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12 PRINCÍPIOS DE A.A.

12 PRINCÍPIOS DE A. A.”

1º princípio: conscientizar-se de que os alcoólicos são impotentes perante o álcool e que perdem o controle de suas vidas em virtude dessa impotência;

2º princípio: acreditar em uma força superior para alcançar a saúde plena e uma vida digna (a ideia de ser superior não é rígida. Para os ateus que frequentam o A. A., o poder superior pode ser o próprio A. A.);

3º princípio: entregar a vida a Deus, segundo o modo que cada membro da irmandade O concebe;

4º princípio: buscar o autoconhecimento. O alcoólico deve mergulhar dentro de si mesmo e fazer um inventário moral para descobrir os porquês de ter chegado ao fundo do poço;

5º princípio: admitir perante si mesmo, outro ser humano e Deus a natureza das próprias falhas descobertas durante o exame de consciência;

6º e 7º princípio: corrigir os erros e reformular o comportamento com humildade, pedindo a Deus que remova as falhas de caráter e o liberte das imperfeições;

8º princípio: restabelecer relações com as pessoas que foram prejudicadas durante o período de alcoolismo;

9º princípio: reparar, sempre que possível, os males causados;

10º princípio: valorizar a oportunidade de reconhecer o próprio erro e buscar a reparação imediata;

11º princípio: cultivar o relacionamento com o ser superior que a maioria chama de Deus. Esse contato é importante para conhecer sua vontade e pedir forças para realizá-la;

12º princípio: levar as mensagens e os princípios do A. A. para outros alcoólicos sempre que possível, pois quem não o faz está sujeito a voltar a beber.

*Fonte: alcoolismo.com.br

QUANDO BUSCAR AJUDA

“QUANDO BUSCAR AJUDA”

Reconhecer que a bebida se converteu em um problema e que não consegue mais beber normalmente é uma das grandes dificuldades de um alcoolista. A fim de dar uma luz àqueles que enfrentam dificuldades relacionadas à bebida, o A. A. (Alcoólicos Anônimos) desenvolveu uma série de 12 perguntas que devem ser respondidas honestamente sobre a maneira de beber e seus efeitos na vida cotidiana. Anote o numero de “sim” respondidos.

1. Já tentou parar de beber por uma semana (ou mais), sem conseguir atingir seu objetivo?

Muitos de nós “largamos a bebida” muitas vezes antes de procurar ajuda. Fizemos sérias promessas aos nossos familiares e empregadores. Fizemos juramentos solenes. Nada funcionou. Agora não lutamos mais. Não prometemos nada a ninguém, nem a nós mesmos. Simplesmente esforçamo-nos para não tomar o primeiro gole hoje. Mantemo-nos sóbrios um dia de cada vez.
Sim Não

2. Ressente-se com os conselhos dos outros que tentam fazê-lo parar de beber?

Muitas pessoas tentam ajudar bebedores – problema. Porém, a maioria dos alcoólicos ressente-se com os “bons conselhos” que lhes dão. (não impomos esse tipo de conselho a ninguém. Mas, se solicitados, contaríamos nossa experiência e daríamos algumas sugestões práticas sobre como viver sem o álcool.)
Sim Não

3. Já tentou controlar sua tendência de beber demais, trocando uma bebida alcoólica por outra?

Sempre procurávamos uma fórmula “salvadora” de beber. Passamos das bebidas destiladas para o vinho e a cerveja. Ou confiamos na água para “diluir” a bebida. Ou, então, tomamos nossos goles sem misturá-los. Tentamos ainda beber somente em determinadas horas. Porém, seja qual for a fórmula adotada, invariavelmente acabamos embriagados
Sim Não

4. Tomou algum trago pela manhã nos últimos doze meses?

A maioria de nós está convencida (por experiência própria) de que a resposta a esta pergunta fornece uma chave quase infalível sobre se uma pessoa está ou não a caminho do alcoolismo, ou já se encontra no limite da “normalidade” no beber.
Sim Não

5. Inveja às pessoas que podem beber sem criar problemas?

É óbvio que milhões de pessoas podem beber (às vezes muito) em seus contatos sociais sem causar danos sérios a si mesmos, ou a outros. Você parou alguma vez para perguntar-se por que, no seu caso, o álcool é, tão frequentemente, um convite ao desastre?
Sim Não

6. Seu problema de bebida vem se tornando cada vez mais sério nos últimos doze meses?

Todos os fatos médicos conhecidos indicam que o alcoolismo é uma doença progressiva. Uma vez que a pessoa perde o controle da bebida, o problema torna-se pior, nunca desaparece. O alcoólico só tem, no fim, duas alternativas: beber até morrer ou ser internado num manicômio, ou afastar-se do álcool em todas as suas formas. A escolha é simples.
Sim Não

7. A bebida já criou problemas no seu lar?

Muitos de nós dizíamos que bebíamos por causa das situações desagradáveis no lar. Raramente nos ocorria que problemas deste tipo são agravados, em vez de resolvidos, pelo nosso descontrole no beber.
Sim Não

8. Nas reuniões sociais onde as bebidas são limitadas, você tenta conseguir doses extras?

Quando tínhamos de participar de reuniões deste tipo, ou nos “fortificávamos” antes de chegar, ou conseguíamos geralmente ir além da parte que nos cabia. E, freqüentemente, continuávamos a beber depois.
Sim Não

9. Apesar de prova em contrário, você continua afirmando que bebe e para quando quer?

Iludir a si mesmo parece ser próprio do bebedor problema. A maioria de nós que hoje nos encontramos., tentou parar de beber repetidas vezes sem ajuda de fora. Mas não conseguimos.
Sim Não

10. Faltou ao serviço, durante os últimos doze meses, por causa da bebida?

Quando bebíamos e perdíamos dias de trabalho na fábrica ou no escritório, frequentemente procurávamos justificar nossa “doença”. Apelamos para vários males para desculpar nossas ausências. Na verdade, enganávamos somente a nós mesmos.
Sim Não

