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SÉTIMA TRADIÇÃO

SÉTIMA TRADIÇÃO .
Há uma interdependência total entre a Recuperação, a Unidade e o Serviço. A CONSCIENTIZAÇÃO, inclui o exercício da sensação, da compreensão e do raciocínio, onde usamos a imaginação, a aspiração e a inspiração, que são revelações internas, divinas. A imaginação é função da mente, ocorre em revelação interior. Imaginando ideais, aspirando de acordo com o grau de nossa imaginação, uma ação de gratidão e com inspiração do Poder Superior, teremos sensações inusitadas e felizes de compreensão e raciocínio, que nos levam a ver bem definido o que éramos, o que seríamos se companheiros do passado não tivessem tido a clareza que agora temos, de obter meios (recursos) para agirmos como agiram (levar a mensagem) que chegou até nós e que agora pretendemos levar àqueles que ainda sofrem.
Ter consciência é ter conhecimento, ideia, noção clara de um fato ou de uma situação. Este conhecimento, será tão mais perfeito e sábio, quanto estiver vinculado ao Poder Superior, com desprendimento, amor, gratidão, sem critica só por contestar, sem colocações só para discordar, ou sem falar só para ser diferente. Quando temos consciência, do nosso verdadeiro estado de doentes, e de que nosso senso crítico está muito falho, e que nossos condicionamentos nos levam a situações inconscientes de descomportamento, às vezes por longo tempo, começamos a nos auto vigiar e a procedermos as mudanças necessárias para este objetivo maravilhoso, de vigiar-nos e ater-nos ao todo e ao fundamental e não ao acidental e a uma possível particularidade de interesse pessoal. Se nos conhecermos melhor e fiscalizarmos as motivações de nossas atitudes, estaremos tendo consciência de nosso estado e de nossos objetivos maiores: Os serviços que levam a mensagem, consolidam nossa sobriedade e felicidade. Desta conscientização depende o futuro de AA, e portanto as vidas dos doentes que virão.

CONTRI,BUIÇÃO – O MATERIAL E O ESPIRITUAL – HOMEM SER DUAL. Contribuição: Cota, quinhão, ato de contribuir. Nós os mais antigos, somos responsáveis, pelo grande equívoco, de afirmarmos e repetirmos, que o AA é de graça, que não se precisa pagar nada. Não somos obrigados a fazer nada por solicitação de AA como instituição, mas companheiros, se tivermos consciência de nossa realidade passada, presente e expectativa do futuro, contribuiremos espontaneamente e tão prodigamente quanto pudermos. Se entretanto continuarmos a exercitar nossa doença inconscientemente, acharemos sempre uma justificativa para não contribuir para com a Irmandade e acharemos até que a Irmandade deve ser grata com o pouco que fazemos, como se a Irmandade não fosse nós mesmos, uma coisa só, a partir dos Grupos, seguindo pelo Distrito, Áreas até a Conferência de Serviços Gerais. Irmãos, o AA somos nós, a responsabilidade pelas nossas vidas e de nossos irmãos doentes futuros é nossa, e sem contribuirmos generosamente, certamente teremos perdido o sentido de nossas vidas, morreremos e nossos futuros irmãos doentes não receberão por falta de contribuição nossa o que recebemos por contribuição dos que nos antecederam. Certamente companheiros, alguns de nós teremos mil razões racionalizadas, para justificar nossa não contribuição para com a Irmandade. As despesas com passagens são demais, os cartazes são muito caros, os encontros deveriam ser em alojamentos comuns, gastou-se muito com telefone , o computador foi muito caro, gasta-se muito com empregados e encargos sociais, estão nos impondo contribuições e “n” situações são enunciadas. Companheiros, quando não queremos contribuir, encontramos mil desculpas para não fazê-lo, mas quando estamos conscientes de nossas responsabilidades e necessidades, fazemos o inverso, contribuímos sim, e exigimos estudos, controle dos gastos, registros confiáveis, trabalho responsável, e aplicação dos recursos fundamentalmente no levar a mensagem certa, pelos veículos disponíveis e menos caros, à sociedade em geral, para que nossos irmãos doentes sejam atingidos e beneficiados como o fomos. Cumpramos a nossa parte, e exijamos que nossos órgão de serviço cumpram a sua. Não é deixando de contribuir e fugindo comodamente de nosso dever, que resolveremos nossos problemas. Vejam, ninguém nos obriga, mas nos obrigamos fazê-lo pela compreensão, pela gratidão e pela necessidade, não pelo perigo de bebermos, mas pela vontade de termos paz e sermos felizes, levando esse benefício a quantos pudermos. Não procedendo nós assim irmãos, poderemos morrer ou no mínimo levarmos uma vida infeliz, rancorosa, cheia de medos e sem paz; sem a habilidade de lidarmos com os problemas sem sofrermos, e ainda sem darmos a outros o que recebemos de graça por que alguém pagou, portanto paguemos para que outros recebam de graça, e sigamos nessa corrente permanente de vida e amor.

Material e espiritual: O ser humano é dual não existe homem sem ahna, nem homem sem corpo, o ser humano é corpo e alma. Sem pão e sem o alimento da alma (a oração, a meditação, a não prática do mal e a prática do bem) o homem é incompleto, desarmonioso, infeliz, sente um vazio sem lhe faltar nada objetiva e aparentemente. Portanto o material e o espiritual devem andar sempre juntos, é a maravilha da fusão do material e do espiritual para completar o ser humano.

A moeda, ou dinheiro, é apenas um instrumento de troca. Não há mal no dinheiro, pode haver mal no seu uso. O dinheiro não é um bem por si só, é para adquirir bens. Ele exerce uma função fundamental para levarmos a mensagem de AA junto com o amor, sem ele o AA morre, e isso acho que não queremos. AA não é só para nós, tornemos ele perpétuo com nossas contribuições generosas, para os irmãos do futuro e para aqueles que ainda no presente não conhecem nossa Irmandade. Rokfeler foi sábio, quando disse que deveríamos preservar nossa autonomia, com nossa auto-suficiência, o que só será conseguido com nossas contribuições responsáveis, permanentes e estáveis.

AÇÃO: Ajo quando contribuo, quando planejo, quando escolho o material e os veículos de distribuição e levo assim a mensagem. Esta açáo em caráter permanente é necessária para a perpetuação de AA. Entretanto, se não estou impregnado do espírito de gratidão pela compreensão do benefício que recebi e do amor pêlos meus irmãos doentes em AA e fora dele, talvez me seja difícil, contribuir e agir.
LEVAR A MENSAGEM CERTA: Para isso há uma função importantíssima. Conhecer AA e seus princípios, basicamente os três legados: Recuperação, Unidade e Serviço. Não posso falar nem informar sobre o que não conheço bem, sob pena de informar o que penso e o que quero e que certamente não representará os princípios de AA. Para conhecer é preciso estudar, frequentar reuniões de recuperação, temáticas, de estudos, de debates, seminários, o máximo que pudermos, e nunca saberemos demais. A humildade é fundamental. Precisamos sempre identificar o que a entidade ou a instituição quer. Se desejarem esclarecimentos científicos ou técnicos não é conosco, é para médicos e especialista, os aa(s) não devem fazer isto como aa(s). É importante termos consciência, de que informar não é dar um depoimento tradicional, é dizer o que é AA, quais seus princípios e objetivos, como funciona e onde está, citando breves experiências sobre tópicos importantes. Teremos que ser suficientemente humildes para não respondermos sobre assunto científico, médico, que não conheçamos ou sobre o qual tenhamos dúvidas. Poderemos dar indícios, do que indicará ser alguém alcoolista, mas jamais diagnosticar, deixemos isto para os médicos. Não devemos fechar questão, sempre dizer segundo entendemos ou é nossa interpretação sobre o assunto, até para não gerar controvérsia pública, a não ser coisa absolutamente clara, como não receber auxílio de fora sob qualquer forma. Sempre que possível, para palestras, a idade, o conhecimento, a profissão e a classe social do palestrante devem ser próximos da plateia respectiva. Isto é importante para que aja boa comunicação e compreensão da informação. Temos que humildemente entender que nós somos iguais entre nós, mas que lá fora a sociedade continua sendo como sempre foi, há os melhores e os piores, os comuns e os especiais, e a Irmandade deve ser bem representada para o público em geral. Nossa apresentação é importante, não por nós, mas pela Irmandade que representamos. Não é alguém que fala, é AA que está sendo apresentado. Cabelo cortado, barba feita, roupa limpa e não amarrotada, calça comprida, camisa abotoada, calcados limpos, postura simples, discreta e alegre, além do todo antes exposto, seriam atributos desejáveis para um palestrante de AA, não por ele mas pela Irmandade.

Com as considerações acima feitas, penso ter colocado o que parece necessário, útil e amoroso, para levar a mensagem aos irmãos que ainda sofrem e preservar AA para o futuro.

“Que o Poder Superior, nos encha de sabedoria, tolerância e compreensão, para acreditarmos em AA, contribuirmos conforme as possibilidades de cada um e agirmos levando a mensagem salvadora”.

Abraços fraternos, paz, luz e mais 24 h sóbrias.

arco.

O RELACIONAMENTO DOS CONCEITOS COM O GRUPO

” O RELACIONAMENTO DOS CONCEITOS COM O GRUPO “

Quando chegamos ao serviço, elemento vital para a nossa sobriedade, vemos que tudo começa no Grupo, e que “raramente vemos falhar uma pessoa que está fazendo o café”.
Comecei minha carreira de bebedor mais ou menos em 1960. Naquele tempo, eu não sabia nada a respeito de A.A. e, naturalmente, não me incomodava com isso, nem me importei por muitos anos.Outros, no entanto, se importaram, e o meu Poder
Superior também; assim, três décadas mais tarde, necessitei de ajuda e A.A. estava lá para me receber e uma vida nova começou. De início, a recuperação era a única coisa que importava: uma luta dia-a-dia, com alegria. Foi um tempo maravilhoso na medida em que gradualmente me tornei capaz de tomar conta da minha vida sem o álcool. Cedo fui seduzido totalmente pela maneira de viver em
A.A. e comecei a perguntar como essa Irmandade de alcoólicos foi formada e como ela funciona. Quando cheguei, estava bem certo de que havia lideres em A.A. e não levei muito tempo para descobrir que, com poucas exceções, esses lideres eram somente servidores de confiança. Comecei a ler e fazer perguntas. Consegui a maior parte das respostas em reuniões com amigos, eles me disseram, entre
outras coisas, eu deveria manter sempre em mente a consideração mais importante ao entrar nos serviços: “Nosso bem-estar comum deve estar sempre em primeiro lugar” e ” A consciência coletiva, guiada por um Poder Superior, de acordo com nosso entendimento – nossos líderes são servidores de confiança somente, não tem
poderes para nos governar”. Esta é a chave da sobriedade para os Grupos e para o Individuo. Em todos os Grupos nós trabalhamos e partilhamos juntos os Passos e Tradições – Recuperação e Unidade. Nós estávamos no triângulo de A.A. e estávamos felizes. Aprendemos cedo, no entanto, que a felicidade não duraria para sempre se nos esquecêssemos de que o triângulo tem um terceiro lado, o Serviço, que o mantém unido. “achar a porta fechada e o homem do café ausente numa noite chuvosa é desconfortável, mas uma experiência útil”. É tão simples como isso. Lá é onde tudo começa.

QUADROS NA PAREDE

Afinal, quem precisa de Conceitos?

