QUARTO PASSO – GUIA PARA UM INVENTÁRIO MORAL

QUARTO PASSO : _” Fizemos Um Minucioso E Destemido INVENTÀRIO MORAL de nós mesmos .
FONTE: Grupo Sto. CRISTO – RIO
ESCR. Central –JF . C,P. 520
Alcoólicos Anônimos – Grupo Anhanguera –Goiânia –Goiás –CEP-7400

GUIA PARA UM INVENTÀRIO MORAL

Trazendo o inventário moral, necessitamos examinar a nós mesmos
nas seguintes áreas:

a) Defeitos de personalidade;
b) Os sete pecados capitais: Orgulho, Inveja, Luxúria, Avareza,
Ódio, Gula e Preguiça;
c) Os dez mandamentos;
d) Virtudes, atitudes e responsabilidades.

O processo pode ser como segue:

1) Uma completa e honesta consideração dos itens acima,
aplicada ao passado e ao presente.
2) Não omitir nada por simples vergonha, embaraço ou medo. O
início mais fácil é: Que coisas me incomodam? Em especial: O
que me incomoda mais?
3) Determinar, em particular e separadamente, as atitudes,
desejos e motivações que me movem.
4) Escrever tudo o que for encontrado ou mesmo suspeitado. É
necessário enfrentarmo-nos de cara limpa (se desejar destrua as
páginas mais tarde).
5) Faça uma lista dos defeitos e também das qualidades. Os
primeiros para eliminação, os segundos para reconstrução.
Exemplo:

a) Sei distinguir o certo do errado?
b) Tenho bom coração e gosto das pessoas?
c) Quero fazer as coisas certas?
d) Detesto meus erros e fracassos?
PARTE ‘A ‘- DEFEITOS DE PERSONALIDADE

Quando um alcoólico deseja realizar o quarto passo de A.A., ele primeiramente examina suas qualidades e seus defeitos. As qualidades são resumidamente exemplificadas acima. Pesquise-se em você próprio e anote-as numa folha de papel. Quanto aos defeitos,
encontramos os que se seguem em diversos graus.

1) Egoísmo;
2) Álibis;
3) Pensamento desonesto (semelhante à mentira);
4) Orgulho;
5) Ressentimento (tal como o ódio) é um dos sete pecados
capitais;
6) Intolerância;
7) Impaciência;
8) Inveja (está entre os sete pecado capital);
9) Malandragem;
10) Procrastinação (arte de deixar para depois – adiar);
11) Autopiedade;
12) Falsa sensibilidade;
13) Medo.

1 – Egoísmo – (Egocentrismo)

Definição: Preocupar-se com o próprio conforto, vantagens, etc.
Sem consideração com os direitos dos outros.
Exemplo: A família gostaria de um passeio. O papai aqui prefere
BEBER , jogar futebol ou ver TV. Quem vence?
O garoto precisa de um par de sapatos. Nosso herói promete comprar
no dia do pagamento, mas compra um LITRO DE UÌSQUE na mesma noite.
Altruísmo?. (Amor ao Próximo ;abnegação .-[Antônimo de .;Egoísta)
Cada pessoa escolhe um defeito de caráter e fica um tempo trabalhando nele.
Egocêntrico – Acha que o mundo gira ao seu redor. Não dança porque
tem medo de parecer desajeitado. Teme aparecer em desvantagem porque isto machucaria sua fachada perante os outros.

2 – Álibis

A arte altamente desenvolvida de justificar nossas Bebedeiras mediante acrobacias mentais. Desculpa para BEBER (O que o ALCOÒLICO chama de razões). Confira as seguintes e adicione as suas próprias invenções:
“Vou TOMAR UMA para me alegrar. A partir de amanhã começo a me modificar. Se ao menos eu não tivesse família para sustentar.
Se não fosse a minha sogra! Se eu pudesse começar tudo de novo.
Uma DOSE me ajuda a pensar. Tanto faz eu me EMBEBEDAR ou não, o
dia está estragado mesmo. Se fulano e beltrano não me chateassem
tanto. Se eu houvesse feito as coisas do outro jeito”. E assim por diante. Sempre achamos uma desculpa ou razão.

3 – Pensamento desonesto (semelhante à Mentira)

Uma outra maneira de mentir. Podemos até usar verdades e fatos para
temperá-los ao nosso gosto, apresentando-os exatamente como desejamos. Somos mestres no assunto. Não é de admirar que
BEBEMOS:-
a) A minha garota vai dar a maior bronca se eu deixa-la. Não é justo aborrecer a minha mulher com esta história. Devo, portanto continuar com as duas. Afinal, a confusão não é culpa da garota
(mau caráter, boa praça, “honesto”).
b) Se contar as notas de 100 que eu ganhei extra, o dinheiro irá para as contas atrasadas, roupas para a família, dentista, etc.
Vai acabar numa discussão tremenda. Além disso, preciso de um
dinheirinho para BEBER .. É melhor não falar nada e evitar problemas.
c) Minha mulher se veste bem, come bem, as crianças estão na escola, não falta nada em casa. O que mais eles querem?

4 – Orgulho

Um sério defeito de personalidade, bem como um dos sete pecados
capitais.
Definição: Vaidade, egoísmo, admiração exagerada por si próprio.
Auto-estima, arrogância, ostentação, autopromoção:

a) Você tem vergonha de contar para as pessoas que deixou de
BEBER ?
b) Comete um erro e é chamada a atenção? Como reage? Queixa-se?
c) SEU ORGULHO SOFRE QUANDO NÂO CONSEGUE DOMINAR A BEBIDA ?
d) Seu orgulho torna-se minha própria lei. O juiz de mim
mesmo, meu próprio Poder Superior.
e) Produz as críticas, falatórios pelas costas, difamação?
f) Crio desculpas para meus erros, pois não admito minha
deficiência?

5 – Ressentimento

Como o ódio ou a raiva é um dos sete pecados capitais. Para muitos
ALCOÒLICOS , a fraqueza mais perigosa de todas. É o desprazer causado por injúria imaginada, acompanhada de irritação,
exasperação ou ódio:

a) Você é despedido, portanto passa a odiar o chefe?
b) Sua esposa o alerta sobre o álcool. Você se enfurece?
c) Um colega está se esforçando e obtém elogios. Você tem fama
de Bebedor , teme que ele seja promovido na sua frente, chama-o de
puxa-saco, odeia-o?
d) Você pode alimentar ressentimentos de uma pessoa, de um grupo, de uma instituição, de um clube, de uma religião?

