Monthly Archives: Setembro 2014

AA – COMO FUNCIONA?

AA – Como Funciona?

Raramente vimos alguém fracassar tendo seguido cuidadosamente nosso caminho. Os que não se recuperam são pessoas que não conseguem ou não querem se entregar por completo a este programa simples, em geral homens e mulheres que, por natureza, são incapazes de ser honestos consigo mesmos.
Existem pessoas assim. Não é culpa sua, parecem ter nascido assim. São naturalmente incapazes de aceitar e desenvolver um modo de vida que requeira total honestidade. Suas chances são inferiores à média. Existem, também, as que sofrem de graves distúrbios mentais e emocionais, mas muitas delas se recuperam, se tiverem a capacidade de serem honestas.
Nossas histórias revelam, de uma forma geral, como costumávamos ser, o que aconteceu e como somos agora. Se você chegou à conclusão de que quer o que nós temos e deseja fazer todo o possível para obtê-lo, então está pronto para dar alguns passos.
Diante de alguns, nós recuamos. Achamos que poderíamos encontrar um modo mais fácil e mais cômodo. Mas não conseguimos. Com toda a veemência a que somos capazes, pedimos que você seja corajoso e cuidadoso, desde o início. Alguns de nós tentamos nos agarrar a nossas velhas ideias e o resultado foi nulo, até que nos rendemos incondicionalmente. Lembre-se de que estamos lidando com o álcool – traiçoeiro, desconcertante, poderoso! Sem ajuda, é demais para nós. Mas há Alguém que tem todo o poder – este Alguém é Deus. Que você possa encontrá-lo agora!

Extraído do Capítulo V – Alcoólicos Anônimos (publicação autorizada JUNAAB)

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O QUE OS RECÉM-INGRESSADOS DEVEM SABER?

O que os recém-ingressados devem saber?

Para quem encaminha pessoas para A.A.
Estas informações são tanto para pessoas que acreditam que tem problemas com a bebida como para aqueles que convivem com quem tem, ou acreditam que tenham problema. Muitas destas informações estão disponíveis em maiores detalhes na literatura publicada de A.A. Este resumo conta o que se espera de Alcoólicos Anônimos. Ele descreve o que A.A. é, O que A.A. faz, e o que A.A. não faz.
O que é A.A.?
Alcoólicos Anônimos é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperanças, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo.
O único requisito para se tornar membro é o desejo de parar de beber.
Para ser membro de A.A. não há taxas ou mensalidades; somos autossuficientes, graças às nossas próprias contribuições.
A.A. não está ligada a nenhuma seita ou religião, nenhum partido político, nenhuma organização ou instituição; não deseja entrar em qualquer controvérsia; não apoia nem combate quaisquer causas.
Nosso propósito primordial é manter-nos sóbrio e ajudar outros alcoólicos a alcançarem a sobriedade.

Simplicidade de propósito e outros problemas além do alcoolismo.
Alcoolismo e droga adicção são frequentemente abordados como “Abuso de Substâncias” ou “Dependência Química”. Alcoólicos e não alcoólicos, são então, encorajados e frequentar as reuniões de A.A. Qualquer um pode estar presente numa reunião aberta de A.A. Mas somente aqueles que realmente têm problemas com a bebida pode participar de reuniões fechadas ou ingressar em A.A. como membro. Pessoas com problemas outros que o alcoolismo são aceitos como membros de A.A. se tiverem problemas com a bebida.
O que A.A. faz?
1. Membros de A.A. dividem suas experiências com qualquer um que procure ajuda com problemas de alcoolismo; eles dão depoimentos cara a cara em reuniões ou apadrinhando o alcoólico recém-chegado em A.A.
2. O programa de A.A. é proposto em Doze Passos, que proporciona ao alcoólico uma maneira de desenvolver satisfatoriamente a vida sem o álcool.
3. Este programa é apresentado nas reuniões de grupo de A.A.
a. reuniões abertas
b. temáticas abertas
c. reuniões fechadas
d. reuniões de passos
e. reuniões em instituições e clínicas
f. reuniões de C.T.O.
O que A.A. não faz.
Recrutar membros, ou tentar aliciar alguém para juntar-se ao A.A.
Manter registro de seus membros ou de suas histórias.
Acompanhar ou tentar controlar seus membros.
Fazer diagnósticos ou prognósticos clínicos ou psicológicos.
Providenciar hospitalização, medicamentos ou tratamento psiquiátrico.
Fornecer alojamento, alimentação, roupas, emprego, dinheiro ou outros serviços semelhantes.
Fornecer aconselhamento familiar ou profissional.
Participar de pesquisas ou patrociná-las.
Filiar-se a entidades sociais (embora muitos membros e servidores cooperem com elas).
Oferecer serviços religiosos.
Participar de qualquer controvérsia sobre álcool ou outros assuntos.
Aceitar dinheiro pelos seus serviços ou contribuições de fontes não A.A..
Fornecer cartas de recomendação a juntas de livramento condicional, advogados, oficiais de justiça, escolas, empresas, entidades sociais ou quaisquer outras organizações ou instituições.