Era bem cedo. Faltava quase uma hora para a reunião iniciar. Estava nos primeiros dias de minha recuperação e me foi sugerido que freqüentasse quantas reuniões pudesse e também que, se possível, chegasse mais cedo, para integrar-me as atividades do Grupo. Naquela noite conversava com um companheiro mais antigo
que se colocara a disposição para me ouvir e sanar minhas tantas dúvidas, quando lhe perguntei para que serviam os Conceitos. Eu já sabia que os Doze Passos eram relacionada à recuperação individual e que as Doze Tradições ajudavam na segurança do relacionamento dos Grupos entre si e com o mundo externo. Mas, e os Doze Conceitos? Aqueles princípios em letras miúdas e fartas estavam me
intrigando. O companheiro mirou os quadros, coçou a cabeça e respondeu de supetão: “Isso é coisa dos Custódio e da Conferência”. Não aceitei a resposta e, com toda a curiosidade de novato, retornei: “Se não dizem respeito ao Grupo, por que estão aqui, na parede?” E o companheiro embaraçado finalizou a questão:
“Estão aqui porque a Conferência recomendou”. Continuei sem entender, mas cessei a especulação. Foi assim meu primeiro contato com o Doze Conceitos para os Serviços Mundiais. Cerca de quatro meses depois, adquiri o livro dos Conceitos.
Agora acreditava estar apto para entender aquele negócio complicado. Li o prefácio, o Primeiro Conceito, o Segundo e … ao contrário do que esperava, minha cabeça começou a embaralhar a partir do Terceiro. A leitura me pareceu tão complicada que pensei em atirar o livro para longe e me lembrei do companheiro no Grupo:” Ele tinha razão”, pensei. Mas não iria desistir tão facilmente. Dias
depois participei de um Ciclo de estudos dos Conceitos. Foi lá que soube da existência do livro “Os Doze Conceitos Ilustrados para Serviços Mundiais.”
Adquiri o livro e, com muito mais facilidade, comecei a compreender alguma coisa dos Conceitos. Ainda não sabia que o livro “Os Doze Conceitos para Serviços Mundiais” fora escrito a menos tempo que eu pensava, em 1962, e que é o único item de nossa literatura escrito por Bill W. e que somente foi traduzido para nosso idioma em 1982. Não tardou para que eu conseguisse ler o texto completo dos Conceitos, sem ter tanta dificuldade de entendimento. Li uma, duas, várias
vezes para entender algumas particularidades de cada princípio e venho aprendendo muito tentando colocá-los em prática nos serviços de A.A. Quanto ao comentário do companheiro no Grupo, formei opinião e tento dizer diferente aos que chegam hoje. Descobri o porque dos Doze Conceitos estarem afixados na parede de (infelizmente) parte dos Grupos que freqüento. É que os Conceitos são o “lubrificante” dos relacionamentos necessários para que funcione em harmonia toda a estrutura de serviços de A.A.. Ou seja, bons relacionamentos do Grupos Conferência, entre a Conferência e a Junta de Custódios e entre a Junta e os Órgãos de Serviço Nacionais (a JUNAAB) no caso do Brasil com seus servidores e
funcionários contratados. Hoje entendo que os Conceitos não servem apenas aos componentes da Conferência de Serviços Gerais. Portanto quando disse toda estrutura, certamente, inclui os Grupos onde Tudo Começa e Termina; por isso os Doze Conceitos estarem presentes no Grupo Os dois primeiros Conceitos são históricos; contam o porque da cadeia de representatividade expressa na
estrutura de serviços de A.A.. Lendo-os precisei reformular minha idéia de estrutura de A.A.; pois até então pensava que toda a responsabilidade pela continuidade de A.A. fosse dos Custódios ou da Conferência e não dos Grupos.
Mudei meu próprio conceito de Grupo e comecei a vê-lo como uma célula e com uma responsabilidade muito maior que pensava. Mais a frente notei, conversando com companheiros mais experientes, que alguns princípios podem ser aplicados por qualquer servidor de A.A . Este é o caso do Terceiro, Quarto e Quinto Conceitos, que falam dos direitos, utilizados como norte nas relações entre os serviços e a
consciência coletiva. Como desde o inicio sempre tentei servir não foi difícil compreender as qualidade de um bom líder, expressas por Bill W. no Nono Conceito. Notei que enquanto servidor ou liderança, seja no Grupo, no Distrito, no Setor, na Área ou na Conferência, fazendo a limpeza da sala, no trabalho com os outros, em fim, em qualquer atividade de serviços sempre precisarei melhorar e amoldar-me a essas características. Quando li o Décimo Conceito, imaginei uma
balança de dois pratos equilibrando a autoridade e a responsabilidade.
Lembrei-me do Coordenador Geral do Grupo em que cheguei. Como na maioria dos Grupos, ele é responsável por abrir a sala e cuidar dos preparativos para a reunião. Acontece que certa vez, o novo escolhido para o encargo fazia o café muito fraco, quase transparente. Segundo o equilíbrio, a ele concedemos a responsabilidade para fazer o café e a autoridade para optar sobre como iria fazê-lo (falamos com ele e o café melhorou). Continuei lendo os Conceitos quando um companheiro me sugeriu que o fizesse em conjunto com o Manual de Serviços, para melhor entendimento da Estrutura Nacional de A.A.. Isso foi porque quando me aprofundei no Sexto, Sétimo, Oitavo e principalmente no Décimo Primeiro e Décimo Segundo Conceitos, encontrei dificuldades de entendimento. Nessa altura eu já tinha o Manual de Serviços e, tentando fazer o sugerido, tive um enorme
avanço e meus porquês diminuíram. Foi tentando entender como funciona a Estrutura de Serviços que despertei para a expressa necessidade de voltar a estudar as Tradições, mais do que isso, senti que eu fazia parte de um grande todo e que tinha uma responsabilidade própria. Talvez foi esse entendimento aliado a necessidade de viver bem sem precisar beber que me fizeram mergulhar no modo de vida de A.A.; através da prática de Princípios Espirituais.

OS DIREITOS DE DECISÃO, PARTICIPAÇÃO, APELAÇÃO E PETIÇÃO

O Direito de Decisão torna possível uma diretriz positiva. Alguns destes princípios vêm sendo, há muito tempo, praticados em nível de grupo. Por exemplo, o Conceito III, “o Direito de Decisão”: “O nosso RSG, a ligação do grupo com a Conferência de Serviços Gerais e a Irmandade, leva a opinião do grupo às Assembléias do ESL, do Distrito, do Setor e da Área, mas tem o direito de tomar sua própria decisão: de outro modo, ele seria tão somente um mensageiro. Esse
Direito, todavia, não deve ser usado como desculpa para deixar de informar (apresentar relatórios de atividades), nem para exceder uma autoridade definida claramente. Somente ele nomeia comitês de serviços e Delegados, e estes por sua vez elegem os Delegados RSM e homologam os Custódios. Todo Programa de A.A. repousa no princípio da confiança. Confiamos em Deus, confiamos em A.A. e
confiamos uns nos outros. Por isso mesmo, temos que confiar em nossos líderes de Serviço. “Ou o Conceito IV, `O Direito de Participação’: “Somos todos iguais e temos o mesmo direito de participação em todos os níveis de serviço.” “Na corporação espiritual de A.A., não há membro de segunda classe”, no grupo em qualquer nível de serviço. Como conseqüência, “o Direito de Apelação e de
Petição”, como estabelecido no Conceito V, são essenciais para a paz e democracia em nossos grupos de A.A. Nós aceitamos e sabemos que as minorias podem freqüentemente estar certas (geralmente, estas são esclarecidas), e assim uma minoria bem ouvida é uma proteção contra a possibilidade de uma maioria mal-informada. Os Conceitos constituem Princípios que já se tornaram tradicionais para o nosso Serviço. Em nossos grupos, o espírito dos Conceitos
tem estado conosco por um bom tempo. Não obstante, temos um longo, mas agradável caminho a percorrer. A.A. é uma Irmandade de homens e mulheres que se reúnem em grupos para compartilhar suas experiências, forças e esperanças. O propósito primordial é levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre. O Livro Grande, os
Doze Passos e as Doze Tradições nos dão as respostas ligadas à recuperação e à unidade. Os Doze Conceitos para Serviços Mundiais, que são tão intimamente relacionados com os grupos pela simples razão de que eles foram escritos para os grupos, provêm os instrumentos para o Serviço e nos capacitam a realizar o nosso
Propósito Primordial.

A RESPONSABILIDADE FINAL

Quando, como estabelecido no Conceito II, os grupos de A.A. confirmaram a Carta Permanente da Conferência de Serviços Gerais, eles assim passaram esse ato para os grupos de A.A. presentes e futuros, por todo o mundo. Nós todos sabemos que os Doze Conceitos para os Serviços Mundiais foram adotados pela Conferência em 1962. Desde que “o novato de hoje é o veterano de amanhã, é imperativo encorajar todos os grupos de A.A. a compreender completamente e adotar os Doze Conceitos
como linha de ação para todo o trabalho em serviço de A.A., já que eles também nos dão as garantias para nossa verdadeira existência.

Isaias

3º LEGADO – SERVIÇO – 12 CONCEITOS

Visconde do Rio Branco 01/04/07
3º Legado-Serviço – 12 Conceitos

-Bom, penso que falar de Tradições e Passos seja fácil , faze-los já e mais difícil já com o serviço ocorre o contrario e muito mais fácil executar do que explicá-lo e é nessa linha de raciocínio que penso que surgiu nosso Terceiro Legado e consequentemente a maioridade de A.A. e sua expansão pois Bill não falava muito sobre os serviços era quase um segredo dele Dr. Bob e poucos AAS(l.c. pág 147)

Falar dos Três Legados de forma separada também e outra dificuldade uma vez que um esta dentro do outro pois, para respeitar as Tradições requer a humildade conseguida através dos Passos esse e o problema atual de A.A. com relação a unidade pois pra se fazer unidade e preciso ter recuperação e pra se recuperar precisa de ter unidade (a maioria compreende que não consegue se recuperar a menos que exista um grupo) e o serviço esta dentro dos Passos (12º) e nas Tradições (5ª) e também em conseqüência precisamos ter recuperação e unidade para harmonicamente realizar o serviço

Mas o que é o 3º Legado?

O 12º Passo é o serviço básico de A.A., é o nosso principal objetivo e a razão primordial de nossa existência e pode se dizer do nosso futuro por isso dizemos ação é a palavra mágica, a ação para levar a mensagem é o coração de AA (O QUE FAZEMOS PARA A MÃO DE AA ESTAR ALI NAQUELE MOMENTO onde quer que um seja onde for. . .)

-existe muita confusão sobre o que é o serviço ou esta ação, é muito simples serviço é tudo aquilo que fazemos pra alcançar aquele que ainda sofre o maior de todos é o chamado do 12º passo mais eles vão desde a xícara de café que tomamos acompanhando outros, ate a junta em São Paulo e o GSO em New York a soma de todos esses serviços ou ações e nosso terceiro legado . por isso o espaço aqui será pouco pra abrangermos tudo precisa de um evento só pra falar do Terceiro Legado mas isso depois de entendermos os Passos e as Tradições primeiro.

Muitos acham que os serviços devem ser simplificados porem se fizermos isso muitas vezes ocorrera o contrario estaremos complicando e tornando AA uma anarquia disforme confusa e irresponsável .esses serviços requerem sacrifício(trabalho santo) tempo e dinheiro (muitos não querem nem ir as reuniões)

No inicio de A.A. as reuniões eram na casa do Dr. Bob que custeava o café como foi aumentando mudaram pra a casa dos Williams que compraram cadeiras e não cobravam nada por estarmos ali desgastando sua casa, ainda hoje temos companheiros que pensam em voltar para as casas uns dos outros . com o aumento das reuniões passaram a ser nos hotéis o que requereu o inicio das coletas das contribuições voluntárias que precisou que o grupo elegesse ou escolhesse um tesoureiro um secretario um coordenador enfim um comitê de serviço para executar esse 3º Legado (e tem uns que acham que só executamos 3º Legado fora do grupo)e a medida que fomos expandido ignorando os gritos de mantenha o simples criamos um escritório e uma secretaria não A.A. para executar o serviço

Nascendo a estrutura para atuar pelos grupos foi criada em 38 a Fundação do Alcoólico e a Junta de Custódios com 5 membros 3 não alcoólicos Rick Richardson – Frank Amos e Leonard Strong os dois alcoólicos eram Dr. Bob e outro de New York que voltou a beber e foi substituído . com o livro de A.A. nascendo foi criada a nossa editora. depois a junta de custódios e Bill escreveram as doze Tradições enquanto isso a irmandade atingia terras estrangeiras e começaram as traduções da literatura . em 1944 membros de N.Y. criaram a Grapevine depois a entregaram a fundação do alcoólico e começamos a ter empregados remunerados e membros voluntários trabalhando integralmente.
A sede e a fundação diagnosticaram os problemas dos grupos o que de novo debaixo dos gritos mantenha o simples resultou na confirmação das tradições . graças a criação da junta de custódios foi possível lidar com os problemas de doações de fora de quebra de anonimato .
Com a doença do Dr. Bob em 47 começou a se pensar num conselho consultivo para a Junta de Custódios uma vez que essa era desconhecida pelos membros de A.A. exceto Bill e Bob e uns poucos, com eles sumindo de cena como os grupos de A.A. poderiam contribuir com uma junta desconhecida por eles . sobre muitos protestos e marcando a ultima decisão que Bill e Bob tomariam juntos foi aceito a criação da conferencia de serviços gerais e surgiu após muitos discursos a escolha dos delegados pelo método do 3º Legado e foi publicado um folheto chamado “ o 3º Legado” ainda não tínhamos os 12 Conceitos ; em abril de 51 reuniu-se a 1ª conferencia em 53 foi escrito o livro 12 x 12 explicando os 24 princípios de A.A. revisado por Jack Alexander sem os conceitos o guia para os serviços era a ata de constituição da Conferencia o folheto ( e a pág. 197 do A.A. Atinge a maioridade e pág. 124)

Como A.A. crescia já tinha muitos grupos tínhamos a junta de serviço a conferencia a editora o escritório a revista por isso surgiu confusão entre eles afinal qual era a relação entre eles? Quem mandaria em quem? Quais as responsabilidades e os direitos de cada um? Assim Bill viu a necessidade de colocar no papel seus conceitos do porque da estrutura toda por isso o único livro que tem a nota pessoal “ por Bill W. “ Os Conceitos 3-5- e 12 tratam de princípios espirituais os outros tem nuances espirituais mas são voltados a descrever as relações entre os órgãos de serviço e como funcionam um com os outros vou ver se tem tempo pra explicar resumidamente cada um:

O Conceito I é o seguinte: vejam vocês como os grupos iam a Bill e Bob buscar conselhos e os custódios da mesma forma pois eram desconhecidos pelos grupos a quem prestavam serviço (ou seja o patrão) através deste Conceito Bill vendo que o Dr. Bob já estava a beira da morte debaixo de muitos protestos de mantenha o simples criou a conferencia e foi criada a estrutura de ponta cabeça cuja raiz é nossa 2ª Tradição .
Em nossa literatura tem vários trechos que dizem o que e nossa irmandade e servem para vermos como estamos longe as vezes de alcançar isso nesse conceito diz que AA É UMA SOCIEDADE espiritualizada com suficiente amor pelos homens e por deus