6 – Intolerância

Definição: Recusa a conviver com credos (políticos ou religiosos) e
praticar costumes diferentes dos seus próprios.

a) Você pode odiar alguém por ser judeu, negro, gringo ou por
ter uma religião diferente da sua?
b) Tivemos alguma possibilidade de escolha quando nascemos
branco, preto, amarelo, brasileiro ou americano?
c) Similarmente, nossa religião não è quase sempre herdada?

7 – Impaciência

Definição: Má vontade para suportar atrasos, oposição, dor, aborrecimento, etc. com calma.

a) Um ALCOÒLICO é uma pessoa que monta num cavalo e galopa loucamente em todas as direções ao mesmo tempo.
b) Você reclama quando sua mulher faz você esperar alguns minutos mais do que o tempo especial que você concedeu? Você nunca a fez esperar?

8 – Inveja

Também um dos sete pecados capitais. Definição:
Descontentamento conforme a boa estrela dos outros. Tenho muita dificuldade em reconhecer as coisas boas que eu tenho.

a) O vizinho troca de carro todo ano, pois economiza para isto. Sentimo-nos mal por não fazermos o mesmo e contra-atacamos ridicularizando-o. Tenho dificuldade em aceitar o que os outros têm se eu não tiver também.
b) O cunhado é um bom chefe de família, trabalhador, aplicado, um tipo decente. Naturalmente invejoso, eu o considero “metido a besta”, convencida e esnobe. Sentia inveja das viagens do meu marido e da sua vida mais solta.
c) A velha frase típica: “Se eu tivesse tido as oportunidades daquele sujeito, eu também estaria por cima”.

9 – Malandragem

Manifestação do nosso grande falso orgulho. Uma forma de mentir, desonestidade de primeira. É a velha máscara.

a) Presenteei minha mulher com uma nova máquina de lavar por puro acaso. Isto ajudou a limpar meu cartaz depois da última Bebedeira .
b) Compro um terno novo porque minha posição nos negócios exige. Pelo menos assim raciocino. E espero, que a família, enquanto isto, se apresente de roupa velha.
c) O grande orador de A.A. , que embasbaca os companheiros com sua sabedoria e dedicação ao programa. Mas não tem tempo para a
mulher e os filhos, nem para cuidar do trabalho. Grande chapa na reunião, um tirano irritado em casa. Nosso herói.
d) Quando paramos para pensar, encontramos tudo realmente em ordem.

10 – Procrastinação

Definição: A arte de deixar para depois, adiar as coisas que precisam ser feitas. O velho “amanhã eu faço”.

a) Pequenas coisas sempre adiadas tornaram-se inviáveis?
b) Engano a mim mesmo dizendo que vou fazer as coisas a meu
modo ou tenho que pôr ordem e disciplina em meus deveres diários?
c) Posso resolver pequenos assuntos quando me pedem ou me sinto
forçado a fazer pelos outros? Ou sou muito preguiçoso ou orgulhoso?
d) Coisas pequenas feitas no amor de Deus tornaram-se
grandiosas?

11 – Auto piedade

Um insidioso defeito de personalidade e um sinal vermelho de perigo. Corte imediatamente; é preparação para a queda.(RECAÌDA)

a) Todo mundo na festa está se divertindo e BEBENDO.. Porque não posso fazer o mesmo? (Esta é a versão longa do “pobre de mim” ).
b) Se eu tivesse o dinheiro que este cara tem… (PS: Quando se sentir assim, visite um sanatório, um leprosário, uma enfermaria de crianças e depois relacione as bênçãos que lhe são
concedidas).

12 – Falsa sensibilidade

Tipo melindroso, cheio de “não-me-toques”.

a) Cumprimento alguém que não me responde. Fico sentido e
bravo. Foi a mim que ele esnobou, só isto que me conta. Fico todo
balançado. Maturidade, companheiro…
b) Espero ser chamado para Falar na Reunião, mas não o sou.
Imagino toda sorte de coisas e concluo que o coordenador não vai com
a minha cara. Faz sujeira comigo, mas as coisas não ficarão assim.

Nota: Isto é comumente chamado de “A sensibilidade do ALCOÒLICO”
Para desculpas para muitas ATITUDES IMATURAS .

13 – Medo

“Um pressentimento real ou imaginário de fatalidade eminente”.
Suspeitamos que a BEBIDA , os atos arrojados, a negligência, etc.
Estão nos prejudicando. Tememos o pior. Quando aprendemos a aceitar o Primeiro Passo, a solicitar o auxilio do Poder Superior e a encarar nós mesmo com Honestidade, o “pesadelo do medo” desaparece.

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NÃO OLHES PARA TRÁS – DRA. MARIA TUDE (PSICOLOGA)

“NÃO OLHES PARA TRÁS”
Drª. Maria Tude (Psicologa)

Uma história muito antiga nos conta da recomendação feita pelo Senhor a um bom e justo homem e sua família: que fossem embora para que pudessem ser salvos da destruição, para que pudessem sobreviver, mas que seguissem sem olhar para trás!… Eles que ficassem atentos à recomendação ou poderiam se transformar em estátuas de sal, sem vida. Sua esposa, no entanto, não conseguiu deixar de olhar para trás! Não por curiosidade, acredito, mas pela dificuldade de deixar pessoas queridas, sua cidade, suas lembranças… Ficou olhando tudo aquilo que se transformava em passado e, conforme predito, transformou-se em uma estátua salgada, sem vida… Essa é uma história muito antiga que, como tantas outras, nos permite diferentes leituras e entendimentos, mas me parece que o básico está na recomendação: Não olhes para trás!