11. Já experimentou alguma vez `apagamento’ durante uma bebedeira?

Os chamados “apagamentos” (em que continuamos funcionando sem, contudo poder lembrar mais tarde do que aconteceu) parecem ser um denominador comum nos casos de muitos de nós que hoje admitimos ser alcoólicos. Agora sabemos muito bem quais os problemas que tivemos nesse estado “apagado” e irresponsável.
Sim Não

12. Já pensou alguma vez que poderia aproveitar muito mais a vida, se não bebesse?

Enfim, não podemos resolver todos os seus problemas. No que se refere, porém, ao alcoolismo, podemos mostrar-lhe como viver sem os “apagamentos”, as ressacas, o remorso ou o desconsolo que acompanham as bebedeiras desenfreadas. Uma vez alcoólico, sempre alcoólico. Portanto, evitamos o “primeiro gole”. Quando se faz isto, a vida se torna mais simples, mais promissora e muitíssimo mais feliz.
Sim Não

Resultado

Respondeu SIM quatro vezes ou mais? Em caso positivo, é provável que você tenha um problema sério de bebida, ou poderá tê-lo no futuro. Por que dizemos isto? Somente porque a experiência de milhares de alcoólicos recuperados nos ensinou algumas verdades básicas a respeito dos sintomas do alcoolismo – e de nós mesmo.

Você é a única pessoa que poderá dizer, com certeza, se deve ou não procurar um grupo de ajuda ou um tratamento especializado. Se a resposta for SIM, teremos satisfação em mostrar-lhe como conseguimos parar de beber. Se ainda não puder admitir que você tem um problema de bebida, não faz mal. Apenas sugerimos que você encare sempre a questão com mentalidade aberta.

*Fonte: alcoolismo.com.br

DÉCIMO PRIMEIRO PASSO DE A.A.

DÈCIMO PRIMEIRO PASSO.
Décimo Primeiro Passo:

“Procuramos, através da Prece e da Meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus , na forma em que o concebíamos , rogando apenas o Conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade.”
INTRODUÇÂO: _ ‘ Em nossa nova maneira de viver, sóbrios, o aspecto da VIDA ESPIRITUAL ressurge, sufocado que fora pelo nosso alcoolismo. A esse respeito, William James afirma: “o sentido da presença de um Poder Superior e amigo parece ser o traço fundamental e amigo da Vida Espiritual” (¹).
“ Visto que o Sentido da Presença de Um Poder Superior e Amigo parece ser o traço fundamental na Vida Espiritual , começarei por ele.
Em nossas narrativas de Conversão vimos que o mundo pode parecer brilhante e transfigurado ao convertido(13) e , fora de qualquer coisa agudamente religiosa todos nós temos momentos em que a Vida universal dá a impressão de nos envolver com afeto. Quando somos jovens e saudáveis, no verão , nos bosques ou nas montanhas, dias em que o tempo parece todo ele emitindo murmúrios de Paz ,hora em que a Bondade e a Beleza da Existência nos Cingem como um clima seco e quente,ou soam de dentro de nós como se nossos ouvidos internos se pusessem ,de chofre, a repicar sutilmente com a segurança do mundo.
De chofre. 1. De repente; de súbito; repentinamente:
“deixou escapar um grito …. que cortou de chofre o silêncio do dia.” (Inglês de Sousa, O Missionário, p. 90). 2. De chapa, em cheio:
“A lua, iluminando suavemente aquele magnífico cenário, batia de chofre na sacada” (Artur Azevedo, Contos fora da Moda, p. 28).

Com BILL W. também foi assim. No inicio, no entanto, um erro ele confessa que cometeu: “Todo mundo tinha que aceitar Deus Como eu O Concebia” (2).

O MELHOR DE BILL
DEUS COMO NÓS O CONCEBEMOS
Na Pag 7
… Certamente ninguém é mais sensível à super-confiança espiritual, orgulho e agressão do que eles o são. Estou certo de que isto é algo de que muitas vezes nos esquecemos. Nos primeiros anos de A.A., eu quase estraguei o empreendimento por causa deste tipo de arrogância não consciente. Todo mundo tinha que aceitar Deus como eu O concebia.Algumas vezes minha presunção era sutil e outras vezes era direta. Mas em qualquer caso ela causava dano – talvez de maneira total – a vários dos não crentes. Naturalmente este tipo de coisa não se limita à prática do 12° passo. Está muito sujeito a extravasar em nossas relações com todo o mundo. Mesmo agora, surpreendo-me entoando aquele mesmo antigo refrão que gera barreiras, “Faça como eu faço, creia como eu creio – ou de nada adianta!”
Eis um exemplo recente do alto custo da presunção ou soberba espiritual. Um ingressante em potencial bem senhor de si foi levado a sua primeira reunião de A.A. O primeiro a falar discorreu sobre a sua forma de beber. O candidato ou ingressante em potencial parecia impressionado. Os dois que falaram a seguir (ou melhor, dois conferencistas) cada um enfocara em suas
Pag 8
palavras o assunto “Deus como eu O concebo”. Isto poderia ter sido bom, também, mas certamente não o foi. O problema foi a atitude deles, a maneira pela qual apresentaram suas experiências. …

2) Vamos analisar esse assunto procurando esclarecer :