O Conceito II fala da delegação dada a conferencia para ser a voz e a consciência efetiva de A.A.. Os grupos não podem controlar os múltiplos serviços de A.A. e uma vez que os fundos necessários para os serviços estão com a junta então os grupos delegam a autoridade operacional e permiti assim a junta a falar por eles e a atuar por eles e o processo ocorre em cadeia pois o grupo Delega o seu RSG a falar por ele no distrito que delega o mcd a representá-lo no setor e assim sucessivamente ate chegarmos a assembléia . é como uma empresa alias os conceitos tem sua origem nos Rotares clubes americanos e no programa de qualidade total nascido nos estados unidos na década de 50 recusado pelos americanos adotados pelos japoneses que tornaram uma potencia mundial pós guerra e que chegou ao Brasil na década de 90 e em 94 na nossa região . então numa empresa o patrão ( no caso os grupos de A.A.) delega ao gerente que delega os encarregados dos setores e assim por diante . o proprietário ou o patrão não pode querer fazer tudo ele precisa delegar autoridade e responsabilidade . um exemplo foi o Dr Bob que delegou ao Bill a responsabilidade de criar os serviços uma vez que Bill estava em Nova York lá estava também aqueles que mais tarde doariam os fundos que A.A. necessitava nos primeiros dez anos . no programa de qualidade total a delegação é o sétimo dos dez princípios da qualidade o importante é saber o que e para quem delegar . a palavra delegar significa dar a alguém a faculdade de agir em seu nome – transmitir – encarregar – incumbir

O Conceito III assegura a nossa liderança de que cada um dos elementos dos serviços um tradicional “Direito de Decisão”.agora cabe a eles decidirem quais os problemas que eles mesmos resolverão e saber quais assuntos eles deverão informar, consultar ou pedir instruções específicas. Sabemos que um servidor “instruído” que não pode agir por sua própria consciência num voto final da Conferência ou de uma assembléia qualquer não é de maneira alguma um servidor de confiança, ele é somente um mensageiro. Eles podem ignorar tais instruções, sempre que acreditarem ser desejável. Como os Custódios podem empregar e despedir, pois a sua autoridade é final. Os grupos também podem destituir os servidores que abusarem desse direito de decisão
Lembramos que eles são “servidores de confiança”. devemos confiar a decisão aos nossos líderes responsáveis, dentro do sistema dos seus deveres e responsabilidades,
Haverá sempre autoridade suprema suficiente para corrigir qualquer ineficiência, deficiência ou abuso. Se a Conferência não estiver funcionando bem, os Grupos podem mandar Delegados melhores. Se os Custódios saírem muito da linha, a Conferência pode censurá-los ou mesmo reorganizá-los. Se os serviços da Sede estiverem desorganizados, os Custódios podem eleger novos diretores e empregar melhores ajudantes. Esses remédios são amplos e diretos. Mas enquanto os nossos serviços mundiais estiverem funcionando bem – e deve haver sempre desculpas para erros ocasionais –, “Confiança” deve ser a nossa palavra do dia, senão acabaremos sem liderança.
Esse “Direito de Decisão” nunca poderia ser usado como desculpa por não apresentar relatórios . voltando a citar uma empresa como exemplo um responsável por almoxarifado não pode toda vez que chegar uma entrega consultar o dono da empresa onde ira colocar tal produto ele e quem decide porem se não manter esse almoxarifado arrumado poderá ser demitido pela autoridade suprema que e o patrão.

O Conceito IV diz que , deveríamos manter em todos os níveis de responsabilidade um tradicional “Direito de Participação”, tomando cuidado para que a cada setor ou grupo de nossos servidores gerais seja concedido um voto representativo em proporção correspondente à responsabilidade que cada um deve ter
Muitos membro equivocados já proclamaram esse conceito querendo defender seu direito de participar de AA isso e um equivoco porque o principio que garante que podemos participar de AA é a terceira tradição E A NONA TRADICAO
Esse principio quer dizer que os Custódios e os diretores da nossa corporação de serviço (A.A. World Services, Inc. e The A.A. Grapevine, Inc.), juntamente com os seus respectivos quadros de funcionários executivos, serão sempre membros votantes da própria Conferência de Serviços Gerais.ele cuida para que Nenhuma classe é colocada com absoluta autoridade sobre a outra. Em muitas organizações institucionais, militares e governamentais, pessoas ou grupos de pessoas são colocadas com absoluta autoridade, umas sobre as outras.em A.A. não É O FAMOSO EU MANDO E VOCE OBEDECE
Fala do direito de participar aqueles trabalhadores de quem relatórios ou conselhos possam ser solicitados, para que assistam a cada uma das reuniões trimestrais da Junta de Serviços Gerais.. Apesar de não votarem NESSAS REUNIÕES , esses trabalhadores podem e devem livremente participar dos debates.
. É o nosso ideal mais importante, que a união espiritual de A.A. nunca inclua membros considerados de “segunda classe”. Numa empresa quando se fizer uma reunião para decidir a colocação de uma maquina ou qualquer alteração em algum setor deve incluir nos debates pra tomar decisão os operários que serão afetados pela mudança a opinião deles será de extrema importância é isso que quer dizer nosso direito de participação.

Agora falaremos do Conceito V que fala do “Direito de Apelação”, assim nos assegurando de que a opinião da minoria seja ouvida e de que as petições para a reparação de queixas pessoais sejam cuidadosamente consideradas.
Em AA, todas as minorias –deveriam ser encorajadas a apresentar relatórios da minoria, sempre que acharem que a maioria esteja incorrendo em algum erro considerável. E quando uma minoria considerar que um assunto é tão importante que uma decisão errada possa seriamente afetar A.A. como um todo, deveria encarregar a si mesma do verdadeiro dever de apresentar um relatório das minorias para a Conferência. , reconhecemos que as minorias podem às vezes estar certas; mesmo total ou parcialmente erradas, elas ainda prestam um valioso serviço quando requerem o “Direito de Apelação”, porque forçam um debate completo dos assuntos de importância. A bem ouvida minoria, é, portanto, a nossa principal proteção contra uma maioria desinformada, mal-informada, impetuosa ou irada.
O “Direito de Apelação permiti que qualquer pessoa apresente uma queixa pessoal, levando em mãos o seu protesto, caso assim o deseje, sem se sentir prejudicado ou temer represália.
. É também verdade que a Consciência de Grupo, durante um período de muito distúrbio, não é sempre o guia mais seguro, porque temporariamente tais distúrbios podem impedir o seu funcionamento de forma inteligente e eficiente. Portanto, quando a Consciência de Grupo não pode ou não deve atuar diretamente, quem deverá atuar no seu lugar? Os “servidores de confiança”.
Um ponto em AA que nos mostra o respeito a minoria e o método do terceiro legado praticado nas eleições onde se não tiver dois terços vai a sorteio após 5 votações. Dessa maneira, por sorteio, os candidatos da minoria têm a mesma chance que os da maioria.
Há um trecho nesse conceito que vale a pena colocar pra vocês onde diz um estudioso de política insiste em que o maior perigo da democracia sempre seria a “tirania” de uma maioria apática, egoísta, não informada ou mal-humorada. Outro ponto a favor da minoria e quando a ata da conferencia diz que toda decisão deve ter ampla discussão ate que todos sabem do que se tratam e sempre que possível as decisões sejam por ampla maioria substancial unanimidade

Conceito VI: Em benefício de A.A. como um todo, a nossa Conferência tem a responsabilidade de manter os nossos serviços e,, tem a decisão final . Mas a Conferência reconhece que a principal iniciativa e a responsabilidade ativa, na maioria desses assuntos, deveria ser exercida principalmente pelos Custódios, membros da Conferência, quando eles atuam entre si como Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos.

Exatamente como os Grupos de A.A. se acham incapazes de atuar decisivamente nos assuntos dos serviços mundiais, a não ser que deleguem considerável autoridade e responsabilidade ativas à sua Conferência, da mesma maneira a Conferência precisa delegar uma autoridade administrativa liberal para a Junta de Serviços Gerais, permitindo aos seus Custódios liberdade e eficiência de ação, na ausência da Conferência. ( a junta que executara o que for decidido na conferencia que ocorre uma vez por ano geralmente na semana santa)
Trata também da liberdade de ação para os Custódios, Precisaremos definir claramente os diversos tipos de habilidades profissionais e financeiras, sempre requisitados para um quadro equilibrado de Custódios. Somente procedendo dessa maneira, poderemos assegurar permanentemente a capacidade da Junta na liderança futura. E fala das ações desses custódios entre elas esta A RESPONSABILIDADE pelas relações públicas de A.A. no mundo inteiro. Deles é esperada uma liderança na formulação da política de A.A. e devem verificar a sua adequada execução. Eles são os guardiães ativos das nossas Doze Tradições. Os Custódios são os banqueiros de A.A. Eles são inteiramente responsáveis pela aplicação e uso dos nossos substanciais fundos de reserva.

Conceito VII: diz que a A Conferência reconhece que a Ata de Constituição são instrumentos legais; que os Custódios têm plenos poderes para administrar e conduzir todos os assuntos dos serviços de Alcoólicos Anônimos.
Esse e mais complicado porque ele trata da relação da conferencia ou seja a irmandade sem organização da tradição 9 com a junta que e órgão legal portanto obrigado a cumprir a lei jurídica e fiscal
De um lado, vemos uma Junta de Custódios que é coberta de plenos poderes legais sobre os fundos e serviços de A.A., e de outro lado, vemos a Conferência com tão ampla influência tradicional e força financeira que pode, se necessário, passar por cima dos direitos legais da Junta de Custódios. Praticamente falando, pode dar aos Custódios, portanto, instruções e submissão a ela. quer dizer que o poder da Conferência será superior ao poder legal dos Custódios. Alguns grupos no Brasil principalmente no sul do Rio começaram A SE REGISTRAREM E A CRIAREM ATE OS CHAMADOS REGIMENTOS INTERNOS QUE FICAM PRESOS A ELES MAIS DO QUE AS TRADIÇÕES E MUITOS DELES VAO ATE MESMO DE ENCONTRO AS MESMAS
O poder da Conferência . Deriva-se da grande maioria de Delegados escolhidos pelos Grupos para a Conferencia. apóia-se no indiscutível direito dos Delegados de negar o dinheiro para as operações da Junta de Serviços Gerais, isto é, as contribuições voluntárias dos próprios Grupos de A.A. Teoricamente, a Conferência é somente um corpo consultivo, mas na prática, dispõe de todos os direitos e poderes de que possa precisar.
Ele fala também que os nossos Custódios não têm interesses financeiros assalariados A., os Delegados se encontrariam com autoridade suprema sobre a nossa Junta de Serviços Gerais e sobre todas as suas unidades incorporadas de serviços mundiais ativos.
. Quem teria a última palavra? A Conferência ou os Custódios?
PRA CHEGAR EM UM ACORDO . Pensamos em incorporar a própria Conferência, colocando-a em direta autoridade legal sobre a Junta. todos os membros da Conferência teriam que ter posições legais. Teria sido então uma organização embaraçosa, , uma idéia que a própria Conferência repudiou mais tarde.
Tomou-se óbvio, então, que a escolha dos novos Custódios ainda deveria continuar sendo dos próprios Custódios, sujeita à aprovação da Conferência. , foi dado à Conferência o direito de rejeitar, mas não de eleger os novos candidatos a Custódios. {(1) As eleições de Custódios são agora realizadas durante a semana da Conferência, tanto para Custódios Regionais como para Custódios de Serviços Gerais, para que, à medida que a Conferência escolha os Custódios, o faça de acordo com o procedimento descrito no “Manual de Serviços”.}
FINALIZANDO ELE DA à Conferência uma suprema e final autoridade, E, preserva aos Custódios o direito de funcionar livre e adequadamente,
Até a presente data, nossa experiência mostra que esse balanço de poderes entre os Custódios e a Conferência dá bons resultados. Tomamos muito cuidado para reservar a autoridade final à Conferência por meios práticos e tradicionais. Por meios legais conferimos ampla autoridade funcional e discriminada para os Custódios. Acreditamos que esse balanço possa ser mantido para sempre, porque um é protegido por tradição e o outro pela lei.
os Custódios teriam o dever de vetar a ação da Conferência: se a Conferência instituir medidas reconhecidamente más ou mesmo violentas a ponto de ferir, na opinião dos Custódios, as relações públicas de A.A. ou A.A. como um todo, será então dever dos Custódios pedir uma reconsideração à Conferência. Na eventualidade da Conferência se recusar a reconsiderar, os Custódios poderão então utilizar o seu direito legal de veto. E se preferirem, os Custódios poderão submeter o assunto diretamente aos próprios Grupos de A.A.

vamos falar pouco sobre o oito porque o nove e um dos mais importantes deixemos tempo pra ele o Conceito VIII diz que Os Custódios atuam em duas atividades principais: (a) com relação aos assuntos de normas de procedimento e finanças em geral, eles são os planejadores e administradores. (b) com relação aos nossos serviços, ativos, os Custódios atuam apenas na supervisão e elegem todos os diretores das entidade separadas

a nossa Junta, , precisa dedicar-se aos maiores e mais sérios assuntos de normas de procedimento, finanças, relacionamentos dos Grupos, relações públicas e liderança. Os nossos Custódios, , não podem ficar sobrecarregados com uma quantidade enorme de assuntos de menor importância: na condução rotineira do ESG e das nossas empresas de publicações. Eles precisam delegar as suas funções executivas., a atuação deles nessas áreas não pode ser executiva. Eles desempenham as suas obrigações de custódia pela eleição dos diretores desses serviços, uma parte dos quais é necessariamente de Custódios.
, o presidente da nossa Junta nunca pode ser um executivo. Ele é, geralmente, um não-alcoólico e não disporia do tempo necessário. Nem poderia, como um Custódio, receber um salário pelo serviço requerido dele como executivo principal de todos os nossos serviços.
O conceito também diz que deveria ., cada entidade tendo o seu executivo separado. (Hoje em dia, cada corporação tem o seu capital de trabalho separado). Pois . Em qualquer lugar em que concentremos dinheiro, criaremos, inevitavelmente, uma tentação para os exercícios da autoridade executiva excessiva, uma condição indesejável para nós. Por isso, deveríamos evitar a todo custo a colocação de muito dinheiro ou de muita autoridade em qualquer entidade de serviço. (na temos conhecimento dos conceitos e nem de como funciona claramente a junta mas creio que no Brasil e tudo junto em São Paulo na senador Queiroz foi juntada o CPP e o ESG e a JUNAAB)