Como foi recomendado àquele bom homem e sua família, para seguirmos adiante, não poderemos ficar aprisionados no passado. Não olhes para trás! O passado nos enfeitiça! Ficamos eternamente querendo modificá-lo, consertá-lo, fazê-lo melhor… Querendo modificar os abusos, traições, maldades, que sofremos e que ainda nos trazem tanta raiva, humilhação, mágoa, tristeza, rancor, ressentimento… Querendo modificar os fatos cruéis que transformaram nossas vidas e parecem nos manter hipnotizados, revivendo o horror daqueles momentos… Querendo modificar nossos erros, omissões, que nos açoitam em culpas e vergonhas eternas…

“Não olhes para trás”, porque o passado também guardou momentos maravilhosos, de puro enlevo, alegria, sucessos, amores e camaradagem e, muitas vezes, enfeitiçados, não queremos mais deixá-los, preferindo viver num limbo de lembranças, numa “vida de faz de conta”, sendo e vivendo em meio a fantasmas de nossa própria história…

Não negaremos os amores, as dores, as injustiças, os sucessos, os erros, mas tudo ficou para no passado… Se insistirmos na recusa chorosa e teimosa de olhar para trás, ficaremos, como a esposa da história, paralisados, secos, salgados… Na verdade, trazemos em nós as marcas de tudo o que se foi. O passado está vivo em nós, mas não pode viver por nós. Não podemos acessá-lo em todo momento, paralisados, distraídos da Vida, de todas as possibilidades que um Poder Maior nos oferece a cada instante.

Quando o passado gritar, querendo por momentos emergir e explodir no peito, descansa e chora… Depois , levanta, olha em frente e em volta e Vive. Os fatos negativos que nos marcaram e machucaram, irão ficando perdidos no tempo na medida em que nos distanciamos de suas memórias.

Mas o Amor que trouxemos e compartilhamos em nossa história é diferente! Somos feitos dessa Essência, independente de fatos, espaços e tempos. Podemos acessá-lo em todo momento ligando-nos a quem amamos no Agora!. Não precisamos voltar, olhar para atrás… Podemos atualizá-lo a cada instante, podemos manter contato com o quê e com quem amamos no Agora, além do tempo e do espaço. O Amor não se detém, nem nos detém. Ele nos impulsiona a seguir… “O Amor é uma ponte para o sempre!”, transpõe quaisquer distâncias, mesmo as dimensionais… Portanto, Não olhes para trás, disse o Senhor! Apenas, ama e caminha!

A.A. A MINHA RESPONSABILIDADE

A.A. A MINHA RESPONSABILIDADE

Os Irresponsáveis de ontem, tornaram-se os responsáveis de hoje!
Inicio o trabalho, com essa afirmação contida na sétima tradição que, aliás, ela em sua segunda frase diz que é o termômetro, a indicação que houve mudanças profundas em cada um de nós. E sabemos que a ferramenta que A.A. nos dispõe para que tais mudanças ocorram é o programa dos doze passos. Assim se eu não estou sendo responsável é um sintoma que não pratico o programa e se eu não me interesso pelos passos é um sintoma que não quero ser responsável esquecendo-me que: Eu não sou culpado por ser alcoólico mais devo ser responsável pela minha recuperação. Assim é que o programa tem no inicio a finalidade de esclarecer-me que sou um doente e esclarecido disso sem reservas me mostra que devo ser responsável por seguir os passos (tratamneto) que produzirão em mim a modificação da personalidade alcoólica indispensável para que o processo se inicie, ocorrido isso devo ser responsável por disseminar essa mensagem contida nos passos que como diz o Dr. Silkworth a recuperação se dá pela transmissão desses princípios (Doze Passos) a outros assim não dá para conceber o fato de estar eu participando de atividades de CTO , levando a mensagem se eu não tenho sido responsável por estudar, compartilhar experiências e tentado colocado em pratica essa mensagem (Doze Passos) na minha vida diária, antes de oferecer o programa aos outros devo primeiro adotá-lo como um modo de vida. Não da pra aparecer uma vez por ano na sala de um grupo pra pegar um objeto de plástico e dizer que amo a irmandade na verdade tem uma frase numa canção conhecida que diz:
QUEM AMA, CUIDA!
Muitos amam coisas e usam pessoas em vez de usar as coisas e amar as Pessoas ou irmãos (irmandade) O que tem de gente que se torna ou quer se tornar servidor da irmandade sem entrar realmente nessa irmandade! o que não se dá pelo fato de pegar um cartão e um objeto plástico mais sim através de um desejo de modificar o caráter e se tornar responsável colocando a recuperação a frente do serviço de A.A. inclusive, por utilizar e transferir os princípios da irmandade a começar pelo primeiro RECUPERAÇÃO é isso que significa legados utilizar e transferir á próxima geração. Estamos sendo responsáveis por preservar, manter e transferir esses legados a uma geração futura? Pela nossa conduta hoje poderemos estar seguros de que A.A. estará aqui amanhã para os nossos netos? Ou temos transformado A.A. em um local para suing troca de casais, eventos que tem o caráter de produzir essas orgias? Ou temos a finalidade de produzir Honrarias e méritos a pessoas com o personalismo usando até mesmo os que chegam pra nos inflarmos em balões orgulhosos pelo fato dela estar na sala querendo aparecer disputando quem irá ser o padrinho? Depois outra revista escreve sobre isso e queremos condená-los, mas falam mentira quando publicam tais matérias?Ou é isso que passamos para eles? Se um jornalista infiltrar em nosso meio verá o que viu Jack Alexander?
Estamos nos esquecendo de sermos afilhados, como está cada vez menos chegando gente em A. A. estamos nos tornando uma irmandade que só tem padrinhos. Precisamos ser humildes nos lembrando que Sabemos pouco Deus sempre nos revelará mais se relacionarmos com Ele (Fazemos meditação matinal?). Tenho visto grupos que só falam do programa quando chega um recém chegado mesmo assim apenas lendo, alegam: Vamos bater papo ou falar de terceiro legado se chegar um novato abrimos a reunião e falamos dos princípios enquanto isso falam da vida alheia, dos grupos vizinhos, nutrem ressentimentos sujam a casa (sala) e impedem Deus de entrar nela, e perdem seu tempo que podia ser utilizado como uma preparação para oferecerem uma mensagem salvadora aos que estão por vim. Não temos sido responsáveis com a mensagem de A.A. pelo contrário em muitos lugares Algumas pessoas tem sido responsáveis pelo sangue (morte) de muitos alcoólicos precisamos ser responsáveis, saber Que Deus nos deu um talento para falar com outros alcoólatras de uma forma que não foi dada a médicos e catedráticos e estamos enterrando nosso talento. Estou agora aproveitando para fazer um desabafo como um todo. Voltemos-nos para Deus vamos pesquisar profundamente nos livros “Os Doze Passos” e “Alcoólicos Anônimos” e verificar que a finalidade do programa é nos conscientizar do Poder de Deus em nossas vidas que Ele tem muitos milagres a operar em nós que vai além de apenas trocar o conteúdo do copo. A coisa mais importante a que o programa quer nos levar é a conscientização da Presença de Deus. Quando quiserem poderei discorrer mais sobre esse tema “Presença de Deus” citando os diversos pontos literários que demonstram isso. Aqui na região é grande o numero de membros de A.A. que estão suicidando (direta ou indiretamente) sem nem mesmo voltar ao primeiro gole.
Está cada vez mais comum o encerramento de reuniões principalmente de terceiro legado com o termo de responsabilidade que diz: “Eu sou responsável, quando qualquer um seja onde for estender a mão pedindo ajuda, quero que a mão de A.A. esteja sempre ali e Por isso eu sou responsável”. Penso que esse desabafo seja um ato responsável de minha parte em muitos lugares a Mão de A.A. já não está mais presente.
Antes de assumir responsabilidade pelo bem estar dos outros que é o espírito central do nosso nono passo preciso assumir responsabilidade comigo mesmo e com a irmandade de A.A. a começar pelo meu grupo. Se todos fossem como eu como seria o meu grupo? Posso me lembrar a última vez que cheguei antes da reunião começar e fiquei até o final da mesma? Qual foi a ultima vez que contribui com mais do que cinco reais com a sétima tradição? Ou só apresento minhas contribuições altas para dar vazão a minha busca de prestigio e poder fora da sacola o que é um ato irresponsável como também atenta a tradição sete?Tenho um grupo base ou estou cada dia em um grupo diferente pouco me importando se eles lutam pra permanecerem abertos ou não? Quando chego penso que eles (o grupo ) é que precisam de mim e não o contrário? Quero arrancar da reunião algo para mim e não me preocupando em o que eu posso oferecer ao encontro? Sou um guardião dos princípios, tomo parte na confecção do manto que protege a irmandade ou sou mais um entre tantos que rasgam esse manto proporcionando ou participando cheio de auto justificativas de eventos que nada tem a ver com o propósito para o qual nossa irmandade foi criada? Preciso ser responsável para construir essa irmandade ao redor de mim como diz o livro azul, gostaria de agradecer o convite para discorrer sobre o assunto que me desperta reflexões. Já recebi inúmeros convites para liderar até mesmo congregações religiosas e neguei, pois percebo que meu chamado é para esse trabalho que considero meu ministério: Alcoólicos Anônimos, fomos chamados a uma única e elevada missão e quem tem missão segundo o dicionário que tenho é um Missionário. Muito Obrigado