BILL escreve sobre a FÉ
DEUS na forma em que O
concebemos

A frase “Deus na forma em que O concebemos” é talvez a expressão mais importante que pode ser encontrada em todo o vocabulário de A.A. No âmbito dessas sete palavras significativas, podem ser incluídos todos os tipos e todas as intensidades da Fé, juntamente com a garantia positiva de que cada um de nós pode escolher sua própria Fé. Dificilmente menos valiosas para nós são aquelas expressões complementares – “um Poder Superior” e “um Poder Superior a nós mesmos”. Para todos aqueles que negam ou duvidam seriamente da existência de uma divindade, essas expressões levam a uma porta aberta para além da qual o incrédulo pode dar seu primeiro passo rumo a uma realidade até agora desconhecida para ele – o domínio da Fé.
O Décimo Primeiro Passo, ou o passo da Sublimação, faz com que nos elevemos espiritualmente para chegar, mais próximos da presença de DEUS, como o concebemos. (3)
“ Procuramos, através da Prece e Meditação,melhorar ……..”
Na Coletânea I , de nosso Companheiro F. Aloísio, na pág. 71, ele cita :
“ É nos momentos de tranqüilidade ,de devaneios, mergulhados em nós mesmos, com a consciência tranqüila, que procuramos agir da melhor forma possível, tomando decisões importantes, muitas das vezes até decisivas em relação às nossas próprias vidas e às de outrem .É quando agimos de acordo com a nossa própria Consciência que, sentimos a SUA ajuda e a SUA presença , pois é através de nossas próprias consciências que ELE se manifesta a nós,agora sóbrios. Como disse Williams James : “ Todos nós temos um Deus que nos acompanha , um Deus “cósmico”, mas que só nos lembramos D’Ele na hora da Dor e do Desespero”.
O Décimo Primeiro Passo ,eu o Chamaria de o Passo da Sublimação , aquele que nos faz que nos elevemos espiritualmente para chegar mais próximo de Deus ,na Forma em que o Concebemos. ( O Entendemos)
Desenvolvimento
Logo no início de “Os Doze Passos” Bill nos adverte: “ Da mesma forma o corpo , a alma pode deixar de funcionar por falta de alimentação”. A oração e a meditação são os principais meios de Contato Consciente com Deus. (O alimento da Alma)
(A tentação) – A tentação inicial a ser afastada é a de que a oração e a meditação são só para os santos,os religiosos . Na verdade “os chacoteadores da oração são quase sempre aqueles que não a experimentaram devidamente”.
A Oração: Conceito e Tipo e o pedido.
A oração “é a elevação do coração e da mente para Deus”. O estilo mais comum de oração para nós alcoólicos que queremos viver sóbrios, é a petição a Deus.
Pela oração procuramos pedir determinadas coisas de que temos necessidade premente.
Informações :
1) James, William. As Variedades da Experiência Religiosa, Editora Cultrix ,SP ,1991, pág. 176
2) W.BILL. O melhor de Bill CL ,JUNAAB, SP, pág.7
3) F.Aloisio. Coletânea 1 , Gráfica Editora Dior, RJ , Pág. 71

· Mérito do pedido:- “ Devemos sempre aquilatar o mérito de cada pedido antes de faze-lo. E acrescentar sempre ao nosso pedido : “ Se for de Sua vontade”. Assim, o mais simples de todos os pedidos é: “ Seja feita a Vossa vontade e não a minha”.

A lembrança principal:
‘ Quando não estivermos entendendo o que está acontecendo, lembrar-nos sempre que “Deus, efetivamente age de maneira misteriosa na realização de suas maravilhas”.
Três são as orações que, por seu conteúdo e pedidos, se relacionam mais especificamente com o Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos.
A análise de A.A. , de cada Oração citada :
(A) O Pai – Nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feito a Vossa Vontade, assim na terra como no céu . O pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos aos que nos tem ofendido, e não nos deixes cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Como podemos ver, tal oração que o Senhor nos ensinou, muito tem a ver com os Doze Passos e é ,por isto muito usada em A.A. De fato, o Pai nosso é um Programa de Reformulação de Vida , de Conversão. O livro Coletânea I (pág. 138) traz uma análise completa desta oração, segundo a Passos de A.A.
(B) Oração de São Francisco ‘ No Décimo Primeiro Passo, nos é sugerida, também a Oração de São Francisco. Ao rezá-la com atenção verificamos que ela é também Reformulação de Vida. Uma Primeira parte, as nossas novas intenções; a Segunda parte, as novas ações, e a Terceira parte, a das justificações. E nesta Terceira parte vemos: Porquanto
É dando que se recebe. (Décimo Segundo Passo)
É perdoando que se é perdoado (Oitava e Nona Passos)
É morrendo (para o Alcoolismo) que se vive para a Vida Eterna
(Pág.86 – Os Doze Passos)
Conclusão: São assim companheiros, que se pode afirmar que a Recuperação, através dos Passos, significa não só a salvação para o nosso corpo, mas para quem tem a FÈ, a Salvação para a alma, a salvação eterna.
(C) A Oração da SERENIDADE-apesar de ser de origem desconhecida-uns dizem que foi escrita por um monge da antiguidade (Boécio), outros que foi por um marinheiro – o fato é que seu texto parece específico para o Programa de A.A..

Nela pedimos:
Aceitação das coisas que não podemos mudar: o nosso alcoolismo.
Coragem para mudar as coisas que podemos; o não ser um alcoólatra bêbado e sim Sóbrio ; o livrar-nos de nossos defeitos de caráter .
SABEDORIA para ver o que posso mudar

A MEDITAÇÃO: _ “OBS:- é um pensamento livre”
A Meditação é, também, uma forma de Oração, mas com características próprias. Ela é mais pessoal, mais livre, BILL a compara como “Um Passo em direção ao Sol”.
E recomenda que “todo A.A. filiado a uma religião que dê ênfase á Meditação, que retorne a essa prática com maior devoção do que nunca.” Bill e a Religião-Padre ED.
Os membros de Alcoólicos Anônimos possuem excelente guia para Meditação:
“Reflexões Diárias”.
Como Meditar?
1) Primeiramente escolher um texto ou oração que nos satisfaça. O tema para a Meditação deve ser variado. Se possível cada dia um.

2) Na Meditação não há lugar para o debate. Este, sobretudo se for caloroso, não permite a nossa concentração.

3) Relaxemos e respiremos a espiritualidade do ambiente, O ambiente deve ser silencioso, tranqüilo e acolhedor.

4) Soltar nossa imaginação e nosso coração. Nada há de mal na imaginação construtiva. A meditação nos ajudará, assim, a ter uma noção de nosso objetivo espiritual antes de nos encaminharmos em sua direção. Má era aquela imaginação que tínhamos quando, através das garrafas, buscávamos realidades que não éramos, nem tínhamos .

