muitos membros de A.A. estão realmente preocupados, e de fato, alguns ficam com raiva devido a essas rupturas da Tradição do anonimato, à qual Bill W., chamava “a chave de nossa sobrevivência espiritual”. Entretanto, muitos desses companheiros desconhecem o que faz o ESG a
respeito, nem como eles próprios podem ajudar e contribuir para um efeito decisivo. A cada ano o Comitê de Informação ao Público da Junta de Custódios envia uma carta aos representantes dos meios de comunicação para lhes explicar a Tradição do anonimato de A.A. perante o público. Muito apropriadamente em nossa época de computadores, e diferentemente da primeira missiva um tanto verbal enviada em 1949, o texto, que aparece que aparece no sítio de A.A. – http://www.aa.org, é breve e conciso. No entanto, apesar das ligeiras revisões cosméticas feitas ao longo dos anos, a mensagem não mudou. Primeiro, há uma expressão de gratidão “pela ajuda que nos deram nossos amigos dos meios de comunicação que nos ajudaram a salvar inumeráveis vidas”.Logo pedimos às agências de mídia que continuem nos ajudando, apresentando os membros de A.A. unicamente por seu nome no registro civil sem divulgar fotos em que o membro possa ser reconhecido. “O anonimato tem uma importância fundamental para nossa Irmandade e oferece aos nossos membros a segurança de que sua recuperação será um assunto confidencial. Com frequência, o alcoólico ativo evita qualquer fonte de ajuda que possa revelar sua identidade”. A carta de anonimato mais recentemente redigida, em fevereiro de 2004, como de costume será publicada em três idiomas – inglês español e francês, e enviada a aproximadamente 10.000 jornais periódicos e emissoras de rádio e televisão nos EUA e Canadá, com a esperança de que os editores gerentes, repórteres, apresentadores de rádio e TV e muitos outros que trabalham nesse campo, especialmente os entrevistadores e que fazem reportagens sobre celebridades que são membros de A.A., a vejam, a leiam e a levem em conta. À carta e juntado um cartão de resposta com porte pago e outro cartão com informações básicas de A.A. Em muitas Áreas o Comitê de Informação ao Público local fazem copias do texto em papeis com seu timbre e as enviam aos representantes dos meios de comunicação locais. Embora façamos todo o possível para informar os meios de comunicação sobre nossa Décima Primeira Tradição, normalmente não mantemos contato direto com os profissionais que fazem suas reportagens baseados em informações fornecidas por membros de A.A. No folheto de A.A., “Compreendendo o anonimato”, nos é lembrado que não é da responsabilidade dos meios de comunicação manter nossas Tradições; é nossa responsabilidade pessoal. Portanto, quando o ESG toma conhecimento de uma quebra de anonimato diante do público, a Conferência de Serviços Gerais recomendou que o membro do pessoal locado do escritório de informação pública comunique o fato ao Delegado da área onde o incidente aconteceu. Dessa maneira, um membro local pode entrar em contato com o companheiro cujo anonimato foi violado para falar-lhe amigavelmente sobre a importância da Décima Primeira Tradição. O modelo de carta que se ajunta à nota dirigida ao Delegado diz o seguinte: “Talvez esta quebra de anonimato tenha ocorrido sem o seu consentimento ou sem você saber; entretanto, se for entrevistado no futuro, ficaremos muito gratos se tiver a gentileza de mencionar nossas Tradições de anonimato aos profissionais de mídia. Às vezes não as compreendem, mas, quase sempre as respeitam”. Ao final das contas, a experiência de A.A. indica que os que têm maior probabilidade de proteger nossas Tradições são os Grupos e os membros individuais. Cada vez que um Grupo realiza uma reunião focada nas Tradições, o cimento que mantém unida nossa Irmandade, ou lembra aos participantes ao abrir a reunião “o que aqui é dito, não sai daqui”,o conceito que vamos formando do anonimato diante do público vai ficando mais forte. A cada vez que um padrinho reforça ao iniciante a importância do anonimato diante do público, explicando-lhe, com palavras da Décima Primeira Tradição, que “a ambição pessoal não tem lugar em A.A.”, se torna mais forte o nosso anonimato coletivo. Talvez seja este o nosso meio principal para antepor a tudo nosso bem-estar comum.

5.6. O anonimato e as redes sociais
Box 4-5-9, Inverno (Dez.) 2009 (pág. 8-9) =>http:// http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_holiday09.pdf
Título original: “El anonimato y el Internet” (Também traduzido e adaptado pelo CATI-JUNAAB para o Brasil)
No mundo atual com o ritmo acelerado da alta tecnologia, os membros de A.A. estão acessando a Internet em número cada vez maior e de forma que não poderia ter sido imaginado até dez anos atrás. O bate-papo online de membros em todo o mundo se tornou comum, e uma quantidade enorme de informações sobre o alcoolismo e AA é obtida apenas com um clique do mouse. Portanto, com a amplitude do alcance da Internet vieram desafios, preservar as Tradições de A.A. no universo online é um assunto importante para todos na Irmandade. Tal como acontece com vários temas que são abordados pelo AA, o Escritório de Serviços Gerais – ESG compilou um conjunto de Orientações sobre a Internet (MG-18) (no Brasil os Guias de orientação de A.A. na Internet aprovadas pela XXXIV CSG) com base na experiência compartilhada dos membros de A.A., através de seus comitês
e comissões, que cobrem muitas das questões que esta nova tecnologia nos trás. Uma dessas áreas de preocupação é a questão do anonimato
online, particularmente no que se refere aos sites de redes sociais, o que levou-nos a ter um olhar mais atento para a literatura de A.A. e como as Tradições de A.A. podem ser mais bem aplicadas neste meio popular de comunicação. “Qual é o propósito do anonimato em Alcoólicos Anônimos?” e,”Por que é frequentemente referido simplesmente como a melhor proteção que a Irmandade tem para garantir a sua existência e crescimento?”. Para estas perguntas a Conferência de Serviços Gerais de A.A. aprovou o panfleto, “Entendendo o anonimato”(EUA/Canadá), que esclarece sobre anonimato e as Tradições de A.A., trata da publicação em artigo de jornal/revistas ou sites na Internet, sobre o nome completo ou fotos de membros de A.A.. “Se olharmos para a história da AA, desde o seu início em 1935 até agora,”, diz o folheto,“é claro que o anonimato serve para duas funções diferentes, mas igualmente vitais:
Ao nível pessoal, o anonimato fornece proteção para todos os membros identificados como alcoólatras, um salvaguarda de segurança, muitas vezes de importância crucial para recém chegados. Ao nível da imprensa, rádio, TV, filmes e novas tecnologias de mídia como a Internet, o anonimato sublinha a igualdade na Irmandade de todos os membros, colocando um freio sobre aqueles que poderiam explorar sua filiação em AA para conseguir o reconhecimento, poder, ou ganho pessoal”. Quanto à pergunta específica, “Sobre o anonimato online?”,os Guias de Orientações de A.A.
na Internet dizem: “Um Web Site é um meio público, que tem o potencial de atingir o público mais amplo possível e, por conseguinte, exige as mesmas garantias que usamos ao nível da imprensa, rádio e cinema”.No entanto, o ESG recebe numerosas comunicações de membros preocupados com quebras
de anonimato online, uso inadequado do nome e direitos autorais e marcas registradas de A.A., matérias sendo indevidamente usados em sítios de redes sociais como Facebook, MySpace, Twitter, Orkute outros. Estes sítios oferecem aos indivíduos a oportunidade de postar uma grande quantidade
de informações pessoais (e outras), e também permitem que os usuários criem redes sociais de “grupos”ou “eventos” para pessoas com interesses afins. Alguns membros não publicam em seus perfis nada que seja relacionado ao A.A., enquanto outros entendem que é correta a publicação, desde que não seja especificamente mencionado A.A., já outros colocam abertamente a condição de membros de A.A. Um membro nos escreveu o seguinte: “Digitei ‘Alcoólicos Anônimos’num desses sítios de redes sociais e surgiu uma comunidade com mais de 6.600 membros. Entendi que parecia ser um lugar seguro para frequentar por isso achei que estava tudo bem. Então entrei para ver quem eram os membros e quando a página abriu vi o nome e o sobrenome dos membros dessa comunidade, muitos com fotos. A partir daí, dependendo das configurações de privacidade das pessoas, pude ver facilmente informações pessoais sobre essas pessoas, suas famílias e amigos”. “Eu fui apadrinhado sobre a importância de nossas tradições”, continua dizendo o membro de A.A. “e de manter nossa Irmandade da mesma maneira que a encontramos… Em minha opinião esta página não reflete o que é de A.A.”. Na sua resposta a outro membro de A.A. que escreveu ao ESG expressando inquietações semelhantes, o membro do pessoal do ESG responsável pela seção de Informação Pública diz: “Alguns membros de A.A. acham que sítios de redes sociais são um espaço privado; outros membros discordam fortemente e os entendem como um ambiente público. Os guias de Orientação de A.A. na Internet definem que os sítios de redes sociais são de ‘natureza pública’”. Quando é alertado sobre eventual quebra de anonimato a nível público – em revistas, jornais, televisão, etc., e depois de comprovar que realmente se tratava de uma quebra de anonimato, o ESG normalmente encaminha o caso para o Delegado da Área onde reside o membro para que se
encarregue de resolver esse assunto da maneira que lhe pareça oportuno (o Delegado da Área geralmente envia um lembrete amigável para esse membro falando a respeito da importância da Décima Primeira Tradição). Em relação à Internet, o método atual de abordar a quebra de anonimato de um membro em nível público “não se aplica bem aos sítios das redes sociais”. Dada a popularidade alcançada pela Internet e o grande número de pessoas envolvidas. A questão do anonimato passou a ser preocupante, e procuramos na experiência compartilhada acumulada dentro da Irmandade a respeito deste meiode comunicação em rápida evolução, observar as palavras de Bill W. quando descreve o anonimato como “o alicerce espiritual das nossas Tradições”. Como a maioria dos assuntos em A.A., independentemente de como a Internet e novas tecnologias possibilitem um e outro membro compartilharem, há grande benefício ha ser alcançado se tivermos um cuidado e uma avaliação prudente sobre esse assunto que causa preocupação para muitos membros. Falar com os padrinhos em A.A. e outros companheiros a respeito de como aplicar as Tradições “on line”, possivelmente oferecerá aos membros que utilizam esta tecnologia uma melhor compreensão de como nos apresentar como membros de A.A. diante de qualquer pessoa –
seja ou não membro de A.A., que possa “entrar” sem avisar nas salas dos muitos sítios das redes sociais Conforme apresentado no panfleto “Entendendo o Anonimato”(EUA/Canadá), a respeito do anonimato online, a consciência coletiva de AA expresso através de Conferência (EUA/Canadá) aprovou, na sua literatura sugestão que “os lugares de acesso público da Internet, como sites da Web com texto, gráficos, áudio e vídeo deve ser considerados como uma forma de ‘meios de comunicação pública’. Assim, eles precisam ser tratados da mesma maneira como a imprensa, rádio, TV e filmes. Isto significa que os nomes completos e os rostos não devem ser usados, nem dados de identificação. No entanto, o nível de anonimato, nos correios eletrônicos, reuniões on-line e salas de chat serão uma decisão pessoal”.