CONCEITO IX: Bons líderes de serviço, métodos sólidos e adequados para a sua escolha, são indispensáveis para o nosso funcionamento e segurança no futuro.
Não importa o cuidado com a estrutura de serviço de nada adianta a divisão da autoridade e responsabilidade como vimos antes ,se não houver o desempenho pessoal daqueles que a fazem funcionar. Boa liderança não pode funcionar bem numa estrutura mal planejada. Má liderança não funciona nem na melhor das estruturas. Precisamos, , encontrar as pessoas certas para as nossas inúmeras tarefas.e elegere-nas independente de questões pessoais Uma vez que a nossa futura eficiência depende de renovadas gerações de líderes e ai pecamos não cumprimos a rotatividade, tem grupo com tesoureiro a 15 anos mas, o que seria um bom líder, quais as habilidades especiais que serão sempre necessárias não podemos considerar condição financeira de prestigio e ate mesmo se ele tem carro pra levar mais alguém no serviço que ira prestar como ocorre as vezes nem abandonar os requisitos do manual de serviço como grupos já fizeram capacitemos nossos lideres com a ajuda de deus . esse conceito fala da importância dos (RSGs), que elegem os Delegados. (quando vão lá mesmo)na escolha desses servidores Ambições pessoais precisam ser postas de lado, e controvérsias esquecidas. “Quais são as pessoas melhor qualificadas que podemos nomear?” Esse deveria ser o pensamento de todos. Bill colocou um artigo aqui que foi publicada na Grapevine de abril de 59 intitulado LIDERANÇA EM A.A.: SEMPRE UMA NECESSIDADE VITAL entre outras coisas ele diz que Nenhuma sociedade pode funcionar bem sem uma liderança capaz em todos os seus níveis, e que não podemos ver os “princípios antes das personalidades” a tal ponto que não haveria “personalidade” alguma na liderança. Isso redundaria, de qualquer maneira, em autômatos impessoais tentando agradar a todos. Muitas vezes impomos a personalidade pra valer um principio. Ele também disse que o pessoal do serviço já esta em nosso meio temos que procurar esse pessoal e confiar nele para que nos sirva. Em lugar nenhum encontro que os nossos lideres estão por chegar isso e argumento de quem não sai da frente .também diz que : “Os nossos líderes não dirigem por mandato, lideram pelo exemplo”.: “Atuem por nós, mas não mandem em nós.”e que Quando um líder nos guia pela força excessiva, nos revoltamos; mas quando ele se toma um submisso cumpridor de ordens e não usa critério próprio, então ele realmente não é um líder. (qualquer semelhança com alguma estrutura e mera coincidência). Boa liderança também é saber que um excelente plano ou idéia pode vir de qualquer um, de qualquer lugar. Temos servidores se julgando deuses só a idéia deles e que valem um em um grupo chegou a dizer que abaixo de deus a autoridade no grupo e ele agora temos um trecho nesse artigo que compensa passá-lo na integra .
Um político é um indivíduo que está sempre tentando “arranjar para as pessoas aquilo que elas querem”. Um estadista é um indivíduo que sabe cuidadosamente discernir quando fazê-lo e quando não. Ele reconhece que mesmo as grandes maiorias, quando muito perturbadas ou não informadas, podem, às vezes, estar completamente enganadas. Quando tal situação aparece, ocasionalmente, e algo de importância vital está em jogo, é sempre dever da liderança, mesmo que em pequena minoria, tomar posição contra a tormenta, usando toda a sua habilidade de autoridade e persuasão para efetuar uma mudança.
Em A.A. não podemos ter oposição, apenas com o intuito de ser oposição. . Isso não serve.
Então, também um líder precisa reconhecer que mesmo as pessoas mais orgulhosas ou raivosas podem algumas vezes estar totalmente certas, enquanto as mais calmas e humildes podem estar enganadas. Outra colocação de importância e sobre os críticos “destrutivos”. Que Conduzem pela força, são politiqueiros, fazem acusações. Talvez sejam violentos, maliciosos. Eles soltam boatos, fazem fofocas para atingir seus alvos – tudo pelo bem de A.A., naturalmente! Mas em A.A., já aprendemos, afinal, que esses sujeitos, que devem ser um pouco mais doentes do que nós, não são tão destrutivos assim, dependendo muito de como nos relacionamos com eles. Houve um caso inclusive de membros que ouviram duas temáticas em Divinesia e chegaram a
Ubá dizendo ter ouvido dos dois o que eles não disseram
Outra qualidade de líder e o fato de ele ter . Visão alem do dia de hoje que parece contradizer o “Um dia de cada vez.” Mas esse princípio valioso realmente refere-se à nossa vida mental e emocional e quer dizer que não somos tolos para lamentar o passado nem sonhar com o futuro de olhos abertos. Mas , iremos certamente sofrer se deixarmos toda a tarefa do planejamento para o amanhã nas mãos da Providência. Ela nos deu a capacidade de antevisão e espera que a usemos. Por isso, precisamos distinguir entre desejos fantasiosos e a antevisão
Encerrando o conceito nove diz que os nossos talentos variam muito. Um regente de orquestra não é necessariamente bom em finanças e previsões. E é muito pouco provável que um bom banqueiro seja um bom musicista. Portanto, quando falamos de liderança em A.A., somente declaramos que deveríamos selecionar essa liderança na base de obter o melhor talento que pudermos encontrar. E que os padrinhos são necessariamente líderes. Como esta no convite desse evento .

Vamos falar rapidamente sobre os últimos conceitos pois os companheiros estão esgotados mesmo:

Vamos dar uma resumidas nesses últimos aqui o Conceito X diz que Toda a responsabilidade de serviço deveria corresponder a uma autoridade de serviço ou seja e cada responsabilidade operacional deve ser acompanhada de uma autoridade correspondente cuida para que autoridade seja igual à responsabilidade. Afim de alcançarmos um funcionamento harmonioso (fui apadrinhado q reuniões de serviços e pra brigar) a responsabilidade e autoridades finais residem nos próprios Grupos de A.A. E eles, por sua vez, têm dividido parte dessa sua autoridade final com a Conferência e com os Custódios. os Delegados , estão em posição de suprema autoridade sobre os Custódios. Vimos também como os Custódios estão em suprema autoridade sobre as corporações de serviço. A autoridade suprema também é necessária para que cada trabalhador ou classe de servidores saiba de quem é e onde está a decisão final. se os Grupos estiverem descontentes com a Conferência, eles podem eleger Delegados melhores ou cortar os meios financeiros. Se precisarem, os Delegados podem censurar ou reorganizar os Custódios. Os Custódios podem fazer o mesmo com as corporações de serviço. Se uma corporação desaprovar as operações dos seus executivos ou do quadro de funcionários, qualquer um ou todos eles poderão ser despedidos. Esse conceito também diz que a Ata de Constituição da Conferência. é um contrato entre os Grupos de A.A. e a sua Conferência.e esclarece, que os Grupos de A.A. delegaram parte da sua autoridade suprema e toda autoridade operacional para a Conferência que inclui os Custódios e os serviços ativos. Basicamente já vimos isso sobre a autoridade delegada. Afim de se evitar a dupla administração A autoridade nunca pode ser dividida em duas metades iguais.

Já o conceito onze CONCEITO XI explica a composição da junta toda que É composta dos seguintes elementos:: Cooperação com a Comunidade Profissional, Conferência de Serviços Gerais, Arquivo, Convenção Internacional Reuniões Públicas Regionais, Instituições Correcionais, Instituições de Tratamento e Internacional.} comitês permanentes da Junta de Serviços Gerais, mais as nossas duas corporações de serviço ativo, A.A. World Services, Inc. (incluindo a sua divisão de publicações de A.A.) e The A.A. Grapevine, Inc. e explica cada uma cada uma dessas operações. E eu destaco os seguinte que O Comitê de Finanças e Orçamentos: tem a responsabilidade de providenciar para que não fiquemos sem dinheiro ou irmos à falência. O Comitê de Informação ao Público: fala que Precisamos ainda nos relacionar melhor com a medicina, religião, empregadores, governos, tribunais, prisões, hospitais psiquiátricos e todas as entidades ligadas ao campo do alcoolismo. Precisamos da boa vontade, cada vez maior, por parte dos editores, escritores, televisão e rádio.. É através de todos esses recursos que devemos levar a mensagem de A.A.
O Comitê de Literatura: este é encarregado da revisão dos livros e folhetos existentes, como também da criação de panfletos novos e diz que uma literatura de aparência pobre, barata e malfeita não é interessante para A.A. acho que o nosso comitê lá não conhece essa passagem aqui dos conceitos não aumente, no sentido de uma execução contínua. Essa função a nós mesmos. Esse conceito também fala sobre a contratação e a relação com os nossos trabalhadores assalariados que muitos acham que devem trabalhar barato, tal como os trabalhadores de instituições de caridade, fala que em AA adotamos o princípio de revezamento num quadro de Servidores, um secretário de Grupo pode ser trocado a cada seis meses e um membro de comitê intergrupal trocado a cada ano. Mas para que possa prestar bons serviço, um Delegado precisa servir por dois anos, e um Custódio precisa servir durante quatro.
No ESG achamos impraticável Devemos despedir um colaborador justamente quando está ficando bem treinado? Se ela percebesse que seria empregada somente por prazo determinado, conseguiríamos que ela aceitasse o emprego? Dentro do razoável, a maioria pode e precisa fazer revezamento de cargo para cargo, também fala da relação empregador-empregado. E das relações homem-mulher na convivência do serviço. qualquer relacionamento de trabalho entre homens e mulheres adultos, tem que ser num caráter de companheirismo, sem competição, onde cada companheiro complementa o outro.

CONCEITO XII FALA DAS Garantias Gerais da Conferência: observar o espírito das Tradições de A.A., CUIDAO COM RIQUEZA E PODER que nenhum dos membros seja colocado em posição de autoridade sobre outro que as decisões importantes sejam tomadas através de discussão, votação e, sempre que possível, por substancial unanimidade
O Conceito aqui considerado tem o mesmo conteúdo do Artigo 12 da Ata de Constituição da Conferência. a Ata é a substância de um acordo feito entre os Grupos de A.A. e os seus Custódios essas Garantias têm uma importância de alto valor para o bem-estar geral de A.A. As Garantias AFIRMAM que a própria Conferência se submeta às Doze Tradições de A.A.; E um conceito grande que explica cada uma das 6 garantias e reafirma as tradições de A.A. e todos os outros conceitos mas alem de citar sobre o afastamento de muitos de A.A. ele cita no final que Quando nós de A.A. falhamos nos nossos princípios espirituais, é o álcool que nos joga ao chão. que não deveríamos trocar nunca pelo recurso dos métodos de ataque pessoal e punição. De todas as sociedades, a nossa é a que menos pode correr o risco de ressentimentos e conflitos que resultariam em permitir que caíssemos na tentação de punir . e afirma que nós AAs tenhamos mais e maiores liberdades do que qualquer irmandade no mundo de hoje. Como já vimos, proclamamos isso como não sendo uma virtude. Sabemos que nós pessoalmente temos que escolher: ou os Doze Passos e Doze Tradições de A.A. ou encarar a dissolução e a morte, tanto como indivíduos quanto como Grupos.
Liberdade abaixo de Deus para crescermos à Sua imagem será sempre a meta de Alcoólicos Anônimos.

Obrigado a todos e 24 horas

CONCEITOS III E IV

Olá companheiros, vou tentar partilhar com vocês uma idéia bem simples de minha visão atual dos 3º e 4º Conceitos (Direitos de Decisão e Participação, respectivamente).

Conceito III – Direito de Decisão

O 3º Conceito fala do Direito de Decisão dado aos nossos servidores de confiança.