Conclusão:

O propósito primordial de A.A. é de levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre.

A AMBIÇÃO PESSOAL NÃO TEM LUGAR EM A.A.

A AMBIÇÃO PESSOAL NÃO TEM LUGAR EM A.A.

“Amigos se afastaram, perdi um casamento que tinha chances de ser saudável, perdi o melhor emprego que tive; Perdi totalmente o domínio da minha vida”!

Desde que me dediquei profundamente a assistir reuniões diárias em A.A. e a realmente reconhecer a natureza exata das minhas falhas deparei-me com a confirmação da perversa ambição que alimentara meus vinte anos de alcoolismo.
As ideias nas quais acreditava me ditavam que a felicidade deveria estar nas coisas fora de mim, tais como posição profissional, carro, casa de campo e claro, nas garrafas de bebidas importadas que habitavam meus sonhos grandiosos.
Assim percorri a trilha do sucesso, atropelando valores de boa conduta, manipulando colegas de trabalho, sendo desonesta, roubando e destruindo códigos morais e espirituais.
Minha personalidade começou a se deformar aos 13 anos, quando iniciei a bebedeira e então, além dos porres alcoólicos, eu tinha os porres do sucesso. Minha ambição sempre me levou ao topo e quando lá chegava, tornava-me uma pessoa insuportável, tamanha a arrogância e a grandiosidade. Fazia dos meus colegas de trabalho os meus súditos. Mostrava-me empenhada e dedicada aos meus chefes e, ao garantir a confiança deles, praticava atrocidades perversas. Eu trazia comigo uma visão tão deturpada de mim mesma que considerava serem as minhas necessidades as mais importantes de toda a humanidade.
Depois de conquistar o poder, tornava-me ainda mais insaciável e terrivelmente ambiciosa. Era tão escrava da minha ambição que esquecia até mesmo de investir o dinheiro que ganhava em projetos duradouros, gastando-o em superficialidades, alegando que a felicidade citada anteriormente já estaria reservada para mim, sem qualquer sacrifício. Ela cairia do céu, assim que eu ordenasse. Eu realmente acreditava nisso.
O final da minha ativa me trouxe o resultado da minha ambição pessoal: nada foi construído material ou afetivamente. Tornei-me uma alcoólica totalmente isolada no meu egocentrismo. Amigos se afastaram, perdi um casamento que tinha chances de ser saudável, perdi o melhor emprego da minha vida, além de ter a faculdade interrompida. Resumindo: Perdi totalmente o domínio da minha vida.
Quando me rendi ao Programa de A.A., vi o quanto precisava para me modificar internamente e não apenas tampar a garrafa. No início, contentava-me com o fato de estar conseguindo evitar o primeiro gole, mas sabia da necessidade da transformação profunda.
Cheguei querendo os mesmos reconhecimentos que obtive na ativa, contudo não os obtive em A.A., graças à sobriedade de companheiros antigos que me alertaram para o cuidado que deveria ter sobre minha prepotência, pois ela me faria voltar a beber, caso eu a alimentasse.
Os mais antigos me ensinaram que para haver de fato uma reformulação de vida, eu deveria encontrar o sucesso na minha derrota, ou seja, na admissão da minha impotência perante o álcool e não esperar louros e aplausos pelos títulos lá de fora, tão bem guardados pela minha vaidade.
Assim venho caminhando a recuperação, onde me coloco em estado de alerta todas as vezes que meu ego se inflama ao ser elogiada por algumas atitudes positivas dentro do grupo ou quando meu depoimento é citado como referência durante uma reunião. Só eu sei onde os elogios me levaram um dia e para esse lugar insano que eu não quero mais voltar. Renuncio as glórias e as ambições desgovernadas, só por hoje.
Aprendi a ter coragem para modificar as coisas que posso, por mais agradáveis que pareçam. Meu alcoolismo foi alimentado por coisas agradáveis e fáceis e por isso tornei-me uma pessoa mimada e imatura. Sei que se eu continuar colocando à frente os meus instintos desvirtuados, acabarei indo ao primeiro gole e farei da minha vida uma maratona até a morte.
É vital para minha recuperação que além de evitar o primeiro gole, eu também evite a ambição pessoal que me fez escrava dos meus caprichos.
A.A. é o único caminho onde percebo claramente que não há espaço para a ambição pessoal, haja vista a reunião de serviços, sempre pautada em atender a decisão da consciência coletiva; visando o bem estar comum, fortalecendo o propósito comum de uma irmandade que existe desde 1935, lapidando personalidades destruídas pelo álcool e contribuindo assim, não só para o crescimento individual de seus membros, como também para que nos tornemos pessoas construtivas na sociedade em que vivemos.