5.7. O anonimato e os meios de comunicação
Box 4-5-9, Primavera (março) 2010 (pág. 9) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_spring10.pdf
Título original: “Carta de Anonimato a los medios de comunicación”.
A cada ano, desde 1949, o Comitê de Informação ao Público da Junta de Custódios envia uma “Carta de Anonimato”anual aos meios de comunicação.
A singela carta agradece aos membros desses meios – repórteres de notícias, diretores de fotografia e apresentadores de rádio e de televisão, o apoio que sempre prestaram a Alcoólicos Anônimos no sentido de respeitar e proteger o anonimato dos membros de A.A. e pede que esta
colaboração mantenha sua continuidade. Além disso, a carta solicita que ao apresentar os membros de A.A. utilizem apenas o nome, sem o sobrenome, e que não sejam feitas fotografias nas que possam ser reconhecidos seus rostos. Também explica que: “O anonimato tem uma importância central para a nossa Irmandade e oferece aos nossos membros a segurança de que sua recuperação será um assunto confidencial. Com frequência, o alcoólico ativo evita qualquer fonte de ajuda que possa revelar sua identidade”.Neste mês de fevereiro (2010), foram enviadas aproximadamente 9.000 cartas aos meios de comunicação dos EUA e Canadá (incluindo os meios em español dos EUA e em francês de Québec). A carta também está na Web, no sitio do GSO. Apesar do alcance da Carta de Anonimato e do cuidado dos membros e grupos de A.A. de todas as partes e lugares, ocorrem quebras de anonimato, algumas ocasionadas por celebridades bem intencionadas ansiosas por “ajudar outros alcoólicos como eu”.O que é feito para responder a essas quebras de anonimato e às dezenas que ocorrem a cada ano? Como indicam as cartas que se recebem no Escritório de Serviços Gerais, os membros têm expressado uma constante preocupação por estas violações à Décima Primeira Tradição, ”Nossas relações com o público baseiam-se na atração em vez da promoção; cabe-nos sempre preservar o anonimato pessoal na imprensa, no rádio e em filmes”a qual Bill W., chamou de “a chave da sobrevivência espiritual de A.A. ”Quando ocorre uma quebra de anonimato, os membros de A.A. pedem com frequência ao ESG que envie uma carta aos responsáveis pelos meios que veicularam a notícia. Porém, desde faz bastante tempo, o consenso da Conferência de Serviços Gerais tem sido que a responsabilidade de proteger a Tradição do Anonimato a nível público e de responder às quebras de anonimato nos meios de comunicação, cabe aos indivíduos, grupos e órgãos de serviço da Irmandade. Assim, quando ocorre uma quebra de anonimato a nível público o gabinete de Informação ao Público do ESG, envia uma carta ao delegado da Área pertinente informando sobre os detalhes e sugerindo que o delegado ou outro servidor de confiança se ponha em contato com o membro. O ESG apenas escreverá a carta se o delegado assim o solicitar.

5.8. O anonimato nas reuniões “on line”
Box 4-5-9, Fev. Mar. / 2004 (pág. 7-8) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_feb-mar04.pdf
Título original: “El anonimato em las reuniones em línea”
A internet é um lugar sedutor para os AAs. Consideramos as reuniões on-line como entidades de extensão global por estar na Web; mas, e o anonimato on-line? É bastante natural que os AAs, sentados na frente de seus computadores, tenham a impressão de estar compartilhando individual e pessoalmente em um ambiente íntimo, especialmente por não se encontrar entre uma multidão de companheiros numa grande sala de reunião. Entretanto, há que se fazer uma advertência, a experiência de A.A. sugere que: a internet é um meio de comunicação internacional e nem todos que “escutam” têm a mesma amplitude de conhecimento a respeito do que A.A. é e não é e por isso precisamos nos lembrar, e a nossos companheiros, que o que fazemos é levar a mensagem de A.A. e não a nossa mensagem pessoal. A maioria dos AAs informados pelas lições da nossa história compartilha a crença de que, entre outras coisas, o anonimato tem dois importantes objetivos: a segurança e a espiritualidade. A certeza de que será respeitada sua privacidade é o que torna possível a participação franca nas reuniões de A.A.; e nos lembra, conforme a Décima Segunda Tradição, de “colocar os princípios acima das personalidades”. Adaptar o princípio do anonimato para ser utilizado em nossas incursões na internet ainda é um trabalho em curso e muitos AAs. Recorrem ao Escritório de Serviços Gerais – ESG, para pedir orientação. Um membro escreveu: “É adequado que os membros utilizem seus nomes completos nos intercâmbios de mensagens?” A resposta do ESG: “Nossa experiência indica que a maioria dos membros utiliza seu nome completo e, de fato, quando escrevem para este Escritório – onde o anonimato é protegido, pedimos não apenas que utilizem seu nome completo, mas também a Área ou região de onde escrevem. É possível interceptar qualquer correio, eletrônico ou de tartaruga, e os que estão preocupados com esta possibilidade podem optar por não revelar sua identidade. É uma decisão pessoal”. No artigo de serviço muito popular chamado “Perguntas frequentes sobre a Web site de A.A.”,o ESG diz que em seu próprio Web site (www.aa.org), que tem quase 5.000 visitantes por dia, o escritório “observa todos os princípios e Tradições de A.A.” Enquanto ao anonimato, a experiência da Irmandade indica que “um web site de A.A. é um médio de comunicação público que tem capacidade para alcançar a audiência mais diversa e numerosa possível e portanto, é necessário nos valer da mesma proteção que utilizamos diante da imprensa, a rádio e o cinema”.O Grupo on-line dos Lamplighters (www.aa-lamplighters.org), estabelecido em 1991, e que agora tem quase 700 membros em mais de 30 países, adota a seguinte postura referente ao anonimato: “O Grupo Lamplighters (acendedores), aluga um ‘servidor de lista’, o equivalente eletrônico a um porão de igreja. Através disso controlamos a entrada às nossas reuniões e pedimos aos iniciantes apenas que nos façam uma declaração de intenção baseada na Terceira Tradição – ‘Para ser membro de A.A., o único requisito é o desejo de parar de beber’. As pessoas que ficam navegando à toa não podem casualmente numa reunião nossa. Precisam ser ‘membros’ dos Lamplighters e ter feito a inscrição anteriormente. A inscrição, por suposto, é gratuita”. Os Lamplighters explicam também que,“devido à configuração eletrônica do nosso servidor de lista, o anonimato costuma estar mais bem protegido na internet do que nas reuniões regulares de A.A. A muitos de nós nos parece que o fato de ignorar a raça, a idade, as características físicas, o sotaque, a vestimenta, ou até o sexo dos companheiros torna mais fácil antepor os princípios às personalidades. É claro que continuamos pedindo aos nossos membros que respeitem o anonimato de todos seus companheiros. E os alcoólicos que por qualquer razão que seja, queiram mais segurança, podem entrar com pseudônimos para proteção adicional do seu anonimato”.