Max
Grupo Mente Aberta
Ubá MG

A ESPIRITUALIDADE DAS TRADIÇÕES NO PROGRAMA DE A.A.

A Espiritualidade das Tradições no Programa de A.A.
“Mesmo estando sóbrios há alguns anos, continuamos tendo boa disposição para colaborar nos Serviços de A.A.?”
Depois de conhecer a mensagem de AA, torna-se responsabilidade de cada um dos membros, entender que o grupo tem de sobreviver para que o doente em recuperação que lá se encontra não venha a perecer. E que assim possa proporcionar aos que ainda chegarão um dia, uma mensagem viva, fortalecedora, renovadora, cheia de amor e de gratidão!
AA é um programa espiritual e de vida! De uma nova vida! Não basta “botar a rolha na garrafa”. Requer dos seus membros o estudo e a prática dos princípios espirituais, para que continue havendo um verdadeiro compartilhar e Unidade!
Na Reflexão Diária do dia 20 de março – AMOR E TOLERÂNCIA – diz: “Nosso código é o amor e a tolerância pelos outros” – “Alcoólicos Anônimos, pág. 104”. Em seguida, comenta a leitura: “Descobri que preciso perdoar aos outros em todas as situações, a fim de manter um verdadeiro progresso espiritual. A importância vital do perdão pode não ter sido óbvia para mim à primeira vista, mas meus estudos me diziam que todo grande professor espiritual tinha insistido fortemente nisso. Devo perdoar as injúrias, não apenas por palavras, ou como formalidade, mas dentro do meu coração. Não faço isto por amor às outras pessoas, mas para o meu próprio bem. Ressentimento, raiva ou desejo de ver alguém punido, são coisas que apodrecem minha alma. Tais coisas me prendem a mais dificuldades. Elas me amarram a outros problemas que não têm nada a ver com meu problema original”.
A maioria de nós tem aprendido que a recuperação do alcoolismo não é uma dádiva para ser agarrada egoisticamente para si. Significa também responsabilidade por servir a outros, tanto dentro como fora de AA.
Através de nossas Doze Tradições, temos nos colocado contra quase todas as tendências do mundo lá fora. Temos negado a nós mesmos o governo pessoal, o profissionalismo e o direito de dizer quais deverão ser nossos membros. Abandonamos o fanatismo, a reforma e o paternalismo. Recusamos o dinheiro de caridade e decidimos viver à nossa própria custa. Procuramos cooperar com praticamente todos, mas não permitimos por filiação, que nossa Irmandade seja unida a nenhuma. Não entramos em controvérsia pública e não discutimos mesmo entre nós, assuntos que dividem a sociedade: religião e política. Temos um único propósito, que é o de levar a mensagem de AA para o doente alcoólico que deseja. E assim, para o nosso bem como Irmandade, deve continuar.
“Tomamos essas atitudes, não porque pretendemos ter virtudes especiais ou sabedoria; fazemos essas coisas porque a dura experiência tem ensinado que precisamos, se o AA quiser sobreviver num mundo conturbado como é o de hoje!”
Graças ao Poder Superior, cada vez mais, os grupos de AA estão compreendendo que eles são entidades espirituais, e não pontos de organizações de negócios ou criados para outras finalidades, senão única, a de levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre.
O passar dos anos nos tem trazido belíssimos princípios desta Sabedoria. Um dos mais preciosos reside exatamente na auto-sustentação que a Irmandade deve ter por seus próprios membros. Outro é a Prudência. Auto-suficiência e prudência juntas, mostram-nos que tudo podemos.
Ao longo de nossa vivência dentro de AA, verificamos que são inúmeras as dádivas que recebemos depois de sóbrios: um verdadeiro lar, o resgate de um nome, uma família, o recomeço de uma vida saudável e feliz! E, acima de tudo os bens espirituais que se traduzem no reencontro consigo mesmo! no amor por si, para consigo e para com os outros. Diante disto, que maneira mais original para uma retribuição? Muitos ainda desconhecem, mas é através do verdadeiro entendimento da auto-suficiência que tanto necessita a Irmandade, somada a Prestação de Serviços.
É muita vaidade e mesmo egoísmo, chegarmos no nosso grupo base, apenas para ouvir os depoimentos, dar alguns “desabafos”, ir embora muitas vezes antes do término da reunião ou então não participarmos dos problemas e das necessidades do Grupo!
É muito estranho, o grupo não ter literaturas para o ingressante. Não estar com a sua sala bem organizada e limpa. Não ter o seu Comitê de Serviços ou o Comitê Orientador. Não ter a sua autonomia bem alicerçada, por falta de Servidores de Confiança!
É difícil de se entender, a existência de um Órgão de Serviço, criado pelos Grupos para lhes servir e para fazer pelos grupos aquilo que os mesmos não podem, visto a sua primordial destinação e, logo em seguida, este Escritório de Serviços não poder executar suas ações pela falta de contribuições destes grupos que o criou e que está naquele local lhes servindo direta ou indiretamente, quase todos os dias.