5) Apesar do objetivo da meditação ser sempre o mesmo: o melhorar o nosso contato consciente com Deus, ela pode ser sempre desenvolvida . Os orientais, por exemplo, já desenvolveram “técnicas de meditação” extraordinárias. Fixam até a postura e o vestuário.

6) A Meditação, no entanto, sempre será uma aventura individual, que cada um realiza á sua maneira.

Conclusão:-
A maior recompensa da oração e da meditação, a maior recompensa dessa melhoria de nossa relação com Deus, é a convicção interior que passamos a fazer parte.
Já não estamos mais sozinhos num mundo inteiramente hostil.
O sentimento de abandono e de medo desaparecerá.
No seu lugar, o sentimento de verdade, justiça e amor.
Pois Ele está conosco, e nós estamos com Ele.

Temática de A. R.

ESTUDO DOS TRÊS PRIMEIROS PASSOS DE A.A.

ESTUDO Dos TRÊS PRIMEIROS PASSOS !
Autor: LINDOLPHO .
ESTUDO DO PRIMEIRO PASSO: “ Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.
“ Rendo hoje graças ao meu Deus por mais um díade Sobriedade.
É bom ser membro de A. A. …é melhor ainda ter e ser companheiro em A. A. ….. é bom poder mostrar caminhos ; é melhor ainda percorrer caminhos seguros já experimentados e mostrados a mim por meu companheiro.
E é sentado frente ao papel e caneta na mão, que tento lembrar ( como se possível esquecer), os inúmeros descaminhos percorridos antes que pudesse , sem medo , olhar para a frente,ou melhor, para o dia que tenho à minha frente.
E ontem eu vivia o infortúnio do alcoolismo ativo, sem eira nem beira, sofrendo e fazendo sofrer , morrendo e fazendo morrer.
Admitir que era impotente perante o álcool era muito para mim, mas os fatos ali estavam , o tempo todo,estarrecendo meus olhos. E aí se pensa: ou se vive ou se morre, e eu sabia que continuar a beber seria morrer .
Apesar de toda aquela corrente me arrastando , eu precisava e queria , desesperadamente, chegar á superfície , poder olhar o mundo , a vida, sem aquela eterna névoa a me separar de tudo. ‘ Era como a vida acontecesse lá fora , lá fora de mim.
Até que o resto da força se esvai, toda a auto-confiança desaparece e todo o desgraçado orgulho ,e aí se pensa: ou se vive ou se morre…. e para maior espanto , como Fênix ,pássaro ressurgido das cinzas , eu resolvi a viver.
E hoje , rendo graças ao meu Deus por aquela decisão de viver, apesar de todo o pavor que a idéia me trazia. ‘Viver era me mostrar ao mundo , me descortinar para a Vida e para as verdadeiras Sensações’. E é claro que como toda criança ensaiando seus primeiros passos ,me senti inseguro , com medo de cair e, que bom , precisando e ansiando por toda ajuda que me pudessem dispensar.
Pela primeira vez ,que eu me lembre ,me senti confortável com a dependência da ajuda ‘ do outro’. “Afinal meu semelhante sempre me pareceu tão distante , tão diferente”! ‘Mas meu semelhante alcoólatra era também meu companheiro em A. A. .. Ombro forte e amigo que me era emprestado, a cada dia da minha jornada, até que me sentisse forte o bastante para tentar caminhar sozinho.’ “ Não tão sozinho que o cumprimento do meu braço ou da minha vontade , não pudesse alcançá-lo.
‘ Na verdade, sempre tão acompanhado que a força do meu pensamento , em conexão com meu companheiro, invariavelmente , me levava para mais perto de Deus’.
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SEGUNDO PASSO: ‘Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.’
‘ Quando comecei a falarem Deus e sobretudo a acreditar em sua existência,não consigo me lembrar, mas reconheço que sem Sua Força e Sua Luz, nada teria conseguido’
‘Como todo alcoólico ou grande parte dos alcoólicos, já havia experimentado em minha vida a religiosidade e momentos de crença em Deus. Mas, igualmente, como todo alcoólico ou quase todo alcoólico, eu não possuía mais qualquer resquício de Fé que pudesse alimentar o meu soerguimento como homem.’
Meu desdém por Deus era enorme. ‘Talvez este tal Deus, fosse muito bonzinho para os outros, não para mim.’
Afinal, onde estava?’A quem estaria atendendo durante tanto tempo, que havia se esquecido de mim’? Onde estaria aquele Deus de justiça, o Deus da minha catequese, sempre tão misericordioso?
‘Eu morria aos poucos, envergonhado de mim e ELE não dava nem sinal de se preocupar comigo’!
Quantas vezes, me lembrando do Filho de Deus, do Cristo amigo de minha adolescência,clamei por sua misericórdia antes de sorver o Primeiro Gole do Dia?
‘Em A. A. não precisei que me apontassem DEUS e nem mesmo pretenderam fazê-lo. Precisei que me apontassem meu irmão alcoólico, ontem tão sofrido e hoje cheio de esperança e confiança ,neste mesmo Deus, que por tanto tempo recusei, negligenciei e neguei.’
“E então aprendi, compartilhando minha Nova Vida com meus companheiros, uma das mais lindas verdades que podemos encontrar em nossa Literatura;” …’ nenhum homem poderia acreditar em Deus ,e desafiá-lo ao mesmo tempo. A crença significava a confiança e não o desafio.”
‘E confiei em Deus. Confiei e confio que, permanecendo com ELE, pouco a pouco vai se restabelecendo a minha Sanidade. É como ,se fosse a restauração de uma velha Imagem ou de um livro carcomido pela traça.” Este trabalho , puramente artesanal, de volta à sanidade, poderá tomar o restante de minha Vida, mas pouco me importa. Esta restauração, constitui hoje, o grande trabalho e grande alegria,também para o resto de minha Vida’.
“ Continuo acreditando no meu Grupo de Alcoólicos Anônimos e na força que vem de meu companheiro, mas sobretudo acredito na Força de DEUS, agindo sobre cada um de nós ,desde que queiramos e estejamos prontos para isso.”.