Juliana/Rio de Janeiro/RJ

Quando me rendi ao Programa de A.A., vi o quanto precisava para me modificar internamente e não apenas tampar a garrafa.

Vivência nº 106 – Mar./Abr. – 2007

A ESPIRITUALIDADE DAS TRADIÇÕES NO PROGRAMA DE A.A.

A Espiritualidade das Tradições no Programa de A.A.

“Mesmo estando sóbrios há alguns anos, continuamos tendo boa disposição para colaborar nos Serviços de A.A.?”
Depois de conhecer a mensagem de AA, torna-se responsabilidade de cada um dos membros, entender que o grupo tem de sobreviver para que o doente em recuperação que lá se encontra não venha a perecer. E que assim possa proporcionar aos que ainda chegarão um dia, uma mensagem viva, fortalecedora, renovadora, cheia de amor e de gratidão!
AA é um programa espiritual e de vida! De uma nova vida! Não basta “botar a rolha na garrafa”. Requer dos seus membros o estudo e a prática dos princípios espirituais, para que continue havendo um verdadeiro compartilhar e Unidade!

Na Reflexão Diária do dia 20 de março – AMOR E TOLERÂNCIA – diz: “Nosso código é o amor e a tolerância pelos outros” – “Alcoólicos Anônimos, pág. 104”. Em seguida, comenta a leitura: “Descobri que preciso perdoar aos outros em todas as situações, a fim de manter um verdadeiro progresso espiritual. A importância vital do perdão pode não ter sido óbvia para mim à primeira vista, mas meus estudos me diziam que todo grande professor espiritual tinha insistido fortemente nisso. Devo perdoar as injúrias, não apenas por palavras, ou como formalidade, mas dentro do meu coração. Não faço isto por amor às outras pessoas, mas para o meu próprio bem. Ressentimento, raiva ou desejo de ver alguém punido, são coisas que apodrecem minha alma. Tais coisas me prendem a mais dificuldades. Elas me amarram a outros problemas que não têm nada a ver com meu problema original”.
A maioria de nós tem aprendido que a recuperação do alcoolismo não é uma dádiva para ser agarrada egoisticamente para si. Significa também responsabilidade por servir a outros, tanto dentro como fora de AA.
Através de nossas Doze Tradições, temos nos colocado contra quase todas as tendências do mundo lá fora. Temos negado a nós mesmos o governo pessoal, o profissionalismo e o direito de dizer quais deverão ser nossos membros. Abandonamos o fanatismo, a reforma e o paternalismo. Recusamos o dinheiro de caridade e decidimos viver à nossa própria custa. Procuramos cooperar com praticamente todos, mas não permitimos por filiação, que nossa Irmandade seja unida a nenhuma. Não entramos em controvérsia pública e não discutimos mesmo entre nós, assuntos que dividem a sociedade: religião e política. Temos um único propósito, que é o de levar a mensagem de AA para o doente alcoólico que deseja. E assim, para o nosso bem como Irmandade, deve continuar.
“Tomamos essas atitudes, não porque pretendemos ter virtudes especiais ou sabedoria; fazemos essas coisas porque a dura experiência tem ensinado que precisamos, se o AA quiser sobreviver num mundo conturbado como é o de hoje!”
Graças ao Poder Superior, cada vez mais, os grupos de AA estão compreendendo que eles são entidades espirituais, e não pontos de organizações de negócios ou criados para outras finalidades, senão única, a de levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre.
O passar dos anos nos tem trazido belíssimos princípios desta Sabedoria. Um dos mais preciosos reside exatamente na auto sustentação que a Irmandade deve ter por seus próprios membros. Outro é a Prudência. Autossuficiência e prudência juntas, mostram-nos que tudo podemos.
Ao longo de nossa vivência dentro de AA, verificamos que são inúmeras as dádivas que recebemos depois de sóbrios: um verdadeiro lar, o resgate de um nome, uma família, o recomeço de uma vida saudável e feliz! E, acima de tudo os bens espirituais que se traduzem no reencontro consigo mesmo! no amor por si, para consigo e para com os outros. Diante disto, que maneira mais original para uma retribuição? Muitos ainda desconhecem, mas é através do verdadeiro entendimento da autossuficiência que tanto necessita a Irmandade, somada a Prestação de Serviços.
É muita vaidade e mesmo egoísmo, chegarmos no nosso grupo base, apenas para ouvir os depoimentos, dar alguns “desabafos”, ir embora muitas vezes antes do término da reunião ou então não participarmos dos problemas e das necessidades do Grupo!
É muito estranho, o grupo não ter literaturas para o ingressante. Não estar com a sua sala bem organizada e limpa. Não ter o seu Comitê de Serviços ou o Comitê Orientador. Não ter a sua autonomia bem alicerçada, por falta de Servidores de Confiança!
É difícil de se entender, a existência de um Órgão de Serviço, criado pelos Grupos para lhes servir e para fazer pelos grupos aquilo que os mesmos não podem, visto a sua primordial destinação e, logo em seguida, este Escritório de Serviços não poder executar suas ações pela falta de contribuições destes grupos que o criou e que está naquele local lhes servindo direta ou indiretamente, quase todos os dias.
Muitas vezes, quando são feitas referências ao AA e aos Serviços de AA numa Comunidade, tanto por membros AAs como por pessoas não AAs, o fato deveria contagiar a todos de orgulho e felicidade. Porém, também invariavelmente, se percebe que muitos poucos membros se interessam como aquilo foi feito ou o que se gastou para se fazer ou porque foi feito!
“Deus se interessa por nós, seres humano, quando realmente O buscamos”.
O ser humano tende a buscar felicidade de acordo com suas próprias fórmulas, transformando a vida em busca desenfreada de sucesso, prazeres e fugindo dos seus medos.
Ao longo desse processo, sofre e faz sofrer. Libertar-se desse ciclo escravizante significa tornar-se mais livre e mais feliz.
Deus nos faz mais fortes com cada vitória. É mais ou menos como uma vacina: Ele nos dá pequenas doses para não pegarmos a doença e de uma forma constante e gradual, aumentar nossa resistência. Às vezes somos postos à prova, quando desafiamos os nossos Princípios…
Ocasiões para refletir se tornam necessárias. É aí onde nós encontramos as luzes dos princípios que norteiam nossas vidas dentro e fora de AA. Isto deveria ser entendido como fatores de grande importância, principalmente se levarmos à sério e com bastante fé!
Fé é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém.
A fé se relaciona com os verbos acreditar, confiar ou apostar. Ter fé é nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor, pelo que acredita, confia e aposta. A fé não é baseada em evidências físicas, reconhecidas pela comunidade científica. É um sentimento nutrido em relação a uma pessoa, um objeto inanimado, uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião, uma crença popular e até um conjunto de regras, princípios ou tradições.
A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais e a motivos nobres ou estritamente pessoais. Pode estar direcionada a alguma razão específica ou mesmo existir sem razão definida.
A fé emotiva é aquela que vem de imediato. Acontece ali, na hora, levada pela emoção. Já a fé racional age com a razão, levando o indivíduo a ter esperança. E com esperança se adquire Amor e com amor você demonstra gratidão e com gratidão se pratica a doação!
Para se exercitar a espiritualidade das Tradições é preciso ter estas noções que abordaram sobre a fé. Se não for assim, você não aceita e até poderá criticá-la ou mesmo desprezá-la!
É oportuno mencionar o que disse Santa Terezinha de Jesus: “Onde tem Amor, pondes amor e encontrarás mais Amor”, para agradecermos ao Poder Superior, Deus como O concebemos, pelas dádivas que todos nós temos recebido. E se isto foi e é possível é graças ao nosso respeito a espiritualidade de nossos princípios.
A espiritualidade das Tradições é real e precisa. É igual a espiritualidade dos Doze Passos. É igual a espiritualidade dos Doze Conceitos para os Serviços Mundiais. Resta-nos descobri-la a cada dia, exercitá-la e respeitá-la incondicionalmente, tanto por nós quanto pelo nosso próximo, mesmo que não esteja tão próximo!
Que o Poder Superior nos Abençoe!!!