5.9. Quando abrir seu anonimato não é quebra de anonimato.
Box 4-5-9, Outono (Set.) 2012 (pág. 1-2) => http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_fall12.pdf
Título original: “Cuando romper tu anonimato no es ruptura de anonimato”.
Embora se tenha escrito muito a respeito do anonimato na literatura de A.A. – ver, por exemplo, o folheto aprovado pela Conferência de Serviços Gerais “Entendendo o Anonimato” (JUNAAB, código 216), a julgar pelos comunicados que chegam ao Escritório de Serviços Gerais por parte dos membros da Irmandade, parece que ainda há muitas dúvidas e confusão relacionadas com a “base espiritual de todas as nossas Tradições”. A seguir aparece um apanhado das perguntas que recebemos por telefone e por correio postal e eletrônico, e algumas respostas extraídas da literatura de A.A.
Pergunta. –
Temos um membro que recentemente veio de outra cidade e que usa seu sobrenome nas reuniões. Devemos dizer a esta pessoaque está violando a Tradição do Anonimato?
Resposta. –
Em “A linguagem do coração”, p. 16, Bill W. escreve: “Deve ser o privilégio de cada membro de A.A. se abrigar com tanto anonimato pessoal quanto deseje. Seus companheiros de A.A. devem respeitar seus desejos e ajuda-lo a guardar seu anonimato no grau que lhe pareça apropriado”. Portanto, cabe a cada indivíduo decidir até que ponto quer ser anônimo abaixo do nível público. Usar seu sobrenome numa reunião de A.A. não é “violar” a Tradição de A.A. De fato, o autor de um artigo publicado no número de fevereiro de 1969da revista Grapevine, atribuiu ao Dr. Bob as seguintes palavras referentes à Decima Primeira Tradição. “Já que nossa Tradição sobre o anonimato designa com precisão o nível em que se deve manter o anonimato, deve ser evidente a todos que conseguem ler e entender nosso idioma que manter o anonimato em qualquer outro nível é definitivamente uma violação dessa Tradição”. “O A.A. que esconde sua identidade perante os companheiros Aas com o emprego de um nome suposto, viola a Tradição tanto quanto o AA que permite que seu nome apareça na imprensa em conexão com assuntos pertencentes a A.A.”. “O primeiro esta mantendo seu anonimato acima do nível da imprensa, do radio e de filmes, o último está mantendo seu anonimato abaixo do nível da imprensa, do radio e de filmes – enquanto a Tradição estabelece que devemos manter nosso anonimato no nível da imprensa, do radio e de filmes”. (O Dr. Bob e os Bons Veteranos, p. 271/7/1-272).
Pergunta. –
O que devo fazer se vejo uma personalidade de renome em uma reunião, como por exemplo, um ator, uma atriz ou o Delegado da Polícia local.
Resposta. –
Como todos os demais, as personalidades públicas devem desfrutar da proteção do anonimato no grau que desejarem.
Pergunta. –
Vi num jornal um anúncio publicado por um Grupo de A.A. que dava o endereço de onde o Grupo se reunia e outras coisas. Vocês não deveriam entrar em contato com esse Grupo por ter quebrado o anonimato a nível público?
Resposta. –
Suponhamos que um alcoólico enfermo nunca tenha tido a boa sorte de conhecer um membro de A.A. Como essa pessoa nos poderia encontrar? Seria uma busca muito dura se o Grupo local acredita que também deve ser anônimo. Há que lembrar que a Decima Primeira Tradição trata do anonimato pessoal. Os alcoólicos não irão se sentir atraídos a A.A. se não sabem que existe… (As Doze Tradições Ilustradas).
Pergunta. –
Não me sinto envergonhado pelo meu alcoolismo e não me parece necessário guardar segredo do fato de ser membro de A.A. Ao contrário, acredito que minha história pode ajudar outras pessoas. Acredito que deva poder usar meu nome completo no meu livro (entrevista televisada, blog, sítio na Web, etc.), ao compartilhar minha experiência em A.A. Por que isso causaria problemas a outra pessoa?
Resposta. –
Revelar publicamente ser membro de A.A. em qualquer médio acessível pelo público é considerado uma violação da Tradição de Anonimato de A.A. Em um artigo publicado em “O melhor da Grapevine”, Bill W. diz: “Os velhos arquivos da Sede de A.A. contém dúzias de experiências de rupturas de anonimato parecidas. A maior parte delas nos ensinam as mesmas lições. Nos ensinam que nós, os alcoólicos, somo os maiores racionalizadores do mundo; que, fortalecidos pelo pretexto de fazer boas ações para A.A., quebrando nosso anonimato, podemos recomeçar nossa velha busca desastrosa pelo poder e prestígio pessoais, das honrarias e do dinheiro: os mesmos impulsos implicáveis que anteriormente, ao serem frustrados,
nos fizeram beber…”
Pergunta. –
Por que dizemos que “o anonimato é a base espiritual de todas as nossas Tradições?”.
Resposta. –
“… Essas experiências nos ensinaram que o anonimato é a verdadeira humildade em ação. Trata-se de uma qualidade espiritual na vida de A.A. envolvendo tudo, em todo lugar, hoje em dia. Movidos pelo espirito do anonimato, tentamos deixar de lado os nossos desejos naturais de ganhar distinções pessoais como membros de A.A., tanto entre os nossos companheiros como entre o público em geral. Ao colocarmos de lado essas aspirações muito humanas, acreditamos que cada um de nós toma parte da confecção de um manto protetor que cobre toda a nossa Irmandade e sob o qual nos é dado crescer e trabalhar em conjunto”. (Os Doze Passos e as Doze Tradições, p. 170/3/1)