ESTUDO O TERCEIRO PASSO: ‘Decidimos entregar nossa vontade e nossa Vida aos cuidados de Deus , na forma em que O concebíamos’.
Autor: Lindolpho
“ Como poderia alcançar ,no alcoolismo ativo, toda a maravilha de pretender viver segundo a vontade de DEUS? Como me poderia refestelar , sem medo algum, e estar a mercê de seus cuidados.?
Na verdade esta ainda é minha busca de hoje; a confiança plena em Deus e ,sobretudo, a crença de que se eu me dispuser a entrega de minha vida, nada mais será tranqüilo e sereno. Acabar-se-ão as inquietudes , a aflição e o medo do porvir e as horas de hoje já não pesarão , pois estarei na dependência de Deus .
Sei que nada conseguirei se não tentar crescer neste ponto.
Tenho aprendido que a dependência de Deus, antes de me fazer medroso ou diminuto aos olhos do mundo , só me trará a verdadeira ‘liberdade e independência’.
Sinto, hoje, que em meu tímido começo de entrega ,uma nesga de paz já consigo entrever e, se não consigo rasgar este véu que vai provocar o derradeiro encontro com a’ Serenidade’, é porque mal começo a engatinhar nesta busca.
É preciso que eu não desanime nunca e que o esforço pessoal para me harmonizar com a vontade de meu Pai , seja, constantemente renovado.
‘As vezes chego a pensar e até admitir que Deus deve estar de saco cheio de mim, pois reconhecendo a Sua Força , e a Sua Misericórdia e o Seu Amor , procuro fazer d’Ele o meu amigo mais próximo e mais íntimo , meu ‘guia e conselheiro’ , sempre que caminhos se cruzam perante mim. ‘E são tantas as Indecisões.!
E ,sempre que tento resistir á vontade de arrojar-me a Seus pés , sempre que meus objetivos de homem mesquinho ameaçam tirar-me o Bom- Senso de entregar minha ‘Vida e minha Vontade’ aos Seus cuidados ,elevo aos Céus ,uma Prece pelo meu Crescimento e pela Restauração de minha Fé :

“ Deus, ofereço-me a Ti, para que trabalhes em mim e faça comigo o que desejares. Liberta-me da escravidão do ego, para que eu possa realizar melhor a Tua vontade. ‘ Remove minhas dificuldades , para que a vitória sobre elas possa dar testemunho ,diante daqueles que ajudarei, de Teu Poder , de Teu Amor e de Teu Modo de Vida .Fonte: Livro Alcoólicos- Cap.5 Anônimos
“Que eu possa sempre obedecer a Vossa vontade’’.
Só por hoje, meu Deus.!

Fraternalmente, Lucio

OBS: – ESTE ESTUDO sobre Os Três Primeiros Passos , já tem um determinado tempo , mas espero que possa ser útil, para os companheiros(as)

AUTOSSUFICIÊNCIA PELAS NOSSAS PRÓPRIAS CONTRIBUIÇÕES

“AUTOSSUFICIÊNCIA PELAS NOSSAS PRÓPRIAS CONTRIBUIÇÕES”

Gratidão = Responsabilidade

Responsabilidade dos Grupos na manutenção de todos os serviços de A. A.

POR QUE…

De acordo com a Sétima Tradição, todos os Grupos de A. A. deverão ser
absolutamente autossuficientes, rejeitando quaisquer doações de fora.
Em A. A., cada Grupo é realmente parte de uma estrutura mais ampla, que procura levar sua mensagem aos que ainda sofrem de alcoolismo e não sabem haver uma saída.

Todas essas partes, em cada nível da Estrutura de Serviços, são formadas e expressam a consciência coletiva de seus membros, individualmente. Para serem “absolutamente autossuficientes”, requerem um compromisso da parte de cada membro para sustentar, através de seu Grupo de origem, os serviços fornecidos pela Central ou Intergrupal local, pela Área ou pelo ESG (Escritório de Serviços Gerais), para que esses órgãos de serviços possam continuar levando a mensagem de A. A. para além dos Grupos.

Enfim, é seu compromisso individual manter esses serviços essenciais através de suas contribuições, assegurando que:

* A comunidade externa saiba da existência de A. A.
* Recém-chegados obtenham literatura
* Ligações telefônicas possam ser atendidas
* Profissionais obtenham informações sobre A. A.
* AAs solitários recebam cartas
* Alcoólicos desesperados encontrem esperança de solução.

COMO…

Para manter os serviços essenciais de A. A., o Manual de Serviços de A. A.
orienta que os Grupos adotem um plano específico de contribuições (60-¬25-15).

Esse compromisso pode funcionar da seguinte maneira:

1. Primeiro, cuide das despesas básicas do Grupo (aluguel, água, luz, café,literatura etc. e uma reserva prudente para garantir esses compromissos).

2. O Grupo participará também das despesas do Distrito.

3. O saldo restante será remetido à Central ou Intergrupal, que reterá 60% para seu uso próprio, repassando 25% daquela quantia para o Comitê de Área e 15% para o ESG.

(Obs.: Esse é o plano adotado atualmente em nível nacional. Entretanto, cada
Grupo poderá usar de critérios próprios, de acordo com sua consciência
coletiva.)

4. Um plano de contribuição regular poderá ser conveniente para todos.

* FONTE: LIVRETE AUTOSUFICIÊNCIA PELAS NOSSAS PRÓPRIAS CONTRIBUIÇÕES

AS NOVAS VÍTIMAS DO ALCOOLISMO

AS NOVAS VÍTIMAS DO ALCOOLISMO

Laís Capistrano especial para o Diário urbana.pe@dabr.com.br
Recife, domingo, 26 de fevereiro de 2012
Mulheres e jovens. Esse é o novo perfil de dependentes que está procurando ajuda nos Alcoólicos Anônimos.