Muitas vezes, quando são feitas referências ao AA e aos Serviços de AA numa Comunidade, tanto por membros AAs como por pessoas não AAs, o fato deveria contagiar a todos de orgulho e felicidade. Porém, também invariavelmente, se percebe que muitos poucos membros se interessam como aquilo foi feito ou o que se gastou para se fazer ou porque foi feito!
“Deus se interessa por nós, seres humano, quando realmente O buscamos”.
O ser humano tende a buscar felicidade de acordo com suas próprias fórmulas, transformando a vida em busca desenfreada de sucesso, prazeres e fugindo dos seus medos.
Ao longo desse processo, sofre e faz sofrer. Libertar-se desse ciclo escravizante significa tornar-se mais livre e mais feliz.
Deus nos faz mais fortes com cada vitória. É mais ou menos como uma vacina: Ele nos dá pequenas doses para não pegarmos a doença e de uma forma constante e gradual, aumentar nossa resistência. Às vezes somos postos à prova, quando desafiamos os nossos Princípios…
Ocasiões para refletir se tornam necessárias. É aí onde nós encontramos as luzes dos princípios que norteiam nossas vidas dentro e fora de AA. Isto deveria ser entendido como fatores de grande importância, principalmente se levarmos à sério e com bastante fé!
Fé é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém.
A fé se relaciona com os verbos acreditar, confiar ou apostar. Ter fé é nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor, pelo que acredita, confia e aposta. A fé não é baseada em evidências físicas, reconhecidas pela comunidade científica. É um sentimento nutrido em relação a uma pessoa, um objeto inanimado, uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião, uma crença popular e até um conjunto de regras, princípios ou tradições.
A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais e a motivos nobres ou estritamente pessoais. Pode estar direcionada a alguma razão específica ou mesmo existir sem razão definida.
A fé emotiva é aquela que vem de imediato. Acontece ali, na hora, levada pela emoção. Já a fé racional age com a razão, levando o indivíduo a ter esperança. E com esperança se adquire Amor e com amor você demonstra gratidão e com gratidão se pratica a doação!
Para se exercitar a espiritualidade das Tradições é preciso ter estas noções que abordaram sobre a fé. Se não for assim, você não aceita e até poderá criticá-la ou mesmo desprezá-la!
É oportuno mencionar o que disse Santa Terezinha de Jesus: “Onde tem Amor, pondes amor e encontrarás mais Amor”, para agradecermos ao Poder Superior, Deus como O concebemos, pelas dádivas que todos nós temos recebido. E se isto foi e é possível é graças ao nosso respeito a espiritualidade de nossos princípios.
A espiritualidade das Tradições é real e precisa. É igual a espiritualidade dos Doze Passos. É igual a espiritualidade dos Doze Conceitos para os Serviços Mundiais. Resta-nos descobri-la a cada dia, exercitá-la e respeitá-la incondicionalmente, tanto por nós quanto pelo nosso próximo, mesmo que não esteja tão próximo!
Que o Poder Superior nos Abençoe!!!
CAMPOS S./Brasília-DF

A CONSCIÊNCIA DE GRUPO É UM CONCEITO FUNDAMENTAL!

A consciência de grupo é um conceito fundamental!

A Consciência de Grupo é um dos princípios que diferencia nossa Irmandade de outros movimentos

É provável que a maioria de nós membros, ainda divaguemos sobre “Consciência de Grupo” de Alcoólicos Anônimos, sobre o que isso realmente significa para a saúde estrutural e espiritual de nossa Irmandade. “Consciência de Grupo” é um conceito que se tornou parte fundamental para o funcionamento de nossa Irmandade desde seus primeiros dias.

É um conceito que Bill W. tirou sua inspiração de movimentos anteriores à Alcoólicos Anônimos, entre eles: os Grupos Oxford, isto é, o hábito de depender da “Consciência de Grupo”. Sua primeira aplicação prática na Irmandade aconteceu em 1937, antes que o movimento completasse o seu terceiro ano de existência, e antes mesmo que ele ganhasse seu nome definitivo, Bill W. fez questão de deixar registrado na Segunda Tradição de Alcoólicos Anônimos, a história da profunda negativa que o primeiro Grupo de Nova Iorque lhe deu; ao saber da tentadora proposta que Charlie B. o dono do Towns Hospital lhe fez; para que ele, Bill, fosse trabalhar como ‘terapeuta leigo’ em seu hospital ganhando muito dinheiro. E apesar do aperto financeiro pelo qual Bill estava passando, o Grupo fez objeção a que seu cofundador os abandonasse para tornar-se um membro profissional. Bill não aceitou o trabalho, submetendo-se ao posicionamento tomado pela pequena, mas decisiva consciência coletiva presente naquela reunião.