5.10. Reflexões sobre o anonimato
Box 4-5-9, Ago. Set./1988 (pág. 1 a 3) =>http://www.aa.org/lang/sp/sp_pdfs/sp_box459_aug-sept88.pdf
Título original: “¿Ha pensado recientemente en el anonimato?”
Uma recente onda de rupturas de anonimato levou à formação de um subcomitê especial do Comitê de Informação Pública dos Custódio. A este comitê foi-lhe designada uma tarefa interessante e um tanto curiosa. Como disse um membro do novo grupo na sua primeira reunião: “estaremos procurando um
meio para lembrar aos alcoólicos de todos os lugares, algo que a maioria de nós já sabe – mas do qual raramente falamos, ou seja, que, para os alcoólicos sóbrios, a prática do anonimato deveria ser tão agradável e emocionante quanto a própria sobriedade”Tendo iniciado os trabalhos em abril do presente ano (1988), os dez homens e mulheres do subcomitê estão estudando as diversas maneiras em que se quebra o anonimato, assim como os possíveis meios através dos quais essas quebras, tanto as intencionais – se as houver, como as não intencionais – como parece ser a maioria delas, podem ser evitadas. Além do mais, diferentemente da maior parte dos esforços acordados que no passado focavam o anonimato, esta campanha não está dirigida aos meios de comunicação nem a nenhum indivíduo ou grupo fora da Irmandade, mas, unicamente aos membros de A.A. Desta vez, a proposta a de considerar com carinho o presente brilhante do anonimato, e de solicitar a ajuda dos AAs de todos os lugares, para que perdure a proteção de sua promessa, seu prazer e seu poder. Ao abordar o problema, alguns membros do comitê se lembraram de ocasiões em que seu próprio anonimato poderia ter sido quebrado, ou quase. Conseguiram mantê-lo porque perceberam de repente o que estavam fazendo, ou o que estavam a ponto de fazer.
Um membro, por exemplo, falou da sua associação com uma universidade onde, como alcoólico e membro de A.A., servia como membro de uma junta consultiva que tinha planejado um novo curso que iria fazer parte do programa de estudos da instituição – o estudo e o tratamento do alcoolismo.
“Depois de aprovado o curso”,disse este membro do comitê, “seria publicado um panfleto a respeito do mesmo onde iria constar meu nome como membro da junta consultiva. Uma funcionária da universidade me telefonou querendo saber quais eram minhas credenciais – por suposto, minha credencial profissional.
Infelizmente, nessa mesma semana perdi meu posto; entretanto, para atender à funcionária, assim como à universidade, dei como subsidio minhas ‘credenciais’ em A.A. – coordenador de tal comitê ou tal junta, etc., o qual nos pareceu satisfatório tanto à universidade como a mim próprio. Passados alguns minutos após desligar o telefone, tive a estranha sensação de que havia alguma coisa inadequada naquilo que tinha feito. De repente, ‘a ficha caiu’… Telefonei à funcionaria e lhe disse que não poderia utilizar as credenciais que lhe tinha dado, uma vez que ao fazê-lo estaria quebrando meu anonimato diante do público. Não havia inconveniente algum em que ela soubesse minha afiliação a Alcoólicos Anônimos;mas, esta afiliação não deveria aparecer num panfleto disponível ao público. Sua resposta foi: ‘sabia que me ligaria prontamente. Essas credenciais de A.A. tampouco me pareceram indicadas’”. Uma lição que pode ser extraída desta anedota é que se não temos sempre presente a ideia, o propósito e o valor do anonimato, qualquer um de nós pode, inadvertidamente, quebrar seu anonimato. Entre outras experiências compartilhadas na sala, foi contada uma bastante curiosa que tinha
a ver com um artigo a respeito das mulheres e o alcoolismo publicado na revista Family Circle. O Escritório de Serviços Gerais – ESG tinha pedido ao membro em questão para participar de uma entrevista e documentar o artigo, e ela consentiu com prazer. “De fato”,disse, “estava pessoalmente
encantada por ter sido escolhida para essa importante tarefa”. De acordo com a companheira, o escritor, por respeito ao seu anonimato pessoal, lhe deu outro nome e idade e mudou todas as informações pessoais, de tal maneira que, quando apareceu o artigo “tinha outro nome – Ruth, uma idade diferente – 53 anos, e um tempo de sobriedade um pouco mais curto que o verdadeiro. Na realidade, todo o que se referia a mim tinha mudado, com
exceção da minha história de desespero e libertação que foi apresentada com todo detalhe e fidelidade”. Agora vem o curioso desta experiência: “Pouco tempo depois da publicação do artigo, uma mulher que já me tinha ouvido falar várias vezes, me chamou e, a pesar de todas as mudanças dos
dados específicos, perguntou-me ‘é sua a história que aparece na revistaFamily Circle? ’. Ela soube quem tinha sido entrevistada. Passado um mês, chegou uma carta ao ESG encaminhada à minha atenção. Vinha de uma mulher canadense e na carta dizia que seu nome também era Ruth e que também tinha 53 anos e queria agradecer à tal Ruth da história publicada na Family Circle porque tinha recebido tanta inspiração que agora tinha o que descreveu como‘três belíssimas semanas de sobriedade’”. Depois surgiu o poderoso significado deste breve relato: “Obviamente, o verdadeiramente importante da minha história manifestou-se sem envolver meu ego nem meu nome pessoal. Ajudei outra pessoa e mantive meu anonimato. Entretanto, foi uma felicidade que quase estraguei porque estive planejando responder pessoalmente à mulher; recomendaram-me que não o fizesse. Recomendação acertada!”. “Entretanto”, o membro do comitê disse concluindo “ainda sinto uma grande satisfação toda vez que lembro que um artigo a respeito de mim própria – mas que não expunha minha identidade, atraiu atenção e teve efeitos positivos. E cada a cada vez que me lembro volto a sentir a
alegria misteriosa, mas poderosa, do anonimato” Alguns outros membros do subcomitê tinham histórias interessantes para contar, todas relacionadas com o fato de ter revelado a outra pessoa o fato de serem alcoólicos ou membros de A.A. Um deles, seguindo a recomendação de um companheiro de A.A., advertiu seu dentista que, por ser alcoólico, não poderia tomar determinado medicamento sem correr perigo. A única resposta do dentista foi a de insistir no pagamento integral antes de continuar com o tratamento. (Fica claro que, embora tenha comunicado o aviso apropriado, este acabou sendo distorcido por quem o recebeu). Outro membro do subcomitê relatou uma situação parecida onde houve uma resposta diferente. Seu chefe imediato na empresa em que trabalhava sabia desde o início que ele era membro de A.A. e que era tão atuante no serviço de A.A. que em determinados dias não podia fazer horas extras. Mais tarde, quando surgiu um problema alcoólico com um alto executivo da companhia, esse chefe pediu, e prontamente recebeu permissão, para dizer ao presidente que a ajuda de A.A. encontrava-se à disposição na empresa mesmo. Depois de se entrevistar com o presidente, o chefe voltou para informar a resposta daquele alto executivo à noticia de que havia entre os funcionários um membro de A.A. Era (e o citou diretamente) “Eu sabia que esse tipo tinha algo de especial”. Certamente, alguns de nós revelamos a outras pessoas que tínhamos feito algo a respeito do nosso alcoolismo sem precisar dizer palavra alguma.Simplesmente se percebe. Assim foi com um membro do subcomitê que relatou uma comovente história que tinha começado com uma chamada feita pelo porteiro do deu edifício através do interfone do seu apartamento. O membro em questão morava no prédio desde cinco anos antes de ingressar em A.A. e agora contava cinco anos de sobriedade. Falando pelo interfone, o porteiro disse com alguma hesitação: “Não sei precisamente como lhe dizer, mas, parece ue faz alguns anos o senhor tinha um problema que agora não tem. Espero que não se sinta ofendido se lhe perguntasse se tenho razão, e se a tenho, me permitiria que lhe perguntasse o que fez a respeito daquele problema? Temos um funcionário no prédio que tem um problema e talvez o senhor possa ajuda-lo”. O seguinte e feliz episódio desta história diz que, é claro, que tinha o problema obteve ajuda; e o feliz resultado, pelo menos até a data, conta como agora aquele funcionário, depois de uns quantos anos ainda está sóbrio e é um membro dedicado de A.A. Tão significativo quanto este, é outro aspecto da história. O anonimato deste membro de A.A. não foi quebrado nem sequer a nível pessoal, pelas suas palavras, mas, simplesmente por estar sóbrio. Foi a mudança de comportamento e da sua aparência que o “denunciaram”. Este é o caso de um membro que leva a mensagem sendo a mensagem, sem dizer uma palavra a respeito dele. Não fez nada até que lhe foi pedida ajuda. Na medida em que continuava a discussão, outro membro do subcomitê explicou como, em algumas situações de trabalho, a quebra do anonimato pode causar problemas graves. Este alcoólico, um produtor de televisão, ofereceu-se para documentar um programa proposto a respeito do alcoolismo e a adição às drogas. Ao apresentar quase sem demora material suficiente parta uma dúzia de episódios, o chefe da produção perguntou-lhe como se havia tornado erudito com tanta rapidez, e ele respondeu um pouco relutante, que era membro de A.A. “Formidável!”,respondeu o chefe. “Assim, podemos focar o assunto desde dentro”. Embora a proposta preocupasse o membro, podia racionalizá-lo – e ao que parece, com bastante razão, pensando que as
precauções que se referem à quebra do anonimato ao nível da imprensa, da rádio, da televisão e do cinema, apenas têm a ver com, por
exemplo, aparecer na televisão, não trabalhar na mesma. E o seu trabalho era simplesmente redigir o roteiro, indicar os participantes convidados, etc.; ele não iria aparecer na tela. Entretanto, conforme ia realizando sua tarefa percebeu que não podia ser objetivo enquanto à matéria. Por exemplo, não podia tolerar opiniões a respeito de A.A. e o alcoolismo que diferiam das suas e da experiência de outros membros do programa. Isto levou a argumentações acaloradas, por vezes desagradáveis, e, sem duvida improdutivos como chefe da produção. Para resolver o problema, foi necessário encomendar o projeto a outro produtor, uma pessoa que nunca tinha trabalhado em um programa a respeito do alcoolismo e que sabia muito pouco a respeito da doença.
Entretanto, conforme lembra o membro de A.A., o novo produtor era um profissional muito competente, que aprendeu rapidamente, e o programa acabou tendo muito sucesso. “Um exemplo de reportagem televisiva de primeira categoria que ajudou muitas pessoas”.
Ao que acrescentou, “Eu não poderia tê-lo feito melhor”. Atualmente, este membro ainda é produtor, mas já não se mete na corrente principal da
preparação e produção de programas a respeito do alcoolismo. Cada vez mais colegas de trabalho sabem que é membro de A.A., porém oferece suas opiniões ou sugestões apena se lhe forem pedidas. “Já não trato de fazer reportagens objetivas a respeito de Alcoólicos Anônimos. Consegui perceber com clareza que não há maneira de ser objetivo quando se trata de algo que salvou a minha vida”. É possível que os membros do subcomitê, pelo fato de haverem tido experiências no anonimato muito diferentes umas das outras, tenham uma ampla variedade de opiniões sobre como se dirigir à Irmandade com referencia a esse assunto. Entretanto, um ponto que o subcomitê esta de acordo por unanimidade é que a nível de Grupo – o nível mais importante dentro de A.A., parece que se dedica pouco tempo e pouca discussão ao anonimato e à sua importância tanto para o programa como para os membros individuais. Assim, o plano inicial do subcomitê será o de procurar e colocar em pratica algumas formas de provocar “um pequeno renascimento do entusiasmo”a respeito do anonimato, e baseados nisso ampliar os esforços. Para começar, o subcomitê espera poder recolher uma pequena “biblioteca” de histórias,
contadas por membros, que tratem das suas experiências de anonimato: as quebras que por pouco não aconteceram; as não intencionais tanto a nível pessoal como ao nível público, e as consequências destas revelações. Espera-se também obter histórias daqueles que descobriram os benefícios do anonimato, a verdadeira alegria que vem de passar a mensagem de uma maneira serena e discreta, e a grande satisfação que sempre segue ao ato de dar sem esperar nada em troca, nem sequer o reconhecimento. Tem alguma história para contar a respeito do anonimato? Uma experiência pessoal a esse respeito que queira compartilhar? Escreva a: Subcommittee on Anonymity, Box 459, Grand Central Station, New York, NY 10163. Os membros do comitê aguardam suas noticias. Precisamos da sua ajuda. E parece que o anonimato também.

EU NÃO ESTOU NO A.A. SÓ PARA PARAR DE BEBER

“EU”
Não estou no A. A. só para parar de beber

RENDIÇÃO – ADMISSÃO – ACEITAÇÃO

O Primeiro Passo nos fala de rendição. A palavra “render” me leva a outra: “derrota” e derrota para mim era algo inconcebível. Meu orgulho me impedia de enxergar qualquer tipo de derrota, mas os companheiros de A. A. conseguiram abrir uma brecha em meu orgulho, o suficiente para eu me sentir derrotado pelo álcool.
Eu me rendi, admiti e aceitei que eu era um alcoólico. Tinha algo errado em minha maneira de beber. Percebi logo cedo em A. A. que eu tinha que viver no mundo real, que a vida no mundo imaginário do alcoolismo estava me destruindo e não me levaria a lugar nenhum.
A admissão da impotência é o primeiro passo para a libertação desta obsessão mental poderosa que nos leva sempre a buscar o álcool como refúgio. Aliada a esta obsessão ou depois de satisfeita esta obsessão através da ingestão de algum gole de bebida surgia outra força tão poderosa quanto à obsessão que era a compulsão. Esta compulsão me obrigava a continuar bebendo cada vez mais. Que loucura!
Como entender que uma pessoa inteligente, segura de si, já experiente, ciente do buraco para o qual estava encaminhando não conseguia controlar a sua maneira de beber? Pois é, eu não tinha resposta para esta pergunta, mas o A. A. logo em seu Primeiro Passo para a recuperação me mostrou a dura realidade: o alcoolismo é um doença incurável, progressiva e de fins quase sempre fatais. Que triste notícia, mas junto com esta triste notícia veio outra e esta outra era confortadora e me mostrava o caminho a ser seguido: – só existe uma forma de deter este anseio louco pela bebida alcoólica: Este caminho é evitar o primeiro gole, pois é ele que põe em movimento toda esta loucura mental, esta obsessão aliada a compulsão que leva o alcoólico cada vez mais para o fundo, cada vez mais para a escuridão do fundo de poço. E é esta fabulosa sugestão que eu venho seguindo com sucesso: evitando o primeiro gole e me apoiando nos companheiros através das reuniões venho conseguindo, um dia de cada vez, conter esta destruição chamada alcoolismo. Quero destacar dois pontos muito importantes que constam em nossa literatura:
1) Nos primeiros tempos de A. A. era pensamento que somente os alcoólicos mais desesperados conseguiriam digerir esta notícias amargas, mas com o passar dos anos puderam perceber que mesmo aqueles que apenas eram bebedores potenciais poderiam ser atingidos pela experiência salvadora de A. A. e conseguiram evitar muitos anos de puro inferno em suas vidas. Cada vez mais, alcoólicos mais jovens e com um fundo de poço menos doloroso vêm alcançando A. A.
2) Existe uma pergunta de fundamental importância em nosso Primeiro Passo: Por que insistir que todo A. A. precisa chegar ao fundo de poço? E a resposta vem logo a seguir: porque para praticar os restantes onze passos de A. A. requer a adoção de atitudes e ações que quase nenhum alcoólico sonharia adotar. Quem se dispõe a ser rigorosamente honesto e tolerante? Honestidade, tolerância, compreensão, humildade, coragem e tantas outras virtudes até então desconhecidas para o alcoólico passam a ter importância fundamental na prática do restante do programa. Mas não precisamos nos desesperar, pois estas virtudes virão aparecendo pouco a pouco, um dia de cada vez, necessitamos para que isso ocorra somente ter a mente aberta e boa vontade.