Um novo perfil de dependentes formado por mulheres e jovens passou a procurar ajuda nos grupos do Alcoólicos Anônimos (AA) no estado. Antes minoria, a presença feminina, em alguns grupos, já chega a ser igual a dos homens. Em geral, as mulheres começam a procurar tratamentos mais tardiamente, devido à não aceitação da doença. Paralelamente, são elas as presas mais fáceis em função de o corpo acumular 11% a menos de água, frente aos homens, o que favorece à dependência mais rápida do álcool. Outro fator preocupante, segundo médicos e especialistas, é a precocidade apresentada pelo novo público. A faixa etária que passou a pedir socorro no AA é de dependentes entre 18 e 25 anos, de ambos os sexos.
Segundo o médico endocrinologista e metabologista Edinário Lins, o sexo feminino dispõe de menos enzimas para oxigenar o etanol no organismo. “Cerca de 90% das bebidas alcoólicas ingeridas são metabolizadas pelo fígado. Quando há um consumo descontrolado da droga, alguns órgãos são prejudicados e até pode ocasionar um câncer. Os tipos mais comumente associados ao alcoolismo são os de esôfago, estômago, pâncreas e fígado”.
A pré-disposição genética é um ponto importante a ser analisado, no entanto, outros fatores merecem igual atenção. “O contato com o álcool começa, para muitos dependentes, ainda na infância ou início da adolescência, o que proporciona o quadro vicioso tão cedo”, alerta o médico. Em dez anos, 130 novos grupos de apoio surgiram no estado. Hoje, são 450, a maioria na Região Metropolitana do Recife. Esse aumento significativo se dá pela procura crescente dos dois segmentos, segundo a coordenação da instituição em Pernambuco.
A dependência alcoólica ainda é vista sob uma ótica preconceituosa, o que dificulta o processo de recuperação dos dependentes. “Durante o tratamento, muitas vezes a chave para a recuperação do paciente está no apoio familiar. Em alguns casos, o trabalho realizado com família é mais intenso e duradouro do que com o próprio dependente”, explicou a psicóloga especialista em alcoolismo, Francinete Xavier Borba. Ela ressaltou que a displicência paterna, somada ao sentimento de autonomia da ala jovem, potencializam o surgimento da doença. E alcoolismo mata.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o consumo excessivo de álcool é o 3º maior responsável pelas mortes no mundo. Embora não tenha cura, é possível controlar a enfermidade. A psicóloga aponta caminhos. “Para as mulheres, a recuperação é ainda mais dolorosa. Ela necessita do apoio de toda a família”. Em muitos casos, o estímulo para prosseguir no tratamento vem de membros de grupos de apoio, segundo as mulheres.
“O primeiro passo é evitar o primeiro gole”, aconselha o coordenador do AA no estado, R.J. A maioria dos alcoólicos que procura apoio em grupos diz conseguir resultados mais satisfatórios no combate à doença. Ele ressaltou que a instituição registrou um aumento de quase 300% no número de ligações nos últimos anos. E qualquer pessoa pode ligar para o 3221-3592 ou mandar um e-mail para ctorecifeesl@areapeaa.org.br e saber onde procurar ajuda. O anonimato é garantido.