CAMPOS S./Brasília-DF

A MUDANÇA É SÚBITA OU LENTA?

A MUDANÇA É SÚBITA OU LENTA?

Hoje com muitas 24 horas de sobriedade alcoólica sei que a programação é para toda a vida, pois, muitos fatos ainda alteram minhas emoções, por isso digo que a mudança é lenta. A cada dia, a cada ação posso precisar de mudanças: na maneira de pensar, no modo de agir usando o que foi aprendido em nossas reflexões, as quais nos dão muita experiência de vida para sabermos lidar com nossos medos: medo financeiro, que pode vir de várias maneiras; por falta de dinheiro, por pensar que o que temos poderá não ser o suficiente na terceira idade; medos que geram problemas de ansiedade, que nos levam a fazer as coisas correndo como se o tempo não fosse o necessário, às vezes deixando de ter o devido cuidado para que as coisas saiam a contento, querendo um resultado em nossas vidas como se fosse um milagre.
Sabemos que para obter um resultado precisamos de disciplina e perseverança.
Exemplo: para se ter um corpo saudável, físico atlético há necessidade de disciplina na alimentação, treinamento e só após um longo período se vê o resultado, mas se deixarmos de praticar o treinamento este corpo trabalhado vai perdendo a tonalidade muscular.
Assim também é como vejo a nossa programação: vou à sala participar da reunião para adquirir a força que acredito vir de um Poder Superior mantendo-me sóbrio a cada 24 horas.
Se eu deixar de frequentar a sala de A.A. minha fé, sem exercício, me tornará cada vez mais fraco pela falta de contato com depoimentos novos, os quais acontecem no dia a dia em nossas reuniões e que é o alimento de nossa programação.
Sabemos que o segredo de nossa sobriedade está no compartilhar, na troca de experiências, é no falar e no ouvir que mantemos a mente aberta encontrando soluções para nossos problemas cotidianos.
Se deixarmos de participar estaremos cada vez menos fortalecidos para suportar acontecimentos diferentes em nossas vidas sem pensarmos em bebida, a qual, um dia já foi remédio para todos os males e a desgraça de nossas vidas.
Como todo dia vivemos problemas e alegrias é bom que continuemos a participar e compartilhar nosso cotidiano em reuniões de A.A., pois embora a mudança seja lenta ela ocorrerá eficazmente através da participação, que é a chave da recuperação.
Muita paz e serenidade!