(Fonte: Revista Vivência Nº 111-Jan-Fev/2008 – Onofre/Cachoeira do Campo/MG)

RENDIÇÃO – NA OPINIÃO DO BILL

RENDIÇÃO

“Na Opinião do Bill”

NAS MÃOS DE DEUS

Quando olhamos para o passado, reconhecemos que as coisas que nos chegaram quando nos entregamos nas mãos de Deus foram melhores do que qualquer coisa que pudéssemos ter planejado.

Minha depressão aumentou de forma insuportável até que finalmente me pareceu estar no fundo do poço, pois naquele momento o último vestígio de minha orgulhosa obstinação foi esmagado. Imediatamente me encontrei exclamando: “Se existe um Deus, que Ele se manifeste! Estou pronto para fazer qualquer coisa, qualquer coisa!”
De repente, o quarto se encheu de uma forte luz. Pareceu-me com os olhos de minha mente, que eu estava numa montanha e que soprava um vento, não de ar, mas de espírito. E então tive a sensação de que era um homem livre. Lentamente o êxtase passou. Eu estava deitado na cama, mas agora por instantes me encontrava em outro mundo, um mundo novo de conscientização. Ao meu redor e dentro de mim, havia uma maravilhosa sensação de presença e pensei comigo mesmo: “Então, esse é o Deus dos pregadores!”

AUTO CONFIANÇA E FORÇA DE VONTADE

Quando pela primeira vez fomos desafiados a admitir a derrota, a maioria de nós se revoltou. Havíamos nos aproximado de A. A. esperando aprender a ter auto confiança. Então nos disseram que, no tocante ao álcool, de nada nos serviria a auto confiança: aliás, ela era um empecilho total. Não era possível ao alcoólico vencer a compulsão pela mera força de vontade.

É quando tentamos fazer com que nossa vontade se harmonize com a vontade de Deus, que começamos a usá-la corretamente. Para todos nós, esta foi uma das mais maravilhosas revelações. Todo o nosso problema tinha sido o mau uso da força de vontade. Tínhamos tentado atacar nossos problemas com ela ao invés de tentar fazer com que ela se alinhasse com os planos de Deus para conosco. O propósito dos Doze Passos de A. A. é tornar isto cada vez mais possível.

A FORÇA NASCENDO DA FRAQUEZA

Se estamos dispostos a parar de beber, não podemos abrigar, de forma nenhuma, a esperança de que um dia seremos imunes AL álcool.

Tal é o paradoxo da recuperação em A. A.: a força nascendo da fraqueza e da derrota completa, a perda de uma vida antiga como condição para encontrar uma nova.

SOMENTE COM O PODER DA INTELIGÊNCIA?

Para o homem ou mulher intelectualmente auto suficiente, muitos Aas podem dizer: “Sim, éramos como você – inteligentes demais para nosso próprio bem. Adorávamos ouvir as pessoas nos chamarem de precoces. Usávamos nossa instrução para nos vangloriar, embora tivéssemos o cuidado de esconder isso dos outros. Secretamente, achávamos que poderíamos flutuar acima dos outros, somente com o poder da inteligência.
“O progresso científico nos dizia que não havia nada que o homem não pudesse fazer. O conhecimento era todo poderoso. O intelecto era capaz de conquistar a natureza. Uma vez que éramos mais brilhantes do que a maioria (assim pensávamos), os benefícios da vitória seriam nossos, automaticamente. O deus do intelecto substituía o Deus de nossos pais.
“Mas novamente o álcool tinha outras idéias. Nós, que tão brilhantemente tínhamos vencido, de repente nos convertemos nos maiores derrotados de todos os tempos. Percebemos que tínhamos que mudar ou morrer.”

A PEDRA FUNDAMENTAL DO ARCO DO TRÍUNFO

Tendo experimentado a destruição alcoólica, abrimos nossas mentes em relação às coisas espirituais. A esse respeito, o álcool foi um grande persuasor. Ele finalmente nos derrotou obrigando-nos a raciocinar.

Tivemos que deixar de fazer o papel de Deus. Isso não funcionou. Decidimos que dali por diante, nesse drama da vida, Deus ia ser nosso Diretor. Ele seria o Chefe: nós, os Seus agentes.
As boas idéias, na sua maioria, são simples, e esse conceito constitui a pedra fundamental do novo arco do triunfo, através do qual passamos à liberdade.

PRELÚDIO AO PROGRAMA

Poucas pessoas tentarão praticar sinceramente o programa de A. A., a não ser que tenham “chegado ao fundo do poço”, pois praticar os Passos de A. A. requer a adoção de atitudes e ações que quase nenhum alcoólico que ainda bebe pode sonhar em adotar. O alcoólico típico, egoísta ao extremo, não se interessa por essa perspectiva, a não ser que tenha que fazer essas coisas para não morrer.

Sabemos que o recém-chegado tem que “chegar ao fundo do poço”, do contrário pouca coisa pode acontecer. Por sermos alcoólicos que o compreendem. Podemos usar a fundo o poderoso argumento da obsessão mais alegria, como uma força que pode destruir seu ego. Só assim ele pode se convencer de que unicamente com seus recursos tem pouca ou nenhuma chance.

NÓS NÃO ESTAMOS LUTANDO

Paramos de lutar com tudo e com todos – mesmo com o álcool, pois a essa altura a sanidade voltou. Agora podemos reagir sadia e normalmente, e constatamos que isso aconteceu quase automaticamente. Vemos que essa nova atitude face ao álcool é realmente uma dádiva de Deus.
Aí esta o milagre. Não estamos lutando com ele, nem estamos evitando a tentação. Tampouco temos que prestar juramento. Em vez disso, o problema foi removido. Ele não existe para nós. Não somos nem atrevidos nem medrosos.
É assim que reagimos – enquanto nos mantivermos em boas condições espirituais.

VITÓRIA NA DERROTA

Convencido de que nunca conseguiria fazer parte e jurando nunca me conformar com o segundo lugar, eu sentia que simplesmente tinha que vencer em tudo que quisesse fazer, fosse trabalho ou divertimento. Como essa atraente fórmula de bem viver começou a dar resultado, de acordo com a idéia que eu então fazia do que fosse sucesso, fiquei delirantemente feliz.
Mas quando acontecia de um empreendimento falhar, eu me enchia de ressentimento e depressão que só podiam ser curados com o próximo triunfo. Portanto, muito cedo comecei a avaliar tudo em termos de vitória ou derrota – “tudo ou nada”. A única satisfação que eu conhecia era vencer.

Somente através da derrota total é que somos capazes de dar os primeiros passos em direção à libertação e à força. Nossa admissão de impotência pessoal finalmente vem a ser o leito de rocha firme sobre o qual podem ser construídas vidas felizes e significativas.

ACEITANDO AS DÁDIVAS DE DEUS

“Embora muitos teólogos afirmem que as experiências espirituais súbitas representem alguma distinção especial ou algum tipo de preferência divina, eu questiono esse ponto de vista. Todo ser humano, qualquer que sejam seus atributos para o bem ou para o mal, é uma parte da economia espiritual divina. Portanto, cada um de nós têm seu lugar, e não posso aceitar que Deus pretenda elevar alguns mais do que outros.
“Dessa forma, é preciso que todos nós aceitemos qualquer dádiva positiva que recebamos com profunda humildade, tendo sempre em mente que primeiro foram necessárias nossas atitudes negativas, como um meio de nos reduzir a um estado tal que nos deixasse prontos para receber uma dádiva positiva através da experiência da conversão. Nosso próprio alcoolismo e a imensa deflação, que finalmente daí resultou, constituem na verdade a base sobre a qual repousa nossa experiência espiritual.”

FORÇAS CONSTRUTIVAS

Minha opinião era tão arraigada, como a frequentemente vemos hoje em dia nas pessoas que se dizem atéias ou agnósticas, sua vontade de descrer é tão forte, que parecem preferir a morte a uma busca sincera de Deus, feita com a mente aberta. Felizmente para mim e para muitos como eu que buscaram A. A., as forças construtivas, produzidas em nossa Irmandade, quase sempre venceram essa colossal teimosia. Abatidos e completamente derrotados pelo álcool, frente a frente com a prova viva da libertação e rodeados por pessoas que podiam nos falar do fundo do coração, finalmente nos rendemos.
E então, paradoxalmente, nos encontramos numa nova dimensão, o verdadeiro mundo do espírito e da fé. Boa vontade suficiente, mente aberta suficiente – e pronto!