Vimos no 1º Conceito que a autoridade suprema e a responsabilidade final pelos serviços mundiais são dos Grupos de A.A. e que no 2º Conceito os Grupos delegaram esta autoridade para a Conferência de Serviços Gerais. Entretanto, mesmo resguardada pela Ata de Constituição, ficou claro desde o início que o funcionamento da Conferência não seria calmo se as lideranças não conseguiriam exercer seus papéis de maneira eficiente. Os Grupos usando de sua autoridade final poderiam instruir os Delegados sobre como votar em assuntos da Conferência. O Delegado devidamente “instruído” não age por sua própria consciência e, portanto, deixa de ser um servidor de confiança. Mesmo agindo corretamente, os Grupos usando de sua autoridade desmoralizariam os Delegados, que fatalmente se rebelariam ou afastariam dos encargos. Isto ocorreria em todos os níveis de serviços de A.A. Por exemplo, o Grupo, através de sua consciência coletiva (2ª Tradição) elege seu RSG e delega ao servidor de confiança eleito sua autoridade. Se numa eleição para Delegado numa Assembléia o Grupo instruir “seu” RSG em quem votar, este seria desestimulado a continuar no cargo. Ele seria só um garoto de recados do Grupo. A solução encontrada por A.A. (leia-se Bill W.) “foi confiar a decisão aos nossos líderes responsáveis, dentro do sistema dos seus deveres e responsabilidades, como eles podem interpretar e aplicar a sua própria autoridade e responsabilidade para cada problema ou solução em particular. Essa espécie de liderança moderada deveria ser a essência do ‘Direito de Decisão’. O grande conteúdo deste conceito que nos leva ao crescimento espiritual é, sem dúvida, a confiança mútua. “O nosso programa de A.A. coloca-se inteiro em cima do princípio da confiança mútua: Confiamos em Deus, confiamos em A.A. e confiamos uns nos outros.”
Entretanto, “Bill adverte contra usar-se o ‘Direito de Decisão’ como uma desculpa pelo fracasso em apresentar os relatórios certos a respeito de ações tomadas, ou por ultrapassar-se uma autoridade claramente definida; ou por não consultar as pessoas certas antes de tomar uma decisão importante” (extraído de “Os Doze Conceitos Ilustrados para Serviços Mundiais”).
Como podemos observar, para que tenhamos condições de praticar o terceiro Conceito, através do Direito de Decisão que é dado aos servidores de confiança, devemos estar dotados de um mínimo de humildade, pois devemos confiar inteiramente na decisão que eles por ventura venham a tomar. É a prática da CONFIANÇA mútua.

Uma experiência do 3º Conceito no meu Grupo Base:

Há algum tempo, o tesoureiro do meu Grupo Base me entregou R$150,00 para que eu repassasse para o nosso Escritório de Serviços Local e me disse que ficaria com uns R$100,00 em caixa. Confesso que estive muito perto de “sugerir” a ele que enviasse todo o dinheiro, já que todas as despesas do Grupo estavam pagas e o ESL passa por sérias dificuldades financeiras. De pronto minha consciência cutucou: “o servidor de confiança é ele e não você, o Direito de Decisão é dele, delegado (2º Conceito) pela consciência coletiva do Grupo (2ª Tradição). É melhor você agir de acordo com a vontade dele. Tenha um mínimo de humildade”. Tive grandes dificuldades em aceitar a sugestão de minha consciência, já que minha vontade gritava: “você é muito mais experiente que ele e, portanto sabe mais do que ele” e outras coisas deste tipo. Graças a Deus fiquei calado e levei os R$150,00 ao ESL sem comentar nada a respeito. Se não fosse pelos 2º e 3º Conceitos fatalmente meteria meu bico aonde não devia. E por eu ser muito mais antigo que ele no Grupo, ele seria desestimulado a continuar servindo.

Uma aplicação do 3º Conceito em minha vida particular:

Recentemente passei por um “vexame” simplesmente porque não obedeci ao 3º Conceito. Foi em minha casa. Comentava com minha filha que a nossa empregada poderia desempenhar a função dela de maneira diferente etc. e tal. Pois bem, minha filha foi cobrar da mãe dela (minha esposa) uma posição a respeito, já que a administração da casa é dela. Foi a gota d´agua. O mínimo que escutei foi: “aqui em casa quem decidiu até agora fui eu, se você quiser daqui para frente eu passo esta incumbência para você”. Resignadamente calei-me e refleti: nada disso aconteceria se eu praticasse os princípios de A.A. em todas as minhas atividades (neste caso específico o 3ª Conceito). Percebendo a fria em que havia me metido, humildemente admiti o erro e prontifiquei-me a ser mais atento à prática do 12º Passo na parte em que trata do “praticar estes Princípios em todas as nossas atividades”.

Conceito IV – Direito de Participação

O princípio do “Direito de Participação” está embutido na Conferência de Serviços Gerais através da Ata de Constituição da Conferência. Os membros votantes não incluem somente Delegados, mas também os Custódios, os diretores e membros do quadro de funcionários dos Serviços Mundiais de A.A. (ESG).

Da mesma maneira, as juntas desses órgãos operacionais incluem como membros votantes não apenas custódios, mas também diretores não-custódios, administradores e membros do quadro de funcionários. Eles são convidados a participar das reuniões da Junta. O que lhes dão este direito é o “Direito de Participação”. Assim, os Diretores e Custódios “são postos em comunicação direta com esses servidores, que se sentem úteis e benquistos”. Mesmo que não votem, esses servidores podem participar livremente.

Bill nos adverte para ter cautela quando surgirem novos Delegados e/ou Custódios enfraquecer, modificar ou jogar pela janela” o “Direito de Participação”. “É vital que se preserve esse princípio”.
A razão espiritual para o “Direito de Participação” é a de que todos nós desejamos fazer parte, desejamos pertencer. Em A.A. não há membros de 2ª Classe. O Direito de Participação fortalece a Segunda Tradição, em que nenhum membro é colocado em autoridade suprema sobre outro. Realizamos melhor as nossas tarefas de serviços quando temos a certeza de que fazemos parte, quando nossa participação nos assegura que somos realmente servidores de confiança descritos na Segunda Tradição.
O Direito de Participação é, portanto, um corretivo à autoridade suprema, porque atenua as suas asperezas ou seu mau emprego. Também nos encoraja para aceitar a disciplina necessária que as nossas diversas tarefas requerem.
É importante destacar que esse direito de Participação não deve ficar restrito somente à nossa Conferência, ele deve ser estendido a toda nossa Irmandade. Não só esse Conceito, mas todos os outros. Desde o Grupo, passando pelos Distritos, ESL’s, Áreas, etc. Participar é uma necessidade inerente a cada ser humano e em A.A. mais ainda.
Se no 3º Conceito a espiritualidade está contida na “Confiança Mútua”, no 4º o que define a espiritualidade é o “Direito de Pertencer”. Nós humanos nascemos com a necessidade pertencer a algum grupo, é nato. O desejo de pertencer está dentro de cada um de nós e o A.A. nos dá essa oportunidade de pertencer sobejamente. A 3ª Tradição garante a qualquer um que se junte a nós independente de qualquer outro fator, “o único requisito é o desejo de parar de beber”. Se tem esse desejo de parar de beber e quer se juntar a nós, já pertence. Pronto e simples. A 2ª Tradição diz que nenhum membro é colocado em “autoridade suprema” sobre o outro, não temos membros de 1ª ou 2ª classe. Quando temos a certeza que fazemos parte, realizamos melhor as nossas tarefas de serviços.

A medida que o recém chegado ao grupo sente que pertence a aquela consciência coletiva a sua recuperação começa tomar um novo significado, a sua confiança aumenta. Quando o grupo o deixa decidir o que falar, quando ir às reuniões e como praticar o programa, ele passa a ter confiança nos companheiros e surge dentro dele o sentido de pertencer, de fazer parte, de participar daquele grupo. E isso é a espiritualidade dos 3º e 4º Conceitos aplicada a aqueles que chegam até nós. Se o grupo observa os princípios de A.A., as chances dos que chegam aumentam.

É mais ou menos assim que entendo os 3º e 4º Conceitos, apesar de que as palavras nem sempre conseguem exprimir todo o pensamento a respeito de determinado tema. Agradeço aos companheiros (as) que me leram e a nossa querida Revista Vivência pela oportunidade.

Um abraço a todos,
Marcos-Ouro Preto-MG

APLICAÇÃO DO CONCEITO VIII

Este é um trabalho que o Douglas quando Diretor Financeiro Custódio
de Serviços Gerais) elaborou com o posicionamento da Junta em relação à aplicação do Conceito VIII em nossa estrutura de serviço.
Este trabalho foi desenvolvido no ano de 2008 e pode não refletir a posição atual da Junta, mas serve como informação básica que ilustra o que temos aqui no Brasil.
OS DOZE CONCEITOS PARA SERVIÇOS MUNDIAIS
Aplicação do VIII Conceito na Estrutura de A.A. do Brasil
Companheiros (as)
A Junta de Serviços Gerais de AA do Brasil, em cumprimento ao determinado pela XXXI Conferencia de Serviços Gerais,realizou o presente trabalho que tem a finalidade de compartilhar com a toda a comunidade de A.A do Brasil, o estudo da viabilidade da aplicação do Oitavo Conceito,adaptando-o a nossa realidade,ou seja incorporar os nossos serviços ativos separadamente, o que significa criar empresas para gerir a venda de Literatura,da Revista Vivencia e tornar independente e com autonomia financeira o nosso Escritório de Serviços Gerais,tudo sob a supervisão da nossa Junta de Custódios.
No Conceito em questão Bill enfatiza a centralização de muito dinheiro e excesso de autoridade executiva em mãos de poucas pessoas ou de um único Diretor, reitera que sob a justificativa de simplificar para obter eficiência seremos tentados a promover concentrações e consolidações.
Gostaríamos de nos reportar até onde a Estrutura A.A. do Brasil aplica os princípios dos Doze Conceitos para Serviços Mundiais em nossa Estrutura.
A nossa Conferencia tem demonstrado ao longo dos anos um crescimento excelente, não só em participação, já que atualmente contamos com cem por cento de participação das Áreas, mas também pelo nível de discussões dos assuntos por ela apreciados, tornando-se um grande Fórum, capaz de encontrar soluções para os diversos problemas que a Irmandade vem encontrando no caminho do crescimento. Os Delegados tem demonstrado um grande nível de responsabilidade, e são os legítimos representantes da consciência coletiva e a verdadeira voz dos nossos grupos. Relativo ao grau de responsabilidade demonstrada pelos nossos Delegados, verdadeiras lideranças, os nossos grupos lhes dotaram o Direito de decidir de acordo com o seu juízo, isso é possível, pois a relação entre os grupos, Conferencia e Junta se encontram muito bem definidas, através da nossa estrutura e da delegação de responsabilidade e de autoridade. O direito de participação que concedemos aos participantes da nossa Conferencia através do voto representativo em todas as decisões é uma realidade, bem como a segurança do direito de apelação, manifestação sagrada das minorias. A nossa Junta de Custódios tem muito representado a nossa Conferencia enquanto ela não está reunida, proporcionando continuidade aos nossos serviços ativos, que hoje está claro que os Custódios tem plenos poderes para administrar e conduzir todos os nossos serviços e que a Conferência reconhece como legais o Estatuto da Junta e Ata de Constituição da Conferencia. Os nossos Custódios hoje contam com a ajuda plena dos Comitês de Serviços para dar continuidade aos nossos Serviços, e convém frisar que graças aos nossos Comitês de Serviços e o corpo de funcionários, a nossa Irmandade não sofreu grandes abalos nos seus serviços ativos, depois da tempestade que assolou A.A. Brasileiro nos últimos anos. Devemos companheiros ser gratos ao Poder Superior pelo fato de nos ter concedido tanta liderança em todos os níveis de nossa Estrutura, tão claramente exercida pelos nossos Delegados, entretanto, as nossas Lideranças não podem esquecer do apadrinhamento, abrimos um parênteses para transcrever um trecho no final do IX Conceito: ”Isto se aplica particularmente no campo de trabalho dos Doze Passos, no qual quase todos nós tomamos parte ativamente. Todos os padrinhos são necessariamente Lideres. Os valores são tão grandes, quanto possível. Uma vida humana e geralmente a felicidade de toda uma família está em jogo. O que o padrinho diz ou faz, como prevê as reações dos seus afilhados, como controla e se apresenta bem, como faz as suas críticas e como lidera bem o seu afilhado, através de exemplos espirituais e pessoais, estas qualidades de liderança podem constituir toda a diferença, muitas vezes entre a vida e a morte.” Um apadrinhamento baseado no exemplo nos proporcionará Conferencias com alto grau de espiritualidade e amor. Em todos os níveis de nossa estrutura temos Servidores extremamente responsáveis e de confiança, mas temos procurado dotá-los de autoridade equivalente para não desencorajá-los. Com todas as dificuldades e tempestades anteriormente mencionadas, os nossos Comitês e funcionários têm merecido uma atenção especial da Junta, hoje com ajustes feitos no nosso corpo de funcionários, contamos com um quadro que tem garantido todos os seus direitos trabalhistas e condições de trabalho.
A nossa Conferencia tem de fato observado em todos os seus procedimentos as Garantias Gerais apregoadas no XII Conceito. Companheiros (as), essa Estrutura sólida, conforme o exposto, é o que nos levou a ser considerada a 3ª Estrutura de Serviços do mundo, podemos falar em Estrutura sólida sem medo de errar, pois em face dos últimos acontecimentos que culminaram na realização da Conferencia Extraordinária de 2006, que a nosso ver a Irmandade saiu fortalecida e adquiriu mais experiência, que nos leva a acreditar que dificilmente erros do passado não serão repetidos no futuro. Toda essa explanação sobre a aplicabilidade dos Doze Conceitos tem a finalidade de demonstrar que apesar da Estrutura de A.A do Brasil não aplicar na integra o VIII Conceito, estamos funcionando e bem. Sabemos que é facilmente compreensível a preocupação da Irmandade como um todo, principalmente na essência do referido Conceito que trata da centralização de muito dinheiro e excesso de autoridade executiva em mãos de poucas pessoas ou de um único Diretor, pois os fatos acontecidos causaram profunda consternação, preocupação o que nos leva doravante a uma alta dose de prudência, tanto na escolha de nossos Servidores, quanto na melhoria da gestão dos nossos negócios. Nesse ponto gostaríamos de repetir o inicio do IX Conceito, que nos faz refletir sobre as nossas responsabilidades: ”Não importa com que cuidado projetemos a nossa estrutura de serviço de princípios e relacionamentos, não importa com que equilíbrio dividamos a autoridade e responsabilidade, os resultados operacionais da nossa estrutura não podem ser melhores do que o desempenho pessoal daqueles que compõem essa estrutura e a fazem funcionar.Boa Liderança não pode funcionar bem numa estrutura mal planejada. Má liderança não funciona nem na melhor das estruturas. Mas desde que tenhamos criado uma estrutura basicamente sólida, aquela tarefa fica terminada com exceção de pequenos refinamentos.”
Quem sabe o anseio de se adaptar nossa estrutura ao Conceito VIII, não sejam esses refinamentos, acima descritos, entretanto, não podemos deixar de assumir como “mea culpa”, que se o A.A vai mal é porque nós individualmente vamos mal, pois somos nós que movemos essa estrutura e a fazemos funcionar. Na realização da REDELA realizada no Brasil, a sugestão vinda do EUA através da GSO que o tema UNIDADE fosse incluído em todas as mesas de discussão, pois o grande problema do A.A principalmente na América Latina é a Unidade, e o A.A Brasileiro está em busca disso depois de tudo que passamos , essa Junta pega a experiência anterior e tem exercitado com todas as forças o nosso bem maior que é a Unidade. Esta Junta tem procurado assumir as responsabilidades de Liderança e respeito aos princípios de A.A e caminhado junto na solução dos nossos problemas e dificuldades.
Companheiros (as), a atual Estrutura entrou em funcionamento a partir da Conferência de 1995, no Relatório Anual (Apostila) constava as seguintes considerações no Relatório da JUNAAB daquele ano:
Revista Vivência
A Revista buscou todos os meios para tornar realizável o seu propósito de editar, dentro de um programa pré-elaborado 6 (seis) exemplares por ano. A crise do papel e a baixa tiragem da revista foram os principais motivos pela não obediência, à risca, do cronograma estabelecido. Desta forma, diversos números chegaram aos assinantes com atraso, problema esse que está sendo superado. Quanto ao seu conteúdo, temos recebido as melhores críticas, quer de membros de A.A. quer de assinantes fora da Irmandade.
O valor da assinatura subiu, neste ano, de R$ 8,00 (oito reais) para R$ 10,00 (dez reais) , o que não é suficiente para manter a revista.
Contudo, aguardamos a realização da Conferência para estudarmos o preço justo a ser fixado. A Vivência contava, até 31/12/94, com 4.260 (quatro mil duzentos e sessenta) assinantes.
CLAAB
O CLAAB passou por grandes dificuldades para repor seu estoque, em virtude da escassez e alta do papel que o obrigou dois aumentos sucessivos que somaram aproximadamente 55% (cinqüenta e cinco por cento). O assunto foi amplamente debatido com as Áreas que, como sempre, emprestaram ao órgão apoio irrestrito. Vencidos os obstáculos, contudo, o órgão vem se mantendo e cumprindo com os seus objetivos.
ESG – Escritório de Serviços Gerais
O ESG, até o mês de julho/1994, acumulou déficits que causaram sobressalto e preocupações. Todavia, atendendo ao apelo do Comitê de Finanças, a partir de agosto as contribuições melhoraram mês a mês. Também no mesmo período, as vendas de literatura tiveram uma alta considerável, oportunizando um repasse maior, possibilitando que encerrássemos o nosso balanço anual com alguma reserva. Não se deve esquecer aí a generosidade dos Grupos com a “sacola da gratidão”.
Tivemos problemas administrativos também já comunicados às Áreas e efetuamos profundas reformas na administração. Diversas Áreas têm nos feito ver que os serviços melhoraram e que os atrasos dos pedidos ao ESG e CLAAB já não são rotineiros.
As reformas, entretanto, não param por aí. A Junta está propondo a esta Conferência a unificação dos órgãos (CLAAB, Vivência e ESG) sob uma única empresa a Junta de Serviços Gerais de A.A. no Brasil. Se a Conferência vier a aprovar tal unificação, os problemas administrativos serão facilmente superados com menores despesas e menos burocracia.
Considerações Gerais
A Junta esteve informada e atentamente acompanhou todas as modificações administrativas ocorridas nos órgãos nacionais. Sobretudo, acompanhou com preocupação a crise do ESG, que atingiu o seu clímax no mês de Julho e ao finalizar o ano viu, com satisfação, que o esforço dos grupos na recuperação financeira, unido à criteriosa gestão do dinheiro exercida pelos seus executivos, levou o órgão a uma rápida recuperação.
E finalmente, como final de transcrição dos fatos da época, o Relatório Final de 1995 consta a aprovação por maioria absoluta dos Estatutos da JUNAAB que contempla a Estrutura hoje existente, onde os nossos serviços ativos passaram a ser exercidos pelos Comitês de Literatura e CPP com o auxílio administrativo do ESG, escritório administrativo da JUNAAB.
Convém esclarecer que existia também certa preocupação das lideranças na época, que acreditavam poderia ocorrer uma possível falta de sintonia entre os executivos dos nossos serviços Ativos, o que poderia causar a falta de repasse de dinheiro principalmente do CLAAB para o ESG e para a Revista, e essa falta de sintonia possibilitaria que a desordem administrativa se instalasse, além do que a burocracia na administração já estava travando sobremaneira o andamento dos nossos serviços. Diante do exposto alguma coisa deveria ser feita, daí opção pela unificação dos nossos serviços ativos.
Atualmente alguns motivos nos obrigam a fazer uma reflexão antes de qualquer iniciativa de viabilizar a aplicação do Conceito VIII.
Os dados abaixo foram extraídos do Balanço encerrado em 31/12/2006.
REVISTA VIVÊNCIA