Edson/Belo Horizonte/MG
Vivência nº112 – Mar/Abr/2008.

A MULHER ALCOÓLATRA

A mulher alcoólatra

Homem e mulher, ambos são igualmente vulneráveis; por isso tanto um como o outro podem desenvolver o alcoolismo.

1ª Parte

Há muito tempo a minha esposa vem me pedindo para escrever algo sobre a mulher alcoólatra. De fato, reconheço que quando eu- ou qualquer outro- escreve sobre o alcoolismo, faço-o de tal maneira que o leitor pode facilmente concluir que o alcoolismo é um fenômeno que afeta quase exclusivamente o homem. Escrevemos dessa forma porque as frases se tornam meio pesadas quando interrompidas constantemente por parênteses:” O (ou a) alcoólatra; o marido ( ou esposa) quer bebe demais; o filho ( ou filha) que não quer admitir que ele ( ou ela) tem um problema”. É bem mais fácil e menos confuso referir-se sempre ao pai, marido ou filho alcoólatra e depois explicar que também existem mulheres com essa doença.
E por que não haveriam de existir? Se o alcoolismo é, em pelo menos 80% dos casos, uma enfermidade de origem orgânica, cuja causa principal é uma predisposição bioquímica do corpo à substância chamada álcool, por que não haveriam de existir tantas mulheres quantos homens com esta predisposição? Tudo indica que existem. E por que não haveriam de existir tantas mulheres alcoólatras quantos homens alcoólatras? Aqui no Brasil, por uma única razão, a meu ver. Porque, para ser alcoólatra, é geralmente necessário ter aquela predisposição orgânica, mas é também necessário beber bebidas alcoólicas. E por motivos sócio culturais, a mulher brasileira ainda não bebe tanto quanto o homem brasileiro. Melhor dito, no Brasil, menos mulheres bebem do que homens. Ainda.
Nos Estados Unidos, onde a mulher já bebe tanto quanto o homem, existe o mesmo número de mulheres alcoólatras quanto homens alcoólatras. Esta, pelo menos, é a opinião de muitas das maiores autoridades do mundo no campo do alcoolismo, entre elas do Dr. Marvin Block, Robert G. Bell, Ruth Fox, Marty Mann, Muriel Nellis e Moris Chafets. Estes eminentes profissionais consideram que a proporção de mulheres para homens alcoólatras nos Estados Unidos é de “cinquenta-cinquenta”. Quer dizer, de cada cem homens que bebem, dez a quinze desenvolvem o alcoolismo. E de cada cem mulheres que bebem, também dez a quinze desenvolvem o alcoolismo. Não há motivos para pensar que a coisa seja diferente no Brasil.
Não deve demorar muito para a mulher brasileira alcançar o grau de emancipação já adquirido pelas suas irmãs nos países “avançados” da Europa e América do Norte. assim sendo, talvez seja uma boa hora de se falar abertamente sobre a mulher alcoólatra no Brasil.
Há bastante evidência de que a mulher hoje esteja bebendo muito mais, e com maior frequência, do que no passado. de fato, ela bebe menos cerveja do que o homem. Em compensação, bebe mais vinho e mais bebidas destiladas. A maior liberdade que a mulher tem adquirido nos últimos anos inclui maior liberdade para beber. Contudo, é engano culpar o movimento de libertação da mulher( ou mesmo os males que o movimento procura combater) como uma das causas do alcoolismo na mulher.
Os mitos e estereótipos sobre a mulher alcoólatra morrem devagar. O fato de serem diferentes as suas necessidades e os seus problemas não quer dizer que são necessariamente piores. O que vemos é o velho padrão duplo, ainda tão enraizado na cultura latino-americana: aquele mesmo padrão que acha perfeitamente razoável um homem ” dar suas saidinhas” e “ter uma menina por fora”, ao mesmo tempo que a taxa de ” promíscua” ou coisa pior a mulher que tem suas próprias relações extramaritais.
Homem que bebe demais é aceitável. O beber exagerado é até prova de sua hombridade na mente de muitos. Mas mulher que bebe demais é vulgar, licenciosa e imoral. Que tragédia que ainda se pense assim no Brasil, pois uma das consequências é que, ao invés de procurar solucionar seu problema, a mulher brasileira procura escondê-lo. Procurar um tratamento para seu problema de bebida, pensa a mulher, implicaria na admissão de que tudo o que estão dizendo a respeito dela é verdade.
junto com o estigma associado à mulher que bebe exageradamente( sinal de que possa estar sofrendo do alcoolismo, existe o sentido de cavalaria que cria um círculo “protetor” de silêncio ao redor dela. Curiosamente, os que falam mal da mulher que bebe do que aqueles que não comentam seu comportamento com ela. Porque, se ela for alcoólatra, a melhor coisa que pode fazer é sentir a necessidade de se tratar logo, enquanto o círculo protetor do silêncio tende a perpetuar a doença na mulher.