É certo imaginar que muitos dos que vão ler esse trabalho já conhecem bem essa história. Mas também é correto pensar que muitos só ouviram falar, e que outros nem sequer ouviram. Assim sendo, eu penso ser prudente compartilhar com os leitores membros, ou não; pequenos trechos do próprio Bill W. narrando sobre essa primeira decisão tomada a partir do questionamento “de um dos membros do Grupo.” Os trechos que vou transcrever, estão nas páginas 91/92 do livro Alcoólicos Anônimos Atinge a Maioridade, a décima quarta impressão de 1989, num comentário feito por Bill W. sobre a Segunda Tradição, e que juntos eles dizem exatamente assim: “Charlie foi até sua escrivaninha e voltou com um antigo balanço financeiro. Entregando-o a mim, continuou dizendo: “Isto mostra os lucros desse hospital no princípio de 1930. Milhares de dólares por mês. O mesmo deveria estar acontecendo agora, mas não está. Estaria se você viesse ajudar. Porque você não transfere o seu trabalho para cá? Eu lhe daria um escritório, uma boa conta corrente e uma grande parte dos lucros. O que lhe proponho é perfeitamente válido do ponto de vista da ética. “Você pode se tornar terapeuta leigo e terá maior sucesso do que qualquer outro.” Ele me convenceu. Senti certo remorso, mas finalmente percebi que a proposta do Charlie era válida do ponto de vista da ética.
Pedi ao Charlie um prazo para pensar, entretanto, já tinha resolvido o que fazer. Voltando de metrô para o Brooklin, senti algo que me pareceu uma orientação divina. Foi apenas uma simples frase, mas muito convincente. Na realidade, ela veio diretamente da Bíblia. Uma voz ficava me dizendo: “o trabalhador é digno de seu salário.” Ao chegar em casa, encontrei a Lois cozinhando como de costume, enquanto três bêbados esfomeados que estavam morado na nossa casa, a contemplavam da porta da cozinha. Eu a chamei de lado e lhe dei a grande notícia.
Pareceu interessada, mas não se entusiasmou tanto como eu esperava. Nessa noite, havia reunião. E apesar de poucos alcoólicos, daqueles que hospedávamos parecerem estar sóbrios, outros estavam. E com suas esposas, eles encheram nossa sala de estar no andar de baixo.

Imediatamente lhes contei a história de minha oportunidade. Nunca esquecerei suas fisionomias impassíveis e olhares fixados em mim. Com pouco entusiasmo, contei minha história até o fim. Houve um longo silêncio. E quase timidamente, um de meus amigos começou a falar: “Sabemos de suas dificuldades financeiras, Bill. Isso nos preocupa muito. Constantemente temos nos perguntado o que poderíamos fazer a esse respeito, mas acho que falo por todos os presentes quando digo que o que você nos propôs nos preocupa muito mais.” A voz do orador foi ficando mais firme. “Não percebe – ele continuou – que você jamais poderá tornar-se um profissional? Por mais generoso que Charlie tenha sido conosco, você não percebe que não podemos ligar esse tipo de coisa com o hospital dele ou com outro qualquer? Você nos disse que a proposta do Charlie é válida do ponto de vista da ética. Certamente que é, mas o que temos não funcionará apenas com o fundamento da ética; tem que ser mais que isso. Certamente que a ideia do Charlie é muito boa, mas não é boa o suficiente. Trata-se de uma questão de vida e morte, Bill, e nada a não ser o melhor servirá.” “Bill, você não tem muitas vezes falado aqui mesmo em nossas reuniões, que o bom é às vezes inimigo do melhor? Pois bem, esse é um caso igual. Você não pode fazer isso conosco.” Assim falou a “Consciência do Grupo.” O grupo tinha razão e eu estava errado; a voz que ouvi no metrô não era a voz de Deus. Aqui estava a verdadeira voz, jorrando de meus amigos. “Eu ouvi e – graças a Deus obedeci.” Bill W.
E foi assim; que o conceito “Consciência de Grupo de A.A.” ficou definido formalmente em nossa Irmandade após a publicação em 1946, da Segunda Tradição de Alcoólicos Anônimos. A Tradição que declara: “Somente uma autoridade preside, em última análise, ao nosso propósito comum – um Deus amantíssimo que se manifesta em nossa consciência coletiva”.

“Nossos líderes são apenas servidores de confiança; não tem poderes para governar.” Embora ainda não seja muito bem compreendida entre nós, a “Consciência de Grupo” como é expressa na Segunda Tradição, é um “conceito básico e poderoso” que possibilita que pessoas com procedência e temperamentos diferentes, possam ir além de suas ambições pessoais e unir-se num objetivo comum.

Uma Consciência bem informada, é aquela cujo os componentes (membros) conheçam e pratiquem os princípios e obedeçam as normas do procedimento sugeridos para os Alcoólicos Anônimos. É necessário também, que todas as informações necessárias sobre o assunto a ser votado, tenham sido discutidas e que todos os pontos de vista sejam expostos antes do Grupo votar. Agindo assim; nós estaremos cumprindo fielmente o que é sugerido na “Garantia Quatro do Artigo 12”. Que todas as nossas decisões importantes sejam tomadas através da discussão, votação e sempre que possível, por substancial unanimidade.

Este princípio espiritual que torna possível para nós, definir formalmente “a vontade de Deus como nós o concebemos, e ele é também; um dos princípios que diferencia nossa Irmandade de outros movimentos”.

Do meu ponto de vista, qualquer assunto que diz respeito aos Grupos e à Alcoólicos Anônimos como um todo, satisfaz plenamente os requisitos para que seja consultada a “Consciência do Grupo”. Precisamos ficar atentos; se realmente estamos consultando uma autêntica “Consciência do Grupo A.A.”, por exemplo, verificar se todos que irão votar são membros e são frequentes no Grupo.