NUNCA O MESMO OUTRA VEZ

Descobrimos que quando um alcoólico plantava na mente de outro a idéia da verdadeira natureza de sua doença, este jamais voltaria a ser o mesmo. Após cada bebedeira, ele diria a si mesmo: “Talvez esses Aas tenham razão”. Depois de algumas experiências assim, e muitas vezes antes do começar a ter grandes dificuldades, ele voltaria a nós, convencido.

Nos primeiros anos, aqueles dentre nós que ficaram sóbrios em A. A., eram na verdade casos horríveis e completamente sem esperança. Mas depois começamos a ter sucesso com alcoólicos moderados, e mesmo com alguns alcoólicos em potencial. Começaram a aparecer pessoas mais jovens. Chegavam muitas pessoas que ainda tinham trabalho, lar, saúde e posição social.
Naturalmente foi necessário que esses recém-chegados chegassem emocionalmente ao fundo do poço, mas eles não tiveram que chegar a todos os tipos de fundo de poço possíveis para admitir que estavam derrotados.

A ESPERANÇA NASCIDA DO DESESPERO

Carta ao Dr, Carl Jung:

“Muitas experiências de conversão, qualquer que seja a variedade, têm como denominador comum o profundo colapso do ego. O indivíduo enfrenta um dilema impossível.
“No meu caso, o dilema tinha sido criado por minha compulsão pela bebida, e o profundo sentimento de desespero foi extremamente aumentado por meu médico. Foi aumentado ainda mais quando meu amigo alcoólatra contou-me de seu veredicto de desespero com respeito ao caso de Rowland H.
“No despertar de minha experiência espiritual, veio-me uma visão de uma sociedade de alcoólicos. Se cada sofredor levasse a outro a visão científica quanto à condição desesperada do alcoólico, poderia abrir-lhe a possibilidade de uma experiência espiritual transformadora. Esse conceito foi e é a base do sucesso, que desde então A. A. tem alcançado.”

FELIZES – QUANDO SOMOS LIVRES

Para a maioria das pessoas normais a bebida significa a libertação da preocupação, do aborrecimento e da ansiedade. Significa uma alegre intimidade com os amigos e um sentimento de que a vida é boa.
Mas não foi isso o que aconteceu conosco, nos últimos tempos de nossas pesadas bebedeiras. Os velhos prazeres desapareceram. Havia um desejo ardente de gozar a vida, como nunca, e uma dolorosa ilusão de que algum novo controle milagroso nos permitisse fazê-lo. Havia sempre mais uma tentativa e mais um fracasso.

Estamos certos de que Deus nos quer ver felizes, alegres e livres. Portanto, não podemos compartilhar a crença de que esta vida seja necessariamente um vale de lágrimas, embora em certa época tenha sido exatamente isto para muitos de nós. Mas ficou claro que vivíamos criando nossa própria miséria.

EM BUSCA DA FÉ PERDIDA

Muitos Aas podem dizer a uma pessoa sem fé: “Nós desviamos da fé que tínhamos quando crianças. Com a chegada do sucesso material, achamos que estávamos ganhando o jogo da vida. Isso era emocionante e nos fazia felizes.
“Por que deveríamos nos preocupar com abstrações teológicas e deveres religiosos ou com o estado de nossas almas aqui ou no além? A vontade de ganhar nos levaria para frente”.
“Mas então o álcool começou a nos dominar. Finalmente, quando começamos a ver nosso placar marcando zero, e percebemos que mais um golpe nos colocaria fora do jogo para sempre, tivemos que buscar nossa fé perdida. Foi em A. A. que a reencontramos.”

ENTREGAR-SE SEM RESERVAS

Depois de fracassar em meus esforços para fazer alguns bêbados pararem de beber, o Dr. Silkworth novamente me lembrou da observação do professor William James de que as experiências espirituais realmente transformadoras quase sempre se baseiam num estado de calamidade e colapso. “Pare de lhes pregar sermões”, disse o Dr. Silkworth, “e dê-lhes primeiro os duros fatos médicos. Isso pode sensibilizá-los tão profundamente que talvez venham a querer fazer qualquer coisa para recuperar-se. Então sim, elas poderão aceitar aquelas suas idéias espirituais e talvez até um Poder Superior”.

Pedimos que você seja destemido e meticuloso desde o início. Alguns de nós procuramos nos agarrar às nossas antigas idéias, e o resultado foi nulo – até que nos entregamos sem reservas.

COMBATE SEM AJUDA

Na verdade, poucos são aqueles que, assaltados pelo tirano álcool, venceram o combate sem ajuda. É um fato estatístico que os alcoólicos quase nunca se recuperam, só por meio de seus próprios recursos.
A caminho de Point Barrow, no Alaska, dois garimpeiros se instalaram numa cabana com uma caixa de uísque. O tempo ficou muito ruim e a temperatura baixou para 20 graus negativos; eles ficaram tão bêbados que deixaram o fogo apagar. Quando estavam a ponto de morrer por congelamento, um deles acordou a tempo de reacender o fogo. Saiu para procurar combustível e avistou um tambor de óleo vazio, cheio de água congelada. Embaixo do gelo, avistou um objeto amarelo-avermelhado. Eles descongelaram o tal objeto, e era um livro de A. A. Um deles leu o livro e parou de beber. A lenda diz que ele se tornou o fundador de um de nossos grupos mais longínquos do norte.

O INSTINTO DE VIVER

Quando homem e mulheres ingerem tanto álcool a ponto de destruir suas vidas, cometem um ato totalmente antinatural. Contrariando seu desejo instintivo de auto preservação, parecem estar inclinados à auto destruição. Lutam contra seu mais profundo instinto.
À medida que vão progressivamente se humilhando pela terrível surra administrada pelo álcool, a graça de Deus pode penetrar neles e expulsar sua obsessão. Aqui, seu poderoso instinto de viver pode cooperar plenamente com o desejo de seu Criador de lhes dar uma nova vida.

“A característica central da experiência espiritual consiste em dar a quem a experimenta uma nova e melhor motivação, fora de qualquer proporção com qualquer processo de disciplina, crença ou fé.
“Essas experiências não podem nos tornar íntegros de uma vez; constituem um renascimento a uma nova e verdadeira oportunidade.”

“IMPOTENTE PERANTE O ÁLCOOL”

Eu vinha descendo continuamente ladeira abaixo e, naquele dia em 1934, estava acamado no andar superior do hospital, sabendo pela primeira vez que estava completamente sem esperança.
Lois estava no andar térreo, e o Dr. Silkworth estava tentando, com suas maneiras gentis, transmitir a ela o que estava acontecendo comigo e que meu caso era sem esperança. “Mas Bill tem uma grande força de vontade”, ela disse. “Ele tem tentado desesperadamente ficar bom. Doutor, por que ele não consegue parar?”
Ele explicou que minha maneira de beber, que anteriormente era um hábito, tornou-se uma obsessão, uma verdadeira loucura que me condenava a beber contra meu desejo.

“Nos últimos estágios de nosso alcoolismo ativo, a vontade de resistir já não existe. Portanto, quando admitimos a derrota total e quando ficamos inteiramente dispostos a tentar os princípios de A. A., nossa obsessão desaparece e entramos numa nova dimensão – a liberdade sob a vontade de Deus, como nós O concebemos.”

DESDE A RAIZ PRINCIPAL

O princípio de que não encontraremos qualquer força duradoura, sem antes admitamos a derrota total é a raiz principal da qual germinou e floresceu nossa sociedade toda.

É dito a todo recém-chegado, e logo ele percebe por si mesmo, que sua humilde admissão de impotência perante o álcool constitui o primeiro passo em direção à libertação de seu jugo embriagador.
Assim, pela primeira vez, vemos a humildade como uma necessidade. Mas isso é apenas o começo. Afastar completamente nossa aversão à idéia de ser humildes, obter uma visão da humildade como o caminho que leva à verdadeira liberdade do espírito humano, trabalhar para a conquista da humildade como algo desejável por si mesmo, são coisas que demoram muito, muito tempo para a maioria de nós. Uma vida inteira dedicada ao egocentrismo não pode ser mudada de repente.

ALTO E BAIXO

Quando nossa Irmandade era pequena, lidávamos somente com “casos desesperados”. Muitos alcoólicos menos desesperados tentavam A. A., mas não eram bem-sucedidos porque não podiam admitir sua desesperança.
Nos anos seguintes isso mudou. Os alcoólicos que ainda tinham saúde, família, trabalho e até dois carros na garagem, começaram a reconhecer seu alcoolismo. À medida que essa tendência crescia, jovens que mal passavam de alcoólicos em potencial passaram a juntar-se a eles. Como poderiam pessoas como essas aceitar o Primeiro Passo?
Recordando nossas próprias histórias de bebida, mostrávamos a eles que anos antes de reconhecê-lo, já havíamos perdido o controle, que mesmo naquela época nossa maneira de beber já não era um mero hábito, que era na verdade o começo de uma progressão fatal.

VÁ COM CALMA, MAS VÁ

A procrastinação na verdade é apenas preguiça.

“Tenho observado que algumas pessoas conseguem suportar alguma procrastinação, mas muito poucos conseguem viver em completa rebeldia.”

“Temos conseguido colocar muitos bebedores problema diante desta terrível alternativa: ‘Ou nós, Aas, fazemos isso, ou morreremos’. Uma vez que isto entre em sua cabeça, beber mais só vai apertar mais o laço.
“Como muitos alcoólicos têm dito: ‘Cheguei ao ponto em que ou permanecia em A. A. ou do lado de fora. De modo que aqui estou!’”