Texto de uma série de artigos publicados entre os anos de 1981 e 1982 pelo Dr. Donald Lazo- tradutor do livro Azul para o português.

A mulher alcoólatra ( 2ª parte )

Altos níveis de álcool no sangue das gestantes podem comprometer o desenvolvimento do sistema nervoso central do bebê.

Além de serem contraditórias, não encontram apoio nos fatos e nas pesquisas as hipóteses de que a mulher alcoólatra bebe por sentir-se dependente demais ( encontrando, na bebida, um alívio da sensação de escravidão), ou para aumentar a sensação do poder ou mesmo da feminilidade.
Por outro lado, as diferenças físicas entre mulheres e homens bebedores não podem ser desprezadas. Quando uma mulher tenta acompanhar um homem, bebida por bebida, numa festa, tem grande probabilidade de se dar mal. Seu tamanho menor e o maior índice de gordura no seu corpo resultarão num nível de álcool no sangue mais alto na mulher do que no homem, mesmo que tenham bebido o mesmo número de drinques. E o que faz mal , quando a gente bebe, é o nível de álcool no sangue. Se for uma mulher que se preocupa em seguir um regime para manter a linha, pior ainda. Ela frequentemente beberá com o estomago vazio, resultando na absorção mais rápida do álcool na corrente sanguínea.
A menstruação também pode levar a um nível de álcool no sangue mais elevado. Quer dizer, ainda que beba a mesma quantidade de álcool no sangue será mais alto durante os dias de sua regra.
A mulher alcoólatra tende a progredir mais rapidamente para os estágios intermediários e avançados da doença do alcoolismo, do que o homem, pois as mudanças fisiológicas resultantes da enfermidade parecem ocorrer, na mulher, dentro de um espaço de tempo mais curto. Também devido a seu alcoolismo, as mulheres parecem mais propensas a ser vítimas da pressão alta e da cirrose. As mudanças hormonais e as deficiências de vitaminas e minerais associadas com a menopausa também parecem criar problemas especiais na mulher que bebe excessivamente.
O índice de divórcios, desquites e separações é bem mais alto no caso da mulher alcoólatra do que do homem, por uma razão bastante compreensível. Uma esposa tem mais probabilidade de continuar ao lado de um marido alcoólatra do que vice-versa. O homem que se encontra casado com uma mulher alcoólatra tem muito menos paciência, já que geralmente não depende financeiramente dela.
Também com muito maior frequência do que os homens, as mulheres alcoólatras relatam histórias de depressão em conjunto com seu alcoolismo. Isto, por sua vez, leva ao maior uso de drogas psicotrópicas por parte da mulher alcoólatra- frequentemente receitadas por profissionais que desconhecem como são perigosos os barbitúricos, anfetaminas, soporíficos e tranquilizantes nas mãos de uma pessoa que já criou dependência do sedativo álcool. Tomados juntos o efeito pode ser fatal ( como já descobriram milhares de mulheres, entre elas Judy Garland e Marilyn Monroe).
Finalmente, nenhuma discussão sobre a mulher que bebe demais é completa sem mencionar o Síndrome Alcoólico Fetal (SAF).
Embora Aristóteles dissesse que não convinha uma recém-casada beber na noite de suas núpcias, já que poderia dar à luz uma criança defeituosa, a sabedoria dos antigos se perdeu na história. Até 1973 se confirmou o fato de que crianças nascidas de mães que beberam durante a gestação podiam mostrar o que se chamou de Síndrome Alcoólico Fetal. Relatórios médicos confirmaram que o feto absorve, de fato, álcool do sangue da mãe através da placenta. Quer dizer, toda vez que mamãezinha bebe um uísque com soda, o feto também bebe um uísque com soda!
Os sintomas de SAF: a criança nasce com comprimento e peso abaixo do normal, e nunca se normalizam. sua cabeça é pequena, como também é seu cérebro. É deficiente mental. tem defeitos do coração, pouca coordenação, irregularidades nas juntas e é hiperativa. O sintoma mais característico do SAF é a face peculiar, muitas vezes deformada.
Obviamente, nem toda criança de mãe que bebe durante a gestação nasce com Síndrome Alcoólico Fetal. Quantos filhos de mães alcoólatras nascem com SAF? As estimativas variam de 2,5% até 35%.
O problema não é hereditário; é um problema do ambiente intrauterino. Parece ocorrer com maior probabilidade no primeiro trimestre da gestação, sobretudo se as bebedeiras produzem altos níveis de álcool no sangue no ponto crítico do desenvolvimento do sistema nervoso central do bebê. Contudo, por demorar mais de três meses para desenvolver-se o sistema nervoso central e por existir evidência de que mesmo níveis moderados de álcool no sangue podem causar os defeitos, as mães fariam muito bem em não tomar qualquer bebida alcoólica( ou qualquer outra droga psicoativa) durante a gestação. Aliás, já que a maioria das mulheres descobre que está grávida somente depois de ter perdido um período menstrual ( quando seu filho pode já estar vivo há seis semanas), o melhor mesmo é não beber a partir do momento em que se planeja ter um filho.