ASSINATURAS CUSTOS VARIÁVEIS DIFERENÇA PERCENTUAL

301.512,22 57.058,91 58.433,21 186.020,10 61,70%

A posição financeira da Revista é confortável, pois a rentabilidade apresentada nos proporciona a formar reservas para atender os nossos assinantes, pois firmamos um contrato de entregar os números futuros e teremos que ter recursos para atendê-los, hoje mantemos o dinheiro da Revista em conta corrente separada.
Precisamos ter uma visão de futuro, talvez um dia necessitemos da profissionalização da elaboração da Revista em algumas fases. Um dia pode ser que não tenhamos companheiros (as) com habilidade para fazer a revista e somos sabedores de que ela tem que sair de qualquer maneira, pois temos compromissos com o nosso assinante. Com certeza esse alto custo de profissionalização na criação, hoje feito por companheiros e companheiras poderia tornar os seus custos ainda mais elevados.
Hoje não temos, com toda certeza, companheiros (as) qualificados e com capacidade de exercer cargo executivo principalmente na Área da Vivência, teríamos que prepará-los a longo prazo , essa dificuldade foi nos apresentada pelos Delegados de Área de São Paulo, sede da JUNAAB.
A título de informação, a Revista Grapevine tem 56 anos de existência e nesses anos todos apresentou lucro de 37 anos e 19 anos ela apresentou prejuízo, e sempre é socorrida pelo AAWS, e olha que ela tem outras fontes de recursos, que são livros que ela edita separadamente ao AAWS, por exemplo, o livro A Linguagem do Coração é uma publicação de propriedade da Grapevine , além disso ela possui 103.000 (cento e três mil) assinantes, mas ela vem se mantendo porque os leitores afirmam que ela é uma ferramenta excepcional no trabalho de 12º Passo, deixando claro nas entrelinhas que a situação econômica fica em segundo plano, além do que lá a Revista se formou fora da Estrutura e ela por si só tem uma Tradição de individualidade, tanto na sua formação ou criação quanto na sua gestão, ou seja, era impossível da Revista Grapevine não ter vida própria. Outro ponto importante nas ocorrências da Grapevine é que o Relatório aponta a dificuldade de Servidores com capacidade para serem Diretores da Revista. Essas informações são atualizadas, pois foram obtidas no Relatório da 57ª Conferência de Serviços Gerais dos EUA, realizada em 2007.
LITERATURA

VENDAS CUSTOS VARIÁVEIS DIFERENÇA PERCENTUAL

575.728,38 146.191,31 134.179,96 295.357,11 51%

Felizmente ao longo dos anos a nossa literatura vem se mantendo dentro de uma rentabilidade aceitável, mas sabemos também que esse faturamento cumpre um papel que as contribuições deveriam fazer nos custos do ESG. A título de ilustração de poder demonstrar o nosso crescimento calçado na Estrutura atual o faturamento do CLAAB no ano de 1994 foi de 148.000,00 (cento e quarenta e oito mil reais) contra 575.728,38 (quinhentos e setenta e cinco mil setecentos e vinte e oito reais e trinta e oito centavos) em 2006. Se as contribuições para o ESG fizessem frente aos custos do mesmo, quem sabe um dia os folhetos básicos de ingresso poderiam ser subsidiados pela JUNAAB. A criação da empresa incorporada para gerir as vendas de literatura necessitaria de Servidores capazes e com visão empresarial para manter com segurança a nossa maior fonte de recursos. Conforme informações do Relatório da 57ª. Conferência de Serviços Gerais dos EUA, o Lucro na venda da Literatura pelo AAWS no ano passado foi de 658 mil dólares para um faturamento de 12 milhões de dólares, que caiu para 537 mil abatendo os prejuízos da La Viña e da Grapevine , ou seja, mais 100 mil dólares.
ESG

CONTRIBUIÇÃO DESPESAS DIFERENÇA PERCENTUAL

176.364,30 609.823,56 (353.276,20) 57%

Como se pode ver na demonstração acima, que o nosso escritório continua carente de contribuições para cobrir as suas despesas, com uma defasagem de 57% (cinqüenta e sete por cento) para cobrir seus gastos, isso já acontecia em 1994, talvez em menor escala , mas seguiu ao longo dos anos, temos plena consciência da necessidade de dinheiro pela nossa estrutura local, principalmente na transmissão da mensagem. O plano 60, 25, 15 praticamente não existe mais, pois as necessidades locais chegam em primeiro lugar, o que deixa claro a atual modalidade de contribuição pré-estabelecida tornou-se impraticável.
CONCLUSÃO
Acreditamos que a aplicação do Conceito VIII deveria acontecer conjuntamente com uma possível mudança no conceito de Área, pois assim baseado nesse novo conceito poderia se criar uma nova forma de contribuição que chegasse aos nossos serviços nacionais. O fato da Literatura e a Revista apresentarem um bom resultado financeiro não nos dá garantia de que poderíamos suportar os custos de uma estrutura empresarial própria para cada um desses serviços ativos, além das dificuldades acima apontadas para a criação dessas empresas.
Concluímos ser inoportuno a aplicação do Conceito VIII , pelos vários motivos expostos, além do que tais mudanças refletiriam no nosso Manual de Serviços, que já está sendo reformado em função de mudanças estruturais recentes, inclusive será objeto de apreciação da próxima Conferência de Serviços Gerais. Gostaríamos de deixar claro que em busca da aplicação do VIII Conceito, implantamos um novo sistema de gerenciamento das atividades do ESG, onde passaremos a contabilizar de maneira separada e com demonstrações próprias as operações do ESG, Vivência e Literatura de modo a acompanhar regularmente as atividades e os resultados operacionais, sem a constituição de novas empresas incorporadas continuando as operações a cargo da JUNAAB – Junta de Serviços de Alcoólicos Anônimos do Brasil.
Reflitamos sobre essas ponderações antes de partimos para efetivação de mudanças tão profundas, pois Deus na sua infinita bondade irá nos mostrar o caminho a ser seguido.
JUNTA DE SERVIÇOS GERAIS DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS DO BRASIL