(Fonte: Na Opinião do Bill – paginas: 2-42-49-60-87-118-121-135-168-174-209-217-218-235-242-245-246-283-305-314-322)

ADMISSÃO – NA OPINIÃO DO BILL

ADMISSÃO

“Na Opinião do Bill”

ACERCA DA HONESTIDADE

O perverso desejo de ocultar um mau motivo, atrás do bom, se infiltra nos atos humanos de alto a baixo. Esse tipo sutil e evasivo, de farisaísmo, pode se esconder sob o ato ou pensamento mais insignificante. Aprender a identificar, admitir e corrigir essas falhas, todos os dias, constitui a essência da formação do caráter e de uma vida satisfatória.

A decepção dos outros está quase sempre enraizada na decepção de nós mesmos.

De algum modo, estar sozinho com Deus não parece ser tão embaraçoso quanto enfrentar uma outra pessoa. Até que resolvamos sentar e falar em voz alta a respeito daquilo que há tanto tempo temos escondido, nossa disposição de “limpara a casa” é ainda muito teórica. Quando somos honestos com outra pessoa, isso confirma que temos sido honestos conosco e com Deus.

NA HORA DA VERDADE, SOMOS TODOS IGUAIS

No princípio, passaram-se quatro anos antes que A. A. conseguisse levar à sobriedade permanente uma única mulher alcoólica. Assim como aquelas pessoas que tiveram um fundo de poço “muito alto”, as mulheres diziam que eram diferentes; elas não precisavam de A. A. Mas, com o aperfeiçoamento da comunicação, principalmente pelas próprias mulheres, a situação mudou.
Esse processo de identificação e transmissão tem continuado. Aqueles que viviam na sarjeta diziam que eram diferentes. Ainda com mais ênfase, o membro da alta sociedade (ou o bêbado das altas rodas) dizia a mesma coisa, como também diziam os artistas e os profissionais, os ricos e os pobres, os religiosos, os agnósticos, os índios e os esquimós, os veteranos e os prisioneiros.
Mas hoje todas essas pessoas, e muitas outras, falam sobriamente do quanto todos nós, alcoólicos, somos iguais na hora da verdade.

VIVA SERENAMENTE

Quando um bêbado está com uma terrível ressaca porque bebeu em excesso ontem, ele não pode viver bem hoje. Mas existe um outro tipo de ressaca que todos experimentamos, bebendo ou não. Essa é emocional, resultado direto do acúmulo de emoções negativas de ontem e, às vezes, de hoje – raiva, medo, ciúme e outras semelhantes.
Se queremos viver serenamente hoje e amanhã, sem dúvida precisamos eliminar essas ressacas. Isso não quer dizer que precisamos perambular morbidamente pelo passado. Requer, isso sim, uma admissão e correção dos erros cometidos – agora.

CRESCIMENTO PELO DÉCIMO PASSO

Naturalmente, no decorrer dos próximos anos, cometeremos erros. A experiência nos tem ensinado que não precisamos ter medo de cometê-los, desde que mantenhamos a disposição para confessar nossas faltas e corrigi-las prontamente. Nosso crescimento como indivíduos tem dependido desse saudável processo de ensaio e erro. Assim crescerá nossa Irmandade.
Devemos sempre nos lembrar de que qualquer sociedade de homens e mulheres que não podem corrigir livremente suas próprias faltas, inevitavelmente chega à decadência e até mesmo ao colapso. Esse é o castigo universal por não continuar fazendo seu inventário moral e atuar de acordo com ele, do mesmo modo nossa sociedade como um todo deve fazer, se quisermos sobreviver e prestar serviço de maneira proveitosa e satisfatória.

NÃO PODEMOS VIVER SOZINHOS

Todos os Doze Passos de A. A. nos pedem para irmos contra nossos desejos naturais; todos eles reduzem nosso ego. Quando se trata da redução do ego, poucos Passos são mais duros de aceitar do que o Quinto Passo. Dificilmente qualquer um deles é mais necessário à sobriedade prolongada e à paz de espírito.
A experiência de A. A. nos ensinou que não podemos viver sozinhos e com os problemas que nos pressionam e com os defeitos de caráter que os causam ou agravam. Se passarmos o holofote do Quarto Passo sobre nossas vidas, e se ele mostrar, para nosso alívio, aquelas experiências que preferimos não lembrar, então se torna mais urgente do que nunca desistirmos de viver sozinhos com aqueles atormentadores fantasmas do passado. Temos que falar deles para alguém.

Não podemos depender totalmente dos amigos para resolver todas as nossas dificuldades. Um bom conselheiro nunca pensará em tudo, por nós. Ele sabe que a escolha final deve ser nossa. Entretanto, ele pode ajudar a eliminar o medo, oportunismo e a ilusão, tornando-nos capazes de fazer escolhas afetuosas, prudente e honestas.

FORÇA DE VONTADE E ESCOLHA

“Nós, Aas, sabemos que é inútil tentar destruir a obsessão de beber só pela força de vontade. Entretanto, sabemos que é preciso uma grande vontade para adotar os Doze Passos de A. A. como um modo de vida que pode nos devolver a sanidade.
Qualquer que seja a gravidade da obsessão pelo álcool, felizmente descobrimos que ainda podem ser feitas outras escolhas vitais. Por exemplo, podemos admitir que somos impotentes pessoalmente perante o álcool; que a dependência de um ‘Poder Superior’ é uma necessidade, mesmo que esta seja simplesmente uma dependência de um grupo de A. A. Então podemos preferir tentar uma vida de honestidade e humildade, fazendo um serviço desinteressado para nossos companheiros e para ‘Deus como nós O concebemos’.
Conforme continuamos fazendo essas escolhas e assim indo em busca dessas altas aspirações, nossa sanidade volta e desaparece a compulsão para beber”.

CONVERSAS QUE CURAM

Quando pedimos orientação a um amigo em A. A., não devemos hesitar em lembrá-lo de nossa necessidade de completo sigilo. A comunicação íntima normalmente é tão livre e fácil entre nós que um AA pode às vezes esquecer-se de guardar segredo. Nunca deveríamos violar o santo refúgio protetor desta que é a mais curativa de todas as relações humana.
Essas comunicações privilegiadas têm vantagens incalculáveis. Encontramos nelas a perfeita oportunidade de sermos totalmente honestos. Não precisamos nos preocupar com a possibilidade de prejudicar outras pessoas e nem precisamos temer o ridículo ou a condenação. E também temos a melhor oportunidade possível para identificarmos o auto-engano.

EXAMINANDO O PASSADO

Deveríamos fazer um preciso e exaustivo exame de como nossa vida passada afetou outras pessoas. Em muitos casos descobrimos que, embora o dano causado aos outros não tenha sido grande, o dano emocional que causamos a nós mesmos o foi.
Além do mais, os conflitos emocionais danosos permanecem muito profundos, abaixo do nível da consciência, às vezes quase esquecidos. Portanto, deveríamos tentar relembrar e rever bem estes acontecimentos passados que deram origem a esses conflitos e continuam causando violentos desequilíbrios emocionais, perturbando dessa forma nossa personalidade e mudando nossa vida para pior.

Reagimos mais fortemente às frustrações do que as pessoas normais. Revivendo esses episódios e discutindo-os em estreita confiança com outra pessoa, podemos reduzir seu tamanho e portanto seu poder inconsciente.

“ADMITIMOS PERANTE DEUS”

Desde que você não esconda nada, ao fazer o Quinto Passo, sua sensação de alívio aumentará de minuto a minuto. As emoções reprimidas durante anos saem de seu confinamento e, milagrosamente, desaparecem à medida que são reveladas. Com a diminuição da dor, uma tranqüilidade restauradora toma seu lugar. E quando a humildade e a serenidade estiverem assim combinadas, pode acontecer algo de grande significação para nós.
Muitos Aas, anteriormente agnósticos ou ateus, nos dizem que foi nessa fase do Quinto Passo que de fato sentiram, pela primeira vez, a presença de Deus. E mesmo aqueles que já tinham fé, muitas vezes tomaram consciência de Deus como nunca antes.

VITÓRIA NA DERROTA

Convencido de que nunca conseguiria fazer parte e jurando nunca me conformar com o segundo lugar, eu sentia que simplesmente tinha que vencer em tudo que quisesse fazer, fosse trabalho ou divertimento. Como essa atraente fórmula de bem viver começou a dar resultado, de acordo com a idéia que eu então fazia do que fosse sucesso, fiquei delirantemente feliz.
Mas quando acontecia de um empreendimento falhar, eu me enchia de ressentimento e depressão que só podiam ser curados com o próximo triunfo. Portanto, muito cedo comecei a avaliar tudo em termos de vitória ou derrota – “tudo ou nada”. A única satisfação que eu conhecia era vencer.

Somente através da derrota é que somos capazes de dar os primeiros passos em direção à libertação e à força. Nossa admissão de impotência pessoal finalmente vem a ser o leito de rocha firme sobre o qual podem ser construídas vidas felizes e significativas.

GUIA PARA UM CAMINHO MELHOR

Quase nenhum de nós gostou da idéia do auto-exame, da redução do orgulho e da confissão das imperfeições que os Passos requerem. Mas vimos que o programa realmente funcionava para os outros e viemos a acreditar na desesperança da vida tal como a estávamos vivendo.
Portanto, quando fomos abordados por aquelas pessoas que tinham resolvido o problema, só nos restou apanhar o simples conjunto de instrumentos espirituais que puseram ao nosso alcance.

Nas Tradições de A. A. está implícita a confissão de que nossa Irmandade tem suas falhas. Confessamos que temos defeitos de caráter, como a sociedade, e que esses defeitos nos ameaçam continuamente. Nossas Tradições são um guia para melhores formas de trabalhar e de viver, e representam para a sobrevivência e harmonia do grupo o que os Doze Passos de A. A. representam para a sobriedade e paz de espírito de cada membro.