Texto de uma série de artigos publicados entre os anos de 1981 e 1982 pelo Dr. Donald Lazo- tradutor do Livro Azul.
Literatura gentilmente cedida pelo companheiro Fabio SP
SPH + 24h S

ORAÇÃO

A oração nem sempre nos retira do sofrimento, mas sempre nos reveste de forças para suportá-lo.
Não nos afasta os problemas do cotidiano, entretanto clareia o raciocínio, a fim de resolvê-los com segurança.
Não modifica as pessoas difíceis da nossa vida, no entanto ilumina os nossos sentimentos de modo a aceitá-las como são.
Nem sempre nos cura as enfermidades, contudo nos fortalece para o tratamento preciso.
Não nos imuniza contra a tentação, mas multiplica a força para que evitemos a intromissão.
Não nos livra da injúria e da perseguição, entretanto nos sugere o silêncio, dentro do qual deixaremos de ser instrumentos do mal.
Não nos isenta da incompreensão alheia, porém nos leva à tolerância para que a sombra do desequilíbrio não nos atinja o coração.
Nem sempre nos evitará os obstáculos e as provações do caminho, mas sempre nos garantirá a tranquilidade, levando-nos a reconhecer que em todos os acontecimentos da vida, Deus nos faz sempre o melhor.

ORAÇÃO DA SERENIDADE

CONCEDEI-NOS, SENHOR, A SERENIDADE NECESSÁRIA PARA ACEITAR AS COISAS QUE NÃO
PODEMOS MODIFICAR, CORAGEM PARA MODIFICAR AQUELAS QUE PODEMOS E SABEDORIA PARA
DISTINGUIR UMA DAS OUTRAS.

ORAÇÃO (FÉ E CONFIANÇA EM DEUS)

“Que hoje se realize tudo o que você quer. Que a paz de DEUS e
o frescor do ESPÍRITO SANTO estejam em seus pensamentos,
dominem a noite em seus sonhos e estejam sobre todos os seus
medos. Que DEUS se manifeste de uma maneira jamais
experimentada por você. Que seus desejos sejam atendidos,
inclusive seus sonhos mais íntimos e suas orações sejam
respondidos. Minha oração é para que você tenha Fé. Minha
oração é para que seus espaços sejam aumentados, minha oração é
pela paz, cura, saúde, felicidade, prosperidade, alegria e um
verdadeiro e eterno amor a DEUS.

ORAÇÃO DURANTE TODO DIA (Na opinião de Bill- página 33):

– Senhor, nosso Deus, nós te pedimos humildemente que nos dê o conhecimento de Sua vontade e nos conceda a graça com a qual possamos realizá-la.

ORAÇÃO DO TERCEIRO PASSO (Livre da Escravidão- Na opinião de Bill, página 210)

– Deus, a Ti ofereço minha vida para que construas e faças dela o que for de Tua vontade. Liberta-me da escravidão do ego, a fim de fazer melhor Tua vontade. Remove minhas dificuldades, para que minha vitória sobre elas sirva de testemunho A queles a quem eu ajudaria com Teu poder, Teu amor e Teu modo de vida. Que eu possa sempre fazer a tua vontade.

ORAÇÃO DO SÉTIMO PASSO (Página 92 “ Livro: Alcoólicos Anônimos)

– Meu Criador, agora estou pronto para entregar-me inteiramente. Rezo para que seja removido meu último defeito de caráter que impeça minha utilidade a Vós e aos meus semelhantes. Daí – me forças, ao sair daqui, para fazer Vossa Vontade. Amém.

ORAÇÃO NOS MOMENTOS DE TENSÃO (Se sinto que meu sofrimento foi em parte causado por outro)- Na opinião de Bill – página 250

– Deus, concedei-me a serenidade para amar o que eles tem de melhor e nunca ter medo do que eles tem de pior.

MINHA ORAÇÃO (Charlie Thoghts Chicago (AA)

Ó Senhor, tu sabes melhor do que eu que estou envelhecendo a cada dia.

Sendo assim, Senhor, livra-me da tolice de achar que devo dizer algo, em toda e qualquer ocasião.