Relatos de dramas pessoais

“A bebida atrapalhava minha profissão”
“Comecei a perceber que não tinha mais controle sobre a bebida. Saía nos finais de semana com algumas amigas, acabava me envolvendo em confusões e depois não me lembrava de nada. Essa dependência estava me prejudicando no trabalho. Meus colegas e chefe sentiam cheiro de bebida. Me atrasava todas as segundas por causa da ressaca. Sabia que aquilo me fazia mal, só não conseguia dar uma basta. Aos 17 anos, tomei minha primeira dose por influência de umas amigas. Havia me mudado, era novata no prédio. Gradativamente fui ficando resistente ao álcool, queria sempre mais. Bati o carro inúmeras vezes, me envolvi em acidentes muito graves, fiquei hospitalizada, já fui presa por brigar com policiais. Uma vez, conversando com um amigo, falei da situação. O admirava porque ele tinha problemas de alcoolismo e há quase dez anos havia controlado a doença. Foi ele o divisor de águas na minha vida. Esse amigo me convidou para participar de uma reunião do AA no mesmo grupo em que ele frequentava. No encontro descobri que era uma alcoólica. Desde então, já se passaram dois meses e vou a todas as reuniões. Na minha casa, minha mãe sempre se desesperava. Meu pai faleceu de AVC, por causa da bebida, e ela tinha medo que eu seguisse o mesmo caminho. Reconquistei a confiança dela. Estou me recuperando e quero continuar me sentindo assim”.
Diário de: T. Mulher, 26 anos
“Achei que podia beber pois era jovem”
“Tenho 20 anos e sou um alcoólico. No começo pensei que era uma fase. Procurava justificativas para minhas atitudes jogando a culpa nos meus pais. Desandei nos estudos, meus amigos se afastaram de mim e tive muitos problemas em casa. Hoje sei que sou portador de uma doença. Estava com 13 anos quando comecei a beber em companhia de alguns amigos. Primeiro em algumas festas, depois todo mês e, aos 15 anos, saía das aulas todas às sextas-feiras para ir a barzinhos. Urinava na cama e tinha apagamentos. Minha mãe se desesperava, me aconselhava. Fui morar com meu pai porque ela já não me aguentava mais em casa. Fui detido oito vezes e atropelei uma pessoa, tudo sob o efeito da bebida. Minha família me levou a psiquiatras conceituados, cheguei a ser internado, mas ninguém conseguia diagnosticar a doença. Tomava vários remédios por dia e vivia como um zumbi. Em um momento como este, o que ele mais precisa é do apoio da família. Primeiro tentar conscientizar o jovem de que a bebida está fazendo mal. Depois, mostrá-lo um caminho para a recuperação. Quem conversou comigo sobre a importância de participar dos grupos de apoio foi uma tia, que também é alcoólica. No início não queria me enxergar como um. Há quase três anos, controlei a doença, retomei a faculdade, trabalho, faço exercícios, mergulho e pesco. Reconquistei a confiança da minha família”.
Diário de: V. Homem, 20 anos
“A bebida me deixava promíscua”
“Quando bebia, me transformava em uma pessoa completamente diferente. Fiz coisas que jamais faria sóbria, fiquei com rapazes e depois não me lembrava de nada. A bebida deixa as pessoas mais promíscuas. Tinha apagamentos e quando acordava minhas amigas me diziam o que eu tinha feito. Sempre achava que bebia porque era uma mulher extrovertida e com muitos amigos. Tive muita dificuldade para perceber meu descontrole. Já deixei meus filhos doentes em casa enquanto ia à praia com os amigos. Passávamos a noite inteira tomando cerveja e, de manhã, quando voltava para casa, me sentia muito mal por ter feito tudo aquilo. Minha mãe me comparava com meu pai e irmão, que também apresentavam o problema. O fato de ter pré-disposição genética para a doença me deixava irritada. O meu maior desafio para aceitar que estava doente, consequentemente procurar ajuda, foi o preconceito por ser mulher alcoólica aos 35 anos. Tive três filhos em relacionamentos que não deram certo. Só consegui refazer meus planos de vida quando comecei a frequentar as reuniões em grupo. Ainda preciso de psicanalistas e psiquiatras, mas já consigo visualizar um futuro melhor para meus filhos. Quero cuidar deles, fazer meu mestrado e procurar um emprego. Eu acho que se uma mulher está na dúvida se é alcoólica ou não, isto já é um motivo para procurar um grupo de apoio”.
Diário de: R. Mulher, 38 anos
“Uma mãe nunca abandona o seu filho”
“Eu não reconhecia mais meu filho, afirmou C.L., mãe de um jovem dependente alcoólico, de 20 anos. Aos 18 anos ele procurou ajuda no AA. Tinha começado a beber muito jovem, aos 12 anos, escondido, na casa de amigos. Aos 15 anos já estava dependente. Segundo a mãe do jovem, que hoje cursa administração, o filho sempre foi maravilhoso, mas se transformava em outra pessoa quando estava sob efeito do álcool. “Era difícil ver o meu menino fazendo tantas coisas horríveis. Ele chegou a bater com o carro e a ser detido no trânsito por embriaguez. A mãe conta que sentia-se culpada, até se informar sobre a doença. Ela começou a participar de grupos de apoio à familiares e o convenceu a iniciar um tratamento. Foi uma fase difícil, conversei muito com ele, o alertava sobre a educação que ele recebeu, o futuro que ele estaria colocando a perder se continuasse bebendo e todos os males que aquilo estava lhe causando. Alguns amigos podem se afastar, namorada ou até mesmo esposa, mas a mãe nunca abandona, diz. Para a maioria das famílias a percepção da doença é algo difícil. No entanto, sem o apoio necessário para a recuperação do doente, os tratamentos utilizados podem ser ineficazes. Na minha casa, todos nós evitamos ingerir bebida alcoólica. É um ato de respeito ao meu pai, avô do jovem, que sofre com o problema, mas também uma forma de fortalecê-lo em sua batalha diária”, relata,
Diário de uma mãe.
“O alcoolismo não escolhe classe social, cor, profissão, idade e nem sexo”
As pessoas não desconfiam que uma senhora da minha idade seja uma alcoólica. Durante muitos anos minha família sofreu, principalmente a minha filha. A sociedade entende por alcoólico um homem pobre e doente. Essa ideia é errada. O alcoolismo não escolhe classe social, cor, profissão, idade e nem sexo. É uma doença preconceituosa e por isso não conseguia me ver assim. Sempre fui recatada e tímida, não frequentava bares, só tomava vinho em casa em finais de semana com meu marido. Mas com o tempo, as taças foram aumentando. Certa vez, quando minha filha tinha 15 anos, explodi o fogão de casa, logo depois tive um apagamento. Só procurei ajuda quando vi que estava no meu limite. Um dia eu escutei os conselhos de um irmão, que também é alcoólico. Até então eu sempre me aborrecia com as palavras dele. Caí em mim, entrei no AA. Ainda sinto vontade de beber, mas minhas razões para parar são ainda maiores”. Diário de: M.E. Mulher, 54 anos.
Entrevista: Francinete Xavier Borba

Quais as razões que levam tantos jovens e mulheres ao alcoolismo?
Os jovens estão bebendo mais cedo. Eles se sentem mais poderosos e desinibidos. Em alguns casos falta limites por parte dos pais, muitos deles confundem liberdade com liberação e permitem que crianças experimentem bebidas alcoólicas. Consequentemente, essa parcela está exposta a ficar dependente mais cedo. Já entre as mulheres, existe a busca pela igualdade entre os sexos. Nesse contexto, elas compreendem que a liberdade passa pela bebida. O álcool pode ser porta de entrada para outras drogas.

A família pode colaborar?
De modo geral, as mulheres alcoólicas têm um perfil semelhante. Elas são muito inteligentes, sensíveis, e se sentem frustradas por não preencherem um determinado espaço vazio na vida. E por algum motivo elas supervalorizam a bebida. Quando se é jovem, esse fator emocional está fundido com a necessidade de se integrar aos grupos de amigos. Cabe à família da mulher, assim como a do jovem, ressaltar sua autoestima, demonstrar apoio, afeição e acolhimento.

A falta de informações sobre a doença pode ser a causa para o repúdio das pessoas?
Eu costumo dizer que o alcoolismo é a doença do preconceito, da negação e da hipocrisia. A sociedade repudia, no entanto partilha das mesmas práticas. A doença muda o comportamento das pessoas. Não é raro um dependente ser confundido com um mau caráter. Alcoolismo é uma doença que alcança todas as classes sociais e faixas etárias. Não existe cura, mas o portador pode ser tratado desde cedo.