UMA VISÃO DOS DOZE CONCEITOS PARA SERVIÇOS MUNDIAIS

UMA VISÃO DOS DOZE CONCEITOS PARA SERVIÇOS MUNDIAIS

Dr. Laís Marques da Silva
Ex-Custódio e Presidente da JUNAAB

Os substantivos definem as idéias. Dizemos que uma questão é substantiva quando ela contém o significado, a substância. Na designação “Doze Conceitos para Serviços Mundiais”, temos dois substantivos que devemos analisar detidamente a fim de que possamos compreender a totalidade dos seus conteúdos.
O primeiro é a palavra conceito. Recorrendo ao “Aurélio”, vemos que: 1. Em Filosofia, significa a representação de um objeto pelo pensamento, por uma das suas características gerais – abstração, idéia; 2. Ação de formular uma idéia por meio de palavras – definição, caracterização e, 3. Pensamento, idéia, opinião. Estas primeiras acepções nos transmitem o significado da palavra conceito porque respondem às indagações: qual a idéia e qual a sua definição?
O segundo substantivo é a palavra serviço. Com ela já estamos bem familiarizados, pois vivemos numa Irmandade animada pelo espírito de serviço, entendido como o ato de colocar a sobriedade ao alcance de todos os que a desejem. Os serviços definem o AA como o conhecemos e põem os seus membros em contato, em comunicação, com os que precisam de ajuda, os que querem parar de beber.
O serviço em AA compreende tudo o que se venha a realizar para alcançar o alcoólico que ainda sofre e se compõe de uma grande variedade de atividades que vão desde o preparo de uma xícara de café até a manutenção do Escritório de Serviços Gerais. No entanto, o serviço básico, e também a razão primordial da existência de AA, é o de levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre. O serviço dá à Irmandade a marca da ação. Alcoólicos Anônimos é uma sociedade de alcoólicos em recuperação e em ação.
Do mesmo modo que o objetivo de cada membro é a sua própria sobriedade, o dos serviços é colocar esta mesma sobriedade ao alcance de todos os que a desejem; “Cada grupo é animado de um único propósito – o de transmitir a mensagem ao alcoólico que ainda sofre”.
O ideal de ajuda se constitui numa importante força de coesão para o grupo porque anima os seus membros em torno de um objetivo comum e, por isso, se torna um sólido alicerce para a Irmandade. Indispensável à Unidade, é a própria essência do Terceiro Legado.
A tarefa de estender a mão àquele que ainda sofre oferece a cada membro um trabalho suficientemente grande para polarizar a imaginação e os esforços dos seus membros e para fazer nascer um profundo sentimento de lealdade em relação ao grupo. “Razões tinham que ser encontradas para manter as pessoas autoritárias e causadoras de atrito em seus devidos lugares. Um adequando comitê de serviços, com considerável pressão, aliado a muito amor e confiança, provou ser a resposta”. O serviço traz recompensas imateriais para os que o realizam e é um dos pilares sobre os quais se assenta a recuperação individual.
Voltando ao tema, vemos que os serviços são mundiais e aí muita gente entende que não é da sua alçada em razão do adjetivo mundial, considerado o âmbito restrito da sua atuação individual. Mas os serviços têm uma outra dimensão, a espacial, uma vez que compreendem as ações que se desenvolvem nos grupos, as que são realizadas a nível nacional, as que ultrapassam as fronteiras de um país e as que são executadas a nível internacional. Como a Irmandade está em cerca de 147 países do mundo, os serviços se tornaram realmente mundiais. Assim, o alcance da Irmandade é global e a sua mensagem é dirigida à espécie humana, a todos os que têm problemas com a bebida.
Os Doze Conceitos, ligados ao Terceiro Legado, interessam em especial aos “servidores de confiança”, isto é, aos companheiros que se dedicam ao serviço.
Com poucos anos de existência, a Irmandade contava com milhares de grupos, com uma Junta de Serviços Gerias, com uma Conferência e uma Revista. Era necessário, então, estabelecer as relações entre estas essas estruturas. Desta forma, quando o próprio Bill W. idealizou os 12 Conceitos, estabeleceu as relações que visavam, a meu ver, montar um sistema, como se espera que exista numa sociedade como aquela em que vivemos, preocupada com os controles, a retroalimentação e com a reformulação do planejamento. Os Doze Conceitos de AA dão a coesão necessária aos serviços e previnem a existência de superposições e, como tal, evitam dissensões.
Outro ponto que é necessário esclarecer é o conceito de Serviços Gerais. São serviços que os grupos não podem fazer por si mesmos, como: uniformizar, editar e distribuir uma literatura composta de numerosos títulos; fazer um trabalho de informação ao público padronizado a nível nacional; passar a experiência adquirida pelos grupos da nossa Irmandade como um todo aos novos grupos; atender, numa escala maior, aos pedidos de ajuda; publicar a Revista Nacional, etc.
Há frases que demonstram um grande poder de síntese e que dão uma idéia muito clara das coisas: “Os Passos são para o alcoólico viver e as Tradições são para a Irmandade viver”. Uma outra diz que “Os Passos ensinam a viver e as Tradições ensinam a conviver”. São frases que, sendo curtas, exibem um grande poder de síntese e encerram uma grande significação. No entanto, em relação aos Conceitos, fica um pouco difícil condensar, fazer uma ponte que os una como um todo. Resta o esforço de tentar costurá-los de modo a transmitir uma idéia condensada, uma visão global do seu conteúdo e é o que passamos a fazer agora.
Conceito I: Nele fica estabelecido que “A responsabilidade final e a autoridade suprema para os serviços mundiais recaem sobre os grupos de AA.” “Esta responsabilidade e a conseqüente autoridade foram transferidos para os grupos no decurso da Convenção Internacional de Saint Louis, em 1955″. Esta é a idéia do Conceito I.
Conceito II: Em 1955, os grupos delegaram autoridade à Conferência para a manutenção dos serviços mundiais e tornaram a Conferência a verdadeira voz e a consciência efetiva de toda a Irmandade de AA. Com este conceito, o grupo resolve o problema de como encaminhar os assuntos ligados ao serviço, isto é, o faz por meio de um instrumento, que é o da delegação. Desta maneira, delega o seu papel de condutor à Conferência de Serviços Gerais e o faz elegendo um representante de serviços gerais para cada grupo, os quais se reúnem em Assembléia de Área e elegem, anualmente, no caso do Brasil, um delegado por Área que atua em nome de todos os grupos da respectiva Área.
A idéia central deste conceito está na delegação, feita pelos grupos à Conferência, do seu papel de condutor da Irmandade.
Conceito III: Por esse conceito, a “Conferência delega à Junta de Serviços Gerais a autoridade para administrar os assuntos de AA. Estabelece também as relações entre os grupos de AA, a Conferência, a Junta de Serviços Gerais, funcionários e comitês executivos acentuando o tradicional “Direito de Decisão”, que pode ser aplicado em praticamente todos os níveis da estrutura de serviços mundiais. Este conceito estabelece também uma relação de confiança nos líderes responsáveis dando-lhes o poder de decisão, levando em conta a sua responsabilidade e autoridade diante dos problemas e das situações que apareçam.
A liderança moderada é a essência do “Direito de Decisão” atribuído aos servidores de confiança. Bill afirmou: “todo o nosso programa dentro de AA repousa no princípio da confiança mútua. Confiamos em Deus, confiamos no AA e confiamos em cada um de nós”.
Conceito IV: Trata do “Direito de Participação”. Constitui-se numa salvaguarda contra a autoridade absoluta, suprema. É uma garantia de participação, do direito de tomar parte. Cria um mecanismo que impede a existência de membros de “segunda classe”. Está em perfeita consonância com a Segunda Tradição. Esse direito está incluído no Estatuto da Conferência de Serviços Gerais. Com ele, os membros da JUNAAB tornam-se membros votantes na Conferência.
Esse conceito atende a uma necessidade, mais do que a um desejo de pertencer e de participar.
Conceito V: O “Direito de Apelação” garante que uma eventual minoria seja sempre ouvida. Qualquer membro de AA pode exercer este direito, bastando para isso redigir um documento e dirigi-lo à Junta de Serviços Gerais. A outra face desse direito é também muito importante, pois ela faz com que todo o tempo necessário e que todo o cuidado sejam dedicados aos temas em discussão. A minoria bem ouvida representa uma proteção contra uma maioria eventualmente desinformada, precipitada ou irritada. Previne uma possível “tirania” da maioria. Dessa forma, uma maioria simples raramente é suficiente para tomar decisões. Se não se chega a uma substancial maioria, é preferível adiar a decisão ou sair para o “procedimento do Terceiro Legado” ou ainda fazer o sorteio no “chapéu”.
Conceito VI: Atribui, em primeiro lugar à Conferência e, depois, à Junta, a responsabilidade de manter serviços mundiais e de decidir sobre assuntos de finanças e de normas de procedimento. Na sua ausência, a Conferência delega autoridade administrativa à Junta. Estabelece que, embora os custódios devam operar sob observação e orientação da Conferência, eles devem funcionar como diretores de uma grande organização de negócios, para o que devem ter ampla autoridade para administrar e conduzir os negócios de AA.
Conceito VII: Por esse conceito, a Conferência reconhece a Ata de Constituição e os Estatutos da Junta de Serviços Gerais como instrumentos legais e lhe dá plenos poderes para administrar e conduzir todos os assuntos dos serviços mundiais de AA.
A Conferência fica com a força da tradição e com o poder do dinheiro e dá à Junta o direito de eleger os seus membros. Assim, estabelece que a escolha dos novos custódios cabe à própria Junta e que esta escolha deve ser submetida à aprovação da Conferência. Assim, a Conferência pode rejeitar, mas não eleger os novos candidatos a custódio. Isto é, preserva à Junta de Custódios o direito de funcionar livre e adequadamente tal como qualquer junta de diretores de negócios. Tudo isso dentro do conceito de “Servidores de Confiança”.
Esse conceito estabelece um equilíbrio de poderes entre a Conferência e a Junta, indispensável a uma harmoniosa colaboração. Assim, a Ata de Constituição dá, aos custódios, autoridade legal de tal forma que lhes é possível dizer “não” para o que vem da Conferência, de vetar qualquer das suas ações. No entanto, eles não estão obrigados a usar toda a autoridade e durante o tempo todo. Muitas vezes é mais sensato um sim. Também a Conferência deve evitar o abuso da sua autoridade tradicional.
Conceito VIII: Por ele, os custódios da Junta atuam como planejadores, administradores e executores e, em relação aos serviços incorporados, exercem supervisão de custódia, podendo eleger os diretores dessas entidades. A Junta delega funções executivas e fica com a supervisão e, para evitar a concentração de dinheiro e de autoridade, as incorporações são mantidas separadas.
Conceito IX: Esse conceito atribui a liderança dos serviços mundiais aos custódios da Junta e os tornam diretamente responsáveis pela nossa Irmandade. Enfatiza também a necessidade de se escolher bons líderes para a estrutura de serviços. As pessoas certas devem ser escolhidas para as muitas tarefas a serem executadas em cada nível de serviço.
“Não importa com que cuidado projetamos a nossa estrutura de serviços em princípios e relações, não importa quão bem repartamos a autoridade e a responsabilidade, os resultados operacionais da nossa estrutura não podem ser melhores do que o desempenho pessoal daqueles que devem servir e fazê-la funcionar. Boa liderança não pode funcionar bem numa estrutura mal planejada … liderança fraca não pode funcionar nem na melhor das estruturas.”
Estabelece ainda que a base da estrutura de serviços repousa em milhares de RSGs, que nomeiam numerosos membros dos Comitês de Área e também tantos outros delegados, além de apreciar os candidatos a custódio das Áreas. A votação se faz pelo método do Terceiro Legado, ou seja, por 2/3 da votação ou por sorteio.
Conceito X: Estabelece a relação entre responsabilidades e limita a extensão. A maior responsabilidade e autoridade estão com os grupos e, por meio deles, com a Conferência. O Conceito I estabelece que a responsabilidade final e a autoridade suprema estão nos grupos e o Conceito II estabelece que eles delegam essa autoridade à Conferência. Esta, por sua vez, pelo Conceito III, delega para a Junta de Serviços Gerais a autoridade para administrar os assuntos de AA.
A autoridade suprema da Conferência nunca deveria ser usada o tempo todo, a não ser numa emergência e isso acontece geralmente quando a autoridade que foi por ela delegada fracassa e precisa ser reorganizada em função da sua deficiência ou porque os limites da autoridade são constantemente ultrapassados.
Além dos dispositivos para igualar autoridade e responsabilidade, esse conceito acrescenta duas garantias: o “Direito de Apelação” e o “Direito de Petição” a fim de assegurar que a minoria tenha uma autoridade correspondente à sua responsabilidade.
A Segunda Tradição define o que se entende por “Consciência de Grupo” como sendo a autoridade final e também fala dos servidores de confiança como tendo autoridade delegada. As definições cuidadosas e o respeito mútuo são indispensáveis para manter o equilíbrio necessário à realização de um trabalho correto e harmonioso.
Conceito XI: Por ele, os custódios devem ter a melhor assistência dos comitês permanentes, dos diretores de serviços incorporados, dos executivos, funcionários e consultores. Nesse conceito, está definida a atuação dos diversos comitês da Junta, a sua composição, funções e relações.
Conceito XII: Tem o mesmo conteúdo do artigo 12 da Ata de Constituição da Conferência. Estabelece que a Conferência observe o espírito das Tradições de AA; que nunca seja sede de riqueza ou de poder, que tenha fundos suficientes para funcionar, que nenhum membro seja colocado em posição de autoridade absoluta sobre os outros; que as decisões sejam tomadas após discussão, votação e, se possível, substancial unanimidade. Que nenhuma ação seja punitiva ou leve à controvérsia pública; que embora preste serviço, não desempenhe ato de governo, permanecendo democrática em pensamento e ação.
Esse conceito é a base do funcionamento da Conferência e, diferentemente dos 11 precedentes, há para ele um mecanismo de proteção contra mudanças. Isto é importante porque garante o bem-estar geral do AA.
São promessas solenes em que a Conferência se submete às Tradições e dá outras garantias. A prudência é a marca das garantias que protegem a Irmandade contra a riqueza, o prestígio, o poder, etc.
No seu conjunto, os Conceitos definem uma estrutura de serviços, estabelecem ralações entre elas, definem onde ficam a autoridade superior e a responsabilidade maior, estabelecem de modo muito sábio o equilíbrio entre a Conferência e a Junta de Serviços Gerais, cuidam primorosamente da relação entre a responsabilidade e a autoridade, garantem o direito e a atuação das minorias e estabelecem um modo de atuar da Conferência, ditado pela prudência e pela temperança. É um conjunto magistral em que nada ficou faltando, em que tudo que é necessário ao funcionamento harmonioso e eficaz de um imenso organismo foi pensado e sabiamente definido. É um conjunto de normas perfeito e irretocável.