Livra-me, também, Senhor, deste desejo enorme que tenho de querer pôr em ordem a vida dos outros.

Ensina-me a pensar nos outros e a ajudá-los, sem jamais me impor sobre eles, mesmo considerando com modéstia a sabedoria que acumulei e que penso ser uma lástima não passar adiante.

Tu sabes, Senhor, que desejo preservar alguns amigos e uma boa relação com os filhos, e que só se preserva os amigos e os filhos quando não há intromissão na vida deles.

Livra-me, também, Senhor, da tolice de querer contar tudo com detalhes e minúcias e dá asas à minha imaginação para voar diretamente ao ponto que interessa.

Não me permita falar mal de alguém.

Ensina-me a fazer silêncio sobre minhas dores e doenças. Elas estão aumentando e, com isso, a vontade de descrevê-las vai crescendo a cada ano que passa.

Não ouso pedir o dom de ouvir com alegria a descrição das doenças alheias; seria pedir muito.

Mas, ensina-me, Senhor, a suportar ouvi-las com paciência.

Ensina-me a maravilhosa sabedoria de saber que posso estar errado em algumas ocasiões.

Já descobri que pessoas que acertam sempre são maçantes e desagradáveis.

Mas, sobretudo, Senhor, nesta prece de envelhecimento, peço: Mantenha-me o mais amável possível.

Livrai-me de ser santo (a). é difícil conviver com santos!

Mas um (a) velho (a) rabugento (a), Senhor, é obra prima do diabo! Poupe-me, por misericórdia. E proteja-me contra os mal intencionados…

Assim seja!

Amém!

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS (Livro Passos e Tradições de A.A. – página 88):

Ó Senhor!

Fazei de mim um instrumento da Tua Paz;

onde houver ódio, que eu leve o Amor;

onde houver ofensa, que eu leve o Perdão;

onde houver discórdia, que leve a União;

onde houver dúvidas, que eu leve a Fé!

Onde houver erros, que eu leve a Verdade;

onde houver desespero, que eu leve a Esperança;

onde houver tristeza, que eu leve a Alegria;

onde houver trevas, que eu leve a Luz!

Ó Mestre! Fazei que eu procure mais

consolar, do que ser consolado;

compreender, do que ser compreendido;

amar, do que ser amado.

Porquanto:

é dando, que se recebe; é perdoando, que se é perdoado;

e é morrendo que se vive para a Vida Eterna.

Amém.

UMA ORAÇÃO PARA TODOS OS MOMENTOS

(Livro: Neuróticos Anônimos, Passos e Tradições – A Caminho da Sanidade, página 61)

Agradeço a Deus segundo o meu entendimento, por me haver concedido a capacidade de amar e removido meu desmedido egoísmo. Peço-lhe humildemente que continue dando-me forças e discernimento para que eu não deixe de me conduzir, todos os dias, um dia de cada vez, segundo o novo modo de vida que me foi proporcionado, e que jamais eu volte a ser aquela criatura tão estranha que era, se isso for de Sua vontade.

Sei agora que, quando doente, eu estava cheio de egoísmo e me faltava à capacidade de amar. Era essa a minha doença, e aí estava também a sua causa. Eu queria de todo modo receber amor das pessoas, embora não tivesse amor para lhes dar. Egoisticamente, procurava como que arrancá-lo dos outros. E só me interessava pelo que fosse do meu desejo, só me preocupava com a influência que as coisas pudessem exercer sobre mim.

Agora eu amo as pessoas e me interesso por elas. Já não me preocupo tanto comigo mesmo. Pelo fato de amá-las e por elas me interessar, tenho recebido amor em abundância “ um amor que ultrapassa os limites da compreensão humana. Além de receber amor, tenho sido beneficiado também com a capacidade de ser feliz, de usufruir uma vida plena de satisfações. E tudo isso porque Deus, segundo o meu entendimento, me ensinou a amar os meus semelhantes e a lutar contra o meu egoísmo. Descobri assim que o amor que se recebe e uma vida de abundante felicidade resultam do desprendimento e da capacidade de dar amor, e que inversamente a doença emocional é consequência do egoísmo e da falta de amor ao próximo. Essa compreensão me foi concedida por Deus, segundo o meu entendimento, não resultou de nenhum processo mental.

Essa mesma dádiva pode ser concedida a quem quer que se prepare para recebê-la. Todo ser humano pode ser sadio, feliz, cheio de vida e alegria de viver, desde que se decida a fazer a sua parte. Essa é a bênção “ o milagre “ que nunca falha. Sinto-me, portanto, profundamente agradecido.

ORAÇÃO ( ALVOS A SEREM ALCANÇADOS)

Página 22 do Livro- O drama do Alcoolismo de Ajax C. da Silveira

Concede-nos, Senhor, grandes alvos na vida e também o Teu poder para alcançá-los, a fim de que sintamos que os dias de nossa existência neste mundo não foram consumidos em vão.