PRIMEIRA TRADIÇÃO DE A. A.

Preâmbulo da Primeira Tradição, página 115:

“NOSSO BEM-ESTAR COMUM DEVE ESTAR EM PRIMEIRO LUGAR; A REABILITAÇÃO INDIVIDUAL DEPENDE DA UNIDADE DE A.A.” •
AS DOZE TRADIÇÕES – UMA DESTILAÇÃO DA EXPERIÊNCIA DE A.A.
PRIMEIRA TRADIÇÃO – (Das Doze Tradições Ilustradas)

Nosso irmão aquele bêbado barulhento, oferece a ilustração mais simples desta Tradição. Se ele insistir em interromper a reunião, nós o “convidamos” a sair da sala, mas o trazemos de volta quando ele estiver em melhor condição para ouvir a mensagem. O grupo deverá continuar funcionando e estar à sua disposição para o dia em que ele queira parar de beber. ……………………………………………………………..
Pior ainda, ela ameaça a verdadeira base de nossa sobriedade – a unidade do Grupo de A.A. Porque uma “fofoca” hipócrita pode prejudicar a confiança mútua que é vital para o Grupo. E um falador compulsivo pode arruinar a eficiência de uma reunião de debates – ……….
Terceira página.
Da Primeira Tradição:
Página 116:
“Surge a compreensão de que não se é senão UMA PEQUENA PARTE DE UM GRANDE TODO; de que nenhum SACRIFÍCIO DE CARÁTER PESSOAL é demasiado grande face a PRESERVAÇÃO DA IRMANDADE. Aprende-se que o clamor dos DESEJOS E AMBIÇÕES interiores tem de ser silenciado sempre QUE AMEACE prejudicar o GRUPO.
Torna-se claro que o GRUPO tem de SOBREVIVER para que o INDIVÍDUO NÃO PEREÇA”.
“De modo que, no princípio, a melhor maneira de viver e trabalhar em grupos tornou-se a questão primordial. Víamos no nosso mundo PERSONALIDADES DESTRUINDO povos inteiros”.
Página 117:
“E PERCEBERAM MUITO BEM QUE O SEU BEM-ESTAR COMUM ESTAVA ACIMA DE TUDO.” •
A Tradição de A.A. como ela se desenvolveu – Por Bill W.:
Página 07:
A experiência de A.A. nos tem ensinado que:
1. ……… Portanto nosso BEM-ESTAR COMUM VEM EM PRIMEIRO LUGAR, MAS SEGUIDO DE PERTO PELO BEM-ESTAR INDIVIDUAL.
(Nosso bem-estar comum deveria vir em primeiro lugar; a recuperação pessoal depende da unidade de A.A.)
De: A Linguagem do Coração
Página 25 e 26.
Cada membro de Alcoólicos Anônimos não é senão uma pequena parte de um grande todo. A.A. precisa continuar vivo ou a maioria de nós certamente morrerá. Nosso bem estar comum vem, portanto, em primeiro lugar. Mas o bem estar individual vem logo em seguida.
Página 38 e 39.
O Indivíduo em Relação ao A.A. como um Grupo.
Pode ser que Alcoólicos Anônimos seja uma nova forma de sociedade humana. O PRIMEIRO dos nossos Doze Pontos da TRADIÇÃO DE A.A. declara: “Cada membro de Alcoólicos Anônimos não é senão uma pequena parte de um grande todo. A.A. precisa continuar vivo ou a maioria de nós certamente morrerá. NOSSO BEM ESTAR COMUM VEM, PORTANTO, EM PRIMEIRO LUGAR. MAS O BEM ESTAR INDIVIDUAL VEM LOGO EM SEGUIDA”. ISSO CONSTITUI A ADMISSÃO, COMUM EM TODAS AS NOSSAS FORMAS DE ASSOCIAÇÃO, DE QUE O INDIVÍDUO DEVE OCASIONALMENTE COLOCAR O BEM ESTAR DE SEUS COMPANHEIROS À FRENTE DE SEUS PRÓPRIOS ANSEIOS DESCONTROLADOS. Se o indivíduo em nada contribuísse para o bem estar comum, não poderia existir nenhuma forma de sociedade – apenas o egoísmo correria a solta: a anarquia no pior sentido dessa palavra.
Página 40.
Porque é que A.A. também não se desmantela? Se cada aa dispõe de uma liberdade individual que pode chegar à licenciosidade, porque que é que essa Sociedade de A.A. não explode? Ela deveria explodir, mas não explode.

Página 41.
A menos é claro que o cidadão de A.A. esteja disposto a viver altruisticamente, colocando frequentemente o bem estar de A.A. como um todo à frente de seus planos e ambições pessoais.
Página 92:
Como é que isto não é uma anarquia?
A resposta parece ser que na realidade nós AAs não podemos fazer o que quisermos, mesmo que não haja nenhuma autoridade humana constituída que nos impeça. Efetivamente, nosso bem estar comum está protegido por forte proteção. Assim que, qualquer ação põe em grave perigo o bem estar comum, A OPINIÃO DO GRUPO SE MOBILIZA PARA NOS LEMBRAR, NOSSA CONSCIÊNCIA COMEÇA A RECLAMAR. Se alguém persiste, pode ser que fique transtornado o suficiente para embebedar-se e o álcool lhe dá uma surra. A opinião do Grupo lhe indica que se desviou, sua apropria consciência lhe diz que está equivocado; se vai longe demais o álcool acaba a convencê-lo de seu erro.
Tudo acima é literalmente o que consta nos livros e páginas citadas.
Comentário:
Em muitos pontos das Doze Tradições frisa a importância do indivíduo e de sua grande liberdade de modo muito extenso e enfático,
MAS EM NENHUM DELES DIZ QUE DEVE PREVALECER O DIREITO INDIVIDUAL, OU A LIBERDADE INDIVIDUAL, SOBRE O COLETIVO, A PONTO DE DESTRUIR UM GRUPO.

E. Ávila