Para ser uma autêntica “Consciência do Grupo” uma decisão deve satisfazer dois critérios: Primeiro – A decisão só deve ser tomada, depois que todos os membros tenham completo conhecimento do assunto; e depois de terem efetuado uma exaustiva discussão sobre o mesmo, ter ouvido as minorias com muita atenção; considerar o assunto enfocando sempre os princípios de A.A. “Segundo – A decisão deve ser com requisito de unanimidade substancial – que a Conferência de Serviços Gerais define como uma maioria de dois terços, mas na prática, é sempre maior.” Nesta altura, é provável que surjam algumas indagações. Por exemplo: Quanto tempo se deve tomar para anunciar a questão a ser discutida nas reuniões, antes que se atue sobre ela? E quantos membros devem estar presentes para que se comece a discutir a questão proposta? As experiências compartilhadas por alguns Grupos mostram que é uma boa ideia “notificar” com bastante antecedência todos os membros que possam tomar parte da reunião; normalmente, duas semanas seriam suficientes, porém, pode não ser sempre possível reunir tantos membros. De acordo com suas experiências, “cada Grupo de A.A estabelece suas próprias regras referentes à proporção necessária de votos, mas sempre com o objetivo de alcançar uma “Unanimidade Substancial.” Está escrito na “Quarta Garantia do Artigo 12” da Ata de Constituição da Conferência: “Quando uma decisão que foi tomada com uma unanimidade substancial tem um resultado equivocado, não pode haver recriminações acaloradas”. Todos podem dizer: “Bem, debatemos a questão, tomamos a decisão que resultou não ser uma boa decisão”. – Que tenhamos mais sorte na próxima vez.” Doze Conceitos para Serviços Mundiais pág 113.
“O que nós, os membros da Irmandade, não devemos nunca, é fechar a nossa mente, para não dar a devida importância à formação do conceito “Consciência do Grupo.” Pois conforme o que está escrito; este é “Um conceito fundamental” para a Unidade e sobrevivência de A.A., sem Unidade, e sem a “Consciência do Grupo” Alcoólicos Anônima não pode sobreviver.” E nem nós. – Pense nisso!

QUINTA TRADIÇÃO DE AA

QUINTA TRADIÇÃO

CADA GRUPO TEM APENAS UM PROPÓSITO PRIMORDIAL-LEVAR A SUA MENSAGEM AO QUE AINDA SOFRE.

“Sapateiro, cinge-te ao teu oficio!”… É melhor fazer uma coisa extremamente bem do que muitas ,mal. Este é o termo central desta tradição . Em torno dele a nossa sociedade agrupa-se em unidade .A própria vida da comunidade requer a preservação deste princípio.
ALCOÓLICOS ANÓNIMOS pode comparar se a um grupo médicos que encontra uma cura para o cancro e de cujo trabalho concertado dependa a solução para os sofredores destas doenças. Neste caso em tal grupo médicos poderia por vezes desejar lidada , cada um desse medico poderia por vez de trabalho por vezes desejar dedicar-se á sua área específica em vez de trabalhar somente em equipa .Porem tendo eles descoberto a cura e tornando se óbvio que só pelo seu esforço conjugado ela é possível, então todos iriam sentir-se obrigados a dedicar-se exclusivamente ao tratamento do cancro. No esplendor deste descoberta miraculosa, qualquer medico piorio de parte as suas outras ambições, qualquer que fosse o custo pessoal.
Igualmente vinculados pela obrigação estão os membros de ALCOÓLICOS ANONIMOS que demonstraram que podem ajudar bebedores problema como outros raramente podem, o raro talento dos AA para se identificar com o recém-chegado e
Orientá-lo na caminha da recuperação não depende de maneira alguma dos seus conhecimentos da sua eloquência ou de outra qualquer capacidade especial. A única coisa que importa é que ele é um alcoólico que encontrou o caminho da sobriedade .Entre alcoólicos este legados de sofrimento e de recuperação são partilhados com toda a espontaneidade. Esta é a divida que deus nos deu e passá-la a outros como nós é o único propósito que hoje anima os AA de todo o mundo.
Há uma outra razão para este singularidade de propósito.
Sabemos que o grande paradoxo de AA é que raramente podemos manter a preciosa dádiva de sobriedade,
A não ser a passagem a outros. Se um grupo de médicos
Tivesse a cura do cancro, iria ter problemas de consciência se falhasse nessa missão por motivos egoístas .Conosco ,se negligenciarmos aqueles que ainda estão doentes, estaremos permanentemente a pôr em risco as nossas vidas e a nossa sanidade. Sobe estas compulsões de auto preservação dever e de amor, não é de estranhar que a Associação tenha concluído que a única importante missão de que se sente incumbida é levar a mensagem de AA àqueles que não sabem que há uma saída.
Realçando a sabedoria do propósito única de AA uma dos seus membros conta a seguinte história:
“Certo dia agitado por uma forte inquietação, senti que o melhor era fazer trabalho de décimo segundo passo.
Talvez devesse acautelar-me contra um deslize. Mas, primeiro, tinha de encontrar um alcoólico com quem trabalhar.
Assim apanhei o metropolitano para o Towns Hospital onde perguntei ao DrSILKWORTH se tinha algum candidato .Nada muito promissor “disse o pequeno medico “.Só há um individuo no terceiro andar que pode ser uma possibilidade, mas é um irlandês extremamente rude .Nunca vi um homem tão obstinado .Diz aos grupos que se o sócio o tratasse melhor e a mulher o deixasse em paz resolveria o problema de alcoólico .Já teve um ataque grave de deliriam termos está muito confuso e desconfia de todos .Parece um caso difícil, não é? Mas trabalhar como ele poderá ajudá-lo a si: por que não experimentar?
Daí a pouco estava eu sentado ao lado de um homenzarrão Decididamente pouco amigável fixava-me com olhos quem eram fendas na sua cura vermelha e inchada. Tive de concordar parecia não estar nada bem contudo contei-lhe a minha historia. Expliquei-lhe que tínhamos uma maravilhosa comunidade em que nos compreendíamos bem uns aos outros.
Realcei a falta de esperança do alcoólico. Insistir que outros alcoólicos poderiam reabilitar-se sem ajuda mas que nos nossos grupos conseguíamos fazer juntos troça e assegurou que ele mesmo se encarregaria da mulher, do sócio e do alcoolismo. Sarcasticamente perguntou “quanto custa o seu plano?”Senti-me satisfeito por lhe dizer “Nada”.
“Claro que a reposta foi: A minha própria sobriedade e um vida feliz”.”Ainda duvidoso, perguntou quer mesmo dizer que a única razão por estar por que estar aqui é para tentar ajudar-me e ajudar-se a si próprio? “Sim,
disse eu .É apenas isso .Não há qualquer artimanha”.”a seguir,
hesitante aventurei-me a falar do espiritual do nosso programa
.Que olhar gelado me deito aquele alcoólico ! Assim que a palavra “espiritual” me saiu da boca explodiu logo
.Agora percebo! Você anda a tentar arranjar prosélitos para uma maldita seita religiosa qualquer. De onde vem essa coisa de não haver artimanha? Eu pertenço a uma igreja que é tu para mim. Que grande lata vir aqui falar de religião! Graças aos céus que encontrei uma resposta adequada. Esta resposta estava diretamente baseada no único propósito de AA você tem fé, disse-lhe. Talvez uma fé mais profunda que a minha. Sem dúvida saber mais de religião do que eu .Por isso não lhe posso dizer nada sobre religião. Nem sequer quero tentar. Aposto, também ,que você me poderia dar uma definição perfeita de humildade mas por aquilo que me disse de si próprio e dos seus problemas e de como se propõe resolve-los acho que sei o que é que está errado!”Está bem disse ele .Diga-me então o que tem a dizer”.BEM disse eureka penso que você é apenas um irlandês presunçoso que pode controlar tudo.
Aquilo realmente abalou-o mas á medida que ia acalmando começou mesmo a ouvir-me enquanto eu tentava mostrar-lhe que a humildade era a principal chave para a sobriedade . Finalmente viu que não estava a tentar mudar as suas idéias religiosas e que queria que ele encontrasse na sua religião a graça que o iria ajudar na recuperação .Desse momento em diante passamos a entender-nos .Agora Conclui o membro antigo suponhamos que eu tivesse sido obrigado a falar a este homem em termos religiosos? Suponhamos que a minha resposta tivesse sido que AA precisava de muito dinheiro que AA se envolvia com educação ,hospitais e reabilitação? Suponhamos que me tivesse proposto ajudá-lo nos seus assuntos domésticos e profissionais? aonde teríamos ido para? A lado nenhum ,claro. Anos mais tarde ,este obstinado irlandes gostava de dizer “ o meu padrinho vendeu-me uma idéia a da sobriedade .Na altura era a única coisa que eu poderia comprar”.