UM PRINCÍPIO SALVADOR

Essa prática de admitir os próprios defeitos a uma outra pessoa é, sem dúvida, muito antiga. Foi validada em todas os séculos, e caracteriza a vida de todas as pessoas espiritualmente centradas e verdadeiramente religiosas.
Mas hoje a religião não é nem de longe a única defensora desse princípio salvador. Os psiquiatras e psicólogos apontam a grande necessidade que todo ser humano tem de desenvolver percepção e conhecimento práticos de suas próprias falhas de personalidade e de discuti-las com uma pessoa compreensiva e digna de confiança.
No que se refere aos alcoólicos, A. A. vai ainda mais longe. A maioria de nós declararia que sem a corajosa admissão de nossos defeitos para um outro ser humano, não poderíamos nos manter sóbrios. Até que estejamos dispostos a tentar isso, parece evidente que a graça de Deus não nos tocará para expulsar nossas obsessões destrutivas.

NUNCA O MESMO OUTRA VEZ

Descobrimos que quando um alcoólico plantava na mente de outro a idéia de verdadeira natureza de sua doença, este jamais voltaria a ser o mesmo. Após cada bebedeira, ele diria a si mesmo: “Talvez esses Aas tenham razão”. Depois de algumas experiências assim, e muitas vezes antes do começar a ter grandes dificuldades, ele voltaria a nós, convencido.

Nos primeiros anos, aqueles dentre nós que ficaram sóbrios em A. A., eram na verdade casos horríveis e completamente sem esperança. Mas depois começamos a ter sucesso com alcoólicos moderados, e mesmo com alguns alcoólicos em potencial. Começaram a aparecer pessoas mais jovens. Chegavam muitas pessoas que ainda tinham trabalho, lar, saúde e posição social.
Naturalmente foi necessário que esses recém-chegados chegassem emocionalmente ao fundo do poço, mas eles não tiveram que chegar a todos os tipos de fundo de poço possíveis para admitir que estavam derrotados.

COMPLETA A LIMPEZA DA CASA

Muitas vezes, os recém-chegados procuram guardar para si mesmos os fatos desagradáveis referentes às suas vidas. Tentando evitar a experiência humilhante do Quinto Passo, eles tentaram métodos mais fáceis. Quase sem exceção se embriagaram… Tendo preservado no resto do programa, perguntavam-se por que tinham recaído.
Acho que a razão é que eles nunca completaram a limpeza de sua casa. Fizeram seu inventário, mas continuaram agarrados a alguns de seus piores defeitos. Eles somente pensaram que tinham perdido seu egoísmo e medo. Somente pensaram que tinham se humilhado. Mas não tinham aprendido o suficiente sobre humildade, coragem e honestidade. Até que contaram a outra pessoa toda a sua vida.

O COMEÇO DA VERDADEIRA AFINIDADE

Quando chegamos em A. A. e pela primeira vez na vida nos encontramos entre pessoas que pareciam nos compreender, a sensação de pertencer foi muito emocionante. Achamos que o problema de isolamento tinha sido resolvido.
Mas logo descobrimos que, embora não estivéssemos mais sozinhos, no sentido social, ainda sofríamos das antigas angústias do isolamento ansioso. Enquanto não falássemos, com toda franqueza, de nossos conflitos e ouvíssemos mais alguém fazer o mesmo, ainda não fazíamos parte.
O Quinto Passo foi a resposta. Foi o começo de uma verdadeira afinidade como o homem e com Deus.

O PRIVILÉGIO DE COMUNICAR

Todos devem concordar que nós, Aas, somos pessoas incrivelmente afortunadas. Afortunadas porque sofremos tanto. Afortunadas porque podemos conhecer-nos, compreender-nos e amar-nos uns aos outros tão bem.
Esses atributos e virtudes raramente caem do céu. Na verdade, a maioria de nós sabe muito bem que essas dádivas são raras e que têm sua verdadeira origem em nosso sofrimento comum e em nossa libertação comum, pela graça de Deus.
Assim sendo, somos privilegiados por podermos comunicar-nos uns com os outros numa intensidade e de uma maneira raramente alcançada por nossos amigos não-alcoólicos do mundo que nos cerca.

“Eu costumava me envergonhar de minha situação e não falava sobre isso. Mas hoje confesso francamente que tenho tendência à depressão e isso tem atraído para mim outras pessoas com a mesma tendência. Trabalhar com eles tem me ajudado bastante”.

“DESTEMIDO E MINUCIOSO”

Minha auto análise tem sido frequentemente falha. Às vezes tenho deixado de compartilhar meus defeitos com as pessoas certas; outras vezes tenho confessado os defeitos delas, em lugar dos meus, e ainda outras vezes, minha confissão dos defeitos tem sido mais de queixas, em alta voz, acerca de minhas circunstâncias e meus problemas.

Quando A. A. sugere um destemido inventário moral, isso deve parecer a todo recém-chegado que lhe estamos pedindo mais do que ele é capaz de fazer. Cada vez que ele tenta olhar para dentro de si, o orgulho diz: “Você não precisa percorrer esse caminho…” e o medo diz: “Não se atreva a olhar!”
Mas o orgulho e o medo desse tipo não passam de bichos-papões. Uma vez que façamos inventário com toda a boa vontade e nos esforcemos para fazê-lo minuciosamente, uma luz maravilhosa invade essa cena nebulosa. À medida que persistimos, nasce um tipo de confiança totalmente novo, e a sensação de alívio com a qual finalmente nos deparamos é incrível.

QUANDO OS CONFLITOS AUMENTAM

Algumas vezes eu seria forçado a examinar situações onde estava agindo mal. No mesmo instante, eu começaria freneticamente a procurar desculpas.
“Essas”, eu exclamaria, “são realmente faltas de um homem de bem”. Quando essa frase favorita fosse destruída, eu pensaria: “Bem se aquelas pessoas me tratassem sempre bem, eu não teria que me comportar da maneira que me comporto”. A desculpa seguinte seria esta: “Deus sabe muito bem que tenho terríveis compulsões. Simplesmente não posso vencê-las, só mesmo Ele vai ter que me tirar dessa”. Finalmente chegava o momento em que eu exclamaria: “Isso eu positivamente não farei! Nem mesmo tentarei”.
Claro que meus conflitos foram aumentando, porque eu estava completamente carregado de desculpas, recusas e revolta.

Numa auto-avaliação, o que nos vem à mente, quando estamos sozinhos, pode ser distorcido por nossa própria racionalização. A vantagem de falar com uma outra pessoa é que podemos obter, diretamente, seus comentários e conselhos a respeito de nossa situação.

DESDE A RAIZ PRINCIPAL

O princípio de que não encontraremos qualquer força duradora, sem que antes admitimos a derrota total é a raiz principal da qual germinou e floresceu nossa sociedade toda.

É dito a todo recém-chegado,e logo ele percebe por si mesmo, que sua humilde admissão de impotência perante o álcool constitui o primeiro passo em direção à libertação de seu jugo embriagador.
Assim, pela primeira vez, vemos a humildade como uma necessidade. Mas isso é apenas o começo. Afastar completamente nossa aversão à idéia de ser humildes, obter uma visão da humildade como o caminho que leva à verdadeira liberdade do espírito humano, trabalhar para a conquista da humildade como algo desejável por si mesmo, são coisas que demoram muito, muito tempo para a maioria de nós. Uma vida inteira dedicada ao egocentrismo não pode ser mudada de repente.

CONTANDO O PIOR

Embora fossem muitas as variações, meu principal tema era sempre: “Como sou terrível!” Do mesmo modo como muitas vezes, por orgulho, exagerava minhas mais modestas qualidades, também exagerava meus defeitos através do sentimento de culpa. Em todos os lugares, eu vivia confessando tudo (e mais um pouco) a quem quisesse me ouvir. Acreditem ou não, eu achava que essa ampla exposição de meus erros era uma grande humildade de minha parte e considerava isso um consolo e um grande bem espiritual.
Porém, mais tarde, percebi profundamente que na verdade não tinha me arrependido dos danos que causei aos outros. Esses episódios eram apenas a base para contar histórias e fazer exibicionismo. Junto com essa compreensão, veio o começo de um certo grau de humildade.

ALTO E BAIXO

Quando nossa Irmandade era pequena, lidávamos somente com “casos desesperados”. Muitos alcoólicos menos desesperados tentavam A. A., mas não eram bem-sucedidos porque não podiam admitir sua desesperança.
Nos anos seguintes isso mudou. Os alcoólicos que ainda tinham saúde, família, trabalho e até dois carros na garagem, começaram a reconhecer seu alcoolismo. À medida que essa tendência crescia, jovens que mal passavam de alcoólicos em potencial passaram a juntar-se a eles. Como poderiam pessoas como essas aceitar o Primeiro Passo?
Recordando nossas próprias histórias de bebida, mostrávamos a eles que anos antes de reconhecê-lo, já havíamos perdido o controle, que mesmo naquela época nossa maneira de beber já não era mero hábito, que era na verdade o começo de uma progressão fatal.

PERDÃO

Através do Quinto Passo, que é de vital importância, começamos a ter a sensação de que poderíamos ser perdoados, fosse o que fosse que tivéssemos pensando ou feito.
Muitas vezes, ao trabalhar nesse Passo com nossos padrinhos ou conselheiros espirituais, pela primeira vez nos sentimos verdadeiramente capazes de perdoar os outros, não importando quão profundamente sentíssemos que eles tivessem nos ofendido.
Nosso inventário moral nos tinha convencido de que todo perdão era desejável, mas foi somente quando fizemos resolutamente o Quinto Passo que soubemos no íntimo que éramos capazes, tanto de aceitar o perdão como também de perdoar.

(Fonte: Na Opinião do Bill – paginas: 17-24-48-65-83-88-102-111-126-135-149-164-209-213-228-231-261-289-305-311-314-318)