O VELHO MENTOR

O “Velho Mentor”

O “Velho Mentor” é uma pessoa que encontra prazer nas coisas simples e até em coisas anônimas.
Sabe que o segredo da felicidade se esconde no que é simples e que conversar é falar sobre o mundo que nos cerca e dialogar é falar sobre o que somos nós, nossas experiências.
Sabe que o dialogo é insubstituível e que trocar experiências não é falar de porre, cachaçal e miséria. Sabe que só não muda de idéia quem não é capaz de produzi-la.
Não tem medo de críticas, pois sabe que elas ajudam o crescimento.
Ele valoriza as pessoas e não seus erros. Ele sabe que os FRACOS condenam, os FORTES compreemdem.
Os FRACOS julgam, os FORTES perdoam. Sabe que em A.A. não pode tudo e para isso basta ter prudência.
Num conflito ele usa o silêncio para depois usar as idéias, pois é tolerante, líder e seguro.
Ele não manda fazer, faz. Escuta alguém que ingenualmente tenta corrigi-lo.
Sabe que a melhor punição é aquela que pode ser negociada com inteligência.
Quando erra aproveita seus erros para crescer.
Sabe que confiança é um edifício difícil de construir, fácil de ser demolido e muito difícil de ser reconstruido.
Sabe que sem esperança não há estradas e sem sonhos não há motivação (força) para caminhar.
Sabe que seus adversários são seus professores, pois ajudam desevolver sua paciência e compaixão.
Não despreza a opinião dos outros. Convive com Deus.
A maioria quer vê-lo pela frente.
Todos notam sua ausência no Grupo, pois faz falta.
Ele sabe que o programa de A.A. é um programa de vida, de alegria.
Ele quer servir o grupo.
É transparente.

Jotaele.

Vivência Mai/Jun. 2007

SOBRE AS ORIGENS DO APADRINHAMENTO

SOBRE AS ORIGENS DO APADRINHAMENTO
UM encontro entre Bill W. e o padre Dowling, em 1940, evidenciou a importância do apadrinhamento como ferramenta de recuperação em A.A.

Era uma noite fria e chuvosa nos fins de 1940, no profundo inverno do descontentamento de Bill. “Estava em nosso pequeno clube de Nova York, o primeiro que havia aberto suas portas. Me encontrava no andar de cima sozinho, exceto pela companhia do Velho Tom M., que fazia o café no andar de baixo. Lois tinha saído para algum lugar e eu estava sofrendo de um ataque imaginário de úlcera, que costumava ter muito; sentia pena de mim mesmo. Foi uma noite horrível. Lá fora caía granizo e o velho Tom, um irlandês muito rude, veio até mim e disse: ‘Bill, detesto incomodá-lo, mas está aí um vagabundo de Saint Luis’.

Bem, eram dez horas da noite e lhe disse: ‘Ah, não, mais um,não! Bem, traga-o para cima’. Foi assim que ouvi passos vacilantes na escada. Tom disse: ‘Este realmente está mal’. Finalmente parou à porta de meu pequeno quarto uma pessoa estranha,com um agasalho que lhe cobria todo o corpo, apoiado numa bengala. Levantou o pescoço e então vi que era um clérigo.

Manifestou-se: ‘Sou o padre Dowling, de Saint Louis; pertenço à ordem dos jesuítas e estive vendo o livro Alcoólicos Anônimos’.” (…)

Naquela noite o padre Ed esteve compartilhando com Bill uma compreensão espiritual que então e depois sempre pareceu referir-se à condição de Bill. Este, o autor do Quinto Passo, posteriormente caracterizaria essa noite como aquela em que praticou o seu Quinto Passo e, também, como uma “segunda experiência de conversão”. Desvencilhou-se de todos os seus pecados e omissões, de tudo o que jazia pesadamente em sua mente e do que, até então, não havia encontrado a maneira de falar. Essa comunicação extraordinária , essa abertura no compartimento, iria ser vital para Bill. O “apadrinhamento espiritual” do padre Ed duraria, cresceria e seria fomentado por correspondência em uma profunda amizade que duraria as duas décadas seguintes. Os assuntos desse intercâmbio, ainda que mesclados com assuntos de “negócios” da Irmandade o padre Ed foi um dos mais sólidos apoios e o responsável pela formação de A.A. em Saint Lois sempre
foram questões que Bill continuou considerando por toda a sua
vida, sobre a fé e a carência dela, sobre a Igreja e de seu papel nos assuntos humanos.

( Extraído do livro Pass it On Levar Adiante)

VIVÊNCIA N° 58 MAR/ABR. 99.

O “NÃO” EM ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

O ‘NÃO’ EM ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
Nossa PRIMEIRA tradição DIZ TEXTUALMENTE:

“…As Doze Tradições, que asseguram a unidade de Alcoólicos Anônimos, não contém um só “Não faça”. Elas não se cansam de repetir “Devemos”, mas nunca “você tem que”.

Esta página, de um membro de A.A., é uma idéia que procura demonstrar que o “NÃO” é admissível em Alcoólicos Anônimos. Essa admissão não é calcada pela literatura ou pelos companheiros, e sim, pela responsabilidade que deve ser cultuada no âmago de cada membro de A.A.

O “NÃO” – partícula de realce – já é bem comum em A.A.: “Sou um alcoólico que – graças ao Poder Superior – hoje eu não bebi”.

O “NÃO” – proibitivo – comprovadamente, não é admissível.

O “NÃO” – sugestivo – se atingir e surtir os efeitos desejados no caráter, na responsabilidade, na dignidade moral de um membro de A.A., o dignificará e, conseqüentemente, nossa Irmandade de Alcoólicos Anônimos terá sua verdadeira imagem exaltada e sua finalidade precípua alcançada: a recuperação de fato, da pessoa humana.

Vejamos algumas sugestões, além de outras que existem, que o “NÃO” (sugestivo), uma vez aceito edificará ainda mais nossa Irmandade:

NÃO espalhe a discórdia, pois pregamos a Unidade;

NÃO tente governar o grupo, respeite a consciência coletiva;

NÃO tente impor autoridade, um DEUS amantíssimo já O é;

NÃO coloque seu bem-estar pessoal, sua vaidade, em primeiro lugar;

NÃO tente organizar o Grupo a seu modo, organize-se com ele;

NÃO tente desviar o Grupo de sua finalidade básica;

NÃO use o Grupo, para conceituar-se, avalie a si mesmo;

NÃO negue sua ajuda ao Grupo, atente para a reciprocidade;

NÃO apregoe seus princípios, serão sempre inferiores e muito aquém dos princípios de A.A.;

NÃO humilhe o bêbado, você já o foi e poderá tornar a sê-lo;

NÃO abandone o irmão recaído. Lembre-se você não está curado;

NÃO use supremacia sobre o ingressante, você foi o ingressante de ontem;

NÃO olhe desdém para seu companheiro mais humilde ou mais simples, pois é exatamente nele que repousa a grandeza do Grupo;

NÃO marginalize o pobre, o humilde ou o maltrapilho que procura o Grupo, pois você está recebendo um alcoólico;

NÃO endeuse o grande, o rico, o erudito que procure o Grupo, pois você está recebendo um alcoólico;

NÃO tente com atos, fatos ou atitudes irresponsáveis comprometer o bom nome do seu Grupo;

NÃO procure adaptar os Doze Passos à sua pessoa, adapte-se a eles;

NÃO pratique o “13º Passo”, esse nefasto Passo tem comprometido moralmente a imagem do Grupo e até a nossa Irmandade;

NÃO se faça de “conquistador barato” dentro do Grupo, pois esta atitude poderá lhe custar caro;

NÃO use de falcatruas, de mentira ou de oportunismo dentro do Grupo, essas atitudes não são próprias de pessoas sóbrias;

NÃO dê maus exemplos de ordem moral ou material, pois eles serão sempre mais fáceis de serem imitados;

NÃO seja desonesto com seu Grupo, pois ele lhe foi extremamente honesto;

NÃO apregoe que o dinheiro é o básico no Grupo, pois, básicos são: o ingressante e sua pessoa para recebê-lo;

NÃO se aproveite das oportunidades de servir ao Grupo para servir-se;

NÃO se esqueça de que somente a DEUS deve o milagre da sua sobriedade, e, por conseqüência, sua própria existência. Agradeça-O sempre;

E, finalizando, duas fraternais sugestões em que o “NÃO” é insubstituível:

NÃO RECAIA; e

NÃO RETORNE AO PRIMEIRO GOLE

Ivo L- MG

vivência nº25 Jul/Ago/Set 93

RESPONSABILIDADE NO APADINHAMENTO

RESPONSABILIDADE NO APADRINHAMENTO

O APADRINHAMENTO É UMA NECESSIDADE, NÃO UMA OBRIGATORIEDADE

O que é apadrinhamento? Apadrinhamento é um processo que faz parte da evolução humana, onde alguém se dedica a outro com o objetivo de legar-lhes recursos espirituais, morais, intelectuais, contribuindo dessa forma para o crescimento
interior do indivíduo e disseminando assim desarmonia e progresso social. Na história humana sempre vamos encontrar dois indivíduos: o discípulo e o mestre.
Entretanto, poucos evidenciam com tais títulos a maioria permanece anônima, onde sempre alguém aprende algo com alguém. Isso acontece nos grupos familiares, profissionais, sociais, religiosos etc. Alcoólicos Anônimos como irmandade não poderia jamais prescindir desse processo evolutivo – o apadrinhamento -, porquanto nele está calcada a base da recuperação.
Assim sendo, caminhemos com o raciocínio de A.A. tocando apenas alguns pontos dos princípios que a nossa irmandade abraça, para vermos o poder e a maravilha que a dedicação e a devoção, essas formas de amor propriamente dito,
podem criar.
Primeira Tradição: ademais, ele descobre não poder reter essa dádiva sem preço se por sua vez não entregá-la aos outros. Essa descoberta nos faz compreender o tamanho da nossa responsabilidade em favor da nossa própria sobrevivência; criando oportunidades para que outros se recuperem, por isso em A.A. sempre vai haver alguém necessitando de ajuda e outros proporcionando essa ajuda, ou seja, sempre haverá afilhados e padrinhos. Todavia é muito lento o processo para alcançarmos essa consciência de nos dispormos a ser afilhados e nos dedicarmos a apadrinhar.
Nos momentos de dificuldade, quando nos sentíamos engolidos por problemas que parecem querer nos destruir, recorremos inevitavelmente a alguém mais experiente, e somos orientados dentro dos princípios e da experiência de A.A.,
encontrando o caminho a seguir e o restabelecimento da paz em nosso mundo interior. Por esse processo, aumenta a nossa confiança no programa e no nosso amor por aqueles que nos ajudam.
Quando, por outro lado, alguém nos procura em busca de soluções diante de problemas cruciais e, pela graça de Deus, temos a experiência que a situação requer proporcionando a esse alguém a paz, o conforto, a harmonia e principalmente uma direção, sentíamos crescer dentro de nós uma fé, uma alegria que palavras não descrevem. Diante do exposto, de forma elementar, podemos perceber que o trabalho constante com e para o outro é base indispensável para a recuperação e o crescimento espiritual de todos nós. Podemos dizer que estamos trabalhando para outros, quando de qualquer forma a nossa ação implique
na recuperação de alguém. E assim compreendemos de uma vez por todas, que a vida de todos nós depende de um apadrinhamento consciente propriamente dito, que só funciona quando ele é responsabilidade e só existe responsabilidade onde houver humildade. Por isso, vejamos aqui dentro do programa alguns aspectos em que se evidenciam o apadrinhamento:
Segundo Passo – “O padrinho continua, tome, por exemplo, o meu caso”…
Terceiro Passo -”chegou a hora de depender de alguém ou de alguma coisa…” É claro que o seu padrinho explicará que a vida do nosso amigo está ingovernável.
Quarto Passo – “a essa altura do andamento do inventário, somos socorridos por nossos padrinhos”. Livro Azul – Capítulo 1 – “O amigo de aulas me visitava e contei-lhe…” Nesses textos e muitos outros vamos encontrar a figura decisiva do padrinho consciente do que está fazendo, se doando de alguma forma para que seu irmão menos experiente alcance o que ele já possui. Por isso, apadrinhar em A.A. consiste em guiar o ser humano para dentro do programa de recuperação, unidade e serviço, sugerido por Alcoólicos Anônimos. E para essa realização ter resultados positivos, requer certo grau de experiência com
os Doze Passos, Doze Tradições, Doze Conceitos, Manual de Serviços, CTO, Livro Azul etc., bem como paciência, tolerância, confiança em si, no outro e em Deus, como também honestidade, responsabilidade, compreensão e acima de tudo humildade – em
outras palavras, amor.
Dar de graça o que recebeu de graça no apadrinhamento é ver nascer o verdadeiro sentimento de gratidão e reconhecer também a necessidade da responsabilidade em se doar a A.A. como um todo. No Serviço, estar na ação propriamente dita, também existe muitos afilhados e padrinhos, mas são comuns as dificuldades, pois são poucos os que querem ser afilhados, e os que são
padrinhos, apadrinhar sob o manto sagrado das Tradições.

Vamos no caminho do apadrinhamento descobrir uma nova qualidade de vida, ouvindo e falando na linguagem do coração, tornando-nos instrumentos de Deus.
“Nunca precisamos tanto como agora do ‘caminho certo’ e a descoberta deste caminho é obra pessoal de cada um; mas exigirá o alicerce do amor e da sabedoria”.

“Quanto mais unidos e integrados estivermos e mais eficientes forem os resultados do apadrinhamento, melhores condições teremos de atingir o nosso verdadeiro objetivo, um novo ser humano”.

(P. Falcão/AM)

(Vivência nº77 maio/junho 2002)