1 TRADIÇÃO DE AA

Tradição de AA

1 Tradição
“ o nosso bem estar comum devera estar em primeiro lugar; a recuperação pessoal depende da unidade de AA”
A qualidade mais preciosa que a sociedade de Alcoólicos Anônimos tem é a unidade. As nossas vidas e as daqueles que estão para vir dependem diretamente dela. Ou permanecemos unidos ou AA morre. Sem unidade, o coração de AA deixaria de bater, as nossas artérias mundiais deixariam de levar a graça vivificante de Deus e a sua dádiva desperdiçar-se-ia.
Fechados outra vez nas masmorras, os alcoólicos acusar-nos-iam, dizendo :que coisa extraordinária poderia ter sido AA!”
“ Que significa isto?” perguntam alguns com ansiedade.
“Então, em AA o individuo não conta? Será que tem que ser dominado e absorvido pelo seu grupo?”
Podemos responder a esta pergunta com um veemente “NÃO”!. Acreditamos que não existe no mundo outra irmandade que cuide de cada um dos seus membros com tanto carinho; certamente que não há nenhuma que guarde mais ciosamente o direito de cada individuo pensar, falar e agir livremente. Nenhum AA pode obrigar outro a fazer o que quer que seja;
Ninguém pode ser punido ou expulso. Os nossos doze passos são apenas sugestões para a nossa recuperação; as doze tradições, que garantem a unidade do AA, não contem uma única proibição. Dizem repetidamente “Nós devemos…” mas nunca “Tu tens de …!”
Para muitas pessoas, toda esta liberdade individual é sinônimo de pura anarquia. Qualquer recém-chegado, qualquer amigo que olhe para AA pela primeira vez, fica muito perplexo. Vêem uma liberdade que parece quase permissividade. No entanto reconhecem de imediato, uma força irresistível de propósito e ação em AA “Como é possível”, perguntam, “que este grupo de anarquistas funcione? Como é possível que coloquem em primeiro lugar o seu bem estar comum? O que será que os mantêm unidos”?
Aqueles que observam AA mais de perto encontram rapidamente a chave deste estranho paradoxo. O membro de AA precisa de adaptar os princípios da recuperação. A sua vida depende, de fato da obediência e princípios espirituais. Se ele se desvia muito, o castigo é certo e rápido: adoece e morre. Inicialmente, submete-se porque precisa, mas depois descobre um modo de vida que quer verdadeiramente seguir. Para alem disto, descobre que não pode manter esta dádiva preciosa, se não a der aos outros. Ninguém em AA consegue sobreviver se não transmitir a mensagem. No momento em que se forma um grupo, através do trabalho do décimo segundo passo, faz-se outra descoberta – a de que a maioria dos indivíduos não se recupera a não ser que haja um grupo. Compreende- se que o clamor dos desejos e ambições pessoais deve ser silenciado, sempre que prejudiquem o grupo. Torna-se claro que o grupo tem de sobreviver para que o individuo não morra.
Assim á partida, a questão principal é como viver e trabalhar em conjunto enquanto grupos. No mundo que nos rodeia temos lideres destruírem povos inteiros. A luta pela riqueza, poder e prestigio tem estado a dilacerar a humanidade como nunca. Se personalidades fortes tem ficado num impasse ao procurar a paz e a harmonia, o que é que poderia acontecer ao nosso errático bando de alcoólicos? Com o mesmo ardor com que tínhamos lutado e rezado pela recuperação individual, começamos a procurar os princípios pelos quais AA, como tal, pudesse sobreviver. A estrutura da nossa sociedade foi forjada através da experiência.
Vezes sem conta, em inúmeras cidades e aldeias, revivemos a historia de Eddie Rickenbacker e dos seus bravos companheiros, quando o seu avião se despenhou no pacifico. Com nós, viram-se subitamente salvos da morte, mas ainda flutuando num mar perigoso. Perceberam muito bem que o seu bem estar comum estava em primeiro lugar. Nenhum podia ser egoísta em relação água e ao pão. Cada um tinha de pensar nos outros, pois sabiam que só podiam encontrar a sua verdadeira força ancorados numa mesma fé. E assim fizeram, de forma a ultrapassar todas as imperfeições da sua frágil embarcação, todas as provas de incerteza, de dor, de medo e de desespero, e ate a morte de um deles.
Assim tem sido, também, com AA . pela fé e pelas obras, conseguimos basear-nos em lições de experiência inacreditável. Essas lições vivem nas Doze Tradições de Alcoólicos Anônimos que – se Deus quiser – nos manterão unidos enquanto ele precisar de nós.